lgO Piauí acaba de ganhar sua maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de gestão estadual: a RPPN Flor da América, localizada em Colônia do Piauí. Com 560 hectares de Caatinga sob proteção permanente, a nova unidade de conservação representa um avanço histórico para a preservação do bioma, o único exclusivamente brasileiro. E um passo importante para o fortalecimento da conservação privada no país.
A criação da reserva foi oficializada durante solenidade em Teresina (PI), em celebração ao Dia Nacional das RPPNs, comemorado em 31 de janeiro, data que ressalta o papel estratégico dessas áreas para a proteção da biodiversidade e o incentivo à preservação ambiental em propriedades particulares.
Refúgio ecológico e legado ambiental
A RPPN Flor da América, criada pela Auren Energia, funcionará como um verdadeiro santuário ecológico para diversas espécies da fauna e flora típicas do semiárido. Entre os animais protegidos estão aves, mamíferos, répteis e anfíbios que dependem da vegetação nativa para sobreviver.
Além de abrigar a vida silvestre, a reserva exerce papel fundamental na regulação climática, na conservação do solo e na recarga hídrica da região. Sua localização estratégica contribui para a formação de corredores ecológicos. Permitindo o fluxo genético das espécies e fortalecendo a resiliência ambiental da Caatinga frente às mudanças climáticas.
Avanço para a conservação do semiárido
A criação da RPPN Flor da América integra um conjunto de ações voltadas à restauração e ao manejo sustentável da Caatinga no estado. Nessas áreas, monitoramentos recentes registraram mais de 170 espécies nativas, incluindo o periquito-da-caatinga, o pompeu e o gato-do-mato-pequeno. Todos classificados como vulneráveis pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Jarbas Amaro, gerente de Sustentabilidade, e Rafael Campolina, gerente executivo de Sustentabilidade da Auren Energia, participam da cerimônia de assinatura para a criação da RPPN. Foto: Narcílio Costa/ Ascom Semarh/PI
A iniciativa reforça o compromisso com a preservação de biomas estratégicos e demonstra o papel crescente do setor privado na ampliação das áreas de conservação voluntária no Brasil.
A história começa bem antes do que imaginávamos. Enquanto cientistas ao redor do mundo tentavam entender porque populações inteiras de sapos, rãs e pererecas estavam desaparecendo, a resposta estava escondida em museus brasileiros desde 1916. Um fungo microscópico, silencioso e letal, já habitava nosso território décadas antes de se tornar uma ameaça global.
O vilão da história tem nome científico complicado: Batrachochytrium dendrobatidis, chamado simplesmente de Bd pelos pesquisadores. Esse fungo quitrídio causa uma doença devastadora chamada quitridiomicose, que já levou ao declínio de pelo menos 500 espécies de anfíbios anuros ao redor do planeta.
Mas não é qualquer linhagem do fungo que está no centro desta descoberta. É especificamente a Bd-Brazil, uma variante genética que, como o nome sugere, nasceu aqui. E um estudo publicado recentemente na revista Biological Conservation finalmente comprova o que pesquisadores brasileiros suspeitavam há anos: essa linhagem se originou mesmo no Brasil e se espalhou para o mundo todo.
A polêmica sobre a origem do fungo
A jornada para confirmar a origem brasileira da linhagem não foi simples. Em 2012, quando os cientistas identificaram essa variante pela primeira vez no país, batizaram ela de Bd-Brazil. Parecia óbvio, certo? Nem tanto.
Em 2018, um artigo na prestigiada revista Science contestou essa origem. Os autores argumentaram que a linhagem poderia ter vindo da Península Coreana, propondo até renomear o genótipo como Bd-Asia-2/Bd-Brazil. Foi uma reviravolta que colocou em xeque a hipótese brasileira.
Mas os pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não desistiram. Liderados por Luís Felipe Toledo, professor do Instituto de Biologia, e com trabalho de doutorado de Luisa P. Ribeiro, a equipe reuniu evidências de múltiplas fontes para resolver essa controvérsia de uma vez por todas.
“Esse genótipo tem alta prevalência em diferentes espécies nativas do Brasil, com registros muito antigos”, explica Ribeiro, primeira autora do estudo apoiado pela FAPESP. “Quando olhamos em outros lugares, os registros são bem mais recentes e ocorrem apenas em rãs-touro e outras espécies exóticas.”
O trabalho de detetive científico
Para provar que a Bd-Brazil realmente se originou aqui, os pesquisadores viraram verdadeiros detetives. Eles cruzaram dados de várias fontes: literatura científica antiga, amostras de anfíbios preservados em museus desde o século 19, análises genéticas de rãs criadas em ranários brasileiros e investigações sobre o comércio internacional de carne de rã.
Colaboradores estrangeiros examinaram nada menos que 2.280 espécimes de anfíbios coletados entre 1815 e 2014, guardados em museus de zoologia ao redor do mundo. Quarenta deles testaram positivo para o Bd.
Microscopia do fungo quitrídio Batrachochytrium dendrobatidis (Bd), agente causador da quitridiomicose, mostra zoosporângios e zoósporos responsáveis pela infecção em anfíbios. Foto: Mariana Pontes/Fapesp/LEAD Technologies Inc. V1.01
O registro mais antigo de infecção? Um sapo da espécie Alytes obstetricans, coletado em 1915 nos Pireneus franceses. Mas o segundo mais antigo veio de um sapo brasileiro da espécie Megaelosia goeldii, presente no Rio de Janeiro, coletado em 1964.
Aqui está o detalhe crucial: a Bd-Brazil já estava presente no Brasil em 1916, duas décadas antes das primeiras rãs-touro norte-americanas chegarem ao país. Isso já tinha sido indicado em um artigo de 2014 na Molecular Ecology, mas agora as evidências ficaram ainda mais robustas.
As rãs-touro: vetores involuntários da tragédia
Se o fungo é brasileiro, como ele se espalhou pelo mundo? A resposta está nos ranários e no apetite global por carne de rã.
A rã-touro (Aquarana catesbeiana), espécie norte-americana, foi introduzida no Brasil pela primeira vez em 1935. Uma segunda população chegou nos anos 1970. Os criadores brasileiros descobriram que esse animal de grande porte e carne saborosa era perfeito para a aquicultura comercial.
O problema é que as rãs-touro criadas em ranários brasileiros carregavam a Bd-Brazil. E quando essas rãs começaram a ser exportadas para diversos países, levaram o fungo junto.
Os pesquisadores analisaram impressionantes 3.617 rotas do comércio internacional de carne de rã, envolvendo 48 países. Apenas 12 foram identificados como exportadores, 21 como importadores e 15 faziam os dois papéis.
Ranário brasileiro dedicado à criação de rãs-touro (Aquarana catesbeiana). Uso de água do entorno sem tratamento e alta densidade de animais podem contribuir para infecção por fungo presente no ambiente. Foto: Luisa Ribeiro
O Brasil exportou diretamente para os Estados Unidos entre 1991 e 2009. Os americanos, por sua vez, exportaram para a Coreia do Sul em 2004 e 2008. A linhagem foi detectada em todos esses países, mas sempre em datas posteriores à sua presença confirmada no Brasil.
“Não poderíamos identificar exatamente a linhagem em uma grande amostra de anfíbios depositados em museus, uma vez que a conservação nem sempre é a desejável para manter essa informação”, reconhece Toledo. “Por isso, identificamos apenas presença ou ausência do fungo nesses indivíduos e buscamos outras evidências que pudessem indicar ou não a origem brasileira.”
Por que isso importa?
A Bd-Brazil é prevalente no Brasil, com mais da metade das ocorrências em alguns ranários. Paradoxalmente, ela é menos virulenta que outras linhagens, como a Bd-GPL, provavelmente originária da Ásia.
Aqui no Brasil, o fungo está presente tanto em criações comerciais quanto na natureza. Algumas espécies nativas até carregam o patógeno sem desenvolver a doença. Mas quando exportado para outros ecossistemas, o fungo encontra anfíbios sem defesas evolutivas contra ele.
O resultado? Declínio catastrófico de populações em diversos países.
Ribeiro, que atualmente realiza pós-doutorado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ressalta a importância da descoberta: “Mesmo sem sabermos a linhagem em todos os casos, encontramos registros mais antigos do que os reportados anteriormente na literatura e apresentamos uma revisão de registros históricos de Bd no mundo.”
O alerta dos cientistas
O estudo, que integra o projeto “Da história natural à conservação dos anfíbios brasileiros”, traz um recado urgente para autoridades sanitárias e ambientais globalmente.
Os autores ressaltam a necessidade urgente de medidas de prevenção robustas: controles rígidos de importação, triagem sistemática de patógenos em animais comercializados e protocolos rigorosos de quarentena. Tudo isso com regulamentação e monitoramento em escala global para salvaguardar as espécies nativas.
A descoberta também levanta questões sobre nossa responsabilidade. Se um patógeno brasileiro se espalhou pelo mundo através do comércio, que outros riscos invisíveis podem estar viajando nas cargas de animais vivos que cruzam fronteiras diariamente?
Por enquanto, os cientistas conseguiram resolver um mistério de décadas. A Bd-Brazil nasceu aqui, cresceu aqui, e daqui partiu para se tornar uma ameaça global aos anfíbios. Resta agora usar esse conhecimento para proteger as espécies que ainda restam.
Na manhã da última quarta-feira (23/10/25), o guia e fotógrafo Bruno Jacob documentou um comportamento extraordinário no Parque Estadual Encontro das Águas (MT): a onça-pintada Jaju, uma fêmea conhecida na região, escalou uma árvore carregando a carcaça de um jacaré. Especialistas consideram o registro possivelmente inédito para a espécie.
Jaju havia capturado o jacaré no dia anterior (22/10/25). O momento em que ela arrasta a presa para o alto da árvore representa um comportamento atípico para onças-pintadas, que normalmente arrastam suas presas aquáticas para a vegetação densa nas margens dos rios.
Enquanto leopardos africanos frequentemente armazenam suas presas em árvores para protegê-las de competidores como leões e hienas, as onças-pintadas do Pantanal raramente adotam essa estratégia. O registro oferece aos pesquisadores uma valiosa oportunidade para estudar a flexibilidade comportamental desses predadores de topo da cadeia alimentar.
Turismo fotográfico impulsiona conservação no Pantanal
O Parque Estadual Encontro das Águas se consolidou como um dos principais destinos mundiais para turismo fotográfico de vida selvagem. A região abriga a maior concentração de onças-pintadas do planeta, atraindo fotógrafos profissionais e entusiastas da natureza de diversos países.
O turismo de observação de fauna movimenta a economia local e fortalece iniciativas de conservação. Guias especializados como Bruno Jacob acompanham visitantes em embarcações pelos rios do Pantanal, proporcionando encontros seguros com a vida selvagem e documentando comportamentos raros.
Onças-pintadas: predadores de topo do Pantanal
As onças-pintadas (Panthera onca) dominam o topo da cadeia alimentar pantaneira. Esses felinos poderosos desenvolveram habilidades únicas de caça aquática, destacando-se como excelentes nadadoras. O Pantanal oferece condições ideais para a espécie, com abundância de presas como jacarés, capivaras e peixes.
A mordida da onça-pintada figura entre as mais potentes do reino animal. O felino perfura diretamente o crânio de suas presas, uma técnica diferente da maioria dos grandes felinos que sufocam suas vítimas pela garganta.
Jacarés: presas abundantes nos rios pantaneiros
O Pantanal abriga duas espécies de jacarés: o jacaré-do-pantanal (Caiman yacare) e o jacaré-açu (Melanosuchus niger). O jacaré-do-pantanal, mais comum na região, representa uma fonte importante de alimento para as onças.
Estimativas indicam que milhões de jacarés habitam os rios e lagoas do bioma. Durante a seca, quando os corpos d’água diminuem, as onças encontram condições ideais para caçar esses répteis, que ficam concentrados em espaços menores.
Importância científica do registro
Pesquisadores da vida selvagem celebram registros como o de Bruno Jacob. Cada documentação de comportamentos incomuns amplia o conhecimento científico sobre a espécie e pode revelar adaptações comportamentais ainda não descritas pela literatura especializada.
O Parque Estadual Encontro das Águas, criado em 2004, protege mais de 108 mil hectares de áreas úmidas. A unidade de conservação permite estudos de longo prazo sobre onças-pintadas e outras espécies pantaneiras, contribuindo para estratégias efetivas de preservação do bioma.
O programa Biodiversidade Litoral do Paraná (BLP) financia projetos estratégicos que monitoram espécies terrestres e marinhas ameaçadas na região. As iniciativas fortalecem Unidades de Conservação e ampliam o conhecimento científico sobre a biodiversidade local.
O MegaCoast-PR, que a Associação MarBrasil coordena, acompanha a megafauna marinha, incluindo golfinhos, baleias, tartarugas, aves e tubarões. O projeto One Blue Health avalia a saúde dos ecossistemas através de análises integradas de fauna, ambiente e seres humanos. Em terra, o Monitora Serra do Mar observa grandes mamíferos e aves ameaçadas, como onça-pintada, anta, queixada, puma, veado, cateto, macuco, inhambus, urus e jacutinga, além de monitorar o ecossistema de Floresta Atlântica.
Região abriga patrimônio natural da humanidade
O litoral paranaense representa uma das regiões mais singulares do Brasil. A Unesco reconhece a área como Patrimônio Natural da Humanidade. O território abriga áreas Ramsar, sítios de relevância internacional para conservação de áreas úmidas, e integra a Grande Reserva Mata Atlântica — maior remanescente protegido do bioma no mundo, com quase 3 milhões de hectares de áreas naturais, florestas, manguezais e águas costeiras preservadas no Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
A região funciona como berçário, área de alimentação e rota migratória para espécies raras, endêmicas e ameaçadas.
“A região abriga espécies que só ocorrem aqui, como o papagaio-de-cara-roxa, uma ave endêmica do litoral norte do Paraná e sul de São Paulo. Também serve de rota para baleias-francas, golfinhos, tubarões-martelo, raias-manta e aves migratórias que vêm da Antártica e da Europa”, explica Camila Domit, pesquisadora do Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da UFPR e da Associação MarBrasil, coordenadora do projeto MegaCoast-PR.
A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) protege o papagaio-de-cara-roxa há mais de 20 anos e conseguiu reverter a tendência de desaparecimento da espécie.
DNA ambiental revoluciona monitoramento marinho
O projeto MegaCoast emprega DNA ambiental, metodologia inovadora que revoluciona o monitoramento de espécies marinhas. Os pesquisadores coletam amostras de água e identificam, por meio de fragmentos genéticos presentes no líquido, quais espécies de animais ou microrganismos circulam naquele ecossistema.
O método já detectou bactérias que sinalizam riscos não apenas para a fauna, mas também para a saúde humana.
“Detectamos bactérias com alta resistência a antibióticos, o que levanta questões sobre a relação entre saúde do ecossistema, da fauna e dos humanos. Golfinhos compartilham conosco a cadeia alimentar e funcionam como sentinelas da saúde ambiental. Quando eles adoecem, nós também ficamos vulneráveis”, afirma Camila Domit.
Rastreamento acústico conecta Paraná a rede nacional
O MegaCost-PR inova também com rastreamento acústico de animais marinhos, em parceria com o LEC/UFPR e o Projeto Meros do Brasil. A iniciativa conecta o Paraná a uma rede de telemetria que se estende do Norte ao Sul do país.
Foto: Divulgação
O sistema permite identificar áreas prioritárias para conservação e acompanhar trajetos de espécies migratórias ameaçadas, como peixes ósseos, tubarões, raias e tartarugas marinhas. Essas informações subsidiam políticas públicas brasileiras e convenções internacionais das quais o Brasil participa, como a Comissão de Espécies Migratórias (CMS).
Ciência cidadã aproxima comunidade da conservação
O projeto incentiva a participação popular no monitoramento. “Qualquer pessoa pode contribuir registrando avistagens de golfinhos, baleias e tartarugas em nosso site ou comunicando via perfil de mídia social @lecufpr. A ciência cidadã colabora com o monitoramento e aproxima comunidades pesqueiras e litorâneas do processo de construção do conhecimento regional da biodiversidade”, completa a pesquisadora.
O diálogo com comunidades tradicionais e pescadores artesanais locais também ajuda a mitigar conflitos pelo uso de áreas comuns entre espécies ameaçadas e atividades econômicas. “As mesmas áreas de alta produtividade pesqueira servem de alimentação para fauna marinha. Mapeamos essas sobreposições e construímos, junto com as comunidades, soluções que conciliem direitos e usos, integrando conservação, aspectos culturais e segurança alimentar”, explica Camila.
Grandes mamíferos desaparecem da Mata Atlântica
A floresta litorânea também emite sinais de alerta. O Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, que reúne diferentes iniciativas voltadas à conservação de espécies-chave da Mata Atlântica, inclui o projeto Monitora Serra do Mar. O BLP apoia a iniciativa, que o IPeC – Instituto de Pesquisas Cananeia executa com o Instituto Manacá.
O projeto acompanha quatro espécies emblemáticas: onça-pintada, onça-parda, anta e queixada. Todas enfrentam ameaças na Mata Atlântica, sendo que três delas já aparecem classificadas como “criticamente ameaçadas” no Paraná.
“A anta praticamente desapareceu das florestas de terras baixas do litoral, e a onça-pintada mantém hoje uma população muito baixa, restrita a áreas remotas da Serra do Mar”, alerta Roberto Fusco, coordenador do projeto Monitora Serra do Mar.
Espécies funcionam como sentinelas ambientais
Especialistas consideram essas espécies como sentinelas ambientais. Por serem mais vulneráveis à caça e à perda de habitat, esses animais desaparecem primeiro, indicando assim a qualidade de conservação de uma floresta. Além disso, são espécies-guarda-chuva: sua proteção garante a conservação de diversos outros organismos e do próprio habitat.
Apesar do cenário crítico, Fusco vê sinais de esperança. “Em áreas com fiscalização intensiva, identificamos indícios de recuperação. Esses dados nos permitem recomendar regiões estratégicas para reforço populacional, com solturas de antas e queixadas. No caso da onça-pintada, os desafios logísticos e genéticos são maiores, mas não descartamos essa possibilidade”.
Plataforma SMART digitaliza monitoramento
As novas ferramentas de monitoramento formam parte central da estratégia de conservação que o BLP apoia. Uma delas é o SMART (Spatial Monitoring and Reporting Tools), plataforma que dezenas de países usam e que digitaliza e padroniza dados de campo. O sistema permite que patrulhas registrem em tempo real desde avistamentos de fauna até atividades ilícitas como caça e extração de palmito.
Foto: Divulgação
No Paraná, essa tecnologia se integrou ao Programa Monitora, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), iniciativa nacional que coleta e analisa informações sobre biodiversidade em UCs de todo o país. Em parceria com o Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar, gestores de UCs da região receberam treinamento para aplicar o SMART, utilizar armadilhas fotográficas e sistematizar dados na produção de indicadores sobre médios e grandes mamíferos ameaçados de extinção e alvos de caça ilegal.
Comunidades locais reforçam fiscalização
Essa integração fortaleceu a fiscalização e o manejo da biodiversidade e abriu espaço para o engajamento da sociedade. “Ao capacitar comunidades locais para usar essas ferramentas, consolidamos Agentes de Monitoramento que reforçam a fiscalização, ampliam a intolerância à caça ilegal e ainda geram renda”, explica Roberto Fusco.
Para Camila Domit, o diálogo que nasce a partir desses resultados também é político. “Os dados do projeto devem orientar gestores públicos, empreendedores e órgãos licenciadores. Trata-se de qualificar as metodologias de monitoramento, reduzir custos e, sobretudo, harmonizar os diferentes usos do território sem perder de vista a vida que depende dele”.
Programa transforma passivo ambiental em investimento
O Programa Biodiversidade Litoral do Paraná surgiu em 2021 e promove conservação, pesquisa e uso responsável dos recursos naturais, fortalecendo Unidades de Conservação e impulsionando o desenvolvimento sustentável do litoral paranaense.
O Termo de Acordo Judicial (TAJ), firmado após o vazamento de óleo ocorrido em 2001, financia o Programa. A iniciativa transformou um passivo ambiental em investimento histórico em conservação: mais de R$ 110 milhões destinados a iniciativas estratégicas ao longo de dez anos.
O fotógrafo da vida selvagem Rafael Matutão imortalizou uma cena de tirar o fôlego no Pantanal: o momento exato em que uma onça-pintada preda uma sucuri-amarela. As imagens, que rapidamente ganharam destaque entre pesquisadores e amantes da natureza, mostram um raro embate entre dois dos maiores predadores do bioma.
O encontro começou com uma breve e intensa disputa. A onça, utilizando sua força e agilidade, aplicou uma técnica de predação precisa na serpente. Após dominar completamente a sucuri, a onça-pintada segurou firmemente a presa em suas poderosas mandíbulas e transportou o corpo da serpente para o interior da mata.
Este registro vai além de uma simples cena de caça. Especialistas afirmam que imagens como estas são documentos científicos fundamentais. Elas fornecem dados inestimáveis sobre o comportamento alimentar das onças-pintadas, a dinâmica da cadeia alimentar e as interações entre superpredadores.
O trabalho de Rafael Matutão reforça a importância da conservação do Pantanal. Cenas tão cruas e poderosas da vida selvagem só acontecem em ambientes preservados, destacando a onça-pintada como um símbolo da saúde do ecossistema. O clique histórico serve como um lembrete da beleza e da ferocidade que existem na natureza brasileira.
O Pantanal continua revelando suas maravilhas naturais. Recentemente, pesquisadores registraram na RPPN Eng. Eliezer Batista dois exemplares do discreto gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi), sendo um deles portador de uma característica extremamente rara: a coloração avermelhada.
O gato-mourisco é conhecido por sua versatilidade cromática, podendo apresentar pelagem que varia do cinza tradicional até tons mais incomuns. No entanto, a coloração vermelha representa um fenômeno particularmente extraordinário na espécie, despertando o interesse da comunidade científica.
Esta não é a primeira vez que a variação cromática avermelhada é documentada na região. Pesquisadores do Instituto de Homem Pantaneiro (IHP) já haviam descrito o fenômeno em artigo científico publicado com base em estudos realizados na RPPN Acurizal, evidenciando que essa característica genética está presente em diferentes pontos do bioma pantaneiro.
Além de sua beleza singular, o gato-mourisco desempenha uma função ecológica fundamental no Pantanal. Este felino atua como regulador natural das populações de pequenos animais, contribuindo significativamente para o equilíbrio dos ecossistemas locais.
Sua dieta diversificada inclui roedores, aves de pequeno porte e outros animais que, sem o controle natural exercido por predadores como o gato-mourisco, poderiam proliferar descontroladamente e causar desequilíbrios ambientais.
O registro destes dois indivíduos na RPPN Eng. Eliezer Batista reforça a importância crucial dos programas de monitoramento de fauna selvagem. Essas iniciativas não apenas documentam a biodiversidade local, mas também fornecem dados essenciais para estratégias de conservação mais efetivas.
As Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) demonstram ser verdadeiros laboratórios a céu aberto, permitindo que cientistas acompanhem de perto o comportamento e as características de espécies nativas em seus habitats naturais.
Um tesouro a ser preservado
A descoberta da coloração avermelhada no gato-mourisco pantaneiro representa mais do que uma curiosidade científica. É um lembrete da riqueza genética ainda pouco conhecida da fauna brasileira e da urgente necessidade de proteger os habitats que abrigam essas variações únicas.
O Pantanal, reconhecido como uma das maiores planícies alagáveis do mundo, continua sendo um reservatório de surpresas biológicas que podem revolucionar nossa compreensão sobre a diversidade da vida selvagem sul-americana.
Um vídeo gravado recentemente em uma estrada brasileira está chamando a atenção de moradores e biólogos ao registrar dois tatus-canastra (Priodontes maximus) caminhando juntos durante o dia. Considerada a maior e mais rara espécie de tatu do mundo, essa aparição dupla é um evento incomum, já que esses animais são naturalmente solitários e de hábitos noturnos. A filmagem, feita por uma pessoa que passava pelo local, não só revela a curiosidade comportamental, mas também reacende o alerta para o risco crítico de extinção que essa espécie emblemática enfrenta.
A cena, que mostra os dois indivíduos adultos cruzando uma via, é surpreendente. Como explica o biólogo José Fernando de Sousa Lima, estudioso de mamíferos, “ele passa a maior parte do dia entocado, só sai durante a noite. O que faz ele sair durante o dia é ser incomodado”. Esse “incômodo” pode ser provocado por ataques de outros animais, pela presença de caçadores ou, como apontado em outro contexto, por eventos climáticos extremos, como cheias no Pantanal, que forçam os animais a buscar terrenos mais altos e secos.
Um gigante sob ameaça: a situação atual do tatu-canastra
A afirmação presente no vídeo de que o tatu-canastra está em risco de extinção é, infelizmente, verdadeira e alarmante. A situação atual da espécie é classificada como Vulnerável (VU) em nível global pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). No entanto, a realidade é ainda mais grave em biomas específicos do Brasil. Na Mata Atlântica, por exemplo, a espécie é categorizada como Criticamente em Perigo (CR), o que significa que está a um passo da extinção nesse ecossistema.
Os principais fatores que levaram e ainda mantêm o tatu-canastra nessa situação precária são:
Perda e fragmentação de habitat: a expansão agropecuária e o desmatamento para cultivos como a soja e a pecuária, além de monoculturas de eucalipto, destroem e fragmentam o ambiente natural desses animais. O Cerrado, um de seus habitats, já perdeu mais de 80% de sua vegetação nativa em algumas regiões, como Mato Grosso do Sul.
Caça ilegal: a caça predatória, seja para consumo de sua carne – considerada um “petisco” em algumas regiões – seja por retaliação de apicultores (já que os tatus podem destruir colmeias para comer larvas), é uma ameaça significativa. Apesar de ser crime ambiental com pena de detenção e multa, a prática ainda persiste.
Atropelamentos: a construção de rodovias próximas aos seus habitats corta os corredores naturais por onde os tatus se deslocam. Com grandes áreas de vida (podem se deslocar por vastos territórios), eles são forçados a cruzar estradas, resultando em muitos atropelamentos. O Cerrado é recordista nesse triste índice, com 22 animais vitimados nos últimos 14 anos.
Poluição e contaminação: uma ameaça silenciosa e recentemente descoberta preocupa os cientistas. Um estudo de 2025 revelou contaminação por microplásticos e metais pesados (como chumbo, cromo e manganês) em 100% das amostras de fezes de tatus-canastra analisadas no Parque Estadual do Rio Doce (MG). Essa poluição, oriunda de rejeitos de mineração, fertilizantes agrícolas e lixo, pode causar infertilidade, danos orgânicos e tumores, impactando a longo prazo a sobrevivência da população.
Curiosidades sobre o tatu-canastra
Engenheiro do ecossistema: suas enormes tocas (com até 5m de profundidade) abrigam mais de 70 outras espécies. Que as usam como refúgio térmico e contra predadores .
Gigante solitário: pode medir 1,5m e pesar mais de 50 kg. É o maior tatu do mundo.
Visão péssima, olfato excelente: localiza seu alimento favorito (cupins e formigas) principalmente pelo olfato apurado.
Baixa taxa reprodutiva: o intervalo entre gestações pode chegar a três anos, o que dificulta muito a recuperação de suas populações.
Esperança e esforços de conservação
Portanto, apesar do cenário desafiador, existem iniciativas robustas empenhadas em reverter o destino do tatu-canastra. O Projeto Tatu-Canastra, liderado pelo Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), completa mais de uma década de pesquisas e é uma luz no fim do túnel. O projeto atua em vários fronts:
Pesquisa e monitoramento: utiliza colares com GPS e armadilhas fotográficas para entender os padrões de movimento, saúde e genética da espécie. Recentemente, monitorou simultaneamente oito indivíduos, um recorde.
Engajamento comunitário: diálogo com proprietários de terras para criar corredores ecológicos e conscientizar sobre a importância do animal. Desenvolve até um selo “Apicultor Amigo do Tatu-canastra” para mitigar conflitos.
Educação ambiental: leva informação a milhares de alunos em escolas rurais e urbanas, transformando o tatu em um símbolo de conservação.
O programa é tão relevante que é o único representante da América Latina concorrendo ao prestigiado Prêmio Beauval Nature 2025.
Tabela: status de conservação do tatu-canastra (priodontes maximus) em diferentes biomas
Um símbolo de resistência
O vídeo casual que flagrou dois tatus-canastra é mais do que uma simples curiosidade. É também um registro raro da resistência de uma espécie à beira do desaparecimento. Cada avistamento como esse é um lembrete valioso de que esses gigantes discretos ainda persistem em meio às pressões humanas.
Sua sobrevivência a longo prazo, no entanto, não depende da sorte de encontros fortuitos. Mas sim da manutenção e expansão de esforços de conservação, da aplicação efetiva das leis ambientais e da conscientização de toda a sociedade sobre seu papel crucial como “engenheiros” dos ecossistemas brasileiros. Portanto, preservar o tatu-canastra, como bem resumiu um fiscal ambiental, é sinônimo de preservar o Cerrado, o Pantanal e a Mata Atlântica.
Uma câmera escondida registrou imagens raras de um dos últimos elefantes-da-floresta-africana (Loxodonta cyclotis) no Parque Nacional Niokolo-Koba, no Senegal. O flagrante, feito durante a noite, mostra o animal conhecido como “Elefante Fantasma”, termo usado localmente para descrever os poucos indivíduos remanescentes da espécie, considerada criticamente ameaçada de extinção.
Segundo o grupo de conservação Panthera e a Direção de Parques Nacionais do Senegal, responsáveis pela gravação, o animal foi identificado como Ousmane. O nome foi dado em homenagem a um guarda-florestal do parque. Armadilhas fotográficas registraram o animal, com tecnologia essencial para monitorar espécies raras e discretas. Ousmane não aparecia desde 2019, e as últimas imagens conhecidas datavam de 2020.
Na gravação, Ousmane aparece caminhando lentamente pela savana, parando e encarando a câmera. O brilho dos olhos do animal, causado pelas lentes de visão noturna, reforça o clima misterioso que cerca a espécie.
Espécie em risco crítico
O elefante-da-floresta-africana é menor que o elefante-da-savana, atingindo até 2,25 metros de altura e sendo a menor das três espécies de elefantes existentes. Estima-se que restem apenas entre cinco e dez indivíduos dessa espécie no Parque Nacional Niokolo-Koba, número alarmante diante dos cerca de 450 registrados na região no final da década de 1970.
A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) classifica a espécie como criticamente ameaçada, com tendência de declínio populacional. O Parque Nacional Niokolo-Koba é atualmente o último refúgio desses elefantes no Senegal, tornando a preservação da área vital para a sobrevivência da espécie.
“Os elefantes estão sob imensa pressão na África Ocidental. Apenas algumas populações de paquidermes sobrevivem nesta região. O Parque Nacional Niokolo-Koba, onde filmaram este indivíduo, é a última área no Senegal onde esta espécie ameaçada de extinção sobrevive”, afirmou Philipp Hensche, diretor regional do Panthera, à Newsweek.
Conservação e esperança
Apesar do cenário preocupante, iniciativas de conservação têm trazido esperança. Desde 2017, o parque e o grupo Panthera desenvolvem um plano de proteção para a área, com estudos para identificar se Ousmane é o último da espécie e avaliar a possibilidade de introduzir um grupo de fêmeas para formar uma nova população reprodutora.
O histórico do parque em conservação é positivo: ações de combate à caça ilegal permitiram que a população de leões da África Ocidental mais do que dobrasse desde 2011. Como reconhecimento, a UNESCO retirou o parque da Lista de Patrimônios Mundiais em Perigo, reforçando a importância das medidas de proteção para espécies ameaçadas.
O registro do “Elefante Fantasma” reacende o debate sobre a urgência da conservação e a necessidade de esforços contínuos para evitar a extinção de espécies emblemáticas na África Ocidental.
O peixe-boi, um dos maiores mamíferos aquáticos do mundo, é conhecido por sua dieta vegetariana e comportamento tranquilo. Existem quatro espécies de peixes-bois, mas no Brasil, destacam-se o peixe-boi marinho (Trichechus manatus) e o peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis). Recentemente, um vídeo viralizou nas redes sociais mostrando o biólogo Vinícius Ferreira amamentando filhotes de peixe-boi no projeto da AMPA, destacando a importância da conservação desses animais.
Os peixes-bois são mamíferos aquáticos que habitam águas doces e salgadas. O peixe-boi da Amazônia, por exemplo, é exclusivamente de água doce e pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 450 quilos. Já o peixe-boi marinho pode atingir 4 metros e pesar até 700 quilos. Eles são herbívoros, alimentando-se principalmente de plantas aquáticas e semi-aquáticas.
Reprodução e conservação
A reprodução dos peixes-bois é lenta, com um período de gestação de 13 meses. As fêmeas geralmente têm um filhote a cada quatro anos, que é amamentado por um a dois anos. A conservação desses animais é crucial, pois enfrentam ameaças como a destruição de habitat, caça ilegal e poluição. O peixe-boi da Amazônia é considerado uma das espécies mais ameaçadas no Brasil.
Iniciativas como a do projeto da AMPA, que inclui o cuidado e amamentação de filhotes órfãos, são essenciais para a sobrevivência da espécie. Esses esforços não apenas ajudam a garantir a reprodução dos peixes-bois, mas também promovem a conscientização sobre a importância da preservação desses mamíferos aquáticos.
AMPA
A Associação Amigos do Peixe-boi (AMPA) desempenha um papel crucial na conservação do mamífero da Amazônia, uma espécie ameaçada de extinção. O projeto da AMPA, em parceria com instituições como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), visa proteger essa espécie icônica e promover a conscientização ambiental.
Um dos principais esforços da AMPA é o Programa de Reintrodução de Peixes-Bois da Amazônia. Esse programa busca aumentar o tamanho das populações de peixes-bois e promover a preservação da espécie. A reintrodução de animais resgatados e reabilitados é uma estratégia eficaz para fortalecer as populações naturais e garantir a diversidade genética.
A AMPA também promove ações de educação ambiental, visando conscientizar a população sobre a importância da conservação do peixe-boi da Amazônia. Essas atividades incluem oficinas e eventos que destacam o papel ecológico desses animais na manutenção dos ecossistemas aquáticos da Amazônia.
O Pantanal, um dos biomas mais ricos e biodiversos do Brasil, foi palco de uma cena digna de cinema: uma onça-pintada imersa na água, predando um jacaré gigante com habilidade e agilidade impressionantes. O registro foi feito pelo grupo Tanda Afrika, sediado em Joanesburgo, África do Sul, durante uma expedição no Pantanal, e compartilhado pelo fotógrafo Marlon Du Toit.
A onça-pintada, um dos predadores mais poderosos das Américas, atacou o jacaré pelo pescoço, imobilizando-o rapidamente. Essa cena dramática ilustra a força e a estratégia das onças-pintadas, que regularmente caçam grandes jacarés no Pantanal. “É uma visão e uma experiência que você simplesmente nunca esquecerá”, descreve o fotógrafo.
As onças-pintadas são carnívoras e ocupam o topo da cadeia alimentar no Pantanal. Elas são conhecidas por sua habilidade em caçar sozinhas, utilizando o camuflagem para surpreender suas presas. Além disso, possuem uma notável desenvoltura em ambientes aquáticos, o que as torna predadoras eficazes em um ecossistema como o Pantanal.
O Pantanal: um santuário de biodiversidade
O Pantanal é um dos maiores biomas de água doce do mundo, abrigando uma rica biodiversidade que inclui onças-pintadas, jacarés, capivaras e muitas outras espécies. A preservação desse ecossistema é crucial para manter o equilíbrio da natureza e garantir a sobrevivência dessas espécies incríveis.
O Tanda Afrika é uma empresa líder em safáris fotográficos e experiências personalizadas de vida selvagem. Com sede em Joanesburgo, África do Sul, eles oferecem passeios de luxo que conectam os visitantes com os animais mais incríveis em habitats inexplorados. A empresa se destaca por criar experiências inesquecíveis e transformadoras, permitindo que os clientes vivam momentos únicos ao lado da natureza.
Viagens guiadas para fotografia
A Tanda Afrika se especializa em viagens guiadas para fotografia de vida selvagem, criando itinerários personalizados que atendem às necessidades específicas de cada cliente. Seus safáris são projetados para proporcionar encontros emocionais com a natureza, garantindo que os visitantes tenham uma experiência autêntica e luxuosa.
A missão da Tanda Afrika é redefinir a experiência de safári, combinando paixão e expertise para oferecer aventuras inesquecíveis. Eles valorizam a conexão com a natureza e a importância de promover a conscientização sobre a conservação da vida selvagem.
Embora a Tanda Afrika não esteja diretamente envolvida em projetos de conservação, sua atuação indiretamente apoia a preservação da biodiversidade ao promover o turismo sustentável e a conscientização sobre a importância da vida selvagem. Ao valorizar a natureza e apoiar atividades que respeitam o meio ambiente, a empresa contribui para a proteção dos ecossistemas naturais.