Tag: citricultura

  • Demanda fraca derruba preços da laranja de mesa

    Demanda fraca derruba preços da laranja de mesa

    Os preços da laranja de mesa caíram nos últimos dias, segundo levantamento do Cepea. A queda interrompeu a sequência de altas sustentadas pela boa demanda.

    Os pesquisadores explicam que as vendas perderam força no fim de outubro. Muitos consumidores aguardam o pagamento dos salários, o que reduziu os pedidos nos barracões.

    Entre 27 e 30 de outubro, a laranja pera de mesa foi negociada a R$ 61,47 por caixa de 40,8 kg, na árvore. O valor representa recuo de 0,19% frente ao período anterior.

    No mercado industrial, as cotações seguem estáveis. Agentes consultados pelo Cepea informam que a fruta é negociada em torno de R$ 50,00 por caixa de 40,8 kg.

  • Chuva melhora lavouras de citros, mas volume ainda é insuficiente

    Chuva melhora lavouras de citros, mas volume ainda é insuficiente

    A volta das chuvas em outubro começa a melhorar as condições das lavouras de citros, aponta levantamento do Cepea. A umidade favorece as árvores e prepara as plantas para as floradas da próxima safra.

    Mesmo assim, os pesquisadores destacam que o volume de chuvas ainda é insuficiente para garantir boa produção. As condições variam entre as regiões, já que o período de seca e o volume de precipitação foram diferentes no inverno.

    Na safra 2025/26, as laranjas que ainda estão no campo apresentam condições irregulares. Como a temporada é mais tardia, há diferenças no desenvolvimento das frutas e das plantas.

    Segundo o Cepea, a oferta de frutas de meia estação está boa. Essas laranjas são as mais procuradas pela indústria de suco. Porém, produtores seguem preocupados com a queda de frutas, o que pode reduzir o volume total da colheita.

    Entre 20 e 23 de outubro, o preço médio da laranja pera destinada à indústria foi de R$ 50,05 por caixa de 40,8 kg, queda de 0,42% em relação à semana anterior. A maior parte das entregas ocorre no mercado spot, e poucos contratos são fechados a R$ 50.

    Já a laranja pera de mesa registrou média de R$ 61,74 por caixa de 40,8 kg, alta de 0,32% no mesmo período. De acordo com vendedores, a procura está aquecida nos últimos dias.

  • Chuva é essencial para garantir florada vigorosa nos pomares

    Chuva é essencial para garantir florada vigorosa nos pomares

    Citricultores esperam um retorno mais consistente das chuvas para garantir uma florada uniforme e vigorosa. Levantamentos do Cepea indicam que, até o momento, as flores surgiram apenas em alguns talhões de sequeiro e em lavouras irrigadas.

    Segundo o Centro de Pesquisas, produtores demonstram preocupação com o estado fisiológico das plantas e das frutas enviadas ao mercado de mesa. A falta de chuva tem causado murcha nas laranjas.

    Previsão de chuva

    Nos próximos dias, há previsão de precipitações nas principais regiões citrícolas do cinturão paulista. As chuvas devem contribuir para manter o potencial produtivo dos pomares, ainda que o desenvolvimento da safra esteja um pouco atrasado em relação a anos anteriores.

    Entre 6 e 9 de outubro, a laranja pera destinada à indústria foi negociada, em média, a R$ 50,41 por caixa de 40,8 kg, aumento de 0,73% frente à semana anterior. Os poucos contratos firmados permanecem próximos de R$ 50 por caixa.

    No mercado de mesa, a laranja pera na árvore registrou média de R$ 60,53 por caixa de 40,8 kg, valorização de 1,02% no mesmo período. Vendedores relataram ao Cepea que a procura segue firme nos últimos dias.

     

  • Minas Gerais registra crescimento de 17,2% na produção de citros em 2025

    Minas Gerais registra crescimento de 17,2% na produção de citros em 2025

    De janeiro a agosto de 2025, Minas Gerais alcançou uma produção de 1,48 milhão de toneladas de citros, um aumento de 17,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A produtividade média no estado chegou a 24,37 toneladas por hectare, com uma área plantada de 85.198,45 hectares.

    A laranja domina a citricultura mineira, representando 90,3% da produção total, com 1,13 milhão de toneladas produzidas, crescimento de 21% em relação a 2024. Esse avanço é atribuído principalmente ao controle e prevenção da doença greening, considerada a mais destrutiva na cultura mundial, conforme explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes. “É necessário aprender a conviver com essa doença, monitorar e fazer o manejo adequado para continuarmos crescendo. E este trabalho tem sido bem feito em Minas”, afirmou.

    Desde a primeira detecção do greening no estado, há cerca de 20 anos, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Seapa, tem atuado intensamente na defesa da saúde das plantações. Em 2024, o instituto monitorou 409 plantações, autorizou a entrada de 773 mudas de citros no estado e realizou 1.742 fiscalizações para assegurar o cumprimento das normas de controle. Além disso, o IMA promove o programa Viva Citros, que investe em educação e prevenção da doença.

    Greening

    Outro fator que contribui para a expansão da citricultura é a migração de produtores para áreas livres do greening, especialmente nos Vales do Rio Doce, Jequitinhonha, Noroeste e Norte de Minas, onde não há ocorrência da doença. Atualmente, 90 municípios mineiros apresentam a presença do greening, com incidência média de 11% em 2024. As regiões Sul, Central e Zona da Mata concentram os maiores índices, enquanto Alto Paranaíba, Campo das Vertentes, Triângulo Mineiro e Centro-Oeste registram baixa infestação.

    No ranking dos municípios, Comendador Gomes e Prata são os maiores produtores de laranja em Minas Gerais. O estado exportou 11,1 toneladas de laranja de janeiro a agosto, gerando receita de US$ 32 mil.

    A tangerina é a segunda fruta em volume, com 243,4 mil toneladas produzidas — 9,3% do total de citros, e crescimento de 5,2%. Os principais produtores são Belo Vale (14,1%), Campanha (13,5%) e Brumadinho (9,7%).

    O limão ocupa a terceira posição, com 100,7 mil toneladas produzidas, alta de 9%. Jaíba (47%) e Matias Cardoso (15,9%) lideram a produção do fruto. As exportações chegaram a 1,5 mil toneladas, gerando US$ 1,2 milhão no período.

  • Chuva favorece florada, mas preocupa citricultores

    Chuva favorece florada, mas preocupa citricultores

    Choveu no cinturão citrícola no fim de setembro. Em geral, a chuva estimulou a floração em alguns talhões, segundo pesquisadores do Cepea. No entanto, o volume e a frequência seguem insuficientes.

    As chuvas não compensaram o déficit hídrico acumulado em grande parte das regiões produtoras. Esse período é crucial para definir o potencial da próxima safra. Por isso, a falta de umidade preocupa ainda mais os produtores.

    Preocupação com a florada

    A previsão para os próximos dias indica calor intenso. Não há expectativa de chuvas significativas em São Paulo e no Triângulo Mineiro.

    Pesquisadores do Cepea alertam para o risco na floração. O excesso de calor e a baixa umidade podem comprometer o pegamento das flores. Os citricultores temem queda expressiva de flores. Essa perda comprometeria a safra de primeira florada do próximo ano, repetindo problemas de 2025.

  • Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    Avanço do greening obriga citricultura brasileira a investir em inovação e manejo sustentável

    O greening (HLB – Huanglongbing) já atinge 47,6% das laranjeiras no cinturão citrícola de São Paulo e Minas Gerais. O dado, divulgado pela Fundecitrus, reforça o alerta sobre a saúde dos pomares e a necessidade urgente de gestão eficaz.

    Esta doença é a maior ameaça à citricultura mundial. No Brasil, o maior produtor e exportador global de suco de laranja, a doença vai além do campo. Ela impacta diretamente a competitividade internacional e a segurança da cadeia de alimentos e bebidas.

    O caso dos Estados Unidos serve de exemplo preocupante. Na Flórida, o avanço do greening provocou o colapso da produção citrícola. Estima-se que a safra 2024/25 tenha apenas 12 milhões de caixas, segundo o USDA. Já o Brasil projeta mais de 300 milhões de caixas, conforme a Fundecitrus. O contraste evidencia a urgência de ações intensas.

    Produtores e indústrias brasileiras investem em monitoramento constante, controle do psilídeo-dos-citros e no desenvolvimento de soluções que unem produtividade e sustentabilidade.

    A doença também tem estimulado a migração de pomares para novas regiões, como Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Distrito Federal, formando o Cinturão Citrícola Expandido. Embora essa estratégia diminua a pressão da praga, especialistas alertam que a mudança não substitui o manejo integrado.

    Francisco de Carvalho, gerente comercial da Hydroplan-EB, destaca: “Mudar de região não substitui o manejo integrado do HLB. É preciso vigilância contínua para garantir a sustentabilidade do setor”.

    A citricultura brasileira, responsável por mais de 70% das exportações mundiais de suco de laranja, enfrenta um momento decisivo. Para garantir oferta e qualidade, o setor precisa combinar inovação tecnológica, práticas regenerativas e trabalho conjunto entre produtores, governo e indústria. Só assim evitará repetir o cenário negativo da Flórida.

  • Campo Grande proíbe plantio de árvore que ameaça citricultura

    Campo Grande proíbe plantio de árvore que ameaça citricultura

    A prefeita Adriane Lopes sancionou a Lei Municipal 7.451. A norma proíbe o plantio, comércio, transporte e produção da murta (Murraya paniculata) em todo território de Campo Grande.

    Quem descumprir a lei paga multa de R$ 1 mil. Em caso de reincidência, o valor dobra para R$ 2 mil. O município também criará planos para erradicar ou substituir as plantas já existentes.

    Planta hospeda praga que devasta plantações de laranja no país

    O secretário estadual de Meio Ambiente, Jaime Verruck, comemora a decisão. “Campo Grande concentra o maior número dessas plantas. A murta hospeda a principal praga que destrói plantações de cítricos”, explica.

    A medida fortalece o projeto do Estado para transformar Mato Grosso do Sul em polo citrícola. O vereador Veterinário Francisco propôs o projeto municipal. O Estado já possui lei similar desde o ano passado – a Lei Estadual 6.293.

    Três Lagoas e Dois Irmãos do Buriti já adotaram leis idênticas. Outras câmaras municipais tramitam projetos semelhantes.

    Inseto voa até 20 quilômetros e espalha doença mortal

    A coordenadora de Citricultura da Semadesc, Karla Nadai, detalha os riscos. A murta hospeda o psilídeo da laranja, inseto que transmite o greening – a pior doença dos cítricos.

    “O psilídeo voa cinco quilômetros naturalmente. Com vento, alcança 20 quilômetros”, alerta Karla. A praga já devastou pomares americanos e comprometeu 50% das lavouras paulistas.

    São Paulo lidera a produção nacional com 400 mil hectares de pomares. Por isso, especialistas defendem a erradicação total da murta, inclusive nas cidades.

    MS atrai investimentos de R$ bilhões na citricultura

    Mato Grosso do Sul já recebeu grandes investimentos no setor. O Estado possui mais de 20 mil hectares plantados e deve chegar a 30 mil até dezembro.

    A iniciativa de erradicar a murta é pioneira no Brasil. Isso torna MS muito atrativo para produtores e indústrias. O Estado também determina a destruição de plantas infectadas – medida inédita no país.

    Há dois anos, o governo firmou parceria com o FundeCitrus. O fundo contratou um engenheiro agrônomo exclusivo para MS. O profissional acompanha todos os produtores no combate ao greening.

    A murta-de-cheiro origina-se do Mediterrâneo. Possui folhagem verde vibrante, flores brancas ou rosadas e aroma agradável. O arbusto de porte médio era popular na arborização urbana.

    Porém, sua associação com o greening transformou a espécie em problema grave. A medida busca proteger os bilhões investidos na citricultura sul-mato-grossense.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Com R$ 15 bilhões em investimentos, Porto de Santos deve dobrar movimento de cargas em 10 anos

    + Agro em Campo: Você sabia? Vaca recordista na produção de leite é brasileira

  • Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    Paraná prorroga emergência fitossanitária contra o greening

    O governo do Paraná renovou por mais 180 dias o estado de emergência fitossanitária para combate ao greening (HLB), uma das doenças mais devastadoras para a citricultura. O Decreto nº 10.445, assinado pelo governador em exercício Darci Piana, foi publicado na segunda-feira (30/06) e garante agilidade nas ações de controle.

    A medida, em vigor desde 2023, já resultou na eliminação de mais de 270 mil mudas infectadas em todo o estado. Agora, as operações se concentram no Vale do Ribeira, principal região produtora de ponkan no Paraná.

    Operação Big Citros intensifica fiscalização

    Nesta semana, fiscais da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) iniciaram vistorias em propriedades de Doutor Ulysses e Cerro Azul. As equipes orientam produtores sobre identificação de plantas doentes e procedimentos para erradicação de mudas com sintomas de HLB.

    A Adapar também realizou encontros com citricultores na Ceasa de Curitiba para treinamento sobre reconhecimento da praga em frutas e plantas. “A educação sanitária é fundamental para conter o avanço da doença”, afirmou Caroline Garbuio, responsável pelo Programa de Sanidade da Citricultura da Adapar.

    Até agora, as equipes confirmaram plantas doentes na região, mas não encontraram o psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor da bactéria Candidatus Liberibacter spp que causa o greening. Armadilhas foram instaladas em vários pontos para monitoramento.

    Especialistas avaliam que os psilídeos podem ter sido controlados por predadores naturais, como a vespa Tamarixia radiata, usada no controle biológico 12. No entanto, o alerta permanece máximo.

    Impactos econômicos do HLB

    O greening provoca:

    • Queda prematura de frutos
    • Redução drástica da produção
    • Morte precoce das plantas
    • Frutos deformados e com qualidade inferior

    “Os prejuízos são enormes, tanto para consumo in natura quanto para a indústria de processamento”, explica Alexandre Paloschi, especialista em defesa sanitária vegetal.

    Ações integradas mostram resultados

    A Câmara Setorial da Cadeia da Citricultura do Paraná, criada este ano, reúne entidades como Sistema FAEP, Adapar e IDR-Paraná para coordenar o combate à doença. “A união de esforços está trazendo resultados concretos”, afirma Ágide Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.

    Produtores destacam a importância das medidas: “As ações são um caminho sem volta. Graças a esse trabalho conjunto, estamos conseguindo controlar o avanço da doença”, relata Marlene Calzavara, citricultora de Paranavaí.

    Como identificar e denunciar

    Sintomas do greening incluem:

    • Folhas com manchas irregulares amarelas
    • Frutos assimétricos e menores
    • Sementes abortadas
    • Morte de ramos

    Moradores podem denunciar plantas suspeitas diretamente nas Unidades Regionais de Sanidade da Adapar ou pelo WhatsApp (48) 3665.7300, em Santa Catarina.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Vale ouro – conheça a especiaria mais cara do mundo

    + Agro em Campo: Nachi: conheça as cabras dançarinas

  • Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais prevê safra recorde de tangerina ponkan em 2025

    Minas Gerais deve colher 238,6 mil toneladas de tangerina ponkan em 2025, consolidando-se como o segundo maior produtor da fruta no Brasil, atrás apenas de São Paulo. A projeção foi divulgada pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG). E aponta crescimento de 3,1% em relação ao volume registrado em 2024. O pico da colheita ocorre entre maio e julho, período de maior movimentação nos pomares do estado.

    O cultivo da tangerina ponkan, também conhecida como mexerica, ocupa uma área de 12,4 mil hectares em Minas Gerais e é dominado pela agricultura familiar. São 6.175 pequenos produtores responsáveis pela produção, que se beneficia do fácil manejo da planta e da alta produtividade por hectare, fatores que garantem boa rentabilidade aos agricultores.

    Segundo Deny Sanábio, coordenador de fruticultura da Emater-MG, “a ponkan tem uma predominância da agricultura familiar por ser uma planta de fácil manejo, com uma produtividade alta por hectare. Isso traz um rendimento bom para os produtores”.

    Principais polos produtores

    Os três municípios mineiros com maior produção de tangerina ponkan são Belo Vale (região Central), Campanha (Sul de Minas) e Brumadinho (Região Metropolitana de Belo Horizonte). Em Belo Vale, maior polo produtor do estado, a expectativa é colher 34,6 mil toneladas em 2025, numa área de 2,1 mil hectares dedicada à fruta.

    A fruta se adapta melhor a regiões com temperaturas médias entre 20°C e 30°C, o que favorece áreas como o Sul de Minas, região Central, Zona da Mata e Campo das Vertentes. As temperaturas mais elevadas reduzem a expressão do cultivo no Norte e Nordeste do estado. Mas o uso de irrigação pode viabilizar a produção nessas regiões.

    A tradição da produção de ponkan em Minas Gerais é passada de geração em geração. Produtores como Flávio Amaral Santos, de Belo Vale, mantêm a atividade na família desde a década de 1960. “É um plantio que vem passando de geração a geração. Tenho orgulho da nossa história”, relata. Mesmo com atraso na colheita este ano devido à baixa pluviosidade em fevereiro e março, a expectativa é de boa safra e vendas para diversos mercados do país. Isso inclui São Paulo, Belo Horizonte, Uberlândia, Maceió, Teresina, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

    Desafios sanitários: combate ao greening

    A Emater-MG reforça a necessidade de cuidados para evitar o greening, doença bacteriana considerada a mais grave da citricultura. O greening provoca deformação dos frutos, maturação irregular, queda de produtividade e pode levar à morte das plantas. A principal forma de controle é a eliminação imediata das plantas contaminadas, controle do inseto transmissor (psilídeo), uso de mudas sadias e viveiros certificados. Além da erradicação de pomares antigos que possam servir de foco para a doença. Técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) devem acompanhar a eliminação de plantas doentes, conforme as normas do Ministério da Agricultura.

    No cenário nacional, Minas Gerais ocupa posição de destaque, respondendo por uma parcela significativa da produção brasileira de tangerina. O estado mantém desempenho superior à média nacional em produtividade e área cultivada, reforçando sua importância para a citricultura do país.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Emprego no agronegócio atinge recorde no primeiro trimestre

    + Agro em Campo: Frio intenso e geadas ameaçam lavouras no Paraná

     

  • Prazo para relatório do Cancro/Greening termina em 15 de julho

    Prazo para relatório do Cancro/Greening termina em 15 de julho

    A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo alerta os produtores de citros: o prazo para entrega do relatório Cancro/Greening referente ao primeiro semestre de 2025 termina no dia 15 de julho. Todos os citricultores paulistas devem enviar, por meio do sistema GEDAVE, o documento com os resultados das vistorias trimestrais para cancro cítrico e HLB/Greening realizadas entre 1º de janeiro e 30 de junho em todas as plantas cítricas da propriedade. O envio do relatório é obrigatório.

    A entrega pontual e precisa dos relatórios é fundamental para que a Defesa Agropecuária obtenha dados atualizados sobre a incidência e dispersão dessas pragas, permitindo o direcionamento efetivo das ações de defesa fitossanitária e a formulação de políticas públicas para o setor.

    A obrigatoriedade está respaldada na Portaria MAPA nº 317/2021, que instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB). Desde então, apenas os pomares com até oito anos de idade precisam eliminar as plantas sintomáticas, enquanto todas as propriedades, independentemente da idade das plantas, devem realizar o monitoramento e o controle do psilídeo vetor do Greening. No Estado de São Paulo, a não entrega ou atraso do relatório sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211/2000.

    Cancro cítrico: riscos e medidas de controle

    O cancro cítrico, causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri. Ele atinge todas as variedades de citros, provocando lesões em folhas, frutos e ramos, além de desfolha e queda de frutos em casos graves. Desde 2017, a Resolução MAPA nº 4/2017 reconhece São Paulo como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. O SMR permite a adoção de medidas fitossanitárias para reduzir o potencial de inóculo da praga e garantir a comercialização segura dos frutos no mercado interno e externo.

    Greening (HLB): principal ameaça à citricultura

    O Greening, ou HLB, é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp. e disseminado pelo psilídeo Diaphorina citri. A doença não tem cura e, uma vez instalada, transforma a planta em fonte permanente de contaminação para outros cítricos. O Greening é atualmente considerado o maior desafio para a citricultura mundial.

    Orientação ao produtor

    A CDA reforça a importância do cumprimento do prazo para garantir a sanidade dos pomares e a competitividade da citricultura paulista. O produtor deve registrar a declaração exclusivamente no sistema GEDAVE até 15 de julho, incluindo todas as plantas cítricas da propriedade.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Histórias em quadrinhos aproximam crianças com o universo agro 

    + Agro em Campo: Camu-camu, a bebida que tem 37x mais vitamina C que a laranja