Tag: calor

  • 2024 foi o ano mais quente em 175 anos, aponta relatório da ONU

    2024 foi o ano mais quente em 175 anos, aponta relatório da ONU

    O relatório Estado do Clima Global 2024, divulgado nesta quarta-feira (19), confirma que 2024 foi o ano mais quente dos últimos 175 anos. Em geral, o documento, produzido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e outras agências da ONU, revela que a temperatura média global ficou 1,55°C acima dos níveis pré-industriais.

    O estudo analisa dados climáticos globais e alerta para o agravamento da crise climática. As concentrações de dióxido de carbono atingiram o maior nível em 800 mil anos. O aquecimento dos oceanos e o derretimento das geleiras elevaram o nível do mar e reduziram a camada de gelo da Antártida, que registrou a segunda menor extensão da história.

    Sistemas de alerta precoce

    Diante desse cenário, a OMM reforça a necessidade de aprimorar os sistemas de alerta precoce e os serviços climáticos. Apenas metade dos países conta com mecanismos adequados para enfrentar riscos climáticos múltiplos. A entidade destaca que investir em serviços meteorológicos nacionais é essencial para fortalecer a resiliência das comunidades.

    O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou que ainda é possível limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C, conforme prevê o Acordo de Paris. Ele pediu que os líderes mundiais ampliem seus esforços para conter a crise climática.

    “Nosso planeta está emitindo sinais de alerta, mas ainda temos chance de agir. Os países devem apostar em energias renováveis, que oferecem benefícios econômicos e ambientais”, declarou Guterres.

    Além disso, ele também ressaltou que novos planos climáticos nacionais, previstos para este ano, serão decisivos para enfrentar os desafios globais do clima.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Embrapa clona araucária centenária que tombou no Paraná
    + Agro em Campo: Agricultura regenerativa: o futuro sustentável do agronegócio

  • Saiba como o calor está impactando a soja no RS

    Saiba como o calor está impactando a soja no RS

    As chuvas irregulares de fevereiro não foram suficientes para aliviar a restrição hídrica nas lavouras de soja do Rio Grande do Sul. Além disso, o calor intenso acelerou a perda de umidade do solo, agravando a situação, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    O Boletim de Monitoramento Agrícola da estatal apontou que, nos primeiros 15 dias de fevereiro, a umidade do solo permaneceu baixa nas regiões oeste, centro e noroeste do Estado. As precipitações irregulares e as temperaturas elevadas comprometeram o desenvolvimento de parte das lavouras.

    A Conab reduziu a estimativa para a safra de soja gaúcha, projetando uma queda de 6,1% na produção. A nova previsão indica uma colheita de 18,45 milhões de toneladas, ante 19,65 milhões de toneladas no ciclo 2023/24, mesmo com o aumento da área plantada.

    Nos demais estados do Sul, as chuvas também foram mal distribuídas. Na primeira semana de fevereiro, volumes significativos atingiram o centro, norte e leste do Paraná, além do norte de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, porém, as precipitações seguiram escassas, mantendo a umidade do solo baixa.

    A Conab destaca que, no Paraná e em Santa Catarina, as condições favoreceram o manejo e o desenvolvimento das lavouras de primeira e segunda safras. No semiárido nordestino, porém, o déficit hídrico persistiu, prejudicando as plantações de feijão e milho.

    Soja e arroz no RS

    As lavouras de soja gaúchas apresentam anomalias negativas nos índices de vegetação devido às variações nas condições de desenvolvimento. A situação mais crítica ocorre no sudoeste do Estado, onde a falta de chuvas e o calor intenso afetam as plantações desde dezembro.

    Já as lavouras de arroz apresentam bom potencial produtivo. Segundo a Conab, a incidência solar favoreceu a cultura, e muitas áreas já entraram na fase final de maturação. A colheita começou nas regiões da Fronteira Oeste e Central. Ou seja, as últimas chuvas foram essenciais para abastecer os mananciais. Em Santa Catarina, o clima também favoreceu o arroz, garantindo produtividade e qualidade ao produto colhido.

    Situação nacional

    A Conab avalia que as principais regiões produtoras de soja e milho segunda safra apresentam boas condições de desenvolvimento. Apesar do atraso na semeadura em algumas áreas, o índice de vegetação da atual temporada superou a média e os ciclos anteriores, impulsionado pelo clima favorável e pelo menor escalonamento do plantio.

    No sudoeste de Mato Grosso do Sul e no noroeste do Rio Grande do Sul, porém, o crescimento das lavouras desacelerou em dezembro e janeiro devido à escassez de chuvas e ao calor excessivo.

    Além disso, no país, grande parte das lavouras de soja está em fase de maturação ou colheita. No Centro-Norte, as chuvas de fevereiro ajudaram a manter a umidade do solo e favoreceram o desenvolvimento das culturas.

    Apesar do excesso de precipitações ter atrasado a semeadura e a colheita em alguns locais, a Conab destaca que as chuvas beneficiaram o enchimento dos grãos da primeira safra e impulsionaram o início do desenvolvimento do milho segunda safra.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil amplia exportação de café especial para o Oriente Médio

  • Ovo atinge preço mais alto em 22 meses no Brasil

    Ovo atinge preço mais alto em 22 meses no Brasil

    O preço do ovo no Brasil alcançou o patamar mais elevado em 22 meses, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Em fevereiro de 2025, a caixa com 30 dúzias de ovos brancos chegou a R$ 227, um aumento de 61% no mesmo período . O cenário combina fatores climáticos, custos de produção e demanda sazonal, criando um desafio para consumidores e produtores.

    As ondas de calor recordes no verão brasileiro afetaram diretamente a produtividade das galinhas. Com temperaturas acima de 40°C em algumas regiões, as aves sofrem estresse térmico, desviando energia para regular a temperatura corporal e reduzindo a postura em 5% a 10%. Para mitigar o problema, granjas investiram em climatização, mantendo os galpões a 10°C, mas o custo adicional pressionou ainda mais os preços.

    Milho e soja: ração mais cara eleva custo

    A ração, composta principalmente por milho (60%) e soja (30%), registrou aumentos significativos. A saca de milho de 60 kg subiu 32% desde setembro de 2024, alcançando R$ 79 em fevereiro. Somam-se a isso os custos de embalagens, que dispararam mais de 100% em oito meses, segundo a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) 68. “O repasse aos preços finais tornou-se inevitável”, destacou o Instituto Ovos Brasil.

    A proximidade da Quaresma (5 de março a 17 de abril) tradicionalmente impulsiona o consumo de ovos, já que muitos católicos substituem carnes vermelhas por proteínas brancas. Além disso, o retorno das aulas aumentou a demanda por merendas escolares, enquanto a alta nos preços da carne bovina levou consumidores a optarem pelo ovo como alternativa.

    Exportações e produção interna: impacto limitado, mas em alerta

    Embora as exportações de ovos brasileiros para os EUA tenham crescido 22,1% em janeiro (220 toneladas), elas representam menos de 1% da produção nacional. A ABPA ressalta que o mercado interno ainda é prioritário, com expectativa de produzir 59 bilhões de unidades em 2025. No entanto, especialistas alertam que um aumento contínuo nas vendas externas poderá tensionar a oferta doméstica. Ainda mais com a  crise do preço dos ovos que ocorre nos Estados Unidos.

    Perspectivas: quando o preço deve cair?

    A ABPA projeta normalização dos preços a partir de meados de abril, após o fim da Quaresma, com o reequilíbrio entre oferta e demanda. Para 2025, estima-se aumento de 3,4% na produção, o que pode estabilizar os valores. Além disso, a expectativa de maior oferta de milho e soja no mercado interno deve aliviar os custos de ração.

    Impacto no bolso do consumidor

    • Consumo per capita: Em 2025, o brasileiro deve consumir 272 ovos/ano, ante 242 em 2023.
    • Peso dos ovos: Nova regulamentação reduziu o peso médio em 10 gramas por unidade, afetando o custo-benefício.

    Enquanto isso, supermercados relatam alta de até 40% nos preços atacadistas, com cartelas sendo vendidas a R$ 30 em algumas regiões. Para especialistas, o cenário reforça a importância de políticas que equilibrem custos de produção e acesso a alimentos essenciais.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Inovação e tecnologia revolucionam o futuro do campo
    + Agro em Campo: Mills investe R$ 80 milhões em tratores John Deere

  • Alerta vermelho: São Paulo enfrenta temperaturas extremas

    Alerta vermelho: São Paulo enfrenta temperaturas extremas

    A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para altas temperaturas que afetarão todo o território até quarta-feira (19). A previsão indica que a massa de ar quente elevará os termômetros a patamares alarmantes, com máximas de 38°C na Região de Itapeva e Vale do Ribeira, 36°C na Baixada Santista e regiões como São José dos Campos, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente, e 35°C no Litoral Norte, Bauru e Araraquara.

    Além disso, o Vale do Paraíba e as regiões de Presidente Prudente, Barretos e Franca devem registrar temperaturas em torno de 34°C, enquanto a Região Metropolitana da capital paulista, Sorocaba e Campinas podem enfrentar máximas de 33°C. Essa onda de calor é considerada a primeira do ano no estado e a terceira no Brasil.

    A Defesa Civil recomenda que a população evite a exposição ao sol entre 10h e 16h. E também utilize protetor solar e roupas leves, além de manter-se hidratada. É crucial que idosos e crianças recebam atenção especial devido à sua maior vulnerabilidade aos efeitos do calor excessivo. Os especialistas alertam que manter os ambientes bem ventilados é essencial para aliviar o desconforto das altas temperaturas.

    Com a previsão de calor intenso até pelo menos quarta-feira, os paulistas devem se preparar para enfrentar um dos períodos mais quentes do verão. As autoridades reforçam a importância da precaução para garantir a saúde e o bem-estar da população durante essa onda de calor extrema.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: E-agro ultrapassa R$ 2 bilhões em crédito rural
    + Agro em Campo: Controle da Sigatoka-negra impulsiona produção de banana na Amazônia

  • Fevereiro: saiba como será o clima no Brasil

    Fevereiro: saiba como será o clima no Brasil

    A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica um fevereiro com chuvas intensas em grande parte do Norte e Nordeste. No entanto, áreas específicas dessas regiões, como leste do Acre, sul do Pará e Amazonas, além de partes de Rondônia, Tocantins e Bahia, devem ter volumes abaixo da média.

    Ao mesmo tempo, no leste da Bahia, Alagoas e Sergipe, a expectativa é de precipitação inferior a 80 mm. No Centro-Oeste e Sudeste, a previsão aponta chuvas abaixo da média, mas algumas áreas terão acumulados superiores a 160 mm. Essa condição se aplica ao noroeste do Mato Grosso, norte do Mato Grosso do Sul e à faixa leste de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

    No Sul, o oeste do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve enfrentar chuvas abaixo da média. Já na costa leste desses estados e no Paraná, os volumes podem ficar próximos ou acima da climatologia histórica.

    Temperaturas devem superar 26°C em várias regiões

    As temperaturas tendem a ficar acima da média em grande parte do país, com máximas superiores a 26°C, principalmente no Norte e Nordeste. O Pará e o Mato Grosso podem registrar dias de calor intenso. No entanto, a entrada de frentes frias e a formação de corredores de umidade vindos da Amazônia podem gerar chuvas consecutivas, reduzindo as temperaturas em algumas localidades.

    O Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial (OMM) desde 1950.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Máxima histórica: preço do café fica cada vez mais amargo

     

  • Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    Chuva e calor extremo dividem o Brasil nesta quarta-feira

    A quarta-feira (15) será marcada por chuvas fortes em diversas regiões do Brasil. O Nordeste deve registrar os maiores volumes de precipitação, com destaque para o semiárido. Também há previsão de chuva intensa no norte de Minas Gerais, sul do Pará, Mato Grosso, Goiânia e Brasília. Ao mesmo tempo, no Norte, a chuva se concentra na porção sul da região, abrangendo áreas entre o Pará e o Acre.

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), sistemas meteorológicos típicos do verão estão impulsionando as chuvas. Entre eles estão a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), o Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) e a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). Ou seja, esses sistemas combinados devem gerar altos volumes de chuva no norte do país nos próximos dias.

    Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia devem registrar os maiores acumulados de chuva. Por outro lado, no leste do Nordeste, as precipitações serão mais leves. No Sudeste, o clima permanece úmido, especialmente nas áreas litorâneas e no norte da região. No Sul, a chuva fica restrita ao litoral.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Sucuri gigante é gravada enrolada em capivara em Bonito
    + Agro em Campo: Leilão do Terminal Portuário de Porto Murtinho

    Alerta de calor extremo no Rio Grande do Sul

    Enquanto isso, o Rio Grande do Sul enfrenta uma onda de calor intensa. A Defesa Civil estadual alertou para temperaturas elevadas e baixa umidade relativa do ar. Ou seja, hoje, quarta-feira, regiões como oeste, missões, noroeste, campanha, centro, vales e áreas metropolitanas de Porto Alegre devem registrar máximas entre 34ºC e 42ºC. A umidade relativa do ar varia entre 25% e 35%.

    Na quinta-feira (16), o calor deve aumentar nas mesmas áreas. A Defesa Civil alerta para população evitar exposição prolongada ao sol e a se hidratar frequentemente.

     

  • 2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil

    2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil

    O Brasil registrou em 2024 o ano mais quente desde o início da série histórica em 1961, com uma temperatura média de 25,02°C. Esse valor representa um aumento de 0,79°C em relação à média histórica de 24,23°C, calculada entre 1991 e 2020. Em comparação, a média anual de 2023 foi de 24,92°C, que já era 0,69°C acima da média histórica.

    Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que tanto 2023 quanto 2024 foram anos afetados pelo fenômeno El Niño, que apresentou intensidade de forte a muito forte. Essa condição climática tem impactos significativos nas temperaturas e padrões de precipitação no Brasil.

    Ranking dos anos mais quentes da história do Brasil entre 1961 e 2024. Reprodução Inmet.

    A análise dos desvios de temperaturas médias anuais realizada pelo Inmet revela uma tendência estatisticamente significativa de aumento das temperaturas no Brasil ao longo dos anos. Essa mudança pode estar associada às alterações climáticas globais e a transformações ambientais locais.

    Temperatura global em ascensão

    De acordo com a versão provisória do Estado Global do Clima 2024, publicada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), a temperatura média da superfície global também apresentou um aumento significativo. Até setembro de 2024, essa temperatura estava 1,54°C acima da média histórica de 1850 a 1900. Com isso, espera-se que 2024 supere o recorde anterior de temperatura média global registrado em 2023.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Exportações de carne suína crescem 10% e batem recorde em 2024
    + Agro em Campo: Ginkgo biloba – a árvore medicinal que resistiu ao ataque nuclear

    O Inmet prevê que o calor continuará a ser uma característica marcante neste início de ano. Para janeiro de 2025, há expectativas de temperaturas acima da média em quase todo o país.

    O ano de 2024 não apenas se destaca como o mais quente na história do Brasil. Ele também reflete uma tendência global preocupante em relação às mudanças climáticas. A combinação do fenômeno El Niño e as alterações ambientais exigem atenção urgente para mitigar os impactos das altas temperaturas e garantir a segurança alimentar e hídrica no país. O Inmet continua a monitorar as condições climáticas e fornecer dados essenciais para entender e enfrentar esses desafios.

  • Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Chuvas fortes devem atingir várias regiões do Brasil nesta semana

    Volumes significativos de chuva estão previstos para diversas regiões do Brasil nos próximos dias. Em resumo, as maiores precipitações devem ocorrer no Sul, além de áreas do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. No Sudeste, as chuvas tendem a ser menos intensas.

    Região norte

    Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na Região Norte, o calor e a alta umidade manterão áreas de instabilidade, provocando chuvas frequentes. Além disso, os volumes podem ultrapassar 100 milímetros (mm) no centro-oeste do Amazonas e no Tocantins. No entanto, acumulados abaixo de 50 mm são esperados no Acre, Roraima e sul do Pará. Já no norte do Pará e no centro-sul do Amapá, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm.

    Nordeste

    No Nordeste, uma área de instabilidade deve atingir o nordeste da Bahia e Sergipe, com volumes superiores a 50 mm entre os dias 26 e 29 de novembro. Chuvas isoladas devem atingir o oeste da Bahia, sul do Maranhão, sul do Piauí e oeste de Pernambuco, com acumulados abaixo de 50 mm. Ou seja, nas demais áreas da região, o tempo permanecerá seco e quente.

    Centro-Oeste

    No Centro-Oeste, as chuvas continuarão significativas em Mato Grosso e oeste de Goiás, onde os volumes podem superar 100 mm em algumas localidades. Ao mesmo tempo, no Mato Grosso do Sul e centro-leste de Goiás, as precipitações ficarão abaixo de 20 mm durante a semana.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Carrefour Brasil lamenta declaração de CEO
    + Agro em Campo: Doença pode reduzir 13% produção de trigo no mundo

    Sudeste

    Para o Sudeste, o tempo firme deve predominar nos próximos dias, mas chuvas podem ocorrer no leste de São Paulo e sul do Rio de Janeiro a partir do dia 29. Nos dias seguintes, as instabilidades aumentarão em quase toda a região, com exceção do centro-norte de Minas Gerais. Os maiores acumulados, abaixo de 50 mm, são esperados para o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

    Sul

    No Sul, a semana começará com instabilidades no Rio Grande do Sul, provocando chuvas intensas em grande parte do Estado, com volumes acima de 50 mm. A passagem de um sistema frontal intensificará as precipitações, com acumulados acima de 100 mm previstos para áreas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

    Acompanhar a previsão do tempo é essencial para planejar atividades e evitar transtornos.

  • Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    O clima seco e as altas temperaturas devem provocar um aumento de até 30% no preço do feijão nos próximos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). A previsão é que o impacto nos preços seja sentido já a partir de outubro, conforme a oferta do produto diminui.

    Preço do feijão vai subir em breve

    Marcelo Lüders, presidente do IBRAFE, alerta que, apesar do mercado ainda não sentir o efeito climático devido aos estoques atuais, essa situação vai mudar em breve. “Nos supermercados e no varejo, os preços devem subir drasticamente no final de outubro e ao longo de novembro”, explicou.

    A recente colheita da terceira safra, com 812,5 mil toneladas, tem mantido os preços relativamente estáveis. No entanto, os problemas climáticos já estão à vista, especialmente no Paraná, maior produtor de feijão do país. A seca atrasou o plantio no estado, que deve se intensificar nas próximas semanas com a menor chance de geadas. Mesmo assim, o ritmo de semeadura está abaixo do registrado em anos anteriores, afetando a produção.

    Para 2024, espera-se um aumento de 22% na área plantada com feijão na primeira safra, atingindo 131 mil hectares. Com boas condições climáticas, a colheita pode chegar a 251 mil toneladas, um aumento de 57% em comparação com 2023, quando a produtividade foi prejudicada pelo excesso de dias nublados.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Governo Federal anuncia apoio a produtores atingidos por incêndios em São Paulo
    + Agro em Campo: Preço da mandioca atinge maior média semanal do ano

    Esse crescimento na área plantada está sendo impulsionado pelos preços atrativos do feijão preto, que fechou agosto com uma média de R$ 236,83 por saca, 7% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. Em setembro, o preço superou R$ 300,00 em algumas regiões. Apesar da expectativa de aumento na oferta em dezembro, os preços devem continuar elevados até que o volume da colheita se concretize.

    Além disso, o aumento das exportações contribui para essa pressão sobre os preços. Atualmente, o mercado nacional está mais focado no feijão carioca, que teve uma queda de 13% nos preços nos últimos 12 meses, limitando a expansão da área destinada a essa variedade. A soja, embora tenha perdido valor, ainda ocupa 93% da área de grãos da primeira safra, enquanto o feijão responde por apenas 2%.

    Preços do feijão só devem cair em abril

    Embora a colheita de feijão comece a aumentar no final do ano, os preços só devem começar a ceder significativamente em abril de 2024. “Talvez haja um pequeno alívio em janeiro, mas uma melhora consistente só em abril ou maio”, afirma Lüders. Ele também defende a ampliação das áreas irrigadas para garantir uma produção mais estável e atender à demanda crescente do mercado interno.

    Esse movimento se faz necessário para evitar futuros problemas de oferta e manter o abastecimento do mercado, especialmente diante da dificuldade de importar feijão para suprir a demanda brasileira.

     

  • Pelagem de bovinos influencia adaptação climática e desempenho produtivo

    Pelagem de bovinos influencia adaptação climática e desempenho produtivo

    Um estudo realizado por cientistas brasileiros e internacionais mostrou que as características do pelo dos bovinos influenciam diretamente a capacidade desses animais de ganhar ou perder calor. A pesquisa durou 12 meses. Em geral, os pesquisadores avaliaram 40 mil amostras de pelos de 64 touros das raças Canchim e Nelore, em condições de inverno e verão.

    Pelagem de bovinos x adaptação ao clima

    De acordo com o coordenador do estudo, Alexandre Rossetto Garcia, da Embrapa Pecuária Sudeste, os resultados indicam que a estrutura dos pelos afeta a adaptação dos animais a climas tropicais. Portanto, isso embasa critérios para seleção genética de bovinos mais resilientes no futuro. “Animais mantidos em ambientes com conforto térmico expressam melhor seu potencial genético e apresentam melhor desempenho produtivo”, afirmou Garcia.

    Práticas sustentáveis

    Foto: Divulgação Embrapa – Gisele Rosso

    A pesquisa destacou a importância de práticas agropecuárias sustentáveis, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), que proporciona melhores condições térmicas para os animais, especialmente no verão. A sombra das árvores reduz a temperatura média do ar e a radiação solar, criando um ambiente mais confortável.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Governo Federal lança política para incentivo à cocoicultura de qualidade
    + Agro em Campo: Preços da carne bovina atingem a máxima do ano

    As características da pelagem também desempenham papel crucial. No caso da raça Canchim, que possui pelos mais finos e menos densos, a dissipação de calor é facilitada. Ou seja, isso é benéfico em ambientes de variação climática. Já a raça Nelore, com pelagem densa e grossa, é mais eficaz na proteção contra a radiação solar, garantindo maior estabilidade térmica em climas quentes.

    Além de contribuir para o bem-estar animal, o estudo sugere que essas características podem ajudar os produtores a melhorar a eficiência dos sistemas produtivos, com benefícios tanto para a produtividade quanto para o meio ambiente. As descobertas reforçam a necessidade de estratégias que aliem sustentabilidade e adaptação às mudanças climáticas, conforme os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 13, relacionado à ação climática.