Tag: animais para abate

  • Churrasco salgado: preço da carne bovina não deve cair

    Churrasco salgado: preço da carne bovina não deve cair

    O mercado pecuário encerra janeiro com negócios aquecidos e preços firmes, segundo levantamentos do Cepea.
    Além disso, algumas regiões registram reajustes nas cotações, impulsionados pela oferta restrita de animais prontos para abate.

    Diante disso, frigoríficos pagam os valores pedidos pelos pecuaristas para completar as escalas de abate. No estado de São Paulo, o Cepea indica negócios majoritariamente entre R$ 325 e R$ 330 por arroba.

    Enquanto isso, a carne com osso no atacado da Grande São Paulo mostra enfraquecimento nos cortes que vinham em alta. Esse movimento ocorre devido ao menor poder de compra dos consumidores no fim do mês.
    Além do mais, o pagamento de tributos, como o IPVA, pressiona o orçamento e reduz a demanda no atacado.

  • Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    Pará: JBS doa tags para rastreabilidade de rebanhos

    A JBS, em parceria com diversas organizações, anunciou nesta quarta-feira, 22, a doação de 3 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos no estado do Pará. A iniciativa visa apoiar um programa pioneiro liderado pelo governo estadual, que tem como objetivo rastrear todo o rebanho de bovinos e búfalos do estado até o final de 2026. O Pará é conhecido por ter o segundo maior rebanho do Brasil.

    O anúncio foi feito durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o Caminho do Brasil para uma Indústria de Gado Sustentável e de Baixo Carbono”, realizado na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. O programa já apresenta resultados significativos em seu primeiro ano e envolve uma coalizão composta por governo, produtores, sociedade civil e indústria. Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, destacou a importância da colaboração: “Juntos, somos agentes de transformação desta cadeia de suprimentos.”

    Destinação das tags

    Dos 3 milhões de tags, 2 milhões atenderão pequenos produtores. Desses, a The Nature Conservancy (TNC) fornecerá metade com recursos do Bezos Earth Fund, que durante a COP28 se comprometeu a apoiar o estado no lançamento do programa. A JBS fornecerá o restante.

    Além disso, a JBS lançou o programa “Acelerador JBS”, que visa facilitar a adoção das tags por seus fornecedores indiretos. A iniciativa inclui a doação de 1 milhão de tags adicionais e todos os serviços necessários ao longo de 2025 para auxiliar os produtores na aplicação das tags. As equipes da JBS e seus parceiros visitarão as fazendas para trabalhar com operadores de rastreabilidade treinados e credenciados pelo programa.

    Da esq. para a dir., Raul Protázio (secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará), Manuela Maluf (presidente do IDH Brasil). Roberto Waack (conselheiro da Marfrig), Jack Hurd (diretor-executivo da Tropical Forest Alliance), Maria Netto (diretora-executiva do ICS). Gilberto Tomazoni (CEO Global da JBS) e Daan Wensing (CEO do IDH). Crédito: Divulgação JBS.

    O governador Helder Barbalho lançou oficialmente o programa durante a COP28, em dezembro de 2023, em Dubai. Além disso, o estado criou um Conselho Gestor para integrar diversos órgãos governamentais, representantes da indústria e produtores rurais. A JBS participa desse grupo desde o início.

    Em 2024, a companhia conduziu um programa piloto que tagueou 28 mil cabeças no entorno de suas fábricas em Marabá e Redenção. Essa experiência ajudou a avaliar a tecnologia utilizada e as exigências para o trânsito dos animais estabelecidas pelo Conselho Gestor.

    Capacitação e assistência técnica

    A JBS também apoiou a criação de um programa de treinamento para operadores de rastreabilidade, essenciais para garantir a correta leitura das tags nas fazendas e nos pontos de trânsito dos animais. O programa inclui assistência técnica e requalificação dos produtores rurais.

    Por meio dos Escritórios Verdes, criados pela JBS em 2021, mais de 15 mil fazendas na região amazônica já foram regularizadas. Isso inclui mais de 1.000 no Pará, que se comprometeram a restaurar 6.500 hectares de floresta.

    Para facilitar o acesso dos produtores aos serviços oferecidos, a JBS lançou em 2024 o Escritório Verde Virtual, permitindo que os agricultores busquem assistência por e-mail, telefone ou WhatsApp de qualquer lugar do país.

    Avanços na transparência do agronegócio

    Em dezembro de 2024, o Ministério da Agricultura lançou o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos, juntamente com a plataforma Agro Brasil + Sustentável. Essa plataforma integra diversos bancos de dados governamentais para permitir que os produtores forneçam informações sobre local de origem, modo de produção e práticas sustentáveis.

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    Com essas iniciativas, tanto os produtores quanto os compradores terão acesso facilitado às informações sobre as propriedades rurais sem custos adicionais.

    A doação das tags pela JBS e seus parceiros representa um passo significativo em direção à rastreabilidade e sustentabilidade na pecuária brasileira. Com essa ação, espera-se não apenas melhorar a transparência da cadeia produtiva, mas também fortalecer as práticas sustentáveis no setor agropecuário.

  • Preço do suíno vivo atinge maior média desde fevereiro de 2021

    Preço do suíno vivo atinge maior média desde fevereiro de 2021

    Os preços do suíno vivo e da carne estão em alta em quase todas as regiões monitoradas pelo Cepea. Em algumas praças, a média atual do suíno vivo é a maior desde fevereiro de 2021, considerando valores reais, ajustados pelo IGP-DI de julho.

    Pesquisadores do Cepea explicam que a oferta limitada de animais no peso ideal para abate causa essa alta. Além disso, a demanda por novos lotes por parte da indústria, que precisa abastecer os mercados interno e externo, também impulsiona os preços.

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    No setor de carne suína, mesmo com o aumento do preço do animal vivo, as vendas têm registrado liquidez moderada nos últimos dias. Em agosto, o preço médio da carcaça especial suína no atacado da Grande São Paulo está em R$ 12,08 por quilo, o maior valor desde junho de 2021, ajustado pelo IPCA de julho.

    Exportações no primeiro semestre

    As exportações brasileiras de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) registraram o melhor primeiro semestre da história, com total de 613,7 mil toneladas embarcadas entre janeiro e junho, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Além disso, o dado supera em 4,1% o total embarcado no mesmo período do ano passado, com 589,8 mil toneladas.

  • Carne bovina: vendas constantes mantêm preços estáveis

    Carne bovina: vendas constantes mantêm preços estáveis

    Pesquisas do Cepea revelam que as vendas de carne bovina com osso seguem em ritmo moderado, mas constante, com um leve aumento nos cortes mais baratos. De acordo com os pesquisadores, essa situação permite à indústria repassar os aumentos do boi gordo.

    Mercado de carne bovina

    No mercado de animais para abate, os frigoríficos estão com escalas confortáveis, preenchidas cada vez mais por bois confinados. Os comerciantes geralmente vendem esses animais a preços mais altos.  À medida que a proporção de bois confinados aumenta em relação aos de pasto, a indústria tenta manter os valores das demais negociações estáveis. O objetivo é evitar a inflação da média do boi. As informações são de acordo com levantamentos do Cepea.

    Vale lembrar que Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (10) o texto-base do primeiro projeto que regulamenta a reforma tributária. Com 336 votos favoráveis e 142 contrários, os deputados analisaram em seguida os destaques, incluindo a tributação zero para carne bovina e de frango, uma demanda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Isenção de impostos para a carne na cesta básica

    O destaque aprovado inclui a carne vermelha na cesta básica, isentando-a de impostos sobre consumo. No entanto, os deputados rejeitaram um destaque que propunha a cobrança do imposto seletivo para armas, mantendo-as fora desse tributo que visa taxar itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente.