Tag: consumo

  • Peso no bolso: preço do boi inicia fevereiro em alta

    Peso no bolso: preço do boi inicia fevereiro em alta

    Os preços do boi gordo começam fevereiro mais altos. Em janeiro, o mercado registrou pequenas oscilações.
    As médias ficaram próximas às de dezembro, segundo o Cepea. Em fevereiro, os valores mostram reação.
    O consumo interno sustentou as cotações.

    As exportações de carne bovina cresceram. A Secex confirma avanço nos embarques. Os volumes superam os resultados de janeiro passado. As vendas externas batem recorde para o mês.

    Chuvas regulares melhoraram as condições das pastagens. Os pecuaristas mantiveram animais no campo.
    A estratégia reduziu a oferta de gado. As escalas de abate ficaram curtas. Agora, os frigoríficos disputam mais animais prontos. Os compradores oferecem preços mais altos. O mercado do boi inicia fevereiro aquecido.

  • Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Alto consumo sustenta preços da carne bovina

    Os preços da carne bovina seguem sustentados na primeira quinzena de janeiro de 2026, apontam levantamentos do Cepea. O movimento ocorre na contramão do padrão sazonal esperado para o período, segundo o Centro de Pesquisas.

    A principal sustentação vem da demanda firme, apesar das despesas extras típicas do primeiro mês do ano. Tradicionalmente, consumidores reduzem compras de cortes nobres e priorizam opções mais acessíveis. Entre essas alternativas, destacam-se carnes do dianteiro bovino, além das proteínas suína e de frango.

    Agora, agentes do mercado monitoram a segunda metade de janeiro com maior cautela. O início do pagamento de tributos pode limitar novas altas da carne com maior valor agregado.

    No mercado do boi gordo, os preços permanecem praticamente estáveis. Esse cenário reflete a combinação entre oferta limitada e demanda estável, conforme o Cepea.

    Desde novembro de 2022, a carne no atacado vale mais que o boi pago ao pecuarista paulista. A comparação considera 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande São Paulo. Os valores utilizam o Indicador CEPEA/ESALQ, com dados deflacionados pelo IGP-DI. Na parcial de janeiro, a vantagem da carne sobre o animal para abate alcança R$ 25,64 por arroba.

  • Frutas nacionais reduzem custos da ceia de Natal

    Frutas nacionais reduzem custos da ceia de Natal

    A proximidade do Natal aquece o mercado de frutas especiais em todo o Brasil. Nas bancas das Ceasas, os comerciantes registram aumento de até 50% nas vendas durante dezembro, impulsionado pela busca dos consumidores por produtos frescos e de qualidade para as ceias de fim de ano.

    Produtores nacionais abastecem cerca de 90% das frutas vendidas nas centrais de abastecimento, segundo comerciantes da unidade do Distrito Federal. A cereja chilena figura entre as poucas exceções importadas, enquanto uvas, pêssegos, lichias e ameixas chegam às mesas brasileiras direto das lavouras nacionais.

    “Hoje não tem mais isso não. A gente encontra frutas o ano todo, muito graças, claro, à tecnologia, à ciência que ajudou a desenvolver variedades para todo o Brasil”, afirma a consumidora Helena Bittar.

    Tecnologia transforma produção nacional

    O Vale do São Francisco, no Nordeste, exemplifica a transformação tecnológica na fruticultura brasileira. A região produz uvas durante todo o ano, eliminando a dependência das festas de fim de ano para consumir determinadas frutas. Investimentos em pesquisa agrícola e desenvolvimento de variedades adaptadas ao clima tropical garantem o abastecimento contínuo do mercado.

    Paulo Iovino, diretor de empresa que comercializa frutas no atacado e varejo na Ceasa de Brasília, confirma a importância do período natalino. “É o melhor mês do ano, principalmente quando o preço está bom. Se [os preços] do pêssego, banana, uvas, estiverem em conta, sai tudo. É Natal”, afirma.

    Expectativa de super safra no Sul

    Produtores da região Sul esperam colher uma super safra de frutas de caroço neste ano, especialmente pêssegos e ameixas. O varejo projeta crescimento de 10% no consumo de frutas de época durante este Natal, principalmente das variedades com preços mais acessíveis em comparação a 2024.

    A capacitação dos produtores rurais e o domínio de tecnologias agrícolas eliminaram a sazonalidade que limitava o consumo de certas frutas. “Essas categorias, antigamente a gente se encontrava algumas variedades de fruta numa determinada época, né?”, recorda Helena Bittar.

    Preços registram alta de 6,7%

    Apesar do otimismo entre comerciantes, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) aponta aumento de 6,7% nos preços das frutas especiais e importadas em relação ao Natal passado. As frutas secas acumulam alta de 6,2% no mesmo período. O abacaxi, por exemplo, chega a custar R$ 10 a unidade, valor que alguns consumidores consideram elevado.

    Márcio Milan, vice-presidente da ABRAS, explica que o consumo aumenta naturalmente nesta época. “O consumo de frutas premium tende a aumentar, consolidando o mês de dezembro como o melhor período para o setor”, ressalta. O dirigente atribui o crescimento à renda adicional do 13º salário e ao clima festivo do Natal.

    O movimento nas Ceasas confirma a tendência: quando os preços permanecem acessíveis, especialmente de itens tradicionais como pêssego, banana e uvas, as vendas disparam durante todo o mês de dezembro.

  • Mudanças climáticas elevam consumo de água na produção de leite

    Mudanças climáticas elevam consumo de água na produção de leite

    O aquecimento global aumenta o consumo de água e pressiona a sustentabilidade da produção de leite no Brasil. Um estudo realizado por instituições brasileiras e alemãs revelou que boas práticas de manejo e melhorias produtivas reduzem significativamente a pegada hídrica da atividade.

    Os pesquisadores analisaram 67 propriedades leiteiras no Rio Grande do Sul e cruzaram dados de produtividade, uso de recursos e cenários climáticos. O resultado mostrou que é possível reduzir o consumo de água com ajustes simples no manejo e na eficiência do rebanho.

    Boas práticas reduzem a pegada hídrica do leite

    A equipe científica realizou 192 combinações entre boas práticas e cenários climáticos para avaliar o consumo hídrico em diferentes sistemas produtivos. As simulações mostraram variação média de 299 a 1.058 litros de água por quilo de leite corrigido.
    Segundo o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, fatores como maior produtividade de milho e soja, eficiência na lavagem das salas de ordenha e tratamento de efluentes ajudam a reduzir o consumo de água. “Melhorar a eficiência produtiva e o manejo é essencial para diminuir a pegada hídrica”, destacou o pesquisador.

    Como o clima afeta a eficiência hídrica

    Foto: divulgação – Embrapa/Gisele Rosso

    O estudo apontou que o aquecimento global amplia o uso de água verde e azul na produção. As temperaturas mais altas aumentam a evapotranspiração das plantas e o consumo hídrico dos animais.
    Nas fazendas analisadas, sistemas a pasto apresentaram pegadas hídricas maiores que os confinados, devido à menor produtividade por vaca. Mesmo assim, propriedades bem gerenciadas mostraram bons resultados. “Independentemente do modelo, o manejo correto garante sustentabilidade”, afirmou Palhares.

    Desempenho produtivo e uso racional da água

    Os pesquisadores calcularam a pegada hídrica seguindo as diretrizes do Manual de Avaliação da Pegada Hídrica, que considera o uso direto e indireto de água.
    A água verde corresponde à utilizada na produção de alimentos para o gado. A azul vem de fontes superficiais ou subterrâneas, usadas na dessedentação e limpeza. Já a água cinza representa o volume necessário para diluir resíduos e efluentes.
    Nos sistemas a pasto, a pegada verde representou 98,8% do total. Nos confinados, o índice chegou a 99%, reforçando a influência da dieta animal na sustentabilidade da produção.

    Eficiência produtiva é o caminho para reduzir impactos

    A combinação ideal para menor pegada hídrica inclui aumento da produtividade do milho e da soja, maior produção de leite por vaca e redução do uso de água nas ordenhas.
    Nas simulações, o aumento de 25% no rendimento das culturas agrícolas reduziu consideravelmente a pegada hídrica verde. Já o tratamento dos efluentes foi essencial para diminuir a pegada cinza.
    O estudo mostrou que vacas mais produtivas e dietas equilibradas resultam em menor uso de água por litro de leite. Essa eficiência também reduz o impacto climático e melhora o desempenho econômico das fazendas.

    Aquecimento global desafia a sustentabilidade do setor

    O aquecimento global tende a elevar o consumo de água verde e azul entre 1% e 2%. As temperaturas mais altas aumentam a sede dos animais e reduzem a produtividade das lavouras, especialmente de milho e soja.
    Palhares explica que o desafio cresce a cada ano. “O aumento da temperatura e a queda da produtividade das culturas reduzem as opções de mitigação disponíveis aos produtores”, alertou o pesquisador.

    Produção eficiente apoia metas da ONU

    As ações para reduzir a pegada hídrica nas fazendas contribuem diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre eles, estão o ODS 2, sobre agricultura resiliente; o ODS 12, que incentiva o uso eficiente dos recursos naturais; e o ODS 13, voltado ao combate às mudanças climáticas.
    Os resultados reforçam que eficiência produtiva e manejo sustentável são estratégias-chave para garantir a segurança alimentar e a preservação dos recursos hídricos no futuro da pecuária leiteira brasileira.

  • Preços do frango se aproximam dos níveis pré-gripe aviária

    Preços do frango se aproximam dos níveis pré-gripe aviária

    Os preços da carne de frango seguem em forte alta e se aproximam dos níveis registrados antes da gripe aviária de maio, aponta o Cepea.

    Segundo o Centro de Pesquisas, a recuperação das cotações internas está ligada à retomada das exportações e ao aquecimento do consumo doméstico.

    Entre os países que suspenderam as compras após o surto, apenas a China ainda não retomou as importações. Já a União Europeia voltou a comprar carne de frango brasileira na segunda quinzena de setembro, o que impulsionou o movimento de recuperação do setor.

    De acordo com análises do Cepea, esse cenário vem se mantendo firme nas últimas semanas.
    Colaboradores consultados indicam tendência de estabilidade em patamares elevados até o fim de 2025. A expectativa é reforçada pelo aumento da demanda interna, estimulado pelo maior valor pago por aves natalinas no período de festas.

  • Consumo e exportação de café solúvel mantêm crescimento em 2025

    Consumo e exportação de café solúvel mantêm crescimento em 2025

    O Brasil mantém o ritmo positivo na exportação e no consumo interno de café solúvel no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Os embarques do produto cresceram 1,3% em volume, totalizando 1,944 milhão de sacas de 60 kg entre janeiro e junho, na comparação com igual período de 2024. Em receita cambial, o avanço foi ainda mais expressivo, com alta de 45,2%, chegando a US$ 586,9 milhões.

    Entre os 81 países que adquiriram café solúvel brasileiro no semestre, os Estados Unidos lideram como principal importador, com 361.088 sacas importadas. Argentina, Rússia, Indonésia e Peru completam o top 5 dos destinos do produto brasileiro.

    Segundo Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, o bom desempenho até junho não foi afetado pelas tensões tarifárias geradas pelo presidente americano Donald Trump. “As indústrias brasileiras de café solúvel conseguem manter o abastecimento global, consolidando o Brasil como o maior produtor e exportador mundial,” comentou.

    No entanto, cresce a preocupação com o anúncio de Trump, em 9 de julho, de taxar produtos brasileiros importados pelos EUA em 50% a partir de 1º de agosto. Essa medida pode impactar diretamente as vendas do principal parceiro comercial brasileiro para o setor. Atualmente, os EUA representam 19% do volume e da receita cambial do café solúvel exportado pelo Brasil. O país é o segundo maior fornecedor ao mercado norte-americano, detendo 24% da fatia consumida.

     

    Fabio Sato, presidente da Abics, alerta que a imposição dessas tarifas poderá reduzir a competitividade do café solúvel brasileiro nos EUA, abrindo espaço para concorrentes como México, que não será taxado, e outros fornecedores sujeitos a tarifas menores, entre 10% e 27%.

    Crescimento no mercado interno

    O consumo interno de café solúvel no Brasil também apresentou avanço, com 12,647 mil toneladas (equivalente a 548 mil sacas) consumidas no semestre, alta de 4,2% ante o primeiro semestre de 2024. O crescimento mais expressivo ocorreu no segmento freeze dried (liofilizado), que avançou 18,7% para 1,557 mil toneladas. O spray dried (em pó) cresceu 2,5%, totalizando 11,090 mil toneladas. O consumo de café solúvel importado aumentou 23%, já incluído nesse total.

    Para Aguinaldo Lima, o aumento no consumo doméstico está relacionado à melhora na qualidade dos produtos e à introdução de novas opções no mercado. Além do preço mais acessível em meio ao cenário inflacionário. “O café solúvel oferece custo por xícara menor e praticidade no preparo, sem exigir filtros ou utensílios, importante em tempos de economia apertada. As indústrias continuam investindo para inovar e aperfeiçoar o produto,” conclui.

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  • Feijão fica mais barato e alivia o bolso dos brasileiros

    Feijão fica mais barato e alivia o bolso dos brasileiros

    Em meio à alta dos alimentos, o feijão segue na contramão da inflação e se torna mais acessível. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o preço da saca do feijão carioca caiu de R$ 331 em janeiro de 2024 para R$ 220 no mesmo período de 2025, uma redução de 33,5%. Ou seja, esse recuo está ligado ao aumento da oferta do grão, beneficiando tanto a segurança alimentar quanto o mercado de commodities.

    IBGE prevê aumento na produção de feijão em 2025

    O IBGE estima que a produção de feijão em 2025 alcance 3,4 milhões de toneladas, um aumento de 9,3% em relação à safra colhida em 2024. A primeira safra deve produzir 1,2 milhão de toneladas, enquanto a segunda deve atingir 1,4 milhão de toneladas. Já a terceira safra tem previsão de 775 mil toneladas.

    A área destinada à colheita da safra de verão (primeira safra) deve chegar a 1,3 milhão de hectares, um crescimento de 6,3% em relação a 2024. A produtividade também deve subir, com estimativa de rendimento médio de 880 kg/ha, um aumento de 23,1%.

    A Kicaldo, marca especializada em grãos, avalia que a queda nos preços amplia o acesso ao produto sem comprometer sua relevância. “O feijão é mais do que um alimento básico. Ele é uma fonte acessível de proteína vegetal de qualidade. A redução nos preços torna esse alimento nutritivo ainda mais presente na dieta dos brasileiros”, destaca Mauro Bortolanza, fundador da empresa e presidente da ABIFEIJÃO (Associação Brasileira das Indústrias de Feijão).

    Dia do Feijão incentiva consumo e reforça importância do grão

    O Dia do Feijão, celebrado mundialmente em 10 de fevereiro, foi criado pela ONU para incentivar o consumo desse alimento rico em nutrientes. Em geral, apesar da queda no consumo nos últimos anos, o Brasil segue entre os maiores produtores e consumidores do grão no mundo.

    Ao mesmo tempo, com a redução nos preços, especialistas acreditam que o feijão pode recuperar espaço na alimentação dos brasileiros. “O feijão é essencial. Além de seu valor nutricional, ele impacta diretamente a economia e o agronegócio. Precisamos resgatar seu valor e mostrar às novas gerações os benefícios do seu consumo”, reforça Bortolanza.

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  • Clima e consumo elevado mantêm preço do café em alta

    Clima e consumo elevado mantêm preço do café em alta

    A escalada no preço do café deve continuar nas próximas semanas. A previsão é da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), que atribui a alta às condições climáticas adversas e ao aumento da demanda global. Ao mesmo tempo, a colheita da nova safra, prevista para abril ou maio, pode ajudar a estabilizar o mercado.

    Em geral, o consumo mundial de café segue em expansão, impulsionado pela entrada da China como novo mercado consumidor. Portanto, segundo a Abic, esse cenário deve manter os preços elevados por mais dois ou três meses. A estabilização pode ocorrer com a chegada da nova safra, mas uma queda significativa nos valores só é esperada a partir de 2026.

    Mercado global sente impacto

    Desde novembro do ano passado, o café registra valorização expressiva, tanto no Brasil quanto no mercado internacional. O país lidera as exportações globais, respondendo por quase 40% da produção mundial, seguido por Vietnã (17%) e Colômbia. Na Bolsa de Nova York, os contratos de café arábica atingiram recordes históricos. Nesta quarta-feira (5), a cotação bateu US$ 3,97 por libra-peso.

    O presidente da Abic, Pavel Cardoso, destaca que a alta também reflete a participação crescente de fundos de investimento no setor. “Essa escalada uma hora vai parar, mas ainda não sabemos quando”, afirmou.

    Safras de café afetadas pelo clima

    A produção de café enfrenta dificuldades desde 2020. Apesar do recorde naquele ano, os ciclos seguintes foram marcados por perdas. Em 2021, uma forte geada comprometeu cerca de 20% da safra de arábica. No ano seguinte, a lavoura não conseguiu se recuperar. Em 2023, o El Niño trouxe estiagem prolongada e temperaturas elevadas. Já em 2024, o La Niña resultou em chuvas excessivas.

    “Isso prejudica a lavoura”, explica Cardoso. A previsão é que a safra deste ano seja ligeiramente menor que a de 2023. O impacto acumulado dos eventos climáticos, somado ao aumento da demanda global, impulsiona a alta dos preços.

    Custos elevados pressionam o setor

    A indústria do café também enfrenta aumento expressivo nos custos. Segundo a Abic, os gastos com matéria-prima subiram mais de 200%, levando a repasses ao consumidor de aproximadamente 38%. Esse movimento se reflete diretamente nos preços da commodity nas bolsas internacionais.

    “A oferta restrita pressiona o mercado. Com a chegada da nova safra, esperamos alguma estabilidade, mas a previsão para 2026 é mais otimista”, avalia Cardoso. A expectativa do setor é que a próxima colheita possa superar o recorde de 2020, elevando a oferta e reduzindo os preços.

    Consumo e faturamento crescem

    O consumo de café no Brasil cresceu 1,11% entre novembro de 2023 e outubro de 2024, de acordo com a Abic. O país é o segundo maior consumidor mundial da bebida, com 21,9 milhões de sacas em 2024, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

    O faturamento da indústria de café torrado no mercado interno atingiu R$ 36,82 bilhões em 2023, um aumento de 60,85% em relação ao ano anterior. O segmento de cafés especiais teve reajuste de 9,8% no período. Além disso, as categorias Gourmet, Superior e Tradicional registraram altas de 16,17%, 34,38% e 39,36%, respectivamente. Cafés em cápsulas também ficaram mais caros, com aumento de 2,07%.

    Nos últimos quatro anos, a matéria-prima subiu 224%, enquanto o preço do café no varejo aumentou 110%. Apenas no último ano, a alta foi de 37,4%, bem acima da inflação da cesta básica, que ficou em 2,7%.

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  • Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    O Brasil alcançou um marco histórico em 2024 com a exportação e o consumo de café solúvel. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o país exportou 4,093 milhões de sacas. Ou seja, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, que teve 3,622 milhões de sacas.

    O presidente da Abics, Fabio Sato, destacou que esse recorde reafirma a posição do Brasil como o maior produtor e exportador mundial do produto. Além disso, ele ressaltou que as exportações se destinam a cerca de 100 países, com os Estados Unidos sendo o principal comprador, responsável por cerca de 20% das vendas.

    Curiosamente, países como Indonésia, México, Vietnã e Colômbia também estão entre os importadores do café solúvel brasileiro.Em termos financeiros, as exportações geraram uma receita cambial de US$ 950,056 milhões entre janeiro e dezembro de 2024. Esse valor representa um crescimento de 35,3% em comparação com o mesmo período de 2023.

    Os Estados Unidos lideraram as importações brasileiras com 777.401 sacas, um aumento de 10,9% em relação a 2023. A Rússia e a Indonésia completaram o top três dos principais compradores, com aquisições de 253.240 e 243.455 sacas, respectivamente.

    O que vem pela frente?

    Para 2025, Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, acredita que o cenário continuará positivo. Ele mencionou a expectativa de que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja concretizado. Isso poderia aumentar significativamente as exportações para a Europa, que é o segundo maior destino dos cafés solúveis brasileiros.

    Mercado Interno

    Em geral, no mercado interno, o consumo também atingiu recordes históricos. O Brasil consumiu 1,069 milhão de sacas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior. Eliana Relvas, consultora da Abics, atribui esse aumento à inovação das indústrias em produtos e embalagens. Lima acrescentou que o setor espera um crescimento moderado no consumo interno entre 1% e 2% em comparação com os anos anteriores.

    Além disso, as indústrias comemoram a inclusão do café solúvel na cesta básica da reforma tributária. Essa mudança deve aumentar a competitividade do setor.Contudo, Lima alertou sobre a necessidade de resolver questões relacionadas ao crédito presumido de PIS/Cofins para manter a competitividade no mercado global.

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  • Preço da carne bovina continua em alta; entenda o motivo

    Preço da carne bovina continua em alta; entenda o motivo

    Frigoríficos voltaram a elevar as ofertas de compra de boi gordo. O movimento reflete o consumo interno de carne bovina, que mantém os preços no atacado em alta. Portanto, segundo dados do Cepea, negócios recentes já registram valores superiores aos praticados no final de 2024, em diversas regiões.

    O mercado futuro também acompanha essa tendência. Os contratos de boi gordo para os três primeiros meses de 2025 (janeiro, fevereiro e março) tiveram seus valores ajustados para cima. Em resumo, os pesquisadores do Cepea atribuem essa disposição dos frigoríficos às margens atraentes obtidas com a carne.

    Em São Paulo, a diferença entre o preço pago pela arroba aos pecuaristas e o valor da venda de 15 quilos de carne com osso no atacado da Grande São Paulo permanece positiva. Ou seja, essa margem está em torno de R$ 30 por arroba, um dos patamares mais altos já registrados pelo Cepea.

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    Embora abaixo do recorde de dezembro, quando a média mensal chegou a R$ 32,17 por arroba, o cenário atual ainda favorece os frigoríficos. Esse desempenho histórico reforça a expectativa de continuidade do movimento comprador e preços sustentados no curto prazo.

    Exportação de carne bovina

    O Brasil alcançou um marco significativo em suas exportações de carne bovina em 2024, totalizando 2,89 milhões de toneladas enviadas ao exterior. Este volume representa um crescimento de mais de 26% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita de US$ 12,8 bilhões, um aumento de 22% em comparação a 2023. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e foram compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

    Com recordes mensais consecutivos, o ano de 2024 se consagra como o maior para as exportações de carne bovina no Brasil. Esse desempenho coloca o setor como um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira, que atingiu US$ 74,6 bilhões no mesmo período. A iniciativa Brazilian Beef, desenvolvida pela ApexBrasil e pela Abiec, impulsiona a promoção da carne bovina nacional no mercado internacional.