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  • Certificação inédita impulsiona piscicultura ornamental

    Certificação inédita impulsiona piscicultura ornamental

    A piscicultura ornamental em Minas Gerais alcançou um marco inédito com a certificação da produtora Rosângela Aparecida Martins, de Vieiras, na Zona da Mata. Ela se tornou a primeira piscicultora do Brasil a receber reconhecimento oficial do Governo do Estado na atividade, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A certificação foi concedida em 14 de maio e reforça o avanço da produção sustentável de peixes ornamentais no país.

    Piscicultora integrou um projeto do Sebrae Minas para produtores de peixes ornamentais na região por dois anos. Foto: Arquivo pessoal

    A iniciativa integra o Programa Certifica Minas, coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com execução da Emater-MG, Epamig e IMA. O selo estabelece critérios rigorosos relacionados à rastreabilidade, biosseguridade, sustentabilidade ambiental, bem-estar animal e boas práticas de produção.

    Com cerca de 20 anos de atuação, Rosângela conduz a propriedade Criando Vidas ao lado do filho e da mãe. Localizada em Vieiras, a unidade conta com 11 estufas e 122 viveiros destinados à criação de espécies como Betta, Colisa Lalia, Colisa Chuna, Colisa Sunset e Paraíso Albino.

    A atividade teve início como complemento de renda familiar, em paralelo à produção de café. A partir de 2019, a piscicultura ornamental passou a ser a principal fonte de sustento da família. Garantindo atualmente renda média mensal de aproximadamente R$ 6 mil. A produção abastece mercados locais e também é distribuída para diferentes regiões do Brasil.

    Aumento de valor

    Com a certificação, produtores da região poderão ampliar o valor agregado dos peixes ornamentais, acessar novos mercados e fortalecer a adoção de práticas sustentáveis. O reconhecimento também contribui para a otimização do uso de recursos naturais e para a padronização da produção.

    A trajetória da produtora inclui participação em capacitações promovidas pelo Sebrae Minas, com cursos, palestras e visitas técnicas voltadas ao aprimoramento da atividade. Segundo especialistas, a certificação tende a impulsionar toda a cadeia produtiva, estimulando outros piscicultores a adotarem padrões mais elevados de qualidade.

    A Zona da Mata mineira se destaca como o principal polo de produção de peixes ornamentais do estado. Ela é  responsável por cerca de 70% da produção nacional. A atividade é essencial para a economia regional, garantindo renda a aproximadamente 400 famílias em municípios como Muriaé, Eugenópolis, Miradouro e Vieiras, conforme levantamento do IF Sudeste MG.

    O Programa Certifica Minas tem como objetivo assegurar a qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais, promovendo a sustentabilidade e ampliando a competitividade dos produtos mineiros nos mercados nacional e internacional.

  • Certificação inédita no Brasil abre mercados para peixes ornamentais mineiros

    Certificação inédita no Brasil abre mercados para peixes ornamentais mineiros

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) publicou uma portaria inédita no país. A nova norma regulamenta a certificação de peixes ornamentais dentro do Programa Certifica Minas. A medida fortalece toda a cadeia produtiva e amplia as oportunidades de mercado para os produtores.

    O governo anunciou a novidade durante a 3ª Exposição Estadual de Aquicultura Ornamental, em Muriaé. O selo oficial agrega valor ao produto e amplia a confiança do consumidor.

    Produtores certificados ganham o direito de usar o selo em seus produtos e divulgações. Eles alcançam ganhos concretos em rastreabilidade, boas práticas e eficiência. A certificação também facilita o acesso a políticas públicas. Uma delas é uma redução de 0,5% nas taxas de juros do Plano Safra.

    Zona da Mata consolida liderança nacional

    A nova certificação consolida a liderança de Minas Gerais na piscicultura ornamental. A Zona da Mata responde por cerca de 70% da produção nacional, segundo estudo do IF Sudeste MG.

    O governo estadual acelerou a regulamentação do setor. Em menos de dois meses, analisou contribuições de uma consulta pública e publicou a portaria. Em 2022, uma norma anterior já havia regulamentado a biosseguridade da atividade.

    “Muitas pisciculturas da região já estão adequadas. Agora, com essa nova etapa, acreditamos que o setor vai crescer ainda mais”, afirma Maria José Firmo, coordenadora regional do IMA em Viçosa.

    Como obter a certificação

    Para ingressar no programa, o produtor precisa ter Inscrição Estadual (IE) ativa em Minas Gerais. É necessário também estar cadastrado no IMA.

    O processo exige o preenchimento de um requerimento, a assinatura de contratos e o pagamento de taxas. Uma auditoria na unidade produtiva finaliza a avaliação. O certificado de conformidade tem validade de um ano.