Tag: cavalos

  • Cantor Daniel abre as portas de fazenda milionária no interior de SP

    Cantor Daniel abre as portas de fazenda milionária no interior de SP

    Daniel construiu uma carreira marcada pela música sertaneja, mas sua ligação com o campo vai muito além das canções. O cantor mantém uma fazenda em Brotas, no interior de São Paulo, município onde nasceu e onde continua cultivando suas raízes.

    A propriedade ganhou ainda mais visibilidade ao se transformar no cenário do Viver Sertanejo, programa comandado pelo artista na TV Globo, onde ele recebe nomes de diferentes gerações da música brasileira.

    Daniel com a esposa, Aline, e as três filhas do casal (Foto: Reprodução/Instagram/@lilipadua)

    Fazenda de Daniel fica em Brotas

    Localizada no interior paulista, Brotas faz parte da história pessoal de Daniel. Foi no município que o artista nasceu e começou a construir a relação com o universo rural que mais tarde apareceria também em sua trajetória musical.

    Propriedade se destaca pelo cultivo de cana-de-açúcar, eucalipto e criação de gado (Foto: Reprodução/Globo)

    A conexão incontestável ganhou espaço na televisão com o Viver Sertanejo. Gravado na propriedade, o programa aposta justamente na atmosfera country para promover conversas, música e encontros entre artistas.

    Em um dos episódios, Maiara e Maraisa pescaram com Daniel na fazenda, reforçando a proposta do programa de aproximar os convidados de experiências típicas da vida no interior.

    Cavalos, pescaria e rotina na roça 

    E é claro, as gravações ajudaram a revelar alguns segredos do dia a dia do famoso. Cheirinho de café no ar, comida preparada no fogo, atividades com animais, frutas colhidas no pé e rodas de viola definem a energia do lugar.

    Beleza cenográfica da propriedade impressiona e chamou atenção até da TV Globo (Foto: Reprodução/Globo)

    A cavalgada aparece entre as atividades realizadas, além da pescaria, que também faz parte da rotina.

    Apaixonado por cavalos, Daniel investiu em instalações completas para a criação, treinamento e manejo de equinos de alta linhagem, contando com baías arejadas, pistas de adestramento e piquetes amplos para os animais.

    Outro ponto que emociona quem visita o local é a linda capela ecumênica construída dentro da fazenda. Devoto e muito ligado à fé, o cantor fez questão de erguer o espaço sagrado como um lugar de reflexão e oração.

    O endereço representa o porto seguro de um dos nomes mais famosos da música sertaneja brasileira.

  • Criação de pôneis dispara no Brasil; entenda o mercado

    Criação de pôneis dispara no Brasil; entenda o mercado

    A criação de pôneis vem ganhando cada vez mais espaço no agronegócio brasileiro. O movimento é impulsionado pela diversificação das atividades no campo, pelo crescimento do turismo rural, da equoterapia e do mercado de animais de lazer e exposição.

    Com manejo mais simples e custo de manutenção menor que o dos cavalos de grande porte, os pôneis se tornaram uma alternativa atrativa para pequenos e médios produtores.

    O tamanho do mercado no Brasil

    Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Pônei (ABCCP), os pôneis já estão presentes em praticamente todos os estados brasileiros, com mais de 300 criadores registrados no país.

    A ABCCP, entidade registrada junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é responsável pelo registro genealógico, pelo desenvolvimento do padrão racial e pela organização de exposições que fortalecem a cadeia produtiva.

    “Embora ainda seja um nicho quando comparado ao mercado de equinos de esporte e trabalho, a demanda por pôneis vem crescendo nos últimos anos por conta da sua versatilidade”, explica Fernando Montenegro, diretor financeiro da ABCCP e proprietário do Haras FOM, em Tatuí (SP).

    Sete raças reconhecidas no país

    O registro genealógico das raças de pôneis no Brasil é feito exclusivamente pela ABCCP. Atualmente, a entidade reconhece e ampara sete raças:

    • Pônei Brasileiro
    • Piquira
    • Shetland
    • Welsh Pony
    • Haflinger
    • Fjord
    • Reitpony

    Como a criação de pôneis gera renda?

    Além da venda de animais para criadores e exposições, o setor abre oportunidades em diferentes frentes, como haras de lazer, fazendas de turismo, centros de equoterapia e escolas de equitação infantil.

    Apesar da proximidade com as famílias, Fernando Montenegro faz um alerta importante: o pônei não deve ser tratado como pet. “Trata-se de um animal rústico, que requer espaço e cuidados específicos para garantia de bem-estar, além de ter uma vida longa”, explica.

    Custo de produção é menor

    Uma das principais vantagens da atividade está no custo de produção. Por serem de menor porte, os pôneis consomem menos alimento e precisam de áreas reduzidas para manejo, o que permite que propriedades menores também entrem no negócio.

    A rusticidade da raça ainda favorece a adaptação a diferentes regiões do Brasil. Os animais apresentam boa longevidade, fertilidade e docilidade, características valorizadas tanto por criadores quanto por instituições que utilizam equinos em atividades terapêuticas.

    Segundo a ABCCP, o trabalho de seleção genética conduzido pelos criadores brasileiros ajudou a formar um plantel reconhecido pela qualidade morfológica e pelo temperamento equilibrado dos animais.

    Quanto custa um pônei?

    O valor de um pônei varia conforme genealogia, conformação física e histórico em competições:

    Animais comerciais (indicados para mini fazendas, sítios e iniciação): em torno de R$ 10 mil

    Animais de alto padrão: podem chegar a R$ 60 mil

    “A criação de pôneis acompanha uma tendência observada em outros segmentos do agronegócio: a valorização de atividades de nicho. Para pequenos produtores, a atividade pode representar uma alternativa interessante de diversificação da renda”, afirma Mauro Vieira Filho, criador que iniciou a atividade há quatro anos e hoje possui 38 animais, com foco em animais de entrada para sítios e fazendinhas.

    Já Fernando Montenegro segue uma estratégia diferente, apostando também na criação de animais de elite e na organização de leilões desde 2018.

  • Beleza e força: conheça o cavalo Appaloosa

    Beleza e força: conheça o cavalo Appaloosa

    Poucos animais conseguem chamar tanta atenção no campo quanto o cavalo Appaloosa. Basta ele aparecer no pasto para virar assunto. As manchas espalhadas pelo corpo parecem desenhadas à mão, enquanto a musculatura firme denuncia uma característica que vai muito além da estética: resistência.

    Não é exagero dizer que o Appaloosa carrega uma das identidades mais marcantes da equinocultura mundial. Ao longo das décadas, a raça deixou de ser apenas símbolo de tradição nos Estados Unidos para conquistar espaço também em fazendas, haras e provas equestres brasileiras.

    No Brasil, o animal ganhou admiradores principalmente entre criadores ligados ao trabalho rural e às competições funcionais. Afinal, o cavalo une aquilo que muitos produtores buscam: rusticidade, agilidade e temperamento equilibrado.

    Origem marcada pela resistência

    A história do Appaloosa atravessa séculos. A raça ficou conhecida graças ao povo indígena Nez Perce, no noroeste dos Estados Unidos, que selecionava os animais mais resistentes e velozes para o trabalho e para deslocamentos em terrenos difíceis.

    Foto: Apaaloosa Horse Club UK

    Com o tempo, aqueles cavalos de pelagem exótica passaram a despertar curiosidade por onde passavam. Não demorou para que virassem símbolo do Velho Oeste americano.

    A principal marca do animal está justamente na pelagem manchada, que pode variar bastante. Alguns apresentam manchas pequenas e discretas. Outros parecem carregados de tinta branca sobre o corpo escuro. É exatamente essa imprevisibilidade visual que ajuda a transformar cada Appaloosa em um animal praticamente único.

    Força que vai além da aparência

    Quem olha apenas para a beleza pode acabar se enganando. Por trás da aparência elegante existe um cavalo conhecido pela resistência física e pela inteligência.

    Foto: Apaaloosa Horse Club UK

    Criadores relatam que o Appaloosa costuma apresentar facilidade de aprendizado e boa adaptação a diferentes tipos de manejo. Isso ajuda a explicar por que a raça ganhou espaço tanto em cavalgadas quanto em provas esportivas.

    No campo, o animal também demonstra versatilidade. Consegue atuar no manejo do gado, suporta longas distâncias e mantém desempenho consistente mesmo sob calor intenso. Não à toa, muitos pecuaristas passaram a enxergar o cavalo como parceiro de trabalho, e não apenas como animal de exposição.

    Aliás, em regiões de forte tradição rural, o Appaloosa frequentemente rouba a cena em eventos agropecuários. Entre um relincho e outro, vira atração para crianças, fotógrafos e criadores experientes.

    Mercado cresce no Brasil

    Nos últimos anos, a criação de Appaloosa ganhou força no País. Haras especializados começaram a investir em genética, treinamento e participação em leilões, acompanhando o avanço do mercado de cavalos voltados tanto ao esporte quanto ao lazer.

    Foto: Apaaloosa Horse Club UK

    Segundo entidades do setor, a raça também passou a despertar interesse entre famílias que buscam animais dóceis para iniciação equestre. O comportamento geralmente equilibrado ajuda nesse processo.

    Além disso, o crescimento do turismo rural e das provas funcionais ampliou a procura por cavalos resistentes e visualmente marcantes. Nesse cenário, o Appaloosa acabou encontrando terreno fértil.

    Um cavalo que carrega identidade

    Por fim, o Appaloosa não impressiona apenas pela aparência. Existe algo quase cinematográfico no animal. Quando cruza o campo ao amanhecer, levantando poeira sob a luz dourada, ele parece carregar uma mistura de liberdade, tradição e força bruta.

    E talvez seja exatamente por isso que a raça continue despertando fascínio em diferentes gerações. Em meio à mecanização crescente do agronegócio, o Appaloosa segue lembrando que o campo ainda guarda espaço para beleza, personalidade e conexão com a terra.

  • Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo estudo

    Cavalos podem sentir o cheiro do medo dos humanos, segundo estudo

    Os cavalos impressionam pela força e imponência, mas também chamam atenção pela sensibilidade. Um estudo publicado em janeiro de 2026 na revista científica PLOS One revelou que esses animais conseguem detectar o cheiro do medo humano, o que influencia diretamente seu comportamento.

    A pesquisa foi conduzida pela especialista em comportamento e bem-estar equino Plotine Jardat e por cientistas do Instituto Francês de Equitação. O objetivo foi aprofundar estudos anteriores que já indicavam que cavalos reagem a expressões faciais e ao tom de voz humano, mas agora com foco no olfato.

    Como o estudo foi realizado

    Os pesquisadores coletaram amostras de suor de voluntários em diferentes situações emocionais. Primeiro, os participantes assistiram a cenas alegres de filmes como Singin’ in the Rain e Grease, produzindo suor associado à felicidade.

    Em seguida, novas amostras foram coletadas enquanto os voluntários assistiam ao filme de terror Sinister, com o objetivo de induzir medo. Também foram obtidas amostras neutras, sem estímulo emocional.

    Depois disso, os cavalos foram expostos aos diferentes odores por meio de compressas colocadas em focinheiras especiais. Durante os testes, os cientistas analisaram como os animais reagiam à presença humana, tanto durante escovação quanto em momentos de aproximação.

    Os cavalos expostos ao “suor do medo” demonstraram menos interesse em interagir com as pessoas. Além disso, os pesquisadores avaliaram a reação dos animais a sustos repentinos, como a abertura de um guarda-chuva próximo a um balde de comida, e ao contato com objetos desconhecidos.

    O que os pesquisadores descobriram

    Segundo o estudo, os cavalos que sentiram o odor associado ao medo ficaram mais alertas, cautelosos e reativos. Eles evitaram maior contato com humanos, se assustaram mais facilmente e apresentaram aumento na frequência cardíaca, um indicativo de estresse.

    Os cientistas também observaram que esses cavalos tocaram menos nos objetos novos e passaram mais tempo observando-os à distância, comportamento típico de esquiva e vigilância.

    Um dos pontos mais importantes da pesquisa é que os animais reagiram apenas ao cheiro, sem qualquer pista visual ou sonora de medo por parte dos humanos.

    Emoções humanas podem afetar os cavalos

    A equipe concluiu que os cavalos conseguem identificar o estado emocional humano apenas pelo odor corporal. Ainda não há uma resposta definitiva sobre a origem dessa habilidade, mas ela pode estar ligada ao longo processo de domesticação ou a uma característica natural presente em mamíferos.

    A pesquisadora destacou que o estado emocional das pessoas influencia diretamente a relação com os animais. Segundo ela, chegar calmo e relaxado tende a favorecer uma interação mais positiva, enquanto o medo humano pode deixar o cavalo mais inseguro e reativo.

  • Fancy: conheça a égua mais velha do mundo aos 38 anos

    Fancy: conheça a égua mais velha do mundo aos 38 anos

    Ela já atravessou quatro décadas, viu gerações crescerem e hoje caminha devagar, quase como quem conhece todos os segredos do tempo. A égua Fancy, reconhecida pelo Guinness World Records como o cavalo mais velho do mundo ainda vivo, transformou a velhice em algo raro: um espetáculo silencioso de resistência.

    Nascida em 1º de abril de 1988, nos Estados Unidos, Fancy pertence à raça American Quarter Horse, conhecida pela força e explosões curtas de velocidade. Só que, no caso dela, o que impressiona não é a corrida. É o relógio. Enquanto cavalos da raça costumam viver entre 25 e 35 anos, a égua antingiu os 38 anos — uma marca considerada extraordinária até por veterinários experientes.

    Hoje, Fancy vive em uma fazenda de aposentadoria para cavalos na Virgínia. Quase cega, com problemas hormonais e passos lentos, ela segue cercada de cuidados. Ainda sai para pequenas caminhadas diárias. Reconhece vozes familiares. Relincha baixo quando percebe movimento perto do cercado. Um “hrrrmmm” rouco, curto, quase um sussurro do passado.

    A história dela ganhou o mundo não apenas pelo recorde, mas pelo vínculo improvável com a dona, Paige Sigmon Blumer. As duas cresceram juntas. Literalmente.

    História de família

    Quando Paige tinha oito anos, os pais compraram a égua para ela. Desde então, nunca mais se separaram. Curiosamente, as duas fazem aniversário no mesmo dia: 1º de abril. Com o tempo, a coincidência virou ritual. Todo ano havia festa, decoração no estábulo e até bolo simbólico para a aniversariante de quatro patas.

    “Ela sempre teve uma energia quase maternal”, disse Paige ao Guinness World Records. A declaração parece exagero à primeira vista. Mas basta olhar as fotos recentes para entender. Fancy aparece imóvel, serena, com aquele olhar cansado de quem parece ter vivido mais do que muito humano por aí.

    E viveu.

    Ao longo das décadas, enfrentou doenças, perdeu parcialmente a visão e precisou deixar as competições. Mesmo assim, resistiu. Segundo a dona, a longevidade veio da soma de três fatores: alimentação equilibrada, acompanhamento veterinário constante e afeto diário.

    Pode soar simples. Não é.

    Foto: Divulgação Fancy

    No universo equestre, muitos animais são sacrificados quando deixam de servir para montaria ou competição. Fancy escapou desse destino. Virou quase um manifesto vivo sobre envelhecimento digno entre os cavalos. Uma espécie de lembrete silencioso de que utilidade e valor não são a mesma coisa.

    Companheira inseparável

    Nos últimos anos, a égua ganhou a companhia de Rosie, uma jumenta idosa adotada para ajudá-la na rotina. As duas passam os dias juntas no pasto. “Parecem duas senhorinhas fofocando”, brincou Paige em entrevista ao jornal The Washington Post.

    A imagem ajuda a explicar, por exemplo, o fenômeno que Fancy virou nas redes sociais. Não há truque. Não há espetáculo. Só uma velha égua marrom caminhando lentamente sob o sol da Virgínia enquanto o mundo corre depressa demais do lado de fora.

    Talvez seja justamente isso que toque tanta gente.

    Num tempo em que tudo parece descartável — relações, carreiras, promessas —, Fancy sobrevive como um contraponto quase poético. O corpo envelheceu, claro. As pernas já não respondem como antes. Mas há algo nela que continua firme. Uma calma antiga. Uma presença que atravessa décadas como uma árvore atravessa estações.

    E enquanto muita gente busca fórmulas para viver mais, Fancy parece ensinar outra coisa: talvez o segredo esteja em viver cercado de cuidado, rotina e pertencimento.

    Ou seja, no fim das contas, não foi apenas o tempo que transformou Fancy em recordista.

    Foi o amor insistente de quem decidiu não desistir dela.

  • Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Lágrimas e silêncio costumam ditar o ritmo de um velório, mas em Santa Catarina, um som diferente rompeu a atmosfera de luto e deixou todos os presentes arrepiados. Levada para se despedir de seu tutor, a égua de estimação de um idoso catarinense protagonizou uma cena que reforça os laços invisíveis entre humanos e animais. Ao se aproximar do caixão, o animal não apenas parou, mas relinchou alto, como se estivesse chamando por aquele que cuidou dela durante anos.

    Um pedido especial da família

    Realizar essa homenagem não foi um improviso de última hora. A ideia partiu da filha do falecido, que conhecia a relação profunda entre o pai e o animal. Segundo familiares, a égua era a grande companheira do idoso nas rotinas no campo. Assim, a decisão de levá-la até o local da cerimônia buscou honrar essa amizade que, para muitos ali, parecia transcender a compreensão humana básica sobre o comportamento animal.

    A ciência por trás do luto animal

    Cenas como essa levantam discussões sobre a capacidade cognitiva e emocional dos cavalos. Especialistas em comportamento animal explicam que equinos são extremamente sensíveis a odores e sinais auditivos, sendo capazes de reconhecer seus tutores mesmo em condições adversas. No entanto, o impacto visual de um animal expressando o que parece ser tristeza profunda gera um impacto imediato na audiência digital. “Ela sabia que ele estava ali, foi uma despedida de alma”, afirmou uma das presentes no vídeo que já soma milhares de visualizações.

    https://www.instagram.com/reel/DXwfKubyMq0/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Reação viral e comoção nas redes

    Imagens registradas por celulares mostram o momento exato em que a égua encosta o focinho no caixão. A partir daí, o vídeo se espalhou por grupos de mensagens e redes sociais, gerando milhares de comentários de internautas emocionados com a lealdade do bicho. Além disso, o episódio reacende o debate sobre a permissão de animais de estimação em cerimônias fúnebres, algo que vem se tornando mais comum como parte do processo de fechamento de ciclo para as famílias.

    O legado de uma amizade rural

    Finalizada a cerimônia, o sentimento que ficou entre os parentes foi de dever cumprido. O relincho, que para desconhecidos poderia ser apenas um som natural, para aquela família foi um recado claro de gratidão. Em contraste com a frieza de algumas despedidas modernas, a presença da égua trouxe uma humanidade visceral ao momento, provando que o luto, definitivamente, não é um sentimento exclusivo dos seres humanos.

  • Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Cavalgada do Embaixador: Gusttavo Lima leva governadores e celebridades para o interior de Goiás

    Bela Vista de Goiás acordou diferente no último domingo (26). Com poeira na estrada, bota no pé e comitiva formada desde cedo, a cidade a poucos quilômetros de Goiânia recebeu a primeira edição da Cavalgada do Embaixador, evento criado e organizado pelo cantor e empresário Gusttavo Lima. Não foi uma simples festa de campo. Foi uma movimentação que reuniu política, equinocultura, cultura sertaneja e audiência digital em um único percurso de 12 km pela GO-020.

    Quem estava lá: da sede até a cúpula política de Goiás

    Entre os presentes estavam o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) e o atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Além deles, o influenciador Jon Vlogs, o humorista Jacques Vanier e a modelo Andressa Suita, companheira do cantor, também marcaram presença.

    Ronaldo Caiado já demonstrava proximidade com o cantor desde 2025 e chegou a comentar publicamente: “Independente de ser ou não candidato, o Gusttavo Lima já entrou para a política. Gusttavo Lima sabe do que fala.” No entanto, o artista optou por não seguir carreira política. A cavalgada, portanto, funcionou como um espaço informal de articulação onde o prestígio do entretenimento sertanejo e o peso institucional do agronegócio goiano se encontraram na mesma pista de terra.

    550 animais, raças de elite e cavalos que valem até R$ 200 mil

    Quem esperava um evento de ocasião se surpreendeu com a escala do plantel. Segundo a veterinária Joyce Barros, cerca de 550 animais participaram, entre equinos e muares, além de um bovino. Os animais vieram de estados como Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e do Distrito Federal. Cerca de 20 animais da Cavalaria da Polícia Militar também estiveram no evento.

    Estiveram presentes equinos das raças quarto de milha, mangalarga e friesian, entre outras, além dos muares. O valor dos animais varia, mas alguns ficam entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. O próprio Gusttavo Lima conduziu o percurso montado em um mangalarga, raça conhecida pela elegância e versatilidade nos eventos equestres brasileiros.

    Além disso, a cavalgada teve início às 10h, ao som de muita moda sertaneja. Durante o trajeto, o artista interagiu com os participantes e chegou a cantar junto com o grupo em vídeos divulgados nas redes sociais.

    Rigor sanitário: Agrodefesa no centro da organização

    Para o público de agroemcampo.ig.com.br, um dado chama atenção especial: a Cavalgada do Embaixador não abriu mão do protocolo sanitário. O evento exigiu exame negativo de anemia infecciosa equina e a apresentação da Guia de Trânsito Animal (GTA), conforme exigido pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

    Foram proibidos animais machos não castrados, charrete, carroças e afins, além de carros no circuito. Durante o percurso, a orientação era manter o ritmo tranquilo, hidratar os cavalos e evitar desgaste no sol forte. Qualquer atitude errada era barrada na hora. Esse nível de exigência posiciona o evento dentro dos padrões esperados em exposições agropecuárias de médio porte, não apenas como entretenimento.

    Ingresso a R$ 500, churrasco e show: o modelo de negócio do evento

    Cada participante pagou R$ 500, valor que incluía camisa oficial, a Guia de Trânsito Animal, café da manhã, churrasco e open bar com cerveja, água e refrigerante. Ao fim do trajeto, houve apresentações musicais do Trio Remelexo Bom Demais, do cantor Zé Elias e do próprio Gusttavo Lima.

    No ambiente digital, a repercussão confirmou o potencial do formato. A repercussão digital superou 17 mil interações em uma única postagem, onde o público debateu desde os custos até o desejo de ingressar no universo da equinocultura. Esse dado revela algo importante para quem atua no setor: eventos como esse não apenas celebram a cultura equestre, mas geram demanda real por cavalos, serviços veterinários, equipamentos e turismo rural.

    Em contraste com eventos que costumam separar o show da substância, a Cavalgada do Embaixador entregou os dois juntos. O evento reforça a versatilidade de Gusttavo Lima, que além de cantor é empresário, dono de haras e de time de futebol, movimentando o mercado de animais de elite em Goiás. A primeira edição já deixou claro que tem estrutura e apelo para virar tradição no calendário do agro goiano.

  • Eduardo Costa impressiona com fazenda milionária no interior

    Eduardo Costa impressiona com fazenda milionária no interior

    O cantor sertanejo Eduardo Costa voltou a chamar atenção ao mostrar detalhes de sua fazenda avaliada em cerca de R$ 30 milhões.

    A propriedade reúne elementos que vão além do luxo e reforça uma tendência cada vez mais presente entre artistas: o investimento no campo.

    Estrutura chama atenção

    Localizada no interior, a fazenda conta com uma estrutura ampla e diversificada. Entre os destaques estão lago, cachoeira e áreas destinadas à criação de cavalos. Além disso, o espaço combina lazer e produção, algo comum em propriedades de alto padrão ligadas ao agronegócio.

    Foto: Reprodução/Instagram

    Esse tipo de estrutura não apenas valoriza o imóvel, mas também amplia as possibilidades de uso da área.

    Criação de cavalos ganha destaque

    Um dos principais focos da fazenda é a criação de cavalos.

    A atividade tem forte ligação com o universo sertanejo e, ao mesmo tempo, movimenta um mercado relevante dentro do agro. Além disso, a criação exige investimento em genética, manejo e estrutura adequada.
    Por isso, propriedades como a do cantor acabam se tornando referência nesse segmento.

    Trajetória no sertanejo

    Aos 47 anos, Eduardo Costa construiu uma carreira consolidada na música sertaneja.

    Com diversos sucessos ao longo dos anos, ele se tornou um dos nomes conhecidos do gênero. Ao mesmo tempo, manteve forte ligação com o estilo de vida rural, algo que aparece tanto nas músicas quanto na vida pessoal. Esse vínculo ajuda a explicar o investimento em uma propriedade desse porte.

    Famosos ampliam presença no agro

    Nos últimos anos, artistas passaram a investir com mais frequência no campo.

    Além da valorização da terra, o setor oferece oportunidades em áreas como pecuária, equinocultura e turismo rural. Dessa forma, o agro deixa de ser apenas um espaço produtivo e passa a integrar estratégias de investimento.

    No caso de Eduardo Costa, a fazenda representa tanto um espaço de lazer quanto um ativo relevante dentro desse cenário.

    Campo como estilo de vida

    Mais do que um investimento, a vida no campo também reflete uma escolha de estilo.
    Ambientes mais amplos, contato com a natureza e atividades rurais têm atraído cada vez mais interesse. Por isso, propriedades como essa ganham destaque não apenas pelo valor, mas pelo modo de vida que representam.

  • Rodeio de Colorado celebra 50 anos com a maior Final de Três Tambores da história

    Rodeio de Colorado celebra 50 anos com a maior Final de Três Tambores da história

    A ANTT – Associação Nacional dos Três Tambores – definiu as classificadas para a Final Nacional do Circuito Ram ANTT. A decisão mais importante do ano acontece nos dias 20 e 21 de março, durante a edição de 50 anos da Festa do Peão de Boiadeiro de Colorado, em uma disputada corrida pelo título nacional.

    Foto: Ricardo Ferreira/ANTT

    Com uma premiação total de R$ 200 mil, a competição reunirá apenas as 15 melhores atletas do ranking feminino e as cinco melhores do ranking mirim, exclusivo para competidoras de até 11 anos. A 22ª edição do Circuito Ram ANTT contou com 19 etapas realizadas nas principais Festa do Peão, Exposições Agropecuárias e Provas Equestres do Brasil. A fase classificatória encerrou-se em dezembro, durante a Emapa de Avaré-SP.

    A escolha de Colorado para sediar a Final Nacional não foi por acaso. “A Festa do Peão de Colorado faz parte da história da ANTT, recebe etapas do nosso Campeonato todos os anos desde 2004, mas esta será a primeira vez que receberá a Final Nacional. Foi em gratidão a esta história e em homenagem aos 50 anos do evento que decidimos realizar a etapa mais importante do ano na arena de Colorado,” explicou a presidente da ANTT, Graziela Mendonça.

    Feminino: uma corrida histórica

    A disputa no ranking feminino promete ser acirrada até o fim. A líder Keila Mendonça e a estrela Yasmin Rissi encerraram a fase classificatória separadas por apenas 25 pontos. A menor margem entre as duas primeiras colocadas na história do campeonato.

    Foto: ANTT

    Keila Mendonça chegou à sua 6ª Final Nacional após duas vitórias e seis pódios na temporada, que a mantiveram como a competidora mais consistente do ranking. A atleta também conquistou, pela segunda vez em três anos, o título de Melhor Treinadora do Campeonato e busca seu inédito título nacional.

    Yasmin Rissi, com apenas 17 anos, disputou sua primeira temporada completa pela ANTT e acumulou cinco vitórias. Estreante em Finais Nacionais, a jovem atleta, caso conquiste o título, tornaria-se a segunda mais jovem campeã na história do campeonato.

    Ainda no Top 5 do ranking, Kelly Caroline disputará sua 11ª Final Nacional, chegando em terceiro lugar. A estreante Maria Laura Gandini ocupará o quarto lugar em sua primeira Final, e Joana Maria Zaia retorna ao quinto lugar pela segunda vez consecutiva. Com 600 pontos ainda em disputa, as 10 primeiras colocadas mantêm chances matemáticas de título.

    Mirim: estrelas jovens em busca do título

    Na Categoria Mirim, Lívia Alves, atual vice-campeã nacional, liderou toda a temporada com três vitórias e 12 pódios. A atleta, que se despede da categoria após esta Final, chega à decisão com uma vantagem de 120 pontos sobre a segunda colocada.

    Sua principal rival é a estreante Maria Antonelli, que acumulou duas vitórias e 12 pódios na temporada. A estreia da jovem atleta será ainda mais especial, pois ela disputará ao lado de sua mãe, Roberta Antonelli, classificada na Categoria Feminino.

    Completam as classificadas a campeã nacional de 2023, Mariana Castro de Lucca, que igualará o recorde de participações mirim com sua quinta Final, além das estreantes Maria Júlia Machado e Maria Eduarda Nalesso, ambas com duas vitórias na temporada.

    Como a Final funciona

    A Final Nacional Ram ANTT acontecerá em três rounds: uma passada na sexta-feira à noite, outra no sábado durante o dia e a passada decisiva no sábado à noite. Os organizadores distribuirão pontos de acordo com a posição das competidoras em cada round, além de bônus pela somatória das três passadas. Esses pontos se somarão aos acumulados durante a temporada para definir as campeãs nacionais.

    Na noite de quinta-feira, 19 de março, a ANTT realizará a Cerimônia de Recepção das Estrelas, um jantar para finalistas, familiares e convidados, onde todas as classificadas se apresentarão em uma noite de gala.

    Durante a 50ª Festa do Peão de Colorado, a primeira etapa regular da nova temporada também terá lugar nos dias 27, 28 e 29 de março, com inscrições abertas a todas as competidoras. As informações estarão disponíveis nas redes sociais da ANTT.

  • Brasil ganha primeira central especializada em genética equina de alta performance

    Brasil ganha primeira central especializada em genética equina de alta performance

    O mercado brasileiro de equinocultura está prestes a dar um salto tecnológico. Em janeiro de 2026, entra em operação no interior de São Paulo a primeira Central de Coleta e Processamento de Sêmen (CCP) equino do país nos moldes internacionais, oferecendo aos criadores nacionais acesso a serviços e infraestrutura comparáveis aos melhores centros dos Estados Unidos e Europa.

    Localizada em Itatinga, a nova unidade representa um investimento de R$ 10 milhões e promete revolucionar a produção, coleta e armazenamento de material genético de cavalos no Brasil. A estrutura foi projetada com foco em dois pilares fundamentais: alta performance reprodutiva e bem-estar animal.

    Tecnologia a serviço da reprodução

    As instalações contam com equipamentos de última geração para análise e processamento de sêmen. O laboratório de criopreservação utiliza sistemas como CASA (Computer Assisted Sperm Analysis) e microscopia de fluorescência, que permitem análises detalhadas desde a integridade da membrana plasmática até a motilidade dos espermatozoides.

    Um diferencial importante é o processo de congelamento personalizado, com diluidores e curvas de congelação ajustadas às características individuais de cada garanhão. Essa customização garante maior viabilidade e fertilidade do material genético preservado.

    A central também oferece tecnologias avançadas como sêmen sexado, que permite aos criadores escolher previamente o sexo do potro, e suporte para produção de embriões por ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides).

    Rastreabilidade e transparência

    A operação incorpora blockchain para registrar cada etapa do processo, da coleta à entrega do material. Os criadores têm acesso a um portal exclusivo onde podem acompanhar o status do estoque. Além de consultar dados detalhados sobre o material genético adquirido, garantindo total rastreabilidade.

    A estrutura foi pensada para proporcionar conforto e saúde aos garanhões. As baias individuais possuem sistema de ventilação cruzada e controle de temperatura com ventiladores e nebulização. Além de janelas internas e telas frontais que permitem interação visual entre os animais, criando um ambiente mais natural.

    Entre os recursos inovadores estão o rodador elétrico para exercícios regulares e controlados, baias almofadadas para descanso confortável e prevenção de lesões, e uma enfermaria equipada para monitoramento constante. A unidade também conta com área de quarentenário para cavalos importados, seguindo protocolos rigorosos para atender mercados internacionais.

    O manejo nutricional é individualizado, com acompanhamento de nutricionistas equinos e veterinários experientes. A alimentação é formulada especificamente para otimizar a qualidade do sêmen, com rações concentradas enriquecidas com suplementos vitamínicos ajustados à rotina de cada animal.

    Sustentabilidade nas operações

    A nova central incorpora práticas sustentáveis em toda a operação. O sistema de hidratação utiliza bebedouros de sete litros em cada baia, abastecidos com água pura de poços semiartesianos e armazenada em reservatório com capacidade para 50 mil litros, garantindo temperatura ideal e qualidade constante.

    A unidade oferece portfólio completo de serviços: comercialização de sêmen fresco, semiconservado e congelado; atendimento técnico especializado; logística de transporte seguro do material genético; acompanhamento veterinário e nutricional; além de consultoria para otimização dos processos reprodutivos nos criatórios.

    Impacto no setor

    A inauguração desta central representa um marco para a equinocultura brasileira. Até então, criadores que buscavam serviços deste nível de especialização precisavam recorrer a centros no exterior ou trabalhar com estruturas menos sofisticadas.

    Com a nova infraestrutura disponível no país, espera-se maior eficiência nos programas de melhoramento genético. Além de redução de custos operacionais para criadores e aceleração nos resultados dos plantéis. A iniciativa também posiciona o Brasil de forma mais competitiva no mercado internacional de genética equina.

    A entrada em operação está prevista para janeiro de 2026, quando a central começará a atender criadores das principais raças de cavalos do país, oferecendo soluções que aliam tecnologia de ponta, rigor científico e respeito ao bem-estar animal.