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  • Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) recebe dez compradores internacionais em Rio Branco neste sábado e domingo (2 e 3 de novembro) para a primeira etapa da edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil. A iniciativa marca o início de uma agenda estratégica para ampliar a presença do café brasileiro de alta qualidade no mercado global.

    Os visitantes estrangeiros, vindos da América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África, participam de visitas técnicas a fazendas e cooperativas que produzem café robusta amazônico. A programação inclui ainda atividades de cupping e encontros de negócios diretos com produtores do Acre e de Rondônia.

    “A Amazônia tem mostrado ao Brasil e ao mundo seu potencial para produzir cafés especiais, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade. Iniciar a agenda do Exporta Mais Brasil no Acre é um reconhecimento da força do nosso estado na produção de cafés diferenciados e de origem amazônica”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

    Governo Federal apoia setor cafeeiro com abertura de 500 mercados

    A iniciativa integra o esforço do Governo Federal para apoiar o setor cafeeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já realizou mais de 18 encontros internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, o que resultou na abertura de cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.

    A ação também faz parte das medidas de diversificação de mercados voltadas a exportadores brasileiros afetados pelas tarifas dos Estados Unidos. O programa reforça o compromisso com a sustentabilidade e incentiva a geração de renda para produtores rurais na Amazônia, alinhando-se ao contexto da COP30.

    Produção amazônica cresce 4,6% ao ano

    Segundo dados do IBGE, a região amazônica ampliou sua produção de café robusta em 4,6% ao ano desde 2019. Portanto, um desempenho muito superior à média nacional de 1,6%. Os produtores alcançaram esse avanço por meio de ganhos de produtividade, o que reforça o papel sustentável da região na cafeicultura.

    A produtividade regional apresentou forte crescimento, com alta anual de 9,7% em Rondônia e 9,1% no Acre desde 2019.

    Agenda segue para Minas Gerais e Espírito Santo

    Após a etapa do Acre, o programa segue para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores receberá novos integrantes e totalizará 24 participantes vindos da América do Norte e do Sul, Europa, Oriente Médio e Ásia.

    Entre 4 e 6 de novembro, os visitantes participam da Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte (MG). Esse é um dos principais eventos do setor, aberto a produtores de cafés arábica, robusta e conilon de todo o Brasil. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro nas regiões de Matas de Minas (MG) e Caparaó (MG/ES), reconhecidas nacionalmente pela produção de cafés especiais.

    O Exporta Mais Brasil conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). Nesta edição, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e associações regionais de produtores também apoiam a iniciativa: Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (APEC) e Cafeicultores Associados da Região de Matas de Rondônia (CAFERON).

    Exportações crescem 456 vezes em dois anos

    A ApexBrasil tem desempenhado papel decisivo na ampliação das exportações de robusta amazônico por meio de ações estratégicas de promoção comercial. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO), onde eles se reuniram com 23 produtores locais. A missão resultou em R$ 8 milhões em negócios até 2024.

    A Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, estava entre os compradores presentes. A visita marcou o início de uma parceria estratégica que culminou, em junho de 2024, na assinatura de um acordo para fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro, no valor de US$ 500 milhões.

    O sucesso da cooperação abriu caminho para um novo acordo, firmado para a compra de 240 mil toneladas do grão brasileiro entre 2025 e 2029, estimado em US$ 2,5 bilhões. A ApexBrasil articulou a negociação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    “Iniciativas como essa têm impulsionado significativamente o crescimento das exportações nacionais que incluem não apenas o robusta amazônico, mas também outros tipos de café, como o arábica. Nesse sentido a agenda segue para Minas Gerais e, em seguida Espírito Santo”, ressalta Jorge Viana.

    O volume exportado pela região Norte saltou de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024. Um aumento de sete vezes em relação ao ano anterior e 456 vezes superior ao registrado em 2022, quando as exportações totalizaram US$ 287 mil.

    Sobre o Exporta Mais Brasil

    A ApexBrasil criou o programa Exporta Mais Brasil para aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país e potencializar exportações e oportunidades de negócios. Empresas de diferentes setores participam de rodadas de negócios, missões comerciais e ações de promoção internacional que conectam diretamente produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

    Entre 2023 e 2024, o programa realizou 28 edições, apoiou 875 empresas brasileiras, promoveu a vinda de 305 compradores internacionais de 65 países e gerou R$ 553 milhões em negócios. As ações consolidam o Brasil como um dos principais fornecedores de produtos de alto valor agregado no mercado global.

  • Chapada Diamantina transforma café em atração turística premiada

    Chapada Diamantina transforma café em atração turística premiada

    Entre serras, vales e rios de águas claras, a Chapada Diamantina, na Bahia, revela um novo motivo para ser visitada: o café. A região, antes lembrada pelas cachoeiras e trilhas, agora atrai turistas em busca de sabores, aromas e experiências ligadas à terra.

    Os cafezais se espalham por altitudes entre 800 e 1.400 metros, onde o ar frio, o solo fértil e a neblina constante criam um ambiente único. O amadurecimento dos grãos é lento, o que favorece o desenvolvimento de açúcares naturais e aromas complexos. Em Piatã, município com as plantações mais altas da Bahia, cada safra se transforma em um ritual de paciência e precisão.

    Além disso, o cultivo manual e o manejo sustentável ajudam a preservar o bioma e garantem um café que reflete a alma do território. O visitante percebe essa harmonia logo na primeira xícara, onde o terroir se traduz em sabor, textura e memória.

    O selo que consagrou o sabor baiano

    O reconhecimento veio em 2021, quando a região recebeu a Denominação de Origem “Cafés da Chapada Diamantina”. A certificação, concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), atesta a procedência e a autenticidade do produto.

    https://www.instagram.com/reel/DC9aqK8JmU0/

    Os grãos da Chapada oferecem notas de nozes, chocolate e caramelo, com acidez cítrica marcante e final prolongado. Essa combinação de características sensoriais é resultado da altitude, do clima e do trabalho artesanal das famílias produtoras.

    Cada gole, portanto, é um retrato líquido da paisagem — uma forma de provar o equilíbrio entre a natureza e o homem.

    A rota do café que virou passeio

    O café também virou atração turística, e a “Rota do Café Gourmet” conduz o visitante por fazendas históricas, torrefações artesanais e cafeterias que parecem ter saído de um filme. Além disso, durante o passeio, é possível acompanhar todas as etapas — do grão verde à torra, do cheiro da peneira ao vapor do coador. Enquanto o visitante caminha pelos cafezais, sente o ritmo do campo e entende como cada detalhe interfere no sabor final da bebida.

    Na charmosa Rua do Café, em Piatã, o aroma do espresso recém-tirado se mistura ao de bolo de rapadura e queijo fresco, criando uma atmosfera acolhedora. Aliás, cada cafeteria guarda uma história, e os produtores, com orgulho, compartilham suas trajetórias e explicam o cultivo com entusiasmo. Assim, o visitante percebe que o café local é mais do que um produto — é um símbolo de tradição e resistência que ecoa pelos vales da Chapada.

    Por fim, a hospitalidade é o ingrediente secreto que completa a experiência. Mesmo após o último gole, o visitante leva consigo o sabor da terra, o calor das conversas e a sensação de ter vivido algo autêntico.

    Como chegar e quando ir

    A Chapada é acessível pela BR-242, com saídas de Lençóis e Seabra, na Bahia. A melhor época para visitar vai de maio a setembro, quando o clima é seco e o céu mais limpo favorece o turismo rural.

    Cada curva da estrada prepara o visitante para um destino onde o café é poesia, o sabor é memória e o aroma é convite para voltar.

  • Cafés especiais brasileiros movimentam US$ 70 milhões em negócios no Japão

    Cafés especiais brasileiros movimentam US$ 70 milhões em negócios no Japão

    A presença de produtores brasileiros de cafés especiais no mercado japonês resultou em expectativa de negócios da ordem de US$ 70,125 milhões. Os números foram alcançados durante a participação na SCAJ World Specialty Coffee Conference and Exhibition 2025 e na rodada de negócios “Taste of the Harvest”, realizadas entre 24 e 27 de setembro na capital japonesa.

    Do montante total projetado, US$ 7,180 milhões já foram concretizados presencialmente. Enquanto outros US$ 62,945 milhões devem se materializar nos próximos 12 meses. As negociações envolveram 722 contatos comerciais, sendo 297 deles com novos parceiros de negócios.

    Brasil marca presença na maior feira de cafés especiais da Ásia

    As atividades integram o projeto setorial “Brazil. The Coffee Nation”, conduzido pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Na SCAJ 2025, que atraiu 96 mil visitantes e reuniu 450 expositores internacionais, o Brasil montou um estande estratégico. O espaço contou com sala de cupping para degustação de lotes de diferentes regiões produtoras, bancadas de exposição, brew bar com cafés de diversos perfis sensoriais e sala de reuniões para fechamento de negócios.

    A ação “Destaque BSCA” apresentou cafés com pontuação acima de 87 pontos na escala global de avaliação, que vai de zero a 100.

    Rodada de negócios conecta produtores brasileiros a importadores japoneses

    A “Taste of the Harvest” proporcionou encontros diretos entre empresários brasileiros e 53 importadores regionais. Durante o evento, foram degustados 25 lotes certificados pela BSCA.

    “Foi uma oportunidade incrível para o contato direto dos produtores com os potenciais compradores de seus cafés, fortalecendo relações e abrindo novas frentes comerciais em um dos principais países e continentes importadores dos cafés do Brasil”, afirma Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA.

    Japão consolida-se como mercado estratégico para cafés brasileiros

    O país asiático figura entre os cinco principais destinos da exportação cafeeira brasileira. Em 2024, os japoneses importaram 2,211 milhões de sacas, representando 4,4% do total de embarques e ocupando a quinta posição no ranking. Do volume total, 14,6% corresponderam a cafés especiais, totalizando 323 mil sacas, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

    Nos primeiros oito meses de 2025, o Japão já adquiriu 1,671 milhão de sacas do produto brasileiro, assumindo a quarta colocação entre os principais compradores. Desse montante, 15,9% (265 mil sacas) são de cafés especiais.

    “Em tempos de incertezas no mercado, com tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos sobre o produto brasileiro, é crucial que sigamos estreitando laços e ampliando mercado com novos e tradicionais parceiros dos cafés especiais do Brasil, como o Japão”, ressalta Estrela.

    Sobre o projeto Brazil. The Coffee Nation

    A iniciativa foca na promoção comercial do café especial brasileiro no mercado internacional, reforçando qualidade, diversidade e sustentabilidade. O projeto posiciona o Brasil como nação produtora que investe em padrões elevados de qualidade de forma sustentável, observando normas sociais e ambientais.

    Entre as prioridades estão ações de qualificação para produtores de café canéfora (robusta e conilon), certificações de qualidade e sustentabilidade, além do fomento à equidade de gênero na cafeicultura, com capacitação de provadoras profissionais.

    Os mercados-alvo incluem África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para cafés crus especiais, além de Canadá, Chile, China e Estados Unidos para produtos de torrefação e moagem.

     

  • Cafés especiais: concursos transformam produtores de Minas em exportadores

    Cafés especiais: concursos transformam produtores de Minas em exportadores

    Os concursos de qualidade de café estão revolucionando a vida de produtores rurais em Minas Gerais. Em 2025, o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais registrou um crescimento extraordinário de 31% no número de inscrições, saltando de 1.406 participantes em 2024 para 1.847 neste ano.

    O fenômeno é explicado pela valorização excepcional dos lotes premiados no mercado. Os grãos vencedores chegam a ser comercializados por até três vezes o valor do café convencional, proporcionando aumentos de renda que transformam completamente a realidade das famílias produtoras.

    Valores recordes movimentam o mercado de cafés especiais

    Os números da última edição impressionam: o café vencedor do concurso de 2024 foi adquirido por uma rede de supermercados por R$ 6 mil a saca, além do prêmio de R$ 10 mil recebido pelo Grande Campeão. Os grãos do segundo e terceiro lugares foram comercializados por R$ 5 mil e R$ 4 mil por saca, respectivamente.

    “Como o café subiu bastante no último ano, comprado por R$ 2,5 mil a saca anteriormente, a diferença de preços foi menos acentuada, mas nos últimos anos tivemos o lote campeão sendo vendido por três vezes a cotação do dia”, explica Bernardino Cangussu, coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG.

    Matas de Minas: de região esquecida a potência nacional

    A transformação é ainda mais notável na região das Matas de Minas, dentro da Zona da Mata mineira. Willem Araújo, coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, destaca a evolução impressionante da área.

    “Há alguns anos, nas Matas de Minas, quase não havia café de qualidade, mas atualmente a região é uma das maiores produtoras de cafés finos do país”, afirma Araújo, ressaltando o papel fundamental dos concursos municipais, regionais e estaduais na melhoria da qualidade.

    O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, agora em sua 22ª edição, consolidou-se como a maior e mais tradicional competição voltada exclusivamente para cafés especiais produzidos no estado.

    Família Lacerda: seis prêmios e exportação para quatro países

    Um dos casos de sucesso mais emblemáticos é o da família Lacerda, de Espera Feliz. José Alexandre Lacerda representa uma dinastia cafeeira que acumula seis prêmios estaduais (2012, 2014, 2017, 2019, 2022 e 2024) e três nacionais (2012, 2016 e 2020).

    Família Lacerda. Foto: Rafael Soal/Emater-MG

    “Nasci na cafeicultura, mas era uma vida muito difícil com o café convencional. Quando o extensionista da Emater-MG sugeriu entrarmos no concurso, já na primeira vez ganhamos um prêmio”, relembra José Alexandre.

    Hoje, o sítio Di Lacerda vende para torrefações e cafeterias em vários estados brasileiros e exporta para Portugal, Espanha, Inglaterra e Japão. Os valores dos cafés especiais giram entre 60% e 100% acima do preço de uma saca comum.

    “Vem gente do mundo inteiro aqui. Passar de produtor de café convencional para o gourmet foi como se tivéssemos achado uma mina de ouro”, celebra o cafeicultor.

    Estratégias digitais impulsionam vendas diretas

    Também na Zona da Mata, a cafeicultora Silmara Emerick, de Alto Jequitibá, desenvolveu uma estratégia diferente para aproveitar o prestígio dos concursos. Premiada regularmente nas competições regionais das Matas de Minas e do Caparaó, ela optou pela venda direta ao consumidor através das redes sociais.

    “Temos nossa marca de café e usamos a internet, Instagram e WhatsApp para comercializar nosso produto”, explica Silmara. A família também participa anualmente da Semana Internacional de Café (SIC), importante vitrine do setor.

    Plataforma digital amplia alcance dos produtores

    A Emater-MG criou ainda o site “É do Campo”, uma plataforma de vendas online que conecta produtores da agricultura familiar diretamente aos consumidores. Muitos dos cafeicultores premiados nos concursos utilizam a ferramenta para comercializar seus produtos com suas próprias marcas.

    Thiago Oliveira, coordenador regional da Emater-MG em Manhuaçu, destaca que os concursos, com inscrições gratuitas, representam “a vitrine mais acessível de projeção do cafeicultor”.

    “Os concursos atraem a atenção do mercado pois facilitam que identifiquem bebidas de alta qualidade. Vale a pena participar também para estreitar relações com cafeterias e compradores”, conclui Oliveira.

    Sobre o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais

    Promovido pelo Governo de Minas Gerais através da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), o concurso é gratuito e está em sua 22ª edição. A competição avalia exclusivamente cafés especiais produzidos no estado e se consolidou como a maior do gênero no Brasil.

  • Setor de cafés especiais busca isenção de tarifa dos EUA

    Setor de cafés especiais busca isenção de tarifa dos EUA

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) avaliou positivamente o Plano Brasil Soberano, anunciado em 13 de agosto pelo governo federal. A medida busca conter o impacto da sobretaxa de 50% aplicada pelos Estados Unidos sobre cafés importados do Brasil.

    Segundo a BSCA, as ações terão efeito imediato e orientarão o setor no enfrentamento da crise. O detalhamento das medidas será conhecido conforme o Palácio do Planalto apresentar as diretrizes completas.

    A entidade afirmou que o plano dará fôlego pontual aos cafés especiais brasileiros. Ou seja, isso permitirá ao governo manter negociações e alinhar posições internas. Além disso, reforçará a articulação com entidades do setor privado do café nos Estados Unidos. O objetivo é alcançar uma solução definitiva e benéfica para a relação bilateral.

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    Mercado norte-americano

    Os Estados Unidos são o principal mercado dos cafés especiais do Brasil. O país importa cerca de 2 milhões de sacas por ano, gerando receita superior a US$ 550 milhões anuais.

    A BSCA reforçou que o diálogo é essencial para restabelecer o comércio em condições justas. A entidade defende a inclusão do café na lista de isenção ao tarifaço. Ao mesmo tempo, a associação se colocou à disposição do governo para apoiar a negociação final com os norte-americanos.

     

  • Cafés brasileiros conquistam Europa e ampliam exportações

    Cafés brasileiros conquistam Europa e ampliam exportações

    Em três dias de feira, entre cafés filtrados e rodadas de negócios, os empresários brasileiros do setor de cafés especiais faturaram US$ 19,7 milhões durante a World of Coffee 2025, realizada entre os dias 26 e 28 de junho, em Genebra, na Suíça. E o movimento não para por aí. A delegação nacional estima que outros US$ 87,4 milhões sejam fechados nos próximos doze meses, o que pode elevar o total para US$ 107,2 milhões.

    A feira, organizada pela Specialty Coffee Association (SCA), é tida como a grande vitrine dos cafés especiais na Europa. Já a participação brasileira fez parte do projeto “Brazil. The Coffee Nation”, uma ação da BSCA com apoio da ApexBrasil, que busca, com muito foco e estratégia, abrir caminhos para o café nacional brilhar lá fora.

    “A Europa é o principal destino dos nossos cafés especiais”, afirmou Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA. “A feira ajuda a reforçar nossa imagem de qualidade e diversidade”.

    Crescimento nas conexões e degustações sensoriais

    Ao longo da feira, os representantes brasileiros firmaram 921 contatos comerciais, 561 deles com novos compradores. Em relação à edição passada, em Copenhague, o avanço foi de 18%, o que reforça o crescimento do interesse europeu pelos cafés nacionais.

    No centro do estande coletivo, um brew bar reuniu sabores de diferentes regiões produtoras do país. Todos os cafés ali servidos tinham nota superior a 86 pontos, em escala de 100. Castanha-do-pará, rapadura e frutas brasileiras entraram em cena para criar uma jornada sensorial única, conduzida pela especialista Letícia Paiva.

    “Estamos mostrando para o consumidor europeu novas origens, cultivares e métodos de processamento do nosso café”, destacou Estrela. “Cada região tem sua alma”.

    café

    Mulheres à frente na produção e na exportação

    Antes mesmo de a feira começar, a programação já incluía uma missão comercial exclusiva para produtoras de café. A iniciativa, promovida pela BSCA em parceria com a IWCA (Aliança Internacional das Mulheres do Café), levou um grupo de brasileiras para visitar cafeterias e torrefações em Genebra — e entender, de perto, o comportamento do consumidor suíço.

    Estabelecimentos como Mame, Horace, Filomena e The Barista Lab fizeram parte do circuito. Nesses espaços, as cafeicultoras conversaram com donos e baristas sobre marketing, certificações e preferências locais. A agenda também incluiu um encontro institucional na sede da OMC, onde elas debateram os desafios do setor cafeeiro no cenário global, especialmente sob a ótica da equidade de gênero.

    A missão se encerrou com um cupping especial no estande brasileiro, voltado apenas aos cafés produzidos por mulheres. As amostras, todas certificadas pela BSCA, foram apresentadas a compradores internacionais. Entre os convidados, Anita Aerni, presidente da Swiss Sustainable Coffee Platform, marcou presença e conduziu um bate-papo sobre sustentabilidade com as cafeicultoras.

    Brasil quer se firmar como potência em cafés sustentáveis

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” segue até agosto de 2025. Além de ações de promoção comercial, a iniciativa foca na capacitação de produtores, na inclusão de mulheres e na valorização da diversidade sensorial dos grãos.

    Nos próximos meses, o plano é ampliar o apoio aos produtores de café canéfora — robusta e conilon — e estimular práticas de rastreabilidade, sustentabilidade e certificações. Sendo assim, a lista de mercados-alvo inclui Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, França, China, África do Sul e Austrália, entre outros.

    Para os produtos da indústria de torrefação e moagem, os destinos prioritários são Canadá, Chile, China e Estados Unidos. O objetivo é claro: expandir a presença brasileira entre os maiores consumidores de cafés especiais no mundo, com foco em qualidade, diversidade e responsabilidade social.

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  • Secretário Executivo de SP: “Brasil é o melhor exportador de café”

    Secretário Executivo de SP: “Brasil é o melhor exportador de café”

    Durante entrevista concedida ao portal Agro em Campo, o secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Alberto Amorim, reforçou o protagonismo do Brasil na produção e exportação de café. A declaração foi feita durante a cobertura especial do 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), nesta quarta-feira (02). 

    “O café no Brasil nunca deixou de ser importante. O Brasil nunca deixou, nos últimos 100 anos, de ser o maior exportador de café. Só que hoje o Brasil é o melhor exportador de café”, afirmou o secretário. 

    Em sua fala, Amorim destaca a transformação do país de um produtor do grão tradicional para um protagonista na produção de cafés especiais e de alta qualidade. Segundo ele, o café brasileiro passou por uma revolução nas últimas décadas, deixando para trás a imagem do “café bica corrida” e ganhando espaço como bebida sofisticada e gourmet. Como exemplo claro e objetivo, estão as nuances do vinho, que pode ser degustado de diversas maneiras. 

    Ao longo da entrevista, Alberto Amorim também destacou a relevância do evento promovido pelo Cecafé para o Brasil. Para ele, atingir o grau de excelência atual no setor foi possível graças a convenções do tipo. 

    “É muito importante. A gente precisa transcender o cenário que conhece muito café, que é produtor e exportador de café. A gente precisa chegar no coração do consumidor, daquele que precisa do café para acordar e daquele que não dorme sem café. Nós precisamos entender o que os nossos clientes precisam. E juntando todo mundo aqui, a gente discute isso”, comentou. 

    Na avaliação do secretário, a troca de experiências entre especialistas, empresários e pesquisadores contribui diretamente para o avanço da cafeicultura no Brasil. 

    “Em suma, a gente consegue fazer uma pesquisa de alta qualidade, com todo mundo e todo mundo colabora. E é nessa colaboração, nesse cooperativismo do melhor momento e melhores conhecimentos, que a gente vai atingindo cada vez mais excelência”.

    Investimento em inteligência e produtividade

    Amorim também abordou os investimentos do Governo de São Paulo na cafeicultura, que segundo ele, estão cada vez mais focados em inteligência, pesquisa e inovação, especialmente em um cenário de limitação orçamentária.

    “Tanto na pesquisa quanto no desenvolvimento de novas infraestruturas, nós não temos o numerário suficiente. Mas nós temos inteligência e criatividade. Foi aí que criamos uma forma de fazer parceria com iniciativas privadas”, explicou.

    Segundo o secretário, o foco é produzir melhor e não em maior escala territorial, com investimentos em pesquisa e desenvolvimento que contribuem na geração de mais mais recursos e produtividade. 

    “Produtividade e não mais produção. A gente quer produzir melhor e mais na mesma área. A gente não está cortando nenhuma árvore, mas a gente quadruplicou a produtividade. E isso é o que interessa”.

    Tecnologia tropical e liderança global

    Durante a entrevista, Amorim também ressaltou a liderança brasileira em tecnologias voltadas ao clima tropical e a busca internacional por conhecimento técnico nacional.

    “A gente está bem à frente da grande parte do mundo. Se a gente olhar para o mundo tropical, ele é um mundo muito dinâmico. Nós, no mundo tropical, temos a melhor tecnologia e os melhores conhecimentos. Por isso somos procurados por universidades de fora do Brasil para trocar conhecimento.”

    Ele lembrou que o país é referência em modelos como Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e no avanço da cafeicultura regenerativa, práticas que conciliam produção agrícola com preservação ambiental.

    “A gente é líder porque isso dá mais dinheiro, reduz custo e aumenta a produtividade em grana por hectare, que é o que sustenta o produtor”, concluiu.

  • São Paulo Coffee Festival: Cafés da Região Vulcânica são destaque na feira

    São Paulo Coffee Festival: Cafés da Região Vulcânica são destaque na feira

    A Região Vulcânica, formada por uma caldeira extinta há cerca de 80 milhões de anos, continua surpreendendo o mercado de cafés especiais. Durante o São Paulo Coffee Festival 2025, um dos destaques foi a Loja Vulcânica, empório digital que atua como ponte entre o consumidor e os pequenos produtores da região. Fundada em 2022, a marca aposta na curadoria de cafés arábica produzidos exclusivamente em altitude, com foco na sustentabilidade e no desenvolvimento territorial.

    A seguir, Filipe Ferreira Figueiredo, proprietário da Loja Vulcânica, da cidade de Poços de Caldas, no estado de Minas Gerais, fala sobre a importância da feira, os diferenciais do terroir e os princípios que norteiam o trabalho da marca.

    Como a Região Vulcânica influencia na qualidade do café?

    É uma região com solo diferenciado por causa da atividade vulcânica de milhões de anos atrás. Esses minerais no solo e a altitude criaram um microclima muito especial, ideal para o cultivo do café arábica. Esse terroir é o que dá identidade única aos cafés da região.

    Quantos municípios fazem parte dessa indicação geográfica?

    São 12 municípios no total, divididos entre o sul de Minas Gerais e o nordeste paulista. É uma área que vem sendo estruturada como uma indicação geográfica, com uma identidade própria e protegida.

    O que a Loja Vulcânica trouxe para o festival este ano?

    Trouxemos duas linhas principais: cafés prontos, direto dos produtores, já embalados, e também a nossa linha própria, feita com curadoria de grãos crus. Nesse caso, nós mesmos fazemos a torra e garantimos a qualidade final.

    Qual o papel da loja nesse ecossistema?

    A Loja Vulcânica é um empório online que nasceu da paixão pelos produtos regionais. Atuamos conectando consumidores a pequenos produtores com responsabilidade, inclusão social e sustentabilidade.

    Há foco em algum tipo específico de café?

    Sim. Por conta da altitude da região, lá só se produz café arábica. É uma produção exclusiva, que garante sabores mais refinados e complexos.

    Foto: Agro em Campo/ Pedro H. Lopes

    Quais os valores que a marca defende?

    Sustentabilidade, transparência, inovação, inclusão e cooperativismo. A gente quer ir além da venda de café – buscamos valorizar o trabalho artesanal e a tradição da cafeicultura passada de geração em geração.

    A feira tem sido importante para a marca?

    Sem dúvida. A gente participa ano após ano e tem conquistado espaço. É uma grande oportunidade para mostrar o valor da Região Vulcânica e fortalecer a identidade dessa origem.

    Como vocês veem o futuro da Região Vulcânica?

    Estamos construindo um futuro sustentável para a cafeicultura local. Queremos criar novas oportunidades com ética, inovação e respeito ao meio ambiente. O objetivo é tornar a região cada vez mais reconhecida pela excelência dos seus cafés.

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  • Leilão do Cup of Excellence bate recorde: US$ 3,3 mil por saca

    Leilão do Cup of Excellence bate recorde: US$ 3,3 mil por saca

    O leilão do Cup of Excellence 2024 alcançou o maior preço médio da história do concurso: US$ 3.293,77 por saca de 60 kg. Após nove horas e 4.790 lances, o pregão arrecadou US$ 312,1 mil, equivalente a R$ 1,2 milhão. Além disso, o maior lance superou US$ 13,9 mil por saca.

    Realizado no Brasil pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e ApexBrasil, o concurso reafirma a qualidade dos cafés nacionais. Portanto, segundo Vinicius Estrela, diretor executivo da BSCA, o resultado reforça o foco da entidade em divulgar a excelência dos cafés brasileiros no mercado global.

    “O recorde no preço médio mostra que nossos cafés encantam os paladares mais exigentes do mundo. Isso gerou alta competitividade e uma arrecadação milionária”, destacou Estrela.

    Diversidade de origem e sustentabilidade

    Os 27 lotes vencedores foram adquiridos por empresas de 12 países, incluindo Japão, Alemanha, Estados Unidos e Austrália. O menor valor foi de US$ 1.984,20 por saca, enquanto o maior lance veio da japonesa Wataru & Co., que pagou US$ 13.902,63 por um lote da categoria Experimental.

    “A qualidade e a sustentabilidade dos cafés brasileiros conquistaram o mundo. Esses lotes chegarão a cinco continentes, representando a diversidade da produção nacional”, afirmou Estrela.

    Entre os destaques, a Proud Mary, da Austrália, adquiriu o lote campeão da categoria Natural por US$ 7.301,86. Já o lote vencedor da categoria Via Úmida foi comprado pela canadense Orange Brown por US$ 7.950,02.

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    Projeto “Brazil. The Coffee Nation”

    O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, que promove os cafés especiais brasileiros internacionalmente. Ou seja, a iniciativa valoriza qualidade, sustentabilidade e diversidade, focando em mercados como Estados Unidos, Japão, Europa e Oriente Médio.

    Com vigência até 2025, o projeto prioriza certificações, inclusão de mulheres na cafeicultura e apoio aos produtores de café canéfora. “Nosso objetivo é reforçar o protagonismo do Brasil no mercado global de cafés especiais”, explica Estrela.

    BSCA e ApexBrasil: Qualidade e Mercado

    A BSCA, fundada em 1991, lidera a promoção de cafés especiais no Brasil e no exterior. Ao mesmo tempo, a entidade certifica lotes rastreáveis e fomenta a produção sustentável. Já a ApexBrasil atua na promoção de exportações brasileiras e na atração de investimentos estrangeiros estratégicos.

    Em resumo, com iniciativas como o Cup of Excellence, o Brasil se consolida como referência em qualidade, inovação e sustentabilidade no mercado global de cafés.

     

     

  • Melhor café do mundo; Brasil vence prêmio internacional

    Melhor café do mundo; Brasil vence prêmio internacional

    A Fazenda Serra do Boné, localizada em Araponga, Minas Gerais, conquistou o prêmio de melhor café do mundo, no Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy, em Nova York, marcando, assim, a segunda vitória consecutiva do Brasil no “Oscar do Café” mundial.

    O café premiado foi descrito pelo júri como cremoso, doce e encorpado, além de apresentar um equilíbrio elegante de aromas que inclui frutas frescas, caramelo e um final persistente de chocolate com notas florais de jasmim. “Um café maravilhosamente complexo que personifica perfeitamente sua origem brasileira”, acrescentam os jurados.

    Matheus Lopes Sanglard, proprietário da fazenda, destacou-se com um café produzido pela técnica do despolpado, que potencializa os açúcares e aromas naturais da bebida.

    Por fim, o júri internacional, composto por nove especialistas, selecionou o café entre vencedores de nove origens distintas que compõem o blend exclusivo da illy: Brasil, Costa Rica, El Salvador, Etiópia, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua e Ruanda.

    Além do prêmio principal, o SMS Cluster ECOM da Nicarágua foi agraciado com o título Coffee Lovers’ Choice , escolhido por consumidores que participaram de uma amostra às cegas das amostras de cafés illy em todo o mundo.

    Práticas Regenerativas

    Andrea Illy, presidente da illycaffè, afirmou: “Pelo segundo ano consecutivo, uma fazenda brasileira que adota práticas regenerativas nos deu o melhor café no mundo. Na Fazenda Serra do Boné, a saúde do solo, a biodiversidade e as fontes de água são preservadas graças ao uso de fertilizantes orgânicos e ao controle biológico”.

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    Além disso, André Illy ressaltou que essas práticas sustentáveis ​​são fundamentais para garantir uma produção resiliente e de alta qualidade.

    Foto: Divulgação ASCA/Sanglard Cafés Especiais

    O evento de estreia ocorreu em um jantar de gala no Peak, em Hudson Yards, Nova York. Sendo assim, a cerimônia atraiu diversas personalidades públicas. Entre os destaques, Francis Ford Coppola e Marina Abramović, reforçando a importância do prêmio no cenário global do café.

    Além disso, no mesmo dia do evento, representantes da cadeia produtiva do café se reuniram na sede das Nações Unidas. O objetivo foi discutir a sustentabilidade do setor e as iniciativas para combater as mudanças climáticas.

    O Prêmio Internacional de Café Ernesto Illy continua, portanto, a ser uma referência de excelência em café sustentável. Ou seja, celebra o talento e a dedicação dos produtores que destacam para a qualidade das xícaras de café illy ao redor do mundo.