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  • Embrapa Café lança guia para combater pragas e doenças nos grãos

    Embrapa Café lança guia para combater pragas e doenças nos grãos

    A Embrapa Café lançou a publicação Circular Técnica nº 9, que traz orientações detalhadas sobre o manejo integrado de pragas e doenças no cultivo de cafés conilon e robusta. Além disso, o material, elaborado pela Embrapa em parceria com o Consórcio Pesquisa Café, destaca as principais ameaças fitossanitárias à espécie Coffea canephora e apresenta recomendações práticas para aumentar a produtividade.

    As pragas e doenças do cafeeiro são grandes desafios para produtores familiares e empresariais. Ou seja, quando não manejados adequadamente, esses problemas podem causar perdas significativas na produção. Para mitigar esses impactos, a Circular Técnica reúne diretrizes de monitoramento e manejo com base em estratégias sustentáveis e eficazes.

    Características do Coffea canephora

    A espécie Coffea canephora tem origem africana e inclui dois grupos botânicos cultivados no Brasil: conilon e robusta. O conilon se destaca pelo crescimento arbustivo, maior tolerância à seca e ciclo de maturação variável, mas é mais suscetível a doenças. Já o robusta apresenta crescimento mais ereto, maior vigor e maior resistência a doenças, mas menor tolerância à seca.

    O Brasil é líder mundial na produção de Coffea canephora, com Espírito Santo e Rondônia concentrando a maior parte da safra. A espécie representa cerca de 30% da produção nacional de café, enquanto o Coffea arabica domina com 70%. Esse cenário reflete a relevância econômica e social do cultivo de cafés conilon e robusta no país.

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    Estratégias de manejo sustentável

    A publicação ressalta que o manejo integrado é essencial para a sustentabilidade do cultivo de C. canephora. Essa abordagem combina estratégias que minimizam o impacto ambiental e protegem a saúde dos trabalhadores. O manejo eficaz exige uma ação multidisciplinar, envolvendo desde o monitoramento das lavouras até a aplicação de tecnologias inovadoras e controle químico regulamentado.

    O controle químico listado na Circular foi baseado no Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (Agrofit), do Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, a publicação inclui uma síntese prática de diretrizes para facilitar a adoção no campo.

    Impacto para os produtores

    Com informações detalhadas e atualizadas, o objetivo da Circular Técnica nº 9 é orientar os produtores na tomada de decisões e na adoção de boas práticas agrícolas. O guia oferece soluções práticas para controlar pragas e doenças, garantindo maior produtividade, qualidade e rentabilidade.

    Para acessar a publicação, os interessados podem consultar os canais oficiais da Embrapa Café.

     

  • Brasil tem recorde de exportação de café em setembro

    Brasil tem recorde de exportação de café em setembro

    O Brasil atingiu um recorde histórico nas exportações de café em setembro de 2024, com o embarque de 4,464 milhões de sacas de 60 kg. Em resumo, o volume representa um crescimento de 33,3% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram exportadas 3,348 milhões de sacas.

    Faturamento

    O faturamento também foi o maior já registrado para o mês, chegando a US$ 1,194 bilhão, um aumento de 84,5%. Os dados são do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Nos primeiros três meses da safra 2024/25, o Brasil exportou 12,050 milhões de sacas, gerando US$ 3,105 bilhões. Ou seja, esses números representam um crescimento de 19,7% em volume e 54,7% em receita, comparado ao mesmo período do ano anterior.

    Recorde no acumulado do ano

    Entre janeiro e setembro de 2024, o Brasil exportou 36,428 milhões de sacas de café, superando em 38,7% o volume registrado nos primeiros nove meses de 2023. Além disso, a receita das exportações também foi recorde, alcançando US$ 8,451 bilhões, um aumento de 51,9% em relação ao ano passado.

    Problemas logísticos continuam

    Apesar dos resultados expressivos, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, alertou para os desafios logísticos que o setor enfrenta. “Ainda enfrentamos grandes atrasos nos portos, falta de contêineres e dificuldades de espaço, o que prejudica as exportações”, afirmou Ferreira. Ele também disse que cerca de 2 milhões de sacas de café estão acumuladas nos portos, aguardando embarque.

    Ferreira destacou o esforço das equipes de logística e o diálogo com os terminais portuários para mitigar os problemas. “Estamos trabalhando para manter as exportações em alta, mas os custos extras com armazenagem e atrasos pesam para os exportadores”, comentou.

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    Destinos do café brasileiro

    Os Estados Unidos foram o principal destino do café brasileiro em 2024, com a importação de 5,770 milhões de sacas entre janeiro e setembro, um aumento de 31,9% em comparação ao ano passado. A Alemanha ficou em segundo lugar, adquirindo 5,359 milhões de sacas, um aumento de 70,8%. Outros grandes importadores foram Bélgica, Itália e Japão.

    Desafios e alternativas

    Para driblar os problemas logísticos, o Brasil tem buscado alternativas, como o uso de embarques via “break bulk”, que permite o transporte de grandes volumes sem o uso de contêineres. Em setembro, dois envios de café utilizaram essa modalidade, prática comum nas décadas de 1960.

    Crescimento das exportações para países produtores

    O México liderou as importações de café brasileiro entre os países produtores, com um crescimento de 169,3% em 2024. O Vietnã, o segundo maior produtor mundial, também ampliou suas compras em 374,8%, adquirindo 637.546 sacas para suprir a demanda local.

    Tipos de café exportados

    O café arábica continua sendo a variedade mais exportada pelo Brasil, com 26,397 milhões de sacas enviadas ao exterior entre janeiro e setembro de 2024, representando 72,5% do total. Além disso, as exportações de canéfora, incluindo conilon e robusta, cresceram 170,4%, atingindo 7,037 milhões de sacas, o maior volume já registrado para essa espécie.

    Portos

    O Porto de Santos foi o principal responsável pelas exportações de café entre janeiro e setembro, com 24,682 milhões de sacas, ou 67,8% do total. Em seguida, o complexo portuário do Rio de Janeiro exportou 10,419 milhões de sacas.

     

  • 8º Encoffee reúne mais de 900 cafeicultores e discute clima, mercado e sustentabilidade

    8º Encoffee reúne mais de 900 cafeicultores e discute clima, mercado e sustentabilidade

    O 8º Encoffee, realizado em Uberlândia (MG) nos dias 1 e 2 de outubro, atraiu mais de 900 cafeicultores de sete estados produtores, em uma edição histórica marcada por discussões sobre clima, mercado e inovação no setor cafeeiro. O evento reuniu produtores, cooperativas, pesquisadores e empresas para debater temas cruciais, como manejo, previsão de safra, sustentabilidade e os impactos do clima nas lavouras.

    Durante o evento, questões climáticas como seca, geadas e queimadas receberam destaque. Segundo Carlos Augusto, presidente da Cooxupé, o Brasil está preparado para enfrentar as novas exigências ambientais impostas pelo mercado europeu. “Nosso café é produzido de maneira sustentável, em áreas livres de desmatamento”, afirmou, em painel que abordou ESG e as novas regras do comércio internacional.

    Desafios do mercado e impacto climático

    Os preços do café, especialmente o arábica, seguem em níveis históricos, alimentados pela seca no Brasil e pelo impacto na safra de 2025. A falta de chuvas durante o período de floradas pode comprometer a produção. Enquanto o café conilon atinge preços recordes devido à quebra de safra no Vietnã, segundo dados da Safras e Mercado. Nesta semana, a saca de 60 kg de café arábica foi negociada a R$ 1.480 em Guaxupé (MG). Enquanto isso, o conilon alcançou R$ 1.510 em Vitória (ES).

    Produtores, cooperativas, pesquisadores e empresas se reuniram no 8º Encoffee para falar sobre mercado, preço, manejo e previsão de safra em Uberlândia.

    Durante o painel sobre a cultura do conilon, Luiz Carlos Bastianello, presidente da Cooabriel, destacou os desafios enfrentados pelo setor, como a escassez de mão de obra e a necessidade de maior investimento em pesquisa para melhorar a qualidade do café. “Precisamos de mais segurança para avançar com novos plantios e aprimorar a qualidade do nosso café conilon”, afirmou Bastianello.

    Tecnologia e inovação em foco

    Ao longo dos dois dias de evento, os participantes discutiram a importância de novas tecnologias, como sistemas de irrigação e certificações, para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor. “O objetivo é fornecer conhecimento que ajude o empresário do setor a planejar estratégias para o seu negócio”, comentou Luciana Martins, diretora executiva do Grupo Conecta, organizador do evento.

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    Entre os destaques da programação, Felipe Serigatti, economista e coordenador de mestrado em Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou um panorama econômico global e nacional. Ele ressaltou que, embora a economia mundial apresente sinais de recuperação, há riscos relacionados à desaceleração chinesa e instabilidades no Oriente Médio. No Brasil, ele criticou o modelo de crescimento insustentável, destacando o aumento dos gastos governamentais.

    Próximos passos e novos eventos

    O sucesso do 8º Encoffee marca um novo capítulo para o Grupo Conecta, que já prepara novos encontros para 2024 e 2025, como o Congresso Conecta Agro (CCA). Esse evento visa integrar todas as iniciativas da empresa, criando um ecossistema de inovação e oportunidades para o agronegócio. Além disso, em novembro deste ano, o Encontro Nacional das Mulheres Cooperativistas reunirá mulheres do agro para discussões técnicas e networking. Rreforçando, assim, a importância da inclusão e diversidade no setor.

    Com debates de alto nível e a presença de especialistas, o Encoffee se consolida como um dos principais eventos do setor cafeeiro no Brasil. Conectando cafeicultores e promovendo soluções para os desafios presentes e futuros do mercado.

  • Vai um cafezinho aí? Arábica ou Robusta?

    Vai um cafezinho aí? Arábica ou Robusta?

    O Dia Internacional do Café, celebrado nesta terça-feira (1º), marcou uma data especial para os apreciadores de uma das bebidas mais consumidas no mundo. Criada pela Organização Internacional do Café (OIC), a comemoração deste ano destacou o tema “Café: seu ritual diário, nossa jornada compartilhada”, promovendo um setor mais sustentável e justo. Em resumo, o foco está na sustentabilidade, no apoio aos cafeicultores e no equilíbrio do mercado.

    Brasil é o maior produtor e exportador do mundo

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou a importância da cafeicultura para o Brasil, maior produtor e exportador mundial de café. “O café faz parte do cotidiano brasileiro e é fundamental para a nossa economia. Trabalhamos para que os produtores possam expandir sua produção e os consumidores tenham acesso aos melhores grãos brasileiros”, afirmou Fávaro.

    Arábica e Robusta

    No Brasil, os dois principais tipos de grãos cultivados são o arábica e o conilon, conhecido também como robusta. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o arábica, cultivado em regiões de maior altitude, é apreciado por seu sabor suave e aromático, enquanto o conilon, produzido principalmente no Espírito Santo e em Rondônia, possui um sabor mais intenso e maior concentração de cafeína.

    As lavouras de café ocupam o quarto lugar entre as principais culturas agrícolas no Brasil. O arábica representa 70% da produção nacional, concentrada em estados como Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Já o conilon corresponde a 30%, com destaque para a produção no Espírito Santo e Rondônia.

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    O Brasil também lidera as exportações de café no mundo. De acordo com a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) do Mapa, o país exportou US$ 7,17 bilhões em café nos primeiros oito meses deste ano, um aumento de 45% em comparação ao mesmo período do ano passado. As exportações de 1,82 milhão de toneladas atingiram 152 países, com os Estados Unidos, Alemanha, Bélgica e Itália como principais compradores.

    O café verde representa cerca de 85% do total exportado, seguido pelo café solúvel, que registrou um crescimento de 3% nas exportações em relação ao ano anterior. O café torrado também vem ganhando espaço no mercado internacional.

    China

    Em junho deste ano, durante uma missão oficial à China, o Governo Federal firmou um acordo com a rede Luckin Coffee, garantindo a compra de 120 mil toneladas de café brasileiro, num valor estimado de US$ 500 milhões. Além disso, o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) apoia financeiramente a cadeia produtiva, oferecendo recursos para estocagem, custeio e recuperação de cafezais. Para a safra 2024/2025, já foram contratados R$ 5,7 bilhões.

    Portanto, as iniciativas reforçam o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cafeicultura e a promoção de seus produtos no mercado internacional.

     

  • Exportação brasileira de café bate recorde em maio

    Exportação brasileira de café bate recorde em maio

    A exportação brasileira de café bateu recorde em maio de 2024. De acordo com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país remeteu 4,397 milhões de sacas de 60 kg do produto. Consequentemente houve a maior receita cambial já registrada em qualquer mês da história, de US$ 1,017 bilhão. Além disso, como foi notado no relatório estatístico mensal do Cecafé, o desempenho representa também um crescimento de 79,6% em volume e de 85,9% na geração de divisas na comparação com o mesmo mês do ano passado.

    “Com essa performance, o Brasil chega a 43,707 milhões de sacas remetidas ao exterior nos 11 meses do ano safra 2023/24 e caminha para a quebra do recorde das exportações neste ciclo. Uma vez que os embarques atuais se encontram 2 milhões de sacas abaixo do maior volume histórico até então, obtido na temporada 2020/21, quando o país comercializou 45,7 milhões de sacas. Esse novo volume máximo é bem plausível de ser alcançado, já que, desde outubro do ano passado, temos embarcado uma média superior a 4 milhões de sacas ao mês”, projeta o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

    Ano civil

    No acumulado de janeiro ao final de maio de 2024, as exportações brasileiras de café totalizam 20,690 milhões de sacas. O montante também é recorde para o período e que representa crescimento de 52,1% em relação ao aferido nos cinco primeiros meses do ano passado.

    Tanto em maio, quanto nos acumulados deste ano e da safra 2023/24, o comportamento dos embarques reflete a excelente performance dos cafés canéforas (conilon + robusta).

    Tipos de café

    De janeiro ao fim de maio, o café arábica, com 15,654 milhões de sacas, segue como o mais exportado pelo Brasil. Importante perceber que esse montante representa 75,7% do total e implica alta de 36,3% na comparação com o primeiro quinquemestre do ano passado. A espécie canéfora, vem na sequência, respondendo por 16,6% do geral.

    Principais destinos

    Os 10 principais compradores dos cafés do Brasil elevaram suas aquisições nos primeiros cinco meses deste ano. Os Estados Unidos encabeçam o ranking, importando 3,471 milhões de sacas, ou 37,6% a mais frente ao primeiro quinquemestre de 2023, o que equivale a 16,8% das exportações totais.

    A Alemanha ocupa o segundo lugar na tabela. Na sequência, vêm Bélgica, Itália e Japão.

    Até o décimo lugar, destacam-se, ainda, os desempenhos de Reino Unido, sétima posição no ranking com a importação de 665.254 sacas, volume que implica crescimento de 111,1% em relação ao intervalo de janeiro a maio de 2023; e do também produtor de café México, décimo colocado, que ampliou em significativos 703,4% a compra do produto brasileiro ao adquirir 465.809 sacas nos cinco primeiros meses de 2024.

    Por blocos econômicos, é válido salientar o crescimento dos embarques do café brasileiro à União Europeia, diante da aproximação da vigência do Regulamento da UE para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), a partir de 1º de janeiro de 2025. Nos cinco primeiros meses deste ano, o Brasil exportou 9,907 milhões de sacas a esse destino, ou 71,9% a mais na comparação com idêntico intervalo de 2023.

    Cafés diferenciados

    Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 19,3% das exportações de janeiro a maio de 2024. Esse volume representa também aumento de 66,4% frente ao registrado nos cinco primeiros meses de 2023.

    Vale destacar que no ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e maio de 2024, os EUA seguem no primeiro lugar. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido.

    PORTOS
    O Porto de Santos permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil. Na sequência, aparecem o complexo marítimo do Rio de Janeiro e o Porto de Paranaguá no Paraná.

    O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, até maio de 2024, está disponível no site do Cecafé.