Tag: animais

  • Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Uma pescaria no Rio Araguaia terminou com um encontro muito diferente do esperado. Em vez de um peixe, um pescador fisgou acidentalmente uma tartaruga de grande porte e precisou trazer o animal até a margem.

    O tamanho do quelônio chamou atenção. Nas imagens, a tartaruga aparece sendo segurada antes de voltar para a água.

    O episódio ocorreu na região de Aruanã, em Goiás, um dos destinos de pesca mais conhecidos do Araguaia. Além de grandes peixes, porém, as águas do rio também abrigam diferentes espécies de animais silvestres.

    Entre elas está a tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa), considerada pelo Ibama o maior quelônio aquático de água doce das Américas. A espécie ocorre na bacia Tocantins-Araguaia e pode alcançar dimensões impressionantes.

    Entretanto, apenas as imagens não permitem afirmar com segurança que o animal fisgado pertence a essa espécie.

    Tartaruga-da-Amazônia pode chegar a 65 quilos

    Quando adulta, principalmente no caso das fêmeas, a tartaruga-da-Amazônia pode se transformar em um verdadeiro gigante dos rios.

    Segundo o Programa Quelônios da Amazônia, do Ibama, uma fêmea adulta pode pesar cerca de 65 quilos. Além disso, dados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) registram exemplares ainda maiores.

    A maior fêmea mencionada pelo instituto chegou a 109 centímetros de comprimento e 90 quilos.

    Portanto, encontrar uma tartaruga enorme nos rios onde a espécie ocorre não representa necessariamente uma anomalia. O próprio tamanho faz parte das características desses animais.

    https://www.instagram.com/reel/DZ2o18WO-9N/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Os machos, por outro lado, costumam ser menores que as fêmeas.

    Além disso, a tartaruga-da-Amazônia apresenta carapaça achatada e mais larga na região posterior. A coloração varia entre tons de marrom, cinza e verde-oliva.

    Gigantes também vivem no Araguaia

    Embora o nome remeta diretamente à Amazônia, a distribuição da espécie vai além da calha do Rio Amazonas.

    O Ibama informa que a Podocnemis expansa também ocorre na bacia Tocantins-Araguaia, alcançando áreas de Goiás e Mato Grosso.

    Por isso, o Rio Araguaia representa um habitat importante para esses animais.

    Um estudo realizado na Área de Proteção Ambiental Meandros do Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso, por exemplo, analisou fêmeas com peso entre 17 e 38 quilos. Em média, elas apresentaram 65,45 centímetros de comprimento de carapaça.

    Além do tamanho, outra característica chama atenção: a longevidade.

    Dados reunidos pelo ICMBio indicam que a tartaruga-da-Amazônia pode chegar a aproximadamente 80 anos de vida. Assim, alguns dos grandes indivíduos encontrados nos rios podem ter várias décadas.

    Tartarugas colocam mais de 100 ovos

    Filhotes de tartaruga-da-amazônia

    O comportamento reprodutivo da espécie também impressiona.

    Durante o período de reprodução, as fêmeas migram para praias arenosas e se concentram em locais conhecidos como tabuleiros. Ali, elas escavam a areia para construir os ninhos.

    De acordo com o Ibama, cada fêmea nidifica uma vez durante o período reprodutivo e pode depositar entre 60 e 135 ovos.

    Depois disso, os filhotes levam entre 42 e 75 dias para nascer. O tempo varia conforme a região e as condições do rio.

    Entretanto, chegar à fase adulta não é simples. Ovos e filhotes enfrentam predadores naturais e também pressões provocadas pela ação humana.

    Por esse motivo, praias de reprodução recebem ações de monitoramento e proteção em diferentes regiões brasileiras.

    Por que a espécie precisa de proteção?

    Durante séculos, populações amazônicas utilizaram tartarugas e seus ovos como fonte de alimento. A exploração intensa, porém, provocou forte redução de algumas populações.

    Para enfrentar o problema, o Brasil mantém o Programa Quelônios da Amazônia (PQA), coordenado pelo Ibama. A iniciativa atua desde 1979 na conservação e no manejo de espécies de quelônios.

    Atualmente, a tartaruga-da-Amazônia aparece na categoria “menos preocupante” nas avaliações nacional e internacional citadas pelo Ibama.

    Ainda assim, o trabalho de conservação continua importante, principalmente nas áreas onde os animais se concentram para colocar seus ovos.

    O flagrante no Araguaia, portanto, chama atenção não apenas pelo tamanho do animal. Ele também revela que, sob as águas frequentadas por milhares de pescadores todos os anos, vivem alguns dos maiores quelônios de água doce das Américas.

  • Galo vê ameaça no céu, alerta galinhas e reação impressiona; veja vídeo

    Galo vê ameaça no céu, alerta galinhas e reação impressiona; veja vídeo

    Mostrou cavalheirismo! O galo Thor viralizou nas redes sociais ao demonstrar um comportamento de proteção diante de uma possível ameaça em uma propriedade rural no Texas, nos Estados Unidos. Ao perceber uma ave no alto, ele começou a emitir um som de alerta, enquanto as galinhas correram para procurar abrigo.

    O registro foi feito pela cuidadora Thalita, que também produz conteúdo para as redes sociais. No vídeo, Thor aparece atento e circulando pela área aberta ao lado de gansos. As galinhas, por outro lado, se escondem sob a vegetação.

    “Quando o Thor começa a fazer esse som de alerta é porque alguma coisa está errada. Observem que ele está sempre olhando pra cima. Até as gansinhas estão em volta olhando para o céu.”

    Segundo Thalita, as galinhas costumam procurar locais protegidos assim que percebem o sinal emitido pelo galo. Na ocasião registrada, elas se abrigaram debaixo de uma roseira.

    “É incrível como o Thor e as gansinhas ficam na área aberta, só esperando caso precisem tomar alguma atitude.”

    https://www.instagram.com/reel/DcY9nW6xUaT/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Comportamento é natural

    Na sequência, Thalita mostrou a ave que teria provocado o comportamento de alerta: um urubu estava pousado no alto da chaminé da casa. Segundo a influenciadora, a presença desse tipo de animal não seria frequente na região.

    A atitude corajosa da ave é natural e faz parte da eesquisas mostram que galos podem emitir chamados distintos diante de ameaças aéreas e terrestres. Ao ouvirem sinais associados a predadores aéreos, as galinhas tendem a procurar cobertura, se abaixar e direcionar a atenção para cima.

    Estudos também indicam que os machos podem intensificar esses chamados quando estão acompanhados por outras aves, reforçando a função de comunicação do sinal de alerta dentro do grupo.

  • Vídeo de garça resgatada por família de pescadores no MS volta a viralizar

    Vídeo de garça resgatada por família de pescadores no MS volta a viralizar

    Um vídeo que mostra o resgate de uma garça presa por uma linha de pesca voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias, repetindo o sucesso que já havia feito em 2021. As imagens mostram o locutor de rodeio Marcio Alexandre Gomes libertando o animal com a ajuda de um canivete, em um momento gravado no Rio Paranaíba, em Mato Grosso do Sul.

    https://www.instagram.com/p/CN6CrkpD-vL/

    O caso ocorreu em abril de 2021, nas proximidades do Parque Aquático de Paranaíba (MS). Marcio, então com 45 anos, passeava de barco com a esposa, Lara Amaral, e a filha do casal, de 20 anos, quando avistou a garça presa pelo bico em um galho, imobilizada por uma linha de pesca.

    A família decidiu agir na hora. Com um canivete, Marcio cortou aos poucos toda a linha que prendia o bico da ave, evitando que ela se ferisse ainda mais durante o processo.

    “Ficamos bem surpresos. Não tinha mais ninguém passando por ali e sabíamos que, se não tirasse ela dali, ia morrer. Ela não estava aguentando muito tempo mais”, relatou Lara Amaral na época.

    Ave espera o fim do resgate antes de partir

    Um dos trechos que mais chamou atenção nas imagens mostra a garça parada, sem se debater, enquanto o pescador retira cuidadosamente cada volta da linha. O animal só se movimentou depois que Marcio concluiu o trabalho.

    Segundo relatos da família à imprensa local, a ave ainda permaneceu por alguns instantes próxima ao barco antes de voar. O que os pescadores interpretaram como um gesto de agradecimento.

    “Rapaz, que coisa impressionante. Ela está agradecendo”, comemorou Marcio ao ver a garça alçar voo sem nenhum ferimento aparente.

    Pesca ajudou locutor a superar período difícil

    Marcio contou que a atividade de pescaria se tornou parte importante da própria rotina durante a pandemia de Covid-19, período em que enfrentou um quadro de depressão após ficar afastado das pistas de rodeio, sua atividade profissional.

    Reprodução: Redes Sociais

    O Rio Paranaíba, na divisa entre Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, passou a ser um refúgio para ressignificar o tempo livre. Meses antes do resgate da garça, o próprio locutor havia vivido uma situação de risco. Ele sofreu um naufrágio e passou uma noite inteira à deriva nas águas do rio, sendo resgatado somente na manhã seguinte. Ou seja, para ele, salvar a ave meses depois teve um significado especial, como uma forma de retribuir a ajuda que também recebeu.

    Na época do resgate, Marcio aproveitou a repercussão do vídeo para reforçar um alerta a outros pescadores. O descarte de linhas e materiais de pesca nos rios representa risco direto para aves e outros animais silvestres, que podem ficar presos ou se ferir gravemente ao se alimentar próximo às margens.

  • Aranha que se disfarça de fungo é descoberta na Amazônia equatoriana

    Aranha que se disfarça de fungo é descoberta na Amazônia equatoriana

    Pesquisadores registraram pela primeira vez a existência de uma espécie de aranha capaz de imitar a aparência de fungos parasitas. A espécie, denominada Taczanowskia waska, foi encontrada na porção equatoriana da Floresta Amazônica e amplia o conhecimento científico sobre a biodiversidade da região.

    A descoberta ocorreu após a publicação de uma fotografia do animal na plataforma de ciência iNaturalist. Inicialmente, observadores acreditaram que o organismo retratado fosse um fungo. No entanto, análises posteriores revelaram tratar-se de uma aranha.

    “Descobertas como essas demonstram o valor das coleções científicas. Elas nos permitem classificar novas espécies e compará-las com espécimes históricos. Aliadas à colaboração internacional e à ciência cidadã, isso abre novas oportunidades para a pesquisa da biodiversidade”, destacou a pesquisadora Nadine Dupérré, uma das autoras do trabalho.

    A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Leibniz para Análise da Mudança da Biodiversidade (LIB), da Alemanha.

    Camuflagem ajuda na sobrevivência da espécie

    Segundo os cientistas, a Taczanowskia waska apresenta estruturas alongadas que se estendem até o abdômen, além de uma coloração clara semelhante à observada em fungos do gênero Gibellula, conhecidos por parasitar aranhas.

    Dessa forma, a espécie utiliza a aparência de fungo como estratégia de camuflagem, reduzindo o risco de ser identificada por predadores.

    Aranha que se disfarça de fungo
    Taczanowskia waska, nova espécie de aranha, apresenta estruturas no abdômen que imitam fungos parasitas — Foto: David Diaz-Guevara/Reprodução Phys

    Para aumentar a eficiência dessa estratégia, a aranha permanece imóvel em áreas das folhas onde esses fungos costumam se desenvolver. Assim, torna-se ainda mais difícil distingui-la do ambiente natural.

    Além de revelar características inéditas do pouco estudado gênero Taczanowskia, a descoberta contribui para ampliar o conhecimento sobre a rica fauna amazônica presente na região equatoriana da floresta.

  • Miley Cyrus adota tartaruga gigante que vivia em abrigo americano

    Miley Cyrus adota tartaruga gigante que vivia em abrigo americano

    A cantora Miley Cyrus surpreendeu os fãs ao adotar uma tartaruga gigante de 20 anos, chamada Teru, que vivia sob os cuidados de um sistema de resgate nos Estados Unidos.

    A adoção inusitada mobilizou a ONG Wags and Walks, responsável por conectar o animal ao seu novo lar. Segundo a instituição, uma sequência de coincidências contribuiu para que o desejo da artista de ampliar sua família se tornasse realidade.

    Em uma publicação no Instagram, a ONG compartilhou um momento especial da adaptação de Teru. Na imagem divulgada, o réptil aparece confortavelmente instalado em sua nova casa enquanto recebe pedaços de pimentão amarelo diretamente das mãos da cantora.

    https://www.instagram.com/p/DYvFxi6Fd21/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Rede de apoio garantiu a adoção

    Embora a Wags and Walks seja reconhecida principalmente pelo trabalho de resgate de cães em situação de vulnerabilidade, a organização decidiu abrir uma exceção ao conhecer o interesse da artista pela adoção da tartaruga.

    Antes da adoção, Teru enfrentava a realidade dos abrigos públicos norte-americanos. Esse cenário é incomum para animais da espécie, mas reflete os desafios enfrentados por muitas instituições de acolhimento, especialmente em meio aos problemas de superlotação.

    Recentemente, a organização havia resgatado quase 30 cães de uma instalação lotada para evitar que os animais fossem submetidos à eutanásia.

    Mãe de pet

    Ao longo dos anos, Miley construiu uma reputação ligada ao bem-estar animal e sua casa se transformou em um verdadeiro refúgio. Atualmente, o espaço abriga diversos cães, gatos, cavalos e até porcos, todos acolhidos após passarem por situações de vulnerabilidade.

    Miley Cyrus posa com alguns de seus pets — Foto: Reprodução/Instagram

    Ao optar pela adoção de um animal de grande porte e longa expectativa de vida, em vez da compra, a cantora também utiliza sua visibilidade para incentivar práticas ligadas à proteção animal e à preservação das espécies.

     

  • Filhote de gorila nasce após cesariana rara; veja fotos

    Filhote de gorila nasce após cesariana rara; veja fotos

    Um procedimento veterinário incomum mobilizou especialistas em saúde animal e medicina humana nos EUA. A gorila Olympia, do Zoológico Woodland Park, passou por uma cesariana de emergência para dar à luz um filhote macho, em um caso considerado extremamente raro.

    A equipe responsável pela cirurgia atua, normalmente, em partos humanos. Além disso, entre os 17 nascimentos de gorilas registrados no zoológico, esta foi a primeira vez que uma cesariana precisou ser realizada. Em escala mundial, menos de uma dúzia de procedimentos semelhantes já foram documentados.

    Olympia pertence à espécie gorila-das-terras-baixas-ocidentais e este é seu segundo filhote. A gestação dos gorilas dura cerca de oito meses e meio, resultando em bebês que normalmente nascem com aproximadamente 1,8 quilo.

    Olympia no Zoológico, antes da gravidez — (Foto: Jeremy Dwyer-Lindgren/Zoológico Woodland Park)

    Exames apontaram complicações na gestação

    A decisão de realizar a cirurgia ocorreu após um ultrassom de rotina indicar alterações preocupantes. Diante dos resultados, a equipe médica precisou agir rapidamente para garantir a segurança da mãe e do filhote.

    “Tomamos a decisão crucial de anestesiar Olympia e chamar uma equipe de consultores médicos para avaliar o feto e determinar a melhor intervenção”, explicou o veterinário e diretor de Saúde Animal do Woodland Park, Dr. Tim Storms.

    Equipe que realizou o processo na gorila Olympia é especializada em partos humanos — (Foto: Nichole Hamilton/MFM Sonographe)

    Após ser anestesiada, Olympia foi transportada de ambulância até o hospital veterinário do zoológico. No local, especialistas realizaram um novo exame de ultrassom. O diagnóstico revelou redução do líquido amniótico e dilatação incompleta do colo do útero, quadro que indicava um trabalho de parto sem progressão adequada.

    Dessa forma, a equipe concluiu que o nascimento natural não seria possível.

    “Isso significava que Olympia não conseguiria dar à luz sem nossa ajuda, então tomamos a decisão crucial de realizar o parto por cesariana”, afirmou Storms.

    Segundo o diretor, além dos profissionais do zoológico, uma equipe obstétrica voluntária participou do procedimento.

    Cuidados intensivos

    Após o nascimento, os especialistas iniciaram imediatamente os protocolos de atendimento neonatal. A Dra. Sachita Shah, integrante do Departamento de Medicina de Emergência do Butterfly e da Universidade de Washington, destacou a importância da integração entre os profissionais envolvidos.

    “Quando o bebê nasceu, usamos a sonda para guiar os cuidados intensivos neonatais e a reanimação. Foi incrivelmente bem coordenado que todos visualizassem as mesmas informações na tela, o que permitiu a tomada de decisões compartilhadas com as equipes de saúde animal e de cuidados com gorilas do Zoológico Woodland Park”, relatou.

    Existem menos de meia dúzia de casos de cesarianas em gorilas registrados — (Foto: Nichole Hamilton/MFM Sonographe)

    Além disso, durante a primeira noite após a cirurgia, um tratador especializado em gorilas e um técnico veterinário permaneceram monitorando mãe e filhote. Os dois ficaram em uma área reservada, sem acesso do público, durante as primeiras 24 horas.

    De acordo com a equipe, esse período foi fundamental para permitir que Olympia se adaptasse à nova condição e fortalecesse os primeiros vínculos com o filhote.

    Outra gorila auxilia nos cuidados com o recém-nascido

    Outra fêmea do zoológico, chamada Jamani, que havia dado à luz uma semana antes, participou de uma etapa importante dos cuidados com o recém-nascido. Ela levou seu próprio bebê e também o filhote de Olympia até uma tela de proteção, permitindo que os tratadores realizassem sessões de alimentação com mamadeira.

    Esse comportamento foi resultado de um treinamento realizado durante sua gestação. Na época, os cuidadores ensinaram Jamani a levar uma boneca até a equipe sempre que fosse necessário simular um atendimento ao filhote.

    Agora, enquanto Olympia se recupera da cirurgia, os especialistas acreditam que Jamani continuará auxiliando nos cuidados com ambos os bebês.

    Segundo a equipe responsável pelo acompanhamento dos animais, o foco permanece na saúde dos filhotes e no processo de recuperação da mãe.

  • Conheça a serpente temida na Ilha das Cobras no litoral paulista

    Conheça a serpente temida na Ilha das Cobras no litoral paulista

    A Ilha da Queimada Grande, localizada entre Itanhaém e Peruíbe, no litoral de São Paulo, ganhou fama internacional por abrigar a jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), espécie endêmica considerada uma das serpentes mais perigosas do planeta. No entanto, a chamada Ilha das Cobras também é lar de outra serpente bem menos conhecida: a dormideira (Sibynomorphus mikanii), uma espécie inofensiva que se alimenta principalmente de lesmas e caracóis.

    Além disso, a Queimada Grande é considerada a segunda ilha com maior densidade populacional de cobras do mundo. O local é o único habitat natural da jararaca-ilhoa. Já a dormideira também ocorre no continente e, segundo pesquisadores, apresenta poucas diferenças visíveis em relação aos exemplares encontrados fora da ilha.

    De acordo com o pesquisador do Instituto Butantan, Otavio Marques, a presença da dormideira desperta interesse científico porque, ao contrário da jararaca-ilhoa, a espécie não sofreu mudanças aparentes durante o período de isolamento geográfico.

    Segundo o pesquisador, seus hábitos noturnos e a alimentação baseada em lesmas permitiram que a serpente encontrasse na ilha condições muito semelhantes às existentes no continente. Dessa forma, a espécie manteve características praticamente inalteradas ao longo do tempo.

    Dormideira pode ser encontrada em hortas e áreas úmidas

    Conforme informações do Instituto Butantan, a dormideira é uma serpente de pequeno porte, terrestre e com hábitos predominantemente noturnos. Além disso, ela é totalmente inofensiva aos seres humanos.

    Sua dieta é composta principalmente por lesmas e caracóis, motivo pelo qual a espécie costuma ser encontrada em hortas, áreas de cultivo e locais com vegetação úmida, ambientes comuns em diversas propriedades rurais.

    Cobra dormideira na Ilha da Queimada Grande, entre Itanhaém e Peruíbe, SP — Foto: Instituto Butantan

    A serpente não possui veneno. Em contrapartida, desenvolveu adaptações específicas no crânio e na mandíbula que permitem retirar moluscos de dentro das conchas sem quebrá-las, característica que chama a atenção dos pesquisadores.

    Jararaca-ilhoa desenvolveu peçonha mais potente após isolamento

    Enquanto a dormideira costuma passar despercebida, a jararaca-ilhoa permanece como a principal protagonista da Ilha da Queimada Grande. Segundo o biólogo Eric Comin, a espécie figura entre as serpentes mais peçonhentas e perigosas do mundo.

    “Ela é uma jararaca de coloração meio esverdeada com tom voltado ao amarelo. Com isso, ela tem uma camuflagem muito boa”, disse Comin.

    A origem da espécie está diretamente relacionada ao isolamento geográfico provocado pela elevação do nível do mar há aproximadamente 11 mil anos. Com a formação da ilha, uma população ancestral de jararacas ficou separada do continente e passou a evoluir de forma independente.

    “Nesse isolamento, ela teve que caçar aves do continente que vão até a ilha. Para ela caçar essas aves, se ela pica a ave e a peçonha não é forte, a ave voa, vai embora e cai em outro lugar”, acrescentou o biólogo.

    Jararaca-ilhoa na Ilha da Queimada Grande, conhecida como 2ª com maior densidade de cobras do mundo — Foto: João Rosa

    Com o passar das gerações, a espécie desenvolveu uma peçonha cada vez mais eficiente para capturar aves, que representam a maior parte de sua alimentação. Assim, a seleção natural favoreceu indivíduos capazes de imobilizar rapidamente suas presas.

    “Dentro desse isolamento geográfico […] a peçonha dela se potencializou de uma tal forma que a partir do momento que ela dava o bote, a ave já morria e ficava no galho”, completou Comin.

    Por isso, a Ilha da Queimada Grande se tornou um dos mais importantes laboratórios naturais para estudos sobre evolução, adaptação de espécies e biodiversidade, temas de grande relevância para a conservação dos ecossistemas brasileiros.

  • Vídeo: homem resgata bebê búfalo preso no chifre da mãe e conquista a internet

    Vídeo: homem resgata bebê búfalo preso no chifre da mãe e conquista a internet

    Um vídeo publicado no Instagram da Fazenda Dom Pedro está conquistando as redes sociais e se aproxima rapidamente de 5 milhões de visualizações. As imagens registram o momento em que um homem resgata um bebê búfalo que ficou preso no chifre da própria mãe, uma cena que mistura tensão, cuidado e emoção.

    No início do resgate, a búfala demonstra certo nervosismo e se mostra arredia, revelando a preocupação natural de uma mãe com o filhote. Contudo, em poucos instantes, o animal percebe as intenções do homem e passa a aceitar a ajuda, permitindo que ele retire o bebê do chifre antes que a situação se agravasse.

    A atitude solidária do homem encantou internautas de todo o país, que lotaram os comentários com elogios ao cuidado e à sensibilidade demonstrados com os animais.

    Veja a cena:

    https://www.instagram.com/reel/DYhynMuSXFz/?igsh=MWxpMnJ6dnV3ODc2Zw==

  • Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    Por que Mato Grosso do Sul é considerado um refúgio de cobras gigantes?

    As águas cristalinas de Bonito e as paisagens alagadas do Pantanal transformaram Mato Grosso do Sul em um dos principais refúgios de sucuris no Brasil. Nos últimos meses, vídeos publicados nas redes sociais mostraram serpentes gigantes nadando próximas de turistas, além de registros raros de acasalamento e caça na natureza.

    As imagens chamaram atenção pela proximidade dos animais com visitantes durante passeios em rios da região. Apesar do tamanho impressionante, especialistas afirmam que a espécie possui comportamento tranquilo e raramente representa perigo para humanos.

    Segundo biólogos, a fama negativa das sucuris surgiu ao longo dos anos por causa do porte avantajado das serpentes e do medo historicamente associado às cobras. Filmes, histórias exageradas e vídeos falsos publicados na internet também ajudaram a reforçar a ideia de que os animais seriam agressivos.

    Na prática, porém, as sucuris costumam evitar contato com pessoas e preferem permanecer afastadas.

    Sucuri flagrada por atletas durante canoagem no MS — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Gigantes dos rios brasileiros

    Das quatro espécies de sucuris existentes no mundo, três vivem no Brasil. Mato Grosso do Sul abriga duas delas: a sucuri-verde e a sucuri-amarela.

    A sucuri-verde (Eunectes murinus) é considerada a maior e mais pesada serpente do planeta. A espécie pode ultrapassar os sete metros de comprimento e atingir cerca de 200 quilos. Já a sucuri-amarela (Eunectes notaeus), bastante comum no Pantanal, possui porte menor, mas também impressiona, com fêmeas chegando a quatro metros.

    Em rios como o Rio Sucuri, em Bonito, a transparência da água permite que turistas observem peixes, plantas aquáticas e até grandes serpentes durante atividades de flutuação e contemplação da natureza.

    A combinação entre ecoturismo, rios cristalinos e áreas preservadas ajuda a explicar a frequência dos encontros com sucuris no estado. Guias turísticos relatam que muitos visitantes chegam receosos, mas mudam de percepção ao observar o comportamento calmo dos animais.

    Na maioria das vezes, as serpentes permanecem imóveis ou apenas nadam lentamente, sem demonstrar qualquer reação aos humanos próximos.

  • Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Cientistas recorrem a “barrigas de aluguel” para salvar rinoceronte da extinção

    Com apenas duas fêmeas vivas no mundo, o rinoceronte-branco-do-norte entrou em uma corrida contra o tempo para não desaparecer de vez. Sem machos da subespécie vivos e sem possibilidade de reprodução natural, cientistas passaram a apostar em uma alternativa de alta complexidade: criar embriões em laboratório.

    Considerado um dos casos mais críticos da conservação animal, o projeto tenta evitar a extinção definitiva da espécie usando fertilização in vitro. As duas últimas fêmeas, Najin e Fatu, vivem sob proteção constante no Quênia e não conseguem gerar filhotes naturalmente.

    Como funciona a técnica?

    Os pesquisadores coletam óvulos das fêmeas remanescentes e realizam a fertilização em laboratório com esperma de machos já mortos, preservado em bancos genéticos. Até agora, dezenas de embriões considerados viáveis já foram produzidos.

    A próxima etapa é ainda mais delicada: implantar esses embriões em fêmeas de rinoceronte-branco-do-sul, que funcionarão como barrigas de aluguel. A estratégia tenta contornar a impossibilidade de gestação das últimas representantes da subespécie.

    Os primeiros testes já mostraram que o procedimento pode funcionar. Em uma das tentativas, um embrião conseguiu se desenvolver por cerca de 70 dias após a implantação. A gestação, no entanto, foi interrompida depois que a fêmea hospedeira morreu por complicações de saúde.

    Mesmo assim, os cientistas consideraram o experimento um avanço importante, já que ele comprovou que a gestação é biologicamente possível.

    Apesar do otimismo, o processo ainda envolve muitos desafios. A gravidez de um rinoceronte dura cerca de 16 meses, e cada tentativa apresenta riscos elevados tanto para o embrião quanto para a fêmea substituta.

    Além das dificuldades técnicas, o projeto também levanta debates éticos e financeiros. Isso porque a reprodução assistida exige investimentos milionários e mobiliza equipes internacionais, o que reacende discussões sobre o custo e os limites da conservação de espécies ameaçadas.