Nesta quarta-feira, 2 de abril, o Cana Summit 2025 inicia sua segunda edição no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília. O evento, promovido pela ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), reunirá especialistas, produtores e autoridades até quinta-feira, 3 de abril, para discutir o futuro da canavicultura e do setor sucroenergético.
Durante os dois dias, nove painéis trarão debates sobre temas cruciais, como políticas públicas, inovação, mercado global e o papel dos municípios no apoio aos produtores. Representantes de países como Colômbia, México e Austrália trarão uma visão internacional sobre os desafios e oportunidades do setor.
Abertura e programação
A abertura oficial ocorre às 8h do primeiro dia, marcando o início das discussões. As atividades seguirão até as 18h na quarta-feira, enquanto na quinta-feira o evento será realizado das 9h às 13h30.
A ORPLANA, que representa mais de 12 mil produtores de cana por meio de suas 35 associações, busca fortalecer o diálogo e promover soluções estratégicas para impulsionar a produção canavieira no Brasil. O Cana Summit é uma plataforma essencial para discutir os rumos do setor e garantir sua competitividade no mercado global.
Foto: Pedro Henrique Lopes – Agro em Campo
Para mais informações, acesse o site oficial do Cana Summit para detalhes sobre a programação e participação: www.canasummit.com.br
O Agro em Campo está presente no evento. Teremos conteúdo exclusivo durante a semana.
O Projeto de Lei 4643/24, de autoria do deputado Raimundo Costa (Pode-BA), propõe incluir pescadores artesanais e aquicultores familiares entre os beneficiários das linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025. A iniciativa visa reconhecer a importância econômica e social da pesca artesanal, que muitas vezes complementa a renda dos pescadores durante o período do defeso.
Segundo o deputado, os pescadores merecem atenção igual à do agronegócio em termos de investimento financeiro, pois muitos recorrem à agricultura para complementar a renda durante o defeso. “Quem pratica a pesca também é agricultor familiar, que no período do defeso recorre à agricultura para complementar a renda e colocar comida na mesa”, explicou.
Detalhes do projeto
A proposta estabelece que cada pescador terá acesso a um limite de crédito de R$ 80 mil para custeio e R$ 200 mil para investimento. Além disso, o governo reduzirá os juros para 3% ao ano, o que torna o crédito mais acessível. Os pescadores podem utilizar o financiamento na aquisição e reforma de barcos, além da compra de insumos necessários ao desenvolvimento da atividade pesqueira.
O projeto tramita em caráter conclusivo. E será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o projeto precisa passar pela aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado.
Plano Safra
O Plano Safra 2024/2025 é uma política governamental que oferece financiamentos para o setor agropecuário, incluindo agricultores familiares e médios produtores. É um pilar fundamental para garantir o abastecimento de comida na mesa dos brasileiros e fortalecer o agronegócio, setor que responde por 27% do PIB nacional. A inclusão dos pescadores artesanais e aquicultores familiares amplia o alcance do plano, reconhecendo a importância da pesca como atividade econômica complementar.
Na expectativa de que a chuva finalmente banhe todo o Distrito Federal, uma lenda popular afirma que o som emitido pelas cigarras anuncia a “boa-nova”. Contudo, o biólogo e pesquisador Fabrício Escarlate, professor do Centro Universitário de Brasília (Ceub), esclarece que o canto da cigarra pode estar mais relacionado a mudanças climáticas do que à chegada da chuva.
Ciclo de Vida das Cigarras
Escarlate explica que a maior parte da vida das cigarras ocorre debaixo da terra, onde elas nascem e se desenvolvem até atingirem a maturidade. “Esses animais passam a maior parte do seu ciclo de vida debaixo da terra se alimentando da seiva das plantas. Essa fase dura de um até 17 anos, dependendo da espécie”, afirma.
Quando as cigarras atingem a maturidade, elas emergem do solo para se transformarem. “Uma vez que a cigarra tenha atingido a idade adulta, ela sai da terra, se pendura na árvore e sofre uma muda ou ecdise para adquirir a sua forma adulta, que é exatamente a forma com asa”, detalha o professor.
Ele também menciona que esse processo acontece ao longo da vida do inseto, mas na transição para adulto, elas abandonam o exoesqueleto antigo, que é a casquinha da cigarra encontrada nas árvores.
Atração e Reprodução
O biólogo ressalta que essa fase é dedicada à reprodução. Os machos “cantam” para atrair as fêmeas e copular. “É uma fase quase exclusivamente voltada para a reprodução, onde o macho emite o som característico das cigarras para então atrair a fêmea e copular. A fêmea deposita os ovos na terra e o ciclo se reinicia”, explica Escarlate.
Ele acrescenta que essa fase é breve, durando apenas alguns dias ou semanas, coincidindo com a estação chuvosa. Essa sincronia intriga muitas pessoas devido à crença de que o canto dos insetos indica a chegada da chuva.
Conexão entre Cigarras e Chuva
Fabrício Escarlate esclarece que pode haver uma conexão com a chuva. “Quando o ambiente sinaliza a chegada das chuvas, o sistema nervoso das cigarras interpreta essa mudança e estimula a transição para a fase adulta. Isso ocorre por meio dos hormônios da muda e juvenil, que regulam essa transição”, afirma.
Assim, as cigarras não percebem diretamente a chuva; elas respondem às mudanças ambientais.
Essa resposta está ligada à disponibilidade de recursos durante o período chuvoso. Em ambientes sazonais como o Cerrado brasileiro, as chuvas e a oferta de alimentos são cruciais para o ciclo reprodutivo das cigarras. “Essa relação entre cigarras e chuva pode variar em diferentes regiões e biomas, dependendo das condições ambientais específicas”, complementa.
Produção do Som
O biólogo explica ainda como os machos produzem som: eles possuem 11 órgãos no abdômen chamados “órgãos cimbálicos”, que vibram e emitem sons para atrair as fêmeas, podendo alcançar mais de 120 decibéis.
“Da próxima vez em que ouvir o canto das cigarras, lembre-se que é mais do que uma simples melodia. É a história da adaptação desses insetos à sua busca pela sobrevivência na natureza”, conclui.
Impacto das Secas
Escarlate alerta que as secas podem interferir no ciclo reprodutivo das espécies. “Isso pode interferir no ciclo reprodutivo delas porque no início da estação chuvosa é a sinalização para que as cigarras comecem seu ciclo reprodutivo. Certamente com as mudanças no volume de chuvas, no tempo e na periodicidade dessas chuvas, haverá interferências”, destaca.
O pequisador enfatiza que o impacto ambiental não afeta apenas as cigarras. Ou seja, o aumento da temperatura e as secas influenciam toda uma gama de espécies, incluindo as árvores que servem como fonte de alimento para esses insetos. “Em alguma escala, ainda é difícil prever qual será a dimensão desse impacto. Mas sabemos que haverá consequências significativas para toda a biota do planeta”, finaliza o pesquisador da CEUB.
Pesquisadores da Embrapa identificaram pela primeira vez, de maneira detalhada, como o fenômeno El Niño afeta o regime de chuvas e a produtividade da soja em uma área do Cerrado brasileiro. Publicado na Revista Agrometeoros, o estudo realizado por Alfredo Luiz, da Embrapa Meio Ambiente (SP), e Fernando Macena, da Embrapa Cerrados (DF), analisou dados climáticos da região de Planaltina (DF) entre 1974 e 2022. A pesquisa revelou que, nos anos de El Niño, a precipitação acumulada nos meses críticos para o desenvolvimento da soja — outubro, novembro e dezembro — foi em média 40% menor do que nos anos de La Niña.
“Constatamos que o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, localizado a milhares de quilômetros do Cerrado, provoca uma redução significativa na quantidade de chuvas durante essa fase crítica do ciclo da soja”, afirma Luiz. O estudo observou uma média de 372 mm de chuva em anos de El Niño, contra 623 mm em anos de La Niña.
Metodologia e resultados
Os pesquisadores utilizaram o Indicador Oceânico Niño (ION), fornecido pela NASA, que mede a temperatura da superfície do Oceano Pacífico. Classificaram os anos de 1974 a 2022 em cinco grupos, baseados nas variações do ION: El Niño, La Niña, fim de El Niño, neutro e início de La Niña.
A partir dessas classificações, foi calculada a média de chuva e, com o uso de um simulador de crescimento de plantas, o STICS, os cientistas avaliaram a produtividade da soja em diferentes épocas de plantio. Nos anos de El Niño, quando o plantio ocorria em setembro e outubro, as perdas foram significativas. A cultivar BRS 8383IPRO, por exemplo, produziu apenas 493 kg por hectare, em comparação aos 2.418 kg por hectare registrados nos anos de La Niña.
“Os efeitos do El Niño variam conforme a data de semeadura. Plantios realizados em setembro e outubro sofrem mais, enquanto os de novembro e dezembro apresentam menores impactos”, explica Macena.
Impactos para a agricultura
Além de reduzir a produtividade, o El Niño pode comprometer a segurança alimentar ao alterar a quantidade e a distribuição temporal das chuvas. Como observa Macena: “Ao impactar diretamente a chuva, o ele prejudica o desenvolvimento das culturas agrícolas, influenciando também a propagação de pragas e doenças.”
Com base nesses resultados, os pesquisadores pretendem desenvolver sistemas de previsão que identifiquem, com antecedência, a influência do El Niño. E, além disso, permitam que os produtores planejem alternativas de manejo, plantio e cultivares para mitigar os prejuízos. “Sistemas de alerta precoce podem reduzir os impactos negativos e, em alguns casos, até gerar vantagens ao agricultor”, completa Luiz.
O que é o El Niño?
O El Niño é um fenômeno climático que envolve o aquecimento da superfície do Oceano Pacífico, sendo uma das principais fontes de variabilidade climática global. Seus efeitos no Brasil incluem a redução das chuvas no Norte e Nordeste e o aumento das precipitações no Sul. Embora sua influência seja mais conhecida nessas regiões, o estudo da Embrapa demonstra que o fenômeno também altera significativamente o clima no Centro-Oeste.
“A experiência nos mostrou que há alterações significativas no clima da região central, o que motivou nossa investigação”, conclui Macena.
O estudo da Embrapa reforça a importância de considerar o comportamento do El Niño ao planejar o plantio e o manejo agrícola no Cerrado, uma das principais regiões produtoras de soja do Brasil.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, marcou presença na 47ª Expointer nesta sexta-feira (30), realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento deste ano tem como tema “Superar é da nossa natureza”, uma alusão às enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023, ressaltando a capacidade de recuperação do agronegócio gaúcho.
Em seu discurso, Fávaro elogiou a resiliência dos produtores rurais do estado diante das adversidades climáticas. Também destacou a importância da feira como símbolo da força da agropecuária brasileira. Ele também anunciou a recente aprovação do PLN 25/2024 pelo Congresso Nacional, uma medida que facilitará o acesso ao crédito para produtores afetados pelas enchentes, especialmente aqueles que enfrentavam dificuldades devido a restrições financeiras. “Estamos aqui para trazer boas notícias. As medidas já estão a caminho da sanção presidencial para que possamos garantir aos produtores rurais acesso facilitado aos recursos necessários para sua recuperação,” afirmou.
O evento contou também com a participação do ministro-chefe da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do RS, Paulo Pimenta. E do governador do estado, Eduardo Leite, que reforçaram o compromisso do governo em apoiar o setor agropecuário na superação dos desafios atuais.
A 47ª Expointer é reconhecida como uma das maiores feiras agropecuárias a céu aberto da América Latina. Ela oferece aos visitantes uma ampla gama de exposições, tecnologias agrícolas e inovações do setor. No ano anterior, a feira atingiu recordes de público e negócios, com cerca de 820 mil visitantes e R$ 8 milhões em transações comerciais.
Nos últimos 30 dias, o preço do morango no Brasil sofreu uma queda significativa, chegando a custar até 50% menos em algumas regiões. A redução nos valores pode ser atribuída a fatores sazonais e ao aumento da oferta da fruta no mercado.
Durante esse período, o clima favorável em regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais, contribuiu para uma safra abundante de morangos. Com o aumento da produção, a oferta superou a demanda, resultando na diminuição dos preços para o consumidor final.
Aumento da oferta
Com o início da temporada de colheita em importantes regiões produtoras, como São Paulo e Minas Gerais, a quantidade de morangos disponível no mercado aumentou consideravelmente. Isso ocorre porque as condições climáticas favoráveis, com temperaturas amenas e chuvas regulares, propiciaram um bom desenvolvimento das plantas e uma colheita abundante.
Para o consumidor, essa queda nos preços do morango é uma ótima notícia
Além disso, a sazonalidade desempenha um papel importante no preço do morango. Entre os meses de julho e setembro, a produção atinge seu pico, o que naturalmente reduz os preços no mercado. Outra razão para a queda é a maior competitividade entre os produtores, que intensificam suas vendas para evitar perdas com frutas perecíveis.
Redução dos Custos de Produção
Além do aumento da oferta, os produtores de morango também têm enfrentado uma redução nos custos de produção. O preço dos insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos, tem se estabilizado ou até mesmo diminuído nos últimos meses. Isso, aliado a uma melhoria na eficiência produtiva, permite que os produtores repassem parte desses ganhos aos consumidores na forma de preços mais baixos.
Para o consumidor, essa queda nos preços do morango é uma ótima notícia. Com valores mais acessíveis, a fruta se torna uma opção mais atrativa para incluir na dieta diária. Além disso, o morango é uma fonte rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, contribuindo para uma alimentação saudável e equilibrada.
Opção viável para produtor familiar
Pesquisadores da HF Brasil destacam que o morango se apresenta como uma das poucas opções de cultivo economicamente viáveis para o agricultor familiar de pequena escala. Conforme dados do Censo Agropecuário do IBGE de 2017, essa fruta é majoritariamente produzida por agricultores com propriedades menores que 10 hectares, sendo o módulo de cultivo mais comum de 0,5 a 1 hectare.
Essa área reduzida se justifica pela alta demanda de mão de obra envolvida em todas as etapas do cultivo, desde o plantio até a colheita, o que torna a mecanização pouco expressiva. Esse cenário limita a produção em larga escala, mas, por outro lado, o cultivo de morangos permite ao agricultor agregar valor ao produto. Embora o custo de produção seja elevado, a demanda crescente pela fruta, impulsionada por suas propriedades funcionais e sabor, tem beneficiado os produtores.
Os especialistas da HF Brasil também apontam que o ciclo prolongado da cultura, variando de um a três anos e permitindo colheitas dois meses após o plantio, gera um fluxo de caixa contínuo para o agricultor. Apesar dos altos custos, o produtor de morango tem registrado rendimentos positivos nos últimos anos, com períodos de preços baixos sendo compensados por valores mais altos dentro do mesmo ciclo. Essa lucratividade, aliada ao uso de variedades que permitem colheita ao longo de todo o ano, vem impulsionando a expansão do cultivo de morangos
Perspectivas para o futuro é de aumento dos preço do morango
Embora os preços atuais sejam favoráveis aos consumidores, é importante ressaltar que a tendência é de que os valores se estabilizem ou até mesmo aumentem gradualmente nos próximos meses, à medida que a safra avança. Isso se deve à redução natural da oferta e a possíveis variações climáticas que podem afetar a produção.
Essa redução é uma boa notícia para os consumidores, que agora encontram o morango a preços mais acessíveis, possibilitando o aumento do consumo tanto da fruta in natura quanto de produtos derivados, como sucos, geleias e sobremesas.
No entanto, é importante ficar atento às oscilações futuras, uma vez que a tendência é de uma gradual estabilização dos valores.
O Congresso Nacional aprovou o Projeto de Lei 25/2024, que visa facilitar o acesso ao crédito para produtores rurais. Especialmente aqueles do Rio Grande do Sul, duramente afetados por enchentes em maio. A nova legislação, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024, permite que os agricultores comprovem sua regularidade com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) antes da ocorrência do desastre. Dispensando assim restrições junto às agências financeiras para obter financiamento.
O projeto, proposto pela Presidência da República com colaboração do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ele faz parte de um conjunto de ações do Governo Federal para auxiliar os produtores gaúchos. Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, o governo tem trabalhado desde o início do desastre para garantir a liberação de recursos e facilitar o acesso ao crédito pelos produtores.
Ajuda a pessoas físicas e jurídicas de municípios em estado de calamidade
O PLN 25/2024 estabelece que as instituições financeiras oficiais de fomento não precisarão observar impedimentos legais ao conceder crédito a pessoas físicas e jurídicas de municípios em estado de calamidade, abrangendo operações de contratação, renovação ou renegociação de dívidas.
Além disso, o governo publicou recentemente a Medida Provisória Nº 1.254/24. Ela abre crédito de R$ 1,97 bilhão para cobrir os descontos em operações de crédito rural contratadas por produtores gaúchos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também assinou o Decreto Nº 12.138/24. Ele regulamenta a concessão de descontos para liquidação ou renegociação de parcelas de crédito rural.
Por fim, o Conselho Monetário Nacional (CMN) prorrogou até 16 de setembro o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul quitem suas dívidas bancárias.
Mais de 80 piscicultores e produtores rurais participaram, nesta semana, de um Dia de Campo promovido pela Emater-DF. O evento apresentou novas tecnologias e inovações no cultivo de peixes, com o objetivo de aumentar a produção e eficiência no Distrito Federal. Além disso, o encontro também atraiu iniciantes que buscam entrar no setor.
Dia de Campo em Brasília
Durante o Dia de Campo sobre Produção Intensiva de Peixes, os participantes passaram por quatro estações temáticas. A primeira demonstrou os benefícios das energias renováveis, destacando a energia solar como uma alternativa eficaz e econômica. Na segunda estação, os produtores aprenderam sobre o monitoramento da qualidade da água. Em seguida, conheceram o funcionamento dos filtros biológicos. Na etapa final, o foco foi o manejo dos sólidos na água, como restos de ração e dejetos dos peixes.
Para a diretora-executiva da Emater-DF, Loiselene Trindade, o evento é uma oportunidade para aproximar os produtores das novas tecnologias. “Essa unidade demonstrativa é essencial para capacitarmos os produtores e tornarmos a aquicultura mais sustentável e eficiente”, afirma. Segundo ela, o objetivo é apoiar a produção com assistência técnica e extensão rural.
Consumo de peixes no DF
O investimento no setor tem mostrado resultados. O Distrito Federal é o terceiro maior mercado consumidor de peixes per capita no Brasil. Em 2023, a produção local bateu recordes, alcançando 2.039 toneladas de pescado, um aumento de 25% em comparação a 2019.
Adalmyr Borges, responsável pelo programa de Aquicultura da Emater-DF, observa o crescimento do setor. “A aquicultura vem ganhando espaço no DF e tem despertado o interesse de novos produtores. Com um grande mercado consumidor, há muito a ser explorado”, comenta. Nos últimos cinco anos, o número de piscicultores no DF aumentou de 624 para 919. As maiores produções estão concentradas no Gama, Paranoá e Ceilândia.
O presidente da Emater-DF, Cleison Duval, destacou a importância de futuras oportunidades, como a inclusão do pescado na alimentação escolar através do Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE). “Se o edital for lançado, isso trará desafios, mas também uma grande oportunidade para os produtores. A Emater-DF está comprometida em apoiar vocês”, afirmou Duval durante o evento.
Guilherme Pereira, piscicultor há 10 anos, foi um dos participantes. Primeiramente, ele ressaltou a importância de se manter atualizado. “É sempre bom levar as novidades para o dia a dia. Afinal, o mercado muda e precisamos evoluir constantemente”, diz. Para ele, eventos como o Dia de Campo são essenciais para melhorar a produção, principalmente em um mercado cada vez mais competitivo.
Produtores iniciantes também participaram do evento, como Mariza Matsui, de 65 anos. Em resumo, ela reconheceu a importância do aprendizado. “Tenho três tanques, mas ainda preciso aprimorar o manejo e a alimentação dos peixes. A Emater é uma grande parceira nesse desenvolvimento”, conclui.
Ricardo Faria, conhecido como o “Rei do Ovo”, é um bilionário brasileiro que se destacou no setor agroindustrial. Ele começou sua carreira no agronegócio em Minas Gerais e fundou a Granja Faria, que rapidamente se tornou uma das maiores produtoras de ovos do Brasil. Sob sua liderança, a empresa não apenas cresceu em tamanho, mas também em influência, posicionando-se como uma referência no setor.
A trajetória de Ricardo Faria é marcada por um espírito empreendedor e uma visão estratégica que o levou a diversificar seus investimentos. Além da produção de ovos, ele expandiu seus negócios para outras áreas, incluindo a suinocultura e a produção de carne bovina. A Granja Faria, em particular, tornou-se uma gigante do agronegócio, com uma produção massiva que abastece tanto o mercado interno quanto o externo.
Faria também é reconhecido por sua capacidade de inovar e de investir em tecnologias que aumentam a eficiência e a sustentabilidade de suas operações. Seu sucesso empresarial o levou a integrar a lista dos bilionários da Forbes, consolidando sua posição como um dos principais empresários do agronegócio brasileiro.
Além de seus empreendimentos, Ricardo Faria é conhecido por sua discrição e por manter um perfil relativamente baixo, mesmo sendo uma figura de destaque no cenário econômico do Brasil. Ele frequentemente atribui seu sucesso à habilidade em identificar oportunidades de crescimento no setor agropecuário e à dedicação em transformar a Granja Faria em um império.
Aquisições e expansão
Nos últimos tempos, a Granja Faria, liderada pelo empresário Ricardo Faria, realizou importantes aquisições para expandir sua presença no mercado brasileiro. A mais recente foi a compra de 90% da Vitagema, uma produtora de ovos no Rio Grande do Norte, por R$ 36 milhões. Esta aquisição, embora pequena em valor, é estratégica, pois amplia a presença da Granja Faria no Nordeste, permitindo que a empresa atenda aos estados do Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Paraíba.
Antes disso, a Granja Faria já havia adquirido a BL Ovos na Bahia, em 2022, consolidando sua atuação no Nordeste. Com essas aquisições, o grupo agora responde por 10% da produção de ovos no Brasil, com uma produção diária de 16 milhões de ovos. E e um faturamento superior a R$ 1,5 bilhão em 2023. O grupo também investe na expansão da Vitagema, que deve aumentar seu plantel de 400 mil para 1 milhão de aves em um ano, visando atender a demanda crescente na região.
Além disso, a Granja Faria também possui a marca Fertifar, voltada para a produção de fertilizantes organominerais. E uma vasta área agrícola de 100 mil hectares na região do Matopiba, utilizada para o cultivo de grãos destinados à alimentação de suas aves. Essas estratégias reforçam a liderança da Granja Faria como o maior produtor de ovos do Brasil e um dos principais players no segmento de galinhas soltas.
O México começará a importar aves para exibição e reprodução do Brasil, incluindo aves de zoológico reproduzidas em ambiente controlado, destinadas à pesquisa científica e ao turismo.
Expansão das exportações
Essa nova abertura se junta às autorizações obtidas em 2024 para exportações do Brasil para o México, que incluem material genético asinino e avícola, pepsina suína, óleo de aves e óleo de peixes destinados à alimentação animal.
Os resultados positivos são resultado do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ambos têm se esforçado para expandir as oportunidades de comércio para o agronegócio brasileiro.
A abertura do mercado mexicano representa uma oportunidade significativa para os produtores brasileiros, que buscam diversificar suas exportações e aumentar a competitividade no mercado internacional. Com a crescente demanda por produtos de qualidade, a certificação e o atendimento a padrões internacionais serão fundamentais para garantir o sucesso nas exportações.
Com essa nova autorização, o Brasil se posiciona ainda mais como um player relevante no comércio internacional de produtos agropecuários, reforçando sua capacidade de atender às necessidades do mercado externo.