Tag: Brasília

  • Espécies raras do Cerrado estão sob ameaça silenciosa

    Espécies raras do Cerrado estão sob ameaça silenciosa

    Brasília faz 66 anos no coração do Cerrado, mas sua biodiversidade única enfrenta riscos reais da urbanização. Espécies raras como o pirá-brasília e o calango Enyalius capetinga dependem de ações urgentes para sobreviver entre o concreto.

    Fauna invisível sob ameaça

    A capital mistura traçado de Lúcio Costa com o Cerrado vibrante, mas a expansão urbana pressiona habitats. Professor Guarino Rinaldi Colli, da UnB, revela riquezas discretas que sustentam o equilíbrio ecológico. “O Distrito Federal abriga uma enorme diversidade de espécies menores, como pequenos peixes de riachos, anfíbios e répteis”, explica ele.

    Além dos icônicos lobo-guará e arara-canindé, endêmicos como o peixe pirá-brasília e o calango Enyalius capetinga lutam em veredas e matas de galeria. Esses bichos garantem água limpa e solos férteis. No entanto, fragmentação de áreas verdes acelera a perda.

    Pressões urbanas no Cerrado

    Brasília nasceu no Cerrado, bioma hotspot global com milhares de endêmicos. Rodovias viram armadilhas mortais para onças-pardas e antas. Cães domésticos espalham cinomose e parvovirose para canídeos silvestres.

    Colli alerta para o isolamento de populações animais grandes. A malha viária corta rotas de reprodução. Daí, comportamentos como o do lobo-guará, que dispersa sementes como “jardineiro”, perdem espaço vital.

    A anfisbena, cobra-de-duas-cabeças, ergue a cauda para enganar predadores. Formigas-feiticeiras, na verdade vespas sem asas, controlam pragas em ninhos alheios. Esses traços fascinantes mostram adaptações únicas ao Cerrado brasiliense.

    No entanto, urbanização ignora esses detalhes. Seriemas e tamanduás sofrem com atropelamentos constantes. Assim, a “Cidade Parque” precisa de conectividade entre reservas para salvar sua essência.

    Chamado à ação coletiva

    Preservação começa com atitudes simples: evite alimentar silvestres, dirija devagar perto de parques, controle pets. Colli reforça: “Dirigir com atenção em áreas próximas a parques e manter cães e gatos sob controle são medidas fundamentais”.

    A população transforma o aniversário em legado. Conservar Brasília salva o Cerrado ao redor, beneficiando agricultura e água para todos. De outra forma, joias ecológicas somem para sempre.

  • Evento da Embrapa quer aproximar consumidor do campo

    Evento da Embrapa quer aproximar consumidor do campo

    Entre os dias 23 e 25 de abril de 2026, a Embrapa realiza, em Brasília, a Feira Brasil na Mesa, um evento que busca aproximar o campo do consumidor.

    A programação acontece das 9h às 18h, na Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Além disso, a iniciativa conta com parceria institucional da Apex e do Sebrae, além da participação de ministérios e outros órgãos públicos.

    A proposta é direta. Mostrar, na prática, a diversidade dos alimentos brasileiros e o papel da ciência nesse processo. Durante os três dias, o público poderá conhecer alimentos de diferentes regiões do país, muitos deles desenvolvidos ou aprimorados com apoio da pesquisa agropecuária. A feira também apresentará soluções que já impactam a produção, como novas variedades, sistemas sustentáveis e tecnologias voltadas à qualidade dos alimentos.

    Além disso, a programação inclui degustações, Cozinha Show, feira de produtores, apresentação de pesquisas, políticas públicas, rodada de negócios e praça de alimentação. Os visitantes ainda poderão explorar vitrines de tecnologia e percorrer uma trilha pelo Cerrado.

    Na mesma agenda, será realizado um seminário de socioeconomia, com painéis e palestras voltados a especialistas, pesquisadores, produtores e gestores públicos.

    Atrações, sabores e públicos diversos no centro da experiência

    A feira foi desenhada para dialogar com diferentes públicos. Agricultores terão acesso a tecnologias, alternativas de agregação de valor, iniciativas de empreendedorismo e políticas públicas. Ao mesmo tempo, o público urbano será convidado a descobrir alimentos pouco conhecidos, ampliar o consumo local e entender melhor a ciência por trás da produção.

    Além disso, a programação inclui chefs de cozinha, parlamentares, cientistas e representantes internacionais, o que amplia o alcance das discussões.

    As frutas brasileiras aparecem como protagonistas. Espécies como butiá, açaí, bacuri, mangaba, pequi, babaçu, sapoti, umbu, araçá, pitaya e mirtilo estarão em exposição, e parte delas poderá ser degustada.

    Foto: Reprodução/Embrapa

    A experiência também passa pelo paladar. O visitante poderá fazer uma viagem gastronômica pelas regiões do país. Do Sul, surgem combinações como creme com suco de butiá, pera, amora e torresmo. Do Nordeste, aparecem hambúrguer de fibra de caju, cuscuz de milho crioulo, carnes de cordeiro e fermentado de umbu.

    Além disso, o Norte traz jujubas de cupuaçu, café robusta e energético de guaraná. O Centro-Oeste marca presença com o tomate, enquanto o Sudeste apresenta queijos artesanais.

    Assim, a feira transforma diversidade em experiência prática, conectando produção, cultura e consumo.

    Agricultura familiar, inovação e o futuro do agro

    A agricultura familiar terá espaço relevante na programação. Produtores vão apresentar seus produtos e compartilhar experiências diretamente com o público, o que reforça seu papel na segurança alimentar do país.

    Ao mesmo tempo, o evento abre espaço para novas conexões e oportunidades de mercado. No entanto, desafios como acesso à tecnologia, crédito e comercialização ainda fazem parte da realidade desses produtores.

    A feira também funciona como um ponto de encontro entre pesquisa, produção e mercado. A presença de instituições públicas e parceiros estratégicos indica uma tentativa de fortalecer essa conexão e acelerar a adoção de inovação no campo.

    O evento reforça tendências que já impactam o agro, principalmente ligadas ao comportamento do consumidor.

    Embrapa traz para Brasília a diversidade dos alimentos brasileiros.

    Momento simbólico!

    No dia 25 de abril, a programação comemora um grande marco com a celebração dos 53 anos da Embrapa. A cerimônia marca a trajetória da instituição e reforça seu papel no desenvolvimento da agricultura brasileira.

    Assim, a Feira Brasil na Mesa se posiciona como mais do que um evento. Ela funciona como um retrato do agro atual e um indicativo claro do que vem pela frente.

  • Onça-pintada resgatada se prepara para voltar para vida selvagem

    Onça-pintada resgatada se prepara para voltar para vida selvagem

    Após 14 meses de reabilitação, uma onça-pintada resgatada no sul de Roraima chegou na última quinta-feira (12) ao Instituto Nex, em Corumbá de Goiás (GO), a 80 quilômetros de Brasília. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conduziu a transferência a partir do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília, onde o animal se recuperou. O objetivo é avançar o processo de reabilitação em um espaço maior, mais isolado e dentro da mata. Condições essenciais para preparar o felino para a soltura no bioma amazônico.

    Foto: Paula Rafiza/Ibama

    Policiais ambientais resgataram a onça em janeiro de 2024, em uma chácara no município de Caroebe, região sul de Roraima. O animal tinha pouco mais de um mês de vida e chegou ao Cetas de Boa Vista desidratado, ferido, com escoriações e fungos pelo corpo.

    A equipe realizou exames de sangue, radiografias e análise de parasitas antes de iniciar o tratamento. Já recuperado, o felino seguiu em abril para o Cetas Brasília, que conta com recintos estruturados para grandes felinos e equipe especializada.

    Hoje, o animal pesa cerca de 40 quilos, está em excelentes condições de saúde e demonstra comportamento selvagem. Ela caça presas e evita o contato humano, dois indicadores fundamentais para uma futura reintrodução na natureza. “É a primeira vez que aplicamos esse programa em um filhote de onça-pintada”, afirma Júlio César Montanha, chefe do Cetas de Brasília.

    Como funciona o protocolo de reabilitação

    O processo começa com um período de quarentena, durante o qual a equipe monitora o estado clínico e comportamental do animal. Na sequência, atividades de enriquecimento ambiental estimulam o felino a usar seus instintos naturais e a se desenvolver fisicamente.

    No Instituto Nex, a onça entra em uma nova fase: recintos maiores e mais isolados, dentro da mata, onde a presença humana é reduzida ao mínimo. “Esse isolamento é importante porque a presença humana acaba afetando o processo”, explica Júlio. A previsão é que o animal permaneça no local entre seis e oito meses.

    Foto: Paula Rafiza/Ibama

    Segundo o chefe do Cetas, esse período mais longo em ambiente amplo vai permitir avaliar com profundidade quais comportamentos naturais o animal ainda precisa desenvolver para ganhar autonomia suficiente e retornar ao habitat natural na Amazônia.

  • ORPLANA amplia presença em Brasília

    ORPLANA amplia presença em Brasília

    A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) passou a integrar a coordenação institucional da Comissão de Bioenergia do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), sediado em Brasília (DF). O CEO da entidade, José Guilherme Nogueira, assumiu a função com o objetivo de fortalecer a articulação do setor de bioenergia junto ao Congresso Nacional e ampliar a representação dos produtores de cana nas discussões sobre biocombustíveis.

    Criado para apoiar a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o IPA reúne cerca de 60 entidades representativas do agronegócio e atua na construção de pautas técnicas que orientam as decisões legislativas voltadas ao setor.

    Segundo Nogueira, a participação da ORPLANA na coordenação da Comissão de Bioenergia reforça o posicionamento institucional da entidade e amplia seu protagonismo nas políticas públicas voltadas à transição energética e ao uso de biocombustíveis.

    “A ORPLANA tem a oportunidade de auxiliar o IPA e mostrar a relevância do elo dos produtores de cana em todo o setor sucroenergético. Essa comissão discute temas fundamentais, como o uso do etanol, legislações para incentivo aos biocombustíveis e defesa da bioenergia no Congresso Nacional”, destacou o CEO.

    Com a nova coordenação, a Comissão de Bioenergia deve intensificar o acompanhamento de projetos legislativos e políticas que impactam diretamente o mercado de biocombustíveis. O foco, segundo Nogueira, será fortalecer a competitividade do setor e consolidar a bioenergia como um dos pilares da matriz energética brasileira.

    “Nosso trabalho vai abranger desde debates sobre descarbonização e transição energética até a análise de projetos de lei que promovam novas oportunidades para o setor. Vamos representar toda a cadeia bioenergética e garantir que o produtor de cana, base de toda essa estrutura, tenha o devido reconhecimento”, completou.

    Sobre a ORPLANA

    A ORPLANA representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar em todo o Brasil, atuando em pautas ligadas à governança, inovação e sustentabilidade econômica. Em 2025, a entidade celebra seus 50 anos durante a 3ª edição do Cana Summit. Ela será realizada nos dias 15 e 16 de abril, em Ribeirão Preto (SP). O evento reunirá lideranças políticas e econômicas para discutir políticas públicas, desafios e perspectivas globais da produção canavieira.

  • Senar reúne jovens talentos do agro na reta final do CNA Jovem 2025

    Senar reúne jovens talentos do agro na reta final do CNA Jovem 2025

    O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) realiza até domingo (7), em Brasília, a etapa final do programa CNA Jovem 2025. O programa é uma iniciativa de desenvolvimento de lideranças do agro promovida pelo Sistema CNA/Senar. O encontro, iniciado na sexta-feira (5), reúne 62 jovens de todas as regiões do país em três dias de atividades voltadas à formação, troca de experiências e fortalecimento de habilidades de liderança.

    Foto: CNA/Senar

    Segundo Fabíola Bomtempo, diretora de Educação Profissional do Senar, esta edição marca uma virada estratégica no programa. Os participantes desenvolveram projetos alinhados a temas prioritários definidos pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), como regularização fundiária, logística, cadeias produtivas e sustentabilidade no campo.

    “Pela primeira vez, os jovens criaram seus desafios a partir de pautas estratégicas nacionais. Com foco em soluções aplicáveis à realidade dos produtores rurais”, destacou Fabíola.

    A diretora explicou que o programa também busca identificar as competências fortalecidas ao longo da jornada, iniciada em fevereiro, quando os participantes começaram a aprimorar suas propostas de inovação e gestão rural.

    “Todas as iniciativas têm em comum o objetivo de resolver problemas reais e gerar impacto direto na produção agropecuária, com potencial de replicação em nível nacional”, acrescentou.

    Programação do encontro

    A programação começou na sexta-feira (5), com uma abertura na sede do Sistema CNA/Senar. Os participantes visitaram áreas técnicas e conheceram o funcionamento das diretorias da CNA, do Senar, do Instituto CNA, da Faculdade CNA e do HUB CNA.

    No sábado (6), pela manhã, ocorre o Painel de Apresentações, espaço em que os jovens apresentam suas soluções e compartilham aprendizados com os colegas. À tarde, participam de módulos de imersão sobre atuação institucional, protagonismo jovem e desenvolvimento de competências de liderança.

    O domingo (7) será dedicado à elaboração de planos de carreira e a uma dinâmica em grupo. No período da tarde, o Senar divulgará os dez destaques desta edição, reconhecendo os jovens que mais se destacaram tanto pela qualidade das iniciativas quanto pelo desenvolvimento de suas competências pessoais e profissionais.

    “Ao final do encontro, vamos anunciar os dez destaques e destacar três iniciativas premiadas como grandes vencedoras da edição 2025”, completou Fabíola.

    Os premiados embarcarão, em 2026, em uma missão técnica nacional, com visitas a propriedades rurais e instituições nas cinco regiões do país. Uma oportunidade de imersão na diversidade da produção agropecuária brasileira e de troca direta com produtores e especialistas do setor.

  • Resgate adorável: filhote de tatu invade mansão em Brasília

    Resgate adorável: filhote de tatu invade mansão em Brasília

    A manhã estava quieta no Condomínio Village da Alvorada, no Lago Sul, em Brasília. Sol baixo. Ar parado. Até que um visitante inesperado apareceu perto do portão de uma mansão. Pequeno. Meio perdido. Um filhote de tatu.

    O dono da casa estranhou o movimento. Deu um passo para trás. Chamou a Polícia Militar. E, em poucos minutos, a equipe do Batalhão de Policiamento Militar Ambiental (BPMA) já estava na porta. Chegaram rápido. Muito rápido. Era um resgate simples, mas nem tanto. Filhote exige cuidado. Mão leve. Paciência.

    Os policiais cercaram a área, observaram o bicho e fizeram a captura com calma. Nada de sustos. Nada de pressa. O tatu, apesar do tamanho miúdo, parecia saudável. Mas novo demais para ficar sozinho. E é aí que tudo muda. Porque bicho muito novo, quando cai longe da toca, precisa de especialista.

    Foto: PMDF

    Por isso, seguiu direto para o Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (HFAUS). Lá, passará por avaliação completa. Exames. Observação. Tratamento, se precisar. Só depois — bem depois — volta para o Cerrado. O plano é sempre esse: cuidar, recuperar, soltar. Sem atalhos. Ou seja, sem pressa.

    O BPMA aproveitou a ocorrência para reforçar um recado que, às vezes, a cidade esquece. O tatu é nativo da região. É peça do equilíbrio do Cerrado. Ajuda a controlar insetos. Move a terra. Areja o solo. Faz trabalho que ninguém vê, mas todo mundo depende. Parece detalhe, mas não é.

    Como acionar o resgate?

    E veio a orientação, quase um aviso: encontrou animal silvestre na área urbana? Não tente pegar, não tente empurrar, não tente nada. Ligue. 190. Ou contato direto com a PMDF. Deixe o resgate para quem sabe.

    Histórias assim parecem simples. Porém mostram como a fronteira entre casas luxuosas e a vida selvagem continua fina, quase frágil, no Distrito Federal. Cada chamado lembra isso. Cada filhote salvo também.

  • Mulheres do agro reforçam representatividade e estratégias em fórum da CNA

    Mulheres do agro reforçam representatividade e estratégias em fórum da CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu o 2º Fórum de Liderança Feminina Sindical Rural nos dias 7 e 8 de dezembro, em Brasília. O evento reuniu mulheres líderes das Comissões estaduais, federações, sindicatos rurais e instituições parceiras para fortalecer a atuação feminina no agro.

    A presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, Stéphanie Ferreira, afirmou que o fórum mostrou a maturidade das lideranças femininas. “As representantes estaduais alinharam-se às diretrizes nacionais com clareza do papel estratégico que ocupam”, disse. Ela destacou a importância da presença das mulheres para o desenvolvimento do setor rural.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    No painel “Oportunidades de representação em comissões e grupos estratégicos”, as participantes enfatizaram a necessidade de ocupar espaços para promover diversidade e visão integrada no agro. Lia Dugnani, presidente do Comitê de Bacia do Rio Grande, ressaltou que as mulheres têm responsabilidade e capacidade para gerir recursos e agregar sustentabilidade.

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    Gabriela Tonial, diretora do Sindicato Rural de Sananduva (RS), apontou o desafio de atrair jovens para o agro. “A educação é a ferramenta chave para renovar as gerações e mostrar a realidade do campo”, afirmou. Hilda Losch, da Comissão Estadual de Sustentabilidade da Faemg, reforçou a importância de uma comunicação estratégica e estruturada: “Precisamos ser claras em nossas demandas e buscar capacitação”.

    Antonielly Rottoli, vice-presidente da Comissão Nacional de Mulheres do Agro, moderou o painel e destacou o objetivo coletivo do fórum: “Queremos fortalecer a voz feminina no agro e garantir mais representatividade”.

    Sustentabilidade

    Na sequência, Amanda Roza, assessora técnica de Sustentabilidade da CNA, apresentou as perspectivas para a COP 30, que ocorrerá no Brasil em 2025. Ela explicou como o agro brasileiro preparará uma agenda estratégica alinhada aos desafios globais.

    Teodora Lutkemeyer, da Associação De Olho No Material Escolar (DONME), falou sobre a educação como motor de transformação social. “Uma educação eficaz e conectada ao setor produtivo garante desenvolvimento e oportunidades para as novas gerações”, explicou.

    O especialista em comunicação Paulo Crepaldi ressaltou o papel das narrativas fortes para ampliar a presença feminina no agro. “É fundamental ocupar espaços e inspirar outras mulheres com nossas vozes”, enfatizou.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    No encerramento, os consultores Eduardo Perone e Andy Barbosa, da Track4Target, lideraram a oficina “Desafios, compromissos e futuro da atuação feminina sindical rural”. As participantes aprovaram uma carta com desafios e compromissos, além de uma visão compartilhada para o futuro da liderança feminina no agro.

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  •  RS amplia alcance da Expointer com eventos em São Paulo e Brasília

     RS amplia alcance da Expointer com eventos em São Paulo e Brasília

    O governo do Rio Grande do Sul realiza, pela primeira vez, o lançamento oficial da Expointer em Brasília. O evento acontece nesta quarta-feira (6/8), às 15h, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O governador Eduardo Leite e o secretário da Agricultura, Edivilson Brum, lideram a cerimônia, que reúne autoridades, parlamentares e representantes do setor agropecuário.

    A iniciativa marca a expansão da feira além das fronteiras gaúchas. “Levar a Expointer para Brasília reforça sua importância como vitrine do agronegócio brasileiro”, afirma Brum. O evento na capital federal segue o lançamento inédito em São Paulo, realizado na terça-feira (5/8), que atraiu cerca de 50 empresários.

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    Em São Paulo, Leite destacou a resiliência do estado após os recentes desastres climáticos. “Mesmo enfrentando adversidades, o RS segue firme, mostrando confiança e oportunidades”, disse. A feira, que ocorre de 30 de agosto a 7 de setembro em Esteio, tem como slogan “Nosso futuro tem raízes fortes”, simbolizando tradição e inovação.

    A Expointer consolida-se como a maior feira a céu aberto da América Latina. Além de negócios, o evento promove conexões entre campo e cidade. “É onde a tecnologia encontra a tradição”, ressalta Brum. O escritório da Invest RS em São Paulo também participou do lançamento, reforçando a estratégia de atração de investimentos para o estado.

    A agência ainda prepara uma missão ao Nebraska (EUA) para trazer tecnologias de irrigação que possam impulsionar o agro gaúcho. “Queremos tornar o setor ainda mais produtivo”, afirma Eduardo Lorea, vice-presidente da Invest RS.

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  • BRICS discute segurança alimentar e restauração de terras em Brasília

    BRICS discute segurança alimentar e restauração de terras em Brasília

    Brasília sedia nesta semana a 2ª reunião presencial do Grupo de Trabalho de Agricultura do BRICS. O evento segue até o dia 17 de abril e reúne representantes dos países do bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Indonésia, Egito, Etiópia, Irã, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.

    O encontro é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A programação culmina com a reunião ministerial na quinta-feira (17), que contará com ministros e vice-ministros da Agricultura dos países-membros.

    Temas estratégicos

    Ao longo das discussões, os participantes buscam finalizar documentos estratégicos voltados à segurança alimentar, certificação eletrônica e sustentabilidade no campo. Entre os principais desafios em debate estão a fome, a degradação do solo e o uso racional de recursos naturais.

    Durante a abertura, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, destacou o espírito de cooperação entre os países. Segundo ele, os avanços nas reuniões preparatórias aproximaram os membros de um acordo sólido. “Estamos muito próximos de concluir a Declaração Ministerial. Um texto forte, baseado em prioridades comuns, que mostra como os países do BRICS podem liderar ações concretas contra a insegurança alimentar”, afirmou.

    A minuta da declaração prevê o lançamento da Parceria do BRICS para a Restauração de Terras. A proposta será oficializada na reunião ministerial e apresentada na próxima Cúpula de Líderes do bloco, marcada para julho.

    Principais ações

    Foto: Divulgação – Mapa

    A iniciativa pretende recuperar áreas degradadas, conservar solos e otimizar o uso da água. As ações devem se basear em ciência e financiamento inovador, com foco no Sul Global. Além disso, a parceria quer envolver governos, comunidades locais e o setor privado em soluções de longo prazo.

    Ao mesmo tempo, outro ponto central é a conclusão do Plano de Ação 2025–2028. O documento guiará a cooperação agrícola do bloco nos próximos quatro anos. Entre os eixos prioritários estão: segurança alimentar, produção sustentável, inovação tecnológica, financiamento agrícola e comércio internacional.

    As discussões também abordam como essas ações podem beneficiar diretamente quem vive no campo. Delegados tratam de estratégias para apoiar pequenos agricultores, mulheres rurais, pescadores artesanais e jovens do meio rural.

    Os países analisam detalhes técnicos, métodos de implementação e mecanismos de monitoramento das propostas. A expectativa é que a reunião ministerial consolide os compromissos e fortaleça a atuação coordenada do bloco.

    Neste ano, o Brasil ocupa a presidência rotativa do BRICS. Em geral, o país aposta no fortalecimento da agricultura como caminho para o desenvolvimento sustentável. Portanto, a proposta brasileira une crescimento econômico, inclusão social e conservação ambiental.

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  • Cana Summit encerra segundo dia com debates sobre mercado, governança e políticas públicas

    Cana Summit encerra segundo dia com debates sobre mercado, governança e políticas públicas

    O 2º Cana Summit, realizado pela Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília, foi encerrado na tarde desta quinta-feira, 3, com dois painéis de debate, a assinatura de um convênio com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a apresentação da Carta de Brasília. O documento elaborado pela Orplana traz diretrizes para as autoridades políticas visando o reconhecimento do produtor de cana e sua inclusão em políticas públicas do setor.

    A primeira atividade do dia foi a assinatura do convênio com a Embrapa, que contou com a participação de Silvia Massruhá, presidente da empresa; Gustavo Rattes, presidente do Conselho Deliberativo da Orplana; José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana; Ana Euler, diretora executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia da Embrapa; Alexandre Alonso Alves, chefe-geral da Embrapa Agroenergia; e Juliana Evangelista, chefe-adjunta do Centro de Pesquisa da Embrapa.

    Ana Euler – Diretora Executiva de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia Embrapa
    Silvia Massruha, presidente da Embrapa
    Gustavo Rattes, presidente do Conselho Deliberativo da ORPLANA. Foto: Pedro H. Lopes/Agro em Campo

    “Somos procurados por diversas associações que nos trazem problemas para serem estudados dentro da propriedade do produtor. Com essa parceria, poderemos implementar ações de acordo com as demandas específicas de cada um. Por esse motivo, trouxemos nossa melhor parceria para firmar esse convênio, a Embrapa”, afirmou José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana.

    Painéis de debate no segundo dia do Cana Summit

    Após a assinatura do convênio, teve início o primeiro painel do dia, “O Mercado de Etanol e Dinâmica na Comercialização da Cana-de-Açúcar”. Participaram da discussão Bruno Rangel Geraldo Martins, presidente da Coplana; Márcio Meloni, diretor comercial e de varejo da Copercana; Marcos Farhat, diretor-presidente da Coplacana; e Matheus Kfouri Marino, presidente do Conselho de Administração da Coopercitrus. A moderação ficou a cargo de João Rosa, sócio-diretor do Pecege Consultoria e Projetos.

    cana summit
    Primeiro painel do dia. Foto: Pedro H. Lopes/Agro em Campo

    O painel abordou a participação dos fornecedores na moagem da cana no Centro-Sul, perfil dos produtores, desafios na gestão e fluxo de caixa, projeções para a safra 2025/2026, precificação do etanol e do açúcar, atuação das cooperativas, dificuldades na captação de recursos, custos de produção, planejamento financeiro, sucessão familiar e impactos climáticos como seca e estiagem.

    Segundo painel do dia. Foto: Pedro H. Lopes/Agro em Campo

    Um dos momentos mais aguardados do evento foi a revisão e discussão do Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo (Consecana), entidade que busca equilibrar o relacionamento entre produtores e indústrias. Foram debatidos temas como custos de produção e investimento, modelos de contratos, transparência e auditoria, automatização, eficiência, taxa de juros, governança independente e previsibilidade do setor.

    Apresentação da Carta de Brasília

    No encerramento do evento, Bruno Gracia Moreira, diretor tesoureiro da Orplana, apresentou a “Carta de Brasília”. O documento aponta diretrizes voltadas às autoridades políticas e destaca cinco pontos principais:

    • – Aproximação entre políticos e produtores;
    • – Priorização do etanol em todo o Brasil. Aumentando o consumo de etanol hidratado em todo território nacional através de parcerias;
    • – Garantia jurídica para uma regularização fundiária que garanta o patrimônio privado e o direito do produtor;
    • – Inserção do produtor de cana-de-açúcar nas políticas públicas, voltadas à sustentabilidade, rentabilidade, reciprocidade e acesso aos programas nacionais que envolvem o setor sucroenergético.
    • – Garantir ao produtor sua defesa nos seus direitos negociais, facilitando e incentivando o empreendedorismo.

    “Demonstramos com a Carta de Brasília que estamos presentes no espaço político. E atentos a todas as demandas e movimentos que envolvem direta ou indiretamente o setor sucroenergético”, frisou Bruno Moreira.

    Bruno Garcia Moreira apresenta Carta de Brasília. Foto: Pedro H. Lopes/Agro em Campo

    O Cana Summit reuniu mais de 600 canavicultores de diferentes regiões produtoras do país, além de representantes do setor sucroenergético, especialistas e autoridades. Para discutir desafios e perspectivas da cadeia produtiva e se consolida como um dos maiores eventos do setor no Brasil.

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