Tag: animais silvestres

  • Perigo: porco de 40kg é atacado em fazenda

    Perigo: porco de 40kg é atacado em fazenda

    Um ataque durante a madrugada terminou com um porco de aproximadamente 40 quilos morto e parcialmente devorado dentro de uma propriedade rural em Alto Santo Antônio, em Santa Teresa, na Região Centro Serrana do Espírito Santo. O responsável pelo ataque não foi identificado, mas o fazendeiro Gilmar Nandorf suspeita da presença de uma onça.

    O caso ocorreu na noite da última segunda-feira (24). Durante a madrugada, Gilmar ouviu os cães latindo e percebeu uma movimentação diferente na propriedade. A agitação teria continuado até por volta de 1h, mas somente na manhã seguinte o que havia acontecido começou a ser descoberto.

    Na terça-feira (25), o caseiro encontrou a carcaça do porco a cerca de 30 metros do chiqueiro, próxima a uma área de vegetação. Segundo o proprietário, o animal teria sido arrastado até o local e parcialmente devorado.

    Outro detalhe chamou a atenção: a cabeça do porco foi encontrada posteriormente em outro ponto da propriedade.

    Suspeita de onça surge após relatos na região

    Gilmar afirmou que nunca havia registrado um ataque semelhante contra os animais de sua propriedade. A possibilidade de uma onça estar por trás do episódio ganhou força, segundo ele, por causa de relatos de moradores e vizinhos.

    Pessoas da região já teriam avistado uma onça circulando pelas proximidades, inclusive acompanhada de dois filhotes. A fazenda também fica próxima a uma área de mata conectada a outras regiões de reserva, o que permite a circulação de animais silvestres.

    Imagens do ataque chegaram às redes sociais

    Após encontrar o porco, o fazendeiro publicou imagens da carcaça restante nas redes sociais. O material começou a circular na internet e chegou ao conhecimento da Polícia Militar Ambiental.

    A corporação, no entanto, informou que não recebeu ocorrência ou pedido de atendimento relacionado ao caso. O proprietário também não havia acionado outros órgãos ambientais para avaliar a situação.

     

  • Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Pescador fisga tartaruga gigante no Rio Araguaia

    Uma pescaria no Rio Araguaia terminou com um encontro muito diferente do esperado. Em vez de um peixe, um pescador fisgou acidentalmente uma tartaruga de grande porte e precisou trazer o animal até a margem.

    O tamanho do quelônio chamou atenção. Nas imagens, a tartaruga aparece sendo segurada antes de voltar para a água.

    O episódio ocorreu na região de Aruanã, em Goiás, um dos destinos de pesca mais conhecidos do Araguaia. Além de grandes peixes, porém, as águas do rio também abrigam diferentes espécies de animais silvestres.

    Entre elas está a tartaruga-da-Amazônia (Podocnemis expansa), considerada pelo Ibama o maior quelônio aquático de água doce das Américas. A espécie ocorre na bacia Tocantins-Araguaia e pode alcançar dimensões impressionantes.

    Entretanto, apenas as imagens não permitem afirmar com segurança que o animal fisgado pertence a essa espécie.

    Tartaruga-da-Amazônia pode chegar a 65 quilos

    Quando adulta, principalmente no caso das fêmeas, a tartaruga-da-Amazônia pode se transformar em um verdadeiro gigante dos rios.

    Segundo o Programa Quelônios da Amazônia, do Ibama, uma fêmea adulta pode pesar cerca de 65 quilos. Além disso, dados do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) registram exemplares ainda maiores.

    A maior fêmea mencionada pelo instituto chegou a 109 centímetros de comprimento e 90 quilos.

    Portanto, encontrar uma tartaruga enorme nos rios onde a espécie ocorre não representa necessariamente uma anomalia. O próprio tamanho faz parte das características desses animais.

    https://www.instagram.com/reel/DZ2o18WO-9N/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Os machos, por outro lado, costumam ser menores que as fêmeas.

    Além disso, a tartaruga-da-Amazônia apresenta carapaça achatada e mais larga na região posterior. A coloração varia entre tons de marrom, cinza e verde-oliva.

    Gigantes também vivem no Araguaia

    Embora o nome remeta diretamente à Amazônia, a distribuição da espécie vai além da calha do Rio Amazonas.

    O Ibama informa que a Podocnemis expansa também ocorre na bacia Tocantins-Araguaia, alcançando áreas de Goiás e Mato Grosso.

    Por isso, o Rio Araguaia representa um habitat importante para esses animais.

    Um estudo realizado na Área de Proteção Ambiental Meandros do Araguaia, entre Goiás e Mato Grosso, por exemplo, analisou fêmeas com peso entre 17 e 38 quilos. Em média, elas apresentaram 65,45 centímetros de comprimento de carapaça.

    Além do tamanho, outra característica chama atenção: a longevidade.

    Dados reunidos pelo ICMBio indicam que a tartaruga-da-Amazônia pode chegar a aproximadamente 80 anos de vida. Assim, alguns dos grandes indivíduos encontrados nos rios podem ter várias décadas.

    Tartarugas colocam mais de 100 ovos

    Filhotes de tartaruga-da-amazônia

    O comportamento reprodutivo da espécie também impressiona.

    Durante o período de reprodução, as fêmeas migram para praias arenosas e se concentram em locais conhecidos como tabuleiros. Ali, elas escavam a areia para construir os ninhos.

    De acordo com o Ibama, cada fêmea nidifica uma vez durante o período reprodutivo e pode depositar entre 60 e 135 ovos.

    Depois disso, os filhotes levam entre 42 e 75 dias para nascer. O tempo varia conforme a região e as condições do rio.

    Entretanto, chegar à fase adulta não é simples. Ovos e filhotes enfrentam predadores naturais e também pressões provocadas pela ação humana.

    Por esse motivo, praias de reprodução recebem ações de monitoramento e proteção em diferentes regiões brasileiras.

    Por que a espécie precisa de proteção?

    Durante séculos, populações amazônicas utilizaram tartarugas e seus ovos como fonte de alimento. A exploração intensa, porém, provocou forte redução de algumas populações.

    Para enfrentar o problema, o Brasil mantém o Programa Quelônios da Amazônia (PQA), coordenado pelo Ibama. A iniciativa atua desde 1979 na conservação e no manejo de espécies de quelônios.

    Atualmente, a tartaruga-da-Amazônia aparece na categoria “menos preocupante” nas avaliações nacional e internacional citadas pelo Ibama.

    Ainda assim, o trabalho de conservação continua importante, principalmente nas áreas onde os animais se concentram para colocar seus ovos.

    O flagrante no Araguaia, portanto, chama atenção não apenas pelo tamanho do animal. Ele também revela que, sob as águas frequentadas por milhares de pescadores todos os anos, vivem alguns dos maiores quelônios de água doce das Américas.

  • Onça-pintada que interpretou Maria Marruá em ‘Pantanal’ espera filhotes em Goiás

    Onça-pintada que interpretou Maria Marruá em ‘Pantanal’ espera filhotes em Goiás

    Mati, a onça-pintada que ficou conhecida nacionalmente após participar do remake de Pantanal, está prenha. O animal vive atualmente sob os cuidados do Instituto NEX No Extinction, em Corumbá de Goiás (GO).

    A gestação foi anunciada pelo instituto em 21 de agosto. Segundo a equipe responsável por Mati, ela já estava com pouco mais de 80 dias de gestação.

    Como a gestação de uma onça-pintada dura aproximadamente 100 a 110 dias, a estimativa do NEX é que os filhotes nasçam em até 20 dias após o anúncio.

    https://www.instagram.com/reel/DcJ-kgcv4sb/?utm_source=ig_web_copy_link&igsi=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Gestação de Mati faz parte de trabalho de conservação

    A gravidez vai além da curiosidade em torno da antiga estrela da televisão. Mati integra um trabalho voltado à conservação da onça-pintada e à manutenção de uma população geneticamente saudável sob cuidados humanos.

    O Instituto NEX destacou que o animal tem origem ligada ao Cerrado, o que aumenta sua relevância para os esforços de conservação da espécie nesse bioma.

    Mati vive no criadouro conservacionista do instituto, localizado em Corumbá de Goiás, a cerca de 110 quilômetros de Goiânia.

    Esta é a segunda gestação da onça, segundo informações divulgadas pelo NEX. Durante esse período, ela é acompanhada pela equipe responsável, inclusive com atenção à alimentação.

    Estrela de Pantanal

    Mati ficou conhecida do grande público em 2022, quando participou do remake de Pantanal, exibido pela TV Globo.

    Na novela, a onça aparecia nas sequências que representavam as transformações de Maria Marruá e Juma Marruá, personagens interpretadas por Juliana Paes e Alanis Guillen, respectivamente.

    Matí é a onça-pintada que estrela ‘Pantanal’ (Foto: Divulgação/Instituto NEX)

    Daniela Gianni, coordenadora de Projetos e Atividades do instituto, revela que Mati nasceu em cativeiro e viveu durante toda a vida sob cuidados humanos. Antes de participar da produção, ela passou por um período de preparação.

    “Foram necessários oito meses de condicionamento intenso, todos os dias, para que ela pudesse executar as cenas sem gerar estresse para ela”, explicou Daniela.

    Segundo o NEX, a onça foi encontrada sozinha e resgatada em uma rodovia quando ainda era um filhote. Ela teria crescido cercada de humanos, o que impossibilitaria sua soltura na natureza. mas também tornou possível sua participação na novela.

    Além disso, a atriz Juliana Paes também deu mais detalhes de como foi contracenar com Matí para a novela.

    “A gravação com a onça foi diferente porque nós tivemos interação com a Matí. Foi cercada de protocolos e muito cuidado para não estressar o animal. A emoção com a onça foi a emoção de criar um contato íntimo com o bicho através do olhar.”

    A proximidade entre as duas na cena, porém, foi feita através de computação gráfica e efeitos visuais.

  • 9 papagaios resgatados do tráfico chegam ao Zoo de SP

    9 papagaios resgatados do tráfico chegam ao Zoo de SP

    Nove papagaios que sobreviveram a uma tentativa de tráfico internacional de fauna silvestre ganharam um novo espaço no Zoológico de São Paulo nesta semana.

    São seis papagaios-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e três papagaios-charão (Amazona pretrei), espécies ameaçadas que agora ocupam o Bosque da Conservação.

    As aves foram destinadas ao zoológico pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Papagaios passaram por quarentena antes da mudança

    Os nove animais chegaram ao Zoológico de São Paulo em março, quando tinham cerca de cinco meses de vida.

    Antes de serem transferidos para o Bosque da Conservação, passaram por quarentena e avaliações clínicas.

    O espaço reúne espécies ameaçadas e permite que os visitantes acompanhem parte do trabalho de conservação desenvolvido pelo zoológico.

    Entre os animais que também estão no local estão ararinhas-azuis, araras-azuis-de-lear e jacutingas.

    A chegada dos papagaios ocorreu próxima ao Dia Nacional do Papagaio, celebrado em 12 de agosto.

    Aves foram resgatadas ainda nos ovos

    A história dos nove papagaios começou em 26 de outubro de 2025, quando o Ibama apreendeu 24 ovos de aves no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

    A apreensão ocorreu durante uma fiscalização contra o tráfico internacional de animais silvestres.

    Segundo informações divulgadas sobre o caso, uma passageira estrangeira transportava os ovos escondidos sob as roupas e presos ao corpo com meias de nylon.

    Os ovos já estavam em estágio avançado de desenvolvimento e foram encaminhados para atendimento especializado.

    No dia seguinte à apreensão, parte deles começou a eclodir.

    Apenas 9 dos 24 ovos resultaram em aves sobreviventes

    Os filhotes receberam cuidados intensivos e acompanhamento especializado.

    Dos 24 ovos apreendidos, 12 eclodiram. Ao final do processo, nove filhotes sobreviveram.

    Espécies participam de ações de conservação

    O papagaio-de-cara-roxa e o papagaio-charão estão envolvidos em ações de conservação de aves da Mata Atlântica.

    Além disso, as espécies também participam de iniciativas relacionadas ao manejo e à reprodução planejada sob cuidados humanos, com participação de instituições ligadas à conservação da fauna.

    O objetivo dessas iniciativas é contribuir para a manutenção de populações de espécies ameaçadas e para o desenvolvimento de estratégias de conservação.

  • Píton de 2,5 metros é capturada após engolir gambá gigante

    Píton de 2,5 metros é capturada após engolir gambá gigante

    Uma píton-birmanesa de quase 2,5 metros de comprimento foi encontrada no quintal de uma casa em Nova Jersey, nos EUA, depois de engolir um gambá de grande porte. O animal, que pesava cerca de 18 quilos, foi resgatado por equipes especializadas após ser localizado sob o assoalho de um galpão.

    O caso chamou a atenção pelo tamanho da serpente e pelo volume provocado pela presa em seu corpo. Segundo a Monmouth County SPCA, entidade que atua na proteção e no resgate de animais na região, agentes de controle de animais foram acionados depois que a píton foi encontrada na propriedade.

    Cobra foi localizada sob o assoalho de um galpão

    A píton-birmanesa estava escondida sob as tábuas de um galpão instalado no quintal da residência. Para permitir o acesso ao animal, um prestador de serviços retirou parte do assoalho.

    Na sequência, agentes treinados realizaram o resgate da serpente com segurança. Durante a operação, foi possível perceber que havia um grande volume na região central do corpo da píton.

    Agentes de controle de animais localizaram a cobra sob o assoalho de um galpão no quintal (Foto: Reprodução/Monmouth County SPCA)

    A equipe veterinária do abrigo realizou exames de raio-X para identificar o que havia causado a alteração. As imagens confirmaram que a cobra havia se alimentado recentemente de um gambá de grande porte.

    Animal foi encaminhado para um local seguro

    Depois do resgate, a serpente passou por uma avaliação veterinária e foi colocada em um recinto adequado. As autoridades agora procuram um manejador de serpentes licenciado, que tenha estrutura apropriada para receber e cuidar do animal.

    A situação também levantou um alerta sobre a criação de animais exóticos como pets. Segundo a entidade responsável pelo resgate, pessoas que não conseguem mais cuidar desses animais devem procurar centros especializados em vez de soltá-los na natureza.

    A orientação é especialmente importante porque espécies exóticas podem provocar impactos sobre a fauna local, além de colocar em risco animais domésticos e o próprio animal abandonado.

    “Animais de estimação exóticos não pertencem à natureza. Soltá-los prejudica a vida selvagem local, os animais domésticos e o próprio animal.”

    Píton-birmanesa é uma espécie de grande porte

    A píton-birmanesa é uma das maiores serpentes do mundo e possui hábitos predatórios. Originária do Sudeste Asiático, a espécie é conhecida por capturar diferentes tipos de animais, principalmente por meio da constrição.

    O episódio em Nova Jersey reforça ainda a importância do manejo responsável de espécies exóticas. Quando mantidos fora de seus ambientes naturais, esses animais precisam de condições específicas de segurança, alimentação e espaço.

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  • Urubu tenta comer jacaré e cena chama atenção no Pantanal

    Urubu tenta comer jacaré e cena chama atenção no Pantanal

    Um vídeo gravado no Pantanal chamou atenção nas redes sociais ao mostrar um urubu-de-cabeça-preta (Coragyps atratus) tentando se equilibrar sobre a carcaça de um jacaré que boiava no Rio Cuiabá. Enquanto tentava se alimentar, a ave girava junto com o réptil.

    O flagrante foi feito durante um passeio turístico conduzido pelo guia Mateus Filipe Rauber, de 33 anos.

    Segundo ele, o grupo procurava onças-pintadas quando se deparou com o comportamento incomum da ave.

    “O que me chamou a atenção foi o urubu não conseguir se equilibrar sobre o jacaré já inchado, criando uma cena curiosa e divertida”, relatou.

    Apesar do aspecto inusitado, especialistas explicam que a situação faz parte do ciclo natural do Pantanal.

    https://www.instagram.com/reel/DbBWHxxx_XM/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Por que a ave girava sobre o animal?

    De acordo com o ornitólogo Guilherme Brito, do Departamento de Ecologia e Zoologia da UFSC, o animal registrado é um urubu-de-cabeça-preta, uma das aves necrófagas mais comuns do Brasil.

    Segundo o pesquisador, o movimento não foi provocado intencionalmente pelo animal. A instabilidade da carcaça fez com que o urubu girasse repetidamente enquanto tentava iniciar a alimentação.

    Urubus têm dificuldade para comer jacarés

    Embora sejam especialistas em localizar animais mortos, os urubus enfrentam um desafio quando encontram jacarés, já que couro espesso do réptil impede que a ave consiga romper a pele para alcançar a carne.

    Por isso, normalmente a alimentação começa por regiões mais vulneráveis, como olhos, narinas, boca ou região cloacal. Além disso, outra possibilidade é aguardar que a decomposição rompa naturalmente a pele da carcaça.

    Segundo Guilherme Brito, apenas o urubu-rei possui força suficiente para abrir carcaças mais resistentes.

    Fundamental para o equilíbrio ecológico

    Apesar da aparência que costuma causar estranhamento, os urubus desempenham uma função essencial nos ecossistemas.

    Ao consumir animais mortos, essas aves aceleram a decomposição da matéria orgânica, reduzem a disseminação de patógenos e ajudam na reciclagem de nutrientes da natureza.

    Segundo Guilherme Brito, a espécie desenvolveu adaptações ao longo da evolução para consumir carne em avançado estado de decomposição sem sofrer prejuízos à saúde.

    Essas aves possuem sistema imunológico altamente eficiente e secreções estomacais extremamente ácidas, capazes de eliminar diversos microrganismos presentes nas carcaças.

  • Bêbado? Papagaio viraliza ao ficar ‘tonto’ após comer cacau fermentado

    Bêbado? Papagaio viraliza ao ficar ‘tonto’ após comer cacau fermentado

    Um episódio inusitado registrado em uma lavoura de cacau em Ji-Paraná (RO) viralizou nas redes sociais. Um papagaio foi filmado apresentando dificuldades para se equilibrar e voar após, supostamente, consumir cacau fermentado. O vídeo, gravado pelo agricultor Oseias Duarte, já ultrapassou a marca de 2 milhões de visualizações.

    Segundo o produtor rural, a situação ocorreu dentro da propriedade onde cultiva cacau. Ao caminhar pela plantação, ele encontrou a ave caída no solo e decidiu ajudá-la.

    “Coloquei o papagaio em um galho, mas quando passei de novo, ele tentou voar e caiu. Foi aí que resolvi gravar o vídeo”, relatou.

    Nas imagens, o animal demonstra sinais de desorientação. De acordo com Oseias, o cacau pode passar rapidamente pelo processo de fermentação quando permanece fora de refrigeração, desenvolvendo aroma e sabor mais intensos. Por isso, o fruto pode ter atraído o papagaio.

    Especialistas explicam que frutas fermentadas podem produzir pequenas quantidades de álcool durante o processo natural de decomposição. Dessa forma, alguns animais podem apresentar comportamentos semelhantes aos observados em casos de embriaguez.

    Veja o vídeo:

    https://www.instagram.com/reel/DZ485BTybEO/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    Frutas fermentadas deixam os animais bêbados?

    Biólogos destacam que situações desse tipo já foram registradas com maior frequência entre macacos, especialmente em regiões da África onde há abundância de frutos da marula. Embora normalmente não represente uma intoxicação grave, o estado de desorientação pode deixar os animais mais vulneráveis à ação de predadores.

    O biólogo e professor Marco Aurélio Pizo reforça que a ingestão de frutas fermentadas realmente pode provocar alterações comportamentais em diversas espécies. No entanto, ele pondera que outros fatores também podem explicar a condição observada.

    Papagaio se “embriagou” de cacau fermentado — Foto: Reprodução/Redes Sociais

    Como o papagaio não passou por avaliação veterinária ou análise técnica, não foi possível determinar a causa exata do ocorrido. Além disso, Oseias informou que não encontrou mais a ave no dia seguinte ao registro.

    O agricultor destaca ainda que sua propriedade recebe frequentemente a visita de diversos animais silvestres, entre eles papagaios e macacos, atraídos pela disponibilidade de alimento e pelas condições naturais do ambiente.

  • Chimpanzés ganham chá e cobertores para enfrentar frio no Zoológico de SP

    Chimpanzés ganham chá e cobertores para enfrentar frio no Zoológico de SP

    O inverno chegou! As baixas temperaturas levaram o Zoológico de São Paulo a adotar medidas especiais para garantir o bem-estar animal durante os dias mais frios do ano. Chás de ervas, sopas, aquecedores e cobertores foram distruibuídos aos “moradores” do Zoo e chamaram atenção pela fofura.

    Entre os animais que receberam atenção reforçada estão os chimpanzés, que ganharam cobertas, frutas e chás quentinhos para enfrentar a nova estação.

    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP
    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP
    Chimpanzé do Zoo SP
    Foto: Divulgação/Zoo SP

    Além disso, os répteis, por exemplo, permanecem em recintos com sistemas de aquecimento que auxiliam na manutenção da temperatura corporal. Já os tamanduás-bandeira chamam a atenção dos visitantes ao utilizarem a própria cauda como uma espécie de cobertor natural.

    Segundo o zoológico, o período oferece uma oportunidade para que o público observe comportamentos típicos das espécies durante o inverno. Além dos tamanduás, é possível ver aves eriçando as penas para conservar calor.

    Inverno começou oficialmente no Brasil

    O inverno de 2026 começou oficialmente no Brasil no dia 20 de junho, segundo o calendário astronômico. A estação seguirá até 22 de setembro, quando terá início a primavera.

    Durante o período, as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste costumam registrar as menores temperaturas do ano, além da ocorrência de massas de ar frio, geadas em algumas áreas e queda da umidade relativa do ar.

  • Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Pescador chama jacaré-açu de 4,5 metros e cena impressiona: “Joãozinho, vem cá”

    Em meio às paisagens do Parque Estadual do Cantão, em Caseara, no oeste do Tocantins, uma cena incomum chamou a atenção nas redes sociais. O estudante Arthur Wieczorek, de 22 anos, registrou o momento em que interage com um grande jacaré-açu durante uma pescaria na região.

    No vídeo compartilhado pelo jovem, é possível ouvir quando ele chama o animal pelo apelido carinhoso. “Joãozinho, vem cá. Vem cá, ‘caminha’. Eu pesquei uma piranha pra tu comer, ó. Ele tá vindo, o bicho é obediente”, comenta Arthur enquanto o réptil se aproxima da margem.

    https://www.instagram.com/reel/DZvJoV-ptrE/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    De acordo com Arthur, o comportamento do animal está relacionado à presença de peixes capturados durante a pescaria. Dessa forma, o jacaré se aproxima ao perceber a movimentação e os exemplares armazenados na rede.

    “É um jacaré-açu de 4,5 metros de comprimento. A gente usa a canoa, que tem seis metros, como referência [para o tamanho]. Ele se aproximou porque viu os peixes dentro do puçá. Foi aí que vimos a naturalidade dele ao ficar perto das pessoas, e não demonstrou nenhuma agressividade. No final da pesca, jogamos peixes pra ele se alimentar”, relata.

    Apesar da aparente tranquilidade do encontro, especialistas reforçam que não é recomendada a aproximação ou a interação direta com animais silvestres. Isso porque situações envolvendo fauna nativa podem representar riscos tanto para as pessoas quanto para os próprios animais.

    Segundo Arthur, o jacaré permaneceu dentro da água, próximo à margem do rio, durante todo o período da atividade. No entanto, o animal se afastou apenas quando ele e os amigos decidiram encerrar a pescaria.

    Ao recordar a experiência, o estudante destacou a imponência do réptil.

    “Particularmente, nunca tinha visto uma espécie desse tamanho tão perto de um humano antes”, finaliza.

  • Onça-pintada doa sangue em procedimento inédito no Brasil

    Onça-pintada doa sangue em procedimento inédito no Brasil

    Uma ação conjunta entre especialistas do Zoológico de São Paulo e da Unesp de Botucatu resultou em um marco para a medicina veterinária de animais silvestres no Brasil. As instituições realizaram a primeira transfusão de sangue entre onças-pintadas registrada no país, em um procedimento que ajudou a estabilizar um animal em estado crítico.

    A doadora foi Ruana, uma onça-pintada fêmea de quatro anos que vive no Simba Safari. Ela cedeu 800 mililitros de sangue para Jack, um macho de 18 anos que enfrenta uma doença renal crônica. O procedimento foi considerado bem-sucedido e representa um avanço importante para o atendimento clínico de grandes felinos.

    Onça-pintada Jack, de Sorocaba (SP), sedado para a realização da primeira transfusão de sangue da espécie no Brasil — Foto: Zoo São Paulo/Divulgação

    Além disso, a iniciativa envolveu uma operação logística cuidadosa. A coleta ocorreu no hospital veterinário do Zoo São Paulo, e as bolsas de sangue foram transportadas sob rígido controle até o Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (CEMPAS), em Botucatu, onde Jack recebeu a transfusão.

    Procedimento pioneiro auxilia tratamento de onça idosa

    O caso entrou para a história por ser o primeiro relato de uma transfusão sanguínea entre indivíduos da espécie realizada em território brasileiro.

    Jack, que recebeu o sangue, tem 18 anos, uma idade considerada avançada para a espécie. O animal sofre com um quadro de insuficiência renal e necessitava de suporte emergencial para continuar o tratamento, que inclui sessões de hemodiálise.

    Por outro lado, Ruana foi escolhida como doadora após avaliações que confirmaram seu excelente estado de saúde. Após a coleta, ela passou por uma série de exames complementares, incluindo avaliações de imagem e odontológicas.

    Ruana contribuiu com cerca de 800 ml de sangue para Jack — Foto: Zoo São Paulo/Leandro Ferreira Amaral

    A recuperação dos dois felinos apresentou resultados positivos. Enquanto Ruana retornou normalmente à sua rotina, Jack demonstrou melhora em aspectos importantes, como alimentação e postura.

    Além do impacto imediato no tratamento, as equipes envolvidas pretendem publicar um relato científico conjunto sobre o caso. Dessa forma, o procedimento poderá servir de referência para futuros atendimentos clínicos de onças-pintadas no Brasil.

    “A iniciativa reforça a importância da cooperação entre instituições na promoção da saúde e do bem-estar de animais sob cuidados humanos”, destacaram as equipes técnicas em nota.

    Conservação da espécie

    Os ganhos do procedimento não ficaram restritos à área clínica. Durante a sedação de Ruana, os veterinários aproveitaram a oportunidade para coletar material genético da onça.

    Esse material será incorporado ao studbook, o livro de registros genealógicos da espécie. A ferramenta é fundamental para o manejo populacional e para a manutenção da diversidade genética das onças-pintadas, classificadas atualmente como vulneráveis na lista nacional de espécies ameaçadas de extinção.

    Enquanto isso, Jack permanece sob monitoramento constante em Botucatu. A expectativa é que ele inicie sessões de hemodiálise para auxiliar o funcionamento dos rins e melhorar sua qualidade de vida.

    Além disso, o Zoo São Paulo segue colaborando com o Plano de Ação Nacional do ICMBio, participando de programas de reprodução e conservação voltados à proteção da espécie. O objetivo é fortalecer a população de onças-pintadas e contribuir para que o maior felino das Américas continue presente em seu habitat natural.