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  • Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Feira em BH tem cachaças de R$ 25 a R$ 15 mil; conheça as mais caras

    Quanto vale uma garrafa de cachaça? A bebida típica do Brasil atende diferentes perfis de consumidores. Com R$ 25, por exemplo, já é possível comprar uma garrafa. Entretanto, alguns rótulos custam milhares de reais.

    Na Expocachaça, em Belo Horizonte (MG), uma garrafa chega a R$ 15 mil. Esse é o preço da Extra Premium Diamond 2, produzida em Ivoti (RS). A bebida passa por 21 anos de envelhecimento. Além disso, a embalagem recebe um diamante cravado. Sem a pedra, a mesma versão custa R$ 10 mil.

    As duas versões estão entre as cachaças mais caras disponíveis na Expocachaça. A feira começa na próxima quinta-feira (6) e segue até sábado (8), na capital mineira.

    Cachaça premium tem produção limitada

    Segundo o expositor Marcelo Pelisson, a Weber Haus Extra Premium apresenta características especiais. A destilaria envelhece a bebida durante seis anos em barris de carvalho francês. Depois, o processo continua por mais seis anos em barris de bálsamo.

    Além disso, a destilaria produz essa série em edição limitada. Pelisson participa da Expocachaça pelo 14º ano. Segundo ele, Minas Gerais representa um mercado promissor para a bebida.

    O expositor também destaca o consumo de cachaça no estado e na capital mineira. “Como destilaria gaúcha, não podemos ficar de fora”, afirma Pelisson.

    Quem compra a cachaça de R$ 15 mil?

    De acordo com Pelisson, diferentes perfis procuram a cachaça mais cara da feira. Entre eles estão colecionadores, admiradores da bebida e consumidores comuns. O expositor também ressalta a qualidade do produto. Segundo ele, a bebida pode ser comparada aos grandes conhaques mundiais.

    Expocachaça deve movimentar R$ 30 milhões

    A organização estima que a Expocachaça movimente cerca de R$ 30 milhões durante e após o evento. O valor considera negociações comerciais, lançamentos de produtos e abertura de novos mercados. Além disso, a feira busca fortalecer relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Segundo o idealizador José Lúcio Mendes, o evento nasceu para fortalecer a cadeia da cachaça de alambique. Por isso, a Expocachaça reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos e fornecedores de insumos.

    A programação também inclui distribuidores, compradores e especialistas do setor. Assim, o evento cria um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor.

    Durante a feira, também acontecem a 19ª Brasil Bier e a 4ª edição do Minas + Doce. A Brasil Bier concentra atrações relacionadas às cervejas. Já o Minas + Doce destaca o segmento de doces.

    Minas Gerais lidera produção de cachaça

    A força da Expocachaça acompanha a liderança de Minas Gerais na produção brasileira de cachaça. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados. Minas Gerais concentra 501 deles. Portanto, o estado reúne 39,6% das cachaçarias registradas no país.

    Além disso, Minas possui 2.492 produtos registrados. Esse número representa 34,5% de todos os rótulos de cachaça registrados no Brasil. Os dados reforçam a importância de Minas Gerais para o mercado nacional da bebida.

  • Conheça a maior feira de cachaça do mundo

    Conheça a maior feira de cachaça do mundo

    A cadeia produtiva da cachaça volta a ocupar o centro das atenções do agronegócio brasileiro entre os dias 6 e 8 de agosto, em Belo Horizonte (MG). A 35ª edição da Expocachaça promete reunir cerca de 250 expositores de 18 estados, aproximadamente 2 mil marcas e um público estimado em 25 mil visitantes. O evento consolida sua posição como a maior vitrine mundial do setor. E um dos principais ambientes de negócios para produtores, fornecedores, distribuidores, compradores e investidores.

    Foto: Antenados

    A organização estima que a feira movimente R$ 30 milhões durante e após sua realização. Esse resultado deve vir das negociações comerciais, do lançamento de produtos, da geração de novos mercados e do fortalecimento das relações entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

    Ao longo de quase três décadas, a Expocachaça deixou de ser apenas um evento de degustação. E se transformou em uma plataforma estratégica para o desenvolvimento da agroindústria da cachaça. A feira promove inovação, amplia o acesso a mercados, qualifica a produção e valoriza o destilado brasileiro.

    “A Expocachaça nasceu com o propósito de fortalecer toda a cadeia produtiva da cachaça de alambique. Hoje, ela reúne produtores rurais, fabricantes de equipamentos, fornecedores de insumos, distribuidores, compradores e especialistas em um ambiente voltado para negócios, conhecimento e geração de valor”, destaca José Lúcio Mendes, idealizador da feira.

    Minas Gerais lidera a produção nacional

    Minas Gerais mantém a liderança na produção brasileira de cachaça, e esse protagonismo explica a força do evento no estado. Segundo o Anuário da Cachaça 2025, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Brasil possui 1.266 estabelecimentos registrados,. Dos quais 501 estão em Minas Gerais, o equivalente a 39,6% de todas as cachaçarias do país. O estado também concentra 2.492 produtos registrados, ou 34,5% dos rótulos nacionais.

    Esses números reforçam a importância econômica da atividade, que movimenta milhares de produtores rurais, pequenas agroindústrias, cooperativas, fornecedores de equipamentos, fabricantes de barris, laboratórios, transportadores e distribuidores.

    ANPAQ lança o Selo Nacional da Cachaça de Alambique

    A Associação Nacional da Cachaça de Alambique (ANPAQ) lança durante o evento o Selo Nacional da Cachaça de Alambique, iniciativa que marca um avanço na valorização e na proteção da produção tradicional brasileira.

    O selo identifica a autêntica cachaça de alambique, produzida em alambique de cobre e conforme critérios técnicos estabelecidos pela entidade. Eoferece ao consumidor mais segurança quanto à origem, à qualidade e à procedência do produto. Cada certificação traz QR Code e código serial exclusivo, o que permite acessar informações sobre o produtor, o processo de produção e a autenticidade da bebida.

    Mais do que um elemento de identificação, o selo reforça o compromisso do setor com a preservação da tradição, a valorização dos produtores e a transparência para o consumidor. A iniciativa consolida a Expocachaça como palco dos principais avanços da cadeia produtiva da cachaça brasileira.

    Feira cria ambiente de negócios para o agro

    A programação da Expocachaça reúne rodadas de negócios, exposição de equipamentos para alambiques, fornecedores de embalagens, barris, tecnologia, insumos, serviços especializados e lançamentos voltados ao setor produtivo.

    Entre os temas que devem pautar as discussões desta edição estão a sucessão familiar nas propriedades rurais, a agregação de valor ao produto, a indicação geográfica, a rastreabilidade, a internacionalização, as certificações, a qualidade laboratorial, a sustentabilidade e os impactos da reforma tributária sobre o segmento.

    O crescimento das bebidas prontas para consumo (RTDs), novas estratégias de posicionamento de mercado e a ampliação do turismo rural associado aos alambiques também ganham espaço na programação. Uma tendência que vem diversificando a renda das propriedades produtoras.

    “A cadeia da cachaça evoluiu significativamente nas últimas décadas. Hoje falamos de um produto com elevado valor agregado, forte identidade territorial e crescente reconhecimento nacional e internacional. A Expocachaça acompanha essa evolução, promovendo conexões que fortalecem todo o setor”, afirma José Lúcio Mendes.

    Evento integra diferentes cadeias produtivas

    A Expocachaça acontece simultaneamente à 19ª Brasilbier e à 4ª Minas + Doce. Oque amplia o diálogo entre diferentes segmentos do agronegócio, da agroindústria e da gastronomia. Essa integração cria oportunidades para novos negócios, parcerias comerciais e valorização dos produtos de origem mineira.

    O Brasil tem 1.217 cachaçarias registradas em 2023, segundo o Anuário da Cachaça 2024, divulgado pelo Ministério da Agricultura.
    Foto: Divulgação – MAPA

    Ao reunir produtores, compradores, especialistas, pesquisadores e consumidores, a Expocachaça consolida Belo Horizonte como ponto de encontro de uma das cadeias produtivas mais tradicionais e representativas do agronegócio brasileiro.

    Serviço
    • 35ª Expocachaça, 19ª Brasil Bier e 4ª Minas + Doce
    • Data: 6 a 8 de agosto de 2026
    • Horário: das 12h às 00h
    • Local: CenterMinas Expo — Av. Pastor Anselmo Silvestre, 1495, União, Belo Horizonte, MG
    • Ingressos: disponíveis no site oficial da Expocachaça e na Sympla. Nos dias do evento, a bilheteria do CenterMinas Expo também vende ingressos.
    • Site: www.expocachaca.com.br
    • Instagram: @expocachaca
  • Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    Festival do Queijo Artesanal de Minas bate recorde e atrai 28 mil visitantes

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) encerrou neste sábado sua edição mais expressiva até agora. Ao longo de três dias no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, o evento reuniu 28.766 visitantes. Um número superior ao da edição anterior, consolidando o festival entre os principais encontros dedicados ao queijo artesanal no Brasil.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O primeiro dia, quinta-feira, concentrou o maior fluxo: 12.143 pessoas passaram pelo evento. Na sexta-feira, o público chegou a 7.763 visitantes, e o sábado registrou mais 8.860 participantes. Os números indicam crescimento consistente do interesse pelos queijos artesanais mineiros e reforçam o papel do festival na promoção de produtores e regiões tradicionais do estado.

    Durante a programação, visitantes degustaram produtos de diferentes regiões, participaram de harmonizações, aulas-show gastronômicas e palestras que aproximam o consumidor dos saberes e da história por trás de cada queijo.

    Serro vence votação popular; Mantiqueira e Vale do Jequitinhonha completam o pódio

    A votação popular foi um dos momentos mais disputados do festival. Após degustar amostras das diferentes regiões produtoras, o público elegeu o queijo do Serro como o favorito da edição.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A Mantiqueira de Minas ficou em segundo lugar, e o Vale do Jequitinhonha conquistou o terceiro posto. Um resultado que celebra a diversidade e a qualidade da produção queijeira mineira.

    Certificação muda a vida de produtor do Vale do Jequitinhonha

    Entre as histórias que marcaram a edição, destacou-se a de José Alves dos Santos, produtor do Queijo Cabacinha da Fazenda Terra Estranha, em Joaíma, no Vale do Jequitinhonha. No festival pelo segundo ano consecutivo, ele atribui à certificação conquistada em 2025 uma virada decisiva para o negócio. Com produção estabilizada em cerca de 200 litros de leite por dia, a fazenda ampliou a participação em feiras e expandiu a comercialização para diferentes regiões de Minas Gerais.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    “Antes eu não conseguia vender toda a minha produção. Com a certificação, a situação mudou. O festival abriu portas e nos permitiu participar de feiras e eventos que deram mais visibilidade ao nosso queijo”, conta Santos.

    Festival se afirma como ferramenta de desenvolvimento, dizem lideranças

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o FQAM vai além da celebração cultural. “O festival gera oportunidades, amplia mercados e fortalece um dos produtos mais emblemáticos da nossa identidade”, afirmou.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio Pitangui de Salvo, destacou o fortalecimento contínuo da cadeia produtiva. “O queijo artesanal mineiro segue ganhando reconhecimento e valor. O festival mostra a força dos nossos produtores e a importância dessa cadeia para o desenvolvimento do estado.”

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Além de espaço de comercialização e degustação, o FQAM reafirma seu papel como vitrine da tradição queijeira mineira, fortalecendo a conexão entre produtores e consumidores e ampliando o reconhecimento de um dos maiores patrimônios gastronômicos do país.

  • Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    Belo Horizonte recebe Festival do Queijo Artesanal de Minas

    O Festival do Queijo Artesanal de Minas começa nesta quinta-feira (4) em Belo Horizonte e reúne produtores de 14 regiões reconhecidas pela produção queijeira no estado. A 8ª edição do evento segue até sábado (6), no Parque de Exposições da Gameleira, com entrada gratuita e programação voltada à valorização do queijo artesanal mineiro.

    Foto: Divulgação FQAM

    O festival é realizado pelo Sistema Faemg Senar em parceria com o Sebrae Minas. E oferece ao público a oportunidade de conhecer, degustar e comprar queijos diretamente dos produtores. A agenda inclui atividades técnicas, gastronômicas e culturais que reforçam a importância do setor para a economia rural.

    Entre os destaques, está o 3º Encontro das Mulheres do Queijo. Ele ocorre nesta quinta-feira e reúne produtoras de diversas regiões para discutir liderança, comunicação, comercialização e o papel feminino na cadeia produtiva.

    O evento também promove o Seminário Técnico do Queijo Artesanal, que aborda desafios, inovação e perspectivas de mercado com especialistas e produtores.

    Programação

    A programação inclui ainda oficinas gastronômicas, harmonizações, cozinha show com chefs convidados, degustações orientadas, experiências sensoriais e apresentações musicais. Os organizadores estruturaram o evento para aproximar consumidores, produtores e compradores, além de incentivar o intercâmbio de conhecimento.

    Considerado uma das principais vitrines do queijo artesanal brasileiro, o festival amplia a visibilidade de um produto que representa a cultura mineira. Além de ganhar espaço no mercado nacional e internacional. Participam desta edição produtores das regiões de Alagoa, Araxá, Canastra, Campo das Vertentes, Cerrado, Diamantina, Entre Serras da Piedade ao Caraça, Mantiqueira de Minas, Serra Geral, Serras da Ibitipoca, Serro, Triângulo Mineiro, Vale do Jequitinhonha e Vale do Suaçuí.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, destaca o papel estratégico do evento na conexão entre campo e cidade. “O festival aproxima o consumidor da história e do trabalho das famílias produtoras, além de gerar oportunidades de negócios e ampliar mercados para o queijo artesanal mineiro”, afirma.

    Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, o evento fortalece a cadeia produtiva ao estimular capacitação e geração de negócios. “O festival cria um ambiente de troca de experiências e impulsiona pequenos empreendedores que contribuem para a identidade econômica e cultural de Minas Gerais”, diz.

    A organização espera receber milhares de visitantes ao longo dos três dias. Além de promover os territórios produtores, o festival reforça o papel do queijo artesanal na geração de renda, emprego e desenvolvimento regional.

  • Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Festival do Queijo Artesanal em BH destaca liderança feminina

    Belo Horizonte recebe a 8ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas entre os dias 4 e 6 de junho, no Parque da Gameleira. Este ano, o evento dá voz às mulheres que lideram a produção queijeira no estado, com uma programação dedicada a debater liderança, comunicação e valorização feminina no setor.

    Foto: Divulgação FQAM

    No dia 4 de junho, das 14h às 16h, a Sala Minas Gerais recebe a terceira edição do Encontro das Mulheres do Queijo. O Sistema Faemg Senar e o Sebrae Minas organizam a iniciativa para valorizar as produtoras rurais e discutir sua representatividade no agronegócio.

    A organização espera reunir mais de 100 mulheres que atuam na cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal. Segundo Silvana Novais, gerente no Sistema Faemg Senar, o debate deste ano foca no fortalecimento dos negócios familiares e na promoção dos territórios produtores mineiros.

    Comunicação e mercado como ferramentas de sucesso

    A programação foca no desenvolvimento profissional das participantes. O evento oferece uma palestra sobre comunicação pessoal e posicionamento de mercado, além de um painel com representantes de diversas regiões produtoras de Minas Gerais.

    Foto: Divulgação FQAM

    Silvana Novais explica que o objetivo é ensinar as produtoras a apresentarem melhor seus produtos e falarem com mais propriedade. “Queremos valorizar a pessoa produtora e mostrar a importância dela no mercado de queijos. Essa valorização impacta não apenas a mulher, mas todo o negócio da família”, destaca a gerente.

    Crescimento feminino no campo

    O protagonismo das mineiras reflete uma tendência nacional. Dados do Censo Agropecuário do IBGE confirmam o aumento de mulheres na gestão de propriedades rurais no Brasil. No setor do queijo artesanal, essa presença fortalece a tradição familiar e garante a transmissão de saberes entre gerações.

    Foto: Divulgação FQAM

    Além do encontro voltado para as mulheres, o festival oferece ao público:

    • Exposição e venda de queijos artesanais de várias regiões.
    • Cozinha show e oficinas gastronômicas.
    • Palestras técnicas e harmonizações.
    • Programação cultural completa.

    Serviço

    8º Festival do Queijo Artesanal de Minas

    • Data: 4 a 6 de junho de 2026.
    • Local: Parque da Gameleira – Belo Horizonte.
    • Entrada: Gratuita (mediante credenciamento online).

    3º Encontro das Mulheres do Queijo

    • Data: 4 de junho.
    • Horário: 14h às 16h.
    • Local: Sala Minas Gerais (Parque da Gameleira).
    • Participação: Gratuita.
  • Em Minas, feiras livres garantem renda para quase 19 mil famílias do campo

    Em Minas, feiras livres garantem renda para quase 19 mil famílias do campo

    As feiras livres transformam ruas e praças em pontos pulsantes de economia e encontro em Minas Gerais. Aos sábados em Formiga, o aroma de hortaliças frescas, doces caseiros e queijos atrai uma clientela fiel. Para o produtor José Lopes, que há 36 anos comercializa seus produtos no local com ajuda do filho, a feira representa mais que um negócio. “A feira é tudo para mim. Enquanto eu tiver vida, eu vendo na feira. Quem compra lá já é família”, afirma.

    A história de José se repete em centenas de municípios. A Emater-MG, em parceria com as prefeituras, apoia e organiza feiras livres em quase 700 cidades mineiras. A iniciativa beneficia diretamente 18,9 mil famílias de agricultores, que encontram nesses espaços uma fonte vital de renda. Dados da empresa apontam uma renda média mensal de R$ 1.158,21 por família participante.

    “As feiras criam um espaço fundamental de socialização, profissionalização e inclusão socioeconômica. Elas geram emprego e renda, inserem o produtor no mercado e dinamizam o comércio local”, explica Raul Machado, coordenador técnico da Emater-MG. Machado destaca ainda um dado promissor: os jovens rurais já participam ativamente de 65% dessas feiras, mostrando o engajamento das novas gerações com a agricultura familiar.

    Conexão campo-cidade na capital

    Em Belo Horizonte, as feiras cumprem a missão de conectar o campo à cidade. Desde 2018, a Feira da Agricultura Familiar na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) virou ponto de encontro mensal entre produtores e consumidores. O sucesso levou a parceria com a Emater-MG a se renovar até 2025.

    Mais de 100 agricultores e artesãos de 86 municípios já participaram do evento. Cada edição reúne cerca de 25 barracas e movimenta aproximadamente R$ 30 mil – valor que pode dobrar em datas comemorativas. “Adotamos um rodízio para garantir rotatividade e atender aos próprios agricultores, dando oportunidade a todos”, explica Wagner Santos Fani, coordenador regional da Emater-MG.

    A cafeicultora Conceição de Jesus Lara, de Piedade dos Gerais, coleciona clientes fiéis na feira. “O cliente compra, gosta e depois manda mensagem perguntando quando a gente volta. Diz que está com saudade do café”, relata.

    Além da ALMG, a Emater-MG coordena outras edições da Feira da Agricultura Familiar em BH, em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Associação dos Técnicos Agrícolas de Minas (Atamg). O projeto usa recursos do Comitê Gestor do Dano Moral Coletivo para fortalecer a agricultura familiar.

  • Projeto vai ampliar fiscalização e segurança da cachaça mineira

    Projeto vai ampliar fiscalização e segurança da cachaça mineira

    O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) lançou o Projeto Bebida Segura, que cria o Laboratório de Análise de Bebidas (LABE) em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A iniciativa, financiada com R$ 1,9 milhão do Fundo Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (FEPDC), busca garantir mais qualidade, transparência e segurança no mercado de bebidas alcoólicas, especialmente da tradicional cachaça mineira.

    Foto: Acervo IMA

    Com o novo laboratório instalado no Laboratório de Química Agropecuária (LQA) do IMA, o governo pretende agilizar as análises de bebidas, assegurar o cumprimento dos padrões de identidade e qualidade e reduzir os riscos de adulteração e contaminação. A meta é proteger a saúde do consumidor e fortalecer o setor produtivo local.

    Segundo a diretora-geral do IMA, Luiza de Castro, o controle rigoroso reforça a credibilidade dos produtos mineiros. “A oferta de bebidas adulteradas compromete a economia e a imagem de Minas no mercado mundial. O projeto consolida o estado como referência em legalidade, qualidade e valorização dos produtos regionais”, afirmou.

    Estrutura moderna e maior agilidade

    O LQA já conta com equipe especializada formada por químicos, farmacêuticos e técnicos. O novo investimento garantirá adaptações físicas, aquisição de equipamentos, desenvolvimento de métodos analíticos e ampliação da autonomia do laboratório.

    De acordo com Lucas Guimarães, gerente de inspeção de produtos de origem vegetal do IMA, o Laboratório de Bebidas deve reduzir o tempo entre a coleta e a emissão dos resultados, além de aumentar o número de amostras analisadas. “Vamos reforçar o rastreamento e a confiabilidade das informações, prevenindo fraudes no mercado mineiro”, destacou.

    A chefe do LQA, Lucimere Mendes, acrescentou que a criação do LABE “reafirma o compromisso do IMA com a segurança alimentar e a saúde pública”.

    Para Cássia Freitas, subsecretária de Relações Institucionais da Casa Civil, o esforço conjunto entre os órgãos estaduais foi essencial para viabilizar o projeto. “Essa captação de recursos fortalece a proteção ao consumidor e garante que as bebidas vendidas em Minas tenham qualidade comprovada”, disse.

  • Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Belo Horizonte já sente o cheiro doce da cana no ar. A cidade se apronta, quase como em festa de interior, para celebrar as melhores cachaças de alambique de Minas na próxima segunda-feira (17/11). E, no entanto, há algo diferente no ar. É aquela mistura curiosa: capital grande, alma rural. E tudo, inevitavelmente, se encontra ali, num salão iluminado, a partir das 18h.

    A premiação marca o 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras. O evento cresceu. Cresceu mesmo. E, para ser sincero, cresceu rápido. Foram 247 bebidas inscritas — um salto de quase 14% em relação à edição de 2024. Além disso, muito produtor novo apareceu. Outros retornaram. E todos carregaram suas garrafas como quem leva um filho para ser avaliado por uma banca de gente séria. Porque, no fim das contas, é isso que a cachaça representa: trabalho, paciência e certo orgulho silencioso.

    A mesa de jurados, formada por 24 especialistas, provou tudo. Sem pressa. Com método próprio, criado para o concurso. Cada cachaça com registro no Ministério da Agricultura, cada gole medido, cada aroma contado. Uma ciência que parece simples, mas não é. Mas nada é tão simples quando envolve tradição.

    O concurso, puxado pelo Governo de Minas, tenta mostrar isso: que a cachaça é mais que bebida. Ou seja, é história, é diversidade. A Emater-MG lidera a organização, ao lado do IMA, da Epamig e de outras mãos que conhecem o chão mineiro melhor que qualquer mapa.

    Disputa em 4 categorias

    As categorias? Quatro, bem claras. Cachaça de Alambique. A Armazenada. A Envelhecida. E a Envelhecida Premium ou Extrapremium. Cada uma com seu charme. Seu tempo. Seu silêncio dentro do barril.

    Mas tem novidade também. Um diploma especial por polo produtivo — pra dar cara de território, não só de garrafa. E, além disso, surge o prêmio “Mulher Destaque da Cachaça Mineira”. Um reconhecimento que chega tarde, mas chega bonito. Logo depois, outro troféu entra em cena: o da melhor bebida da agricultura familiar. E, por fim, tudo isso costura uma ideia maior. História viva. Gente de verdade. Trabalho de sol e sereno. E, no entanto, com uma força que não aparece nas manchetes, mas aparece no copo.

    E existe o sonho maior. Atingir nota acima de 95 pontos. Quem alcançar esse feito leva o Troféu Diamante. Raridade. Quase mito. Mas possível.

    Serviço:
    • O quê: Premiação do 2º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras
    • Quando: Segunda-feira, 17 de novembro, a partir das 18h.
    • Onde: Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), na região Centro-Sul da capital.
  • Semana Internacional do Café 2025 cresce 50% e atrai público global

    Semana Internacional do Café 2025 cresce 50% e atrai público global

    A Semana Internacional do Café (SIC) 2025 chega com crescimento expressivo, reunindo 240 expositores e visitantes de mais de 40 países em Belo Horizonte. O evento, que ocorre de 5 a 7 de novembro no Expominas, destaca o tema “Café em Transformação – Inovação, Sustentabilidade e Oferta do Mercado Global” e movimenta R$ 150 milhões.

    Organizado pelo Governo de Minas, Sistema Faemg Senar, Sebrae Minas e Espresso Company, o evento cresce 50% em área ocupada em relação a 2024. Com expectativa de público de 25 mil pessoas.

    O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, destaca que a SIC se consolidou como ponte estratégica para a cadeia produtiva do café. “Minas investe em qualidade, novos mercados e tecnologias sustentáveis para o setor”, afirma.

    O presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo, reforça a liderança mineira na cafeicultura mundial, com Minas respondendo por 47% da produção brasileira. Ele ressalta o papel da SIC como espaço de diálogo e fortalecimento da cadeia produtiva.

    Transformações do mercado

    Marcelo de Souza e Silva, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, vê a SIC como palco para preparar pequenos produtores para as transformações do mercado, com foco em gestão, inovação e origem do café.

    Desde sua primeira edição em 2013, o Governo de Minas mantém plantão técnico no evento. Técnicos orientam produtores sobre processos produtivos e políticas públicas, como o Certifica Minas Café, primeiro selo de certificação governamental para propriedades cafeeiras do Brasil.

    A programação inclui rodadas de negócios, salas de cupping, campeonatos, o prêmio Coffee of the Year para os melhores cafés da safra, e o Expresso Design, que premia embalagens inovadoras. No último dia, o consumidor final poderá participar e interagir diretamente com toda a cadeia produtiva do café.

  • Belo Horizonte recebe a maior Expocachaça da história

    Belo Horizonte recebe a maior Expocachaça da história

    Belo Horizonte se prepara para sediar a 34ª edição da Expocachaça, maior evento dedicado à cachaça de alambique no mundo, entre os dias 7 e 9 de agosto. O encontro, que acontece no CenterMinas Expo, ocupará três pavilhões e 12.170 m², confirmando-se como a maior edição já realizada. A organização espera movimentar R$ 30 milhões na economia e impulsionar toda a cadeia produtiva do setor.

    A feira reúne aproximadamente 250 expositores e mais de 2.000 marcas de cachaça provenientes de 18 estados brasileiros. “Queremos promover o produto nacional, fomentar negócios e continuar agregando valor à cachaça. Em todas as edições, a Expocachaça movimentou cerca de R$ 500 milhões”, diz José Lúcio Mendes, diretor do evento.

    Minas + Doce

    Além da cachaça, a Expocachaça traz o projeto Minas + Doce, com curadoria de Rosilene Campolina, para valorizar a doçaria artesanal mineira, e ainda a 18ª edição da BrasilBier, dando visibilidade às cervejas especiais nacionais.

    O evento conta com patrocínio do Governo de Minas Gerais, Cemig (via Lei de Incentivo à Cultura), Sicoob Divicred e apoio da Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo dados setoriais, a produção nacional de cachaça em 2024 chegou a 292,46 milhões de litros, crescendo 29,6% em relação ao ano anterior. O Sudeste responde por 59% desse total.

    Apesar da retração das exportações, concentradas em US$ 14,54 milhões este ano, o mercado interno se mantém aquecido, gerando mais de 6.300 empregos diretos mensais (CAGED/MTE). Por isso, a Expocachaça se consolida como principal palco para negócios, renda e promoção da cultura da cachaça.

    Cachaça: tradição e economia

    A cachaça, muito além de símbolo cultural, movimenta um mercado robusto, gera milhares de empregos e mantém uma tradição secular no Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro da Cachaça, o país produz 1,4 bilhão de litros por ano, predominando o consumo interno.

    Com mais de 40 mil produtores ativos, 98% pequenos negócios familiares, a cachaça resulta em 600 mil empregos diretos e indiretos. Minas Gerais lidera a produção registrada nacionalmente, respondendo por quase 40% das cachaçarias e 34% dos rótulos disponíveis.

    Segundo o Anuário da Cachaça 2025, Minas conta com 501 cachaçarias registradas e 2.492 rótulos, refletindo o valor histórico e a excelência dos alambiques mineiros, muitos com produção artesanal e tradição de séculos.

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