Tag: Café de açaí

  • Azeite de oliva e café de açaí são proibidos pela Anvisa

    Azeite de oliva e café de açaí são proibidos pela Anvisa

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (06/02) a proibição e recolhimento imediato de azeite de oliva extravirgem e café de açaí que apresentaram irregularidades graves. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, também incluem a suspensão de um pó para decoração de doces contaminado com materiais plásticos.

    O Azeite de Oliva Extravirgem da marca Campo Ourique, comercializado pela empresa L.F.S Distribuidora de Alimentos Ltda. (CNPJ 26.071.942/0001-54), está proibido de ser vendido, distribuído, fabricado, importado e consumido em todo território nacional.

    A irregularidade que motivou a ação fiscal foi a origem desconhecida do produto. Segundo a Anvisa, o rótulo apresentava apenas informações da importadora, sem comprovação adequada da procedência do azeite.

    Análises realizadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (LACEN/DF) reprovaram o produto, que não atendeu aos padrões de qualidade e segurança exigidos pela legislação sanitária. Consumidores que adquiriram o azeite devem descartá-lo imediatamente e evitar o consumo.

    Café de açaí com alegações terapêuticas falsas é apreendido

    O Café de Açaí da empresa DU Brasil também foi alvo de medida restritiva da Anvisa. O produto, que prometia benefícios no tratamento de diabetes e fibromialgia, teve sua comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e consumo totalmente proibidos.

    A fiscalização identificou múltiplas irregularidades no café de açaí:

    • Origem desconhecida do produto
    • Uso de constituinte não autorizado em suplementos alimentares
    • Condições inadequadas de armazenamento
    • Presença de alegações terapêuticas não comprovadas no rótulo, prática proibida pela legislação sanitária

    Especialistas alertam que produtos com promessas de cura ou tratamento de doenças sem registro na Anvisa representam risco à saúde e podem induzir consumidores a abandonar tratamentos médicos adequados.

    Pó para decoração contaminado com plástico também é suspenso

    Além dos dois principais produtos, a Anvisa determinou a suspensão de um pó para decoração de doces que apresentava contaminação grave. Análises detectaram a presença de materiais plásticos, resinas e pigmentos de composição desconhecida.

    O produto era comercializado em plataformas de comércio eletrônico com indicação para uso em alimentos, representando sério risco à saúde dos consumidores, especialmente crianças.

    Como se proteger de produtos irregulares

    A Anvisa orienta os consumidores a:

    • Verificar sempre a origem dos produtos no rótulo
    • Desconfiar de preços muito abaixo do mercado
    • Evitar produtos com alegações de cura ou tratamento de doenças
    • Comprar apenas em estabelecimentos confiáveis
    • Denunciar irregularidades à vigilância sanitária local

    Consumidores que adquiriram os produtos mencionados devem descartá-los imediatamente e, em caso de consumo, procurar orientação médica se apresentarem sintomas adversos.

  • Café de açaí fortalece agricultores e conquista consumidores

    Café de açaí fortalece agricultores e conquista consumidores

    O café de açaí é uma bebida funcional inovadora produzida a partir do caroço do açaí, fruto típico da região amazônica. O processo envolve a torrefação e moagem do caroço seco, resultando em um pó que se assemelha ao café tradicional, porém sem cafeína.

    Essa bebida tem ganhado destaque pela combinação singular de sabor leve e amargo com múltiplos benefícios à saúde, conquistando espaço no mercado nacional e contribuindo para a sustentabilidade da produção familiar.

    Estudos científicos recentes demonstram que o café de açaí possui compostos bioativos importantes, como polifenóis, antioxidantes poderosos que combatem os radicais livres, causadores do envelhecimento celular e de doenças crônicas.

    Além disso, o caroço do açaí é rico em vitaminas A, D, E e K, que fortalecem o sistema imunológico, promovem a saúde dos ossos e melhoram a saúde cardiovascular. Um ponto de destaque é a presença de inulina. Ela é uma fibra solúvel que atua como prebiótico, ajudando a equilibrar a microbiota intestinal. Além de melhorar a digestão, reduzir o colesterol e contribuir para o controle da glicemia, beneficiando especialmente diabéticos.

    Sem cafeína

    Diferente do café convencional, o café de açaí não contém cafeína e, portanto, não provoca os efeitos colaterais associados ao estimulante, como ansiedade ou insônia. Pesquisas apontam que essa bebida pode ajudar na redução dos níveis de glicose e insulina no sangue, controle do peso corporal e redução da inflamação, além de promover a saúde cerebral com propriedades anti-inflamatórias e proteção contra doenças neurodegenerativas.

    Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    O preparo do café de açaí é simples e versátil: basta adicionar quatro colheres do pó em água quente ou fria, adoçando conforme a preferência. A bebida é uma alternativa saudável para quem busca energia e nutrientes sem os impactos negativos da cafeína. Além do benefício individual, sua produção aproveita resíduos do fruto, contribuindo para a economia circular e fortalecendo a agricultura familiar na região amazônica.

    Produtor do Espírito Santo conquista mercado

    No Espírito Santo, o produtor rural Clayton Nascimento é um exemplo de sucesso dessa inovação. Inicialmente, ele cultivava açaí para consumo próprio, mas a pandemia impulsionou seu empreendedorismo. Incentivado pela esposa, Clayton começou vendendo polpa de açaí em feiras livres. E logo descobriu o potencial do caroço torrado para a saúde, especialmente para diabéticos, após a recomendação de um cliente.

    Ele iniciou a produção do “Café de Açaí” de forma artesanal, torrando e moendo o caroço e embalando o produto para venda. O sucesso foi rápido: o produto conquistou consumidores fiéis, ganhou destaque e hoje é comercializado em diversas regiões do país, com produção que envolve toda a família. Além do café, Clayton também oferece mudas para cultivo do açaí e polpa do fruto.

    O crescimento do negócio permitiu investimentos em maquinário e aumento da produção, que já chega a mil quilos de pó de café de açaí por mês. A bebida é vendida em feiras, lojas de produtos naturais e na Central de Abastecimento do Espírito Santo (Ceasa). Clayton revela que seu sonho é expandir a presença do café de açaí em todo o estado, consolidando a bebida como fonte de renda e fortalecendo a agricultura familiar local.

  • LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    LAC Flavors – da Amazônia para o mundo

    Durante a LAC Flavors, evento promovido na Amazônia pelo BID com apoio da ApexBrasil, empresas de alimentos e bebidas da América Latina e Caribe participaram de rodadas de negócios com importadores internacionais. O evento, focado em sustentabilidade e equidade de gênero, gerou resultados significativos em vendas.

    Café de açaí, geleia de vitória-régia, chocolate de cupuaçu e extrato de jambu são exemplos de produtos brasileiros apresentados aos compradores globais. Em dois dias, mais de 300 empresários do setor de alimentos e bebidas se reuniram com 87 compradores de 29 países. Com isso, totalizando mais de 800 reuniões e estimativas de exportações acima de US$ 40 milhões.

    Organização

    A 12ª edição da LAC Flavors, realizada em Manaus nos dias 5 e 6 de junho, foi organizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O evento contou com a participação de pequenas e médias empresas e potenciais importadores internacionais. Pela primeira vez no Brasil, o evento contou com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Mais de 130 empresas brasileiras participaram, realizando 281 reuniões que devem resultar em negócios estimados em US$ 14,4 milhões.

    Segundo Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, a escolha de Manaus destaca a importância de inserir pequenas empresas no comércio exterior para promover desenvolvimento sustentável na região. “A ApexBrasil trabalha com três pilares prioritários: inclusão de mulheres no comércio exterior, diversificação regional das exportadoras brasileiras com foco no Norte e Nordeste e sustentabilidade socioambiental”, afirmou.

    Morgan Doyle, representante do BID no Brasil, ressaltou o objetivo fundamental da LAC Flavors de criar oportunidades para pequenas e médias empresas. “Facilitamos o acesso ao mercado internacional porque sabemos que empresas que exportam pagam melhores salários, são mais produtivas, inovadoras e têm maior longevidade”, disse. “Aqui, no coração da Amazônia, fomentam oportunidades para manter a floresta em pé”, acrescentou.

    Equidade de Gênero

    A edição da LAC Flavors também focou na inclusão de gênero, alinhada aos programas da ApexBrasil e do BID, com 52% das empresas participantes lideradas por mulheres.

    Por exemplo, a Deveras, marca do Pará, exemplifica essa inclusão. Fundada por “doutores da Amazônia”, a empresa oferece produtos inovadores como geleia de vitória-régia e cupulate. Valéria Mourão, fundadora da Deveras, destacou a aceitação dos produtos pelos compradores internacionais e o desafio de superar a barreira do desconhecimento, investindo em marketing para ganhar escala.

    A LAC Flavors também destacou a riqueza culinária e a inovação sustentável da Amazônia. A cooperativa AmazonBai, por exemplo, busca desenvolver economicamente comunidades extrativistas de açaí no Amapá sem desmatar o meio ambiente. Amiraldo Pincanço, presidente da cooperativa, celebrou a visibilidade e certificações conquistadas, além das vendas realizadas durante o evento.

    Criado em junho de 2023, o Programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI) da ApexBrasil promove a equidade de gênero no mercado internacional, com ações de capacitação, promoção comercial e atração de investimentos para empresas lideradas por mulheres. Em um ano, o MNI realizou mais de 30 ações, atendendo cerca de mil empresas lideradas por mulheres.