Tag: apicultura

  • ES: mel gera R$ 12,3 milhões com alta de 55% na produção

    ES: mel gera R$ 12,3 milhões com alta de 55% na produção

    A produção de mel no Espírito Santo deu um salto. Dados do IBGE mostram que o estado produziu 846 mil quilos do produto em 2024, um crescimento expressivo de 55% em comparação com 2016. O valor da produção mais que dobrou no período, saltando de R$ 6,2 milhões para R$ 12,3 milhões.

    Atrás desses números, está o trabalho da agricultura familiar. Municípios como Aracruz (10,6%), Fundão (9,7%) e Marechal Floriano (9,5%) se destacam como os maiores produtores do estado, consolidando a apicultura como uma atividade econômica vital para o interior capixaba.

    De acordo com o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a apicultura é uma prioridade no Plano Estratégico de Desenvolvimento da Agricultura Capixaba (PEDEAG 4). “A apicultura capixaba tem grande potencial para gerar renda e diversificar a produção. Estabelecemos objetivos claros, como ampliar a assistência técnica e fortalecer o cooperativismo. Nosso grande desafio é chegar a 2032 produzindo mil toneladas de mel”, projetou Bergoli.

    Abelhas nativas impulsionam mercado de alto valor

    Além da apicultura tradicional, a meliponicultura – criação de abelhas nativas sem ferrão – ganha espaço nas propriedades rurais. Espécies como jataí, uruçu e mandaçaia produzem um mel com características únicas e alto valor agregado, muito procurado por suas propriedades medicinais. Esta prática não só oferece uma alternativa de renda interessante para os pequenos produtores, mas também é crucial para a conservação da biodiversidade local.

    A importância das abelhas vai além da produção de mel. Elas exercem um papel estratégico na sustentabilidade e na segurança alimentar. Como principais polinizadoras de diversas culturas agrícolas, as abelhas aumentam a produtividade das lavouras e mantêm o equilíbrio dos ecossistemas, unindo geração de renda e preservação ambiental.

  • Ataques de abelhas: especialista orienta como se proteger

    Ataques de abelhas: especialista orienta como se proteger

    Os casos de ataques de abelhas em áreas urbanas chamam a atenção em Santa Catarina principalmente na primavera e no verão. Esses insetos, embora fundamentais para o equilíbrio ambiental e para a agricultura, podem gerar situações de risco quando as colônias se instalam próximo à circulação de pessoas.

    Durante as estações mais quentes, as colônias crescem e ficam mais populosas. Rodrigo Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, esclarece um ponto importante: as abelhas não são agressivas, são defensivas.

    “Elas só atacam quando percebem que sua colmeia está ameaçada”, explica o especialista. O problema ocorre quando enxames se instalam em telhados, árvores ocas, bueiros, entulhos ou galpões e acabam perturbados por barulho, vibrações ou movimentações comuns do dia a dia.

    Atividades rotineiras como corte de grama, obras ou simples movimentações podem perturbar um enxame. Quando isso acontece, as abelhas interpretam a situação como uma ameaça e desencadeiam uma reação de ataque para proteger a colônia.

    A compreensão desse comportamento defensivo ajuda a população a evitar situações de risco e a tomar as precauções necessárias ao identificar a presença de abelhas nas proximidades.

    O que fazer durante um ataque: orientações essenciais

    Se um enxame desencadear um ataque, a Epagri orienta:

    Ação imediata:
    • Afaste-se imediatamente do local, de preferência correndo em zigue-zague
    • Busque abrigo em ambiente fechado (casa, comércio ou veículo)
    Primeiros socorros:
    • Retire os ferrões raspando a pele com uma lâmina ou cartão
    • Nunca aperte os ferrões com os dedos
    • Lave a região com água corrente
    • Aplique gelo para reduzir o inchaço
    Quando buscar atendimento médico:
    • Em casos de múltiplas ferroadas
    • Se surgirem sinais de reação alérgica
    • Sintomas como falta de ar, inchaço generalizado ou queda de pressão

    Rodrigo alerta que qualquer pessoa pode entrar em risco de morte após uma grande quantidade de ferroadas. Indivíduos alérgicos podem sofrer reações graves até mesmo com apenas uma picada.

    Enxameação: fenômeno natural aumenta presença urbana

    A primavera e o verão trazem o fenômeno da enxameação. Nesse período, a colônia de abelhas se divide e parte da família migra para ocupar um novo local. Outro fenômeno comum é o abandono da colmeia, quando toda a família deixa a colônia em busca de outro abrigo.

    Em ambos os casos, esses enxames frequentemente se deslocam até ambientes urbanos procurando locais adequados para se instalar.

    Enxames temporários em árvores e varandas: como identificar

    A população catarinense observa com relativa frequência enxames de abelhas se amontoando temporariamente em árvores, varandas ou beirais de casas. Rodrigo explica que essas aglomerações representam apenas uma “parada” antes de seguirem para outro local.

    “Isso pode acontecer em poucas horas ou dias. Nessas situações, o ideal é não mexer e apenas manter distância e isolar o local”, recomenda o especialista.

    A situação muda quando o enxame se fixa em um ponto que oferece risco. Locais próximos a áreas de circulação de pessoas, escolas, creches ou ambientes com animais exigem atenção especial.

    Rodrigo recomenda acionar um serviço profissional para a retirada do enxame. “Nunca tente retirar a colmeia por conta própria. A falta de conhecimento e equipamentos de proteção pode desencadear um ataque grave”, alerta.

    Polinização: o serviço essencial que vai além do mel

    As abelhas prestam um serviço fundamental para a humanidade que ultrapassa a produção de mel: a polinização. Estudos estimam que 75% das plantas agricultáveis do mundo dependem desses insetos para produzir.

    As plantas nativas também dependem das abelhas para sobreviver. A taxa de dependência varia de 30 a 80% entre as diferentes espécies vegetais. “Sem esse trabalho, haveria queda na produção de frutas, hortaliças e grãos, além de impactos severos na biodiversidade”, ressalta Rodrigo.

    A compreensão da importância ecológica das abelhas ajuda a população a conviver de forma mais harmônica com esses insetos essenciais, respeitando seu papel na natureza enquanto adota medidas de segurança apropriadas.

  • Dia Nacional das Abelhas: estudos comprovam viabilidade da integração entre apicultura e sojicultura

    Dia Nacional das Abelhas: estudos comprovam viabilidade da integração entre apicultura e sojicultura

    Celebrado em 3 de outubro, o Dia Nacional das Abelhas ganha relevância especial diante de descobertas que comprovam o papel estratégico desses polinizadores na agricultura brasileira. Pesquisas realizadas pela BASF Soluções para Agricultura em parceria com a Embrapa demonstram que a presença de abelhas nas lavouras de soja pode elevar a produtividade em até 13%, resultado que redefine a relação entre apicultura e agricultura no país.

    Reconhecidas como agentes fundamentais para o equilíbrio dos ecossistemas, as abelhas são responsáveis pela polinização de aproximadamente 90% das plantas com flores do planeta, segundo dados da Embrapa. Contudo, sua importância vai muito além da produção de mel, impactando diretamente os resultados das lavouras brasileiras.

    Soja e abelhas: uma parceria produtiva

    Embora a soja não seja tradicionalmente considerada uma planta melífera, o estudo conduzido pela BASF em parceria com a Embrapa e o Senar revelou dados surpreendentes sobre os benefícios da presença de abelhas nessa cultura. A pesquisa demonstra que a integração entre sojicultura e apicultura não apenas é viável, mas altamente vantajosa para ambos os setores.

    Desde 2022, a parceria entre BASF e Embrapa se dedica a investigar essa convivência em diferentes regiões do Brasil. Um dos principais resultados foi a validação de um protocolo de Boas Práticas Agrícolas e Apícolas. Ele  orienta tanto produtores rurais quanto apicultores sobre como maximizar os ganhos dessa integração.

    Cartilha gratuita orienta produtores

    Como resultado prático da pesquisa, foi desenvolvida a cartilha “Boas práticas para integração entre apicultura e sojicultura”, disponível gratuitamente para download. O material reúne orientações essenciais sobre comunicação entre produtores, manejo adequado de colmeias e horários corretos para aplicação de defensivos agrícolas, promovendo uma coexistência harmoniosa entre as atividades.

    O apicultor gaúcho Aldo Machado vivenciou na prática os benefícios dessa integração. Com seus apiários posicionados no meio e no entorno de plantações de soja, ele registrou resultados expressivos. “Tivemos apiários que produziram mais de 50kg apenas na soja, o dobro da média nacional. Além disso, é um mel de excelente qualidade, de difícil cristalização, aromático e claro. Um mel perfeito para consumo”, relata Machado.

    O apicultor destaca que o diálogo entre agricultores e apicultores, aliado ao manejo correto de defensivos, beneficia ambas as partes. “É um negócio perfeito. Este ano estou direcionando mais abelhas para a soja do que para o eucalipto”, revela.

    Projeto amplia impacto no Rio Grande do Sul

    A iniciativa “Agricultura para um futuro positivo com a natureza”, promovida pela BASF, representa outro avanço significativo. O projeto reúne instituições como Fundação Solidaridad, GeoApis, Wheatley Young Partners e TEH&CO para implementar práticas agrícolas que gerem benefícios ambientais e comunitários.

    Iniciado em janeiro de 2024, o projeto conta com a participação de 18 produtores e 19 apicultores nos municípios de Machadinho, Gaurama e Áurea, no Rio Grande do Sul. Os resultados do primeiro ano indicam correlação positiva entre a densidade de abelhas e o aumento da produtividade. Confirmando a contribuição dos polinizadores para a produção de soja.

    Entre os fatores de sucesso estão a comunicação eficaz entre os envolvidos e a adoção de práticas sustentáveis como plantio direto, tecnologias adequadas de aplicação de defensivos, cultivo consorciado, integração de produtos biológicos, manejo integrado de pragas e tratamento de sementes.

    Compromisso com a sustentabilidade

    Camila Leonelli, gerente sênior de Estratégia de Sustentabilidade da BASF Soluções para Agricultura, ressalta que as áreas estudadas apresentaram grande população e diversidade de espécies de abelhas, além de ganhos em produtividade e rentabilidade. “Isso demonstra que a coexistência entre sojicultura e apicultura é viável e positiva quando o manejo correto é realizado. A integração entre agricultura e apicultura gera ganhos concretos para a produção e para o meio ambiente”, afirma.

    Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF, reforça que produzir mais e com qualidade utilizando menos recursos é um dos pilares da sustentabilidade. “É essencial encontrar maneiras efetivas de conservar os polinizadores. Eles contribuem não apenas para a produtividade agrícola, mas também para o equilíbrio dos nossos ecossistemas naturais”, destaca.

  • Agrotóxicos alteram milhares de genes em abelhas, revela pesquisa premiada da Unesp

    Agrotóxicos alteram milhares de genes em abelhas, revela pesquisa premiada da Unesp

    Uma pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Unesp, campus de Botucatu, ganhou reconhecimento nacional. O trabalho revelou como os defensivos agrícolas afetam os genes das abelhas. A tese conquistou menção honrosa no Prêmio Capes de Tese 2025.

    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o resultado em 29 de agosto. O prêmio recebeu 1.543 trabalhos inscritos nesta edição.

    Isabella Cristina de Castro Lippi desenvolveu a pesquisa no Programa de Pós-graduação em Zootecnia. Ela investigou os efeitos do imidaclopride no transcriptoma de abelhas Apis mellifera africanizadas. O professor Ricardo de Oliveira Orsi orientou o trabalho.

    Os resultados surpreenderam os pesquisadores. Milhares de genes das abelhas sofreram alterações após a exposição aos agrotóxicos. As doses subletais – que não matam imediatamente – causaram mais danos que as letais.

    Isabela Lippi durante a pesquisa. Foto: acervo pessoal

    “As alterações na expressão dos genes comprometem funções essenciais”, explica Isabella. “Imunidade, nutrição, metabolismo, comportamento, visão e capacidade de voo ficam prejudicados.”

    A pesquisadora destaca a importância das abelhas para a humanidade. Elas polinizam frutas, verduras e castanhas. Muitas plantas dependem exclusivamente da polinização realizada por esses insetos para se reproduzir.

    “Quando as abelhas enfrentam ameaças como os agrotóxicos, nossa segurança alimentar fica em risco”, alerta Isabella. “A biodiversidade também sofre consequências graves.”

    Metodologia rigorosa garante resultados confiáveis

    A equipe desenvolveu o trabalho nas colmeias experimentais da FMVZ, na Fazenda Lageado. Os testes de Biologia Molecular aconteceram no Instituto de Biotecnologia (IBETEC) da Unesp.

    Os pesquisadores coletaram quadros de cria com abelhas ainda não emergidas. Aguardaram a eclosão e marcaram as recém-nascidas com caneta colorida no dorso. Após 21 dias, buscaram essas abelhas marcadas entre milhares de indivíduos na colmeia.

    “Encontrar as abelhas marcadas era uma tarefa desafiadora”, conta Isabella. “Depois coletávamos com pinça e levávamos ao laboratório para os testes.”

    Durante o doutorado, Isabella passou um período na Universidade de Queensland, na Austrália. A parceria internacional resultou na publicação de um artigo científico relevante.

    Doses subletais causam mais prejuízos

    A descoberta mais alarmante foi sobre as doses subletais. Estas concentrações, que não matam imediatamente, provocaram mais alterações genéticas que as doses letais.

    “A abelha não morre logo após o contato, mas sofre efeitos danosos”, explica a pesquisadora. “A morte pode acontecer dias ou semanas depois. Muitas vezes ninguém associa isso ao agrotóxico.”

    Esse efeito preocupa especialmente os apicultores. Eles costumam levar colmeias para áreas de cultivo durante o período de floração. O Brasil possui legislação menos rígida sobre agrotóxicos que países europeus.

    “Estudos de avaliação de risco são fundamentais”, defende Isabella. “Precisamos de dados científicos sólidos para subsidiar decisões regulatórias.”

    NECTAR produz conhecimento para setor apícola

    O trabalho integra as atividades do Núcleo de Ensino, Ciência e Tecnologia em Apicultura Racional (NECTAR) da FMVZ/Unesp. Há anos o grupo desenvolve estudos importantes para a comunidade científica e criadores de abelhas.

    As pesquisas do NECTAR já serviram de base para restrições regulatórias. O Fipronil, agrotóxico usado no controle de insetos, teve seu uso limitado com base nos estudos do núcleo.

    “Testamos diversos agrotóxicos – inseticidas, herbicidas e fungicidas”, comenta o professor Orsi. “Demonstramos efeitos de doses baixíssimas que não causam mortalidade imediata, mas provocam distúrbios ao longo do tempo.”

    O orientador destaca a relevância do trabalho de Isabella. A pesquisa se alinha com o conceito de Saúde Única e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

    Pesquisa terá continuidade internacional

    Isabella atualmente trabalha como pesquisadora na Universidade de Queensland. Ela busca implementar projetos similares na Austrália, onde existem poucos estudos na área.

    No Brasil, o NECTAR continua desenvolvendo pesquisas sobre agrotóxicos e abelhas. O grupo tem objetivos duplos para o futuro.

    “Queremos contribuir para políticas públicas mais rigorosas sobre agrotóxicos”, afirma Isabella. “Também buscamos desvendar os mecanismos de ação em organismos não alvo.”

    A pesquisadora acredita que o trabalho pode abrir caminho para novas tecnologias. O desenvolvimento de produtos agrícolas menos prejudiciais ao meio ambiente representa uma meta importante para a sustentabilidade.

  • Abelhas mais saudáveis ajudam a preservar o equilíbrio dos ecossistemas

    Abelhas mais saudáveis ajudam a preservar o equilíbrio dos ecossistemas

    Durante a entressafra, quando há menor oferta de néctar e pólen, as abelhas sofrem com a falta de nutrientes essenciais. Esse cenário pode comprometer a saúde dos enxames e reduzir a eficiência da polinização, processo vital para a reprodução de mais de 70% das espécies de plantas cultivadas no mundo.

    Um suplemento nutricional desenvolvido por uma empresa do Rio Grande do Sul está ajudando a manter colmeias saudáveis e ativas durante períodos de escassez de flores, contribuindo diretamente para o equilíbrio dos ecossistemas e a produtividade agrícola no Brasil.

    Segundo Cesar Souza, diretor executivo da Védera, empresa responsável pelo desenvolvimento do suplemento em pó, a baixa oferta de nutrientes naturais reduz o metabolismo das abelhas, enfraquece os enxames e ameaça o papel desses polinizadores no ciclo ecológico. “Preservar a saúde das abelhas significa preservar cadeias inteiras de vida, do alimento ao solo”, destaca Souza.

    Resultados positivos no campo

    O apicultor Alisson Paulinelli, dos Apiários Paulinelli (RS), utiliza o suplemento há dois anos em suas 220 colmeias e relata melhorias significativas. “Na entressafra e também no final da primavera, percebo aumento na postura das rainhas e maior atividade dos enxames. As abelhas permanecem ativas, o que mantém o ciclo ecológico funcionando”, afirma.

    Já o professor Eduardo Ferreira, do Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Santa Teresa, criador de abelhas sem ferrão, destaca que o suplemento Melero evita a queda de postura mesmo nos períodos mais secos. “Conseguimos manter a saúde das colmeias em níveis semelhantes aos da primavera, o que é raro nessa época. Isso impacta diretamente a continuidade da polinização.”

    Preservação ambiental e produtividade

    Com mais de 2 milhões de colmeias, o Brasil é um dos maiores produtores de mel do mundo. No entanto, além da produção, o país enfrenta o desafio de conservar sua biodiversidade, na qual as abelhas desempenham papel fundamental. Investir na saúde desses polinizadores é garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e a segurança alimentar do futuro.

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  • Santa Catarina se destaca na produção e exportação de mel

    Santa Catarina se destaca na produção e exportação de mel

    Santa Catarina reafirma sua posição como um dos principais estados produtores e exportadores de mel no Brasil. Em 2023, o estado ocupou a 8ª posição no ranking nacional de produção, com 4.234 toneladas, representando 6,6% da produção total do país. No entanto, foi em 2024 que Santa Catarina se destacou ainda mais ao se tornar o terceiro maior exportador de mel do Brasil, com 5.476,8 toneladas enviadas ao mercado internacional.

    Os principais destinos do mel catarinense em 2024 foram os Estados Unidos, que absorveram 81% das exportações. Outros mercados relevantes incluem o Reino Unido (10,8%), Alemanha (4,5%), Bélgica (1,2%) e Canadá (1,1%). A forte presença em mercados exigentes como o norte-americano e europeu reforça a qualidade e a competitividade do mel produzido no estado.

    Produção local e distribuição

    De acordo com dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a produção de mel está bem distribuída por todo o estado. Santa Catarina conta com cerca de 13 mil apicultores e 358 mil colmeias. As regiões com maior número de produtores estão no Extremo Oeste (32%), Oeste (18%) e Meio Oeste (16%). Já as maiores concentrações de colmeias estão no Planalto Sul (23%), Litoral Sul (17%), Alto Vale do Itajaí (11%) e Extremo Oeste (11%).

    Observatório agro catarinense

    A importância da apicultura para a economia catarinense levou a Epagri/Cepa a criar o painel do Mel no Observatório Agro Catarinense. A ferramenta disponibiliza dados sobre produção e número de produtores desde 2013, organizados por estado, regiões agropecuárias, microrregiões do IBGE e municípios.

    Segundo Cintia Uller Gómez, engenheira-agrônoma da Epagri/Cepa, esses dados são fundamentais para ações como extensão rural, controle sanitário e elaboração de linhas de crédito. “É essencial que os cadastros dos produtores estejam atualizados para garantir informações precisas e apoiar o desenvolvimento da cadeia produtiva”, afirmou.

    Com a crescente demanda internacional pelo mel catarinense e a organização eficiente da cadeia produtiva local, Santa Catarina se posiciona como um player estratégico no mercado global de mel. O estado continua investindo em tecnologia e boas práticas para fortalecer sua apicultura e ampliar sua participação nos mercados internacionais.

     

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  • Apicultura em Minas Gerais cresce 30% em 2024

    Apicultura em Minas Gerais cresce 30% em 2024

    A apicultura mineira vive um momento de expansão: em 2024, 1.085 novos apiários foram registrados no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), um aumento de 30% em relação a 2023. Os municípios de Formiga, Bambuí e Itapecerica, na região Oeste, lideram o ranking, com 712 propriedades cadastradas. O avanço reforça Minas Gerais como um dos principais polos produtores de mel do país, com mais de 3.300 apiários dedicados a abelhas com ferrão e 531 voltados a meliponíneos (sem ferrão), distribuídos em 573 cidades.

    Vigilância sanitária evita ameaças como o “pequeno besouro das colmeias”

    O IMA, responsável pelo Programa Nacional de Sanidade Apícola (PNSAp), atua no cadastramento, fiscalização e inspeção de produtos apícolas para conter riscos sanitários. Em 2019, a praga Aethina tumida (pequeno besouro das colmeias) foi detectada em Juiz de Fora, ameaçando destruir favos e contaminar mel. “A rápida interdição do apiário e orientações técnicas evitaram a disseminação da praga no estado”, explica Eduardo Lage, coordenador do PNSAp em Minas.

    A vigilância inclui:

    • Monitoramento constante de doenças de notificação obrigatória;
    • Interdição imediata de apiários com suspeitas de contaminação;
    • Orientações técnicas sobre manejo e boas práticas apícolas.

    “Sem esse controle, pragas poderiam devastar a produção e afetar o mercado”, reforça Lage.

    A partir de maio, produtores de abelhas devem atualizar informações de seus rebanhos no sistema do IMA, conforme a Portaria nº 2227/2023. A medida visa garantir rastreabilidade e controle sanitário, exigindo também a Guia de Trânsito Animal (GTA) para transporte de colmeias.

    “A GTA permite rastrear o deslocamento de abelhas e intervir rapidamente em surtos de doenças”, destaca Eduardo. A falta do documento pode resultar em multas e restrições comerciais.

    Desafios e perspectivas para o setor

    Apesar do crescimento, a apicultura mineira enfrenta desafios:

    • Fortalecimento de colmeias: Abelhas com baixo comportamento higiênico são mais vulneráveis a pragas;
    • Capacitação técnica: Produtores precisam adotar manejos preventivos;
    • Expansão sustentável: A região Norte, com 454 apiários registrados em Montes Claros, busca ampliar produção sem comprometer a sanidade.
    Dados estratégicos:
    • Região Oeste: 712 apiários (Formiga, Bambuí e Itapecerica no topo);
    • Norte de Minas: 454 propriedades atendidas pela unidade do IMA em Montes Claros;
    • Vale do Rio Doce: Mais de 300 apiários na jurisdição de Guanhães.

    Com a demanda global por mel em crescimento, Minas Gerais projeta ampliar exportações, desde que mantenha o rigor sanitário. “A apicultura é uma atividade econômica vital. Investir em saúde animal é garantir futuro para o setor”, conclui Lage.

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  • Convivência entre sojicultura e apicultura no Brasil é possível

    Convivência entre sojicultura e apicultura no Brasil é possível

    Em um estudo conjunto, a BASF e a Embrapa revelaram dados positivos sobre a convivência entre sojicultura e apicultura no Brasil. Com resultados coletados em lavouras de São Gabriel (RS), Maringá (PR) e Dourados (MS) durante a safra 2022/23, a pesquisa demonstrou que a integração dessas atividades é não apenas possível, mas também benéfica para ambas as partes.

    A pesquisa validou um protocolo de Boas Práticas Agrícolas, Apícolas e de Comunicação que guiou as ações de sojicultores e apicultores. “A convivência é vantajosa para ambos, desde que respeitem as boas práticas agrícolas e mantenham um diálogo contínuo”, afirmou Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa Soja (PR). O protocolo inclui o Manejo Integrado de Pragas de Soja (MIP-Soja), que visa reduzir os insetos-praga sem afetar os inimigos naturais.

    Ganhos em Rentabilidade e Sustentabilidade

    A presença de abelhas nas lavouras de soja pode aumentar a produtividade em até 13%, segundo estudos da Embrapa. As abelhas, ao coletarem néctar, atuam como polinizadoras, melhorando a qualidade e quantidade das vagens de soja. Apicultores também se beneficiam, com colheitas de mel que podem chegar a 50 kg por colmeia durante a florada da soja. Isso é mais do que o dobro da média nacional.

    plantação de soja
    Soja e abelhas podem conviver juntos.

    Rodrigo Casado, produtor de soja e mel em Maringá (PR), destacou que a polinização na soja resulta em uma renda extra significativa. Assim sendo, é permitido colheitas de mel de duas a três vezes ao ano. Além disso, a presença das abelhas contribui para a redução das emissões de gases de efeito estufa, beneficiando o meio ambiente.

    Importância das Abelhas

    As abelhas desempenham um papel crucial na agricultura, não apenas pela polinização, mas também por manter o equilíbrio dos ecossistemas. A preservação dos polinizadores é vital para garantir a produtividade agrícola e a sustentabilidade dos ecossistemas naturais. “É essencial encontrarmos maneiras efetivas de conservarmos os polinizadores, como as abelhas, para garantir a produtividade da agricultura e o equilíbrio dos nossos ecossistemas naturais”, afirmou Maurício do Carmo Fernandes, gerente de Stewardship e Sustentabilidade da BASF.

    Parceria BASF e Embrapa

    A colaboração entre BASF e Embrapa resultou em uma websérie disponível na Fazenda BASF, abordando temas como a união entre sojicultura e apicultura, qualidade do mel de soja, e tecnologia de aplicação de insumos. Essa parceria promove boas práticas agrícolas, segurança alimentar, sustentabilidade e desenvolvimento econômico, reforçando o legado da agricultura brasileira.

  • Qual é o melhor mel de todo o país?

    Qual é o melhor mel de todo o país?

    Produtores de mel de todo o país podem participar do Prêmio CNA Brasil Artesanal 2024. As inscrições estão abertas no site do Sistema CNA/Senar até o dia 7 de julho.

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc), a Confederação Brasileira de Apicultura e Meliponicultora (CBA) e a Escola Brasileira de Apicultura e Meliponicultora (Ebram), realiza o prêmio.

    O concurso visa duas variedades, o Mel Claro e Mel Escuro, destinado aos produtores que produzem até 10 toneladas por ano. Eles devem centrifugar e decantar o mel, podendo apresentá-lo no estado líquido e cristalizado.

    Regulamento

    Após a inscrição, o produtor deverá enviar cinco amostras do produto com, no mínimo, 200 gramas em cada embalagem. Os produtores devem enviar as amostras em embalagens de comercialização e rotular o produto conforme a legislação vigente.

    Etapas

    Ainda de acordo com o regulamento, o concurso terá três etapas de avaliação. As amostras do mel serão analisadas por um júri técnico, que selecionará dez produtos, cinco de cada categoria na primeira fase. Vale lembrar que depois disso, os produtos serão avaliados de acordo com os aspectos visuais, aroma, sabor e harmonização, por exemplo.

    Um júri popular fará a avaliação do concurso na segunda fase de avaliação. Vai ocorrer a degustação por consumidores finais. A última etapa será a avaliação das histórias dos produtores rurais.

    Os dez produtos selecionados, cinco em cada categoria, vão receber certificados e prêmios. Os três primeiros vão ganhar também o Selo de Participação Ouro, Prata e Bronze.

    A premiação é uma iniciativa do Programa Nacional de Alimentos Artesanais e Tradicionais da CNA. Certamente, o objetivo é valorizar os pequenos e médios produtores rurais. De fato, o foco está na profissionalização da atividade e na agregação de valor dos alimentos que produzem.

    Desde 2019, a CNA Brasil Artesanal realiza o Prêmio. Também é importante ressaltar que eles já realizaram concursos para produtores de chocolates, queijos, salames, cachaças, charcutaria, azeites, vinhos e cafés.