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  • Capivaras loiras: os efeitos do sol e do calor em Cuiabá

    Capivaras loiras: os efeitos do sol e do calor em Cuiabá

    As capivaras, com sua pelagem castanha característica, passam por uma transformação intrigante sobre os efeitos do sol escaldante e do calor de mais de 41 graus de Cuiabá, capital do Mato Grosso. As capivaras loiras são a atração do Parque Tia Nair.

    Quando expostas ao sol intenso e às altas temperaturas, esses roedores apresentam um clareamento em seus pelos, que pode resultar em uma aparência mais loira em algumas partes do corpo. Essa mudança não é apenas estética; ela revela a adaptação dessas criaturas ao seu ambiente.

    O Papel dos Raios Ultravioleta

    Esse fenômeno ocorre devido à ação dos raios ultravioleta (UV), que degradam a melanina presente nos pelos das capivaras. Assim como acontece com outros mamíferos, incluindo os humanos, a exposição prolongada à luz solar provoca o desgaste da melanina. Como resultado, as áreas mais expostas ao sol tornam-se mais claras. Essa mudança é um exemplo fascinante de como os animais se adaptam às condições climáticas.

    Efeitos do Calor na Pelagem

    Além da alteração na cor, o calor também afeta a textura da pelagem das capivaras loiras. Em dias quentes, elas costumam esfregar-se em árvores e rochas para aliviar coceiras e desconfortos causados pela pele ressecada.

    Foto: Reprodução – Redes Sociais

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    Esse comportamento não apenas proporciona alívio, mas também desgasta os pelos, contribuindo para um aspecto mais claro e frágil. Essa situação é especialmente comum entre capivaras que vivem em áreas urbanas, onde a vegetação é escassa e as sombras são limitadas.

    Embora essa mudança estética seja temporária, é importante ressaltar que ela não prejudica a saúde dos animais. Com o passar do tempo e a chegada do inverno, a pelagem tende a retornar à sua cor original à medida que os pelos são naturalmente renovados.

    No seu habitat natural, a vida aquática das capivaras desempenha um papel crucial na manutenção da pelagem hidratada e protegida do sol, reduzindo assim a intensidade dessa mudança de cor.

    Interação com o Ambiente Urbano

    Nas áreas urbanas, onde as capivaras interagem mais frequentemente com os humanos e têm menos acesso a corpos d’água, a exposição prolongada ao sol pode intensificar o clareamento dos pelos.

    Foto: Reprodução – Redes Sociais

    No entanto, essas alterações são passageiras e não comprometem o bem-estar das capivaras. Elas continuam a se adaptar de forma eficiente ao ambiente ao seu redor, mostrando uma resiliência admirável.

    A mudança na coloração das capivaras loiras ilustra como esses animais conseguem lidar com diferentes climas e habitats. Seja em áreas naturais ou urbanas, eles mantêm-se saudáveis e adaptáveis.

    Essa capacidade de se ajustar às condições ambientais não apenas destaca a versatilidade das capivaras, mas também nos lembra da importância de respeitar e proteger esses incríveis roedores em seus diversos habitats.

     

  • Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Demanda crescente e safra menor: preços da laranja em alta

    Os preços da laranja pera continuam em alta, com uma média de R$ 113,89 por caixa de 40,8 kg na parcial desta semana (segunda a quinta-feira), um aumento de 4,3% em relação ao período anterior.

    Preços da laranja: clima x demanda

    De acordo com pesquisadores do Cepea, o retorno das altas temperaturas em São Paulo impulsionou a demanda pela fruta, enquanto a nova estimativa do Fundecitrus apontou para uma safra ainda menor que a previsão inicial.

    Colaboradores do Cepea informam que a oferta está limitada. A falta de chuvas tem causado o murchamento das frutas, o que afeta a qualidade dos lotes.

    Volume 30% menor

    O cinturão citrícola, que inclui o estado de São Paulo e o Triângulo Mineiro, deve colher 215,78 milhões de caixas de 40,8 kg na safra 2024/25, segundo o Fundecitrus. Esse volume é 30% menor que o da safra anterior, considerada de produção média, e inferior à estimativa inicial de 232,38 milhões de caixas.

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    Faturamento recorde no setor de suco de laranja

    A safra 2023/2024 também trouxe resultados expressivos para o setor de suco de laranja. Como resultado, as exportações de suco concentrado (FCOJ equivalente a 66 Brix) alcançaram US$ 2,5 bilhões. Ou seja,  um crescimento de 21,29% em comparação aos US$ 2,07 bilhões da safra anterior. Considerando os subprodutos, o total exportado chegou a US$ 3 bilhões. No entanto, o volume de suco exportado caiu 9,33%, totalizando 961.270 toneladas, em contraste com as 1.060.186 toneladas da safra passada, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior, compilados pela CitrusBR.

  • Alfaces da Embrapa desafiam o calor

    Alfaces da Embrapa desafiam o calor

    Uma pesquisa da Embrapa Hortaliças revelou resultados promissores no desenvolvimento de alfaces sob temperaturas mais elevadas. As mudanças climáticas preocupam e os impactos no setor agrícola também. Os pesquisadores simularam um cenário de aumento de 5ºC de temperatura, passando da média de 25ºC para 30ºC, durante 45 dias. Diferentemente de outras nove cultivares testadas no mesmo experimento, a BRS Leila e BRS Mediterrânea se desenvolveram bem nas novas condições.

    O estudo, liderado pelo pesquisador Carlos Pacheco, teve como objetivo antecipar os efeitos das mudanças climáticas no cultivo de alfaces. Foi considerado um cenário de aumento de temperatura de 5°C. “Para isso, trabalhamos dois valores de temperatura do ar, conforme a média histórica observada e projetada em um cenário extremo de mudanças climáticas globais para o Brasil: 25ºC/20ºC e 30ºC/25ºC (dia e noite, respectivamente)”, detalha Pacheco.

    Câmara de crescimento vegetal

    Utilizando a avançada Câmara de Crescimento Vegetal da Embrapa, os pesquisadores puderam simular condições atmosféricas precisas. A temperatura, umidade relativa do ar e concentração de gás carbônico foram observadas, por exemplo. Esta ferramenta permitiu uma análise detalhada do impacto do calor nas plantas de alface.

    O pesquisador lembra que as hortaliças folhosas são mais suscetíveis ao calor. Entre elas, a alface que é a mais consumida do país de acordo com a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (Abcsem). Ou seja, o alto consumo torna o trabalho ainda mais importante no esforço de adaptação às mudanças no clima.

    Diferenciais das variedades

    O destaque das cultivares BRS Leila e BRS Mediterrânea reside em suas características específicas, desenvolvidas para enfrentar o calor crescente. Fábio Suinaga, responsável pelo desenvolvimento desses materiais, explica que a BRS Leila, por exemplo, possui um ciclo de florescimento mais tardio. Com isso ela resiste, em média, dez dias a mais de calor em comparação às demais alfaces testadas.

    Por sua vez, a BRS Mediterrânea apresenta um ciclo produtivo mais curto, permitindo que ela alcance o ponto de colheita sete dias antes das variedades similares do mercado. “Com um ciclo mais curto, ela está menos exposta ao calor e evita o florescimento prematuro”, destaca Suinaga. Esse florescimento precoce pode resultar em efeitos prejudiciais, como alongamento do caule e redução do número de folhas e da qualidade comercial da alface.

    Os testes realizados com cultivares comerciais sob as mesmas condições de temperatura revelaram uma série de desordens, como pendoamento e queima de bordas, inviabilizando sua comercialização. “O fato de nossas cultivares permanecerem resilientes a 30°C é uma prova da adaptabilidade do nosso material genético a condições adversas”, celebra o pesquisador.

    Próximo passo

    Enquanto o estudo atual focou na tolerância ao calor, os pesquisadores planejam expandir as investigações para abordar outros desafios climáticos. “Neste momento estamos trabalhando a tolerância ao calor, e na segunda etapa devemos focar no estresse hídrico (por excesso ou falta de água), envolvendo a tolerância à salinização, seguida pelo comportamento com relação ao uso de bioinsumos”, afirma Pacheco.