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  • Nutrigenômica ganha destaque na criação de potros campeões

    Nutrigenômica ganha destaque na criação de potros campeões

    A nutrigenômica, ciência que estuda a interação entre nutrientes e genes, está ganhando destaque na criação de potros campeões no Brasil. Especialistas apontam que o desempenho de cavalos em competições esportivas, como a prova Potro do Futuro, depende de uma alimentação balanceada desde o início da gestação da égua. Favorecendo, desta forma, a expressão gênica do potro e sua futura performance atlética.

    Com mais de 648 mil cavalos da raça Quarto de Milha registrados no país, de acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil é referência na criação desses animais, com cerca de 200 mil criadores filiados à Associação Brasileira de Criadores de Quarto de Milha (ABQM). O Potro do Futuro, competição que reúne os melhores potros de quatro anos de idade, acontece em Araçatuba (SP), e reflete a importância de uma nutrição adequada em todas as fases de desenvolvimento dos animais.

    A médica-veterinária Cláudia Ceola, supervisora técnica de equinos da Guabi Nutrição Animal, explica que a dieta da égua desde o início da gestação é crucial. “Garantir uma alimentação balanceada desde os primeiros meses permite uma melhor expressão gênica no potro, o que chamamos de Nutrigenômica”, afirma. Ela destaca que, até recentemente, a preocupação dos criadores era com a fase final da gestação, quando a demanda por nutrientes aumenta. Mas agora se sabe que a nutrição nos primeiros três meses também é essencial para o desenvolvimento muscular, articular e nervoso do animal.

    Primeiros anos de vida

    O impacto da alimentação nos primeiros anos de vida dos potros também é decisivo. “Nos primeiros 12 meses, o potro alcança 85% de sua altura final, o que mostra o quanto a nutrição é fundamental”, enfatiza Ceola. Para essa fase, a recomendação é uma dieta rica em proteínas (17%) e nutrientes essenciais. À medida que o potro entra em fase de treinamento, é necessário ajustar a dieta para equilibrar energia e proteína. Visando à melhor performance sem afetar o temperamento do animal.

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    Além disso, Cláudia Ceola reforça que a nutrição deve continuar ao longo da vida do cavalo, com ajustes na dieta para atender as demandas de cada fase, desde o crescimento até a alta performance. “O tripé genética, treinamento e nutrição é essencial para o animal atingir a alta performance. Se faltar qualquer um desses pilares, o cavalo não consegue alcançar o melhor resultado”, conclui.

    O uso de rações de alto valor biológico, que contenham aminoácidos essenciais, vitaminas, microminerais orgânicos e nucleotídeos, é uma estratégia indicada por especialistas para garantir o sucesso na criação de potros campeões. Essas práticas são vistas como essenciais para os criadores que buscam excelência nas competições e um futuro promissor para seus cavalos.

  • La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    La Niña – mudanças no clima vão impactar o preço da alimentação

    As mudanças climáticas, especialmente a influência do fenômeno La Niña, devem impactar significativamente os preços da alimentação na próxima safra no Brasil. Especialistas alertam que as condições climáticas adversas podem afetar a produção agrícola, resultando em uma elevação nos custos dos alimentos.

    O La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico, pode provocar alterações nos padrões de chuva e temperatura, impactando diretamente as safras de diversos produtos agrícolas. Essa situação pode levar a uma redução na oferta de alimentos, o que, por sua vez, tende a elevar os preços no mercado.

    Para enfrentar esses desafios, ferramentas digitais têm se mostrado aliadas importantes para os agricultores. A utilização de tecnologias de monitoramento climático e gestão agrícola pode auxiliar na tomada de decisões mais informadas, permitindo que os produtores se adaptem rapidamente às mudanças nas condições climáticas. Essas soluções digitais podem otimizar o uso de insumos e melhorar a eficiência na produção, ajudando a mitigar os efeitos negativos das mudanças climáticas.

    Com a expectativa de que o La Niña continue a influenciar o clima nos próximos meses, é crucial que os agricultores se preparem e adotem estratégias que possam garantir a sustentabilidade e a rentabilidade de suas atividades. A combinação de tecnologia e práticas agrícolas adaptativas pode ser a chave para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas. E também garantir a segurança alimentar no Brasil.

    Impactos no Brasil

    As expectativas apontam para um período com menos chuvas no Centro-Sul do País, concentrando as precipitações nas regiões Norte e Nordeste.

    No que se refere à safra de soja 2024/2025, agricultores já buscam seus insumos para o novo ciclo. E se preparam para iniciar o plantio, que deve ser puxado por Mato Grosso em setembro. Porém, os desafios começaram antes mesmo da temporada.

    Por conta dos padrões de chuva atípicos, os agricultores devem planejar o plantio e o manejo de forma a mitigar os efeitos do La niña. Algumas estratégias, como a escolha de cultivares certificadas, de alta qualidade, mais precoces ou tardias (dependendo da região), escalonamento de plantio, uso de tratamento de sementes, aplicações preventivas e com intervalos corretos de fungicidas, bem como o auxílio de ferramentas digitais, podem reduzir os riscos de perda de produtividade.

    De acordo com a diretora de Marketing para Sistemas de Cultivo Soja da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF, Graciela Mognol, esse é o momento para o agricultor analisar o cenário em sua região. E tomar decisões de compra baseadas em dados, procurando profissionais capacitados para auxiliá-lo.

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    “Podemos ter secas na região Sul do Brasil, principalmente no período inicial, quando o cultivo ainda está se adaptando no solo. Já no Cerrado, especialmente em Mato Grosso, vemos chuvas em excesso, principalmente no momento da colheita. Entender essa complexidade climática é fundamental para que se possa extrair o máximo da lavoura e minimizar impactos”, afirma.

    Escolhendo cultivares e momento de plantio

    Na hora de decidir as cultivares de soja e escolher o momento do plantio, a dica é não apostar todas as fichas em uma só estratégia. Optar por cultivares com diferentes níveis de maturação e combinar com escalonamento de plantio (semear a lavoura em momentos diferentes) pode ser uma alternativa interessante.

    Para o Sul, a dica é escolher cultivares médias e tardias, que possuem um ciclo mais longo, considerando a previsão de período de seca na fase vegetativa da lavoura. Dessa forma, o agricultor abre uma janela maior de recuperação para que a planta se desenvolva. Optando por cultivares muito precoces, o risco é comprometer todo o potencial produtivo por conta da escassez hídrica.

    Já no Cerrado, o apodrecimento de vagens e grãos pode ser uma grande dor de cabeça. Isso em decorrência da previsão de chuvas na época de colheita. Por isso, escolher cultivares com tolerância a doenças de fim de ciclo. E que suportem o clima mais úmido nessa fase. Além de escalonar a semeadura para conseguir colher as áreas em momentos diferentes, é decisivo no resultado da safra.

    Além disso, existem ferramentas podem ser grandes aliadas na tomada de decisão dos agricultores. A solução de semeadura em taxa variável permite que seja realizada uma melhor distribuição das sementes de acordo com potencial produtivo de cada talhão. Possibilitando assim uma maior eficiência no uso de insumos, melhor uniformidade no campo e maior produtividade.

    Outra solução é a de gestão nutricional do talhão que oferece uma coleta de solo otimizada e uma recomendação digital de nutrientes e corretivos de solo em taxa variável. Essas e outras soluções contribuem para aumentar a produtividade e a rentabilidade no campo por meio de tecnologias somadas ao conhecimento agronômico.

    Prevenir doenças é melhor que tentar controlar

    Já para o manejo de doenças, os fungicidas preventivos e seletivos serão uma das chaves para alcançar a máxima produtividade na safra 2024/2025. O mais recomendado é impedir que doenças como ferrugem, mancha-alvo, cercospora e mofo-branco se instalem na lavoura, em vez de realizar manejos curativos, que não conseguem controlar 100% da disseminação dos patógenos. Por isso, as primeiras aplicações de fungicidas são essenciais.

    Por conta do cenário de chuvas mais irregulares no Sul, por exemplo, alguns agricultores podem escolher aumentar o intervalo entre as aplicações, visando reduzir a fitotoxicidade (danos nas folhas). No entanto, essa decisão pode piorar o cenário futuro: quando a área estiver mais úmida, as doenças podem evoluir de forma rápida.

    Para reduzir esses danos, duas práticas são fundamentais: escolher soluções altamente seletivas e programar aplicações noturnas, que têm o intuito de reduzir os efeitos dos raios solares fortes e das altas temperaturas, que podem causar danos às folhas e reduzir a produção.

  • Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou estável em junho, registrando uma média de 120,6 pontos, praticamente o mesmo nível revisado do mês anterior.

    Apesar da consolidação após três meses de alta, o índice permaneceu 2,10% abaixo do valor correspondente de 2023 e 24,80% menor que o pico de 160,3 pontos registrado em março de 2022.
    Cereais

    O índice de preços dos Cereais registrou uma média de 115,2 pontos em junho. Isso representa uma queda de 3% em relação a maio e 9% em relação a junho de 2023. A baixa nos preços do trigo foi atribuída às colheitas em andamento no Hemisfério Norte, à perspectiva de melhora na produção de exportadores como Cazaquistão e Ucrânia e também à implementação de uma proibição de importação pela Turquia.

    Os preços do milho caíram com o progresso nas colheitas na Argentina e no Brasil, além da expectativa de maior produção e da área plantada maior que o esperado nos EUA.

    Óleos Vegetais

    O índice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 131,8 pontos em junho. Comparativamente, uma alta de 3,10% em relação a maio, registrando o nível mais alto desde março de 2023. A demanda global reativada devido ao aumento da competitividade impulsionou a recuperação nos preços do óleo de palma.

    Os preços dos óleos de soja e de girassol subiram com a demanda firme do setor de biocombustíveis nas Américas e pela redução da oferta na região do Mar Negro, respectivamente.

    Carne

    O índice de preços da Carne da FAO registrou uma média de 116,9 pontos em junho, praticamente estável em relação a maio, ficando 1,80% abaixo do valor de 2023. A queda nos preços da carne de aves ocorreu devido à oferta abundante, enquanto os preços da carne ovina subiram com a alta demanda.

    A carne suína registrou ligeira alta com um ritmo constante de importações e vendas internas sazonalmente ativas, especialmente na América do Norte. Os preços da carne bovina permaneceram estáveis, com condições globais de oferta e demanda bem equilibradas.

    Lácteos

    O índice de preços dos Lácteos registrou uma média de 127,8 pontos em junho, alta de 1,20% em relação a maio e 6,60% maior que o valor de um ano atrás. As cotações da manteiga registraram a maior alta em 24 meses, com o aumento da demanda global por entregas de curto prazo e baixos estoques na Oceania.

    Os preços do leite em pó desnatado aumentaram, com importações estáveis do Leste Asiático e vendas internas mais altas na Europa Ocidental. O leite em pó integral subiu ligeiramente no mês, enquanto os preços do queijo diminuíram com a desaceleração na demanda global.

    Açúcar

    O índice de preços do Açúcar registrou uma média de 119,4 pontos em junho. Isso representa uma alta de 1,90% em relação a maio, após três quedas consecutivas, mas ainda 21,60% abaixo de junho de 2023. O aumento foi atribuído à colheita abaixo da esperada no Brasil em maio, às chuvas erráticas de monções na Índia e à revisão para baixo nas previsões de rendimento das safras na União Europeia.

    O que é o Índice de Preços de Alimentos da FAO

    O Índice de Preços de Alimentos da FAO é uma medida da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentares. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) calcula o índice com base nos preços de um conjunto de commodities alimentares.

    O índice acompanha as mudanças nos preços internacionais de cinco grupos principais de produtos alimentares:

    • Cereais: inclui trigo, milho, cevada, sorgo e arroz
    • Óleos Vegetais: inclui óleos de soja, palma, colza, girassol e algodão
    • Laticínios: inclui manteiga, leite em pó, queijo e caseína
    • Carne: inclui carnes de frango, bovina, suína e ovina
    • Açúcar: refere-se ao preço do açúcar bruto

    Cada grupo tem um peso diferente no cálculo do índice geral. A FAO calcula o índice mensalmente e mede os preços em dólares americanos.

    Aliás, o Índice de Preços de Alimentos da FAO é amplamente utilizado como indicador da tendência dos preços globais de alimentos. Isso porque ele permite acompanhar as flutuações nos preços internacionais de commodities alimentares e identificar possíveis riscos de insegurança alimentar em regiões vulneráveis.

  • Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Gordura do leite: muito mais do que um vilão

    Apesar de ser frequentemente criticado por suas propriedades calóricas e seu potencial de elevar os níveis de colesterol LDL, a gordura do leite possui efeitos benéficos surpreendentes para a saúde, de acordo com pesquisas recentes da Abraleite (Associação Brasileira dos Produtores de Leite).  Aquela mesma gordura que muitos consideram um vilão por causa das calorias e do colesterol. Mas, acreditem, ela tem muito mais a oferecer do que você imagina!

    Colesterol: nem tudo é o que parece

    Apesar de poder elevar um pouco o colesterol LDL (o ruim), a gordura do leite tem um efeito positivo geral no perfil lipídico. Ela aumenta os níveis de HDL, o bom colesterol. E o HDL faz um trabalho incrível: remove o excesso de LDL das paredes das artérias, diminuindo o risco de placas de gordura. Então, não é bem um vilão, né?

    Divulgação – Abraleite

    Ácidos graxos: os aliados da saúde

    A gordura do leite contém ácidos graxos muito benéficos, como o ácido linoleico conjugado (CLA) e o ácido vaccênico (VA). Esses compostos têm efeitos positivos na composição corporal: reduzem a gordura e aumentam a massa magra. O CLA ainda fortalece o sistema imunológico, deixando a gente mais protegido.

    Saúde cerebral: um trunfo surpreendente

    Vocês não vão acreditar, mas a gordura do leite também pode proteger a saúde do cérebro e aliviar os efeitos ruins do estresse. Estudos mostram que os ácidos graxos presentes nela têm um papel neuroprotetor, preservando a função cerebral mesmo quando estamos estressados.Então, pessoal, não dá pra dizer que a gordura do leite é só um vilão. Ela pode ser um grande aliado da saúde, desde que consumida com moderação e fazendo parte de uma alimentação equilibrada. Os benefícios vão muito além do colesterol, chegando até no cérebro e no sistema imunológico. Então, não tenha medo da gordura do leite, ela tem muito a oferecer!