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  • Brasil e China – 50 anos de relações diplomáticas

    Brasil e China – 50 anos de relações diplomáticas

    Nesse mês, Brasil e China comemoram 50 anos de relações diplomáticas. Uma parceria que se fortaleceu ao longo das décadas e fez da China o principal parceiro comercial do Brasil. Em agosto de 1974, os dois países deram início a uma jornada de cooperação que se reflete hoje no crescimento exponencial do comércio bilateral.

    Segundo o Ministério de Relações Exteriores (MRE), a relação entre Brasil e China está estruturada na Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), criada em 2004. Em 2012, entretanto, essa parceria foi elevada ao nível de parceria estratégica global, e este ano marca os 20 anos da criação da COSBAN.

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou a determinação do presidente Lula em retomar as boas relações diplomáticas com outros países. “Nestes 50 anos, tivemos muitas oportunidades comerciais com a China, tanto que ela se tornou nosso maior parceiro. Aqui no Mapa trabalhamos para que tenhamos mais progressos bilaterais econômicos”, afirmou.

    Crescimento das exportações agrícolas

    Entre agosto de 2023 e julho de 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras do agronegócio, totalizando US$ 58,60 bilhões, um aumento de 10% em comparação ao período anterior. Porém, em 2023, houve um recorde de exportações de mais de US$ 60 bilhões, um incremento de mais de US$ 9 bilhões em relação a 2022.

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    No primeiro semestre de 2024, o Brasil exportou US$ 28,44 bilhões em produtos agrícolas para a China. Os principais itens exportados são soja, milho, açúcar, carnes (bovina, de frango e suína in natura), celulose e algodão.

    Além disso, um fator importante para o crescimento das exportações foi a habilitação, pela China, de 38 novas plantas frigoríficas brasileiras em março de 2024, sendo 34 frigoríficos e 4 entrepostos comerciais, o maior número de habilitações concedidas. O número de empresas brasileiras habilitadas aumentou de 106 para 144.

    Importações e balança comercial

    Assim como exportou, o Brasil também importou produtos da China, como produtos florestais e têxteis, somando aproximadamente US$ 1,18 bilhão. Roberto Perosa, secretário da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa (SCRI), ressaltou a importância dessa relação bilateral. “As relações diplomáticas entre Brasil e China, especialmente sob a gestão do presidente Lula e do ministro Carlos Fávaro, alcançaram um patamar sem precedentes. Da diplomacia bem-sucedida, colhemos os frutos de negociações comerciais robustas, que consolidaram a China como o nosso principal parceiro estratégico no agronegócio.”

    Brasil fechou parceria para fornecer café para grupo chines Luckin Coffe.

    A relação comercial entre Brasil e China tem evoluído de forma significativa ao longo das últimas décadas, tornando-se assim muito importante para ambos os países.

    Evolução com o passar das décadas

    Nos anos 1970, o Brasil e a China estabeleceram relações diplomáticas formais, marcando o início de uma relação comercial ainda tímida. Naquela época, o comércio entre os dois países era limitado, com o Brasil exportando principalmente commodities agrícolas e importando produtos manufaturados da China.

    Com a abertura econômica chinesa nos anos 1990, o comércio bilateral começou a crescer de forma mais expressiva. A China passou a ser um importante destino para as exportações brasileiras, principalmente de soja, minério de ferro e petróleo. A partir de 2001, com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), essa relação comercial se intensificou. Em 2009, a China superou os Estados Unidos como o principal destino das exportações brasileiras.

    Explosão comercial na virada do século

    Nos anos 2000, o comércio entre Brasil e China experimentou uma verdadeira explosão. A China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil, dominando as exportações brasileiras de commodities e as importações de produtos manufaturados chineses, como eletrônicos e maquinários. Em 2018, o comércio bilateral ultrapassou a marca de US$ 100 bilhões.

    Durante a década de 2010, essa parceria se consolidou ainda mais, com um aumento significativo nos investimentos chineses no Brasil, especialmente nos setores de energia, infraestrutura e agronegócio. A relação comercial se tornou uma base sólida para o crescimento econômico brasileiro, especialmente em períodos de crise global.

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    Nos anos mais recentes, a relação Brasil-China continuou a se fortalecer, com o comércio bilateral mantendo-se robusto, especialmente no setor de commodities. No entanto, surgiram novos desafios, como a necessidade de diversificação das exportações brasileiras, indo além das commodities para incluir produtos com maior valor agregado, como carnes processadas e produtos químicos.

    A pandemia de COVID-19 ressaltou a importância dessa relação, com a China se tornando um dos principais fornecedores de insumos médicos e vacinas para o Brasil. O futuro dessa parceria dependerá de vários fatores, incluindo a evolução das políticas comerciais globais e a capacidade do Brasil de agregar valor às suas exportações.

    A evolução da relação comercial entre Brasil e China demonstra como a integração econômica pode ser benéfica para ambos os países. Apesar das diferenças culturais e políticas, isso aponta para a importância dessa parceria no cenário econômico global.

    Perspectivas futuras

    Para manter o diálogo e as boas relações comerciais, a China é o único país que conta com dois postos de adidos agrícolas brasileiros em Pequim. O ministro Carlos Fávaro já realizou duas missões ministeriais à China. A última em junho deste ano, em comitiva com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Durante essa missão, o Governo Federal fechou um acordo para promover o café brasileiro na maior rede de cafeterias chinesa. Apenas essa ação preve a compra de aproximadamente 120 mil toneladas de café.

    Um diálogo frutífero com a China, que caminha para se tornar a maior economia do mundo, permite avanços significativos como a expansão de exportações de produtos-chave. Dessa forma, fortalecendo ainda mais o papel do Brasil no cenário global do agronegócio.

  • Viagem ao Chile de comitiva brasileira rende acordos comerciais

    Viagem ao Chile de comitiva brasileira rende acordos comerciais

    Durante a missão oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Chile, na segunda-feira (5), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, assinou um Memorando de Entendimento (MdE) para cooperação técnica agropecuária entre o Ministério da Agricultura (Mapa) e o Ministério da Agricultura chileno (Minagri). A assinatura do acordo faz parte de uma série de 17 acordos e tratativas que visam expandir a agenda bilateral entre os dois países.

    O objetivo principal do MdE é fomentar o desenvolvimento dos sistemas agropecuários por meio da implementação conjunta de programas, projetos e eventos em áreas de interesse comum. O Chile demonstrou interesse em iniciativas como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) e o plano ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono).

    O presidente Lula enfatizou a importância da integração sul-americana, afirmando que “a relação Brasil-Chile tem que melhorar, especialmente na política e na amizade entre os povos”. Ele destacou que uma nova era se inicia nas relações entre os dois países.

    Acordos adicionais

    Além do MdE, foram assinados dois outros acordos. Um sobre certificação eletrônica de vinhos e bebidas alcoólicas e outro sobre o reconhecimento mútuo da certificação orgânica. O acordo de certificação eletrônica visa aumentar a eficiência na troca de certificados oficiais e facilitar a comercialização de vinhos chilenos no Brasil, eliminando a necessidade de documentos físicos. O aditivo sobre certificação orgânica busca facilitar o comércio entre os dois países, reconhecendo semelhanças normativas na produção orgânica.

    Ministro Fávaro destaca relação comercial Brasil-Chile em fórum empresarial

    Carlos Fávaro também participou do Fórum Empresarial Chile-Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em Santiago. Durante o evento, ele destacou as oportunidades de novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. E também mencionou que, nos 19 meses de governo, o Brasil alcançou recordes nas aberturas de mercados.

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    O ministro anunciou a abertura do mercado chileno para a importação de melão pele de sapo. Além disso,  ressaltou a importância da relação comercial entre os dois países. O Brasil exportou cerca de US$ 1,5 bilhões para o Chile e o Chile, US$ 1,4 bilhões para o Brasil.

    Fávaro também comentou sobre a importação de salmão e pescados, enfatizando como uma boa relação diplomática pode gerar oportunidades recíprocas. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o secretário executivo do Ministério Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa, também destacaram a parceria entre Brasil e Chile em biocombustíveis e a contínua política de integração entre os países da América do Sul.

    O Fórum Empresarial contou com a presença de autoridades e cerca de 500 empresários brasileiros e chilenos. Ele  visa fortalecer as relações comerciais entre as duas nações.

  • SIAVS 2024: Começa maior salão de proteína animal do Brasil

    SIAVS 2024: Começa maior salão de proteína animal do Brasil

    A solenidade de abertura do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS) contará com a presença de diversas autoridades, incluindo o Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e de Santa Catarina, Jorginho Mello. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), começará amanhã (06), às 9h30, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).

    Antes da abertura oficial, haverá uma palestra magna do economista Eduardo Giannetti. Ele abordará perspectivas e insights macroeconômicos para a cadeia de proteína animal e o agronegócio brasileiro no cenário internacional. A apresentação será mediada por Luiz Henrique Mendes, sócio-diretor do The Agribiz.

    Maior salão de proteína animal do Brasil

    O SIAVS se estenderá até o dia 8 de agosto, oferecendo uma programação diversificada de palestras e a maior exposição da indústria frigorífica do Brasil. Espera-se, além disso, que o evento reúna mais de 100 marcas de empresas e cooperativas produtoras e exportadoras de aves, suínos, bovinos, ovos e peixes, ocupando um espaço superior a 30 mil metros quadrados. Além das autoridades mencionadas, o Presidente da Frente Parlamentar de Agropecuária, Pedro Lupion, bem como outros deputados, senadores, secretários estaduais e prefeitos também participarão da abertura.

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    A expectativa é receber mais de 25 mil visitantes, incluindo cerca de 2,5 mil produtores rurais. O evento contará com espaços interativos, como o SIAVS Experience, que oferece realidade virtual e exposições das etapas de produção de proteínas. No SIAVS Talks, 21 startups apresentarão tecnologias focadas em produtividade, sustentabilidade e inovação.

    Além disso, a programação do evento incluirá mais de 80 palestras de especialistas brasileiros e internacionais, abordando desafios competitivos e sanitários, qualidade de produção e avanços tecnológicos. Grande parte da programação será gratuita e aberta ao público do setor, promovendo portanto uma imersão completa no universo da proteína animal.

    O credenciamento para visita à feira do SIAVS e a inscrição para o congresso pode ser realizado pelo site http://www.siavs.com.br.

  • Lei que muda tributação entra em vigor

    Lei que muda tributação entra em vigor

    A Lei nº 14.943, que entrou em vigor nesta quinta-feira (1º), estende ao farelo e ao óleo de milho a mesma regulação tributária já concedida à soja. Com essa medida, fica suspensa a incidência da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep). E também da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre as receitas decorrentes da venda desses produtos.

    O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, destacou a importância da nova política para aumentar a competitividade do milho e incentivar a produção de etanol. “Essa é uma política importante para dar mais competitividade, tanto na formação de preços do milho quanto para alinhar à demanda mundial por energia mais limpa”, afirmou Fávaro.  Ele ainda ressaltou que o Brasil é um líder na produção de biocombustíveis, como o etanol.

    Impactos na cadeia produtiva

    A isenção tributária deve ter um impacto positivo em toda a cadeia de produção do milho e das proteínas animais. Os farelos de milho, conhecidos como DDG/DDS, são amplamente utilizados na nutrição animal. A suspensão das contribuições representa uma redução de aproximadamente 9% nos preços desses produtos.

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    “Com a ração mais barata, os produtores de proteína animal, como carne de frango, suínos, bovinos e peixes, poderão oferecer carne a preços mais acessíveis para a população brasileira. E se tornar mais competitivos nas exportações”, explicou o ministro.

    Detalhes da nova regulação

    As pessoas jurídicas que estão sujeitas ao regime de apuração não cumulativa do PIS/Pasep e da Cofins poderão descontar créditos presumidos calculados sobre a receita da venda dos produtos. Isso tanto no mercado interno quanto na exportação. As alíquotas para a comercialização de óleo de soja e de milho e outros produtos classificados na Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi) são de 27%.

    Com a nova legislação, espera-se que o tratamento tributário igualitário entre o farelo e o óleo de milho e a soja traga benefícios significativos. Tanto para os consumidores como para a indústria de biocombustíveis. A medida deve contribuir para a estabilidade dos preços e impulsionar o crescimento da produção agrícola no Brasil.

  • Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    Governo Federal sanciona política nacional de manejo integrado do fogo

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (31), a lei que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A cerimônia ocorreu em Corumbá (MS), após Lula sobrevoar áreas atingidas por incêndios na região, acompanhado pelos ministros Carlos Fávaro (Agricultura) e Marina Silva (Meio Ambiente).

    A nova política estabelece uma abordagem planejada e coordenada para o uso controlado e consciente do fogo. E visa prevenir e combater incêndios florestais, conservar ecossistemas e respeitar práticas tradicionais. Ela permite o uso do fogo em atividades agropecuárias, pesquisa científica, prevenção e combate a incêndios, agricultura de subsistência de comunidades tradicionais, sempre com autorização dos órgãos competentes.

    Combate aos incêndios no Pantanal

    Segundo Marina Silva, a situação crítica no Pantanal é resultado da combinação entre mudanças climáticas, desmatamento e incêndios. Fávaro destacou que, neste ano, a região sofrerá fortes consequências da seca, com alto risco de incêndios e escassez de água.

    Atualmente, há 890 profissionais do governo federal em campo, entre integrantes das Forças Armadas, Ibama, ICMBio, Força Nacional e Polícia Federal. Eles contam com 15 aeronaves e 33 embarcações para combater os 82 focos de incêndio registrados até 28 de julho. Desses, 45 já foram extintos e 37 estão ativos, sendo 20 controlados.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo tem como principais objetivos a prevenção e redução de incêndios florestais, a promoção do uso controlado do fogo, a capacitação para enfrentamento dos incêndios, a conservação e recuperação da vegetação nativa e a responsabilização pelo uso não autorizado do fogo.

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    A governança será realizada pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, com participação de representantes de diversos setores. Isso para garantir a coordenação entre instituições públicas, privadas e a sociedade civil.

    Importância da sanção

    Para Lula, a sanção da política será um marco no combate a incêndios no país, reconhecendo o trabalho dos brigadistas e respeitando os saberes tradicionais. Ele destacou que o Brasil sediará a COP 30 em 2024, na cidade de Belém, o que torna a iniciativa ainda mais relevante para o país.

    A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo será implementada em cooperação entre União, estados, municípios, sociedade civil e entidades privadas. E visa prevenir e reduzir os impactos dos incêndios florestais e promover o uso controlado e sustentável do fogo no país.

  • Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    Governo Federal aumenta número de adidos agrícolas pelo mundo

    O Brasil contará com 11 novos adidos agrícolas em suas representações diplomáticas no exterior, aumentando o total de 29 para 40 postos. A ampliação foi autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante uma cerimônia em Várzea Grande, Mato Grosso, nesta quarta-feira (31). Este é o maior aumento no número de adidos agrícolas desde a criação da função em 2008.

    “Agora, teremos adidos do Ministério da Agricultura nas embaixadas brasileiras para ajudar a vender os produtos que produzimos. Isso é uma iniciativa do Fávaro, que está sempre pensando em abrir novos mercados para nossos produtos”, destacou o presidente Lula. Ele enfatizou que o crescimento do Brasil gera empregos e melhora a qualidade de vida da população.

    Novos Postos e Localizações

    Dos 11 novos adidos, cinco serão alocados na Ásia, três na África, dois na América do Sul e um na Europa. Os locais específicos para a instalação das novas adidâncias agrícolas serão definidos posteriormente por meio de uma portaria interministerial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

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    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou que, desde o início da gestão de Lula, o Brasil tem batido recordes de aberturas de mercado, com 166 novas oportunidades em 55 destinos. “Isso tem sido possível, em grande parte, graças ao trabalho dos nossos adidos agrícolas, que são responsáveis por quase 70% dessas aberturas”, afirmou.

    Função dos Adidos Agrícolas

    Os adidos agrícolas atuam como assessores nas representações diplomáticas brasileiras, focando na identificação de oportunidades de comércio, investimentos e cooperação para o agronegócio. Eles mantêm interlocução com representantes do setor público e privado, além de formadores de opinião na sociedade civil e na academia.

    Atualmente, o Brasil possui adidos agrícolas em locais estratégicos, como África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, China, Estados Unidos e Japão, entre outros. A presença desses profissionais é fundamental para a geração de divisas e empregos, especialmente por meio da abertura de novos mercados.

    Com a ampliação do número de adidos agrícolas, o Governo Federal busca fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional, promovendo a exportação de produtos agrícolas e ampliando as oportunidades para o setor. Essa estratégia é essencial para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro em um cenário global cada vez mais desafiador.

  • Brasil agiu rápido em caso de Doença de Newcastle

    Brasil agiu rápido em caso de Doença de Newcastle

    Em coletiva de imprensa, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, abordou a confirmação do foco da Doença de Newcastle (DNC) em um estabelecimento de avicultura comercial de corte, localizado no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. “Nosso sistema tripartite de defesa sanitária – união, estado e município – atuou de forma rápida para evitar a dispersão do vírus. Com agilidade e eficiência, nós iremos superar este momento rapidamente e trazer de volta a tranquilidade ao setor”, afirmou Fávaro.

    Fávaro afirmou que tratará o caso com total transparência para minimizar os impactos. “Nós ainda não avaliamos como uma epidemia, porque foi um animal de uma granja com 14 mil aves. O isolamento já foi feito e, até o momento, não temos nenhum vestígio de outros animais doentes nesta granja e nem na região”, explicou.
    Sobre as restrições comerciais, o ministro informou que todos os mercados compradores da carne de aves brasileira já estão sendo comunicados. “Hoje, o Brasil representa quase 40% da carne de frango consumida no mundo e cada país tem um protocolo. Tem país que regionaliza no raio de 50 km, de 10 km, que fecha o estado ou que fecha o país”, detalhou Fávaro.

    Equipes do MAPA estão no estado

    A equipe da defesa agropecuária do Mapa já está no estado para ajudar a coordenar as ações do plano de contingência da DNC junto ao órgão de defesa do Estado do Rio Grande do Sul. Fávaro também ressaltou a importância de tranquilizar a população: “Esta não é uma zoonose transmissível, então não precisa ter nenhum receio de continuar consumindo carne de frango, ovos, nada disso”.

    Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro

    No dia 17 de julho, o Mapa confirmou o diagnóstico positivo para a Doença de Newcastle (DNC) em Anta Gorda (RS). O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional, realizou a análise para o diagnóstico da doença. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) conduziu a investigação epidemiológica do caso. A DNC é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nesses animais.

    ABPA e ASGAV expressaram otimismo sobre a retomada da normalidade

    Em uma coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre (RS), presidentes da ABPA e ASGAV expressaram otimismo sobre a retomada da normalidade após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), destacaram a rápida ação de monitoramento e esclarecimento como fator crucial para minimizar os impactos nas exportações avícolas do Brasil.

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, afirmou que esperavam o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Isso devido aos acordos sanitários internacionais, reforçando a transparência do país em relação aos cuidados sanitários na produção. Segundo Santin, a exportação brasileira de carne de frango representa, em média, 430 mil toneladas mensais. No pior cenário, os embargos poderiam afetar até 60 mil toneladas dessas exportações.

    Reprodução – ABPA

    “Isto não significa que este volume será destinado ao mercado interno. Provavelmente, os fluxos serão alocados para outros possíveis destinos demandantes destes produtos. Especialmente em um momento em que a demanda internacional está aquecida”, explicou Ricardo Santin.

    Impacto total na produção não chega a 10%

    Luís Rua, diretor de mercados da ABPA, acrescentou que o impacto máximo representaria entre 5% e 7% da produção mensal brasileira. “Cabe reiterar que este é um cenário extremo e não é o que se espera em relação ao comportamento dos mercados. Já há indicativos de potenciais retomadas no curtíssimo prazo, graças ao célere e transparente trabalho de esclarecimento por parte das autoridades técnicas e de negociação dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores”, completou.

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    José Eduardo dos Santos, presidente da ASGAV, ressaltou a eficiência das autoridades sanitárias federais e estaduais na rápida notificação e ação, o que permitiu uma visualização clara do quadro. “Identificou-se rapidamente o entorno da propriedade, foram feitas as análises, seguiu-se o monitoramento. Não há sinalizações de ampliações da ocorrência e, sim, apenas uma amostra identificada na testagem de uma situação pontual. Por tudo isso, esperamos que o restabelecimento da normalidade ocorra no curto prazo. Vale lembrar, também, que não há qualquer risco para o consumidor. E que já foram realizadas todas as etapas de eliminação da ocorrência e desinfecção da granja”, afirmou.

    Suspensão faz parte de acordo internacional.

    A expectativa positiva dos líderes do setor avícola reflete a confiança na eficiência das medidas sanitárias. E também na capacidade do Brasil de manter a estabilidade das exportações, mesmo diante de desafios pontuais.

    Lembrando que a ABPA tem um trabalho muito importante no setor. Além disso, já tinha emitido uma nota de posicionamento desde o inicio da situação, nota essa reproduzida abaixo.

    POSICIONAMENTO SETORIAL – Doença de Newcastle

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) estão acompanhando e dando suporte à ação do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, em relação à uma amostra que testou positivo para o caso de Doença de Newcastle em granja do estado.

    As autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves. As autoridades acionaram os protocolos oficiais para mitigar a situação pontual e continuam a monitorar o entorno.

    O governo notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a doença, cumprindo a obrigatoriedade de notificação. Como de praxe, o Brasil manteve e manterá total transparência no tratamento à situação, garantindo rápida solução a esta que é questão sanitária das aves.

  • Governo Federal entrega de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul

    Governo Federal entrega de máquinas agrícolas no Rio Grande do Sul

    O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realiza entrega nesta sexta-feira (5) de máquinas agrícolas, em Porto Alegre (RS). Objetivo é apoiar a agropecuária no estado gaúcho. Equipamentos são provenientes de emendas parlamentares e liberadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No total, 34 municípios do Rio Grande do Sul serão beneficiados.

    Ministério da Agricultura fará entrega de maquinas agricolas
    Reprodução – Redes sociais

    Simultaneamente, também serão entregues equipamentos em Porto Velho (RO) para auxiliar o agro em 9 municípios. Durante a cerimônia, será realizado um momento de interação entre as duas entregas.

    Assista o evento ao vivo pelo link abaixo.

    https://www.youtube.com/watch?v=aAZideIPLLE

    Agricultores gaúchos reclamam de demora na ajuda do Governo Federal

    Os agricultores do Rio Grande do Sul, severamente afetados pelas intensas chuvas deste ano, expressam frustração com a lentidão na resposta do governo federal. As tempestades causaram prejuízos estimados em R$ 11 bilhões, atingindo 471 municípios e devastando áreas agrícolas essenciais.

    Muitos produtores afirmam que, apesar das promessas de auxílio emergencial, os recursos ainda não chegaram. A falta de assistência rápida compromete não só a recuperação das plantações, mas também a manutenção da infraestrutura rural e o sustento das famílias afetadas.

    O governo federal anunciou recentemente um plano de emergência, mas os agricultores exigem medidas mais ágeis e eficazes. A recuperação total do setor depende de uma resposta rápida e coordenada, enfatizam especialistas. Enquanto isso, a economia rural do estado permanece em estado de alerta, aguardando a tão necessária intervenção federal.

    Chuvas intensas causaram perdas para agricultura

    As intensas chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 causaram prejuízos significativos à agricultura do estado. A Defesa Civil do RS reportou que 471 municípios foram afetados, com perdas estimadas em R$ 11 bilhões. O impacto foi severo, especialmente em áreas agrícolas, prejudicando culturas importantes e infraestrutura rural.

    A produção de grãos, um dos pilares econômicos do estado, sofreu grandes danos, complicando ainda mais a situação financeira dos agricultores locais. A chuva também afetou a produção de hortaliças e frutas, contribuindo para a alta nos preços desses produtos.

    Além dos prejuízos econômicos, a crise climática provocou a destruição de mais de 9.200 unidades habitacionais e danificou outras 100.500, o que intensificou o desafio para as famílias rurais e urbanas. A recuperação total das áreas afetadas deve exigir um esforço conjunto entre governos e setor privado para restaurar a produção agrícola e melhorar a infraestrutura danificada.

    Empresas privadas fazem ações de ajuda às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul

    Além da ajuda do governo e de voluntários, a iniciativa privada também se mobilizou para ajudar os diversos segmentos afetados, inclusive o agro. A Mosaic, empresa do setor de fertilizantes, é um exemplo.
    Por meio de ações envolvendo empregados em diversas regiões e parcerias com organizações da sociedade civil, a companhia está apoiando famílias e moradores de municípios atingidos pelas enchentes.

    Nos últimos dias 18 e 22, as cidades de Esteio e Rio Grande receberam mais de 2 mil cestas de alimentos customizadas especialmente para essas regiões, que necessitavam de um maior abastecimento de proteína. A entrega foi feita em parceria com a CUFA (Central Única das Favelas) e a ONG Ação da Cidadania.

    Paralelamente, cerca de 3 mil crianças e adolescentes receberão kits de proteção (produtos de higiene e saúde) por meio da parceria do Instituto Mosaic com o Programa de Resposta à Emergência da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

    Ministro Favaro e Eduardo de Souza da Mosaic; Governo Federal e iniciativa privada colaboram no Rio Grande do Sul – Reprodução Redes Sociais

    A empresa também engajou profissionais de diferentes regiões do Brasil e no exterior para beneficiar a população gaúcha. “Criamos um canal interno para que funcionários da empresa possam doar recursos financeiros em benefício às vítimas das enchentes, por meio do Programa de Doações dos Funcionários da Mosaic. Essa corrente de solidariedade formada pelos funcionários permitiu somar forças junto a tantas outras empresas e pessoas físicas em prol daquela população que ainda necessita de grande auxílio”, explica Eduardo Monteiro, country manager da Mosaic.

    Doações e congelamento de preço

    O Carrefour congelou os preços de todos os seus produtos até o dia 31 de maio nas lojas do Rio Grande do Sul – Carrefour, Atacadão, Sam’s Club e Nacional.

    A XP, empresa fundada em Porto Alegre, se uniu ao movimento União BR, para pedir doações em benefício dos atingidos pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Enquanqo isso, o Mercado Livre, junto com o seu banco digital Mercado Pago, doou diretamente R$ 1 milhão para a ONG Ação da Cidadania.

    A AMBEV trocou sua linha de produção para envasar água, e muitas outras empresas seguiram a mesma linha. O que mostra que tanto o poder público como o governo se  uniram para ajudar, mas o impacto dessa ajuda ainda não foi o suficiente pra reconstruir a vida de toda essa população e produção atingidas pela água. A entrega de máquinas agrícolas é um etapa nessa longa lista de necessidades do setor no estado.

  • Plano Safra 2024/2025 deve ser recorde

    Plano Safra 2024/2025 deve ser recorde

    O anuncio do Plano Safra Brasil 2024-2025 está gerando grande expectativa entre os produtores e a indústria do agronegócio. Esse plano é essencial para definir as diretrizes de financiamento e apoio ao setor agrícola no próximo ciclo.

    O governo federal prometeu um valor recorde para os agricultores, com taxas de juros mais baixas do que as aplicadas no ciclo anterior. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, informou que o volume de recursos a serem oferecidos deve representar um novo recorde e que a expectativa é que o Plano Safra seja maior e eficiente, trazendo mais oportunidades no campo.

    Recursos estão sendo negociados entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda, e devem superar os trezentos e sessenta bilhões do ano passado, um aumento de mais de trinta por cento.

    Os deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária se reuniram ontem em Brasília, e o encontro foi momento para o debate sobre as expectativas dos produtores para esse anuncio. Além do valor maior que do ano passado, também é esperado a confirmação de um seguro de pelo menos três bilhões de reais.

    O setor aguarda apoio para a adoção de novas tecnologias, incluindo agricultura de precisão e biotecnologia, para aumentar a produtividade e a eficiência. O plano deve reforçar a segurança alimentar, assegurando que os agricultores tenham acesso a recursos e insumos necessários para manter a produção. Programas como o Moderfrota e InovAgro terão juros quase trinta por cento menos que no ano passado.

    Isso tudo baseado na fala do Ministro da Agricultura e também do Vice Presidente da República, Geraldo Alckimn, na última edição da Agrishow, de que os planos do governo devem ajudar a modernização da frota, maquinários e equipamentos utilizados no agronegócios, para aumentar a produtividade.

    Espera-se também que o plano contemple medidas para apoiar pequenos agricultores e comunidades rurais, promovendo a inclusão social e econômica. É esperado também um anuncio de um pacote de medidas de ajuda aos agricultores gaúchos, por conta dos impactos das chuvas que arrasaram o estado.

    Esses pontos são cruciais para garantir a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global e a sustentabilidade do setor a longo prazo.

    Além do valor, a expectativa também é em relação aos juros, depois da fala do Ministro Carlos Fávaro na última edição da Agrishow, que “devido a uma safra difícil por mudanças climáticas, a prioridade seria o plano safra e oferta de juros mais compatíveis”.

    O plano safra deve ser anunciado na segunda quinzena de junho.