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  • Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    Brasil vai escolher os melhores cafés conilon e robusta em concurso internacional

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) lançou o The Best of Canephora Brazil 2026, primeiro concurso internacional dedicado exclusivamente aos cafés especiais da espécie Coffea canephora, que reúne conilon e robusta.

    Produtores brasileiros vinculados ao projeto Brazil The Coffee Nation podem inscrever amostras da safra 2026 até 3 de setembro. Os melhores lotes serão selecionados por especialistas brasileiros e estrangeiros e, posteriormente, comercializados em um leilão internacional.

    A competição é organizada pela BSCA em parceria com a Alliance for Coffee Excellence (ACE) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Concurso terá duas categorias

    O The Best of Canephora Brazil segue o modelo do Cup of Excellence, tradicional competição voltada aos cafés arábica.

    As inscrições estão divididas em duas categorias:

    • Processo Clássico: frutos secos com casca ou despolpados/desmucilados;
    • Processo Experimental: cafés canéforas submetidos à fermentação induzida, sem adição de substâncias externas ao café.

    Entre 7 e 11 de setembro, juízes brasileiros avaliarão os lotes na sede da BSCA, em Varginha (MG).

    Serão analisados critérios como tipo, cor, aspecto, umidade, atividade de água, defeitos e qualidade da bebida, seguindo protocolo internacional específico para canéforas.

    As 24 amostras que alcançarem pelo menos 83 pontos, em uma escala de zero a 100, avançarão para a Fase Internacional.

    Nessa etapa, juízes estrangeiros virão ao Brasil para selecionar os 10 melhores cafés da safra, com no máximo cinco vencedores por categoria.

    Vencedores irão a leilão internacional

    Os cafés vencedores serão comercializados em um leilão internacional presencial em 29 de novembro, durante a cerimônia de premiação em Cacoal (RO).

    Cada lote terá preço mínimo de US$ 9 por kg, equivalente a US$ 9 mil por tonelada.

    Segundo a BSCA, o valor é 140% superior à cotação de US$ 3.702 por tonelada registrada na Bolsa de Londres em 20 de agosto, referência internacional para os cafés canéforas.

    Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a competição também busca ampliar a visibilidade internacional das diferentes origens produtoras brasileiras.

    “Os constantes investimentos em pesquisa, tecnologia e inovação realizados pelos produtores de canéforas no Brasil subiram o sarrafo da qualidade”, afirma Estrela.

    De acordo com o diretor, o país já produz cafés 100% robusta ou conilon de alta qualidade para consumo sem mistura com arábica, enquanto anteriormente esses grãos eram utilizados principalmente em blends.

    Produtores e empresas interessados podem consultar o regulamento e realizar a inscrição no site da BSCA.

    Cup of Excellence também recebe inscrições

    A BSCA também recebe, até 3 de setembro, inscrições para o Cup of Excellence Brazil 2026, concurso internacional de qualidade voltado aos cafés arábica especiais.

    Podem participar cafeicultores e empresas vinculados ao Brazil The Coffee Nation com cafés da safra 2026/27.

    Na edição anterior, o leilão virtual dos vencedores durou cerca de nove horas e movimentou R$ 1,8 milhão, com preço médio de R$ 15 mil por saca de 60 kg.

    O lote campeão chegou a R$ 46.803,11 por saca. Os cafés foram adquiridos por compradores da Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Malásia, Noruega e Brasil.

  • Baristas de todo o Brasil disputam título nacional dentro do Mercadão de SP

    Baristas de todo o Brasil disputam título nacional dentro do Mercadão de SP

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) promove, entre os dias 3 e 5 de setembro, os Campeonatos Brasileiros de Latte Art e de Coffee in Good Spirits (CIGS) 2026. São Paulo sedia as disputas no Espaço de Eventos do Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão, com o Santuário do Café à frente da organização das etapas.

    Na modalidade Latte Art, os baristas desenham com leite vaporizado sobre o café especial e colocam à prova tanto a técnica quanto a criatividade. Cada competidor envia previamente uma foto do desenho que pretende reproduzir e tem oito minutos para criar dois pares de xícaras baseados nessa arte.

    Os jurados avaliam a técnica e o resultado visual dos desenhos. Quem apresentar a melhor performance leva o título de campeão brasileiro e assume a vaga de embaixador dos cafés especiais do país no Campeonato Mundial de Latte Art, marcado para 17 a 19 de junho de 2027, em Lisboa, durante a feira World of Coffee Lisbon.

    Como funciona o Coffee in Good Spirits

    Já o Campeonato Brasileiro de Coffee in Good Spirits testa as habilidades de mixologia dos participantes. Cada barista tem dez minutos para preparar quatro bebidas por rodada (duas quentes ou mornas idênticas e duas frias idênticas), sempre combinando café, que precisa ser a base da receita, com álcool.

    Tomate, café e leite elevam preços dos alimentos em abril, aponta IBGE. Leia e fique por dentro do levantamento.
    Foto: Divulgação – Mapa

    Na fase final, os competidores preparam dois Irish Coffees e dois drinks autorais. Assim como na Latte Art, o vencedor representa o Brasil na etapa mundial da categoria, também disputada em Lisboa, dentro da programação da World of Coffee Lisbon.

    Quem disputa o título de Latte Art:
    • Ruan Kalebe Lopes Maltez (Campinas, SP)
    • Eduardo Olímpio dos Santos (São Paulo, SP)
    • George Leonardo Monte de Mesquita (Rio de Janeiro, RJ)
    • Ramon Dallabona (Curitiba, PR)
    • Gabriel Moreira Diniz (Rio de Janeiro, RJ)
    • Gabriel Bohn de Oliveira (Torres, RS)
    • Jeferson Luís Amaral da Rosa (Porto Alegre, RS)
    • João Victor Santos Camargo (Curitiba, PR)
    • Isis Dayene Rodrigues Correa (Gravataí, RS)
    • Tiago Gonçalves da Rocha (São Paulo, SP)
    • Felipe Silva Santos (São Paulo, SP)
    Quem disputa o título de CIGS:
    • Henrique Maruyama Wogel (Curitiba, PR)
    • Thiago Luiz dos Santos (São Paulo, SP)
    • Amanda Albuquerque (Curitiba, PR)
    • Tasmin Pereda Kihara (São José do Rio Preto, SP)
    • Emerson Nascimento (Rio de Janeiro, RJ)
    • Leonardo de Souza Oliva (Curitiba, PR)
    • Luiz Felipe Rocha da Silva (Brasília, DF)
    • Victor César Martins Cordeiro Silva (Salvador, BA)
    • Gustavo Machado Leão (Porto Alegre, RS)
    • Guilherme Barbosa Lima (Curitiba, PR)

    Sobre os Campeonatos Brasileiros de Barismo

    Desde 2016, a BSCA representa oficialmente o Brasil junto à World Coffee Events (WCE), entidade que organiza o World Barista Championship (WBC) e detém os direitos das competições em todo o mundo.

    Essa condição autoriza a Associação a realizar as etapas classificatórias que levam os campeões brasileiros às finais internacionais em sete modalidades: Barista, Latte Art, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik, esta última sem etapa nacional no Brasil.

  • Cafés especiais podem gerar US$ 252 milhões na Europa

    Cafés especiais podem gerar US$ 252 milhões na Europa

    O setor brasileiro de cafés especiais poderá movimentar até US$ 252 milhões em negócios na Europa. O resultado decorre das missões comerciais promovidas pelo projeto Brazil. The Coffee Nation. A iniciativa é realizada pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

    Ao todo, 77 empresários brasileiros participaram das ações na Inglaterra e na Bélgica. O grupo também marcou presença na feira World of Coffee Brussels. As atividades geraram 1.145 contatos comerciais. Desse total, 649 envolveram novos clientes.

    Os encontros fecharam US$ 33,1 milhões em negócios presenciais. Além disso, a expectativa é movimentar mais US$ 218,9 milhões nos próximos 12 meses. Caso todas as negociações sejam concluídas, o volume total alcançará US$ 252 milhões.

    Missões comerciais ampliam oportunidades na Europa

    As missões comerciais reuniram 25 empresários brasileiros. Entre eles, participaram nove produtoras do projeto Produzido por Elas. O programa é desenvolvido pela BSCA em parceria com a International Women Coffee Alliance (IWCA), com apoio da ApexBrasil.

    Em Londres, os empresários visitaram empresas do setor cafeeiro. As agendas incluíram reuniões estratégicas, intercâmbio de experiências e discussões sobre o mercado britânico.

    Na Bélgica, o grupo manteve encontros com empresas locais. As visitas fortaleceram o networking e abriram novas oportunidades de negócios.

    Os empresários também participaram de um tour técnico em Antuérpia. A atividade foi conduzida pelo mestre de torra Tom Jansen, referência no segmento de cafés especiais.

    Brasil fortalece presença na World of Coffee Brussels

    Entre os dias 26 e 28 de junho, os empresários participaram da World of Coffee Brussels. A feira é uma das principais vitrines mundiais dos cafés especiais. O evento reúne produtores, torrefadores, baristas e empresas da cadeia produtiva. Além disso, promove inovação, capacitação e conexões comerciais.

    O Brasil contou com um estande estratégico durante a feira. O espaço recebeu reuniões de negócios, degustações e sessões de cupping. Os visitantes conheceram cafés especiais de diferentes regiões brasileiras. O projeto Produzido por Elas também apresentou seus produtos.

    Segundo o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, a Europa continua como principal parceiro comercial dos cafés especiais brasileiros. Ele afirma que as ações fortalecem a presença nacional em um mercado estratégico. Além disso, ampliam as oportunidades para produtores brasileiros.

    BSCA firma acordo inédito com o Coffee Quality Institute

    A agenda internacional também resultou em um avanço para a qualificação do setor. A BSCA assinou um Memorando de Entendimento com o Coffee Quality Institute (CQI). O acordo torna a entidade brasileira representante exclusiva da instituição no país. Com isso, produtores e profissionais terão acesso ampliado aos programas internacionais de capacitação.

    O CEO do CQI, Michael Sheridan, destacou que a parceria ampliará o acesso aos treinamentos no Brasil. Segundo ele, a iniciativa permitirá oferecer cursos em português. Além disso, o instituto pretende formar mais instrutores brasileiros. Sheridan acredita que essa estratégia facilitará o acesso à educação especializada, considerada referência mundial na cadeia dos cafés especiais.

    O presidente da BSCA, Luiz Roberto Saldanha, classificou o acordo como um marco para a cafeicultura nacional. Segundo ele, a parceria permitirá levar conhecimento técnico para diferentes regiões produtoras. O objetivo é beneficiar produtores de todos os portes. Saldanha afirmou que a iniciativa fortalecerá a qualidade, a competitividade e a escalabilidade dos cafés especiais brasileiros.

    Brasileiros se destacam em campeonatos mundiais

    A participação brasileira também ganhou destaque nas competições da World of Coffee Brussels. A gerente técnica da BSCA, Carolina Franco, atuou como juíza no Campeonato Mundial de Brewers Cup. Ela participou das etapas eliminatórias como juíza sensorial. Depois, foi convidada para integrar a equipe responsável pela final da competição.

    A campeã brasileira Juliana Morgado representou o país na disputa. Durante sua apresentação, valorizou a cadeia produtiva nacional e destacou o protagonismo das mulheres no setor.

    No Campeonato Mundial de Torra de Café, o Brasil foi representado por Fábio Milan. Aos 21 anos, ele se tornou o mais jovem campeão brasileiro da modalidade.

    Já no Campeonato Mundial de Coffee in Good Spirits (CIGS), Léo Oliva apresentou bebidas inspiradas em sabores típicos brasileiros.

    Projeto busca ampliar exportações brasileiras

    O projeto **Brazil. The Coffee Nation** promove os cafés especiais brasileiros no mercado internacional. A iniciativa fortalece a imagem do Brasil como fornecedor de cafés de qualidade, sustentáveis e rastreáveis. O projeto seguirá em execução até agosto de 2027.

    Entre as prioridades estão a expansão das exportações, a valorização dos cafés produzidos por mulheres, o incentivo às certificações e a promoção da diversidade da produção nacional.

    Os mercados-alvo incluem Estados Unidos, Japão, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes, França, Austrália, Canadá e Chile, entre outros países.

     

     

  • Conheça o novo campeão brasileiro de torra de café

    Conheça o novo campeão brasileiro de torra de café

    Fábio Milan Pereira, torrefador de Machado (MG) e representante da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), conquistou o Campeonato Brasileiro de Torra 2026. Com o título, ele embarca para Bruxelas, na Bélgica, onde disputará o 2026 World Coffee Roasting Championship em junho.

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) realizou a competição no Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG), em Varginha (MG), entre os dias 6 e 8 de maio. Pereira se destacou ao entregar o café especial com melhor perfil sensorial e ao manter fidelidade ao plano de torra apresentado ao júri antes de cada performance, critérios centrais na avaliação.

    Tiago de Mello, de São Paulo (SP), representando a Pato Rei, ficou na segunda colocação. O terceiro lugar foi de Reginaldo Gonçalves Gomes, de Uberaba (MG), da Lenêz Cafés de Especialidade.

    A visão do campeão

    Para Pereira, o título reflete um processo longo de aprendizado. “Ser campeão brasileiro de torra é a realização de um trabalho construído com muita dedicação, estudo e sensibilidade ao café. O campeonato foi uma experiência extremamente desafiadora e enriquecedora, porque exige não apenas conhecimento técnico, mas também consistência, controle e capacidade de interpretação de cada café”, afirmou.

    O torrefador também falou sobre a responsabilidade de defender o Brasil no mundial. “A expectativa para o mundial é muito grande. Representar o Brasil em uma competição internacional é uma honra e também uma responsabilidade enorme. Principalmente por sermos uma das maiores potências do café no mundo”, concluiu.

    O papel dos campeonatos no setor

    O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, destaca que os campeonatos cumprem um papel estratégico no desenvolvimento dos profissionais brasileiros. “Para os campeonatos, os mestres de torra intensificam seu aprendizado. E nas competições, conhecem e têm acesso ao que há de novo, como equipamentos e tecnologias. Através dessa interação, eles otimizam sua capacitação ao colocarem os ensinamentos em prática com o que há de mais moderno, elevando seu nível técnico e aprimorando o processo de entrega dos cafés especiais do Brasil”, explicou.

    O CCCMG sediou o Campeonato Brasileiro de Torra 2026. Os torradores oficiais foram da Kaleido (modelos M1 e M10) e o café oficial veio da cooperativa Minasul. A Pasqualli Máquinas forneceu os moinhos Mahlkoning para a competição.

    Desde 2016, a BSCA atua como National Body no Brasil da World Coffee Events (WCE), entidade que organiza o World Barista Championship (WBC) e detém os direitos de competição em todo o mundo. Essa posição garante à Associação o direito de realizar as etapas classificatórias que levam campeões brasileiros às fases finais de sete modalidades internacionais: Barista, Latte Arte, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik, esta última sem etapa nacional no Brasil.

  • R$ 10 mil por 100g: conheça o café mais caro do Brasil

    R$ 10 mil por 100g: conheça o café mais caro do Brasil

    Um microlote de apenas 100 gramas de café arábica da variedade geisha acaba de escrever um capítulo inédito na história da cafeicultura brasileira. Produzido na Fazenda Rarus, em Carmo de Minas (MG), o lote foi arrematado por R$ 10 mil em um leilão de 24 horas realizado nas redes sociais nesta sexta-feira (8), estabelecendo o maior preço já pago por uma xícara de café no Brasil, R$ 1.400 por uma dose de 200 ml.

    O cafeicultor Luiz Paulo Dias Pereira Filho selecionou manualmente o produto, avaliado com 92 pontos na escala sensorial, fermentou os grãos por sete dias a frio e realizou o processamento. A exportadora Coffee Senses e a corretora Tribo da Cafeína realizaram a compra em conjunto, com 50% do lote raro para cada empresa.

    Por que esse café vale tanto?

    A variedade geisha é reconhecida internacionalmente como uma das mais complexas e raras do mercado. Aliada ao processo de fermentação a frio por sete dias e à seleção manual dos grãos, a bebida resultante coloca o produto brasileiro em patamar comparável aos melhores vinhos do mundo, referência feita pelo próprio produtor.

    “Certamente esse é um preço recorde pago por uma xícara de café no Brasil, quiçá globalmente”, afirma Luiz Paulo. A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE) reconhecem o produtor como a primeira lenda mundial do café especial do país.

    Quem comprou e o que dizem os arrematantes

    Para Ana Flávia Fernandes, diretora comercial da Coffee Senses, o investimento vai além do produto em si. Segundo ela, valorizar cafés como o de Luiz Paulo é fundamental para promover a cafeicultura de excelência no Brasil. “A dedicação e o trabalho dele deveriam ser fonte de inspiração para todos nós”, destaca.

    Já Fábio Ruellas, sócio e cofundador da Tribo da Cafeína, reforça que a busca por cafés raros, de altíssima pontuação e com identidade própria é a essência do negócio. Para ele, o café produzido na Fazenda Rarus não deixa nada a dever a nenhum grande café do mundo. “São cafés que mostram a força, a sofisticação e o potencial extraordinário que o Brasil tem na produção de grãos especiais”, afirma.

    O “winemaker” do café brasileiro

    Luiz Paulo se autodenomina um coffee maker, referência direta aos winemakers do universo vinícola. Por meio do Projeto Rarus, ele pretende cultivar, colher e processar micro e nanolotes de cafés cada vez mais raros, voltados a um público consumidor que, segundo ele, cresce junto com a exigência por excelência, elegância e qualidade.

    Luiz Paulo com o café geisha fermentado que produziu, processou e leiloou por R$ 10 mil. Foto: Divulgação

    Os 100 gramas do lote adquirido permitem o preparo de aproximadamente 1,4 litro de bebida, portanto, o equivalente a sete xícaras de 200 ml. Com o valor pago, cada xícara ultrapassa a casa dos R$ 1.400, consolidando o café brasileiro no mapa do luxo global.

  • Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026 tem novo campeão

    Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026 tem novo campeão

    Jacques Pereira Carneiro, degustador de Carmo de Minas (MG), conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026. Entre os dias 18 e 20 de março, o profissional da Unique Cafés superou 35 concorrentes durante o 2º Festival Mantiqueira de Minas, também em Carmo de Minas, e agora representa o Brasil no Campeonato Mundial da categoria, entre 7 e 9 de maio, em Bangkok, na Tailândia.

    Em discurso emocionado na premiação, Carneiro celebrou a coincidência simbólica de conquistar o título exatamente na cidade onde, em 2004 e 2005, deu os primeiros passos na carreira com o café. Ele destacou o papel das entidades locais na evolução da prova de café no Brasil e da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) na promoção de campeonatos e capacitação do setor.

    “Minha história começou exatamente com o Cup Tasters. Ter a honra de conviver com esses quatro sócios, como meus pai e tios, foi muito difícil, mas foi uma forma de me motivar e motivar várias outras pessoas a desenvolver ‘notas’ para cafés. Esse evento me abriu as portas para minha perspectiva de vida e profissional, que, desde lá, sempre foi ‘da xícara para o mundo’”, afirmou o campeão.

    Como funciona o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters

    A competição avalia velocidade, habilidade e precisão do degustador para distinguir diferenças de sabor entre cafés especiais. Em cada triangulação, três xícaras formam um triângulo: duas contêm cafés idênticos e uma é diferente. Usando olfato, paladar, atenção e experiência, o provador precisa identificar a xícara diferente no menor tempo possível.

    Cada rodada exige oito triangulações por participante. Os oito com mais acertos e menor tempo avançam, até restar quatro finalistas. Para chegar ao título, Jacques Carneiro disputou quatro rodadas e provou 32 cafés.

    O pódio completo

    O vice-campeão foi Bruno Megda, degustador de Cabo Verde (MG) e detentor do título de 2025. O terceiro lugar ficou com José Augusto Naves, da Naves Comércio de Café, de Varginha (MG), campeão em 2023. Ambos também passaram pelas quatro rodadas e provaram 32 cafés.

    Desde 2016, a BSCA ocupa o papel de National Body no Brasil junto à World Coffee Events (WCE). A entidade  organiza o World Barista Championship (WBC) e detém os direitos de competição em todo o mundo. Esse status garante à Associação o direito de realizar etapas classificatórias em sete modalidades. São elas; Barista, Latte Arte, Brewers, Coffee in Good Spirits, Cup Tasters, Roasters e Cezve Ibrik, esta última sem edição no Brasil.

    Para o Campeonato Brasileiro de Cup Tasters 2026, a BSCA contou com apoio institucional da Associação Brasileira de Classificadores e Degustadores de Café (ABCD Café), das cooperativas COCARIVE, CooperRita e COOPERVASS, além dos Sindicatos Rural de Carmo de Minas e dos Produtores Rurais de Santa Rita do Sapucaí. A empresa BUNN patrocinou o evento, sediado pelo 2º Festival da Mantiqueira de Minas, realizado pela Associação dos Produtores de Café da Mantiqueira (APROCAM).

  • Cafés especiais do Brasil conquistam Dubai

    Cafés especiais do Brasil conquistam Dubai

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” levou 24 empresários para a World of Coffee 2026 em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos em janeiro. Os participantes realizaram 702 contatos comerciais no período. Os negócios fecharam US$ 58 milhões de forma presencial. O setor projeta mais US$ 196 milhões nos próximos meses.

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) organizou a participação e contou com parceria da ApexBrasil.
    Em geral, os resultados podem somar US$ 254,4 milhões ao Brasil. O desempenho supera os números registrados em 2025. Na edição anterior, 23 empresários geraram US$ 191 milhões. Se confirmado, o crescimento chegará a 33%.

    Avaliação de mercado

    O diretor executivo da BSCA avaliou o mercado local. Vinicius Estrela destacou o potencial do Oriente Médio.
    Ele afirmou que Dubai se consolida como mercado estratégico. Os Emirados Árabes são foco do projeto brasileiro. A presença direta aproxima compradores e produtores nacionais. Como resultado, a estratégia amplia oportunidades para o café especial.

    A BSCA atua como ponte entre empresas e importadores. O trabalho facilita negócios no Golfo Pérsico.
    A ação também alcança mercados do Leste Europeu. Marrocos e Egito mostram crescimento relevante no setor.

    O Brasil montou estande como hub de oportunidades. O espaço contou com salas de degustação e reuniões.
    A estrutura incluiu brew bar e bancadas comerciais. Além disso, o evento promoveu sessões de cupping de cafés especiais.

    Cafés certificados

    Os cafés certificados pela BSCA tiveram destaque na programação. As amostras apresentaram pontuação acima de 86 pontos. Outros lotes certificados exibiram nota mínima de 84. O público conheceu a diversidade dos cafés brasileiros. Ou seja, a feira reforçou a qualidade sensorial da produção nacional. Os visitantes valorizaram rastreabilidade e transparência do setor.

    As missões comerciais incluíram visitas técnicas locais. Os empresários conheceram torrefações e cafeterias da região. As agendas aprofundaram o entendimento do mercado árabe.

    O estande brasileiro recebeu autoridades importantes. O governante de Dubai visitou o espaço oficial.
    Representantes da embaixada brasileira também prestigiaram a ação.

    Saiba mais

    O projeto “Brazil. The Coffee Nation” promove cafés especiais. A iniciativa busca ampliar a presença internacional do Brasil. O programa valoriza qualidade, diversidade e sustentabilidade. O plano atual segue vigente até agosto de 2027.

    O projeto incentiva participação de mulheres na cafeicultura. A proposta fortalece certificações e qualificação técnica. A estratégia foca em vários mercados internacionais. Estados Unidos, Japão e China são destinos prioritários. Emirados Árabes e França também integram a lista. Canadá e Chile recebem atenção para produtos industrializados.

    O Brasil reforça sua posição como referência global e as ações ampliam exportações de cafés especiais brasileiros. O setor consolida imagem de origem confiável e sustentável.

  • BSCA elege nova presidência de Conselho para o biênio 2026/27

    BSCA elege nova presidência de Conselho para o biênio 2026/27

    A Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) tem nova presidência para o biênio 2026/2027. Em eleição realizada pelo conselho em dezembro, com registro oficial concluído em 30 de janeiro, Luiz Roberto Saldanha foi confirmado no cargo. Ele será acompanhado pelo vice-presidente Wellington Carlos Pereira, da Cooperativa Regional dos Cafeicultores do Vale do Rio Verde (Cocarive), e pelo diretor executivo Vinicius Estrela.

    Vice-presidente Wellington Carlos Pereira. Foto: DIvulgação BSCA

    A missão declarada da nova gestão é dar continuidade ao trabalho de transformar o Brasil em uma referência global sustentável no setor. O foco permanecerá nos pilares de educação, qualidade, rastreabilidade, inovação e sustentabilidade em toda a cadeia produtiva.

    Continuidade e fortalecimento estratégico

    Em seu primeiro discurso como presidente, Saldanha, que tem a BSCA como sua “escola” desde o início da carreira, destacou a honra em comandar a entidade em seus 35 anos de história. Ele afirmou que a gestão será de continuidade, mas com intensificação de esforços estratégicos.

    “Pretendemos auxiliar no desenvolvimento contínuo da Associação como gestora da comunidade brasileira de cafés especiais”, explicou Saldanha. “A BSCA seguirá construindo parcerias, fomentando a comunidade e contribuindo com a formação de uma nova geração de profissionais.”

    BSCA Academy e parcerias no centro da gestão

    Um dos eixos principais do planejamento é a BSCA Academy, plataforma de formação profissional da associação. O objetivo é intensificar sua atuação e buscar parcerias estratégicas para oferecer capacitação de classe mundial em diferentes regiões do país.

    Diretor executivo Vinicius Estrela. Foto: DIvulgação BSCA

    “A Academy buscará ampliar as fronteiras do conhecimento em café especial brasileiro”, destacou o presidente. Além disso, a entidade manterá a realização dos tradicionais concursos de qualidade e campeonatos de barismo, reforçando a promoção dos produtos nacionais nos mercados interno e externo.

    Perfil

    Luiz Saldanha traz um currículo robusto para a presidência da BSCA. Engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP, com pós-graduações em gestão e cafeicultura, ele é proprietário da Fazenda Califórnia (PR), fundador da exportadora Capricornio Coffees e da Synapses Coffee Education.

    Luiz Roberto Saldanha é o novo presidente da Associação Brasileira de Cafés Especiais. Foto: Divulgação BSCA

    Com mais de 20 anos de atuação no setor, Saldanha é juiz do Cup of Excellence, instrutor certificado pela Specialty Coffee Association (SCA) e pelo Coffee Quality Institute, e já ministrou cursos em nove países. Sua experiência abrange desde a produção sustentável e pós-colheita até a comercialização e educação.

    Além da presidência da BSCA, ele também atua como diretor no conselho da SCA Global, contribuindo para o desenvolvimento de padrões internacionais do setor. Nacionalmente, teve papel fundamental no reconhecimento da Indicação Geográfica do café do Norte Pioneiro do Paraná.

    A nova diretoria assume com o desafio de consolidar a posição de excelência do café especial brasileiro, conectando todos os elos da cadeia, do produtor ao consumidor final, e distribuindo valor por meio da qualidade e da singularidade dos atributos dos cafés nacionais.

  • Leilão de cafés especiais fatura R$ 1,8 milhão

    Leilão de cafés especiais fatura R$ 1,8 milhão

    O leilão do Cup of Excellence Brazil 2025 movimentou o mercado de cafés especiais. O pregão destacou qualidade, sustentabilidade e diversidade da produção nacional. O evento arrecadou R$ 1,792 milhão, após quase nove horas de disputa (confira o resultado aqui).

    O pregão registrou 2.507 lances enviados por empresas de cerca de 30 países da Europa, Ásia, Oriente Médio e Américas. O valor arrecadado somou US$ 329.694,59, resultado que garantiu o segundo maior preço médio da história do concurso.

    Preço da elite do café

    O preço médio alcançou US$ 20,51 por libra-peso. O valor corresponde a US$ 2.713 por saca de 60 quilos, aproximadamente R$ 15 mil. A Associação Brasileira de Cafés Especiais organizou o concurso em parceria com ApexBrasil e Alliance for Coffee Excellence.

    O diretor-executivo da BSCA, Vinicius Estrela, celebrou o desempenho do leilão. Ele afirmou que o resultado reforça a essência do Cup of Excellence. Estrela destacou a valorização dos cafés nacionais, disputados por compradores de vários continentes. Ele ressaltou que os produtores investem em sustentabilidade, inovação e tecnologia para atender mercados exigentes.

    Compradores de vários países

    O leilão reuniu 23 empresas de países como Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão, Malásia, Noruega e Brasil. Esses compradores levarão os cafés da safra 2025 para consumidores de todos os continentes. Estrela afirmou que o desempenho reforça a diversidade e a origem rastreável da produção brasileira.

    O diretor destacou também o reconhecimento internacional das variedades brasileiras. Ele comemorou a valorização das características sensoriais e dos processos sustentáveis aplicados pelos produtores.

    Maior lance para variedade Arara

    O maior lance foi para o lote campeão da categoria Via Seca, variedade Arara. O café foi produzido na Fazenda Aracaçu, em Três Pontas, Sul de Minas. Um consórcio japonês formado por Snow Beans Coffee, Assist Coffee Roastery e Kurihara Coffee Roasters pagou US$ 65,10 por libra-peso pela primeira fração. O valor equivale a US$ 8.611,43 por saca, ou R$ 46.803,11. A Angelino’s Coffee, dos Estados Unidos, arrematou a segunda parte por US$ 65 por libra-peso. A saca custou US$ 8.598,20, ou R$ 46.731,22.

    Categoria Experimental

    Na categoria Experimental, o lote campeão foi a variedade Geisha, da Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde, na Mantiqueira de Minas. O Grupo Cafeza, do Brasil, arrematou a primeira parte por US$ 61,40 por libra-peso. O valor corresponde a US$ 8.121,99, ou R$ 44.143,03 por saca. A empresa chinesa DECAMERON咖啡 十日谈 pagou US$ 61,30 por libra-peso pela segunda fração. A saca custou US$ 8.108,76, ou R$ 44.071,13.

    Categoria Via Úmida

    O campeão da categoria Via Úmida foi a variedade Arara, produzida na Fazenda Água Limpa, em Campos Altos, no Cerrado Mineiro. A primeira parte do lote alcançou US$ 55,10 por libra-peso. Snow Coffee Beans, do Japão, e YN Coffee, da China, pagaram US$ 7.288,63, ou R$ 39.613,69 por saca. A segunda fração foi arrematada pela japonesa HoneyCoffee por US$ 40,60 por libra-peso. A saca custou US$ 5.370,57, ou R$ 29.189,04.

    O dólar foi cotado a R$ 5,435 no fechamento de 9 de dezembro de 2025.

    Cup of Excellence

    O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, promovido pela BSCA e ApexBrasil. A iniciativa fortalece a presença dos cafés especiais brasileiros no mercado internacional. O projeto busca reforçar os pilares de qualidade, diversidade e sustentabilidade da cafeicultura nacional.

    A ação apresenta o Brasil como referência global em produção sustentável. O projeto investe em qualificação e diversificação, com apoio aos produtores de café canéfora. Ele também incentiva certificações e valoriza cafés produzidos por mulheres, promovendo equidade de gênero no setor.

    Os mercados-alvo incluem África do Sul, Austrália, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Estados Unidos, França, Japão, Malásia, Polônia, Rússia e Taiwan para cafés crus especiais. Para produtos industrializados, o foco inclui Canadá, Chile, China e Estados Unidos.

     

  • Conheça os melhores cafés especiais do Brasil da safra 2025

    Conheça os melhores cafés especiais do Brasil da safra 2025

    O Brasil premiou os 30 melhores cafés especiais da safra 2025 durante o Cup of Excellence Brazil 2025, em São Paulo. O concurso, considerado o mais importante do mundo, é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA), em parceria com a ApexBrasil e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), dentro do projeto “Brazil. The Coffee Nation”.

    A competição contou com três categorias — Experimental, Via Úmida e Via Seca —, com dez vencedores em cada uma. Minas Gerais se destacou com produtores de diversas regiões do estado.

    Categoria Experimental valoriza inovação e fermentação controlada

    Foto: divulgação – BSCA

    Na categoria Experimental, dedicada a cafés com fermentação induzida, o campeão foi o Geisha da Ipanema Agrícola, produzido na Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde (MG), com 91,68 pontos.
    O segundo lugar ficou com José Carlos dos Reis, da Fazenda Rancho Grande, em Três Pontas (MG), com o café Arara que atingiu 90,29 pontos. O produtor Sebastião Daniel da Silva, do Sítio São Sebastião, em Cristina (MG), também obteve 90,29 pontos.
    Os três cafés foram classificados como “presidenciais”, por alcançarem notas acima de 90 pontos, reconhecimento máximo do concurso.

    Via Úmida premia equilíbrio e excelência na xícara

    Foto: divulgação – BSCA

    Na categoria Via Úmida, que avalia cafés cerejas descascados, despolpados ou desmucilados, o campeão foi Marcelo Assis Nogueira, da Fazenda Água Limpa, em Campos Altos (MG). Seu café da variedade Arara obteve 91,37 pontos.
    Em segundo lugar ficou Marcelo Carvalho Ferraz, da Fazenda Boa Vista, em Dom Viçoso (MG), com o café Catucaí, que recebeu 90,82 pontos.
    O terceiro lugar foi para Osvaldina Alves Dutra, da Fazenda Água Limpa, em São João do Manhuaçu (MG), com café da variedade Kent, que atingiu 90,50 pontos.
    O quarto colocado, Ercilei José de Oliveira, também das Matas de Minas, recebeu 90,08 pontos com seu café Arara do Sítio Pedro Varinhas. Todos os quatro foram considerados “cafés presidenciais”.

    Via Seca destaca tradição e qualidade natural

    Foto: divulgação – BSCA

    Na categoria Via Seca, que inclui cafés colhidos e secos com casca, o vencedor foi Paulo Fernando Chaves de Brito, da Fazenda Aracaçu, em Três Pontas (MG), com o café Arara.
    O segundo lugar ficou com Danilo Barbosa, da Fazenda Sucuri, em Coromandel (MG), com café Geisha que recebeu 90,32 pontos. Gustavo Andrade Alvarenga, da Fazenda Chapadão, em Pratinha (MG), completou o pódio com 90,11 pontos e a variedade Paraíso.

    Júri internacional elege 40 amostras de excelência

    Além dos 30 premiados, outros 10 cafés receberam o título de “National Winners”. Todos obtiveram notas acima de 86 pontos de um júri internacional formado por 30 provadores de 12 países.
    O diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, destacou que as amostras vencedoras representam 17 variedades, com quatro Geishas e 18 Araras.
    “As variedades brasileiras mostraram desempenho superior, o que reflete a essência da competição. Nosso objetivo é descobrir novos produtores, origens e tecnologias que revelam o melhor dos cafés especiais do Brasil”, afirmou.

    Inovação e diversidade encantam jurados internacionais

    O diretor-geral do Cup of Excellence da ACE, Gary Urrutia, elogiou o trabalho dos cafeicultores brasileiros.
    “É muita inovação e comprometimento com a qualidade. O Brasil dita tendências no mundo dos cafés especiais”, destacou.
    O head judge John Thompson, da Escócia, reforçou que o país é exemplo de diversidade e evolução.
    “O Brasil inovou ao criar três categorias e mostrar que cada café pode ser avaliado conforme seu processo. Os cafés são espetaculares”, afirmou.

    Produtores investem em tecnologia e sustentabilidade

    Segundo Vinicius Estrela, os cafés vencedores começaram a ser desenvolvidos há pelo menos quatro anos, com tecnologia e manejo sustentável.
    “O concurso não é sobre o valor da saca, mas sobre apresentar o café brasileiro sob uma nova perspectiva”, explicou.
    Ele ressaltou que os resultados refletem a maturidade dos produtores e o compromisso com a sustentabilidade.
    “Os cafés vencedores são diversos, cada um com doçura, acidez e aromas únicos. Isso mostra a força da coletividade e da qualidade nacional”, completou.

    Lendas da Excelência reconhecem trajetória inspiradora

    Foto: divulgação – BSCA

    A ACE homenageou os primeiros produtores com o título “Lendas da Excelência”, destinado a nomes que mantêm qualidade excepcional e inspiram suas comunidades.
    O brasileiro Luiz Paulo Dias Pereira Filho foi um dos seis homenageados e tornou-se hors-concours do Cup of Excellence. Ele soma 23 participações entre os vencedores e foi o presidente mais jovem da BSCA, aos 30 anos.
    Segundo a ACE, os homenageados se destacam por ações sociais e projetos de sustentabilidade que fortalecem suas comunidades e a cafeicultura global.

    Projeto “Brazil. The Coffee Nation” promove o café brasileiro

    O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, parceria entre BSCA e ApexBrasil para promover o café especial brasileiro no exterior.
    A iniciativa reforça os pilares de qualidade, diversidade e sustentabilidade, com foco em certificações, inclusão de mulheres e incentivo à produção de cafés robustas e conilon.
    Os principais mercados-alvo são África do Sul, China, Estados Unidos, Japão e Emirados Árabes Unidos, entre outros países consumidores de cafés crus e industrializados.