Tag: alimentação

  • Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    Vinho quente ou quentão? Saiba qual bebida junina pesa menos na dieta

    As festas juninas estão chegando e, com elas, surgem os sabores típicos que aquecem os dias frios. Entre os favoritos do público estão o tradicional vinho quente e o clássico quentão. Porém, muita gente ainda se pergunta qual das duas bebidas é a melhor escolha para evitar exageros no álcool e nas calorias.

    Especialistas explicam que, embora ambas façam parte da tradição junina, existem diferenças importantes entre elas, principalmente no teor alcoólico, na quantidade de açúcar e até nos possíveis benefícios nutricionais.

    Vinho quente tem menos álcool

    O vinho quente costuma levar vantagem quando o assunto é teor alcoólico. Isso porque o vinho tinto utilizado na receita possui cerca de 12% a 14% de álcool. Já o quentão, preparado tradicionalmente com cachaça, pode chegar a índices entre 38% e 48%.

    A nutricionista Giuliana Modenezi, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que o ideal é nunca consumir bebidas alcoólicas de estômago vazio. Além disso, ela recomenda alternar as doses com água para manter a hidratação.

    Quentão costuma ter mais calorias

    Outro ponto que diferencia as bebidas é a quantidade de açúcar utilizada nas receitas. Em geral, o quentão leva mais açúcar e, consequentemente, mais carboidratos.

    Uma porção de 100 ml de vinho quente possui aproximadamente 130 a 160 calorias, além de cerca de 15 a 18 g de carboidratos.

    Enquanto isso, a mesma quantidade de quentão pode alcançar entre 170 e 220 calorias, com cerca de 18 a 25 g de carboidratos, dependendo da receita.

    Benefícios nutricionais favorecem o vinho quente

    Além de menos álcool e calorias, o vinho quente ainda apresenta uma pequena vantagem nutricional. Isso porque o vinho tinto contém polifenóis e resveratrol, compostos antioxidantes associados à saúde cardiovascular.

    As frutas usadas na preparação, como maçã, laranja e limão, também podem oferecer vitamina C e antioxidantes, principalmente quando consumidas junto com a bebida.

    Já o quentão mantém seu valor cultural e sabor marcante, mas possui teor alcoólico mais elevado devido à cachaça.

    Ainda assim, nutricionistas reforçam que o segredo está no consumo consciente. Com moderação e hidratação adequada, é possível aproveitar as comemorações sem grandes excessos.

    Origem das bebidas típicas

    O vinho quente tem inspiração europeia e surgiu em regiões frias durante festas de inverno e celebrações natalinas. No Brasil, a receita ganhou adaptações com ingredientes populares, como gengibre, maçã e especiarias.

    O quentão, por sua vez, nasceu no Brasil e mistura influências indígenas, africanas e europeias. A bebida ficou tradicional nas festas juninas graças à combinação de cachaça, gengibre, açúcar, cravo e canela.

    Receitas tradicionais para fazer em casa

    Receita de vinho quente

    Ingredientes

    • 1 garrafa de vinho tinto seco
    • 1 xícara de água
    • 1/2 xícara de açúcar
    • 1 maçã picada
    • 1 pau de canela
    • 3 a 5 cravos-da-índia
    • Casca de laranja ou limão
    • 1 dose de cachaça (opcional)

    Modo de preparo
    Primeiro, aqueça a água com açúcar e especiarias por cerca de 5 minutos. Depois, adicione o vinho e a maçã. Cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos, evitando fervura intensa. Sirva ainda quente.

    Receita de quentão

    Ingredientes

    • 1 xícara de açúcar
    • 50 g de gengibre
    • Cascas de laranja e limão
    • 5 cravos-da-índia
    • 2 paus de canela
    • 600 ml de água
    • 600 ml de cachaça

    Modo de preparo
    Derreta o açúcar até formar um caramelo claro. Em seguida, acrescente gengibre, especiarias e as cascas das frutas. Adicione a água e deixe ferver por cerca de 15 minutos. Depois, coloque a cachaça e aqueça sem deixar ferver demais. Sirva bem quente.

  • O corpo realmente muda quando você deixa de comer carne? Estes 3 benefícios surpreendem

    O corpo realmente muda quando você deixa de comer carne? Estes 3 benefícios surpreendem

    Cada vez mais pessoas estão reduzindo ou eliminando a carne da alimentação, seja por motivos de saúde, preocupação ambiental ou questões éticas, e os efeitos dessa mudança podem aparecer mais rápido do que muita gente imagina.

    Estudos recentes apontam que até períodos curtos sem carne já são capazes de provocar alterações no organismo, incluindo perda de peso, melhora da saúde cardiovascular e mudanças positivas no intestino.

    Menos carne pode ajudar no emagrecimento

    Um dos efeitos mais percebidos por quem reduz o consumo de carne é a perda de peso. No entanto, os benefícios não acontecem apenas pela retirada da proteína animal, mas principalmente pelos alimentos escolhidos para substituí-la.

    Dietas ricas em vegetais, legumes, frutas, grãos integrais e outros alimentos com fibras costumam ter menos calorias e proporcionam maior sensação de saciedade. Como resultado, a pessoa tende a comer menos ao longo do dia.

    Além disso, especialistas apontam que dietas vegetarianas também podem ajudar a reduzir a pressão arterial, fator importante para diminuir os riscos de doenças cardíacas e derrames. Isso acontece porque alimentos vegetais oferecem nutrientes como potássio e magnésio, associados ao equilíbrio da pressão arterial.

    Uma angiografia por ressonância magnética (MRA) colorida revela a complexa rede de vasos sanguíneos que circunda o coração. Pesquisas sugerem que adotar uma dieta à base de vegetais pode melhorar a saúde cardíaca, reduzindo a pressão arterial, diminuindo o colesterol LDL e diminuindo o risco de doenças cardiovasculares — (Foto: Reprodução/Zephy, Science Photo Library)

    Intestino também passa por transformações

    A mudança alimentar não afeta apenas o peso: o intestino também responde rapidamente quando a carne deixa de fazer parte da rotina. Pesquisas mostram que dietas baseadas em vegetais favorecem o crescimento de bactérias responsáveis por digerir fibras, enquanto reduzem microrganismos ligados ao consumo frequente de proteínas animais.

    Em um estudo que analisou amostras intestinais de pessoas que passaram a consumir mais vegetais, os cientistas perceberam alterações significativas na microbiota poucos dias após a mudança alimentar.

    Entre os resultados observados, houve redução da bactéria Bilophila wadsworthia, associada a processos inflamatórios no organismo. Segundo os pesquisadores, esse pode ser um dos fatores ligados aos benefícios de uma alimentação mais vegetal.

    Apesar disso, os especialistas ressaltam que ainda são necessárias mais pesquisas para entender completamente como essas mudanças intestinais influenciam outras áreas do corpo, incluindo o cérebro e os desejos alimentares.

    Dieta vegetal pode fortalecer a imunidade

    Outra descoberta recente envolve o sistema imunológico. Estudos iniciais sugerem que dietas veganas podem estimular mecanismos de defesa do organismo em pouco tempo.

    Uma pesquisa publicada em 2024 observou que participantes que seguiram uma alimentação vegana durante duas semanas apresentaram aumento da atividade de células relacionadas ao combate contra vírus.

    Além disso, cientistas identificaram redução em moléculas inflamatórias do organismo, indicando possíveis benefícios para a saúde geral.

    Ainda assim, os pesquisadores reforçam que os efeitos a longo prazo continuam sendo estudados. Também não existe consenso sobre a necessidade de eliminar totalmente a carne, já que dietas equilibradas, como a mediterrânea, apresentam benefícios semelhantes mesmo incluindo pequenas quantidades de peixe e carne.

    A qualidade da alimentação continua sendo o mais importante

    Especialistas alertam que abandonar a carne não garante automaticamente uma dieta saudável. O resultado depende diretamente das escolhas alimentares feitas no dia a dia.

    Substituir carnes por alimentos ultraprocessados, congelados ou ricos em açúcar pode trazer prejuízos semelhantes aos de uma alimentação considerada pouco equilibrada.

    Além disso, pessoas que seguem dietas vegetarianas ou veganas por longos períodos precisam ficar atentas à ingestão de nutrientes importantes, como vitamina B12, ferro, zinco, cálcio e ômega-3.

    Por isso, nutricionistas recomendam uma adaptação gradual, com variedade no cardápio e acompanhamento profissional sempre que possível. A mudança, além de beneficiar a saúde, também pode se transformar em uma oportunidade para descobrir novos sabores e hábitos alimentares.

  • Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Tipos de vinagre: conheça as diferenças e saiba qual usar em cada receita

    Presente há séculos na cozinha brasileira e mundial, o vinagre é um ingrediente versátil que aparece em saladas, marinadas e conservas. Seu sabor característico, azedo e ácido, resulta de um processo de dupla fermentação que combina álcool e ácido acético. A partir de diferentes matérias-primas, como frutas, grãos e álcool, a indústria alimentícia produz uma grande variedade de tipos, cada um com sabor, acidez e aplicações distintas.

    No Brasil, os mais encontrados nas prateleiras são o vinagre de álcool, o de maçã e o balsâmico. Contudo, com a popularização da culinária internacional e o crescimento do mercado de alimentos especiais, opções como o vinagre de arroz e os aromatizados ganharam espaço nos supermercados. A seguir, conheça os principais tipos e saiba como usar cada um.

    Vinagre de álcool

    O vinagre de álcool é o tipo mais consumido no Brasil e resulta da fermentação de álcool etílico quase puro, geralmente derivado de grãos. Por esse motivo, ele não carrega sabores aromáticos característicos, ao contrário do vinagre de vinho, por exemplo. Trata-se da escolha ideal para quem quer acidez sem interferir no sabor dos demais ingredientes da receita. É amplamente usado em conservas caseiras, molhos e temperos do dia a dia.

    Vinagre de maçã

    O vinagre de maçã ganhou grande popularidade no Brasil nos últimos anos, impulsionado tanto por benefícios comprovados quanto por mitos que circulam nas redes sociais. Ele resulta da fermentação do líquido alcoólico extraído de maçãs esmagadas e apresenta acidez mais baixa do que a maioria dos outros tipos, além de um leve sabor frutado. Por essas características, combina bem com saladas, molhos, marinadas e pratos com toque mais adocicado.

    Vinagre de maçã pode ajudar no emagrecimento por conter ácido acético

    Vinagre balsâmico

    Também chamado de “aceto balsâmico”, o vinagre balsâmico é produzido a partir do mosto de uva fermentado, ou seja, uvas inteiras prensadas. Sua coloração escura, textura espessa e sabor levemente adocicado o diferenciam dos demais. Na cozinha, funciona bem em molhos para saladas e marinadas, mas brilha especialmente quando reduzido em fogo brando até formar um molho denso, usado para finalizar carnes, frutas e até sorvetes.

    Vinagre de vinho

    O vinagre de vinho (produzido a partir de vinho tinto ou branco), apresenta acidez mais acentuada, que varia conforme o tipo de uva utilizada. É uma opção versátil: combina com marinadas, molhos de salada e no preparo de carnes e peixes, agregando complexidade ao sabor dos pratos.

    Vinagre de arroz

    Muito utilizado na culinária asiática, o vinagre de arroz resulta da fermentação do arroz e se destaca pelo sabor suave e pouco ácido. No Brasil, sua presença cresceu junto com a popularização da gastronomia japonesa e é ingrediente indispensável no preparo do sushi, de legumes em conserva e de frituras orientais.

    Cada tipo de vinagre tem sabor, acidez e aplicação específicos — (Foto de Catherine Karnow)

    Vinagre de malte

    Produzido a partir da fermentação de cerveja sem lúpulo, o vinagre de malte tem sabor intenso e acidez marcante. É menos comum no Brasil, mas aparece em receitas europeias, especialmente em molhos e cremes de origem britânica.

    Vinagres aromatizados

    Os vinagres aromatizados partem de uma base, geralmente vinagre de vinho, que recebe a adição de ervas como alecrim, sálvia ou manjericão, ou ainda de sucos de frutas. O resultado são versões com sabores exclusivos, ideais para molhos vinagrete e marinadas mais elaboradas. Por conterem açúcar adicionado, diferem dos vinagres tradicionais em composição e devem ser usados com atenção em receitas que exijam controle de doçura.

  • Dieta nórdica: é anti-inflamatória, pode ajudar a dormir melhor e viver mais

    Dieta nórdica: é anti-inflamatória, pode ajudar a dormir melhor e viver mais

    Quando o assunto é alimentação saudável, os países mediterrâneos costumam ser os primeiros a vir à mente. Contudo, a dieta nórdica desponta como uma forte candidata ao título de melhor dieta do planeta. Os padrões alimentares tradicionais da Dinamarca, Islândia, Finlândia, Noruega e Suécia oferecem benefícios tão expressivos quanto os da dieta mediterrânea, e a ciência tem acumulado evidências para comprovar isso.

    “É basicamente a prima da dieta mediterrânea, adaptada a climas mais frios”, afirma Dawn Jackson Blatner, nutricionista e autora do livro The Superfood Swap. Um grupo de nutricionistas, cientistas e chefs criou a chamada “nova dieta nórdica” em 2004, baseando-a em alimentos locais e sazonais, com ênfase em saúde, sabor e sustentabilidade. Para David L. Katz, especialista em medicina preventiva e coautor do livro How to Eat, a proposta não é nova: “Todas as boas dietas são compostas de comida de verdade, principalmente de origem vegetal. A dieta nórdica é uma variação desse mesmo tema, e seus benefícios se traduzem em vitalidade e longevidade.”

    Os dados científicos reforçam essa visão. Uma análise de 47 estudos publicada em outubro de 2025 no European Journal of Nutrition mostrou que pessoas com alta adesão à dieta nórdica apresentaram risco 22% menor de morte prematura por qualquer causa, 16% menor de morte por doença cardiovascular e 14% menor de morte por câncer. Por trás desses números está a combinação de alimentos ricos em anti-inflamatórios, antioxidantes, fibras e gorduras saudáveis.

    O que a dieta nórdica inclui?

    A dieta nórdica é rica em vegetais, peixes e grãos integrais e prioriza ingredientes locais, frescos e de origem sustentável, focando na “comida de verdade” com forte ação anti-inflamatória e antioxidante.

    Vegetais como batata, cenoura, beterraba, couve-flor e repolho entram no cardápio. Frutas vermelhas como maçã, pera, amora e morango se destacam pelo poder antioxidante. Além disso, cereais integrais, peixes, frutos do mar, óleos (como o óleo de canola, que substitui o azeite de oliva) e lacticínios magros fazem parte do estilo alimentar.

    Benefícios comprovados pela ciência

    As evidências científicas a favor da dieta nórdica crescem de forma consistente. Pesquisas associam sua adoção à redução do risco de doenças cardíacas, AVC e diabetes tipo 2, além de queda nos níveis de colesterol LDL e da pressão arterial. Um estudo de 2024 na revista Scientific Reports identificou risco 58% menor de doença hepática gordurosa entre os adeptos, enquanto uma pesquisa de 2025 na Frontiers in Endocrinology apontou redução equivalente no risco de diabetes tipo 2.

    Além dos efeitos de longo prazo, a dieta também traz benefícios perceptíveis no dia a dia. Um estudo de 2022 demonstrou melhora na qualidade do sono entre os participantes, e outra pesquisa observou que mulheres idosas adeptas do padrão alimentar apresentaram desempenho físico superior em testes como caminhada, flexões e levantar de uma cadeira, indicando potencial para reduzir o risco de incapacidade na terceira idade. Embora não seja voltada ao emagrecimento, um estudo também registrou melhoras no peso corporal entre os que seguiram a dieta.

    Por que funciona: anti-inflamação, fibras e equilíbrio hormonal

    O potencial protetor da dieta nórdica está diretamente ligado ao perfil anti-inflamatório dos alimentos que a compõem. Frutas e vegetais fornecem antioxidantes em abundância; grãos integrais como centeio e cevada têm índice glicêmico mais baixo, favorecendo a regulação do açúcar no sangue; e os peixes oleosos entregam ácidos graxos ômega-3, benéficos para o coração e o cérebro.

    Além disso, as fibras presentes em grãos, leguminosas e vegetais aumentam a saciedade e promovem o equilíbrio da microbiota intestinal. Somado a isso, segundo Katz, a dieta ainda contribui para a regulação de hormônios como insulina, cortisol, grelina e leptina. “O que torna a dieta nórdica tão saudável é que há muitos fatores trabalhando juntos”, resume Joan Salge Blake, nutricionista da Universidade de Boston.

  • Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? Especialistas respondem

    Quantos ovos comer por dia sem aumentar o colesterol? Especialistas respondem

    Durante décadas, muitas pessoas evitaram consumir gemas de ovo por medo do colesterol. No entanto, a ciência começou a mudar essa visão. Especialistas agora afirmam que o colesterol presente nos alimentos tem menos impacto na saúde cardiovascular do que se imaginava anteriormente.

    A partir dos anos 1960, recomendações médicas orientavam limitar o consumo diário de colesterol a 300 mg. Como as gemas concentram grande parte dessa substância, elas passaram a ser vistas como inimigas da dieta saudável.

    Porém, em 2016, as diretrizes alimentares retiraram oficialmente essa restrição. Estudos mais recentes mostraram que a gordura saturada exerce influência muito maior sobre os níveis de colesterol no sangue do que o colesterol alimentar.

    Uma pesquisa publicada em 2025 no The American Journal of Clinical Nutrition reforçou essa ideia. O estudo revelou que consumir dois ovos por dia dentro de uma dieta pobre em gordura saturada ajudou a reduzir o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”.

    O que realmente aumenta o colesterol?

    Segundo especialistas, o próprio fígado produz a maior parte do colesterol presente no organismo. Além disso, fatores genéticos influenciam diretamente a forma como cada pessoa absorve e elimina essa gordura.

    O nutricionista Keith Ayoob explica que a gordura saturada continua sendo o principal fator alimentar ligado ao aumento do colesterol LDL. Isso acontece porque ela dificulta a remoção do colesterol pelo fígado e aumenta a circulação de partículas gordurosas no sangue.

    Por isso, médicos recomendam moderar alimentos ricos em gordura saturada, como frituras, carnes processadas e excesso de manteiga, em vez de demonizar os ovos.

    Além disso, eliminar a gema significa perder nutrientes importantes. A maior parte das vitaminas e minerais do ovo está justamente nessa parte, incluindo vitamina D, colina, selênio, ômega-3 e antioxidantes.

    Afinal, quantos ovos é possível consumir?

    Os especialistas afirmam que pessoas saudáveis podem consumir de um a dois ovos por dia com segurança. Ainda assim, quem possui colesterol alto ou histórico familiar da condição deve acompanhar os exames e adaptar a alimentação conforme orientação médica.

    Nutricionistas recomendam preparar os ovos com azeite ou óleo vegetal e combiná-los com alimentos ricos em fibras, como pão integral, feijão e vegetais. As fibras ajudam o organismo a controlar melhor os níveis de colesterol.

    Com a mudança no entendimento científico, os ovos voltaram a ganhar espaço em dietas equilibradas. Além de nutritivos, eles oferecem proteína de qualidade, são versáteis e possuem custo acessível, tornando-se aliados de uma alimentação saudável quando consumidos com equilíbrio.

  • Por que não se come carne na Sexta Feira Santa? Entenda a tradição

    Por que não se come carne na Sexta Feira Santa? Entenda a tradição

    Por que não se come carne na Semana Santa? Entenda a origem da tradição

    Todos os anos, durante a Semana Santa, milhões de pessoas mudam seus hábitos à mesa e evitam o consumo de carne, especialmente na Sexta-feira Santa. A tradição é tão comum que atravessa gerações, mas nem todo mundo sabe o verdadeiro motivo por trás desse costume.

    A prática, no entanto, vai muito além da alimentação.

    Uma tradição ligada ao sacrifício de Jesus

    A Sexta-feira Santa marca, para os cristãos, o dia da crucificação de Jesus Cristo. Por isso, a data é considerada um momento de luto, reflexão e respeito.

    Nesse contexto, a Igreja Católica orienta os fiéis a praticarem o jejum e a abstinência de carne como forma de se aproximar espiritualmente desse momento. A ideia é lembrar o sacrifício de Cristo e viver um período de maior introspecção.

    Por que justamente a carne?

    A escolha de evitar a carne não é aleatória. Historicamente, esse alimento sempre esteve associado a festas, abundância e prazer.

    Por isso, abrir mão da carne representa um gesto simbólico de renúncia. Ao evitar um alimento considerado mais “nobre”, o fiel pratica um pequeno sacrifício em sinal de respeito e devoção.

    Além disso, algumas tradições também relacionam a abstinência ao derramamento de sangue, já que a carne vem de animais abatidos, o que reforça o simbolismo com a morte de Cristo.

    E por que o peixe é permitido?

    Uma das dúvidas mais comuns é sobre o consumo de peixe. Mesmo sendo um tipo de carne, ele costuma ser liberado.

    Isso acontece porque, historicamente, o peixe foi associado à simplicidade e à humildade, além de ter forte ligação simbólica com o cristianismo desde seus primeiros séculos.

    Por esse motivo, ele se tornou a principal alternativa nas refeições durante esse período.

    É obrigatório não comer carne?

    Apesar de ser uma tradição forte, a prática não é obrigatória para todas as pessoas em todos os contextos. A Igreja recomenda a abstinência como forma de disciplina espiritual, mas também permite adaptações.

    Em alguns casos, o fiel pode substituir esse gesto por outras formas de sacrifício, como ações de caridade ou renúncia a outros hábitos

    Tradição que vai além da religião

    Mesmo para quem não segue a religião, o costume acabou se incorporando à cultura em muitos países, incluindo o Brasil.

    Assim, a tradição de evitar carne na Semana Santa se mantém viva não apenas pela fé, mas também pelo hábito e pela influência cultural ao longo do tempo.

  • Pimenta: benefícios, curiosidades e por que o consumo cresce no Brasil

    Pimenta: benefícios, curiosidades e por que o consumo cresce no Brasil

    Presente em diferentes culturas e pratos, a pimenta é um alimento que desperta reações opostas. Enquanto alguns não abrem mão do sabor picante, outros evitam o ingrediente. Ainda assim, ela tem papel importante tanto na alimentação quanto no agronegócio.

    Variedade e produção no campo

    A pimenta faz parte do gênero Capsicum, que reúne diversas espécies cultivadas em várias regiões do mundo.

    No Brasil, o cultivo se adapta bem a diferentes climas, o que favorece a produção em larga escala. Além disso, pequenas propriedades rurais encontram na cultura da pimenta uma alternativa de renda.

    Consumo cresce no Brasil

    O consumo de pimenta tem ganhado espaço no Brasil nos últimos anos. Cada vez mais presente no dia a dia, o alimento aparece tanto em pratos tradicionais quanto em produtos industrializados, como molhos e conservas. Além disso, a diversidade de espécies disponíveis no país contribui para ampliar o interesse do consumidor.

    Regiões como Norte e Nordeste concentram um consumo mais intenso. Ainda assim, o hábito já se espalha por todo o país. Ao mesmo tempo, cresce a procura por pimentas artesanais e produtos com maior valor agregado.

    Esse movimento também impacta o campo. Com a demanda em alta, pequenos produtores encontram na cultura da pimenta uma oportunidade de diversificação e geração de renda.

    O que causa a ardência?

    A sensação de queimação característica vem da capsaicina, substância presente principalmente nas sementes e nas partes internas do fruto. Quando consumida, ela ativa receptores de calor no organismo. Por isso, o cérebro interpreta o estímulo como se fosse alta temperatura, mesmo sem haver queimadura real.

    Benefícios para a saúde: além da culinária

    Além do sabor marcante, a pimenta também oferece benefícios.

    Ela contém vitaminas, antioxidantes e compostos que podem ajudar no metabolismo. Além disso, o consumo moderado pode contribuir para a circulação sanguínea e a digestão.

    Além disso, ela também aparece na indústria alimentícia, farmacêutica e até em produtos de defesa pessoal. Dessa forma, amplia seu valor econômico e reforça sua importância dentro da cadeia produtiva.

  • Prêmio oferece R$ 38 milhões por soluções inovadoras

    Prêmio oferece R$ 38 milhões por soluções inovadoras

    O Prêmio Zayed de Sustentabilidade, principal premiação global dos Emirados Árabes Unidos na área, abre oficialmente as inscrições para sua 18ª edição (ciclo 2027). O fundo total de US$ 7,2 milhões (cerca de R$ 38 milhões) financiará soluções transformadoras em saúde, alimentação, energia, água e ação climática. Pequenas e médias empresas, organizações sem fins lucrativos e escolas de ensino médio de todo o mundo, incluindo o Brasil, podem se candidatar.

    A premiação já tem histórico de reconhecimento a projetos brasileiros. No ciclo de 2026, a empresa Stattus4, de Sorocaba (SP), venceu na categoria Água e recebeu US$ 1 milhão (R$ 5,3 milhões) para ampliar sua solução de economia hídrica. Na mesma edição, a Jade, healthtech fundada por um brasileiro e sediada nos Emirados, conquistou o primeiro lugar na categoria Saúde.

    S.E. Dr. Sultan Ahmed Al Jaber, Ministro da Indústria e Tecnologia Avançada dos EAU e diretor-geral do Prêmio, destacou o compromisso da iniciativa. “O Prêmio Zayed de Sustentabilidade reflete nosso empenho em promover soluções com impacto real e mensurável. Apoiamos a inovação em todas as suas formas, desde ações comunitárias até tecnologias de ponta, para melhorar vidas e alcançar os mais vulneráveis”, afirmou.

    Todos os finalistas recebem recursos

    A partir da última edição, um novo modelo de financiamento garante suporte financeiro a todos os finalistas. O prêmio destina US$ 1,3 milhão (R$ 6,8 milhões) para esse fim: cada finalista nas categorias principais (Saúde, Alimentação, Energia, Água e Ação Climática) recebe US$ 100 mil (R$ 525 mil), e cada escola finalista na categoria Escolas de Ensino Médio Globais ganha US$ 25 mil (R$ 131 mil). A medida visa acelerar mais projetos de alto impacto.

    As inscrições ficam abertas até 15 de junho de 2026 e o prêmio aceita candidaturas em português e outros seis idiomas. Os projetos precisam demonstrar resultados mensuráveis e se alinhar aos critérios de avaliação: Impacto, Inovação e Inspiração.

    O processo de avaliação tem três etapas rigorosas:

    • Due Diligence: análise inicial para verificar o atendimento aos critérios fundamentais.
    • Comitê de Seleção: painéis de especialistas internacionais independentes avaliam detalhadamente as propostas por categoria.
    • Júri Final: avalia os finalistas e escolhe, por unanimidade, os vencedores de cada uma das seis categorias.

    Os vencedores nas cinco categorias organizacionais recebem US$ 1 milhão (R$ 5,28 milhões) cada. As escolas vencedoras na categoria Escolas de Ensino Médio Globais ganham US$ 150 mil (R$ 792 mil) para implementar ou expandir seus projetos.

    Legado e impacto global

    O Prêmio Zayed de Sustentabilidade mantém o legado do Sheikh Zayed bin Sultan Al Nahyan, fundador dos EAU. Ao longo de quase 20 anos, os projetos apoiados pela iniciativa já impactaram positivamente mais de 400 milhões de pessoas no mundo, com ações em energia renovável, saúde acessível, segurança alimentar e hídrica.

    A organização anunciará os vencedores do ciclo 2027 durante sua cerimônia de premiação no próximo ano. Interessados podem encontrar todas as informações e se inscrever no site oficial: www.ZayedSustainabilityPrize.com.

  • Como a alimentação artificial no inverno salva abelhas

    Como a alimentação artificial no inverno salva abelhas

    O inverno exige cuidados especiais dos apicultores com as colmeias. Com a queda das temperaturas, as flores desaparecem, reduzindo o néctar e o pólen disponíveis para as abelhas. Sem alimento suficiente, os enxames podem enfraquecer ou até morrer.

    Rodrigo Durieux Cunha, chefe da Divisão de Estudos Apícolas da Epagri, explica que as abelhas ficam menos ativas no frio. Elas se agrupam dentro das caixas para manter o calor e saem pouco em busca de comida.

    “Se os estoques de mel e pólen forem baixos, o apicultor precisa fornecer alimentação artificial. Caso contrário, a colônia pode não resistir até a primavera”, alerta Rodrigo.

    Alimentação energética e proteica é a solução

    A suplementação ajuda a repor o que as abelhas não conseguem coletar no inverno. Se faltar mel, o apicultor deve oferecer xarope de açúcar (alimento energético). Se o pólen estiver escasso, é necessário fornecer suplemento proteico.

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    O alimento deve ser colocado dentro da colmeia, em recipientes próprios, para evitar desperdício e ataques de outros insetos. Apesar da eficácia da alimentação artificial, o especialista reforça: o melhor alimento sempre será o néctar e o pólen das flores.

    Cuidados no inverno garantem produtividade na primavera

    Enxames bem nutridos no inverno se recuperam mais rápido quando as flores voltam. Isso garante maior produção de mel e outros derivados na próxima estação.

    Para evitar perdas, os apicultores devem monitorar as reservas das colmeias antes do frio e iniciar a suplementação assim que necessário. O manejo correto no inverno é decisivo para uma apicultura lucrativa e sustentável.

    Confira algumas receitas de alimentação para as abelhas no inverno:

    Alimentação protéica – para suprir a falta de pólen 

    Fórula ração protéica – EPAGRI

    • 5kg de açúcar cristal moído ou açúcar refinado
    • 4kg de proteína de soja texturizada fina e sem corante
    • 1kg de levedura inativada de cerveja ou cana de açúcar
    • 5ml de extrato de própolis por Kg de alimento
    • Mel ou xarope grosso até dar o ponto de pasta mole

    Ou

    •  5kg de açúcar cristal moído ou açúcar refinado
    •  2,5kg de proteína de soja
    •  2,5kg de levedura inativada de cerveja ou cana
    •  5ml de extrato de própolis para cada 1 kg de pasta pronta
    •  Mel ou xarope grosso até dar o ponto de pasta mole

    Fórmula (Robson Raad) para a fabricação de 5 kg de bife de proteína

    Bife de proteína leva soja, levedura de cerveja e óleo de girassol, entre ouros ingredientes (Foto: Divulgação / Epagri)
    • 750g de proteína de soja
    • 750g de levedura de cerveja
    • 1,425g mel ou gludex (açúcar invertido líquido)
    • 1,650g  de açúcar
    • 250ml de óleo de girassol
    • 50g de aminomix (Haras)
    • 25ml de extrato de própolis
    • 100g de sal
    • água (o necessário até ficar no ponto de pasta)

    Modo de preparo e fornecimento:

    • Misturar bem os ingredientes secos, em seguida adicionar os ingredientes úmidos aos poucos e mexer até formar uma pasta mole porém que não escorra entre os dedos;
    • Separar em porções em forma de bife de 150 a 400 gramas, dependo do tamanho das colônias que serão alimentadas a cada 15 dias;
    • Os bifes que não serão utilizados imediatamente poderão ser envoltos em plástico e armazenados no freezer.
    • Obs. Pode-se substituir a levedura de cerveja por proteína de soja, porém a ração perderá um pouco em qualidade.

    O bife de proteína deve ser colocado sobre os quadros de cria. Ali se encontram as abelhas nutrizes que são as que fazem melhor aproveitamento dos suplementos.

    Alimentação Energética – para suprir a falta de mel

    Fórmula de xarope para manutenção

    Xarope leva poucos ingredientes e é fácil de fazer
    • 5 kg de açúcar
    • 2 litros de água
    • 300ml de suco de limão sem sementes
    • 5ml de extrato de própolis para cada litro de xarope pronto
    Modo de preparo

    Misturar o açúcar com água, aquecer até começar a levantar a fervura, desligar o fogo e adicionar o suco de limão e a própolis.

    Observação: Em substituição ao xarope de açúcar pode ser utilizado o açúcar VHP. O açúcar VHP é mais prático para ser fornecido, pois não precisa diluir, e tem mostrado ótimos resultados, exceto em colmeias fracas ou novas, com menos de 4 quadros cobertos com abelhas.

    Fornecimento

    Faltando mel, fornecer 2 litros de xarope a cada 7 dias ou de 2 a 6kg de açúcar VHP, quantidade suficiente para um período de 15 a 40 dias

    “Tijolinho” de açucar

    – Açúcar fino (quanto mais fino é melhor, moer numa forrageira até virar pó. Se não conseguir moer, use açúcar refinado mesmo).

    Adicionar ao açúcar:

    – 2% de amido de milho em relação ao peso do açúcar

    – 0,5% de sal fino

    – Água não clorada

    – Mel para melhor aceitação

    Modo de preparo:

    – Misture bem os ingredientes secos, adicione água misturada com o mel, mexendo bem, até o ponto de massa, sem desmanchar.

    – Faça blocos de mais ou menos 800g e coloque em pacotes de papel, usando um pacote por colmeia, no alimentador de teto. Fure o pacote para dar acesso às abelhas. Monitore as colmeias a cada 15 a 20 dias para avaliar o consumo, e se necessário repetir.

    Essa receita é para ser utilizada em enxames fracos e para formação de núcleos

    Consumo médio por colmeia com alta produtividade

    – 1 a 1,5Kg de proteína de soja e/ou levedura de cerveja ao ano

    – 8 a 10Kg de açúcar cristal, açúcar VHP ou glucomel (frutose de cana de açúcar) ao ano.

    *Observar cuidados na apicultura orgânica

    Nesta época, lembrar também  de fazer a termorregulação, através da instalação do alvado invertido, entretampa ou poncho, e também fazer o diagnóstico da infestação de varroa no final do inverno e se necessário controlar.

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  • Farelo de mamona pode revolucionar alimentação de bovinos

    Farelo de mamona pode revolucionar alimentação de bovinos

    Um estudo inovador da Embrapa está avaliando o farelo de mamona destoxificado como uma alternativa ao farelo de soja na alimentação de bovinos de corte. A pesquisa, realizada na Embrapa Pecuária Sul em Bagé, Rio Grande do Sul, em colaboração com a Embrapa Algodão e a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), investiga não apenas o consumo e a digestibilidade do farelo, mas também seu potencial para reduzir as emissões de metano entérico, um gás que contribui para o aquecimento global.

    A mamona, planta cuja extração de óleo gera o farelo como subproduto, contém ricina, uma substância tóxica. No entanto, após um processo de destoxificação industrial, o farelo se torna uma fonte nutritiva para ruminantes, apresentando até 45% de proteína bruta — cerca de 10% a mais do que o farelo de soja — e com custos mais baixos. Segundo Bruna Machado, zootecnista responsável pelo estudo e doutoranda na UFSM, a pesquisa busca estabelecer condições seguras para a introdução do farelo no mercado pecuário brasileiro. “Esperamos que o farelo de mamona possa ser utilizado tanto em pastagens quanto em confinamento”, afirmou.

    Sem efeitos adversos

    Os testes prévios com pequenos ruminantes mostraram que o farelo destoxificado não causa efeitos adversos na alimentação desses animais. Contudo, ele continua impróprio para monogástricos como aves e suínos. Liv Severino, pesquisador da Embrapa Algodão, destacou que a pesquisa marca um avanço significativo no uso do farelo de mamona na alimentação animal. Uma vez que países como Índia e China, grandes produtores da planta, ainda não conseguiram implementar essa prática.

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    O projeto de doutorado de Bruna Machado é intitulado “Uso seguro do farelo de mamona como alimento para animais ruminantes e para a redução das emissões de metano entérico”. A metodologia envolve 20 fêmeas da raça Brangus, divididas em quatro grupos. E cada grupo recebeu diferentes níveis de inclusão do farelo em substituição ao farelo de soja. Os tratamentos variam entre 10%, 20% e 30% de inclusão.

    Redução das emissões de metano

    Além dos benefícios nutricionais, a pesquisa também visa avaliar como o uso do farelo pode contribuir para a redução das emissões de metano pelos bovinos. A zootecnista Bruna enfatizou que “a formulação de dietas mais eficientes é essencial para que o Brasil cumpra seus compromissos internacionais na redução das emissões desse gás”.

    Com essa iniciativa, a Embrapa busca não apenas melhorar a eficiência da pecuária brasileira, mas também contribuir para práticas mais sustentáveis no setor agropecuário.