Tag: café solúvel

  • Tarifaço dos EUA derruba exportação de café solúvel brasileiro em 60%

    Tarifaço dos EUA derruba exportação de café solúvel brasileiro em 60%

    A imposição de uma tarifa de 50% pelo governo americano sobre o café solúvel brasileiro provocou uma queda drástica de 59,9% nas exportações para os Estados Unidos em agosto de 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado representa apenas 26.460 sacas de 60 kg exportadas, um tombo que também registrou redução de 50,1% em relação a julho.

    O impacto do “tarifaço” americano frustra as expectativas da indústria brasileira de quebrar novo recorde de exportações em 2025, que esperava superar os 4,093 milhões de sacas exportadas no ano passado.

    Setor mobiliza estratégias contra protecionismo

    “Essa queda brusca é muito preocupante e frustra a expectativa que tínhamos de quebrar novo recorde nas exportações de café solúvel em 2025”, lamenta Aguinaldo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS).

    A entidade trabalha em parceria com o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) para desenvolver estratégias conjuntas com autoridades brasileiras e clientes americanos.

    Lima destaca que a taxação de 50% inviabiliza o comércio com os americanos e enfatiza a necessidade de “abrir canais para que alcancemos uma solução que devolva um fluxo de negócios justo na relação cafeeira entre Brasil e Estados Unidos”.

    Barreiras comerciais múltiplas preocupam setor

    Além do tarifaço americano, os cafés solúveis brasileiros enfrentam tarifas aplicadas por diversas nações. O diretor da ABICS aponta a falta de acordos comerciais brasileiros como um obstáculo à competitividade.

    “O Brasil é um país de poucos acordos comerciais e isso dificulta nossa competividade. É fundamental que o governo brasileiro seja mais agressivo em fechar esses acordos”, argumenta Lima.

    Exportações caem em volume, mas receita cresce

    No acumulado de janeiro a agosto de 2025, as exportações brasileiras de café solúvel para 88 países totalizaram 2,508 milhões de sacas, representando queda de 3,9% comparado aos oito primeiros meses de 2024, segundo dados da plataforma ABICS Data.

    Apesar da redução no volume, a receita cambial apresenta desempenho positivo, com ingressos de US$ 760,8 milhões. Uma alta de 33% em relação ao mesmo período de 2024. O crescimento se deve aos preços elevados do café no mercado internacional.

    Lima projeta que o setor pode superar US$ 1 bilhão em receita cambial em 2025, ultrapassando os US$ 950 milhões de 2024 e estabelecendo novo recorde histórico.

    EUA mantêm liderança apesar da queda

    Mesmo com o impacto do tarifaço, os Estados Unidos permanecem como principal parceiro comercial do café solúvel brasileiro em 2025, com importação de 443.179 sacas. Uma queda de 3,7% em relação aos oito primeiros meses de 2024.

    Completam o top 3 a Argentina, com 236.454 sacas (crescimento de 88,3%), e a Rússia, com 188.041 sacas (alta de 16,8%).

    “Entre os principais destinos do café solúvel brasileiro neste ano, chamam a atenção a Colômbia, Vietnã e Malásia. Que também são países produtores de café em grão e solúvel e passam a figurar no top 15 do ranking”, destaca Lima.

    Mercado interno mantém crescimento

    O consumo doméstico de café solúvel apresenta evolução positiva, com brasileiros consumindo 17,623 mil toneladas (equivalente a 763.645 sacas) entre janeiro e agosto de 2025. Um crescimento de 4,7% comparado ao mesmo período de 2024.

    O café liofilizado (freeze dried) registrou avanço de 11,3%, totalizando 2,036 mil toneladas. Enquanto o café em pó (spray dried) cresceu 3,9%, somando 15,586 mil toneladas. O consumo de café solúvel importado também se elevou em 30,7%.

    Lima atribui o crescimento do mercado interno aos investimentos em qualidade e diversificação de produtos, além da “praticidade de preparo e o fato de o café solúvel ter preços mais acessíveis que os demais em um período de cotações elevadas”.

  • Exportação de café para EUA cai 46% em agosto com tarifa de Trump

    Exportação de café para EUA cai 46% em agosto com tarifa de Trump

    As exportações de café do Brasil para os Estados Unidos sofreram uma queda abrupta de 46% em agosto de 2020. Impactadas diretamente pela tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump sobre o produto. Os dados, divulgados pelo Café (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), revelam uma significativa reconfiguração no fluxo comercial do grão.

    Enquanto as vendas para o maior consumidor mundial despencaram para 301 mil sacas de 60 kg (ante 562 mil em 2019), os países da América Latina emergiram como destinos em crescimento explosivo. As exportações para a Colômbia tiveram um aumento extraordinário de 578%, e para o México, a alta foi de 90%.

    A Alemanha manteve sua posição de liderança, se consolidando como o maior importador individual de café brasileiro no período, com a compra de 414.109 sacas, mesmo com uma ligeira contração no volume.

    Em nota, o presidente da Cecafe, Márcio Ferreira, atribuiu a turbulência diretamente às medidas tarifárias. “As tarifas perturbaram o mercado e abriram a porta para movimentos especulativos”, afirmou. Ferreira também descartou a possibilidade de o setor usar rotas de terceiros países, como México ou Colômbia, para burlar a tarifa e acessar o mercado americano, classificando a prática como de fácil detecção pelas autoridades dos EUA.

    Café solúvel e inflação em alerta

    O segmento de café solúvel foi um dos mais atingidos. De acordo com a ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel), as exportações para os EUA desse produto caíram 59,9% em agosto.

    A escalada da tensão comercial preocupa entidades globais e nacionais. Tanto a Organização Internacional do Café (OIC) quanto a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) já alertaram que as tarifas podem elevar os preços globais da commodity. Para o Brasil, que é o segundo maior consumidor do mundo, o aumento dos custos internacionais pode se refletir na inflação doméstica. Como destacou Celirio Inácio, da ABIC (Associação Brasileira da Indústria de Café). “O café está ficando mais caro… e isso contribuirá diretamente para a inflação aqui no Brasil”, projetou.

  • Caneta amarga de Trump esfria café solúvel brasileiro

    Caneta amarga de Trump esfria café solúvel brasileiro

    A canetada amarga do ex-presidente Donald Trump, que impôs uma tarifa de 50% ao café solúvel brasileiro, caiu como pedra no setor cafeeiro nacional. Não é para menos: os Estados Unidos são, disparado, o maior comprador desse tipo de café produzido no Brasil.

    Setor acende o alerta vermelho

    A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (ABICS), que representa todo o setor no país, soou o alarme diante da nova política tarifária. “Em 2024, os EUA representaram 20% das exportações brasileiras do segmento, cerca de 780 mil sacas de 60 kg”, informou a entidade em nota oficial.

    Brasil é peça-chave no mercado americano

    Na prática, o Brasil ocupa hoje o segundo lugar entre os maiores fornecedores de café solúvel para os Estados Unidos, com mais de 25% do mercado. Ou seja, a cada quatro xícaras de café instantâneo nos EUA, uma vem do Brasil — e esse dado mostra o tamanho do impacto da medida.

    Concorrência deve ganhar espaço com tarifa menor

    Com a nova tarifa salgada, o protagonismo brasileiro pode derreter feito açúcar em café quente, especialmente diante de concorrentes com taxas bem menores ou isentas. Nesse cenário, o produto brasileiro perde competitividade, enquanto países como o México ganham força ao oferecer preços mais atraentes aos compradores americanos.

    México sai ileso, Brasil paga o maior preço

    Pra se ter uma ideia, o México — maior concorrente — escapou ileso da nova taxação e seguirá exportando sem pagar tarifa alguma. Outros países enfrentam taxas entre 10% e 27%, bem abaixo dos 50% reservados exclusivamente ao Brasil, que agora amarga o topo do ranking.

    Diálogo e diplomacia são as apostas da indústria

    “Estamos certos de que haverá perda significativa para concorrentes com taxas menores, por isso já abrimos diálogo com a National Coffee Association (NCA) e com autoridades brasileiras”, comunicou a ABICS. Ou seja, o setor aposta no diálogo para conter os danos. “Seguimos trabalhando para garantir bom senso e soluções concretas a um setor essencial para o Brasil, maior produtor mundial de café, e para os EUA, maior consumidor global”, completou.

    Enquanto isso, o café solúvel brasileiro assiste de longe, inquieto e ansioso, torcendo para não esfriar de vez nas prateleiras americanas.

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  • Consumo e exportação de café solúvel mantêm crescimento em 2025

    Consumo e exportação de café solúvel mantêm crescimento em 2025

    O Brasil mantém o ritmo positivo na exportação e no consumo interno de café solúvel no primeiro semestre de 2025, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Os embarques do produto cresceram 1,3% em volume, totalizando 1,944 milhão de sacas de 60 kg entre janeiro e junho, na comparação com igual período de 2024. Em receita cambial, o avanço foi ainda mais expressivo, com alta de 45,2%, chegando a US$ 586,9 milhões.

    Entre os 81 países que adquiriram café solúvel brasileiro no semestre, os Estados Unidos lideram como principal importador, com 361.088 sacas importadas. Argentina, Rússia, Indonésia e Peru completam o top 5 dos destinos do produto brasileiro.

    Segundo Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, o bom desempenho até junho não foi afetado pelas tensões tarifárias geradas pelo presidente americano Donald Trump. “As indústrias brasileiras de café solúvel conseguem manter o abastecimento global, consolidando o Brasil como o maior produtor e exportador mundial,” comentou.

    No entanto, cresce a preocupação com o anúncio de Trump, em 9 de julho, de taxar produtos brasileiros importados pelos EUA em 50% a partir de 1º de agosto. Essa medida pode impactar diretamente as vendas do principal parceiro comercial brasileiro para o setor. Atualmente, os EUA representam 19% do volume e da receita cambial do café solúvel exportado pelo Brasil. O país é o segundo maior fornecedor ao mercado norte-americano, detendo 24% da fatia consumida.

     

    Fabio Sato, presidente da Abics, alerta que a imposição dessas tarifas poderá reduzir a competitividade do café solúvel brasileiro nos EUA, abrindo espaço para concorrentes como México, que não será taxado, e outros fornecedores sujeitos a tarifas menores, entre 10% e 27%.

    Crescimento no mercado interno

    O consumo interno de café solúvel no Brasil também apresentou avanço, com 12,647 mil toneladas (equivalente a 548 mil sacas) consumidas no semestre, alta de 4,2% ante o primeiro semestre de 2024. O crescimento mais expressivo ocorreu no segmento freeze dried (liofilizado), que avançou 18,7% para 1,557 mil toneladas. O spray dried (em pó) cresceu 2,5%, totalizando 11,090 mil toneladas. O consumo de café solúvel importado aumentou 23%, já incluído nesse total.

    Para Aguinaldo Lima, o aumento no consumo doméstico está relacionado à melhora na qualidade dos produtos e à introdução de novas opções no mercado. Além do preço mais acessível em meio ao cenário inflacionário. “O café solúvel oferece custo por xícara menor e praticidade no preparo, sem exigir filtros ou utensílios, importante em tempos de economia apertada. As indústrias continuam investindo para inovar e aperfeiçoar o produto,” conclui.

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  • Café solúvel passa a ter selo oficial de qualidade da ABICS

    Café solúvel passa a ter selo oficial de qualidade da ABICS

    A indústria de café solúvel no Brasil ganhou um importante aliado na valorização da qualidade do produto com o lançamento dos Selos de Qualidade da ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel). 

    A novidade foi tema da entrevista da consultora Eliana Relvas ao Portal Agro em Campo, durante o 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), nesta quinta-feira (03). 

    Segundo Eliana, a iniciativa surgiu da percepção de que o café solúvel já faz parte do cotidiano da maioria dos lares brasileiros, especialmente quando consumido com leite. 

    Nos últimos anos, no entanto, o setor vivenciou avanços significativos em tecnologia, aromas, sabores e diversificação de marcas. 

    Isso levou a ABICS a buscar um modelo de classificação sensorial também para o solúvel, como já ocorre com o café verde e o moído.

    “Avaliando todas as tendências de mercado, a ABICS acabou criando um protocolo e uma metodologia em que os provadores avaliam 15 atributos e a sua intensidade percebida na bebida. Dessa forma, quando combinamos esses atributos com as intensidades, existe uma classificação dos produtos”, explicou Eliana.

    Divisão dos selos de qualidade

    Os selos de qualidade da Abics foram divididos em três categorias:

    • Excelência: para cafés com atributos intensos de acidez, doçura, frutado e aromas florais e de mel;
    • Premium: destinado a bebidas com notas marcantes de chocolate, amêndoas e amadeirado, com potência média;
    • Clássico: voltado a cafés com notas amadeiradas mais intensas, baixa acidez e maior força no paladar.

    Além de orientar o consumidor final, a proposta também visa mostrar as diferentes possibilidades de uso do café solúvel. 

    “Hoje o café solúvel não é só uma xícara de café que as pessoas tomam. Ele pode ser usado como ingrediente. Devido à sua versatilidade, acaba sendo importante conhecer quais são os principais atributos e aplicar nas receitas”, esclareceu Eliana. 

    Como exemplo, ela explicou que em preparações como de cappuccinos, o selo Clássico pode ser o mais indicado, por combinar melhor com leite e especiarias.

    De acordo com a consultora, a divisão também permite entender se o café solúvel terá melhor desempenho quando diluído em água, leite ou incorporado em sobremesas, como sorvetes. 

    “É uma forma diferente de provar e usar o café solúvel”.

    Conforme divulgado pela ABICS, 21 marcas de café solúvel já foram certificadas com base no protocolo criado em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). A metodologia é conduzida por profissionais capacitados e utiliza critérios internacionalmente reconhecidos.

    Café solúvel é natural

    Outro ponto reforçado por Eliana é o caráter natural do café solúvel, muitas vezes alvo de dúvidas entre consumidores. 

    “É importante ressaltar que o café solúvel não tem nenhum aditivo e nenhum conservante. O que faz ele se tornar um café solúvel e durar bastante tempo são todos os processos. De secagem, principalmente, e por isso ele dura mais tempo”, concluiu.

  • Agora é oficial: café solúvel também tem selo de qualidade

    Agora é oficial: café solúvel também tem selo de qualidade

    A indústria de café solúvel no Brasil ganhou um importante aliado na valorização da qualidade do produto com o lançamento dos Selos de Qualidade da ABICS (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel). 

    A novidade foi tema da entrevista da consultora Eliana Relvas ao Portal Agro em Campo, durante o 10º Coffee Dinner & Summit, em Campinas (SP), nesta quinta-feira (03). 

    Segundo Eliana, a iniciativa surgiu da percepção de que o café solúvel já faz parte do cotidiano da maioria dos lares brasileiros, especialmente quando consumido com leite. 

    Nos últimos anos, no entanto, o setor vivenciou avanços significativos em tecnologia, aromas, sabores e diversificação de marcas. 

    Isso levou a ABICS a buscar um modelo de classificação sensorial também para o solúvel, como já ocorre com o café verde e o moído.

    “Avaliando todas as tendências de mercado, a ABICS acabou criando um protocolo e uma metodologia em que os provadores avaliam 15 atributos e a sua intensidade percebida na bebida. Dessa forma, quando combinamos esses atributos com as intensidades, existe uma classificação dos produtos”, explicou Eliana.

    Divisão dos selos de qualidade

    Os selos de qualidade da ABICS foram divididos em três categorias:

    • Excelência: para cafés com atributos intensos de acidez, doçura, frutado e aromas florais e de mel;
    • Premium: destinado a bebidas com notas marcantes de chocolate, amêndoas e amadeirado, com potência média;
    • Clássico: voltado a cafés com notas amadeiradas mais intensas, baixa acidez e maior força no paladar.

    Além de orientar o consumidor final, a proposta também visa mostrar as diferentes possibilidades de uso do café solúvel. 

    “Hoje o café solúvel não é só uma xícara de café que as pessoas tomam. Ele pode ser usado como ingrediente. Devido à sua versatilidade, acaba sendo importante conhecer quais são os principais atributos e aplicar nas receitas”, esclareceu Eliana. 

    Como exemplo, ela explicou que em preparações como de cappuccinos, o selo Clássico pode ser o mais indicado, por combinar melhor com leite e especiarias.

    De acordo com a consultora, a divisão também permite entender se o café solúvel terá melhor desempenho quando diluído em água, leite ou incorporado em sobremesas, como sorvetes. 

    “É uma forma diferente de provar e usar o café solúvel”.

    Conforme divulgado pela ABICS, 21 marcas de café solúvel já foram certificadas com base no protocolo criado em parceria com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital). A metodologia é conduzida por profissionais capacitados e utiliza critérios internacionalmente reconhecidos.

    Café solúvel é natural

    Outro ponto reforçado por Eliana é o caráter natural do café solúvel, muitas vezes alvo de dúvidas entre consumidores. 

    “É importante ressaltar que o café solúvel não tem nenhum aditivo e nenhum conservante. O que faz ele se tornar um café solúvel e durar bastante tempo são todos os processos. De secagem, principalmente, e por isso ele dura mais tempo”, concluiu.

     

  • Brasil exporta 2,963 milhões de sacas de café em maio, uma queda de 33% em relação à maio de 2024

    Brasil exporta 2,963 milhões de sacas de café em maio, uma queda de 33% em relação à maio de 2024

    De acordo com o boletim estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país embarcou 2,963 milhões de sacas de 60 kg do produto em maio deste ano. O volume implica queda de 33,3% em relação aos 4,446 milhões registrados no mesmo mês de 2024. A receita cambial, contudo, cresceu 21,1% no mesmo intervalo comparativo, saindo de US$ 1,027 bilhão para os atuais US$ 1,243 bilhão.

    No acumulado dos 11 meses do ano safra 2024/25, o Brasil exportou 42,968 milhões de sacas de café. E obteve o valor recorde de US$ 13,691 bilhões com essas transações comerciais. Na comparação com o período de julho de 2023 a maio de 2024, essa performance representa leve recuo de 2% em volume, mas expressiva alta de 52,3%em receita

    Ano civil

    Entre janeiro e o fim de maio de 2025, os embarques brasileiros de café totalizaram 16,790 milhões de sacas, aferindo declínio de 19,2% na comparação com os cinco primeiros meses do ano passado. Já os valores arrecadados com as exportações atuais cresceram 44,3% ante 2024, alcançando US$ 6,483 bilhões, o maior montante da história para o período.

    “O recuo observado nas exportações do Brasil reflete à menor disponibilidade de café. Principalmente da espécie arábica, cuja colheita começou a ganhar corpo somente agora neste mês de junho. E o fato de nossos canéforas (conilon e robusta) estarem menos competitivos, atualmente, em relação a outras origens produtoras, como Vietnã e Indonésia”, explica o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

    A respeito dos recordes registrados nos valores arrecadados, ele relata que resultam das cotações elevadas no mercado internacional. “Vivemos um período de perdas de potencial produtivo de café ao longo de praticamente cinco safras, devido aos extremos climáticos, com menores ofertas dos principais produtores mundiais, como Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia, por exemplo. Isso gerou a disparada nos preços em todo o mundo e, consequentemente, a evolução da receita cambial com nossas exportações”, analisa.

    Principais destinos

    Os Estados Unidos lideram o ranking das exportações brasileiras de café no acumulado de 2025, com a importação de 2,874 milhões de sacas até o fim de maio. Esse montante corresponde a 17,1% do total remetido pelo Brasil ao exterior e implica queda de 17,4% em relação ao mesmo intervalo de 2024.

    A Alemanha, respondendo por 12,6% dos embarques nos cinco primeiros meses deste ano, adquiriu 2,112 milhões de sacas de café, o que representa redução de 28,7% na comparação anual. Fechando o top 5, aparecem Itália, com 1,375 milhão de sacas (-17,5%); Japão, com 1,089 milhão de sacas (+10,6%); e Bélgica, com 809.897 sacas (-61,7%).

    Tipos de café

    O café arábica foi o mais exportado nos cinco primeiros meses de 2025, com as remessas ao exterior somando 14,116 milhões de sacas. O segmento do café solúvel veio na sequência, com embarques equivalentes a 1,641 milhão de sacas. Ele é seguido pela espécie canéfora (conilon + robusta), com 1,011 milhão de sacas. E pelo setor industrial de café torrado e torrado e moído, com 22.128 sacas.

    Portos

    O Porto de Santos (SP) permanece como o principal exportador dos cafés do Brasil no primeiro quinquemestre, com o embarque de 13,562 milhões de sacas e representatividade de 80,8% no total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que respondeu por 14,9% ao enviar 2,5 milhões de sacas para fora do país. E o Porto de Paranaguá (PR), que exportou 170.596 sacas e teve representatividade de 1%.

    Cafés diferenciados

    Os cafés que possuem certificados de práticas sustentáveis ou qualidade superior responderam por 22,1% das exportações totais brasileiras nos cinco primeiros meses de 2025, com a remessa de 3,703 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 7,2% inferior ao registrado no acumulado de janeiro a maio do ano passado.

    A um preço médio de US$ 440,44 por saca, a receita cambial com os embarques dos cafés diferenciados foi de US$ 1,631 bilhão. Isso correspondeu a 25,2% do total obtido com os embarques de café no primeiro quinquemestre do ano. No comparativo anual, o valor é 70,5% maior do que o registrado no mesmo período de 2024.

    Os EUA lideraram o ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, com a compra de 709.586 sacas. Isso é o equivalente a 19,2% do total desse tipo de produto remetido ao exterior pelo Brasil. Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 514.163 sacas e representatividade de 13,9%; Bélgica, com 344.118 sacas (9,3%); Itália, com 275.403 sacas (7,4%); e Holanda (Países Baixos), com 270.114 sacas (7,3%).

    O relatório completo das exportações dos cafés do Brasil, com a atualização referente a maio de 2025, está disponível no site do Cecafé: https://www.cecafe.com.br/.

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  • Café solúvel: Abics capacita 11 IC Graders no México

    Café solúvel: Abics capacita 11 IC Graders no México

    A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) deu um passo importante na globalização da avaliação sensorial de café solúvel. A entidade realizou, entre 18 e 21 de fevereiro, o primeiro curso internacional de formação de Instant Coffee Graders (IC Graders) em Ixtaczoquitlán, Veracruz, no México. A iniciativa capacitou 11 profissionais mexicanos das empresas Cafiver, Cafinco, Cafesca e Catoex. Tornando-os aptos a avaliar e emitir laudos de análise sensorial do produto com base no Protocolo Global de Avaliação Sensorial do Café Solúvel. Desenvolvido pela Abics em cooperação técnica com o Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL), o protocolo estabelece um padrão de qualidade para o setor.

    De acordo com Eliana Relvas, consultora da Abics e coordenadora do curso, a expansão da formação de IC Graders para outros países é uma das estratégias da entidade para promover o desenvolvimento e a padronização da avaliação sensorial de cafés solúveis em nível global. A escolha do México como primeiro país a receber o curso se justifica por ser o terceiro maior produtor e o quinto maior consumidor de café solúvel no mundo. A capacitação dos profissionais mexicanos tem o objetivo de auxiliá-los na identificação de categorias e atributos dos diferentes tipos de solúveis. E, desta forma, permitir que os consumidores locais escolham o produto que melhor atenda às suas preferências.

    Percepção negativa da qualidade do café solúvel

    Um ponto comum identificado pelos profissionais das empresas mexicanas é a percepção negativa da qualidade do café solúvel pelo consumidor. A metodologia da Abics busca desconstruir essa barreira, demonstrando que o produto possui atributos e características desejáveis. E assim, tornando-o mais atrativo tanto para o consumo puro quanto em produtos como bebidas prontas, balas, doces, chocolates e sorvetes.

    Com a primeira turma internacional, a Abics reforça seu compromisso em disseminar a cultura da qualidade do café solúvel globalmente. Desde a implantação do protocolo de avaliação sensorial, já foram formados 56 IC Graders, incluindo 14 mexicanos (três treinados no Brasil) e 42 brasileiros. O protocolo de avaliação sensorial da Abics criou os selos de qualidade “Excelência”, “Premium” e “Clássico”. Eles permitem ao consumidor identificar a melhor aplicabilidade para cada marca no mercado. Para saber mais sobre o universo dos cafés solúveis e suas características, visite descubracafesoluvel.com.

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  • Café solúvel é opção em época de alta dos preços

    Café solúvel é opção em época de alta dos preços

    Com a disparada nos preços do café devido a problemas climáticos que afetaram as safras nos principais produtores, como Brasil, Vietnã e Indonésia, os consumidores estão buscando alternativas para manter o hábito de consumir café sem comprometer o orçamento. Nesse cenário, o café solúvel emerge como uma opção econômica e prática.

    Segundo o diretor de Relações Institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Aguinaldo Lima, o café solúvel oferece um custo por xícara significativamente menor do que o tradicional. Isso além de eliminar gastos com filtros e outros utensílios. Em comparação com o tradicional torrado e moído, o solúvel é de 33% a 40% mais barato, com um valor por dose variando entre R$ 0,18 e R$ 0,29. Enquanto o tradicional custa entre R$ 0,30 e R$ 0,43 por dose.

    Para garantir uma experiência satisfatória com o café solúvel, é importante optar por marcas reconhecidas e com selos de qualidade. Além disso, armazenar o produto em local fresco e seco, em recipiente hermético, ajuda a preservar o sabor e o aroma. Embora o solúvel tenha uma menor concentração de cafeína, ele não compromete a qualidade. E permite que os consumidores continuem a desfrutar seu cafezinho diário sem sacrificar o orçamento.

    Lançamento do Site “Descubra Café Solúvel”

    A Abics lançou o site “Descubra Café Solúvel” para auxiliar consumidores a explorar o universo do café solúvel. A plataforma oferece informações abrangentes sobre perfis sensoriais, categorias de qualidade e formas de preparo. Portanto, desmistificando características do produto e mostrando sua versatilidade em diversas aplicações. O lançamento ocorre em um momento significativo para o mercado nacional de solúvel, que bateu recordes em exportações e consumo interno em 2024.

    Os preços do café continuam em alta devido à escassez causada por condições climáticas adversas e alta demanda. No Brasil, a produção de café em 2025 deve ser menor, o que mantém os preços elevados no mercado internacional. Nesse cenário, o solúvel se destaca como uma alternativa acessível e prática para os consumidores.

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  • Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    Brasil bate recorde de exportação e consumo de café solúvel

    O Brasil alcançou um marco histórico em 2024 com a exportação e o consumo de café solúvel. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), o país exportou 4,093 milhões de sacas. Ou seja, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, que teve 3,622 milhões de sacas.

    O presidente da Abics, Fabio Sato, destacou que esse recorde reafirma a posição do Brasil como o maior produtor e exportador mundial do produto. Além disso, ele ressaltou que as exportações se destinam a cerca de 100 países, com os Estados Unidos sendo o principal comprador, responsável por cerca de 20% das vendas.

    Curiosamente, países como Indonésia, México, Vietnã e Colômbia também estão entre os importadores do café solúvel brasileiro.Em termos financeiros, as exportações geraram uma receita cambial de US$ 950,056 milhões entre janeiro e dezembro de 2024. Esse valor representa um crescimento de 35,3% em comparação com o mesmo período de 2023.

    Os Estados Unidos lideraram as importações brasileiras com 777.401 sacas, um aumento de 10,9% em relação a 2023. A Rússia e a Indonésia completaram o top três dos principais compradores, com aquisições de 253.240 e 243.455 sacas, respectivamente.

    O que vem pela frente?

    Para 2025, Aguinaldo Lima, diretor de Relações Institucionais da Abics, acredita que o cenário continuará positivo. Ele mencionou a expectativa de que o acordo entre Mercosul e União Europeia seja concretizado. Isso poderia aumentar significativamente as exportações para a Europa, que é o segundo maior destino dos cafés solúveis brasileiros.

    Mercado Interno

    Em geral, no mercado interno, o consumo também atingiu recordes históricos. O Brasil consumiu 1,069 milhão de sacas em 2024, um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior. Eliana Relvas, consultora da Abics, atribui esse aumento à inovação das indústrias em produtos e embalagens. Lima acrescentou que o setor espera um crescimento moderado no consumo interno entre 1% e 2% em comparação com os anos anteriores.

    Além disso, as indústrias comemoram a inclusão do café solúvel na cesta básica da reforma tributária. Essa mudança deve aumentar a competitividade do setor.Contudo, Lima alertou sobre a necessidade de resolver questões relacionadas ao crédito presumido de PIS/Cofins para manter a competitividade no mercado global.

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