A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (20) no Diário Oficial da União a proibição total da venda do azeite da marca Ouro Negro em todo o território nacional. A medida também determina a apreensão imediata de todos os produtos da marca disponíveis no mercado.
A decisão marca mais uma ação do governo federal no combate a azeites irregulares. Desde o início de 2025, mais de 20 marcas já foram banidas ou tiveram lotes específicos vetados pelas autoridades sanitárias e do Ministério da Agricultura. Somando-se às ações de 2024, o número de interdições ultrapassa 70 casos.
Origem desconhecida e empresa com CNPJ suspenso
De acordo com a Anvisa, o azeite Ouro Negro foi desclassificado pelo Ministério da Agricultura em fiscalização realizada em outubro de 2024, apresentando origem desconhecida. A situação se agrava pelo fato de a empresa responsável pela importação, Intralogística Distribuidora Concept Ltda, estar com o CNPJ suspenso na Receita Federal.
Com a proibição, ficam vetadas todas as atividades relacionadas ao produto, incluindo comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do azeite Ouro Negro.
Onda de proibições revela fraudes no setor
A lista de marcas proibidas em 2025 inclui nomes como Los Nobles (setembro), Vale dos Vinhedos (julho) e mais de 15 produtos vetados apenas no mês de junho, entre eles Serrano, Málaga, Campo Ourique, Santa Lucía e Villa Glória.
As investigações do governo têm revelado uma série de irregularidades graves no mercado de azeites. Entre os principais problemas identificados desde 2024 estão:
Adulteração e falsificação de produtos
Presença de óleos vegetais misturados ao azeite
Importação por empresas sem registro no Brasil
Descumprimento de normas sanitárias e de rotulagem
Falta de licenciamento junto às autoridades competentes
Incerteza sobre a real origem e composição dos produtos
Como se proteger de azeites fraudulentos
Especialistas recomendam atenção redobrada na hora da compra. Produtos com preços muito abaixo da média do mercado devem levantar suspeitas, assim como azeites vendidos a granel, sem identificação adequada.
Consumidores podem verificar a situação de marcas e lotes através dos sites oficiais da Anvisa e do Ministério da Agricultura. O Cadastro Geral de Classificação (CGC) permite confirmar se a empresa importadora ou produtora possui registro válido, requisito obrigatório para comercialização de azeites no Brasil.
A orientação é sempre priorizar produtos com envase recente e verificar se a marca não consta nas listas de proibições antes de efetuar a compra. A fiscalização continua ativa, com novas operações previstas para os próximos meses.
Lista completa das marcas proibidas em 2025:
Ouro Negro, Los Nobles, Vale dos Vinhedos, Serrano, Málaga, Campo Ourique, Santa Lucía, Villa Glória, Alcobaça, Terra de Olivos, Casa do Azeite, Terrasa, Castelo de Viana, San Martín, Grego Santorini, La Ventosa, Escarpas das Oliveiras, Almazara, Quintas D’Oliveira, Alonso, Doma e Azapa.
A Vinícola Essenza, localizada na Serra da Mantiqueira (SP), conquistou pelo segundo ano consecutivo um importante reconhecimento internacional ao ser eleita a melhor produtora de azeite do Brasil no Olio Nuovo Days, realizado em Paris nesta terça-feira (23), durante o Festival Du Monde, promovido pelo jornal francês Le Monde.
O azeite Mantikir Grappolo ficou em segundo lugar entre os melhores do Hemisfério Sul, enquanto o Mantikir Coratina recebeu a Medalha Premium de Ouro.
Herbert Sales, produtor de azeites e proprietário da Vinícola Essenza, destacou a importância do feito. “Estar no topo do ranking internacional mais uma vez é um orgulho imenso. Nosso olival fica a 1.900 metros de altitude, em Maria da Fé (MG), e essa conquista é resultado da dedicação e respeito ao terroir da Mantiqueira, que valorizamos em cada etapa da produção.”
O Olio Nuovo Days é um evento reconhecido que premia os melhores azeites do Hemisfério Norte no início do ano e do Hemisfério Sul em setembro. E reúne países como Argentina, Austrália, Brasil, Chile, Peru, Uruguai e África do Sul. A edição de 2025 contou com a presidência do concurso por Eugénie Béziat e o júri coordenado por Marcelo Scofano, destacando nomes importantes do setor, incluindo chefs com estrela Michelin.
“Ser reconhecido neste concurso internacional duas vezes consecutivas prova que o Brasil compete em pé de igualdade com grandes produtores tradicionais. Isso abre as portas para que mais consumidores conheçam e se apaixonem pela qualidade do azeite nacional”, afirmou Herbert Sales.
O azeite Mantikir Grappolo possui acidez de apenas 0,08% em ácido oleico e apresenta aroma intenso com notas de folhas de oliveira, tomateira, rúcula, alcachofra, avocado e amêndoa verde. No paladar, destaca-se pelo sabor robusto e equilibrado, com predominância de folhas, ervas e pimenta verde.
O produtor Herbert Sales celebra em Paris a conquista da Vinícola Essenza no Olio Nuovo Days 2025. Foto: Régis Silva/DIvulgação
Além da qualidade do produto, a Essenza investe em inovação tecnológica e práticas sustentáveis. Herbert Sales explica: “Nosso olival em Maria da Fé é o mais alto do Brasil. E se beneficia de um microclima único que potencializa a qualidade do azeite. A extração ocorre em Quelemém (MG), com controle rigoroso para manter o frescor e as características sensoriais do azeite.”
O reconhecimento internacional também impulsiona o enoturismo na Serra da Mantiqueira. “Queremos que cada visitante vivencie a história por trás de cada safra e entenda o esforço para alcançar esse nível de qualidade”, destaca Sales. Desde 2024, a Essenza já conquistou mais de 60 medalhas em competições internacionais, consolidando-se como a vinícola mais premiada do Brasil.
Nos últimos dois anos (2024 e 2025), o governo federal, por meio do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), intensificou a fiscalização do mercado de azeites no Brasil.
Mais de 70 medidas proibitivas foram emitidas, incluindo a proibição total de marcas ou a interdição de lotes específicos devido a fraudes, adulterações e irregularidades sanitárias. Essas ações visam proteger os consumidores de produtos que representam riscos à saúde, como a mistura com óleos vegetais não declarados (ex.: soja), origem clandestina e falhas cadastrais.
Lista de marcas proibidas
As marcas abaixo foram proibidas total ou parcialmente com base em análises laboratoriais e operações de fiscalização.
Entre os critérios para veto estão: adulteração com óleos vegetais, CNPJ irregular ou inexistente, condições sanitárias inadequadas e origem desconhecida.
Marcas com Proibição Total ou Parcial
Alonso (proibida em maio/2025)
Grego Santorini (maio/2025)
La Ventosa (maio/2025)
Quintas D’Oliveira (maio/2025)
Almazara (maio/2025)
Escarpas das Oliveiras (maio/2025)
Los Nobles (setembro/2025)
Serrano (junho/2025)
Málaga (junho/2025)
Campo Ourique (junho/2025)
Vale dos Vinhedos (julho/2025)
Santa Lucía (junho/2025)
Villa Glória (junho/2025)
Terra de Olivos (junho/2025)
Casa do Azeite (junho/2025)
Terrasa (junho/2025)
Castelo de Viana (junho/2025)
San Martín (junho/2025)
Doma (fevereiro/2025)
Azapa (fevereiro/2025)
Cordilheira (2024)
Don Alejandro (2024)
Garcia Torres (2024)
Olivas Del Tango (2024)
Quinta de Aveiro (2024)
Vincenzo (2024)
Vila Real (2024)
Terra de Óbidos (março/2024)
Serra Morena (março/2024)
De Alcântara (março/2024)
Az Azeite (março/2024)
Mezzano (março/2024)
Uberaba (março/2024)
Rio Negro (outubro/2024)
Oviedo (outubro/2024)
Imperial (outubro/2024)
Ouro Negro (outubro/2024)
Carcavelos (outubro/2024)
Fonte: Listas consolidados do Mapa e Anvisa (2024–2025).
Riscos à saúde e irregularidades encontradas
Os produtos proibidos apresentaram uma ou mais das seguintes irregularidades:
Adulteração com óleos vegetais (ex.: soja) não declarados no rótulo.
Fabricação em estabelecimentos clandestinos com condições higiênicas precárias.
CNPJ das empresas embaladoras inexistentes, suspensos ou cancelados na Receita Federal.
Origem desconhecida e não atendimento aos padrões de identidade e qualidade (Instrução Normativa Mapa nº 01/2012).
Rotulagem falsa ou incompleta.
Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar
Essas práticas configuram fraude alimentar e podem causar danos à saúde, como reações alérgicas e intoxicações, devido à incerteza sobre a composição real dos produtos.
Como verificar se um azeite é regular
Para evitar o consumo de produtos fraudulentos, o Mapa e a Anvisa recomendam:
Consultar as listas oficiais de produtos proibidos, da Anvisa e a do Mapa
Verificar o registro da empresa no Cadastro Geral de Classificação (CGC) do Mapa.
Desconfiar de preços muito abaixo do mercado.
Evitar azeites vendidos a granel.
Examinar o rótulo: data de envase, origem e ingredientes.
Consumidores que possuírem produtos proibidos devem suspender o uso imediatamente e solicitar a substituição ou reembolso nos pontos de venda, conforme o Código de Defesa do Consumidor. Denúncias podem ser feitas via Fala.BR.
Operações de fiscalização e apreensões
Em 2024, operações como a Getsêmani (em Saquarema/RJ) apreenderam mais de 60 mil litros de azeite adulterado em fábricas clandestinas. Entre novembro e dezembro de 2024, o Mapa apreendeu 31 mil litros em ações nacionais. Em 2025, as proibições continuaram, com destaque para a marca Los Nobles (setembro/2025), que se autodeclarava argentina, mas não tinha aprovação da autoridade sanitária da Argentina (Anmat).
O aumento nas fraudes coincide com a alta de quase 50% no preço do azeite entre 2023 e 2024, impulsionada por secas na Europa (maior produtora mundial). Isso levou à busca por alternativas baratas e, em muitos casos, fraudulentas. O azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, segundo o Mapa.
O mercado brasileiro de azeite de oliva tem experimentado crescimento expressivo nos últimos anos, consolidando-se como um dos segmentos mais promissores do agronegócio nacional. Segundo dados do setor, o consumo de azeites extravirgens cresceu aproximadamente 25% entre 2023 e 2024, impulsionado pela busca crescente por alimentos funcionais e pela valorização de produtos premium nacionais.
Em um cenário onde o Brasil ainda importa cerca de 95% do azeite consumido internamente, as variações cambiais têm impactado significativamente os preços ao consumidor. Nos últimos 18 meses, o mercado registrou oscilações de até 40% nos valores de azeites importados, criando oportunidades para produtores nacionais que conseguem oferecer produtos de qualidade internacional a preços mais estáveis.
É neste contexto que surge uma inovação inédita no agronegócio brasileiro: a produção de azeite específico para o público infantil. O azeite de oliva extravirgem pode integrar a alimentação de bebês a partir dos seis meses de idade, conforme recomendação de pediatras e nutricionistas. Rico em ácidos graxos essenciais, vitaminas e antioxidantes naturais, o alimento contribui para o desenvolvimento cerebral, fortalecimento do sistema imunológico e proteção contra processos inflamatórios.
Olival mais alto do Mundo
A Vinícola Essenza, reconhecida por suas experiências enogastronômicas em Santo Antônio do Pinhal (SP), identificou esta lacuna no mercado. E assim, desenvolveu uma solução técnica inovadora. Utilizando oliveiras cultivadas no olival mais alto do Brasil, em Maria da Fé (MG), a 1.900 metros de altitude, a empresa domina todas as etapas do processo produtivo – do plantio ao manejo, da colheita à extração.
A variedade espanhola Arbequina, escolhida para este projeto, demonstrou excelente adaptação às condições de solo e clima da Serra da Mantiqueira. “A escolha pela versão monovarietal garante rastreabilidade e consistência ao produto, além de assegurar o controle de todas as etapas de produção. O cultivo é feito em pequenos lotes. E o processo de extração ocorre poucas horas após a colheita, para preservar os compostos bioativos”, explica Herbert Sales, fundador da Vinícola Essenza.
Do ponto de vista técnico, o diferencial está no perfil sensorial desenvolvido especificamente para crianças. Com baixa acidez (0,08%) e sabor delicado, sem amargor ou picância, o produto mantém todas as propriedades funcionais do azeite extravirgem tradicional. Estudos apontam que o azeite de oliva é fonte natural das vitaminas A, D, E e K, essenciais para o crescimento ósseo, desenvolvimento cognitivo e absorção de nutrientes durante a infância, além de ser rico em polifenóis com propriedades anti-inflamatórias.
A credibilidade da Vinícola Essenza no mercado de azeites premium foi consolidada em 2024, quando a empresa se tornou a produtora de azeites e vinhos mais premiada do Brasil, acumulando 30 medalhas e honrarias em competições internacionais. Em 2025, os reconhecimentos continuaram: no Prémio CA Ovibeja (Portugal), o azeite Mantikir Blend Summit Premium conquistou, pelo segundo ano consecutivo, o título do melhor do Hemisfério Sul. No Guía ESAO (Espanha), o Mantikir Coratina recebeu o título The Best in Show Brasil, e o Summit Premium foi incluído na lista dos 100 melhores azeites do mundo no Guide Top 100 Evooleum Awards.
Benefícios do azeite na alimentação infantil
O uso do azeite de oliva extravirgem na alimentação infantil conta com amplo respaldo científico e médico. Segundo especialistas, “não há nenhuma contraindicação” para o consumo de azeite por bebês e crianças. Ele pode ser introduzido com segurança a partir dos 6 meses de idade, período em que se inicia a introdução alimentar.
Os benefícios nutricionais são significativos para o desenvolvimento infantil. O azeite é “fonte de vitaminas A, D, E e K, o alimento ajuda no desenvolvimento dos ossos. Também fortalece o sistema imunológico, regula a flora intestinal e contribui para o desenvolvimento da criança”. Além disso, o azeite de oliva “ajuda a absorver a vitamina D, importante para bebês e crianças em crescimento, pois regula o cálcio e o fósforo e favorece a ingestão de minerais essenciais ao processo de ossificação”.
Além disso, do ponto de vista do desenvolvimento cerebral, pesquisas internacionais indicam que “ao introduzir o azeite extravirgem no início da vida, os pais podem apoiar o crescimento infantil, desenvolvimento cerebral e saúde geral” das crianças.
Quanto à dosagem recomendada, nutricionistas orientam que “os bebês podem consumir azeite, desde que com moderação. Recomenda-se não ultrapassar a quantidade de 15 ml ao dia, iniciando com 5 ml e acrescendo-se aos poucos até o limite”.
A comunidade médica também reconhece os benefícios preventivos do alimento. Uma vez que o azeite reduz os níveis de colesterol total no sangue, colesterol LDL e triglicerídeos, médicos recomendam a substituição de gorduras animais por azeite. Portanto, isso vai ajudar a combater o aumento da obesidade em crianças, estabelecendo desde cedo hábitos alimentares mais saudáveis.
O lançamento do MantiKids
O MantiKids representa a materialização de uma necessidade real identificada pelo próprio fundador da empresa. “Queria oferecer ao meu filho de três anos um alimento saudável, de alta qualidade, mas que ele gostasse de consumir. Desenvolvemos um azeite com perfil delicado, mas que mantém todas as propriedades funcionais”, revela Herbert Sales.
O desenvolvimento do produto envolveu pesquisas sensoriais e testes com diferentes proporções de azeitonas até alcançar um azeite com sabor neutro, ideal para introdução alimentar. “Nossa preocupação foi criar um produto que pudesse ser consumido puro ou misturado às papinhas, frutas e alimentos do dia a dia. Sem causar rejeição”, destaca o produtor.
Foto: Divulgação
O lançamento oficial do MantiKids está programado para o dia 23 de agosto, das 11h às 15h, na Vinícola Essenza. O evento contará com programação diferenciada para adultos e crianças. Enquanto os pais participam de um brunch e uma conversa com especialista sobre os benefícios do azeite na infância, as crianças terão acesso a oficinas de jardinagem, atividades de colorir, contação de histórias e brincadeiras com brinquedos Montessori, acompanhadas por monitores recreativos.
“O azeite pode e deve fazer parte da mesa das famílias com crianças pequenas. E queremos que ele esteja presente nos momentos afetivos e nas refeições em casa”, reforça Herbert Sales.
A Vinícola Essenza fica a 14 quilômetros de Santo Antônio do Pinhal (SP), oferecendo experiências de enoturismo com harmonização, degustação e enoboutique.
O azeite extravirgem gaúcho acaba de subir mais um degrau na escada da excelência. A nova safra chega com 28 azeites certificados como “Produtos Premium Origem e Qualidade RS”, um selo que não é apenas um carimbo bonito na garrafa — é, acima de tudo, um atestado de origem, pureza e sabor.
Criado pelo governo do Rio Grande do Sul em parceria com o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), o selo atesta que os produtos passaram por rigorosos testes físico-químicos e sensoriais. Além disso, garante ao consumidor aquilo que muita gente anda procurando: rastreabilidade e procedência local. Tudo é feito com azeitonas colhidas e processadas no próprio estado — sem atalhos, sem disfarces.
Aliás, isso não é pouca coisa. O Rio Grande do Sul concentra 75% de toda a produção nacional de azeite de oliva e vem, ano após ano, se consolidando como a terra onde o olival dá frutos dourados. Por esse motivo, 14 marcas conquistaram o direito de ostentar o selo premium em 2025. Entre elas estão nomes já conhecidos dos apreciadores da boa gastronomia, como Estância das Oliveiras, Capolivo, Fazenda Quintana e Olivas de Gramado.
Lista dos azeites certificados como Produtos Premium RS – Safra 2025
A seguir, confira a lista completa dos azeites extravirgens certificados como Produtos Premium Origem e Qualidade RS, organizada por marca, variedade e lote:
Marca
Monovarietal / Blend
Lote
Capela da Santana
Blend Arbequina, Koroneiki
Único
Capolivo
Koroneiki
2
Capolivo
Picual
3
Capolivo
Coratina
4
Estância das Oliveiras
Blend Los Dos (Coratina, Lecchino)
25/005
Estância das Oliveiras
Blend Signature (Koroneiki, Picual, Coratina)
25/006
Estância das Oliveiras
Koroneiki
25/002
Estância das Oliveiras
Arbequina
25/001
Estância das Oliveiras
Blend Exclusivo (Arbequina, Arbosana, Koroneiki)
25/003
Estância das Oliveiras
Picual
25/008
Estância das Oliveiras
Coratina
25/004
Estância do Forte
Blend (Koroneiki, Picual, Coratina, Arbequina)
0525
Fazenda Quintana
Arbequina
10125
Fazenda Quintana
Koroneiki
20125
Fazenda Quintana
Picual
40125
Fazenda Quintana
Blend (Koroneiki, Arbequina)
50125
Milonga
Arbequina
20251
Olivas Alto Bonito
Blend Ouro da Campanha (Arbequina, Picual, Manzanilla, Frantoio)
Do campo à mesa: o caminho do azeite extravirgem gaúcho
Além de tudo, os azeites certificados estarão disponíveis em e-commerces, redes sociais das marcas, supermercados selecionados e lojas especializadas. Para quem prefere conhecer de perto, uma boa oportunidade é visitar a tradicional Feira do Azeite Gaúcho, que ocorre quinzenalmente no pátio da Secretaria da Agricultura, em Porto Alegre.
A cerimônia oficial de entrega dos certificados está marcada para o dia 1º de setembro, durante a Expointer, em Esteio. Segundo o secretário-adjunto de Inovação, Ciência e Tecnologia, Mário Augusto Gonçalves, o objetivo do evento vai muito além da entrega de prêmios: “Queremos ampliar a divulgação dessas marcas, fortalecer o setor e incentivar o consumo de produtos gaúchos de alta qualidade”, afirmou.
O selo premium como símbolo de tradição, inovação e terroir
Com isso, mais do que um simples título, o selo é fruto de uma cultura que mistura cuidado com a terra, técnica apurada e paixão genuína pelo que se faz. Os critérios de avaliação incluem desde o perfil sensorial — frutado, amargo e picante na medida certa — até análises laboratoriais minuciosas, que não deixam escapar nenhum detalhe.
Por fim, vale lembrar: quando o campo fala com verdade e o sabor confirma, o reconhecimento vem como consequência. Assim, o azeite extravirgem gaúcho se firma, cada vez mais, como referência nacional e, quem sabe, internacional.
O governo federal proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de azeite das marcas Alonso e Quintas D’Oliveira, após denúncias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e investigação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 20 de maio de 2025.
A proibição ocorreu após apreensões que revelaram que os produtos dessas marcas têm origem desconhecida e não cumprem diversos dispositivos legais. Entre as principais irregularidades identificadas estão:
Falta de conformidade com os padrões legais de rotulagem;
Não atendimento às exigências sanitárias nas instalações de fabricação;
Ausência de licença junto à autoridade sanitária competente e falta de registro no Ministério da Saúde.
Além disso, análises laboratoriais apontaram a presença de óleos vegetais não identificados, indicando adulteração dos azeites, o que compromete a qualidade e representa risco à saúde dos consumidores.
Ações contra fraudes em azeites
Em outubro de 2024, o Mapa já havia realizado apreensões e proibido a venda de lotes dessas marcas, destacando o risco à saúde devido à incerteza sobre a origem e composição dos produtos. Desde o início de 2024, 29 marcas de azeite tiveram lotes vetados ou foram proibidas pelo governo por apresentarem irregularidades semelhantes, como mistura com óleos de qualidade inferior e fabricação em estabelecimentos clandestinos com condições sanitárias inadequadas.
Algumas das empresas responsáveis pelas marcas Alonso e Quintas D’Oliveira possuem CNPJs suspensos ou baixados pela Receita Federal, reforçando as suspeitas de fraude.
Como identificar azeites de qualidade?
Verifique se o produto tem selo de certificação da Anvisa.
Prefira marcas com classificação “extravirgem” e origem transparente.
Evite azeites com preço muito abaixo do mercado, pois podem ser adulterados
A fiscalização é contínua e visa garantir que o azeite comercializado no Brasil atenda aos padrões de identidade, qualidade e segurança alimentar.
Consumidores que adquiriram produtos das marcas proibidas devem interromper o uso imediatamente e procurar a substituição conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor. Denúncias sobre a venda de produtos irregulares podem ser feitas pelo canal oficial Fala.BR.
O Brasil avançou no cenário global de azeites extravirgens ao alcançar a quinta posição no EVOO World Ranking 2024. Em resumo, o ranking avalia os azeites mais premiados do mundo e considera resultados de competições internacionais.
Em 2024, 36 azeites brasileiros figuraram entre os melhores do mundo, portanto, um aumento significativo em relação aos 29 rótulos de 2023. Além disso, o número de azeites brasileiros no ranking dos 100 melhores também cresceu, saltando de cinco para 13 produtos.
O azeite Blend Exclusivo Estância das Oliveiras, produzido em Viamão (RS), liderou entre os brasileiros. O rótulo conquistou 19 prêmios no ano e ficou em 23º lugar no ranking global.
Prosperato é destaque entre fabricantes de azeites
Entre os fabricantes, a Prosperato foi a melhor posicionada do Hemisfério Sul, alcançando o quarto lugar no ranking geral. A empresa gaúcha possui olivais em Barra do Ribeiro, Caçapava do Sul, São Sepé e Sentinela do Sul.
Em geral, o EVOO World Ranking 2024 analisou 35 competições internacionais, com a participação de 8.781 amostras de azeites de 37 países.
Ranking dos azeites brasileiros no EVOO World Ranking 2024
Estância das Oliveiras Blend Exclusivo (23º lugar)
Sabiá Blend de Terroir (27º lugar)
Prosperato Exclusivo Coratina (37º lugar)
Estância das Oliveiras Koroneiki (40º lugar)
Orfeu Blend da Safra (48º lugar)
Outros rótulos brasileiros também ganharam destaque, consolidando a posição do Brasil como referência em azeites extravirgens de alta qualidade. Ou seja, o avanço reflete a evolução do setor no país, que combina excelência produtiva e adaptação às exigências do mercado internacional.
A recente série de fraudes envolvendo azeites de oliva no Brasil revela um problema multifacetado, impulsionado por fatores econômicos e pela falta de fiscalização rigorosa. Um dos motivos pelo crime é o atual preço do produto, que graças a uma quebra da safra das oliveiras, está em falta no mercado.
Com isso, o produto está mais difícil de ser encontrado, e o preço, mais elevado. Como o consumidor continua querendo o azeite em suas compras, fica tentador para empresas sem preocupação com o cliente partir para a adulteração, principalmente utilizando marcas novas com nomes pomposos para chamar a atenção.
A tendência é que essa falta da matéria prima na Europa, principal produtor e consumidor do azeite, continue nos próximos anos, então a previsão de retorno aos preços em que o consumidor brasileiro está acostumado é muito quase nula.
Adulteração do azeite de oliva
A adulteração ocorre principalmente pela mistura do azeite com outros óleos vegetais mais baratos, como soja e girassol, sem informar ao consumidor. Essa prática visa reduzir os custos de produção e aumentar as margens de lucro, já que o azeite de oliva possui um valor elevado no mercado.
Segundo especialistas, a alta lucratividade associada ao azeite — e a percepção do consumidor de que é um produto premium — torna a prática tentadora para empresas desonestas. Muitas marcas recorrem a essa fraude para se manterem competitivas em um mercado saturado e marcado pela forte concorrência de produtos importados de baixo custo.
Além disso, o controle ainda é considerado insuficiente, e a detecção de adulterações demanda tecnologia e análise criteriosa, algo que nem sempre é realizado com frequência ou de forma abrangente no país.
Outro fator que contribui é a ausência de uma cadeia de rastreabilidade bem estabelecida, o que facilita o comércio de produtos de origem duvidosa. Como resultado, consumidores correm o risco de adquirir um azeite que, na verdade, não possui as características nutricionais e de qualidade esperadas, o que afeta também a confiança no mercado como um todo.
Atuação da fiscalização
O Ministério da Agricultura tem intensificado as fiscalizações e aplicando medidas mais rígidas contra fraudes, interditando lotes e multando empresas envolvidas. Mas especialistas reforçam a importância de regulamentações mais rigorosas e de campanhas educativas para orientar os consumidores sobre como identificar produtos adulterados.
Neste ano, o Ministério da Agricultura proibiu a venda de diversas marcas de azeite de oliva devido a irregularidades e adulterações. Entre as marcas que tiveram seus produtos desclassificados estão: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa. Essas marcas foram consideradas impróprias para consumo após análises que mostraram não conformidade com os padrões estabelecidos. Em algumas delas, a adulteração envolveu a mistura de outros óleos vegetais não identificados, um risco para a saúde do consumidor. Além disso, as empresas responsáveis estavam em situação irregular junto à Receita Federal, reforçando as suspeitas de fraude.
Para identificar um azeite adulterado, é importante ficar atento a alguns sinais:
Preços muito baixos: desconfie se o valor for significativamente menor que o de outros azeites.
Checar o registro: verifique se a empresa está registrada no Ministério da Agricultura.
Evitar produtos a granel: azeites vendidos dessa forma tendem a ser mais vulneráveis a adulterações.
Analisar a validade e os ingredientes: produtos de má qualidade podem apresentar dados inconsistentes.
Escolher azeites com envase recente: quanto mais recente o envase, menor a chance de alterações ou deteriorações no produto.
Essas medidas ajudam a reduzir os riscos de adquirir um azeite fraudado e garantir a qualidade do produto. Caso você tenha comprado algum dos produtos citados, recomenda-se procurar o estabelecimento para uma substituição, conforme as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor