Tag: Ceará

  • Ceará avança em acordo bilionário que pode transformar a pesca no Brasil

    Ceará avança em acordo bilionário que pode transformar a pesca no Brasil

    A Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) lidera uma articulação que coloca o Ceará no centro de um corredor internacional voltado à Economia Azul. A iniciativa conecta o estado brasileiro à província de Nova Scotia, no Canadá, com foco em pesca, aquicultura, inovação oceânica, logística e sustentabilidade.

    O projeto reúne empresários, pesquisadores e representantes do setor público dos dois países para criar uma rota estratégica de negócios. A proposta integra produção, tecnologia e investimento com o objetivo de ampliar o valor agregado da cadeia do pescado.

    Parcerias estratégicas reforçam eixo Brasil-Canadá

    A CCBC aproxima instituições de referência em Nova Scotia, como a Dalhousie University, o Bedford Institute of Oceanography e o COVE, hub de tecnologia oceânica no Porto de Halifax. Essas entidades lideram pesquisas em gestão pesqueira, biodiversidade marinha e inovação aplicada ao setor.

    Além disso, o diálogo já envolve órgãos governamentais canadenses, como Invest Nova Scotia, Invest Halifax e Nova Scotia Intergovernmental Affairs. A estratégia prioriza conexões institucionais para acelerar a integração entre empresas, academia e governo.

    Exportações em alta impulsionam aproximação

    O avanço da parceria ocorre em meio ao crescimento consistente do comércio bilateral de pescado. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil exportou US$ 1,82 milhão para o Canadá. O Ceará respondeu por US$ 217,4 mil, o equivalente a 11,9% do total.

    O desempenho do estado chama atenção. Entre 2023 e 2025, as exportações cearenses saltaram de US$ 525 mil para US$ 2,05 milhões, alta de 291%. No mesmo período, o Brasil ampliou as vendas de US$ 2,7 milhões para US$ 7,3 milhões, crescimento de 167%.

    Ceará lidera produção e ganha protagonismo internacional

    O Ceará concentra cerca de 25% das exportações brasileiras de pescado e movimentou US$ 93,8 milhões em 2024. O estado também lidera a produção nacional de aquicultura marinha e responde por mais da metade da produção do Nordeste.

    Esse desempenho colocou o estado no radar global da Economia Azul. Segundo Igor Gonçalves, coordenador do Chapter Ceará da CCBC, a complementaridade entre os mercados motivou a aproximação.

    Ele destaca que a Economia Azul permite resultados mais rápidos ao integrar comércio, tecnologia e inovação em um mesmo ecossistema.

    Complementaridade entre mercados abre oportunidades

    O Canadá demanda espécies tropicais e produtos premium, como pargo congelado, atum, lagosta e tilápia. O pargo (Lutjanus purpureus) lidera as exportações cearenses para o país.

    Por outro lado, o Brasil importa principalmente vieiras congeladas, que representam cerca de 90% das compras de pescado canadense. Há espaço para ampliar o fluxo com produtos como bacalhau, salmão e lagosta de águas frias.

    Corredor vai além da exportação de pescado

    A iniciativa prevê mais do que comércio direto. O projeto inclui processamento de pescado, intercâmbio tecnológico e atração de investimentos bilaterais.

    Entre as possibilidades, está a instalação de unidades de processamento no Canadá com participação de empresas brasileiras. Essas estruturas podem atender o mercado local e ampliar o acesso a outros países.

    Para a CCBC, a combinação entre a capacidade produtiva do Ceará e a tecnologia de Nova Scotia cria um ambiente favorável para expandir a competitividade e gerar novos negócios na Economia Azul.

  • Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    Ibama multa empresas cosméticas e farmacêuticas por uso irregular de saberes indígenas

    O Ibama multou empresas cosméticas e farmacêuticas em R$ 2,2 milhões por explorar ilegalmente conhecimentos tradicionais de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade. A Operação Guardiões da Biodiversidade, iniciada em março, fiscalizou 47 empresas em 12 estados e resultou em 51 autos de infração.

    Agentes do Ibama verificam estoque de insumos de indústria cosmética. Foto: Divulgação/Ibama

    Os agentes ambientais atuaram no Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Fabricantes de pigmentos, saneantes e fitoterápicos estão entre os estabelecimentos notificados para se regularizar perante a Lei da Biodiversidade.

    “O foco da operação foi o desenvolvimento irregular de produtos cosméticos e farmacêuticos que utilizaram conhecimento tradicional de povos indígenas e comunidades tradicionais sobre o uso da biodiversidade, sem o devido consentimento prévio informado”, explicou Igor de Brito, coordenador de Fiscalização da Biodiversidade do Ibama.

    O que as empresas fizeram de errado

    As empresas autuadas acessaram conhecimento tradicional de origem identificável sem obter consentimento prévio informado. E deixaram de indicar a origem desse conhecimento em explorações econômicas ou pedidos de patentes. São condutas previstas nos artigos 83 e 84 do Decreto nº 8.772/2016.

    Entre os conhecimentos acessados irregularmente estão aqueles sobre o uso tradicional de espécies nativas como o urucum (Bixa orelana), a aroeira (Schinus terebinthifolia), o jagube (Banisteriopsis caapi) e a chacrona (Psychotria viridis).

    Outras infrações incluíram a exploração econômica de produtos acabados sem notificação prévia ao SisGen, o Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado. As multas previstas pelo Decreto nº 8.772/2016 variam de R$ 1 mil a R$ 10 milhões. Isso conforme a gravidade da conduta e a capacidade econômica do infrator.

    Por que essa lei existe

    O agente ambiental federal Isaque Siqueira, coordenador nacional da operação, destaca que a legislação reconhece formalmente povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares como guardiões da biodiversidade e de saberes ancestrais que impulsionam a inovação científica e industrial.

    “Ao garantir o direito de participação desses grupos na tomada de decisões e ao condicionar o acesso aos seus conhecimentos à obtenção de consentimento prévio informado, a lei protege sua integridade cultural e assegura que os lucros gerados retornem em forma de desenvolvimento sustentável”, afirmou Siqueira.

    Para as comunidades detentoras do conhecimento, o cumprimento das normas representa proteção contra a exploração indevida. E uma oportunidade de protagonismo na celebração de acordos que valorizam seus modos de vida e garantem recursos para a manutenção de seus territórios.

    O que diz a legislação

    A Lei da Biodiversidade (Lei nº 13.123/2015), referência internacional entre os países signatários da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), estabelece o marco regulatório nacional para o acesso e uso do patrimônio genético e do conhecimento tradicional associado no Brasil.

    Entre as principais obrigações para pesquisadores e indústrias estão o cadastro obrigatório de todas as atividades de acesso no SisGen e a notificação prévia à comercialização de produtos desenvolvidos a partir desses recursos.

    Empresas de médio e grande porte também devem repartir parte da receita gerada com a exploração econômica da biodiversidade. Esses recursos vão ao Fundo Nacional de Repartição de Benefícios (FNRB), que os aplica na conservação ambiental e na proteção do conhecimento tradicional.

    Nos casos em que a origem do conhecimento é identificável, a lei exige ainda a celebração de acordos específicos de repartição de benefícios, em formato monetário ou não monetário, diretamente com os detentores desses saberes, salvo exceções previstas na norma.

  • Ibama apreende 1,5 tonelada de peixe-vermelho em operação no Ceará

    Ibama apreende 1,5 tonelada de peixe-vermelho em operação no Ceará

    Agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreenderam 1,5 tonelada de peixes-vermelhos no litoral oeste do Ceará. A ação ocorreu  no porto pesqueiro de Camocim, durante a operação permanente Fiscaero.

    Foto: Divulgação/Ibama/CE

    O responsável pela embarcação recebeu multa superior a R$ 50 mil por pesca ilegal. Os fiscais constataram que o barco não possuía autorização para capturar a espécie, que pertence à família do pargo e está ameaçada de extinção.

    A operação Fiscaero monitora embarcações possivelmente ligadas à cadeia de exportação do pargo no litoral cearense. O peixe-vermelho está em período de defeso até 30 de abril, o que proíbe sua captura e comercialização.

    A legislação ambiental brasileira tipifica a comercialização de produtos de animais silvestres sem autorização como crime ambiental. O Decreto nº 6.514/2008 e a Lei nº 9.605/1998 estabelecem as sanções para esse tipo de infração, incluindo multas e outras penalidades administrativas.

    O descumprimento das normas do defeso também sujeita os infratores às penalidades previstas na legislação vigente. O período de defeso protege espécies ameaçadas durante sua fase reprodutiva, garantindo a preservação dos estoques pesqueiros.

  • Conheça o Fantasma de Ubajara: caso preocupa ciência

    Conheça o Fantasma de Ubajara: caso preocupa ciência

    Cientistas brasileiros registraram pela primeira vez um caso de leucismo em Sapajus libidinosus, espécie de macaco-prego que normalmente exibe pelagem variando entre marrom-escuro e amarelo-dourado claro. A descoberta, que ocorreu no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará, acende um alerta sobre a saúde genética da população local.

    Os pesquisadores apelidaram o filhote de aproximadamente três meses de “Fantasma” devido às manchas brancas espalhadas pelo corpo. Diferentemente do albinismo, o leucismo causa perda parcial de melanina na pelagem enquanto mantém a coloração escura nos olhos.

    Descoberta durante trabalho de campo

    O primatólogo Tiago Falótico, pesquisador associado ao Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, Alemanha, e presidente da Neotropical Primates Research Group (NeoPReGo), relata como encontrou o animal. “Eu estava instalando os gravadores de som na área, daí observei primeiro esse macaco branco ali, diferente, que nem era do nosso grupo de estudo. Fui atrás e vi esse filhote branquinho”, conta ao Jornal da USP.

    A equipe observou o Fantasma duas vezes em um intervalo de 30 dias. O filhote demonstrava comportamento típico de um infante saudável: a mãe o carregava e, ocasionalmente, sua curiosidade o levava a explorar o ambiente sozinho. O grupo o aceitava completamente, sem sinais de rejeição.

    Tiago Falótico. Foto: Lucas Ninno

    Outro caso levanta suspeitas

    Ao revisar bancos de dados antigos após descobrir o Fantasma, os pesquisadores encontraram registros de Jenipapo, um macho adulto que também apresenta mancha branca na cabeça, embora mais sutil. Os dois animais pertencem a grupos diferentes.

    Jenipapo é um macho adulto com uma mancha de pelo mais claro no topo da cabeça. Foto: Tiago Falótico / Extraída do artigo

    “O Jenipapo é de outro grupo, e provavelmente é o macho alfa de lá”, explica Tatiane Valença, coautora do artigo publicado durante seu doutorado no Instituto de Psicologia (IP) da USP. A pesquisadora atualmente coordena o trabalho de campo na base da NeoPReGo no parque cearense.

    Falótico revela ao Jornal da USP que o Jenipapo apresenta outra característica não mencionada no artigo: “Além da cabeça, o Jenipapo tem uma descoloração nos testículos”. A equipe não observou nenhum outro macaco-prego com esses padrões nessa população desde o início da pesquisa, há seis anos.

    Hipóteses: ambiente ou genética?

    O Parque Nacional de Ubajara, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), possui 6.300 hectares que englobam florestas, montanhas, cavernas e cachoeiras. A fragmentação territorial e a intensa ocupação humana nas extremidades inicialmente levantaram suspeitas sobre influências ambientais.

    Filhote leucístico de macaco-prego-barbudo (Sapajus libidinosus) do Parque Nacional de Ubajara e sua mãe. Ele tem membros e cauda com coloração esbranquiçada, diferente do padrão de coloração da pelagem da mãe. Fotos: NeoPReGo / extraídas do artigo

    “Uma das hipóteses dessa diferença de coloração seria o fator ambiental. O primeiro é o genético, alguma mutação aleatória que deu essa característica. A outra seria a questão da alimentação, alguma deficiência alimentar ou algum poluente”, explica Falótico.

    No entanto, os cientistas descartam a tese ambiental. “Se fosse alguma coisa mais ambiental, de poluição e de alimentação, a gente espera que veria muito mais [casos de leucismo] espalhados nos grupos”, argumenta o pesquisador.

    A hipótese genética ganha força. O leucismo pode resultar do cruzamento em uma população pequena onde a diversidade genética diminui significativamente, permitindo que genes recessivos raros se manifestem.

    Risco para tradição cultural dos macacos

    A presença de dois macacos-prego com padrões anormais de coloração funciona como sinal de alerta. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de monitoramento de longo prazo não apenas para preservar a espécie, mas também tradições culturais únicas.

    Tatiane Valença. Foto: CV Lattes

    “Essa população é bem interessante porque, durante o meu doutorado, eu descobri que eles usam não só as pedras para quebrar coco, como boa parte dos macacos-prego, mas eles também usam pedras para cavar e usam varetas para tirar aranhas de alçapão de tocas. Um comportamento que a gente só tinha visto na Serra da Capivara”, destaca Tatiane Valença.

    Pressões ambientais e conservação

    O parque enfrenta pressões das mudanças climáticas e do desenvolvimento urbano. Animais domésticos também entram e interagem com os macacos selvagens, criando riscos adicionais.

    “Esse sinal de mutação, um bicho com cor diferente, pode ser um indicativo de endogamia de uma população que está restrita, ali, num fragmento, e não está tendo fluxo gênico”, aponta Tiago Falótico.

    Somente o acompanhamento sistemático desses animais confirmará se a característica aumenta na população. Tatiane Valença conclui: “Conservar essas populações é importante para a gente conservar a diversidade de tradições dos macacos-prego. Esses comportamentos são importantes para a sobrevivência desses animais, mas também nos ajudam, enquanto seres humanos, a entender mais sobre nós mesmos”.

    Sobre o Leucismo

    O leucismo é uma doença congênita que causa perda parcial ou total de melanina na pelagem ou nas penas dos animais. Diferentemente do albinismo, a cor dos olhos permanece escura. A condição é extremamente rara em primatas. Casos anteriores de albinismo ocorreram em um macaco-prego-preto e em um macaco-prego-das-guianas, ambos em cativeiro.

    Jornal da USP/Tabita Said

  • Produção de café canéfora avança em novas regiões brasileiras

    Produção de café canéfora avança em novas regiões brasileiras

    O cultivo de café canéfora, que abrange as variedades robusta e conilon, está se expandindo rapidamente no Brasil e ganhando espaço em regiões fora de seu berço tradicional, o Espírito Santo. O país, atualmente segundo maior produtor mundial dessa espécie, vem reduzindo a distância em relação ao Vietnã, líder global do segmento.

    De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais e Mato Grosso registraram forte crescimento na produção desde 2020. O movimento reflete os preços elevados e o aumento do consumo mundial de cafés diferenciados, fatores que motivam agricultores a apostar no canéfora.

    “O cenário é favorável para que esse avanço continue”, afirma Ricardo Schneider, presidente da Câmara de Café de Minas Gerais. Ele destaca que a demanda aquecida e a disponibilidade de áreas agrícolas impulsionam o ritmo de expansão. Analistas acrescentam que a melhora na qualidade dos grãos tem reforçado o interesse das torrefações e exportadores.

    Minas Gerais amplia aposta no canéfora

    Conhecido como o principal produtor de café arábica do país, Minas Gerais também começa a se destacar na produção de canéfora. A safra mineira deve alcançar 602,2 mil sacas de 60 quilos em 202. Um salto de 94% em relação a 2020, segundo dados da Conab.

    Mato Grosso mira produtividade de Rondônia

    O Mato Grosso, referência na produção de grãos como soja e milho, agora mira o exemplo do vizinho Rondônia para aumentar sua produtividade no café robusta. “Nossa meta é elevar a média atual de 23 sacas por hectare para o nível de 50 sacas obtido em Rondônia”, explica Dalilhia Nazare dos Santos, engenheira agrônoma da Empaer-MT.

    A Conab projeta que o estado colha 298,7 mil sacas neste ano, ante 158,4 mil em 2020. O avanço confirma o movimento de diversificação agrícola no Centro-Oeste.

    Ceará e Norte entram no mapa do café

    O café canéfora também começa a ganhar espaço no Norte e Nordeste do país. O Ceará, por exemplo, testa o cultivo de conilon e robusta amazônico, variedade tradicionalmente produzida em Rondônia. A produção combinada de Ceará, Acre e Pará deve chegar a 118,7 mil sacas em 2026. Quase o triplo do registrado em 2020.

    “Esperamos alcançar cerca de mil hectares de café conilon até 2026, com potencial para atingir 5 mil hectares”, afirma Silvio Carlos Ribeiro Vieira Lima, secretário executivo do Agronegócio do Ceará. Ele ressalta que a proximidade de portos e infraestrutura logística coloca o estado em posição estratégica para exportar.

    Com o arábica ainda como principal variedade, o Brasil reforça sua posição de destaque no cenário internacional ao diversificar sua produção de canéfora. O país se consolida como competidor direto do Vietnã, ampliando a oferta para atender à crescente demanda global por robusta e conilon, usados em cafés solúveis e espressos.

  • Fiscalização combate pesca ilegal de polvo no Ceará

    Fiscalização combate pesca ilegal de polvo no Ceará

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de 1,5 tonelada de pescado irregular, entre eles 1.142 kg de polvo (Octopus spp.), durante a Operação Kraken, realizada de 2 a 6 de fevereiro no litoral leste do Ceará. A ação fiscalizou indústrias, embarcações, peixarias, transportadores, exportadores e distribuidores nos municípios de Fortaleza, Maracanaú, Itarema, Jijoca de Jericoacoara, Preá, Beberibe e Aquiraz.

    O objetivo foi verificar a legalidade e a rastreabilidade da cadeia produtiva do polvo, garantindo o cumprimento das normas de ordenamento pesqueiro. Dos 23 empreendimentos fiscalizados, 30,4% apresentaram irregularidades. O Ibama emitiu oito autos de infração por descumprimento de regras ambientais e sanitárias.

    Os produtos em condições adequadas para o consumo foram doados ao Programa Sesc Mesa Brasil, que distribui alimentos a instituições sociais. Já o pescado considerado impróprio foi inutilizado, conforme protocolos ambientais.

    Rastreabilidade e comprovação de origem

    A fiscalização concentrou-se na comprovação da origem do pescado, conforme determina a Lei nº 11.959/2009, que rege a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca. A norma exige o controle de toda a cadeia produtiva, da captura ao comércio varejista ou exportação.

    A ausência de documentação compromete a rastreabilidade e pode indicar fraude ou pesca ilegal, além de violar normas ambientais, tributárias e sanitárias. Atualmente, a Nota Fiscal é o principal instrumento de rastreabilidade, devendo informar o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) da embarcação e os dados da unidade de inspeção sanitária de destino.

    Principais irregularidades identificadas

    Durante a operação, o Ibama constatou infrações além da falta de documentação. Alguns pescadores atuavam sem autorização ou com métodos irregulares, como o uso de mergulho autônomo e potes de cimento para atrair polvos, inclusive por embarcações com permissão apenas para pesca de lagosta — o que configura infração administrativa ambiental.

    Foto: Ibama/Nupesc

    A equipe também flagrou descumprimento do período de defeso, quando a captura, o transporte e a comercialização de espécies como lagosta, pargo e caranguejo ficam proibidos. Durante esse período, a guarda e a venda de estoques só são permitidas mediante declaração dentro do prazo regulamentar.

  • Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    Defeso do caranguejo-uçá começa no Norte e Nordeste

    O período de defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) terá início em 17 de fevereiro de 2026, terça-feira de Carnaval. E se estenderá até 22 de fevereiro, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Pará.

    A medida protege a reprodução da espécie e garante a manutenção dos estoques naturais nos manguezais das regiões Norte e Nordeste. O defeso vale para Amapá, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

    O Ibama também definiu as próximas etapas do defeso. De 3 a 8 e de 18 a 23 de março, e também dos períodos de 1º a 6 e de 17 a 22 de abril.

    Durante o defeso, os caranguejos saem das tocas para acasalar e liberar ovos, fase essencial para a continuidade da espécie. Por isso, ficam proibidas a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas.

    Regras

    A proibição vale para animais vivos, congelados ou processados, inteiros ou em partes. Quem desrespeitar as normas está sujeito às sanções previstas na Lei nº 9.605/1998 e no Decreto nº 6.514/2008, que incluem multas e demais penalidades civis e administrativas.

    A comercialização da espécie durante o defeso só é permitida a quem apresentar a Declaração de Estoque registrada no Ibama até o último dia útil antes do início do período. Neste ciclo, o prazo é 13 de fevereiro de 2026. O documento deve detalhar os estoques de caranguejos vivos, congelados, pré-cozidos, cozidos, inteiros ou em partes, conforme o formulário anexo à portaria do instituto.

    Segundo o Ibama, o respeito ao defeso é essencial para a sustentabilidade da atividade extrativista e para a preservação dos manguezais, ecossistemas fundamentais ao equilíbrio ambiental e à subsistência de comunidades tradicionais.

  • Operação apreende bebidas irregulares com risco de metanol

    Operação apreende bebidas irregulares com risco de metanol

    As autoridades sanitárias do Ceará retiraram mais de 21 mil litros de bebidas alcoólicas irregulares do mercado durante a segunda etapa da Operação Dose Limpa, realizada em dezembro. A ação reforça o alerta sobre os perigos da produção clandestina e da adulteração de bebidas, especialmente com a proximidade das festas de fim de ano, quando o consumo aumenta significativamente.

    As equipes de fiscalização concentraram as ações em Fortaleza e na Serra da Ibiapaba. A operação combateu a falsificação e a comercialização de bebidas sem registro, práticas que representam riscos graves à saúde pública. O metanol, álcool altamente tóxico, figura entre os principais perigos. A substância causa cegueira, danos neurológicos irreversíveis e morte, e esteve associada a casos fatais registrados nos últimos meses no país.

    A operação utilizou inteligência fiscal e análise de risco para planejar as ações. Os técnicos do VigiFronteiras apoiaram o levantamento prévio de informações, identificaram fluxos suspeitos e ofereceram suporte logístico. O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV), do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), coordenou tecnicamente a fiscalização e executou as ações com equipes especializadas no combate a esquemas de fraude e clandestinidade.

    Fiscalização identifica bebidas falsificadas em Fortaleza

    Em Fortaleza, os fiscais identificaram estabelecimentos comerciais com bebidas importadas que apresentavam fortes indícios de falsificação. A operação encontrou produtos como gin, vodka e whisky com problemas de rotulagem, conforme análise da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Os comerciantes vendiam bebidas sem registro no MAPA, sem documentação de procedência e com informações enganosas ao consumidor.

    Na região de Viçosa do Ceará, a fiscalização constatou a produção clandestina de licores e cachaça. Os estabelecimentos não atendiam aos requisitos mínimos de boas práticas de fabricação e não comprovavam a origem do álcool nem dos demais ingredientes utilizados. As equipes apreenderam grandes volumes desses produtos em pontos comerciais, inclusive em recipientes reutilizados. As embalagens não continham informações básicas obrigatórias, como responsável técnico, lista de ingredientes, advertências e graduação alcoólica.

    Risco químico ameaça consumidores

    A produção clandestina representa um risco químico iminente sob a perspectiva da fiscalização agropecuária. Sem controle oficial, ninguém garante a origem do álcool utilizado. Os consumidores ficam expostos à possibilidade de ingestão de metanol, além de excesso de cobre (metal pesado associado a efeitos tóxicos) e contaminantes microbiológicos decorrentes da falta de higiene e controle sanitário.

    Foto: MAPA

    “As autoridades retiram essas bebidas do mercado como medida de prevenção essencial, especialmente em períodos de maior consumo, porque produtos clandestinos provocam intoxicações graves, danos irreversíveis à saúde e até mortes”, afirma Janus Pablo Macedo, presidente do Anffa Sindical.

    Legislação estabelece critérios para apreensão

    As apreensões e a destruição dos produtos irregulares seguiram critérios técnicos que a legislação vigente define. O Decreto nº 12.709/2025 estabelece que os produtores de bebidas devem cumprir requisitos como boas práticas de fabricação e rastreabilidade. A lei considera produtos sem origem comprovada impróprios para o consumo humano, e ninguém pode regularizá-los após a produção. A apreensão imediata representa a única medida possível para cessar o risco.

    Como identificar bebidas seguras

    A fiscalização reforça que o registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária é gratuito e representa uma garantia mínima de segurança ao consumidor. As bebidas artesanais também estão sujeitas às mesmas exigências sanitárias. Comerciantes e consumidores devem desconfiar de preços muito abaixo do mercado, embalagens reaproveitadas e da ausência do registro no rótulo, especialmente em um período em que o consumo de bebidas alcoólicas aumenta significativamente.

  • Nova cultivar promete dobrar produção de caju no Ceará

    Nova cultivar promete dobrar produção de caju no Ceará

    A Embrapa Agroindústria Tropical apresenta em dezembro de 2025 o clone de cajueiro BRS 805, uma cultivar que promete transformar a cajucultura cearense. A nova variedade oferece produtividade duas vezes superior à cultivar CCP 76, atualmente a mais plantada no país. O edital para aquisição dos propágulos será publicado em 12 de janeiro de 2026.

    O desenvolvimento do BRS 805 começou no início dos anos 1990, segundo Dheyne Melo, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical e coordenador do Programa de Melhoramento Genético do Cajueiro. Pesquisadores selecionaram uma planta em experimento realizado em fazenda no município de Pio IX, no Piauí.

    “As castanhas foram colhidas para produção de progênies. O experimento foi instalado no Campo Experimental de Pacajus, onde selecionamos uma das plantas filhas, identificada como PRO 805/4”, explica Melo. A equipe clonou essa planta para avaliação e comparação com outros materiais genéticos.

    Desde 2003, o clone passou por avaliações em condições de sequeiro na região litorânea cearense. Os testes ocorreram em Pacajus, Cruz (a partir de 2011) e Itapipoca (desde 2015). Os resultados demonstraram desempenho superior e consolidaram o BRS 805 como alternativa de alta rentabilidade.

    Produtividade alcança 1.800 kg de castanha por hectare

    O BRS 805 alcança produtividade média de 1.800 quilos de castanhas por hectare entre o quinto e o sétimo ano de idade. Esse resultado representa o dobro da média obtida pelo clone CCP 76 no mesmo período.

    Foto: Embrapa

    A produção anual de pedúnculo também impressiona: 23,8 toneladas por hectare, igualmente o dobro do clone testemunha. Para Melo, a alta produtividade se soma à maior segurança fitossanitária.

    “O clone demonstra resistência ao mofo-preto, antracnose e septoria, enfermidades que prejudicam a cultura”, destaca o pesquisador.

    Clone apresenta resistência superior a doenças comuns

    Marlon Valentim, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical, observou que o BRS 805 tolera melhor o oídio quando comparado ao CCP 76. O oídio representa a pior doença da cajucultura brasileira.

    Essas características resultam em menor necessidade de fungicidas, o que reduz custos de produção e oferece maior segurança alimentar ao consumidor.

    Luiz Serrano, também pesquisador da Embrapa, recomenda maior espaçamento no cultivo. As plantas apresentam porte intermediário, atingindo entre 3 e 4 metros de altura e até 7 metros de envergadura.

    O formato da copa, tipo taça compacta, torna o clone excelente para áreas mecanizadas. Tratores circulam livremente sem quebrar ramos produtivos das plantas.

    Mercado receberá castanhas de alta qualidade industrial

    O BRS 805 oferece produto de excelente aceitação no mercado de processamento. As castanhas apresentam massa média de 10 gramas, semelhante às do clone BRS 226, bem cotadas no mercado.

    As amêndoas são classificadas como tipo LW ou W210 (entre 181 e 210 amêndoas por libra-peso), com rendimento industrial médio de 23,2%.

    Foto: Embrapa

    O pedúnculo exibe coloração vermelha intensa e formato cônico (piramidal) de bom tamanho. O teor de Vitamina C é cinco vezes superior ao da laranja: 270 miligramas por 100 gramas de polpa. O produto é recomendado principalmente para processamento industrial.

    Comercialização começa por edital público

    A Embrapa direcionará o BRS 805 aos viveiristas de mudas de cajueiro com registro ativo no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). O processo inicial de comercialização ocorrerá por edital de oferta pública, no qual a empresa licenciará propágulos do clone para os viveiristas selecionados.

    “Sempre recomendamos que o produtor diversifique seu pomar. Caso novas doenças ou pragas cheguem, ele contará com clones mais resistentes ou tolerantes, evitando perda de produção”, afirma Melo.

    Cajucultura enfrenta momento decisivo

    José Roberto Vieira, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroindústria Tropical, aponta que a cajucultura passa por momento de inflexão.

    “Temos dois caminhos. O primeiro consiste em continuar no modelo semiextrativista, com baixa produtividade (menos de 500 quilos de castanha por ano), alta variabilidade genética, baixo rendimento de amêndoas e baixo aproveitamento de pedúnculo”, explica.

    O segundo caminho envolve adotar tecnologias para alcançar o modelo de alto rendimento. “Nesse modelo, preconizamos produtividade de castanha superior a 1.500 quilos por hectare/ano, uniformidade de castanha, alto rendimento de amêndoas e alto aproveitamento de pedúnculo (superior a 50%)”, detalha Vieira.

    Segundo o pesquisador, embora o investimento inicial seja maior, o valor se dilui com a produtividade por hectare. “O custo é menor por quilo de castanha produzida. Se incluirmos o pedúnculo nessa conta, em municípios como Severiano Melo e Apodi, no Rio Grande do Norte, o custo de produção cai ainda mais”, argumenta.

    Ceará lidera produção nacional com crescimento de 61% em 2024

    O Brasil produziu 161.014 toneladas de castanha de caju em 2024, o maior resultado desde 2018, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento em relação a 2023 foi de 38%.

    O Ceará, maior produtor nacional, aumentou sua produção em 61%, passando de 63.256 toneladas para 101.930 toneladas. O Piauí, segundo colocado, registrou crescimento de 25%, saltando de 20.992 toneladas para 26.172 toneladas. O Rio Grande do Norte, terceiro lugar, produziu cerca de 21 mil toneladas nos últimos dois anos.

    Foto: Embrapa

    O rendimento médio nacional, que calcula a produção de castanha em quilogramas por hectare, cresceu 30%. Em números absolutos, variou de 271 kg por hectare em 2023 para 358 kg por hectare em 2024.

    Bela Cruz lidera a produção cearense de castanha em 2024, seguido de Beberibe, Ocara, Cascavel e Aracati. Todos os municípios se localizam em áreas litorâneas, as mesmas onde a Embrapa avaliou o BRS 805.

    Programa de melhoramento oferece 14 clones para diferentes necessidades

    O BRS 805 é o décimo quarto clone do Programa de Melhoramento Genético da Embrapa lançado no mercado. Cada clone possui características e destinações diferentes, atendendo demandas de produtores e indústrias, além de especificidades de clima e solo.

    Os clones de cajueiro da Embrapa produzem com ou sem chuvas. Enquanto outras frutíferas necessitam de altas quantidades de água, o cajueiro produz com precipitação anual entre 600 e 800 milímetros. Em anos de elevados déficits hídricos, esses materiais genéticos se mantêm produtivos. O cajueiro também proporciona renda no período oposto ao da quadra invernosa, contribuindo para o desenvolvimento da classe média rural.

    O CCP 76, um dos primeiros clones da Embrapa, é o mais plantado no Nordeste e no Brasil. Devido ao sabor agradável e qualidade do pedúnculo, é o preferido para produção de caju de mesa, com produtividade de 9.600 quilos de pedúnculo por hectare. O desempenho na produção de castanhas varia entre 600 kg (sem tratos culturais) e 1.200 quilos (com tratos culturais) por hectare.

    Materiais genéticos selecionados em regiões extremamente secas do Semiárido suportam bem solos arenosos e ácidos. Entre esses clones destacam-se o BRS 226 e o Embrapa 51, que alcançam entre 1.200 e 2.000 quilos de castanhas por hectare em condições ideais de manejo.

    Tanto o BRS 226 quanto o Embrapa 51 comprovaram resistência hídrica durante a grande seca da última década. Em tempos de urgência climática, essa vantagem é estratégica para a agricultura no Semiárido.

  • Operação Dose Limpa apreende 237 mil litros de bebidas falsificadas

    Operação Dose Limpa apreende 237 mil litros de bebidas falsificadas

    Uma megaoperação de combate ao comércio ilegal de bebidas alcoólicas resultou na apreensão de mais de 237 mil litros de produtos falsificados e clandestinos no Ceará. A Operação Dose Limpa, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em duas etapas, identificou graves irregularidades na produção e comercialização de bebidas alcoólicas no estado.

    A segunda fase da operação ocorreu nos dias 4 e 5 de dezembro, focando em estabelecimentos suspeitos na Serra da Ibiapaba e em Fortaleza. Durante a fiscalização, foram apreendidos 21.230,25 litros de bebidas irregulares, incluindo gin, cachaça, vodka, cajuína e licor. Além disso, 5.000,2 litros de produtos impróprios para consumo humano foram destruídos imediatamente.

    Primeira etapa identificou uso de substância tóxica

    A primeira fase da Operação Dose Limpa, realizada em 22 e 23 de outubro, teve resultados ainda mais expressivos. A fiscalização concentrou-se no combate ao uso de metanol, substância altamente tóxica que pode causar cegueira e morte, além da produção clandestina de bebidas alcoólicas.

    Nessa etapa inicial, as equipes apreenderam 216 mil litros de bebidas fabricadas irregularmente, entre cachaça, vodka, gin, whisky e conhaque. Os responsáveis produziam os produtos em locais sem registro oficial ou em condições sanitárias inadequadas. A operação também recolheu insumos utilizados na fabricação irregular, como corantes, rótulos e álcool não autorizado.

    Ação integrada mobiliza múltiplos órgãos

    A coordenadora da operação no Ceará, Shirley Mapurunga, chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, avaliou os resultados como positivos e confirmou que as fiscalizações comprovaram as irregularidades investigadas.

    A Operação Dose Limpa II contou com uma ampla força-tarefa que reuniu a Receita Federal, Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz-CE), Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), Vigilância Sanitária (Visa-CE), Secretaria da Saúde (Sesa), Polícia Civil, Polícia Militar e Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS).

    A operação também teve participação do Programa Vigifronteiras. E apoio do Consórcio de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Sobral, Que auxiliou no descarte adequado dos produtos apreendidos.

    Todas as bebidas precisam de registro obrigatório

    O Ministério da Agricultura reforça que todas as bebidas alcoólicas comercializadas no Brasil, incluindo produtos artesanais como licores, cachaças e destilados, devem obrigatoriamente possuir registro no Mapa. A ausência de registro caracteriza crime contra as relações de consumo e representa grave risco à saúde pública.

    A Operação Dose Limpa demonstra o compromisso do governo federal e dos órgãos estaduais com a proteção do consumidor e o enfrentamento às práticas ilegais no mercado de bebidas. A fiscalização continuará atuando para identificar e coibir a produção e comercialização de produtos falsificados e clandestinos em todo o território nacional.

    Consumidores devem sempre verificar se as bebidas possuem selo de fiscalização do Mapa e adquirir produtos apenas em estabelecimentos regularizados. A compra de bebidas de origem duvidosa ou sem registro oficial pode resultar em graves problemas de saúde.