Tag: carne

  • Governador sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    Governador sugere boicote ao Carrefour e Atacadão

    O governador do Mato Grosso, Mauro Mendes, sugeriu um boicote aos supermercados Carrefour e Atacadão após o CEO da rede francesa, Alexandre Bompard, anunciar que a empresa não comprará mais carnes provenientes dos países do Mercosul. A declaração de Bompard foi feita em uma carta à Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França e divulgada em suas redes sociais.

    Em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, Mendes afirmou que deixará de comprar nas lojas da rede e pediu à população que faça o mesmo “para honrar o país”. Ele argumentou que a decisão do Carrefour é uma resposta ao fato de que os produtores franceses não conseguem competir com o agronegócio brasileiro. O governador também criticou o presidente francês, Emmanuel Macron, chamando seu discurso ambientalista de “conversa fiada”.

    Mauro Mendes destacou que a posição do Carrefour reflete uma postura protecionista. E afirmou que se o Brasil não é considerado apto para fornecer carne à rede, a empresa não deve ser bem vista no país. O CEO do Carrefour expressou preocupações sobre a possibilidade de uma “inundação” no mercado francês com carne que não atende às exigências locais, o que gerou reações negativas entre os produtores brasileiros.

    Decisão local

    A decisão do Carrefour afeta apenas as operações na França, enquanto as lojas no Brasil continuarão a vender carne de frigoríficos brasileiros. O governo brasileiro e representantes da indústria de carnes criticaram a declaração de Bompard, classificando-a como infundada e contrária aos princípios do livre mercado. O Ministério da Agricultura do Brasil reafirmou o compromisso com práticas agrícolas sustentáveis e a qualidade dos produtos brasileiros.

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    O boicote proposto por Mendes sinaliza um aumento das tensões em torno do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que enfrenta resistência tanto na Europa quanto na América do Sul. A situação destaca as complexidades das relações comerciais internacionais e as preocupações com a competitividade do agronegócio brasileiro.

    Importação para Franca de carne é insignificante

    Segundo dados do site Farmnews, a França importou menos de 40 toneladas de carne bovina in natura do Brasil entre janeiro e outubro de 2024. Isso representa apenas 0,002% do total exportado pelo país no período, que foi de 1,41 milhão de toneladas. Em contrapartida, a União Europeia como um todo desempenha um papel mais relevante, embora ainda modesto. Ela importa cerca de 2,2% das exportações brasileiras de carne bovina no mesmo intervalo.

    Essa disparidade evidencia que, embora a representatividade das exportações para a França seja praticamente nula, declarações críticas sobre a qualidade da carne brasileira podem prejudicar a imagem do setor agropecuário. Isso pode levar outras empresas e mercados a questionarem a credibilidade da proteína brasileira. Desta forma, afetando negativamente a moral dos produtores e, possivelmente, influenciando futuras negociações comerciais.

  • CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    CEO do Carrefour afirma que empresa vai deixar de comprar carne do Mercosul

    O CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, anunciou nesta quarta-feira (20) que a empresa deixará de comercializar carne proveniente do Mercosul. Em uma carta publicada em suas redes sociais, Bompard expressou solidariedade aos agricultores franceses. O acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai é alvo de protestos na França.

    Na mensagem endereçada a Arnaud Rousseau, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores (FNSEA), da França, Bompard destacou a preocupação, portanto, com a possibilidade de que a carne importada não atenda às exigências e normas locais. “Em toda a França, ouvimos o desespero e a indignação dos agricultores”, escreveu ele.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil se manifestou rechaçando a declaração. “O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais. Diante disso, rechaça as declarações do CEO do Carrefour, Alexandre Bompard, quanto às carnes produzidas pelos países do Mercosul,” afirmou o Ministério.

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    A decisão polêmica do Carrefour foi vista, portanto, como protecionista e fora de contexto. ”O Mapa lamenta tal postura que, por questões protecionistas, influenciam negativamente o entendimento de consumidores sem quaisquer critérios técnicos que justifiquem tais declarações. O Mapa não aceitará tentativas vãs de manchar ou desmerecer a reconhecida qualidade e segurança dos produtos brasileiros e dos compromissos ambientais brasileiros,” repudiou o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

    O Carrefour Brasil afirmou que suas operações no país não serão afetadas, embora a medida tenha sido anunciada na França.

  • Conheça as carnes mais caras do mundo

    Conheça as carnes mais caras do mundo

    Quase todo mundo gosta de uma boa carne, mas algumas estão um pouco além do que a média do brasileiro pode pagar.

    Um exemplo é a carne de Wagyu. Com um alto grau de marmoreio (gordura entre as fibras da carne), o quilo pode chegar a dois mil reais. Existem quatro raças no Japão, e uma de suas variantes é o Kobe. Para ser certificado, precisa ser de uma linhagem pura, ter alimentação controlada com alta qualidade e um manejo especifico. O preço por quilo dessa variante do Wagyu chega tranquilamente em mil e quinhentos reais.

    Agora, se sua carteira está cheia, mas sua preferência é uma carne de porco mais selecionada, temos a carne do porco ibérico. Eles vivem em florestas de azinheiras, sobreiros, carvalhos ou castanheiros e comem os frutos dessas arvores, conhecidas como bolotas. Seu sabor é único e, além disso, sua gordura é saudável, por incrível que pareça.

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    Existem vários tipos, como o Jamón Ibérico de Bellota e o Jamóm Ibérico de Cebo. Da mesma forma que o Kobe, o preço por quilo está na média de mil e quinhentos reais. E o presunto ibérico é mais acessível do que a carne, aliás. É possível comprar no Brasil sem muita dificuldade.

    Aves e peixes

    Se o seu paladar é mais para o lado das carnes brancas, temos o frango Bresse, de origem na França. Ele também tem uma série de particularidades, como alimentação saudavel e ser criando em condições que garantem uma qualidade de vida para os animais. Essa tem um preço mais acessível, chegando a cento e cinqüenta reais o quilo.

    Alias o frango de Bresse tem uma particularidade, que são as patas azuis.

    Outro prato com ave para quem gosta de esbanjar é o foie gras, mas ao contrario do Bresse, nesse caso o ganso tem uma alimentação forçada e a base de muito sofrimento: ele vive preso e é obrigado a comer altas quantidades de comida, enfiado em sua garganta por um tubo. Tudo para que seu fígado alcance o sabor desejado. Esse procedimento inclusive é proibido em muitas partes do mundo, pelo sofrimento que inflige as gansos. O preço do foie gras passa de mil e quinhentos reais o quilo, tranquilamente.

    Mudando de ave pra peixe, outra das carnes mais caras que vamos falar é o caviar. Na verdade, nem é uma carne, mas sim as ovas do esturjão. Mas como estamos falando de comida cara, não tem como não falar de caviar. Que eu nunca vi nem comi, mas só ouço falar.

    Agora, entretanto, fica a dúvida: depois de conhecer algumas das carnes mais caras que existem, qual vai estar no seu prato hoje?

  • Carne de frango está mais cara, e a culpa é do boi

    Carne de frango está mais cara, e a culpa é do boi

    O aumento expressivo no preço da carne bovina tem levado muitos consumidores brasileiros a buscar alternativas mais acessíveis, como a carne de frango. Essa mudança de comportamento, porém, não tem passado despercebida pelo mercado. A maior procura por frango impulsionou uma elevação nos preços desse tipo de carne, que vem registrando aumento em várias regiões do país.

    A lógica por trás desse fenômeno é simples: com a escalada dos preços da carne bovina, pressionada por fatores como a alta dos custos de produção e questões de oferta limitada, o consumidor médio se volta para proteínas mais baratas, como o frango e, em menor escala, o ovo e o peixe. O aumento da demanda por frango gerou um efeito em cadeia, pressionando a oferta e elevando os preços dessa proteína.

    Custos de produção

    De acordo com especialistas do setor, os custos de produção do frango, que incluem ração e energia, também contribuíram para a alta nos preços. Além disso, o mercado internacional tem influenciado o cenário. Com o dólar valorizado, as exportações de frango brasileiro continuam fortes. Reduzindo assim a oferta no mercado doméstico e impactando diretamente os preços.

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    O cenário econômico mais amplo também afeta o consumidor, que sente no bolso os impactos das oscilações no setor de proteínas. Analistas de mercado apontam que, se a alta nos preços das carnes continuar, é possível que haja uma mudança ainda mais significativa nos hábitos alimentares da população. Com uma maior procura por cortes alternativos e até um aumento na busca por fontes vegetais de proteína.

    O mercado segue atento, e os próximos meses serão cruciais para entender como o equilíbrio entre oferta e demanda se ajustará e quais serão os impactos para a cesta básica do brasileiro.

  • Boi mais musculoso do mundo; conheça o Belgian Blue

    Boi mais musculoso do mundo; conheça o Belgian Blue

    A raça Belgian Blue, um notável tipo de gado de corte, destaca-se como o boi mais musculoso do mundo. Originária da Bélgica, esta raça é famosa por seu fenótipo único de “dupla musculatura”, resultado de uma mutação genética que inibe a produção de miostatina, uma proteína que normalmente limita o crescimento muscular.

    Essa mutação leva a um aumento impressionante da massa muscular, permitindo que os Belgian Blues alcancem até 20% mais músculos do que as raças bovinas típicas.

    Características Físicas

    Os Belgian Blues apresentam uma aparência marcante, caracterizada por seu físico hiperdefinido. Touros adultos geralmente pesam entre 1.100 e 1.250 kg e medem aproximadamente 145 a 155 cm de altura na cernelha.

    As vacas são um pouco menores, pesando em média 780 kg e medindo cerca de 138 cm de altura. As cores do pelo variam de branco a azul ruão e preto, contribuindo para sua aparência distintiva.

    Qualidade da Carne

    A característica de dupla musculatura da raça resulta em um rendimento de carne maior em comparação com outras raças de corte.

    O boi mais musculoso do mundo pode produzir carcaças com rendimento de até 80%, superando significativamente outras raças como a Charolesa.

    Esse alto rendimento é particularmente vantajoso em programas de cruzamento, onde pode aumentar o peso da carcaça em 5% a 7% em relação à linha materna.

    Foto: Divulgação – Belgian Blue Group

    A qualidade da carne dos Belgian Blues também é notável. Estudos mostram que sua carne tem menor teor de gordura e maciez comparável à de outras raças populares de gado de corte.

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    Por exemplo, uma pesquisa do USDA indicou que o gado cruzado com Belgian Blue apresentou um valor de cisalhamento menor para maciez do que contemporâneos Hereford-Angus.

    Antecedentes Genéticos

    O desenvolvimento da raça Belgian Blue começou no início do século 20, quando criadores buscaram aumentar o desenvolvimento muscular por meio de cruzamentos seletivos.

    Além disso, a introdução do gado Shorthorn nas populações locais desempenhou um papel crucial nesse processo.

    Já em meados do século 20, os criadores passaram a focar ainda mais em maximizar o rendimento muscular, o que levou ao estabelecimento da raça como a conhecemos hoje.

    Foto: Divulgação – Belgian Blue Group

    Os Belgian Blues são não apenas musculosos, mas também adaptáveis. Eles prosperam em vários climas, desde os rigorosos invernos canadenses até os verões quentes do Texas e da América do Sul, incluindo o Brasil.

    Sua natureza robusta permite que mantenham saúde e produtividade em diferentes ambientes. Ou seja, o Belgian Blue representa uma realização extraordinária na criação de gado.

    Com efeito, com seu desenvolvimento muscular incomparável e sua adaptabilidade, essa raça continua a ganhar popularidade entre os produtores.

    Portanto, a medida que são cada vez mais reconhecidos por sua eficiência e qualidade, os Belgian Blues estão prontos para desempenhar um papel significativo no futuro da produção sustentável de carne.

  • Mesa Brasileira participa da Conferência Global sobre Carne Bovina Sustentável 2024

    Mesa Brasileira participa da Conferência Global sobre Carne Bovina Sustentável 2024

    A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável (MBPS) está desempenhando um papel central na Conferência Global sobre Carne Bovina Sustentável 2024. Esse é um dos maiores eventos mundiais voltados à sustentabilidade no setor pecuário. O evento, que ocorre de 30 de setembro a 3 de outubro em Punta del Este, Uruguai, reúne atores importantes da cadeia produtiva de carne bovina. O objetivo é discutir práticas sustentáveis, desafios emergentes e as transformações necessárias para uma pecuária mais responsável em nível global.

    Representando a MBPS, Fernando Sampaio, diretor de sustentabilidade da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), e Ana Doralina Menezes, presidente da entidade, estão no evento, participando de painéis e discussões que abrangem temas cruciais como bem-estar animal, mudanças climáticas, uso sustentável da terra, e rastreabilidade bovina. A participação ativa da MBPS reforça o compromisso do Brasil em ser um dos líderes mundiais na adoção de práticas sustentáveis no setor pecuário.

    No primeiro dia do evento, Sampaio representou a MBPS na Grande Mesa Regional Internacional, em que as Mesas Regionais de todos os continentes compartilharam seus avanços e desafios para o desenvolvimento de uma pecuária mais sustentável. Nesse contexto, ele destacou os progressos feitos pelo Brasil, como o desenvolvimento de uma política pública nacional de rastreabilidade bovina, uma ferramenta fundamental para garantir a transparência e a sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

    Comunicando cases de sucesso globais

    Além disso, no dia 1º de outubro, Fernando Sampaio participou do painel Comunicando Cases de Sucesso Globais de Carne Sustentável . Ele apresentou a proposta da MBPS para rastreabilidade bovina, já adotada em sete elos da cadeia de valor da pecuária brasileira. Ele também discutiu como essa política está sendo desenvolvida em colaboração com o governo e a imprensa, buscando integrar ainda mais o setor agropecuário às demandas ambientais e sociais do mercado global. “A proposta da Mesa Brasileira destaca o papel essencial da entidade na promoção da sustentabilidade. Não apenas em rastreabilidade, mas também em áreas como mudanças climáticas e o bem-estar animal”, afirmou Sampaio.

    O objetivo da participação da Mesa Brasileira é debater temas emergentes e promover a sustentabilidade da pecuária brasileira para o mundo.

    Ana Doralina Menezes, que também está acompanhando de perto as discussões da conferência, reforçou a importância da troca de experiências e do alinhamento de estratégias com líderes internacionais. Ela destacou que a participação da MBPS no evento possibilita a integração do Brasil às mais recentes inovações e tendências globais. Isso  é essencial para o avanço da pecuária nacional em um cenário global cada vez mais exigente quanto às questões ambientais. “Estamos aqui para fortalecer o diálogo global e mostrar que o Brasil tem capacidade de produzir carne bovina de forma responsável. Preservando a biodiversidade e mantendo um compromisso com a sustentabilidade”, afirmou Ana Doralina.

    Importância da comunicação

    Além dos temas centrais como mudanças climáticas e bem-estar animal, outros tópicos em destaque no evento incluem a importância da comunicação e educação na pecuária sustentável. Também foram discutidos estratégias para entender e atender às expectativas dos consumidores globais. Eles estão cada vez mais exigentes em relação à origem e ao impacto ambiental dos produtos que consomem. A necessidade de alinhar práticas de comunicação com as demandas do mercado foi um dos pontos centrais debatidos. Mostrando que, para avançar, é preciso ter clareza na transmissão de informações e alinhamento com as tendências de consumo.

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    A Conferência Global sobre Carne Bovina Sustentável 2024 é organizada pela Global Roundtable for Sustainable Beef (GRSB) em parceria com a Mesa Uruguaia de Carne Sustentável (MACS). E reúne produtores, processadores, representantes da sociedade civil, serviços e indústrias do varejo de diversos países. Além disso, reune também as mesas regionais de carne sustentável de cinco continentes. O evento é visto como uma plataforma essencial para o intercâmbio de conhecimentos, experiências e boas práticas entre os principais players da cadeia global de carne bovina. E reforça a importância da colaboração internacional para enfrentar os desafios globais de sustentabilidade.

    Sobre a MBPS

    A Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável é uma iniciativa que reúne mais de 60 organizações, representando todos os elos da cadeia produtiva de carne bovina no Brasil. Seu objetivo central é promover a sustentabilidade na pecuária nacional, mostrando que é possível produzir carne de alta qualidade enquanto se preserva a biodiversidade. A MBPS inclui produtores rurais, frigoríficos, empresas de insumos e serviços, instituições financeiras, varejos, restaurantes e representantes da sociedade civil. Todos trabalhando de forma colaborativa para garantir que a pecuária brasileira esteja alinhada com as demandas globais de sustentabilidade. Você pode ter mais informações no site oficial: www.pecuariasustavel.org.br

  • Cotações do boi gordo sobem 3% em setembro

    Cotações do boi gordo sobem 3% em setembro

    As cotações do boi gordo registraram alta no início de setembro, impulsionadas pela oferta limitada de animais prontos para abate. Segundo o Cepea, o Indicador CEPEA/B3 subiu 3,1% nos primeiros 10 dias do mês. Ou seja, passou de R$ 239,75 no final de agosto para R$ 247,20 em 10 de setembro.

    Pecuaristas esperam por mais aumentos

    Apesar da alta, os pecuaristas seguem resistentes em entregar os animais, esperando por valores mais elevados. No atacado, os preços da carne com osso também subiram, refletindo a demanda aquecida.

    Dados do IBGE mostram que o volume de abates no segundo trimestre bateu recorde, especialmente entre fêmeas, com 8,8 milhões de cabeças abatidas, representando 45,7% do total.

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    Exportações

    As exportações de carne bovina do Brasil alcançaram 248.061 toneladas em agosto de 2024, gerando uma receita de US$ 1,072 bilhão. Ou seja, este foi o melhor desempenho registrado para o mês de agosto na história das exportações brasileiras. Em comparação com o mesmo período de 2023, o volume de embarques cresceu 16,5%, enquanto o faturamento aumentou 13,7%. Além disso, no acumulado do ano, o Brasil já exportou 1,8 milhão de toneladas, um crescimento de 27,9% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,9 bilhões em receita, um aumento de 18,7%, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

     

     

     

     

  • Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    Exportações – novo recorde para o agronegócio brasileiro

    As exportações do agronegócio brasileiro alcançaram um novo recorde em julho de 2024, totalizando US$ 15,44 bilhões. Esse resultado representa um crescimento de 8,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior, quando as exportações somaram US$ 14,20 bilhões. O desempenho robusto do setor reafirma sua importância para a economia nacional.

    Os setores que mais impulsionaram esse resultado foram o complexo soja, carnes, complexo sucroalcooleiro, produtos florestais e café, que juntos representaram 82,5% das exportações do agronegócio em julho. Destaca-se o aumento nas exportações de soja em grãos para a China, que continua sendo o maior mercado para o produto brasileiro. Além disso, as exportações de carnes cresceram 19,2%, com ênfase na carne bovina e suína.

    Em particular, as exportações de carne bovina atingiram US$ 1,14 bilhão, um aumento de 34% em relação a julho de 2023. O volume exportado também foi recorde, com 265,7 mil toneladas, refletindo um crescimento de 43,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. A China foi o principal destino da carne bovina brasileira, representando mais da metade do volume exportado, seguida pelos Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Filipinas.

    Importância do desempenho do agronegócio

    Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária, destacou a importância do desempenho do agronegócio: “O resultado excepcional da balança comercial do agronegócio em julho é um reflexo claro da dedicação de toda a equipe do Mapa, sob a liderança do Ministro Carlos Fávaro. A estratégia de abrir novos mercados e fortalecer relações diplomáticas tem permitido que produtos como soja, açúcar e carnes atinjam números históricos.”

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    No acumulado de janeiro a julho de 2024, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 97,80 bilhões, um recorde histórico para o período e um aumento de 1% em relação aos US$ 96,87 bilhões exportados nos primeiros sete meses de 2023. Produtos como açúcar de cana em bruto e soja em grãos tiveram aumento expressivo nas quantidades embarcadas, contribuindo para o resultado positivo.

    Análise dos últimos 12 meses

    Considerando os últimos 12 meses, de agosto de 2023 a julho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 167,41 bilhões. Um crescimento de 3,2% em comparação aos US$ 162,24 bilhões registrados nos 12 meses anteriores. O agronegócio continua a desempenhar um papel essencial na balança comercial do Brasil, representando 49,3% do valor total das exportações entre janeiro e julho de 2024.

    As importações de produtos agropecuários também registraram um crescimento significativo em julho de 2024.  Subindo 25,4% e alcançando US$ 1,74 bilhão, em comparação aos US$ 1,39 bilhão importados no mesmo mês do ano anterior. As importações de insumos para o agronegócio, como fertilizantes e nutrição animal, também aumentaram. Um crescimento de 22,5% e 12,4%, respectivamente, ambos considerados essenciais para a produção agropecuária.

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    O agronegócio brasileiro demonstra resiliência e potencial de crescimento, com exportações atingindo recordes históricos. O aumento nas vendas de soja, carnes e café destaca a importância do setor para a economia do país, enquanto a demanda global por produtos brasileiros continua a crescer.

  • Brasil e Nicarágua – briga pode afetar o agronegócio

    Brasil e Nicarágua – briga pode afetar o agronegócio

    A tensão entre os governos do Brasil e da Nicarágua se intensificou recentemente devido a divergências políticas e diplomáticas, especialmente em relação às questões de direitos humanos e democracia na Nicarágua.

    O Brasil, sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, criticou publicamente o governo do presidente Daniel Ortega, da Nicarágua, por suas práticas autoritárias e pela repressão a opositores políticos e à liberdade de imprensa. O governo brasileiro manifestou preocupações sobre a situação dos direitos humanos no país, condenando prisões arbitrárias e a perseguição a líderes da oposição e ativistas.

    Em resposta às críticas, o governo de Daniel Ortega reagiu de forma contundente, acusando o Brasil de interferência em seus assuntos internos. A Nicarágua também afirmou que as críticas brasileiras eram uma forma de submissão aos interesses dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, que têm posições contrárias ao governo Ortega.

    Exportações do Brasil – Nicarágua

    As exportações do Brasil para a Nicarágua apresentam uma predominância significativa de produtos do agronegócio, refletindo a importância desse setor na economia brasileira. Entre os principais produtos exportados para o país centro-americano, destacam-se:

    O milho brasileiro tem uma participação expressiva nas exportações para a Nicarágua, sendo utilizado tanto na alimentação humana quanto animal. O clima favorável e as tecnologias agrícolas avançadas contribuem para a alta produtividade do milho no Brasil, tornando-o um importante produto de exportação.

    A soja, tanto em grão quanto processada, é outro destaque nas exportações brasileiras para a Nicarágua. Utilizada principalmente na produção de óleo e ração animal, a soja brasileira é valorizada pela sua qualidade e volume de produção.

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    O açúcar, tanto bruto quanto refinado, é outro produto agropecuário que o Brasil exporta para a Nicarágua. O país é um dos maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo, e essa commodity representa uma parte significativa das trocas comerciais com a Nicarágua.

    A carne de frango também figura entre os principais produtos exportados pelo Brasil para a Nicarágua. Reconhecida por sua qualidade, a carne de frango brasileira é uma importante fonte de proteína para o mercado nicaraguense.

    Café e algodão

    Embora em menor escala em comparação com outros produtos, o café brasileiro também chega à Nicarágua, um país tradicionalmente conhecido por sua produção de café. A exportação de café do Brasil para a Nicarágua reflete a diversidade e a qualidade do produto nacional.

    Café nacional é um dos produtos exportados para Nicarágua

    O algodão brasileiro é exportado para a Nicarágua, onde é utilizado principalmente na indústria têxtil. A alta qualidade do algodão produzido no Brasil contribui para sua demanda no mercado nicaraguense.

    Esses produtos refletem a robustez do agronegócio brasileiro e a capacidade do país de atender à demanda global por alimentos e matérias-primas agrícolas. O comércio com a Nicarágua, embora não seja o maior em termos de volume total, é significativo por sua composição, centrada em produtos essenciais para a economia e a segurança alimentar do país centro-americano.

    Expulsão de Diplomatas

    Em um movimento que agravou ainda mais as tensões, a Nicarágua expulsou diplomatas brasileiros, o que foi visto como um gesto de represália contra as críticas do Brasil. Isso resultou em um enfraquecimento das relações diplomáticas entre os dois países.

    O conflito entre os dois países reflete uma divisão mais ampla na América Latina, onde governos de esquerda, como o de Ortega, enfrentam crescentes críticas por práticas antidemocráticas. O Brasil, ao tomar uma posição contrária a essas práticas, alinhou-se com outros países que defendem a democracia e os direitos humanos na região.

    As tensões diplomáticas também tiveram impacto nas relações comerciais e econômicas entre os dois países. Embora o comércio entre Brasil e Nicarágua não seja extremamente significativo, as relações bilaterais sofreram um revés devido à deterioração do diálogo diplomático.

  • Javier Milei corta “retenciones” da carne e zera a de lácteos, entenda impacto no Brasil

    Javier Milei corta “retenciones” da carne e zera a de lácteos, entenda impacto no Brasil

    O presidente argentino Javier Milei anunciou a eliminação e redução de impostos sobre produtos agrícolas durante seu discurso na cerimônia de abertura da Exposição Rural de Palermo. O governo eliminou dois impostos de exportação para laticínios, suínos e vacas das categorias A, B, C, D e E, com foco no mercado chinês, principal comprador de carne bovina. Além disso, as retenções sobre exportações de bovinos (exceto vacas) e aves foram reduzidas em 25%, passando de 9% para 6,75%.

    A Argentina é um dos principais produtores globais de proteína, com grandes frigoríficos brasileiros, como Minerva, Marfrig e JBS, operando no país. A decisão de Javier Milei em cortar a chamada “retenciones” da carne é benéfica a indústria frigorífica brasileira que atua na Argentina.

    A medida foi oficializada pelo decreto 697, com a colaboração do Chefe da Casa Civil, Guillermo Francos, e do Ministro da Economia, Luis Caputo. Milei destacou, portanto, essas mudanças em um comunicado no dia 28 de julho, antes da Exposição Rural.

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    “Estas medidas, anunciadas pelo presidente Javier Milei na inauguração da Exposição Rural 2024, visam dar maior competitividade e previsibilidade a um setor produtivo estratégico para a economia argentina”, afirmou o Ministério da Agricultura em comunicado.

    Exportações carne bovina

    O governo também deixou de exigir a inscrição no Cadastro Único da Cadeia Agroalimentar (RUCA) para comercialização de grãos e derivados para consumo pessoal. Além disso, simplificou procedimentos e declarações obrigatórias para produtores e exportadores, visando racionalizar os negócios e reduzir tarifas sobre insumos como herbicidas e ureia.

    Em 2023, as exportações de carne bovina da Argentina geraram US$ 2.735.597.396, uma queda de 20,1% em relação ao ano anterior devido à baixa dos preços internacionais. Desse montante, 60,3% vieram da China, principal cliente do país.

    Laticínios

    No setor de laticínios, o decreto presidencial eliminou definitivamente dois impostos de exportação que variavam entre 4,5% e 9%, anteriormente suspensos até junho de 2025. “Com a eliminação definitiva, a indústria láctea terá maior previsibilidade para crescer em produtividade e investimentos”, destacou o governo.

    Entre janeiro e junho deste ano, as exportações de laticínios somaram US$ 650,5 milhões. Ou seja, uma queda de 2% em comparação ao mesmo período de 2023. O Brasil foi o principal destino, com compras de US$ 308,8 milhões em laticínios argentinos.