Tag: Batata

  • Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Produtores do Paraná avançam no plantio da safra de verão

    Os produtores do Paraná começaram o plantio da safra de verão com foco no milho e na batata. Segundo o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), essas culturas lideram o avanço dos trabalhos no estado.

    O plantio da soja, por sua vez, ainda é restrito e acontece majoritariamente na Região 2, que abrange o Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste. Nas demais regiões, o vazio sanitário segue em vigor, e a liberação para o plantio deve ocorrer ao longo deste mês.

    Milho avança com 9% da área prevista semeada

    O milho tem aproveitado as condições climáticas favoráveis. Até agora, cerca de 29 mil hectares já foram plantados, o que representa 9% dos 314 mil hectares previstos para esta safra. A região de Ponta Grossa, maior produtora do estado, responde por 21 mil hectares plantados, representando 23% da área total estimada para o Paraná.

    A região de Guarapuava ocupa a segunda posição, com 15% da área prevista para o milho, cerca de 47,6 mil hectares. A projeção para a safra é de 3,2 milhões de toneladas no primeiro ciclo do ano agrícola.

    Plantio da batata atinge 22% da área, mas desacelera por solo seco

    A batata de primeira safra está plantada em 3,5 mil hectares, o equivalente a 22% da área total estimada em 16,3 mil hectares. O avanço ficou abaixo do registrado no ano passado, que marcava 35% do plantio neste período. A secura do solo atrasou o ritmo das operações.

    As principais regiões produtoras incluem Curitiba (39% da área), Guarapuava (23%) e Ponta Grossa (13%). A expectativa de colheita é de 517,1 mil toneladas, volume 11% menor que as 584,2 mil toneladas colhidas em 2024.

    Tabaco deve registrar maior área plantada da história do Paraná

    Os produtores de tabaco planejam ampliar o plantio para 85,3 mil hectares, o maior já registrado no estado. Principal alternativa de renda para pequenas propriedades do Sudeste paranaense, a previsão é colher 217,5 mil toneladas, superando o recorde anterior de 195,1 mil toneladas.

    Exportação de frango tem alta no faturamento, mas queda no volume

    O Brasil vendeu 2,906 milhões de toneladas de frango entre janeiro e julho, redução de 2,3% em relação ao mesmo período de 2024. Ainda assim, o faturamento cresceu 0,9%, atingindo US$ 5,472 bilhões.

    No Paraná, o volume exportado caiu 5,7%, para 1,189 milhão de toneladas, e a receita diminuiu 4%, somando US$ 2,181 bilhões. A retração resulta dos embargos de alguns países após confirmarem caso de gripe aviária em maio, no Rio Grande do Sul.

    O valor da arroba bovina fechou agosto em R$ 310,50, com alta de 5,49% impulsionada pela menor oferta de animais. As exportações mantiveram ritmo forte, com recorde de 310 mil toneladas embarcadas em julho.

    No mercado interno, a maioria dos cortes bovinos sofreu aumento de preço em agosto. Apenas alcatra sem osso e contrafilé com osso registraram queda nos valores. Os demais cortes subiram entre 1,7% e 4,3%.

  • Requeima e pragas ameaçam lavouras de batata e tomate

    Requeima e pragas ameaçam lavouras de batata e tomate

    Enquanto a safra 2024/25 de hortaliças promete bons resultados, um fantasma ronda os produtores de batata e tomate. A combinação mortal entre a requeima – doença fúngica altamente agressiva – e pragas como a traça do tomateiro, mosca-branca e pulgões. Esse cenário preocupa especialistas, que alertam para perdas que podem variar de 10% até a destruição total das lavouras quando o manejo não é realizado adequadamente.

    A requeima, causada pelo fungo Phytophthora infestans, encontra seu ambiente ideal nos meses mais frios, quando temperaturas entre 12°C e 18°C se unem à umidade relativa do ar acima de 90%. Nessas condições, a doença avança rapidamente, especialmente em plantações muito densas. Os primeiros sintomas aparecem nas folhas, com manchas irregulares que evoluem para necrose, dando às plantas a aparência de queimadas. Nos frutos do tomate, surgem lesões escuras de aspecto oleoso, enquanto nas batatas as lesões castanhas comprometem a qualidade comercial dos tubérculos.

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    Dados da Embrapa revelam a gravidade do problema: nas lavouras de batata, as perdas variam entre 10% e 50%, enquanto no tomate os danos podem alcançar 70% em casos de infestação intensa. “O maior perigo está na dificuldade de identificação precoce. Quando notamos os sintomas, muitas vezes a doença já está avançada”, explica Fernando Gilioli, engenheiro agrônomo da IHARA.

    O desafio se intensifica com a ação simultânea de pragas como a traça do tomateiro, que penetra e se desenvolve dentro dos frutos. E a mosca-branca, vetor de viroses que enfraquece as plantas. Esse cenário exige atenção redobrada durante a fase reprodutiva das culturas. Esse momento crítico em que a formação de frutos e tubérculos demanda maior energia das plantas.

    Diante desse quadro, o manejo integrado surge como solução indispensável. A estratégia combina o uso racional de defensivos agrícolas com práticas como rotação de culturas, eliminação de restos vegetais, espaçamento adequado entre plantas e seleção de variedades mais resistentes. Essas medidas, quando aplicadas de forma sistemática, podem reduzir significativamente a pressão de doenças e pragas, protegendo a rentabilidade dos agricultores.

    Com condições climáticas favoráveis aos patógenos e o aumento da resistência de algumas pragas a inseticidas, os especialistas são unânimes: a vigilância constante e a adoção de boas práticas agrícolas deixaram de ser opcionais para se tornarem requisitos essenciais na produção de batata e tomate. Aqueles que implementarem um manejo integrado eficiente terão melhores condições de enfrentar esses desafios e garantir a sustentabilidade de suas lavouras.

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  • Batata veio do tomate, revela estudo genético revolucionário

    Batata veio do tomate, revela estudo genético revolucionário

    Um dos maiores mistérios da alimentação mundial acaba de ser desvendado. A humilde batata, que hoje alimenta bilhões, tem uma origem surpreendente: ela é “parente próxima” do tomate. Essa revelação vem de um estudo revolucionário publicado na revista científica Cell.

    Pesquisadores chineses lideraram uma equipe internacional que analisou 128 genomas diferentes. Eles descobriram que há cerca de 9 milhões de anos, ocorreu um acidente genético extraordinário na natureza. Duas plantas completamente diferentes – uma similar ao tomate selvagem e outra do grupo Etuberosum – se cruzaram acidentalmente.

    Desse “casamento” botânico improvável nasceu a primeira batata da história. O estudo mostra como cada planta contribuiu com genes essenciais:

    • O tomate forneceu a “chave” para começar a produzir tubérculos
    • Já o Etuberosum deu a capacidade de armazenar nutrientes no subsolo

    “É como se a natureza tivesse feito seu próprio experimento de engenharia genética”, explica o professor Zhiyang Zhang, líder da pesquisa. “O resultado foi tão bem-sucedido que se espalhou por todo o planeta.”

    A descoberta resolve um quebra-cabeça que intrigava cientistas há décadas. Apesar de parecida com algumas plantas, a batata sempre mostrou DNA mais próximo do tomate. Agora sabemos por quê.

    Impacto na agricultura moderna

    Essa descoberta vai muito além da curiosidade científica. Entender a origem genética da batata pode ajudar a:

    • Criar variedades mais resistentes a pragas
    • Desenvolver cultivos que precisem de menos água
    • Aumentar a produção mundial de alimentos

    Atualmente, a batata ocupa o 4° lugar entre os alimentos mais consumidos no mundo. Ela é essencial para a segurança alimentar em países em desenvolvimento. Cada ano, agricultores colhem mais de 350 milhões de toneladas do tubérculo.

    O futuro da batata

    Os pesquisadores já trabalham em aplicações práticas do estudo. Uma das mais promissoras é usar genes do tomate moderno para fortalecer as batatas cultivadas. Isso poderia reduzir o uso de agrotóxicos e aumentar a produtividade.

    “Estamos diante de uma nova era para esse cultivo”, afirma a Dra. Esther van der Knaap, especialista em genética vegetal. “A batata que conhecemos hoje pode ser só o começo.”

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  • Oferta maior derruba preço da batata nos atacados

    Oferta maior derruba preço da batata nos atacados

    O preço da batata tipo ágata especial segue em queda nos principais mercados atacadistas do país desde meados de junho. Ou seja, na última semana (7 a 11 de julho), o movimento de baixa se intensificou com a ampliação da oferta no mercado.

    Segundo o Hortifrúti/Cepea, Vargem Grande do Sul (SP) iniciou a colheita do tubérculo, o que elevou ainda mais a disponibilidade interna. O Sudoeste Paulista também mantém ritmo acelerado de colheita. Além disso, atacadistas relatam chegada de volumes do Sul, Cerrado Mineiro e Cristalina (GO).

    Recuo no preço

    Diante desse cenário, os preços registraram forte recuo nas principais praças acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, a cotação média atingiu R$ 42 por saco de 25 kg, queda de 20,4% em relação à semana anterior. No atacado de Belo Horizonte (MG), a batata foi negociada a R$ 39/sc, com recuo de 23%. Já no Rio de Janeiro, a média ficou em R$ 41/sc, baixa de 20,4%.

    Tendência

    Para as próximas semanas, a tendência é de que os preços sigam pressionados. A expectativa do setor é que o pico da safra de inverno ocorra entre agosto e setembro, o que deve manter a oferta em alta.

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  • Praga devasta lavouras na Europa e pode chegar ao Brasil

    Praga devasta lavouras na Europa e pode chegar ao Brasil

    Uma pequena cigarrinha, com apenas alguns milímetros, está se tornando uma grande dor de cabeça para agricultores europeus. Conhecida como cigarrinha-dos-juncos (Pentastiridius leporinus), essa praga está se espalhando rapidamente e já causa prejuízos em plantações de beterraba açucareira, batata e até tomate.

    O inseto, que antes vivia apenas em áreas alagadas sem causar danos, sofreu uma mutação e agora ataca cultivos essenciais para a alimentação e a indústria. Além de sugar a seiva das plantas, ele transmite uma bactéria que provoca a síndrome “basses richesses” (SBR), reduzindo o açúcar nas beterrabas e afetando o crescimento das lavouras.

    Por que essa praga é tão perigosa?

    • Difícil detecção: o inseto danifica as plantações de dentro para fora, só sendo percebido quando o estrago já está feito.
    • Sobrevive ao inverno: antes restrito a climas mais quentes, agora se esconde nas raízes de cereais como o trigo, driblando a rotação de culturas.
    • Crise climática piora o cenário: com temperaturas mais altas na Europa, a praga se reproduz e se espalha mais rápido.

    Dr. Michael Rostás, entomologista da Universidade de Göttingen, alerta “A expansão dessa cigarrinha para outros países europeus é inevitável. Precisamos agir antes que ela cause uma crise maior na produção de alimentos.”

    O que está sendo feito para conter o avanço?

    A Alemanha já liberou pesticidas emergenciais, mas especialistas afirmam que a solução definitiva exige:

    • Técnicas genéticas como CRISPR para desenvolver plantas resistentes.
    • Monitoramento em tempo real entre agricultores.
    • Mudanças nas leis da UE para acelerar inovações no combate a pragas.

    Enquanto isso, o risco cresce. Se nada for feito, a cigarrinha-dos-juncos pode desestabilizar o abastecimento de alimentos em toda a Europa.

    Por que você deve se importar?

    Crise global de alimentos: se a praga chegar a outros continentes, cultivos como soja e milho podem ser afetados.

    Preços mais altos: menos produção significa aumento no custo de açúcar, batata e derivados.

    Sinal de alerta: mostra como mudanças climáticas estão acelerando pragas agrícolas.

    Países como França e Polônia já monitoram a possível chegada do inseto. O Brasil, maior produtor de cana e soja, também deve ficar em alerta.

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  • Geada pode reduzir a oferta de batata no país

    Geada pode reduzir a oferta de batata no país

    O preço da batata ágata especial caiu no atacado de São Paulo. Na última semana, o valor médio foi de R$ 63 por saca. Em geral, a queda representa 16,3% em relação à semana anterior, segundo dados da equipe Hortifrúti/Cepea.

    Nos mercados de Belo Horizonte e do Rio de Janeiro, os preços ficaram estáveis: R$ 57 e R$ 63 por saca, respectivamente .

    Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea explicam que as chuvas nas regiões Sul e Sudeste reduziram o ritmo da colheita. Com isso, a oferta do tubérculo diminuiu nas principais centrais de abastecimento do país.

    Ao mesmo tempo, a demanda por batata também caiu. O fim do mês reduziu o poder de compra da população.
    Esse cenário pressionou as cotações e limitou eventuais altas de preço no mercado atacadista.

    Além disso, geadas registradas na última semana preocupam os produtores. Segundo o Cepea, a oferta pode desacelerar, a depender dos danos causados às lavouras.

    Geada e chuva afetam o plantio de trigo no Sul

    O clima instável deixou produtores de trigo em alerta no Sul do país. Levantamentos do Cepea apontam impactos das chuvas no Rio Grande do Sul e das geadas no Centro-Sul.

    Por um lado, o frio favorece o desenvolvimento das lavouras de inverno. Por outro, o excesso de chuva prejudica o trabalho no campo e compromete parte da produção.

    No Rio Grande do Sul, algumas lavouras sofreram perdas e precisarão ser replantadas nas próximas semanas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, até 21 de junho, 56,6% da área prevista já foi semeada. Em Santa Catarina, a semeadura começou recentemente. Em Goiás, iniciou-se a colheita da safra 2025.

    O Cepea alerta que o clima continuará sendo um fator decisivo para o avanço do plantio e a produtividade do trigo no Brasil.

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  • Zarc: novos zoneamentos climáticos ampliam produção de batata no Brasil

    Zarc: novos zoneamentos climáticos ampliam produção de batata no Brasil

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou novas portarias que atualizam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a batata. Desenvolvido pela Embrapa, o novo zoneamento cobre todo o território nacional. E detalha, por município, as áreas e períodos com menor risco climático para o cultivo, beneficiando tanto o mercado de consumo in natura quanto a indústria de processamento agroindustrial.

    O Zarc orienta produtores sobre as regiões e janelas de plantio mais seguras, considerando as especificidades do cultivo para batata de mesa e batata destinada à indústria. Para o mercado fresco, o ciclo da cultura dura cerca de 90 dias, priorizando aparência e qualidade visual dos tubérculos. Já para a indústria, o ciclo se estende de 120 a 130 dias, permitindo maior acúmulo de matéria seca e menor teor de açúcar, características que garantem crocância e cor clara ao produto processado.

    Segundo Arione Pereira, pesquisador da Embrapa, a batata para o mercado fresco precisa de pele lisa e boa aparência, enquanto a batata industrial deve completar o ciclo de maturidade para atingir os padrões exigidos pela indústria alimentícia. O zoneamento não diferencia cultivares específicas, pois o manejo define o ciclo da cultura em todas as regiões produtoras.

    Principais riscos e critérios do zoneamento

    O novo Zarc considera riscos climáticos como temperaturas extremas, variações de precipitação, incidência de granizo e geada. Além de fatores como qualidade do solo e altitude. Seca pode ser contornada com irrigação, mas o excesso de chuvas favorece doenças e reduz a produtividade. O sistema permite que produtores consultem, por município, as datas ideais de plantio e as variações de risco de perda de 20%, 30% e 40%, levando em conta a finalidade do plantio e as condições locais.

    A metodologia unificada substitui os antigos zoneamentos estaduais, ampliando a análise para todo o Brasil. O Painel de Indicação de Riscos do Mapa e o aplicativo Zarc Plantio Certo, da Embrapa Agricultura Digital, facilitam o acesso às informações. O novo zoneamento já identificou áreas de altitude elevada na Bahia com potencial produtivo, dentro dos parâmetros aceitos por programas de seguro rural. Mesmo em regiões que tradicionalmente não cultivavam batata.

    Antes de expandir para novas áreas, especialistas recomendam avaliar a disponibilidade de água, mão de obra, mercado e logística. O zoneamento serve como referência para o setor produtivo, para programas de seguro rural e para o Proagro. Assim, fortalecendo a tomada de decisão e a segurança do produtor.

    A elaboração do Zarc contou com a participação da Embrapa Clima Temperado, Embrapa Hortaliças, Embrapa Agricultura Digital e da Associação Brasileira da Batata (ABBA). O Brasil, quinto maior produtor mundial de batata, pode ampliar a produção e a eficiência do setor ao adotar as recomendações do novo zoneamento, reduzindo perdas e aumentando a competitividade no mercado interno e na indústria.

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  • Agricultores alertam para crise no abastecimento global

    Agricultores alertam para crise no abastecimento global

    Com o aquecimento global em curso, agricultores ao redor do mundo estão enfrentando uma crise para cultivar culturas que tradicionalmente prosperaram em suas regiões no Brasil e no Mundo. As mudanças climáticas têm imposto desafios crescentes à agricultura, afetando diretamente a produtividade e a viabilidade econômica do setor. O regime irregular de chuvas é um dos principais problemas enfrentados.

    Regiões que tradicionalmente apresentavam um padrão pluviométrico mais estável agora sofrem com períodos prolongados de estiagem ou chuvas excessivas, impactando a produção de culturas essenciais como soja, milho e café.

    O aumento das temperaturas médias também exerce pressão sobre as colheitas. Plantas como o café arábica, que prosperam em climas mais amenos, têm visto seus ciclos de crescimento alterados, prejudicando a qualidade e o rendimento dos grãos. Esses picos de calor aceleram o desenvolvimento das plantas, reduzindo o tempo para o amadurecimento adequado e comprometendo a colheita.

    Fenômenos climáticos extremos

    Outro efeito marcante é a maior frequência de fenômenos climáticos extremos, como enchentes e tempestades de granizo. Esses eventos causam danos imediatos às plantações e à infraestrutura agrícola, gerando prejuízos financeiros substanciais para os produtores.

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    Além disso, o clima mais quente e úmido facilita a disseminação de pragas e doenças agrícolas. A ferrugem asiática da soja e a broca-do-café são exemplos de problemas que se tornaram mais persistentes com o avanço das mudanças climáticas. Essa situação leva a um aumento nos custos de produção, pois exige mais investimento em defensivos agrícolas e estratégias de manejo.

    A escassez de água também se tornou um fator crítico. Reservatórios com níveis baixos afetam os sistemas de irrigação, limitando a capacidade de pequenos e grandes produtores de manterem a produtividade durante os períodos de seca prolongada.

    Desafios no cultivo da batata

    Um exemplo alarmante é a batata, que está se tornando cada vez mais difícil de cultivar na Pensilvânia, o maior estado produtor de batatas fritas dos Estados Unidos, segundo informações do Marketplace.

    As batatas precisam de noites frescas para se desenvolver adequadamente, mas na Pensilvânia essas noites estão se tornando cada vez mais raras. Bob Leiby, agrônomo da Cooperativa de Produtores de Batata da Pensilvânia, explica que na década de 1980 havia cerca de 35 noites por ano que eram quentes demais para as plantações. Atualmente, esse número subiu para quase 50 noites por ano. Para quem vive disso, é um grave sinal de crise.

    Como resultado, os agricultores locais estão lutando para produzir batatas suficientes para atender à demanda dos fabricantes de chips do estado. Essa escassez forçou as empresas a buscar batatas de fora da Pensilvânia. Isso não apenas aumenta os custos de transporte, mas também contribui para a poluição do ar devido ao transporte marítimo.

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    Essas dificuldades têm um impacto direto nos preços para os consumidores. De acordo com o Bureau of Labor Statistics, o custo médio de um saco de batatas fritas de 16 onças subiu de menos de US$ 4,50 para cerca de US$ 6,50 na última década.

    Consequências das falhas nas colheitas

    A situação das colheitas de batata na Pensilvânia ilustra como as mudanças climáticas estão ameaçando o abastecimento alimentar global. Outros exemplos incluem secas severas que afetaram as culturas de arroz, milho e artemísia na China e as plantações de milho na Colômbia. Além disso, apicultores no México e muitos outros agricultores em todo o mundo também enfrentam dificuldades devido a condições climáticas extremas.

    Para enfrentar essas quebras de safra, cientistas estão se dedicando à edição genética de diversas plantas, buscando torná-las mais resistentes a condições climáticas adversas como calor intenso e seca. No entanto, essa abordagem pode não ser suficiente se o aquecimento global continuar sem controle.

    Para resolver efetivamente a crise no abastecimento alimentar, é crucial que a sociedade transite de fontes de energia poluentes, como gás e petróleo, para alternativas limpas e renováveis, como energia eólica e solar. Essa mudança é fundamental para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e garantir um futuro sustentável para a agricultura global.

  • Batata-doce: conheça a super aliada da saúde

    Batata-doce: conheça a super aliada da saúde

    A batata-doce, um tubérculo amplamente consumido no Brasil e em várias partes do mundo, tem se destacado não apenas pelo seu sabor adocicado, mas também por seus diversos benefícios à saúde. Rica em nutrientes e compostos bioativos, a batata doce é considerada um superalimento que pode contribuir significativamente para uma dieta equilibrada.

    Mas além dos benefícios da batata-doce, o que não falta é diversidade de cores. Já pensou de onde vem essa cor? Que gosto tem? Qual a cor mais nutritiva e mais saudável? Qual cor é indicada para qual prato? A Embrapa Hortaliças lançou recentemente um folder intitulado “Hortaliça não é só salada. Batata-doce: escolha a sua cor”, que explora os diferentes tipos de batata-doce e seus benefícios nutricionais.

    A publicação faz parte do projeto “Incremento tecnológico e ações de comunicação para o fortalecimento da cadeia produtiva de batata-doce no Distrito Federal”, apoiado pelo Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

    Produzido pelas pesquisadoras Milza Lana, Larissa Vendrame e Lucimeire Pilon, o folder destaca a diversidade de cores da batata-doce, que pode variar entre branca, creme, laranja e roxa. Essa variedade é explicada pelos diferentes pigmentos presentes na planta. A polpa branca contém maior quantidade de amido, enquanto a laranja é rica em carotenoides, e a roxa apresenta antocianinas, compostos bioativos também encontrados em alimentos como berinjela e açaí.

    Benefícios nutricionais

    As autoras ressaltam que todas as variedades de batata-doce são ricas em fibras e fornecem quantidades variadas de sais minerais, vitaminas e compostos bioativos. “Consumir apenas a batata-doce de polpa laranja por causa da alta concentração de provitamina A significa abrir mão de outros nutrientes importantes presentes nas demais variedades”, afirmam as pesquisadoras.

    Cores versus sabores

    A publicação está lançando luz sobre as distintas características das diferentes cultivares de batata-doce, explorando como as cores da polpa influenciam o sabor e a textura de cada variedade. Algumas delas são mais doces, outras têm polpa mais seca ou, ao contrário, são mais suculentas, com texturas que variam de macia a fibrosa, conforme o tipo de batata.

    Batata-doce: publicação explica as diferenças de cores e de sabores da hortaliça. Foto: Gislene Alencar. Embrapa

    Milza Lana explica que o objetivo do material é informar o público sobre a diversidade de batatas-doces disponíveis no mercado. Os pigmentos naturais presentes na batata-doce determinam a cor da polpa, permitindo seu uso de diferentes formas na culinária.

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    Entre as variedades destacadas, a Coquinho, com polpa branca, se diferencia pelo sabor mais doce em comparação à Canadense, de polpa creme. Já as variedades de polpa laranja Beauregard e CIP BRS Nuti, embora parecidas na cor, se distinguem pela textura: enquanto a Nuti apresenta uma polpa mais seca, a Beauregard tem uma polpa mais aquosa.

    Essas informações são especialmente úteis para consumidores que desejam explorar a versatilidade culinária dessa hortaliça, aproveitando a diversidade natural para criar pratos saborosos e saudáveis.

    Benefícios

    A batata doce é uma excelente fonte de carboidratos complexos, fibras, vitaminas e minerais. Entre os principais nutrientes, destacam-se a vitamina A, que é crucial para a saúde ocular e imunológica; a vitamina C, que fortalece o sistema imunológico; e o potássio, que ajuda a regular a pressão arterial. Além disso, o tubérculo contém antioxidantes que combatem os radicais livres no organismo.

    Pesquisas indicam que a batata doce possui altos níveis de antioxidantes, como os betacarotenoides, que não apenas conferem a coloração alaranjada ao alimento, mas também têm propriedades anti-inflamatórias e anticancerígenas. Segundo a nutricionista Ana Paula Oliveira, “o consumo regular do tubérculo pode ajudar a prevenir doenças crônicas devido à sua capacidade de neutralizar os efeitos nocivos dos radicais livres”.

    Outro benefício significativo da batata doce é sua capacidade de ajudar no controle dos níveis de açúcar no sangue. A presença de fibras solúveis contribui para a regulação da glicemia, tornando-a uma opção saudável para pessoas com diabetes. “Inclui-la na dieta pode ser uma estratégia eficaz para gerenciar os níveis de glicose”, afirma o endocrinologista Dr. Carlos Mendes.

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    O folder também aborda as diversas formas de preparo da batata-doce. Ela pode ser preparada de diversas maneiras: assada, cozida, em purês ou até mesmo em forma de chips. Essa versatilidade não só enriquece as refeições, mas também torna mais fácil incorporar o alimento na dieta diária. “Ela é, Portanto, uma ótima opção tanto para pratos doces quanto salgados”, comenta a chef de cozinha Maria Fernanda.

    Sustentabilidade e produção

    Além dos benefícios à saúde, a produção de batata doce apresenta vantagens ambientais. O cultivo do tubérculo requer menos água em comparação com outras culturas e pode ser realizado em diferentes tipos de solo. Isso torna ela uma alternativa sustentável para agricultores em diversas regiões do Brasil.

    Com seus inúmeros benefícios nutricionais e sua versatilidade culinária, a batata doce se consolida como um superalimento valioso na dieta moderna. Especialistas recomendam sua inclusão regular nas refeições para aproveitar ao máximo suas propriedades benéficas à saúde. A popularização desse tubérculo pode não apenas melhorar a nutrição da população, mas também contribuir para práticas agrícolas mais sustentáveis.

  • Batata sobe e some do prato

    Batata sobe e some do prato

    Os preços da batata no Brasil têm mostrado uma tendência de alta recentemente, conforme indicado pelo último Boletim Prohort da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), afetando a produção. Em janeiro de 2024, a batata apresentou uma elevação de preços pelo terceiro mês consecutivo, com a média ponderada registrando um aumento de 20,37% em relação ao mês anterior. Essa tendência foi observada na maioria das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país, com aumentos significativos em mercados como Vitória (28,19%), Belo Horizonte (26,10%), Rio de Janeiro (25,02%) e São Paulo (23,68%)​ (CONAB)​.

    A elevação dos preços pode ser atribuída ao início do período de entressafra do tubérculo. O pico da safra das águas já passou, enquanto a safra da seca/inverno ainda não apresentou força suficiente para pressionar as cotações para baixo​ (Conab)​. A Conab também observa que, apesar da queda nas cotações de algumas outras hortaliças, como a alface e a cenoura, os preços da batata se mantêm elevados devido à oferta restrita e à alta demanda​ (CONAB)​​ (Conab)​.

    Esses movimentos de preços refletem as dinâmicas de oferta e demanda, bem como as condições climáticas que impactam diretamente a produção agrícola. A entressafra da batata, combinada com uma menor oferta e uma demanda constante, tende a manter os preços elevados no curto prazo.

    Cenário para o produtor

    A produção de batata no Brasil tem apresentado um cenário misto nos últimos anos. Embora o país seja um dos maiores produtores mundiais, com uma produção anual em torno de 3,5 milhões de toneladas, os produtores têm enfrentado desafios que impactam diretamente em seu faturamento.

    A produção de batata no Brasil está concentrada principalmente nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Juntos eles respondem por cerca de 70% da produção nacional. O rendimento médio da cultura é de aproximadamente 30 toneladas por hectare, um valor considerado baixo quando comparado a outros países produtores.

    Diversos fatores contribuem para esse baixo rendimento, como a utilização de tecnologias ultrapassadas, a falta de acesso a sementes de qualidade e a ocorrência de pragas e doenças. Além disso, as condições climáticas adversas, como estiagens prolongadas e geadas, também têm afetado a produtividade da cultura.

    Custos de Produção

    Os custos de produção da batata têm aumentado significativamente nos últimos anos, principalmente devido à elevação dos preços dos insumos agrícolas, como fertilizantes e defensivos. Estima-se que os custos de produção da cultura tenham subido cerca de 30% nos últimos dois anos.

    Esse aumento nos custos de produção tem pressionado as margens de lucro dos produtores, reduzindo sua rentabilidade. Muitos produtores têm optado por reduzir a área plantada. Ou até mesmo abandonar a atividade, o que pode levar a uma queda na oferta de batata no mercado.

    Perspectivas para o Produtor

    Apesar dos desafios enfrentados, a perspectiva para o produtor de batata é de melhora nos próximos anos. Com a adoção de novas tecnologias e a melhoria na gestão da propriedade, é possível aumentar a produtividade e reduzir os custos de produção.

    Além disso, a demanda por batata no mercado interno e externo tem se mantido estável, o que pode garantir melhores preços aos produtores. Estima-se que o preço médio recebido pelo produtor de batata em 2023 tenha sido de R$ 60,00 por saca de 50 quilos.

    No entanto, para que os produtores possam aproveitar essa oportunidade, é necessário que haja investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Assim como políticas públicas que incentivem a adoção de tecnologias e a melhoria da infraestrutura rural.

    Em resumo, a produção de batata no Brasil enfrenta desafios, mas também apresenta oportunidades para os produtores que investirem em tecnologia e gestão. Com a adoção de práticas mais eficientes e a melhoria das condições de mercado, é possível aumentar a rentabilidade da cultura e garantir a sustentabilidade da atividade no longo prazo.