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  • Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    A 7ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quarta-feira (12/06) em Belo Horizonte, reunindo tradição, gastronomia e inovação no Parque de Exposições da Gameleira. O evento, que segue até 14 de junho. E destaca a riqueza dos sabores e saberes mineiros, contando com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Foto: Diego Vargas / Ascom / Seapa

    Com mais de 60 expositores, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reforça o papel de Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais. Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, “são 16 regiões caracterizadas e praticamente todos os queijos mineiros regulamentados”. Ele destacou ainda a entrega do registro de inspeção sanitária ao primeiro produtor de Queijo Cabacinha, apenas 30 dias após a regulamentação oficial em Pedra Azul, como exemplo do compromisso do Estado com a qualidade e a inovação no setor.

    Registro inédito para o Queijo Cabacinha

    O produtor José Alves dos Santos, de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, tornou-se o primeiro em Minas Gerais a receber o registro de inspeção sanitária para comercialização do Queijo Artesanal Cabacinha. A conquista foi viabilizada pelo trabalho conjunto de instituições como Seapa, IMA, Epamig e Emater, por meio do Projeto Queijo Minas Legal. Com o Selo Arte, o tradicional queijo cabacinha agora pode ser vendido em todo o Brasil. Fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando o acesso ao mercado nacional.

    O produtor de Queijo Cabacinha José Alves e a esposa Rita de Cássia Trindade Alves. Foto: FAEMG

    O subsecretário de Política e Economia Agropecuária, Gilson Sales, ressaltou que o festival aproxima produtores e consumidores. E promove os queijos artesanais em sua forma mais autêntica, incentivando a profissionalização do setor. O evento impulsiona a transformação da cadeia produtiva, estimula o consumo e cria novas oportunidades de mercado para os produtores mineiros.

    Atrações e programação

    Mais de 30 produtores participam do evento, oferecendo degustações, vendas e contato direto com o público. Entre as atrações, estão a Cozinha Show — com chefs renomados apresentando receitas criativas com queijo mineiro —, oficinas e palestras sobre técnicas de produção, certificação e tendências do mercado. O público também pode participar da eleição do “Melhor Queijo do Festival” por meio de degustações às cegas, valorizando os destaques desta edição.

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  • Novo caso de gripe aviária no Brasil

    Novo caso de gripe aviária no Brasil

    O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), confirmou nesta segunda-feira (26/5) o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves ornamentais em um sítio na região metropolitana de Belo Horizonte. Em 2023, o estado já havia registrado um caso de Influenza Aviária de Baixa Patogenicidade (H9N2) em um pato silvestre, que não representa risco para humanos nem causa sintomas graves nas aves.

    Em resposta ao novo caso, Minas Gerais decretou Situação de Emergência Sanitária Animal, publicada no Diário Oficial do estado, para viabilizar ações rápidas de prevenção, contenção e combate à doença, incluindo a mobilização de recursos humanos e tecnológicos. Essas medidas integram o Plano de Contingência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade, firmado entre União, estados e setor produtivo desde 2022, ano em que o vírus foi detectado pela primeira vez na América do Sul.

    Até o momento, não há impacto na produção avícola mineira. O governo estadual reforça a vigilância epidemiológica contínua, incluindo monitoramento de outras doenças avícolas como Newcastle, salmonelose e micoplasmose, além de implementar medidas de biosseguridade em granjas comerciais e propriedades de risco, cadastro e vistoria em criatórios de subsistência e ações educativas para prevenção.

    A transmissão do vírus das aves para humanos é rara, ocorrendo principalmente em pessoas com exposição intensa ao vírus ou com baixa imunidade. O consumo de carne e ovos devidamente cozidos não oferece risco de contaminação.

    Caso no Rio Grande do Sul

    No Rio Grande do Sul, o governo decretou estado de emergência em saúde animal por 60 dias após a confirmação de focos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial em Montenegro. A medida abrange 12 municípios gaúchos, incluindo Triunfo, Capela de Santana, Nova Santa Rita, Esteio, Canoas, Gravataí, São Leopoldo, Cachoeirinha, Novo Hamburgo e Portão, visando agilizar o combate à doença.

    Desde a confirmação do foco, o Serviço Veterinário Oficial do RS isolou a área, realizou o abate das aves afetadas e iniciou protocolos de desinfecção. Barreiras sanitárias foram instaladas para controlar o trânsito de veículos e evitar a disseminação.

  • Ibama desmantela criadouro clandestino de répteis exóticos em Minas Gerais

    Ibama desmantela criadouro clandestino de répteis exóticos em Minas Gerais

    Uma operação conjunta do Ibama e da Polícia Federal resultou na desarticulação de um criadouro ilegal de répteis em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte (MG). A ação foi deflagrada após investigações baseadas em denúncias de comércio irregular de animais silvestres em redes sociais.

    Durante a fiscalização, os agentes ambientais encontraram dez répteis mantidos em cativeiro sem autorização. Incluindo espécies exóticas como a píton-real (Python regius) e a cobra-do-milho (Pantherophis guttatus), além de um tigre-d’água (Trachemys dorbigni), espécie nativa do Brasil. As autoridades apreenderam os animais que viviam em condições inadequadas e os encaminharam ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas-MG). Agora, os veterinários avaliarão cada um antes de destiná-los a locais apropriados.

    A polícia deteve o responsável pelo criadouro clandestino e aplicou multas que somam R$ 4,3 mil, com base na Lei nº 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais). Os agentes o conduziram à Delegacia da Polícia Federal em Belo Horizonte. E poderá responder por tráfico de fauna silvestre, prática que movimenta um mercado ilegal de animais exóticos e nativos, muitas vezes destinados a colecionadores ou comércio irregular de pets.

    Impacto ambiental e riscos do tráfico de animais

    Além de representar um crime contra a biodiversidade, a criação e o comércio ilegal de animais silvestres expõem espécies a condições precárias, aumentando o risco de maus-tratos e disseminação de doenças. O Ibama alerta que a posse irregular de animais exóticos pode ainda desestabilizar ecossistemas caso esses espécimes sejam introduzidos na natureza.

    “Operações como essa são fundamentais para coibir o tráfico de fauna e proteger espécies nativas e exóticas da exploração ilegal”, afirmou um representante do Ibama. A fiscalização reforça o compromisso do governo brasileiro no combate ao comércio clandestino de animais. Essa prática coloca em risco tanto a saúde pública quanto o equilíbrio ambiental.

    O que diz a lei?

    De acordo com a Lei de Crimes Ambientais, a criação, venda ou transporte de animais silvestres sem autorização pode resultar em multas, prisão e apreensão dos espécimes. O Ibama reforça que apenas criadouros legalizados e autorizados podem manter animais exóticos ou nativos, desde que cumpram normas de bem-estar e conservação.

    Para combater esse tipo de crime, o Ibama incentiva a população a denunciar atividades suspeitas por meio do Linha Verde (0800 61 8080). Ou pelo site oficial do órgão. A colaboração da sociedade é essencial para identificar e reprimir redes de tráfico de animais em todo o país.

    Enquanto os répteis apreendidos em Minas Gerais aguardam destinação adequada, as autoridades reforçam a importância de conscientização sobre os riscos da posse ilegal de animais silvestres, prática que, além de criminosa, ameaça a sobrevivência de espécies e o equilíbrio da fauna brasileira.

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  • Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    Megaleite encerra com recordes e anuncia data para 2025

    A 19ª edição da Megaleite chegou ao fim neste sábado (15/06), e a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando já tem planos definidos para 2025. A próxima edição do evento será de 17 a 21 de junho, em Belo Horizonte/MG. Sem dúvida, a meta é repetir o sucesso deste ano, reunindo as principais raças bovinas leiteiras no Parque da Gameleira.

    A Megaleite é reconhecida como uma vitrine internacional da pecuária leiteira do Brasil, atraindo milhares de visitantes de diversos países para a capital mineira. Segundo Domício Arruda, presidente da Associação de Girolando, a exposição não só promove a genética brasileira, mas também impulsiona a economia local, gerando empregos diretos e indiretos, além de fomentar negócios em diversos segmentos.

    Na edição deste ano, que ocorreu de 11 a 15 de junho, a feira contou com a presença de 1500 animais de 160 expositores, representando as raças Girolando, Gir Leiteiro, Holandês, Guzerá, Guzolando, Jersey, Simental e Búfalos. Para o jurado Celso Menezes, a Megaleite reflete a notável evolução das raças nos últimos anos, destacando a qualidade genética alcançada, com vacas produzindo mais de 100 kg de leite por dia.

    Recordes impressionantes

    O evento também foi palco para quebras de recordes no Torneio Leiteiro da raça Girolando. A vaca Fanny FIV Kingboy 131 FGS Sapucaia, de Fernando Gonçalves dos Santos, estabeleceu um novo recorde ao produzir 306,960 kg de leite, com média de 102,320 kg/dia. Outro destaque foi a vaca jovem Tradição FIV Elixir Santa Luzia, de propriedade de José Freire Neto. Ela produziu 268,670 kg de leite, com média de 89,557 kg/dia.

    Além disso, a Megaleite 2024 registrou uma movimentação financeira estimada em R$ 220 milhões.  Houve a participação de cerca de 100 empresas expositoras de diversos segmentos. Comitivas de vários países, como Índia, Colômbia, México, Equador, El Salvador, Costa Rica, Panamá, Bolívia e Venezuela, além de brasileiros de todas as regiões do país, passaram pelo evento.

    Megaleite: desenvolvimento da pecuária leiteira

    A Megaleite é realizada na capital mineira desde 2016. Desde então, vem consolidando como um dos principais eventos do setor no país. O objetivo é continuar promovendo o desenvolvimento e a qualidade da pecuária leiteira brasileira. Afinal, a programação sempre conta com leilões, shoppings de animais, cursos, palestras, competições, além de atrações para o público. O Agro em Campo segue acompanhando os destaques do setor leiteiro. 

  • Batata em alta: preço sobe mais de 40% no atacado

    Batata em alta: preço sobe mais de 40% no atacado

    O preço da batata tipo ágata especial no atacado paulista alcançou R$ 210,49 por saca de 25 quilos na última semana, representando um aumento de 41,07% em relação ao período anterior.

    Essa valorização é atribuída às chuvas que ocorreram durante a semana, que afetaram negativamente a colheita nas regiões produtoras do Paraná, que estão no meio da temporada das secas, e também nas praças de Guarapuava (PR) e no Sul de Minas, que estão no fim da temporada das águas.

    No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte (MG), as altas foram de 35,55% e 34,56%, respectivamente, com as médias passando para R$ 203,33 por saca e R$ 193,46 por saca.

    Segundo pesquisadores do Hortifrúti/Cepea, a oferta deve aumentar na próxima semana, pois não é esperado um volume significativo de chuva em nenhuma praça. Isso pode ajudar a estabilizar os preços, mas por ora, a alta da batata continua a impor-se no mercado.