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  • Cavalo Crioulo movimenta R$ 5,36 bi e ganha terreno no esporte

    Cavalo Crioulo movimenta R$ 5,36 bi e ganha terreno no esporte

    O Cavalo Crioulo, aquele símbolo que atravessa porteiras, charqueadas e pistas de rodeio, não se limita mais ao chimarrão, ao sul, ou à brisa fria da campanha gaúcha. A nova fotografia econômica da raça, divulgada pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulos (ABCCC) em parceria com a Esalq/USP, mostra outra cena: um animal que virou negócio gigante — R$ 5,36 bilhões ao ano. Dinheiro vivo circulando. Dinheiro que muda paisagem de cidades, mantém cuidadores, ergue selarias, gera carreiros de emprego.

    O estudo detalha que esse valor inclui não só a compra e venda de animais, mas um universo que vai de remédios veterinários a turismo rural, de ração premium às provas esportivas que inflamam arquibancadas. Ferraduras batem no chão. E o mercado vai longe. Aliás, o chamado Complexo do Cavalo Crioulo engloba até indumentárias, serviços, comércio artesanal — tudo isso movendo economia real, de verdade. Além disso, o país conta hoje com 508.080 animais registrados, cada um deles responsável por R$ 10.549,93 ao ano. Um cavalo, um PIB.

    Geração de empregos

    Há mais: o Crioulo emprega. Gera 31,3 mil vagas diretas e mais de 130 mil indiretas. Põe comida na mesa de mais de 160 mil famílias. A raça pulsa. “Esses dados nos trazem uma radiografia setorial essencial para fundamentar nossos planos de expansão. O cavalo é mais do que uma paixão do Sul do Brasil ou uma ferramenta de trabalho no campo. Hoje, é a base de empresas lucrativas, ferramenta para tratamento de saúde mental, sem falar no mundo do esporte”, disse o presidente da ABCCC, André Rosa. Ele assumiu o comando no último dia 1º e quer acelerar competições pelo país. O antecessor, César Hax, abriu caminho; Rosa promete engrenar a marcha nos próximos dois anos.

    Cavalo Crioulo avança com o esporte

    As pistas explicam muito. Três de cada quatro criatórios do país têm foco esportivo — 75%. A modalidade estrela segue sendo o Freio de Ouro e a Morfologia, mas Laço Comprido e Doma de Ouro, essas sim, puxam o público, arrastam caminhadas de trailer pelas estradas. Poeira sobe. Corda estica. A segunda principal destinação da raça ainda é o trabalho de campo (22,56%), mas o esporte virou a porta de entrada. Não por acaso. “O esporte é a mola de expansão das criações nos estados do Sudeste e Centro-Oeste. A raça é muito adaptada para uso em rodeios e acreditamos em um avanço consistente nos próximos anos”, afirmou Gérson de Medeiros, gerente de expansão da ABCCC. Ele opera, de São Paulo, a expansão para a chamada Região 8 — Sudeste, Centro-Oeste, Norte e Nordeste. O plano? Chegar a 2026 com 15% mais provas nesses territórios.

    Nem tudo, porém, é simples de mapear. A equideocultura brasileira, como explica o pesquisador da Esalq/USP Roberto Arruda de Souza Lima, não funciona como cadeia industrial clássica. São várias engrenagens soltas, um organismo. Por isso os dados são fragmentados, raros — quase como rastrear cavalo ao luar. Segundo ele, apesar de sustentarem negócios e mão de obra, os equídeos ainda não são vistos como animais de produção em muitos levantamentos oficiais. A pesquisa também mediu o perfil das propriedades criadoras: fazendas com média de 440 hectares, das quais 92 são reservados às tropas. Quem cria, geralmente planta e cria também — 64,95% têm agricultura como atividade principal; 22,45%, pecuária.

    Sul, o berço do Crioulo

    Foto: Divulgação/Fagner Almeida

    No mapa, o sul domina. O Rio Grande do Sul concentra 80% de tudo — renda e animais. São R$ 4,28 bilhões e 412 mil cavalos. O estado, berço histórico da raça, mantém hegemonia em cada mancha do mapa, dos 497 municípios ao pampa fronteiriço. Em seguida aparecem Santa Catarina, com 33,7 mil animais, e o Paraná, com 31,8 mil. O centro do país ainda engatinha, mas cresce.

    “O Rio Grande do Sul segue como berço da raça e como uma região com expressão de criatórios e qualidade genética. A força do cavalo Crioulo ecoa por todos os 497 municípios gaúchos, garantindo pulverização de renda e emprego. Os dados também mostram um grande potencial de expansão de uso desse animal no resto do Brasil. Não há limites para as manadas de Crioulos no Brasil e no mundo”, reforçou André Rosa, recém-chegado de uma agenda internacional da raça na Itália.

    A cena futura parece quase premeditada. Campo e pista se cruzam. Dinheiro entra. Ferraduras brilham. A raça, que antes era sinônimo de tradição, agora lateja como indústria — ainda que com passos firmes, quase como quem sente o chão antes de galopar.

  • Vídeo de égua “morta ressuscitando”: saiba se é normal esse comportamento

    Vídeo de égua “morta ressuscitando”: saiba se é normal esse comportamento

    Um vídeo que está circulando nas redes mostra o susto de um dono ao ver sua égua dormindo com as patas para cima, como se estivesse morta. Porém, ao chegar mais perto, o animal levante e segue a vida normalmente.

    https://www.instagram.com/reel/DQsbvkNCmqU/?igsh=MTZxMnEzaWJlNTBsOA%3D%3D

    O comportamento de uma égua dormindo deitada com as patas para cima, parecendo “morta” e assustando o dono, é incomum, porém pode ser explicado pela fisiologia e pelos hábitos do sono dos cavalos.

    Comportamento de sono dos cavalos

    Cavalos geralmente dormem de pé, usando ligamentos especiais que travam suas pernas para não caírem, o que permite relaxamento mesmo em pé. Entretanto, para entrar em um sono mais profundo, chamado fase REM (movimento rápido dos olhos), eles precisam se deitar completamente e relaxar todos os músculos, o que pode incluir ficar de lado ou até de barriga para cima. Este sono profundo, essencial para repouso e recuperação, ocorre em períodos curtos, somando cerca de 3 a 4 horas diárias, frequentemente à noite e quando o animal se sente seguro.

    Embora seja mais comum ver cavalos deitados lateralmente, há relatos em vídeos e testemunhos de cavalos que dormem de barriga para cima com as patas erguidas. O que pode parecer estranho ou alarmante para quem não está acostumado com o comportamento equino. Normalmente, isso indica um estado intenso de relaxamento muscular durante o sono profundo, e não necessariamente um problema de saúde.

    Avisos e quando se preocupar

    Se esse tipo de deitar prolongado for frequente, ou acompanhado por outros sinais de desconforto como inquietação, sons incomuns, ou posturas que indicam dor, pode ser sinal de cólicas, dores ou problemas de saúde que merecem atenção veterinária. Porém, episódios isolados de sono profundo com posição supina podem ser normais para um cavalo confortável e seguro.

    Há vídeos e relatos de cavalos que, surpreendentemente, se deitam de barriga para cima, gerando susto nos donos. Mas mostrando a capacidade desses animais de relaxar profundamente. Esses vídeos são geralmente considerados engraçados ou curiosos em redes sociais. Mas ressaltam a necessidade do dono identificar se o comportamento é apenas sono ou se há qualquer sinal de problema.

  • Conheças as principais raças de cavalo do Brasil

    Conheças as principais raças de cavalo do Brasil

    O Brasil é um dos maiores mercados de criação de cavalos no mundo, com rebanho que ultrapassa 5,7 milhões de animais, ocupando o quarto lugar global, atrás apenas dos Estados Unidos, China e México.

    O setor movimenta cerca de R$ 30 bilhões por ano e envolve mais de 3 milhões de pessoas, abrangendo desde a criação para trabalho rural, lazer e esportes equestres, até uma cadeia produtiva ampla que inclui ração, veterinária, ferrageamento e selarias.

    As cinco principais raças de cavalos criadas no Brasil representam uma diversidade de adaptações e utilizações, cada uma com características específicas que as tornam únicas e valiosas para diferentes atividades e setores do mercado.

    Mangalarga Marchador

    A raça mais numerosa e reconhecida do Brasil, criada no século XIX a partir do cruzamento de cavalos Árabe, Alter e Andaluz. Destaca-se pela marcha em quatro tempos, que oferece conforto ao cavaleiro, e por sua alta resistência e versatilidade. Os exemplares geralmente têm cerca de 1,52 m de altura, pelagem sedosa, temperamento dócil e vigoroso, sendo usados em esportes hípicos, cavalgadas e trabalhos rurais.​​

    Campolina

    Reconhecida por seu porte imponente, podendo atingir até 1,75 m na altura e 500 kg de peso, essa raça foi desenvolvida no final do século XIX por Cassiano Campolina. É famosa pela marcha suave e elegante, excelente para cavalgadas, provas de marcha e desfiles. Sua beleza e docilidade fazem dela uma raça bastante apreciada em eventos tradicionais brasileiros.​

    Foto: Luis Otávio Guimarães Vieira/Flick

    Crioulo

    Originário dos Pampas do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina, o Cavalo Crioulo é extremamente resistente, resultado de anos de seleção natural. Com umas ênfases em sua robustez, agilidade e fertilidade, é usado tanto no trabalho com gado quanto em atividades de lazer. Sua resistência a adversidades ambientais o torna um símbolo do cavalo brasileiro de origem rural.​

    Del Oeste Zorrino, cavalo crioulo premiado da FICCC
    Foto: JG Martini

    Quarto de Milha

    Origem americana, mas bastante difundida no Brasil, o Quarto de Milha destaca-se pelo rendimento em provas de velocidade, resistência e trabalho com gado. Com altura média de 1,50 a 1,55 m, é apreciado tanto na cavalgada quanto em competições de rodeio. É uma raça de grande valor econômico e esportivo no mercado brasileiro.​

    Foto: Manoel Moraes Jr./Flick

    Brasileiro de Hipismo

    Raça moderna que surgiu na década de 1970, combinando linhagens europeias como Hanoveriana, Holsteiner, Oldenburger e Trakehner, voltada às competições de salto, adestramento e hipismo rural. Os cavalos costumam medir cerca de 1,68 m e pesar aproximadamente 600 kg, sendo utilizados em esportes de alto nível, com forte participação em eventos internacionais.​

    Foto: Brasileiro de Hipismo

    Essas raças representam a riqueza do setor equestre brasileiro. Setor que movimenta aproximadamente R$ 30 bilhões anuais, considerando as diversas aplicações do cavalo no campo, na competição e no lazer.

  • Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões anuais e conquista mercado internacional

    Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões anuais e conquista mercado internacional

    O cavalo Mangalarga Marchador movimenta R$ 9 bilhões por ano no Brasil. A raça mineira possui 700 mil animais registrados e conquista espaço no mercado internacional. Criadores dos Estados Unidos e da Europa investem cada vez mais neste patrimônio cultural equestre brasileiro.

    A Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM) registra crescimento constante do setor. O Congresso Nacional reconheceu a raça como patrimônio cultural equestre em 2019. Este marco oficial reforça a importância econômica e cultural do Mangalarga Marchador.

    Plantel de 700 mil animais atrai novos investidores

    A raça atrai diferentes gerações de criadores e investidores. O temperamento dócil e a marcha confortável conquistam novos públicos. Cavalgadas, esportes equestres e leilões movimentam milhões em negócios.

    Daniel Siriema, ex-presidente da ABCCMM, destaca o potencial da raça. “O Marchador representa tradição e inovação do agronegócio”, afirma o especialista. “Este cavalo conquistou o campo e agora abre espaço nas cidades.”

    Daniel Siriema, criador e especialista na raça Mangalarga

    O crescimento internacional amplia as oportunidades de negócios. Núcleos de criadores nos Estados Unidos e na Europa aumentam a demanda por animais brasileiros. A exportação se torna fonte importante de receita para o setor.

    Leilões milionários impulsionam cadeia produtiva

    O impacto econômico alcança toda a cadeia produtiva. O setor movimenta turismo rural, hotelaria, transportes e indústria veterinária. Leilões registram cifras milionárias e atraem grandes investidores.

    A Exposição Nacional de Belo Horizonte consolida-se como o maior evento mundial dedicado a uma única raça. O encontro anual atrai milhares de visitantes e gera negócios em toda a capital mineira.

    “O Marchador faz parte da identidade brasileira”, reforça Siriema. “Ele está presente nas nossas músicas, festas e na memória afetiva de quem vive o campo.”

    Modernização e tradição marcam futuro da raça

    O setor enfrenta o desafio de equilibrar tradição e modernidade. A valorização da história se combina com investimentos em genética e tecnologia. A profissionalização dos sistemas e a internacionalização garantem competitividade global.

    Foto: Fernando Dias/Seapi

    Siriema projeta futuro promissor para o Mangalarga Marchador. “Estamos em momento de expansão e amadurecimento”, conclui. “O futuro depende da nossa capacidade de desenvolver a raça com responsabilidade e visão de longo prazo.”

    A raça mineira consolida sua posição como ativo estratégico do agronegócio brasileiro. O Mangalarga Marchador combina paixão nacional e potencial econômico em um mercado cada vez mais globalizado.

  • Kaio Jorge assina com Nike por três anos e recebe ferradura personalizada

    Kaio Jorge assina com Nike por três anos e recebe ferradura personalizada

    O atacante Kaio Jorge, artilheiro do Cruzeiro e líder da artilharia do Campeonato Brasileiro 2025, oficializou na última semana sua parceria comercial com a Nike. O contrato de três anos representa a concretização de um “sonho de criança” para o jogador de 23 anos, que anunciou a novidade em suas redes sociais.

    Com 13 gols marcados no Brasileirão em apenas 17 rodadas, Kaio Jorge consolida sua posição como artilheiro isolado da competição nacional. O atacante pernambucano disputou 27 jogos nesta temporada, contribuindo também com cinco assistências para o bom desempenho do time mineiro.

    Reprodução: Redes Sociais

    A parceria comercial trouxe uma surpresa especial para o centroavante. A Nike presenteou Kaio Jorge com uma ferradura personalizada que simboliza sua paixão pelos cavalos da raça Quarto de Milha. O presente inusitado demonstra o cuidado da marca esportiva em reconhecer os interesses pessoais do atleta além do futebol.

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    A escolha do presente reflete uma característica pouco conhecida do jogador, que mantém forte ligação com o mundo da equinocultura. A ferradura personalizada homenageia especificamente sua preferência pelos cavalos Quarto de Milha, uma das raças mais populares no Brasil para competições de velocidade e trabalho rural.

    Artilheiro do Brasileirão soma 13 gols e desperta interesse de clubes europeus

    Contratado pelo Cruzeiro em junho de 2024 por 7,2 milhões de euros, Kaio Jorge superou um início discreto e tornou-se peça fundamental do esquema tático comandado por Leonardo Jardim. Desde sua chegada à Toca da Raposa, o atacante marcou 22 gols e distribuiu sete assistências em 50 jogos oficiais.

    O desempenho excepcional na temporada atual coloca Kaio Jorge no radar de grandes clubes europeus. Zenit, da Rússia, e Bayer Leverkusen, da Alemanha, já buscaram informações sobre o jogador, embora nenhuma proposta oficial tenha chegado até o momento. O próprio atacante confirma o interesse internacional: “Chegaram algumas coisas, mas a diretoria do clube está bem tranquila e sabe o momento certo de agir”.

    A performance consistente também desperta expectativas sobre uma possível convocação para a Seleção Brasileira sob o comando de Carlo Ancelotti. Kaio Jorge já defendeu as categorias de base da Amarelinha (Sub-15, Sub-17 e Sub-20), e seu momento atual pode colocá-lo definitivamente no radar da equipe principal.

    Na temporada passada, o atacante destacou-se principalmente na Copa Sul-Americana, competição em que o Cruzeiro chegou à final. Kaio Jorge balançou as redes nos confrontos contra o Lanús nas semifinais e marcou o único gol da Raposa na final contra o Racing, apesar da derrota por 3 a 1.

    Reprodução: Redes Sociais

    A parceria com a Nike representa não apenas o reconhecimento do talento do jogador, mas também sua crescente relevância no cenário do futebol brasileiro. Para Kaio Jorge, que completa um ano de Cruzeiro neste mês, o momento atual representa o ápice de um período de “muito trabalho, adaptação e crescimento pessoal e profissional”.

    Com números impressionantes e interesse crescente do mercado internacional, o atacante consolida sua posição como uma das principais revelações do futebol brasileiro em 2025, agora com o apoio de uma das maiores marcas esportivas do mundo.

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  • Zé Neto compra égua Quarto de Milha por R$ 2,5 milhões

    Zé Neto compra égua Quarto de Milha por R$ 2,5 milhões

     

    O cantor sertanejo Zé Neto, da dupla com Cristiano, surpreendeu o mercado da equinocultura ao adquirir a égua Whiz So Much por R$ 2,5 milhões em um leilão realizado no luxuoso Haras Frange, em São Paulo. A Whiz So Much é filha da So Much Fan, a égua mais valorizada e renomada na modalidade de rédeas no Brasil, sendo reconhecida por sua genética superior e desempenho excepcional nas competições.

    O Haras Frange, localizado em Mato Grosso, é referência nacional na criação de cavalos da raça Quarto de Milha. A raça é famosa por sua versatilidade e alta performance. O 4º Leilão Haras Frange, realizado no elegante Palácio Tangará, consolidou-se como um dos maiores eventos do setor no país. E ultrapassou a impressionante marca de R$ 40 milhões em vendas. O evento reuniu celebridades, criadores de elite e investidores do agronegócio, destacando a crescente integração entre o universo do entretenimento e da equinocultura de alto padrão.

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    Após a compra, a assessoria de Zé Neto informou que o cantor já iniciou a comercialização de embriões da égua, com parcelas que ultrapassam os R$ 5 mil. Indicando que a aquisição não é apenas um investimento afetivo, mas também estratégico na criação e reprodução de cavalos de elite. Com essa compra, Zé Neto amplia sua atuação no mercado equestre, ao lado da carreira musical. Reforçando seu nome entre os grandes nomes da criação de cavalos no Brasil.

    Além da presença de Zé Neto, outras personalidades como o cantor Latino, que adquiriu 50% do garanhão Oregon por R$ 5 milhões, e Gusttavo Lima, também marcaram presença e movimentaram o cenário do agronegócio de luxo. O leilão foi embalado por um show exclusivo de Bruno, da dupla Bruno & Marrone. Unindo glamour, negócios milionários e cultura sertaneja em um dos mais sofisticados eventos do setor.

    Essa movimentação reforça o crescimento e a valorização do mercado de cavalos de raça no Brasil. Especialmente da raça Quarto de Milha. E destaca como celebridades vêm se envolvendo cada vez mais com investimentos em genética animal e esportes equestres. Transformando o segmento em um mercado promissor e de alto prestígio.

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  • Gusttavo Lima vende metade de garanhão por R$ 5 milhões ao cantor Latino

    Gusttavo Lima vende metade de garanhão por R$ 5 milhões ao cantor Latino

    O cantor sertanejo Gusttavo Lima realizou uma das maiores transações do mercado equestre brasileiro ao vender 50% do garanhão Oregon por R$ 5 milhões ao cantor Latino. A negociação ocorreu durante o 4º Leilão Haras Frange, realizado nesta segunda-feira (4) no Palácio Tangará, em São Paulo, valor que estimou o cavalo em R$ 10 milhões.

    Oregon é um exemplar da raça Friesian, originária da Holanda e reconhecida mundialmente por sua imponência, pelagem negra brilhante e movimentos elegantes. O cavalo é uma das estrelas do Haras Embaixador, propriedade de Gusttavo Lima localizada em Goiás. Além de sua relevância genética, Oregon ganhou notoriedade ao participar da série “Bom Dia, Verônica” da Netflix e em eventos de grande porte, como a abertura do Festival Boteco, onde dividiu o palco com o próprio Gusttavo Lima.

    O leilão foi organizado pelo advogado e criador Antônio Frange Júnior. E reuniu investidores, personalidades do agronegócio e criadores de cavalos das raças Friesian, Quarto de Milha e Paint Horse. Evidenciando o crescente interesse e profissionalização do segmento no país.

    Foto: reprodução

    A venda de cotas de cavalos de elite, como a realizada com Oregon, tem se mostrado uma estratégia eficiente para dividir custos e ampliar o potencial de retorno financeiro, valorizando animais de genética superior com histórico midiático e reprodutivo. Gusttavo Lima destacou que o negócio não é apenas um capricho, mas resultado de anos de seleção genética e visão estratégica de mercado.

    O negócio reforça o crescimento do mercado de genética equina de alto padrão como um ativo de prestígio e investimento. Oregon, importado da Holanda, é uma das estrelas do haras de Gusttavo Lima, conhecido por abrigar animais de raça e alto desempenho.

    Mercado equestre em alta: investimento e status

    De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Friesian (ABCCF), a raça é uma das mais valorizadas no mundo. Exemplares podem alcançar valores milionários devido a sua genética superior, beleza e versatilidade.

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    O Leilão Haras Frange, onde o negócio foi fechado, é um dos principais eventos do setor. E reúne investidores e criadores de todo o país. A venda de Oregon destaca a valorização de equinos de elite como alternativa de investimento, atraindo celebridades e empresários.

    Por que cavalos Friesian valem milhões?

    Segundo a Federação Equestre Internacional (FEI), criadores e competidores valorizam os cavalos de raça pura, especialmente os Friesians, por sua linhagem distinta, porte majestoso e desempenho nas competições. A Holanda, berço da raça, é referência em genética equina, e animais importados costumam ter valorização expressiva.

    Com transações milionárias como a de Oregon, o Brasil consolida seu espaço no cenário equestre global, atraindo negócios que movimentam milhões e destacam o potencial do agronegócio de alto padrão.

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  • Conheça a maior criação de cavalos do mundo

    Conheça a maior criação de cavalos do mundo

    Na província de Gansu, noroeste da China, a Fazenda de Shandan se destaca como a maior criação de cavalos do mundo em uma única propriedade. Com cerca de 10.000 equinos, o local preserva uma tradição que remonta à dinastia Han Ocidental (206 a.C.–24 d.C.).

    Fundada como haras militar, Shandan forneceu cavalos para exércitos imperiais por séculos. A geografia privilegiada — pastagens verdejantes no verão e terrenos planos — favoreceu a criação de animais robustos, como o cavalo Shandan, resultado de cruzamentos entre raças mongólicas e turcomanas.

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    Com a modernização das forças armadas, a fazenda perdeu parte de sua função militar, mas se reinventou. Hoje, é uma atração turística, onde visitantes observam centenas de cavalos galopando livres nas planícies. Os meses de verão, com campos floridos, são os melhores para visitas.

    A raça shandan: resistência e versatilidade

    Os cavalos locais são conhecidos por força, adaptação a grandes altitudes e temperamento dócil. Medindo entre 1,35 m e 1,42 m, são ideais para montaria e tração, características que os tornaram valiosos historicamente.

    Além de abastecer parques equestres na China, Shandan já serviu de cenário para filmes e documentários. Sob administração do Exército chinês, a fazenda equilibra preservação histórica e vocação turística, mantendo viva uma herança de mais de dois milênios.

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  • Crise sanitária – ração mata cavalo de 2 milhões de reais

    Crise sanitária – ração mata cavalo de 2 milhões de reais

    Uma crise sanitária sem precedentes na nutrição animal já vitimou mais de 200 cavalos em seis estados brasileiros, após consumo de rações da Nutratta Nutrição Animal Ltda. E o número pode ser muito maior, chegando ate a 600 animais. A contaminação por monocrotalina resultou na proibição e recolhimento de produtos, com vistoria federal em andamento.

    Investigação e Ações do MAPA

    O Ministério da Agricultura recebeu a primeira denúncia oficial em 26 de maio de 2025. Até o momento, foram confirmados 222 óbitos. Eles estão distribuídos principalmente em São Paulo (83), Rio de Janeiro (69) e Alagoas (65). Há ainda 195 casos sob apuração em Goiás, Minas Gerais e Bahia.Fiscalizações revelaram falhas graves na fábrica da Nutratta, incluindo ausência de rastreabilidade, mistura inadequada de matérias-primas e uso de ingredientes não autorizados. Em resposta, o MAPA proibiu o consumo de todos os produtos da empresa fabricados após 22/11/2024.

    Prejuízo financeiro e genético

    Um dos focos mais dramáticos da crise sanitária ocorreu na chácara Dia de Sol, localizada na zona rural de Guarulhos (SP), onde nove cavalos morreram após ingerirem a ração Foragge Horse, fabricada pela Nutratta Nutrição Animal Ltda.

    Os animais apresentaram sintomas neurológicos severos, como agressividade repentina, desorientação, distúrbios do sono, dificuldade de locomoção e sinais de demência, compatíveis com os efeitos da monocrotalina — toxina identificada nas rações pela investigação do Ministério da Agricultura. Segundo relatório técnico da pasta, a substância é altamente tóxica para o fígado e o sistema nervoso de equinos. E foi confirmada em amostras coletadas após novembro de 2024.

    O criador Marcos Barbosa, responsável pela chácara, revelou que 30 cavalos de seu plantel consumiram o produto antes que o uso fosse suspenso. Entre os animais mortos estava um exemplar avaliado em mais de R$ 2 milhões, reconhecido pela genética nobre e desempenho premiado na raça Mangalarga Marchador.

    Reações e medidas emergenciais

    Em nota, a Nutratta informou que colaborou com as autoridades, implementou medidas internas e obteve liminar para retomar parcialmente as atividades, exceto produção para equinos. A empresa nega vínculo comprovado entre suas rações e os óbitos

    O Ministério Público de São Paulo instaurou investigação criminal desde 16 de junho, pedindo que a empresa comprove conformidade com as normas do MAPA sob pena de responsabilização civil e criminal.

    Perspectivas para o setor

    O caso gerou alarme entre criadores, veterinários e promotores de eventos equestres, levando a discussão sobre maior controle e rastreabilidade na nutrição animal. A situação ainda está em evolução. Os produtores estão orientados a não utilizar produtos da Nutratta. E além disso, reportar sintomas suspeitos via Ouvidoria do MAPA.

    O episódio envolvendo a ração representa um dos maiores desastres da nutrição animal no Brasil, com impactos econômicos, emocionais e sanitários. A crise reforça a necessidade urgente de controle rigoroso sobre a produção de rações e proteção da saúde animal.

  • Fotógrafo flagra cavalo em meio a espetáculo da física

    Fotógrafo flagra cavalo em meio a espetáculo da física

    O dia mal havia clareado quando o fotógrafo Mycchel Legnaghi apontou a lente para o campo coberto de branco, na Serra Catarinense. O que viu pela frente foi mais que um cavalo pastando na neblina: era como se a natureza soprasse poesia gelada sobre o Vale do Caminhos da Neve, em São Joaquim. No instante do clique, o frio virou espetáculo, e o bicho, moldura viva de um fenômeno raro e silencioso:  a sublimação.

    Foto: Mycchel Legnaghi

    Com os termômetros despencando a -5,6°C no centro do Caminhos da Neve, segundo dados da Epagri/Ciram, e -7,3°C na estação Corujas, o amanhecer de segunda-feira (1º) congelou até o tempo. Os açudes ficaram rígidos, os lagos endureceram e o orvalho sequer teve chance de virar água: virou vapor direto. O chão, coberto por cristais finíssimos, parecia sussurrar em branco. E lá estavam eles, os cavalos, imóveis por um segundo, como se soubessem que algo ali era maior do que o frio.

    Foto: Mycchel Legnaghi

    “Foi um daqueles momentos que te deixam sem palavras ao ver os animais”, disse Mycchel. “Essa névoa de ouro que transforma o frio nesse espetáculo. Fenômeno sutil, mas grandioso quando a ciência do frio encontra luz”.

    Sublimação: a física por trás da beleza

    A tal dança tem nome científico: sublimação. Acontece quando o gelo vira vapor sem passar pelo estado líquido, fenômeno comum em condições extremas como as da manhã congelante em São Joaquim. A cidade, que já é famosa pelas baixas temperaturas, viveu mais um capítulo do seu inverno rigoroso, desses que congelam não só a água, mas também o tempo.

    Entre cavalos serenos e o vapor que subia do chão como um véu, a paisagem parecia saída de um conto nórdico. Só que era bem aqui, no coração do Sul do Brasil.

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