Tag: biodiversidade

  • Cooperativa de Tomé-Açu impulsiona agrofloresta sustentável

    Cooperativa de Tomé-Açu impulsiona agrofloresta sustentável

    O cooperativismo na Amazônia assume múltiplas faces e mostra que há caminhos possíveis para conciliar produção agrícola, inclusão social e preservação ambiental. Enquanto na comunidade de Anã, em Santarém, o turismo ecológico fortalece famílias ribeirinhas e protege o ecossistema; em Tomé-Açu, no nordeste do Pará, agricultores encontraram na agrofloresta a resposta para frear a degradação causada pela expansão da pecuária e da soja. Neste município, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (CAMTA) se tornou símbolo de inovação, tradição e desenvolvimento sustentável — um modelo replicável para toda a Amazônia.

    Quase um século de cooperação

    Fundada em 1929 por imigrantes japoneses, a cooperativa nasceu em meio ao desafio de adaptar cultivos tropicais ao clima e ao solo amazônicos. Com o tempo, consolidou-se como protagonista na difusão de técnicas agrícolas e na criação de alternativas sustentáveis para crises enfrentadas pela região. Hoje, reúne mais de 600 famílias cooperadas e alcança um faturamento anual superior a R$ 124 milhões.

    Alberto Oppata, Presidente da CAMTA – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Seu parque agroindustrial permite beneficiamento e exportação de cacau, açaí, pimenta-do-reino, cupuaçu, maracujá e outras frutas tropicais. Os produtos chegam a mercados como da Europa, Ásia e América do Norte. Cada um leva consigo não apenas qualidade e rastreabilidade, mas também a marca de uma agricultura que respeita o meio ambiente e valoriza a diversidade cultural local.

    “Estamos celebrando também os 96 anos da imigração japonesa, que trouxe conhecimento agrícola e visão de comunidade para esta região”, recorda o presidente da cooperativa, Alberto Oppata. Para ele, o segredo da longevidade está na resiliência: depois da praga que dizimou a pimenta-do-reino nos anos 1960, os produtores aprenderam que diversificação e inovação eram o único caminho.

    Agrofloresta como alternativa de futuro

    O grande diferencial da cooperativa está na difusão dos Sistemas Agroflorestais (SAFs), em que culturas agrícolas se misturam com espécies nativas da floresta. Essa integração recupera áreas degradadas, melhora o microclima, protege a biodiversidade e garante renda contínua ao agricultor.

    Ernesto Suzuki, Cooperado CAMTA/ CEO Casa Suzuki – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Um exemplo emblemático é o SAF dendê, conduzido pelo cooperado Ernesto Suzuki. Desde 2008, em parceria com a Natura, a Embrapa e instituições de pesquisa, ele testa técnicas de cultivo sustentável da palmeira, combinada a espécies como cacau, açaí e andiroba. O resultado é produção sem queimadas, com adubação orgânica e baixo custo de manutenção. “Hoje, conseguimos produzir dendê, cacau, açaí e andiroba juntos, mantendo equilíbrio ecológico e garantindo receita desde o primeiro ano”, explica Suzuki.

    Além da produção agrícola, Suzuki criou a Casa Suzuki em 2023, espaço dedicado à valorização da biodiversidade. Lá, cacau é transformado em chocolates finos, pesquisas com cogumelos avançam em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e turistas vivenciam experiências únicas, como o banho de floresta.

    Histórias que preservam a memória e a floresta

    A diversidade também marca a trajetória da família Mineshita, que há mais de três décadas aposta no sistema consorciado como forma de enfrentar pragas e garantir renda estável. Em 20 hectares, sendo 15 cultivados, o engenheiro agrônomo Armando Tamotsu Mineshita produz cacau, açaí, cupuaçu, banana, pitaya, rambutan e mangostão.

    Armando Mineshita, agricultor e cooperado CAMTA – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O modelo adotado cria um microclima que mantém a umidade, reduz o uso de adubos químicos e proporciona conforto até na hora da colheita. “Trabalhar no sol é difícil, mas aqui, pela manhã ou à tarde, a temperatura é sempre agradável”, comenta o agricultor. A produção atual chega a 10 toneladas de cacau, 7 de açaí e 7 de cupuaçu por ano.

    Para Mineshita, a grande lição é que a diversificação gera riqueza. “Aqui, aprendemos que é possível produzir em grande escala e, ao mesmo tempo, cuidar da floresta. A diversidade protege e fortalece a produção.”

    Inovação, inclusão e bioeconomia

    A Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu não é apenas uma associação de produtores. É também espaço de pesquisa, formação técnica e valorização social. A organização promove cursos de capacitação, mantém parcerias com universidades e empresas privadas e incentiva a participação feminina na gestão, com um comitê voltado para mulheres cooperadas.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Com esse trabalho, a cooperativa se tornou exemplo da bioeconomia amazônica, em que biodiversidade e conhecimento científico se transformam em geração de renda e oportunidades. Reconhecida nacional e internacionalmente, a experiência de Tomé-Açu é estudada por universidades e organismos multilaterais como modelo de agricultura tropical sustentável.

    Símbolo da Amazônia que dá certo

    As histórias de Oppata, Suzuki e Mineshita mostram que o futuro da Amazônia pode ser construído com base em tradição, ciência e cooperação. Mais que produzir alimentos, a cooperativa e seus associados criam uma narrativa de resistência e esperança: a de que é possível conciliar floresta em pé, qualidade de vida no campo e desenvolvimento econômico.

    Com quase um século de história, a Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu permanece como símbolo vivo de que a agricultura amazônica não precisa repetir o modelo predatório. Ao contrário: pode ser inspiração para o Brasil e para o mundo.

  • Trairão gigante é capturado em Tabaporã-MT

    Trairão gigante é capturado em Tabaporã-MT

    Um trairão (Hoplias lacerdae) de dimensões extraordinárias foi capturado recentemente nas águas de Tabaporã, município localizado no interior de Mato Grosso, chamando a atenção de pescadores esportivos e especialistas em ictiofauna regional. O exemplar, que ultrapassou 1 metro de comprimento, representa um dos maiores registros da espécie já documentados na região.

    A captura do trairão gigante aconteceu durante uma pescaria esportiva realizada nos rios que banham o município de Tabaporã. O peixe, conhecido cientificamente como Hoplias lacerdae e popularmente chamado de trairão ou traíra-açu, demonstrou toda a sua força característica durante a captura, proporcionando uma experiência inesquecível aos pescadores presentes.

    Os trairões são predadores naturais dos ecossistemas aquáticos da região Centro-Oeste, reconhecidos por sua agressividade e força durante a pesca. Exemplares com mais de 1 metro de comprimento são considerados raros e indicam a qualidade dos ambientes aquáticos onde habitam.

    Riqueza da fauna aquática de Mato Grosso

    A captura deste exemplar excepcional evidencia a extraordinária biodiversidade presente nos rios mato-grossenses. Tabaporã, assim como outros municípios do estado, possui uma rica rede hidrográfica que abriga diversas espécies de peixes de grande porte, consolidando Mato Grosso como um dos principais destinos para a pesca esportiva no Brasil.

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    “Exemplares como este trairão demonstram a importância da preservação dos nossos ecossistemas aquáticos”, destacam especialistas em pesca esportiva da região. A presença de peixes de grande porte indica a saúde dos rios e a abundância de recursos naturais disponíveis.

    Potencial turístico e econômico

    A pesca esportiva representa uma importante fonte de receita para municípios do interior de Mato Grosso. Pescadores de todo o Brasil se deslocam até a região em busca de exemplares como o trairão capturado em Tabaporã, movimentando a economia local através do turismo de pesca.

    Os rios da região oferecem condições ideais para o desenvolvimento de peixes de grande porte, com águas límpidas, abundante vegetação aquática e ecossistemas preservados. Esta combinação de fatores favorece não apenas a pesca esportiva, mas também a manutenção da biodiversidade local.

    Conservação e pesca sustentável

    A captura do trairão gigante também serve como um lembrete sobre a importância das práticas sustentáveis na pesca esportiva. O pesque-e-solte tem se tornado cada vez mais comum entre pescadores conscientes, garantindo a preservação de exemplares excepcionais e a continuidade da espécie nos rios mato-grossenses.

    Especialistas recomendam que pescadores esportivos adotem práticas responsáveis, respeitando os períodos de defeso e os tamanhos mínimos estabelecidos pela legislação ambiental. Dessa forma, é possível conciliar a paixão pela pesca com a conservação dos recursos naturais.

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  • 260 campos de futebol: projeto recupera Mata Atlântica com araucária

    260 campos de futebol: projeto recupera Mata Atlântica com araucária

    A Fundação CERTI concluiu a primeira fase do projeto “Mais Floresta com Araucária”, restaurando 262 hectares de Mata Atlântica nas regiões da Serra e Meio Oeste de Santa Catarina. A iniciativa foifinanciada pelo BNDES por meio do edital Restauração Ecológica. E recuperou uma área equivalente a mais de 260 campos de futebol, com o plantio de cerca de 40 mil mudas de espécies nativas, incluindo a emblemática araucária (Araucaria angustifolia).

    O projeto  contou com a participação de mais de 100 agricultores locais e apoio técnico das universidades UDESC, UFSC e IFSC. E visa fortalecer a biodiversidade e promover a sustentabilidade econômica por meio da valorização de espécies como a erva-mate, goiabeira-serrana, imbuia e casca d’anta. As araucárias, além de símbolo do ecossistema local, contribuem para a produção do pinhão, importante fonte de alimento e renda para comunidades da região.

    Foto: DIvulgação Mais Floresta

    Segundo Victor Augusto Moreira, coordenador de projetos do Centro de Economia Verde da CERTI, a restauração da Mata Atlântica traz benefícios ambientais como regulação climática, preservação de recursos hídricos e provisão de alimentos, além de impulsionar a economia local. “Nossa intenção foi contribuir para esse ecossistema tão importante, hoje reduzido a menos de 3% da cobertura original”, afirma Moreira.

    Além do reflorestamento, o projeto implantou módulos de sistemas agroflorestais em assentamentos da reforma agrária. E também promoveu capacitações em práticas agrícolas sustentáveis, ampliando as oportunidades para agricultores familiares. A rede de parceiros também viabilizou a criação de viveiros florestais, garantindo infraestrutura para futuras ações de restauração e conservação.

    Foto: DIvulgação Mais Floresta

    A restauração abrangeu Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reservas Privadas do Patrimônio Natural (RPPN) e áreas de Reserva Legal, consolidando um modelo viável de recuperação ambiental que alia conservação da biodiversidade, geração de renda e bem-estar para as comunidades rurais catarinenses.

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  • Estudantes visitam Embrapa Cerrados

    Estudantes visitam Embrapa Cerrados

    Nesta semana, estudantes do ensino médio do Distrito Federal e Entorno participaram de visitas educativas à Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF), para aprender sobre o bioma Cerrado e a importância da ciência na agricultura brasileira. As atividades ocorreram nos dias 3 e 4 de junho, com alunos do Colégio Estadual Divina Olímpio Miranda, da Cidade Ocidental (GO), e do Instituto Educacional Santo Elias, de Sobradinho (DF).

    Durante a visita, os estudantes tiveram contato direto com as características do Cerrado, incluindo sua vegetação, sementes, frutos e técnicas de restauração ambiental. Também conheceram ações voltadas à qualidade da água para consumo humano e irrigação agrícola. Na quarta-feira (4), os alunos visitaram laboratórios da unidade, onde foram apresentados a pesquisas sobre química da água, ecotoxicologia, análise de solos e microbiologia.

    O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Fábio Faleiro, destacou o papel da ciência e tecnologia no desenvolvimento da agricultura brasileira. “É possível produzir com responsabilidade e preservar o meio ambiente”, afirmou, ressaltando a transformação do Brasil de importador para um dos maiores exportadores mundiais de alimentos.

    Atividades

    As atividades começaram no auditório com vídeos explicativos sobre o Cerrado e o trabalho da Embrapa. O pesquisador Felipe Ribeiro conduziu a introdução e contextualização dos temas. Na área externa, os estudantes participaram de estações temáticas, onde a técnica Daphne Muniz demonstrou o uso de equipamentos para análise da qualidade da água, alertando que a aparência limpa nem sempre indica água própria para consumo.

    Na estação sobre a vegetação do Cerrado, pesquisadores Fabiana Aquino, Marina Vilela e Araci Alonso apresentaram plantas e frutos típicos, permitindo que os alunos manuseassem sementes e conhecessem a diversidade do bioma. Nos laboratórios, a supervisora Aline Rabello e os técnicos Francisco Delvico e Clodoaldo de Souza explicaram os processos científicos realizados, despertando grande interesse dos estudantes.

    Gabriel Calaça, participante da visita, elogiou a experiência: “Gostei muito dos laboratórios, especialmente da parte sobre bactérias que fixam nitrogênio. Achei isso fantástico.” Mariana Marques destacou a didática dos profissionais na apresentação das plantas e frutos do Cerrado. Já João Antônio Gomes resumiu o sentimento do grupo: “Faz muita diferença ver nos livros e estar aqui, podendo tocar e vivenciar.”

    Para o professor de História Carloman Porto, que acompanhou os alunos, a visita vai além do conteúdo curricular. “Os jovens compreendem melhor quando estão no local. Além disso, é uma oportunidade de conhecerem diferentes áreas de atuação profissional e, quem sabe, se inspirarem para o futuro”, avaliou. A atividade integrou um projeto escolar voltado para o meio ambiente.

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  • Amazônia ganha centro para recuperação de áreas desmatadas e degradadas

    Amazônia ganha centro para recuperação de áreas desmatadas e degradadas

    A Amazônia Legal acaba de receber um centro inovador dedicado à recuperação de áreas desmatadas e degradadas. Coordenado pela Embrapa, o Centro Avançado em Pesquisas Socioecológicas para a Recuperação Ambiental da Amazônia (Capoeira) reúne mais de 100 pesquisadores de 33 instituições nacionais e internacionais, incluindo universidades, órgãos governamentais, ONGs, empresas privadas e comunidades locais.

    Com um investimento de R$ 14 milhões, o projeto foi aprovado pelo CNPq no âmbito do programa Pró-Amazônia, que visa fomentar pesquisas estratégicas para o desenvolvimento sustentável da região.

    O Capoeira terá um hub na Embrapa Amazônia Oriental, em Belém, e atuará de forma virtual, integrando laboratórios e grupos de pesquisa em estudos socioeconômicos, ecológicos e bioculturais.

    Fragmentos de floresta em plantações de soja no município de Belterra.
    Foto Marizilda Cruppe/Divulgação

    Segundo Joice Ferreira, pesquisadora da Embrapa e coordenadora do centro, o objetivo vai além da produção científica: “Queremos articular uma transformação positiva na região, substituindo a cultura da destruição pela da restauração.”

    Amazônia em crise: desmatamento e degradação

    A Amazônia já perdeu 18% de sua cobertura original (846 mil km²), área equivalente a quase todo o estado de Mato Grosso, segundo dados do Inpe. Além disso, 370 mil km² (mais que o território da Alemanha) sofrem com degradação por incêndios, extração ilegal de madeira e fragmentação florestal.

    Esses distúrbios causam:

    • Emissões massivas de gases de efeito estufa
    • Perda de biodiversidade
    • Alterações no regime de chuvas
    • Aumento de conflitos socioambientais

    Estratégias de restauração em foco

    Os pesquisadores analisarão dados de mais de 100 áreas de estudo na Amazônia Legal, incluindo:

    • Florestas secundárias
    • Áreas degradadas
    • Sistemas Agroflorestais (SAFs)
    • Recuperação de sistemas aquáticos

    As técnicas avaliadas incluem:

    • Regeneração natural
    • Regeneração assistida (plantio de espécies nativas)
    • Plantio total (em áreas sem cobertura vegetal)

    Os SAFs são a estratégia mais estudada (37,88%), combinando produção agrícola e recuperação ambiental.

    Laboratórios vivos

    O projeto inclui “living labs” (laboratórios vivos) em três regiões estratégicas:

    • Santarém (PA) – Floresta Nacional do Tapajós e Resex Tapajós-Arapiuns
    • Mosaico do Gurupi (PA/MA) – Unidades de Conservação e Terras Indígenas
    • Nordeste Paraense – Municípios como Bragança, Paragominas e Tomé-Açu

    Esses espaços promoverão troca de conhecimentos entre cientistas e comunidades locais, fortalecendo ações de restauração biocultural.

    Restauração como solução para as mudanças climáticas

    O Brasil assumiu no Acordo de Paris o compromisso de recuperar 12 milhões de hectares até 2030, sendo 38% na Amazônia. A COP 30, que ocorrerá em Belém em 2025, deve ampliar o debate sobre o tema.

    “A restauração florestal é crucial para reduzir emissões e combater as mudanças climáticas”, afirma Joice Ferreira.

    Um levantamento da Aliança pela Restauração (2020) identificou 2.773 iniciativas de recuperação na Amazônia, cobrindo 113,5 mil hectares. A maioria (59%) são SAFs, seguidos por plantio de mudas (26%).

    “Laboratórios vivos” vão promover trocas de experiências e conhecimentos em três territórios amazônicos. Foto: Ronaldo Rosa/Embrapa

    Apesar de avanços em políticas como o Planaveg, os pesquisadores destacam a necessidade de esforços conjuntos entre governo e sociedade para ampliar a escala da restauração.

    O Capoeira surge como uma esperança para a Amazônia, integrando ciência, comunidades e políticas públicas em busca de um futuro sustentável. Com a COP 30 no horizonte, o centro pode se tornar um modelo global de recuperação ambiental.

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  • Abelhas solitárias: projeto protege polinizadoras essenciais para a biodiversidade

    Abelhas solitárias: projeto protege polinizadoras essenciais para a biodiversidade

    A Emater-MG desenvolve projeto inovador no Parque Estadual Serra Verde, em Belo Horizonte, para conservar abelhas solitárias, polinizadoras fundamentais para a biodiversidade e a agricultura. Essas abelhas, que não vivem em colmeias, representam cerca de 80% das espécies de abelhas no mundo e desempenham papel crucial na polinização de plantas nativas e cultivadas, incluindo orquídeas, abóboras, acerola, abacate, melancia e goiaba.

    As abelhas solitárias possuem uma língua (glossa) mais longa que permite acessar o pólen e néctar de flores de difícil alcance, o que as torna polinizadoras especializadas e essenciais para a reprodução de cerca de 85% das plantas com flores no planeta. No Brasil, existem mais de quatro mil espécies dessas abelhas, que ajudam a manter a diversidade genética das plantas e a saúde dos ecossistemas.

    Além de garantir a produção de frutos e sementes, a polinização realizada por essas abelhas contribui para a regeneração das matas e florestas. Influenciando diretamente a sustentabilidade ambiental e a produtividade agrícola.

    Projeto de conservação no Parque Estadual Serra Verde

    Desde 2021, a Emater-MG, em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF), instala ninhos artificiais no Parque Estadual Serra Verde, localizado próximo à Cidade Administrativa de Belo Horizonte. Esses ninhos são feitos de troncos e bambus com orifícios de diferentes diâmetros para acomodar a diversidade de tamanhos das abelhas solitárias, que variam de 5 milímetros a 5 centímetros.

    Após a fecundação, a abelha coloca seus ovos nesses orifícios, junto com alimento para a larva, e os fecha, deixando a cria se desenvolver sozinha. O monitoramento dos ninhos permite avaliar a ocupação e a reprodução dessas abelhas. Além de servir como indicador da qualidade ambiental local, já que abelhas solitárias não se encontram em áreas degradadas.

    O gerente do parque, André Santana, destaca que o projeto abriu oportunidades para pesquisas científicas sobre a ecologia e o comportamento das abelhas solitárias, essenciais para compreender o impacto da iniciativa e a conservação dessas espécies.

    As abelhas solitárias são bioindicadoras importantes, sinalizando a saúde dos ecossistemas. Sua presença indica ambientes bem conservados ou em processo de regeneração. A conservação desses polinizadores ajuda a preservar a biodiversidade, garantir a produção de alimentos e fortalecer a sustentabilidade na agricultura.

    Como contribuir para a proteção das abelhas solitárias

    • Incentivar a criação de habitats com flores nativas e evitar o uso indiscriminado de pesticidas.
    • Apoiar e divulgar projetos de conservação, como o da Emater-MG.
    • Promover a educação ambiental sobre a importância das abelhas para o equilíbrio dos ecossistemas.
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  • Semear Digital une agricultura e biodiversidade em pequenas e médias propriedades rurais

    Semear Digital une agricultura e biodiversidade em pequenas e médias propriedades rurais

    A Embrapa Agricultura Digital e a C3 Ambiental iniciaram, em maio, uma parceria para valorizar pequenos e médios produtores rurais que preservam a floresta. A iniciativa foca no bioma Mata Atlântica e abrange propriedades em Lagoinha e Jacupiranga, municípios do interior paulista. Esses locais integram o projeto Semear Digital, coordenado pela Embrapa e financiado pela Fapesp, que promove tecnologias inovadoras e sustentáveis para pequenas e médias propriedades.

    Por meio do programa Floresta & Carbono, a C3 Ambiental incentiva a conservação e recuperação de matas nativas, remunerando agricultores via mercado de carbono pelos serviços ambientais prestados. O projeto faz parte do BioMA Carbono, que cobre todo o bioma Mata Atlântica. Em Lagoinha, no Vale do Paraíba, a iniciativa atua desde 2023 com 13 propriedades participantes. Apesar da presença da Serra Quebra-Cangalha, um dos maiores contínuos de floresta atlântica do vale, a região apresenta fragmentos florestais isolados por pastagens, resultado da pecuária leiteira, principal atividade local.

    Em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, a iniciativa será apresentada oficialmente aos produtores em reunião na Câmara Municipal no dia 6 de junho, durante a Semana do Meio Ambiente. Jacupiranga abriga a porção mais preservada da Mata Atlântica paulista e conta com 505 estabelecimentos agropecuários, destacando-se a produção de banana e palmito pupunha.

    Débora Drucker, da Embrapa Agricultura Digital, explica que a parceria visa desenvolver soluções que incentivem a preservação da floresta em propriedades rurais, conservando a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica. “A remuneração por créditos de carbono oferece uma oportunidade de renda para os produtores, aliada a outras ações que promovem a sustentabilidade agrícola”, afirma.

    O projeto inclui capacitação de agentes multiplicadores sobre conservação, uso sustentável do solo e biodiversidade, com conteúdo definido em conjunto com os atores envolvidos.

    Pagamento por serviços ambientais e mercado de carbono

    A Mata Atlântica perdeu grande parte da vegetação original e mantém apenas 12,4% da cobertura natural. Cerca de 80% desses remanescentes estão em propriedades rurais privadas, evidenciando a importância de iniciativas que protejam a biodiversidade, melhorem a qualidade da água e do ar, controlem a temperatura, sequestram carbono e promovam serviços ecossistêmicos como polinização e redução de gases de efeito estufa.

    Além dos benefícios ambientais, a conservação florestal pode gerar renda alternativa para produtores. O carbono estocado nas matas se converte em créditos de carbono, negociados com empresas e pessoas que buscam compensar emissões. O mercado voluntário de carbono segue regras rigorosas de certificação para garantir transparência e rastreabilidade.

    Vanessa Fuentes, diretora de Operações da C3 Ambiental, destaca que pequenos e médios produtores enfrentam dificuldades para entrar no mercado de carbono devido aos custos e complexidade da certificação, tanto nacionalmente, com a Lei nº 15.042/2024, quanto internacionalmente. “Esses processos exigem metodologias específicas e auditorias independentes, inviabilizando a participação individual. Por isso, iniciativas que promovem a inclusão são fundamentais”, explica.

    A C3 Ambiental usa um modelo agrupado que reúne diversos produtores em uma única certificação, diluindo custos, facilitando o acesso ao mercado e viabilizando a geração de créditos mesmo para propriedades menores.

    Uso de DNA ambiental para monitoramento da biodiversidade

    A parceria também prevê pesquisas para aplicar técnicas avançadas de avaliação e monitoramento da biodiversidade via DNA Ambiental. Essa técnica coleta amostras de solo, água e outros componentes para extrair fragmentos de DNA das espécies locais.

    A análise genética ajuda a mapear a biodiversidade e pode gerar indicadores de qualidade ambiental. Em áreas com agricultura integrada à conservação, esses indicadores podem futuramente apoiar processos de certificação e a criação de créditos de biodiversidade.

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  • Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Projetos impulsionam sustentabilidade e transformação social na Caatinga

    Iniciativas socioambientais apoiadas pela Fundação Banco do Brasil (Fundação BB) ganham destaque ao promoverem desenvolvimento sustentável, inclusão social e preservação do único bioma exclusivamente brasileiro. Abrangendo cerca de 10% do território nacional e presente em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, a Caatinga é lar de mais de 27 milhões de pessoas e abriga uma biodiversidade única, com quase 5 mil espécies de plantas e mais de 1.100 espécies animais, muitas delas exclusivas da região.

    Entre os projetos de destaque está o “Mulheres Camponesas, Autonomia, Alimentação e Vidas Saudáveis na Caatinga”, realizado no Agreste pernambucano. Com investimento social de R$ 500 mil da Fundação BB, a iniciativa promove a recuperação de áreas degradadas, a implantação de quintais produtivos e a formação em agroecologia para mulheres assentadas da reforma agrária. Os quintais produtivos, próximos às residências, integram hortas, plantas medicinais e frutíferas, fortalecendo a agricultura familiar, a autonomia econômica e a preservação ambiental.

    Segundo representantes da entidade executora, o projeto já mostra impacto positivo nas comunidades, estimulando o reflorestamento e a convivência sustentável com o bioma. Nos municípios de Caruaru e São Joaquim do Monte, 60 famílias são beneficiadas diretamente, e outras 150 pessoas de forma indireta. A iniciativa aposta na diversidade de cultivos, uso de sementes crioulas e redução de insumos químicos, promovendo uma produção mais resiliente e sustentável.

    Tecnologia social e segurança alimentar

    Outro exemplo de transformação é o projeto “Nas Ramas da Esperança”, desenvolvido há 15 anos no Sertão do São Francisco. Em 2024, a iniciativa recebeu a certificação de Tecnologia Social da Fundação BB, ampliando sua atuação para 11 estados e 153 municípios. O projeto destaca-se pela introdução de alimentos biofortificados, como batata-doce, macaxeira e feijão, fundamentais no combate à fome e na diversificação da produção agrícola adaptada ao semiárido. Além de garantir segurança alimentar, o projeto capacita jovens e fortalece o protagonismo feminino nas comunidades rurais.

    Caatinga: potência ambiental e social

    A Caatinga, frequentemente subestimada por sua aparência seca, é um dos maiores trunfos ambientais do Brasil no combate ao aquecimento global, graças à sua eficiência na captura de carbono e à vegetação adaptada ao clima semiárido. O bioma enfrenta desafios como desmatamento, queimadas e degradação do solo, mas projetos de desenvolvimento sustentável e políticas públicas vêm fortalecendo sua preservação e valorizando o conhecimento local.

    A Fundação Banco do Brasil, ao lado de comunidades e parceiros, demonstra que o sertão pode florescer com inovação, inclusão e respeito ao meio ambiente. No Dia Nacional da Caatinga, o bioma se reafirma como espaço de vida, trabalho e esperança para milhões de brasileiros.

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  • IA identifica mais de 600 castanheiras nativas  na Amazônia

    IA identifica mais de 600 castanheiras nativas  na Amazônia

    O uso de inteligência artificial (IA) e drones vem revolucionando os inventários florestais na Amazônia. Em um sobrevoo de pouco mais de duas horas, a metodologia Netflora, desenvolvida pela Embrapa Acre, identificou 604 castanheiras-da-amazônia (Bertholletia excelsa) e mais de 14 mil outras árvores em uma área de 1.150 hectares na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, no Amazonas.

    Essa inovação representa um salto de eficiência em comparação aos métodos tradicionais, que exigem 73 dias de trabalho e uma equipe de cinco profissionais para cobrir a mesma área.

    O projeto, conduzido em fevereiro de 2025, integra o Projeto Geoflora, uma parceria da Embrapa Amazônia Ocidental com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema/AM), financiada pelo Fundo JBS pela Amazônia.

    Segundo o pesquisador Evandro Orfanó, da Embrapa Acre, o uso de IA no inventário florestal permite uma gestão mais sustentável dos castanhais nativos e de outras espécies, conectando o conhecimento científico aos sistemas tradicionais de uso da terra.

    Aplicativo facilita coleta e monitoramento de castanhais

    Os moradores da RDS do Uatumã terão acesso a um inventário digital por meio de um aplicativo de celular. A ferramenta disponibiliza planilhas, mapas dinâmicos e localização precisa das árvores, otimizando o trabalho dos extrativistas.

    “Será possível navegar na floresta como fazemos em cidades usando aplicativos de mapas, cada árvore mapeada terá um endereço único, representado por coordenadas geográficas”, explica Orfanó.

    Divulgação

    Além de melhorar a coleta, o sistema de georreferenciamento diminui o esforço físico, reduzindo as longas caminhadas dos extrativistas e contribuindo para a preservação dos recursos naturais.

    Netflora já mapeou mais de 70 mil hectares na Amazônia

    Tradicionalmente, uma equipe precisa de um dia inteiro para mapear cerca de 20 hectares. Com a metodologia Netflora, é possível mapear até 3.500 hectares por dia, produzindo informações detalhadas sobre a floresta a uma velocidade de 2 hectares por segundo.

    De acordo com Orfanó, essa inovação já mapeou mais de 70 mil hectares e permitiu a construção de um amplo banco de dados de imagens de espécies florestais, captadas por drones com câmeras RGB. Além disso, a tecnologia reduz em cerca de 90% os custos operacionais.

    Castanha-da-amazônia e a valorização do extrativismo sustentável

    A coleta da castanha-da-amazônia é fundamental para a economia das comunidades locais, integrando práticas de bioeconomia e sustentabilidade.

    A pesquisadora Kátia Emídio da Silva, chefe-adjunta de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Amazônia Ocidental, coordena o projeto Otimização da Coleta Extrativista da Castanha-do-Brasil no Amazonas, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

    A inovação reduz cerca de 90% dos custos em relação a inventários florestais tradicionais. Ao mesmo tempo em que aumenta a precisão e a eficiência do monitoramento ambiental. Foto: Caio Alexandre Santos/Embrapa

    O projeto visa instalar cabos aéreos (semelhantes a tirolesas) para transportar castanhas em áreas de difícil acesso. Assim, diminuindo o esforço físico e prevenindo problemas de saúde entre os extrativistas.

    “Com o apoio do Netflora, conseguimos mapear as castanheiras e planejar melhor a instalação dos cabos. Ampliando as áreas de coleta e tornando a atividade menos exaustiva”, afirma Silva.

    Jovens e novas oportunidades para o extrativismo

    A introdução de novas tecnologias, como o Netflora e os cabos aéreos, também busca atrair jovens para o extrativismo, atividade que muitos evitam devido ao esforço físico exigido.

    Além da castanha, a varredura do Netflora identificou outras espécies de interesse comercial, como breu, baru e copaíba. Que agora também poderão ser manejadas de forma sustentável na RDS do Uatumã.

    castanheira
    Cerca de um ano após o seu lançamento, Netflora já mapeou mais de 70 mil hectares de florestas na Amazônia. Imagem: Evandro Orfano

    A ampliação do banco de dados do Netflora tem sido fundamental para o reconhecimento automático de espécies. Atualmente, os algoritmos processam dados de diversas regiões, conseguindo identificar padrões regionais e espécies semelhantes, mesmo em áreas nunca antes analisadas.

    “Já conseguimos reconhecer a copa de uma palmeira da região Nordeste em áreas distintas, o que demonstra a capacidade de generalização dos algoritmos”, destaca Orfanó.

    O cruzamento de imagens captadas pelos drones com dados existentes também possibilitou a identificação de clareiras, árvores mortas e novas espécies. Ampliando significativamente o conhecimento sobre a diversidade da floresta amazônica.

    Como acessar e utilizar o Netflora

    O Netflora está disponível gratuitamente no repositório do GitHub. E pode ser utilizado por meio de um Notebook Colab, plataforma colaborativa hospedada na nuvem do Google.

    Não é necessário ter conhecimento avançado para utilizar a ferramenta. Um curso gratuito, “Detecção de espécies florestais com uso do Netflora”, está disponível na plataforma e-Campo da Embrapa, oferecendo um passo a passo para sua implementação.

    Para mais informações e para acessar os algoritmos, basta visitar a página oficial do Netflora.

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    Projeto registra biodiversidade em áreas reflorestadas

    Desde o ano 2000, a São Martinho desenvolve o Projeto Viva Natureza, iniciativa voltada à restauração de matas ciliares e à conservação da biodiversidade nas áreas de atuação da companhia. A ação já resultou na recuperação de mais de 2.580 hectares de vegetação nativa e no plantio de cerca de 4,3 milhões de mudas, fortalecendo os corredores ecológicos e criando condições favoráveis para o desenvolvimento da fauna local.

    Durante a safra 2024/2025, a empresa intensificou o monitoramento da fauna por meio de um protocolo estruturado de avistamento, que identificou 578 animais de 67 espécies diferentes nas áreas reflorestadas de suas quatro unidades. Os registros evidenciam a presença de espécies ameaçadas e quase ameaçadas de extinção, como a ariranha, a anta, a arara-vermelha e a onça-parda.

    Segundo dados levantados pela São Martinho, 59,34% dos animais observados são mamíferos, 26,64% aves e 14,01% répteis. A classificação do grau de ameaça segue a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A classificação das espécies registradas mostra que 49,83% se enquadram na categoria “menor preocupação”, como a coruja-buraqueira. Outras 18,51% pertencem ao grupo de espécies vulneráveis, como o lobo-guará, enquanto 1,9% aparecem como quase ameaçadas e 2,94% ainda não receberam avaliação.

    Jiboia. Foto: Miguel Biasoli/São Martinho

    O assessor de Meio Ambiente da São Martinho, André Tebaldi, destaca que o projeto de avistamento de fauna busca monitorar de forma contínua a biodiversidade, avaliar eventuais impactos das operações da empresa e embasar ações voltadas à preservação ambiental. “A iniciativa fortalece nosso compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade socioambiental, promovendo a convivência harmônica entre as atividades agrícolas e a conservação dos ecossistemas”, afirma.

    Registro fotográfico da fauna integra ação de educação ambiental

    Para ampliar a visibilidade do projeto, a São Martinho contratou o fotógrafo Miguel Biasoli, estudante de Ciências Biológicas na Unesp de Jaboticabal, para documentar a fauna presente nas áreas reflorestadas da Unidade São Martinho, em Pradópolis (SP). O trabalho de campo, realizado entre março de 2024 e janeiro de 2025, incluiu saídas semanais e uso de câmeras automáticas (“traps”) para registros noturnos.

    Ariramba-de-cauda-ruiva. Foto: Miguel Biasoli/São Martinho

    Biasoli fotografou mais de 200 animais, com destaque para aves como arara-vermelha, seriema, picapauzinho-barrado e gavião-caboclo. Além de mamíferos como macaco-prego, cachorro-do-mato, cervo, cateto e espécies raras como a onça-parda, tamanduá-bandeira, jaguatirica e lobo-guará. Cobras como jiboia e sucuri também foram registradas.

    Jacaré-do-papo-amarelo. Foto: Miguel Biasoli/São Martinho

    “As imagens revelam a riqueza ecológica das matas restauradas e comprovam a eficácia das ações de preservação da companhia”, comenta o fotógrafo. As fotos comporão um livro comemorativo bilíngue (português e inglês), com edições impressa e digital. A obra trará informações sobre os projetos ambientais da empresa e será distribuída gratuitamente, sem fins comerciais. Algumas imagens também passarão a decorar o Centro de Inovação da unidade.

    Arapapa. Foto: Miguel Biasoli/São Martinho

    O assessor de Inovação da São Martinho, Walter Maccheroni, destaca que o projeto reforça o valor ecológico e educativo da biodiversidade local. “Além de sensibilizar o público interno, as imagens ajudam a promover a conscientização ambiental. E a fortalecer a conexão entre nossas operações e a conservação dos recursos naturais”, conclui.

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