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  • Certificação inédita impulsiona piscicultura ornamental

    Certificação inédita impulsiona piscicultura ornamental

    A piscicultura ornamental em Minas Gerais alcançou um marco inédito com a certificação da produtora Rosângela Aparecida Martins, de Vieiras, na Zona da Mata. Ela se tornou a primeira piscicultora do Brasil a receber reconhecimento oficial do Governo do Estado na atividade, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A certificação foi concedida em 14 de maio e reforça o avanço da produção sustentável de peixes ornamentais no país.

    Piscicultora integrou um projeto do Sebrae Minas para produtores de peixes ornamentais na região por dois anos. Foto: Arquivo pessoal

    A iniciativa integra o Programa Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com execução da Emater-MG, Epamig e IMA. O selo estabelece critérios rigorosos relacionados à rastreabilidade, biosseguridade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e boas práticas de produção.

    Com cerca de 20 anos de atuação, Rosângela conduz a propriedade Criando Vidas ao lado do filho e da mãe. Localizada em Vieiras, a unidade conta com 11 estufas e 122 viveiros destinados à criação de espécies como Betta, Colisa Lalia, Colisa Chuna, Colisa Sunset e Paraíso Albino.

    A atividade teve início como complemento de renda familiar, em paralelo à produção de café. A partir de 2019, a piscicultura ornamental passou a ser a principal fonte de sustento da família. Garantindo atualmente renda média mensal de aproximadamente R$ 6 mil. A produção abastece mercados locais e também é distribuída para diferentes regiões do Brasil.

    Aumento de valor

    Com a certificação, produtores da região poderão ampliar o valor agregado dos peixes ornamentais, acessar novos mercados e fortalecer a adoção de práticas sustentáveis. O reconhecimento também contribui para a otimização do uso de recursos naturais e para a padronização da produção.

    A trajetória da produtora inclui participação em capacitações promovidas pelo Sebrae Minas, com cursos, palestras e visitas técnicas voltadas ao aprimoramento da atividade. Segundo especialistas, a certificação tende a impulsionar toda a cadeia produtiva, estimulando outros piscicultores a adotarem padrões mais elevados de qualidade.

    A Zona da Mata mineira se destaca como o principal polo de produção de peixes ornamentais do estado. Ela é  responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade é essencial para a economia regional, garantindo renda a aproximadamente 400 famílias em municípios como Muriaé, Eugenópolis, Miradouro e Vieiras, conforme levantamento do IF Sudeste MG.

    O Programa Certifica Minas tem como objetivo assegurar a qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais, promovendo a sustentabilidade e ampliando a competitividade dos produtos mineiros nos mercados nacional e internacional.

  • Paraná amplia liderança nacional em produtos certificados com o Ginseng

    Paraná amplia liderança nacional em produtos certificados com o Ginseng

    O ginseng de Querência do Norte, localizado no Noroeste do Paraná, acaba de alcançar um novo patamar de reconhecimento internacional. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu ao produto o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Denominação de Origem. Com essa conquista, o Paraná consolida sua posição de liderança no Brasil, somando agora 25 produtos com o selo de IG.

    A chancela do Inpi não é apenas formal; ela atesta que as propriedades únicas do ginseng local são fruto direto da combinação entre solo, clima e o saber-fazer dos produtores da região. Segundo Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná, a IG funciona como uma poderosa ferramenta de diferenciação, garantindo ao consumidor a autenticidade do território e permitindo que o agricultor capture mais valor em mercados globais que exigem rastreabilidade.

    A certificação assegura exclusividade: apenas o ginseng produzido em Querência do Norte pode utilizar essa denominação, o que eleva a credibilidade e os preços de mercado. Além disso, o selo impulsiona a organização dos produtores e atrai novos investimentos para o município.

    Do Paraná para o mundo

    O impacto econômico já é visível. A Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag) está finalizando o envio de 1,2 tonelada do produto para a França, com foco na indústria de cosméticos. A tradição exportadora da região, entretanto, já vem de longa data, atendendo mercados exigentes como China e Japão desde 2015 para fins medicinais.

    O que torna o ginseng paranaense especial? Estudos científicos realizados durante o processo de certificação, iniciado em 2019, comprovaram que a variedade local possui uma concentração superior de beta-ecdisona em comparação com plantas cultivadas em outros estados. Esta substância é a principal responsável pelos benefícios à saúde associados à planta.

    Outro diferencial técnico revelado por pesquisas é que tanto as raízes quanto as partes aéreas (talos, folhas e flores) possuem princípios ativos, permitindo o aproveitamento integral da planta. Atualmente, a produção ocupa cerca de 30 hectares e gera renda para 30 famílias, produzindo anualmente cerca de 300 toneladas in natura.

    Conheça a espécie e seus benefícios

    O produto certificado pertence à espécie Pfaffia glomerata, uma planta nativa da Mata Atlântica adaptada às várzeas do Rio Paraná. O cultivo é realizado majoritariamente por agricultores familiares e comunidades tradicionais.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    Entre as principais propriedades do ginseng de Querência do Norte, destacam-se:

    • Ação estimulante e revitalizante;
    • Redução de estresse e fadiga;
    • Melhora da memória;
    • Propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

    A conquista do selo é fruto de um esforço coletivo entre a Aspag, Sebrae Paraná, IDR-Paraná, Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi

  • Brazilian Beef amplia presença na Gulfood 2026

    Brazilian Beef amplia presença na Gulfood 2026

    A indústria brasileira de carne bovina amplia presença na Gulfood 2026, principal feira de alimentos do Oriente Médio. Entre 26 e 30 de janeiro de 2026, o projeto Brazilian Beef apresenta o setor no Dubai World Trade Centre. A iniciativa reúne a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a ApexBrasil.

    A Gulfood reúne mais de 5 mil expositores de 120 países e atrai mais de 150 mil visitantes qualificados. O estande do Brazilian Beef terá cerca de 450 metros quadrados e ficará localizado no espaço S1-E66. O local destacará dados do setor e diferenciais da carne bovina brasileira no mercado internacional.

    Certificação halal

    Entre os atributos, o projeto ressalta qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade sanitária e religiosa. Além disso, o estande enfatiza a produção de carne halal, exigência central para o mercado do Oriente Médio.

    Maior participação do Brasil

    A participação brasileira contará com 31 empresas associadas, crescimento superior a 20% frente à edição anterior. Esse avanço reflete o interesse do setor em ampliar presença regional e alcançar mercados estratégicos conectados à feira. Participam empresas como JBS, Minerva, Masterboi, Frigol, Mercúrio, Plena, Naturafrig, Frisa e Zanchetta, entre outras.

    A diversidade de participantes reforça a representatividade da indústria exportadora brasileira de carne bovina.
    O espaço também oferecerá o tradicional churrasco brasileiro, preparado em parceria com o restaurante Barbacoa.

    A ação proporcionará aos visitantes uma experiência gastronômica com carne bovina brasileira. Na edição anterior, o Brazilian Beef movimentou US$ 54 milhões em negócios fechados durante a feira. Além disso, gerou expectativas de US$ 574 milhões em negociações nos 12 meses seguintes.

    Foco no Oriente Médio

    Segundo o presidente da Abiec, Roberto Perosa, a Gulfood é estratégica para consolidar mercados no Oriente Médio. Ele destaca que a feira também amplia o alcance para Ásia, Sudeste Asiático e Europa.

    Perosa afirma que o Brasil participa do evento há duas décadas, em uma feira com mais de 30 anos. Segundo ele, a presença reafirma o compromisso com qualidade, sustentabilidade e padrões internacionais rigorosos. O presidente também ressalta o alinhamento aos requisitos halal exigidos por mercados compradores. Perosa destaca ainda a importância da parceria com a ApexBrasil ao longo dos anos e afirma que a colaboração fortalece a imagem da carne bovina brasileira e amplia o diálogo comercial. Atualmente, o mercado halal responde por cerca de 20% das exportações brasileiras de carne bovina.

    Criada em 1979, a Abiec reúne 47 empresas responsáveis por 98% da carne bovina exportada pelo Brasil.
    O país produz cerca de 11 milhões de toneladas anuais, com aproximadamente 30% destinadas ao mercado externo.

    Já o projeto Brazilian Beef iniciou atividades em 2001, em parceria entre Abiec e ApexBrasil. Em 20 anos, a iniciativa investiu mais de R$ 60 milhões e ampliou exportações em mais de 500%.

  • Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) lançou o Selo Frutas do Brasil ESG. A certificação valoriza a fruticultura brasileira e reforça compromissos com sustentabilidade, responsabilidade social e boas práticas de governança.

    Além disso, o selo incorpora a noção de responsabilidade civilizatória aplicada à produção agrícola nacional. O selo reconhece empresas alinhadas aos padrões internacionais de Environmental, Social and Governance (ESG).
    Com isso, a certificação comprova que as frutas brasileiras respeitam o meio ambiente, as pessoas e a gestão responsável. Portanto, o selo se torna um passaporte de credibilidade e sustentabilidade no mercado global.

    Selo estratégico

    O presidente da entidade, Guilherme Coelho, destacou o papel estratégico da nova certificação. Segundo ele, o selo reconhece o trabalho responsável e inovador de produtores e exportadores brasileiros. Além disso, a iniciativa demonstra compromisso com melhoria contínua e equilíbrio entre economia, natureza e dignidade humana.

    Mais competitividade

    A Abrafrutas desenvolveu o selo para valorizar produtores e ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. A ação também consolida esforços da entidade em sustentabilidade, promoção comercial e profissionalização do setor. Entre as iniciativas, estão participações em feiras internacionais e programas de qualificação técnica. Além disso, a Abrafrutas mantém diálogo permanente com instituições globais sobre práticas ambientais e sociais.

    Exclusivo para empresas associadas, o selo segue rigorosamente as diretrizes ESG internacionais. A certificação adota a Responsabilidade Civilizatória como eixo central das ações no campo. O conceito reforça que decisões produtivas impactam pessoas, ecossistemas e futuras gerações.

    Suporte

    Além do reconhecimento institucional, o selo oferece acompanhamento técnico e auditoria anual. Assim, empresas certificadas mantêm alinhamento permanente com padrões globais e exigências internacionais.
    A diretora de ESG, Priscila Nasrallah, destacou o impacto da nova certificação para o setor. Segundo ela, a Abrafrutas apoiará produtores em todas as etapas do processo. O objetivo é fortalecer uma cultura de transparência, responsabilidade e consciência ambiental. Para a entidade, o selo deve marcar uma nova fase na imagem do agro brasileiro.

    A Abrafrutas atua sem fins lucrativos e representa produtores e exportadores de frutas desde 2014.
    Atualmente, a entidade reúne cerca de 90 associados em todo o país. Essas empresas respondem por aproximadamente 85% das exportações brasileiras de frutas frescas.

     

  • Paraná lidera ranking nacional de indicações geográficas

    Paraná lidera ranking nacional de indicações geográficas

    O Paraná assumiu a liderança nacional em indicações geográficas (IGs). O Estado agora tem 21 produtos certificados pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI).

    O reconhecimento mais recente foi para a poncã de Cerro Azul. Com isso, o Paraná superou Minas Gerais, que soma 20 selos próprios e um compartilhado com São Paulo. Em seguida, aparecem Rio Grande do Sul (15), Espírito Santo (11), Santa Catarina (10) e São Paulo (10).

    Somente em 2025, o Paraná conquistou sete novas IGs. Além da poncã, foram reconhecidos as broas de centeio de Curitiba, a cracóvia de Prudentópolis e a carne de onça de Curitiba. Além disso, também receberam o selo o café de Mandaguari, o urucum de Paranacity e o queijo colonial do Sudoeste.

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    Esses produtos se juntam a outros 14 itens já certificados. Entre eles estão a cachaça de Morretes, a goiaba de Carlópolis, as uvas de Marialva e o barreado do Litoral. A lista inclui ainda bala de banana de Antonina, melado de Capanema, queijo da Colônia Witmarsum, café do Norte Pioneiro, mel da região Oeste e mel de Ortigueira. Completam o grupo a erva-mate de São Mateus do Sul, o morango do Norte Pioneiro, a camomila de Mandirituba e os vinhos de Bituruna.

    Certificações x economia

    As certificações fortalecem a economia local. Ou seja, o selo agrega valor, garante qualidade e reforça a identidade regional. Em geral, no Brasil, 139 produtos possuem IG, benefício criado pelo INPI há 20 anos para atestar reputação e origem.

    Os produtos com IG têm características únicas. Em resumo, essa qualidade resulta da combinação entre recursos naturais específicos – como solo, clima e vegetação – e processos tradicionais de produção. Portanto, essa combinação garante identidade própria e impacto positivo na economia regional.

    Associações, sindicatos e cooperativas lideram os pedidos de registro. Muitas vezes, elas contam com apoio do Governo do Estado e do Sebrae-PR. Essas instituições orientam sobre a importância do selo e os procedimentos para a certificação.

    O processo exige padrões de qualidade, manejo sustentável e rastreabilidade. Esses critérios facilitam a entrada em mercados internacionais.

    O que é indicação geográfica

    A IG é um ativo de Propriedade Industrial concedido pelo INPI. Ela identifica a origem de produtos ou serviços com características ligadas ao território. Em geral, o reconhecimento ocorre após rigorosa análise, que inclui verificação de caderno técnico e delimitação da área.

    Existem dois tipos de certificação. A Indicação de Procedência é a mais comum e vale para regiões conhecidas pela produção específica. Já a Denominação de Origem é concedida quando a qualidade depende exclusivamente do meio geográfico, incluindo fatores naturais e humanos.

    O marco legal das IGs no Brasil está na Lei da Propriedade Industrial e na Portaria 04/2022 do INPI. Essas normas definem direitos, deveres e condições para registro.

     

  • Minas propõe certificação inédita para peixes ornamentais

    Minas propõe certificação inédita para peixes ornamentais

    Minas Gerais pode se tornar o primeiro estado brasileiro a ter uma certificação oficial para a produção de peixes ornamentais. O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) abriu consulta pública para a proposta, válida até 28 de julho. A minuta está disponível no site do IMA, junto com o formulário para envio de sugestões.

    Produção nacional

    O estado responde por cerca de 70% da produção nacional. Por isso, o Governo de Minas busca fortalecer ainda mais essa cadeia produtiva. A certificação integra o Programa Certifica Minas. Em geral, o objetivo é valorizar os produtores, aumentar a competitividade e estimular boas práticas.

    Em 2024, o IMA publicou a Portaria nº 2.325, que regulamentou a piscicultura ornamental. Agora, a proposta da certificação avança para ouvir a sociedade civil. Especialistas e técnicos elaboraram a minuta após análise criteriosa. A Comissão Permanente de Análise e Revisão dos Atos Normativos (CPAR) coordenou os trabalhos.

    Após a escuta pública, o texto passará por avaliação jurídica e, se aprovado, será publicado oficialmente. Luciana de Castro, membro da CPAR, destaca a importância do processo participativo. “A consulta pública permite críticas, sugestões e garante um regulamento aplicável à realidade do setor”, afirma.

    Certificação pode gerar ganhos diretos aos produtores

    Segundo o IMA, a certificação trará avanços em rastreabilidade, sustentabilidade e eficiência produtiva. Além disso, os produtores poderão acessar novos mercados e políticas públicas, como redução de juros no Plano Safra. “A certificação vai diferenciar a produção mineira no mercado”, afirma Rogério Fernandes, gerente de certificação do IMA. “Ela garante mais segurança ao consumidor e reconhecimento ao produtor”, completa.

    A proposta também atende a uma demanda da Zona da Mata. A região concentra cerca de 70% da produção nacional. Segundo estudo de 2021 do IF Sudeste MG, campus Muriaé, a atividade sustenta mais de 400 famílias. Elas estão distribuídas em municípios como Patrocínio do Muriaé, Vieiras, Eugenópolis, Muriaé, Miradouro e Rosário da Limeira.

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  • Assinatura eletrônica de certificados sanitários ultrapassa 100 mil solicitações

    Assinatura eletrônica de certificados sanitários ultrapassa 100 mil solicitações

    O sistema de assinatura eletrônica para Certificados Sanitários Nacionais (CSN) já registrou mais de 100 mil solicitações desde sua implantação. O primeiro documento assinado eletronicamente foi emitido em 3 de abril de 2024.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) desenvolveu o sistema para agilizar a certificação de produtos de origem animal em todo o território nacional. Ou seja, a iniciativa, criada em parceria com a Subsecretaria de Tecnologia da Informação (TI) e a Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), visa garantir mais segurança e rastreabilidade ao processo.

    Além disso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou os benefícios da tecnologia. “A certificação eletrônica acelera processos, reduz burocracias e fortalece a qualidade dos produtos de origem animal. Essa marca de 100 mil assinaturas mostra que estamos no caminho certo”, afirmou.

    Em geral, das 100.118 solicitações registradas, mais de 97 mil já foram processadas. O tempo médio de análise é de dois dias, otimizando a liberação dos documentos.

    Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o CSN digital trouxe mais agilidade ao setor. “Menos burocracia significa mais eficiência e redução de custos, beneficiando toda a cadeia produtiva. O Brasil se consolida como referência na segurança alimentar global”, afirmou.

    Antes da digitalização, os Auditores Fiscais Federais Agropecuários (AFFAs) imprimiam, carimbavam e assinavam manualmente o CSN. O transporte físico até o destinatário aumentava custos e prazos. Com a versão eletrônica, a emissão ocorre de forma instantânea, reduzindo despesas logísticas.

    A nova tecnologia permite que empresas acessem o documento online e imprimam cópias conforme necessário. O CSN digital também conta com código de autenticidade e QR Code, garantindo segurança na verificação.

    Certificação sanitária

    A exportação de produtos de origem animal exige a emissão de um Certificado Sanitário. Ou seja, o documento comprova que os produtos atendem aos requisitos sanitários do Brasil e dos países importadores, garantindo rastreabilidade e segurança.

    Existem dois tipos de certificação: um voltado para exportação e outro, o CSN, que regula a circulação de produtos dentro do Brasil. Auditores Fiscais Federais Agropecuários, especializados em medicina veterinária, são responsáveis pelo processo, assegurando a qualidade e prevenindo doenças.

    Portanto, a modernização na emissão de certificados fortalece o setor agropecuário e amplia a credibilidade do Brasil no comércio internacional.

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  • Certificação de ração animal para exportação fica mais rápida no Brasil

    Certificação de ração animal para exportação fica mais rápida no Brasil

    O prazo para emissão do certificado sanitário de exportação de ração animal caiu de 15 para 5 dias no Brasil. Ou seja, a redução resulta de medidas de desburocratização adotadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), garantindo economia de tempo e redução de custos para exportadores.

    A implementação do Portal Único do Comércio Exterior acelerou o processo, com participação do MDIC, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Receita Federal. O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, destacou a agilidade conquistada. “O que levava 15 dias, agora é feito em cinco, mantendo todas as garantias sanitárias. Estamos reduzindo prazos e facilitando a vida do setor produtivo”, afirmou.

    Entenda o processo

    Antes das mudanças, o procedimento exigia etapas burocráticas, como abertura de processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e envio manual de documentos. Porém, agora, a solicitação e emissão ocorrem de forma automatizada no Portal Único, sem necessidade de anexar PDFs. A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, ressaltou que a documentação fica centralizada e integrada, garantindo segurança e eficiência ao processo.

    Além disso, o certificado sanitário internacional assegura que os alimentos atendem aos padrões exigidos pelos países importadores. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou os impactos positivos da mudança. “Essa eficiência gera novas oportunidades, dinamiza a comercialização, estimula investimentos e cria empregos”, disse.

    Exportação de ração

    Em 2024, as exportações brasileiras de ração para pets cresceram 14% em relação a 2023. Em geral, os principais destinos são Colômbia, Uruguai e Chile. Já a Indonésia lidera a compra de ração para pecuária de corte, especialmente para frangos de abate.

    O Brasil ocupa a terceira posição na produção mundial de ração animal. Em 2024, a fabricação nacional cresceu 3% em comparação ao ano anterior, alcançando um recorde de 85 milhões de toneladas.

    Portal Único

    Criado para reduzir burocracia e custos no comércio exterior, o Portal Único substitui gradualmente o antigo Siscomex. Desde 2014, o governo federal implementa o sistema de forma modular. Atualmente, 100% das exportações utilizam a nova plataforma, que será totalmente integrada às importações até o fim do ano. Portanto, a expectativa é que as mudanças gerem uma economia anual superior a R$ 40 bilhões para os operadores privados.

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  • Brasil bate recorde na produção de algodão certificado

    Brasil bate recorde na produção de algodão certificado

     A safra 2023/2024 de algodão registrou produção recorde e consolidou o Brasil como líder nas exportações da pluma. No período, 3,04 milhões de toneladas receberam certificação do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Em geral, o volume corresponde a 83% da produção total do país, que alcançou 3,7 milhões de toneladas.

    Em relação à safra anterior, houve um aumento absoluto de 14% na produção certificada, que passou de 2,7 milhões para 3,04 milhões de toneladas. Além disso, o número de propriedades rurais certificadas também cresceu 20,6%, subindo de 374 para 451 unidades produtivas.

    Certificação amplia acesso a mercados internacionais

    A certificação garante que as fazendas seguem normas sustentáveis em produção, meio ambiente e relações trabalhistas. Ou seja, o ABR abre portas para mercados mais exigentes e facilita o licenciamento Better Cotton. Na safra passada, o Brasil respondeu por 48% do algodão Better Cotton comercializado no mundo.

    Ao mesmo tempo, o setor também impulsionou o emprego. Em resumo, as fazendas certificadas geraram 41 mil vagas diretas, incluindo 4,8 mil mulheres e 670 trabalhadores com deficiência. Além disso, 93% da produção ABR ocorreu no sistema sequeiro, sem irrigação artificial.

    Rastreabilidade avança no setor têxtil

    O programa SouABR, primeiro sistema de rastreabilidade de ponta a ponta da cadeia têxtil, alcançou marcos importantes em 2024. Mais de 190 mil peças rastreáveis chegaram ao mercado por marcas como Almagrino, C&A, Calvin Klein, Döhler e Veste S.A. No total, 79 produtores e 99 fazendas participaram da iniciativa, disponibilizando informações sobre mais de 41 mil fardos de algodão.

    O projeto foi reconhecido no Prêmio Amcham 2024, um dos principais reconhecimentos de inovação sustentável do Brasil. Um dos destaques foi a coleção de jeans rastreáveis da C&A, produzida com 53.460 kg de algodão certificado, 2.207 kg de fio e 3.713 metros de tecido da Santana Textiles. O processo envolveu a confecção Emphasis e resultou em 2.500 calças jeans rastreáveis.

    Moda consciente e transparência na produção

    A rastreabilidade avançou em toda a cadeia produtiva. O SouABR monitorou 1,75 milhão de quilos de fios, 160 mil metros de tecidos, 135 mil quilos de malhas e 205 mil peças confeccionadas. Grandes marcas apostam na iniciativa. A Veste S.A., dona da Dudalina e Individual, iniciou o projeto com 80 mil peças rastreáveis e pretende ampliar essa tecnologia para outros produtos.

    Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A., reforça que a rastreabilidade melhora a transparência na produção e fortalece padrões de sustentabilidade na moda. “Não se trata apenas de inovação tecnológica, mas de uma transformação no setor”, destaca.

    Pedro Sávio, da Almagrino, considera o SouABR uma referência global em responsabilidade socioambiental. “Nosso compromisso com altos padrões socioambientais se reflete na rastreabilidade”, afirma. Marco Aurélio Braga, da Döhler, destaca que a primeira toalha rastreável do Brasil garante transparência ao consumidor.

    Os avanços do SouABR reforçam a relevância da rastreabilidade no setor têxtil. “A adesão de grandes marcas e o reconhecimento em prêmios consolidam o Brasil como referência em moda consciente”, conclui Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.

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  • Batata-doce de Presidente Prudente terá Indicação Geográfica

    Batata-doce de Presidente Prudente terá Indicação Geográfica

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo anunciou a assinatura da Resolução nº 92, que certifica a regularidade do processo de Indicação Geográfica (IG) da batata-doce cultivada na região de Presidente Prudente. Essa iniciativa é um reconhecimento significativo para os produtos agrícolas locais, promovendo o aumento da produtividade e competitividade, além de gerar visibilidade para a produção regional.

    Após uma análise detalhada da documentação apresentada pela Associação dos Produtores de Batata-Doce de Presidente Prudente, a secretaria confirmou que todos os requisitos necessários para o registro da IG foram atendidos. O processo agora segue para o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), onde será realizada a análise final para o reconhecimento oficial da Indicação Geográfica.

    Importância da indicação geográfica

    A Indicação Geográfica é um importante ativo de propriedade intelectual que certifica a origem de um produto agropecuário, valorizando sua qualidade e autenticidade. Com aproximadamente 182 mil toneladas produzidas em mais de 10 mil hectares, São Paulo se destaca como o maior produtor de batata-doce do Brasil, sendo a região de Presidente Prudente a principal responsável por essa produção.

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    Cidades como Alfredo Marcondes, Álvares Machado, Caiabu, Martinópolis, Narandiba, Pirapozinho, Presidente Bernardes e Santo Expedito abrigam cerca de 180 produtores. Que abastecem não apenas o mercado interno, mas também exportam para países do Mercosul e Europa.

    Impacto econômico e cultural

    O reconhecimento da batata-doce de Presidente Prudente como produto com Indicação Geográfica pode aumentar seu valor comercial entre 20% a 50%, segundo estimativas do INPI. Além disso, essa certificação reforça a identidade cultural da região e incentiva práticas agrícolas sustentáveis.

    O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo destacou a importância desse reconhecimento. Isso vai fortalecer os polos produtivos do estado e incentivar a vocação agrícola local.

    A certificação da Indicação Geográfica da batata-doce em Presidente Prudente representa um marco significativo para os agricultores locais e para o setor agropecuário paulista. Com essa conquista, espera-se não apenas um aumento na competitividade dos produtos regionais. Além disso, é também uma valorização das tradições agrícolas que fazem parte da história do estado. A expectativa é que esse reconhecimento atraia mais investimentos e promova o desenvolvimento econômico sustentável na região.