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  • El Niño intensifica temporais no Sul neste fim de semana

    El Niño intensifica temporais no Sul neste fim de semana

    A atuação do El Niño já influencia o clima no Sul do Brasil e aumenta o risco de temporais neste fim de semana. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade elevada e as áreas de instabilidade ganharam força desde quinta-feira (16).

    O Rio Grande do Sul deve registrar os maiores volumes de chuva nos próximos dias. Além disso, os temporais podem provocar ventos fortes, granizo, descargas elétricas e chuva intensa.

    De acordo com o Inmet, esse cenário ocorre porque o El Niño fortalece os Jatos de Baixos Níveis. Essas correntes transportam umidade da Amazônia para a Região Sul e favorecem a formação de nuvens carregadas.

    Ao mesmo tempo, uma área de alta pressão mantém um bloqueio atmosférico sobre parte do Centro-Oeste e do Sudeste. Por isso, as instabilidades não avançam para essas regiões. Com esse bloqueio, a umidade permanece concentrada no Sul. Como resultado, a chuva tende a ser persistente e acumular volumes elevados.

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul já emitiu alerta para tempo severo. O órgão prevê vários dias consecutivos com risco de temporais e outros fenômenos associados.

    Segundo o Inmet, as tempestades devem atingir maior intensidade durante o fim de semana. Além disso, as instabilidades podem continuar no início da próxima semana.

    A previsão também indica pancadas de chuva no centro-sul de Santa Catarina. Assim, o avanço das instabilidades amplia a área de atenção na Região Sul.

    Norte e Nordeste mantêm previsão de chuva

    No Nordeste, uma frente fria mantém condições para chuva entre o norte de Alagoas, o leste de Pernambuco, a Paraíba e o Rio Grande do Norte. Por outro lado, o oeste de Pernambuco, o sul de Sergipe e a Bahia devem continuar com tempo firme.

    Centro-Oeste e Sudeste continuam com tempo seco

    Enquanto isso, o bloqueio atmosférico mantém o predomínio de sol no Centro-Oeste e no interior do Sudeste. O tempo também segue firme em áreas do Paraná e de Santa Catarina. Esse padrão favorece o veranico durante o inverno. As tardes ficam mais quentes, enquanto as madrugadas permanecem frias devido ao forte resfriamento noturno.

    Minas Gerais, o leste de São Paulo e as serras do Rio de Janeiro continuam com amanhecer frio. Além disso, há previsão de geada entre o sul de Minas, São Paulo e a região serrana de Resende (RJ) no sábado e no domingo. Nessas áreas, as temperaturas podem atingir cerca de 4°C, segundo o Inmet.

     

  • El Niño 2026 ameaça produção de morango, tomate e grãos no Brasil

    El Niño 2026 ameaça produção de morango, tomate e grãos no Brasil

    A possível chegada de um El Niño intenso em 2026 acende um alerta no agronegócio brasileiro, especialmente para culturas sensíveis ao clima, como morango, tomate e grãos. De acordo com a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), a probabilidade de formação do fenômeno já supera 90%, com cerca de 50% de chance de atingir intensidade forte ou muito forte, cenário conhecido como “Super El Niño”.

    A previsão indica um aumento significativo nas temperaturas globais, com elevação que pode chegar a 3°C. Esse cenário tende a provocar irregularidades climáticas, afetando diretamente a produtividade agrícola. Culturas de clima frio e temperado estão entre as mais vulneráveis, já que dependem de faixas térmicas mais estáveis para se desenvolver.

    Estudos da Embrapa apontam que, considerando um aumento gradual de temperatura até 2050, o Brasil pode enfrentar uma redução de até 50% na produção agrícola. Embora o impacto do El Niño seja mais imediato, os dados reforçam a preocupação com a resiliência do setor diante das mudanças climáticas.

    Adaptação

    No campo, especialistas destacam que a adaptação passa, principalmente, pelo manejo eficiente do solo e pela nutrição adequada das plantas. Segundo Douglas Vaz-Tostes, especialista em nutrição de lavouras do Grupo GIROAgro, não é mais possível dissociar o manejo climático do nutricional.

    “A escolha correta dos fertilizantes impacta diretamente a eficiência do sistema produtivo. Quando o produtor aplica o nutriente certo, na dose e no momento adequados, reduz perdas e preserva o potencial produtivo, mesmo em cenários adversos”, afirma.

    No caso do morango, por exemplo, o impacto do calor é ainda mais sensível. A cultura se desenvolve melhor em temperaturas entre 13°C e 26°C. Quando os termômetros ultrapassam os 30°C, há prejuízos na floração, o que compromete a produção e pode gerar atrasos na colheita.

    Irregularidade climática

    Além das temperaturas elevadas, a irregularidade climática também favorece o aumento da incidência de pragas e doenças, exigindo maior esforço fisiológico das plantas. Nesse contexto, o especialista ressalta que o desafio atual vai além da simples adubação.

    “Hoje, não basta apenas fornecer nutrientes. É essencial garantir que a planta consiga absorver e transformar esses insumos em produtividade, mesmo sob estresse climático”, explica.

    Com a intensificação dos eventos climáticos extremos, a preparação antecipada deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser uma condição essencial para a sustentabilidade do agronegócio. Estratégias como o uso eficiente de fertilizantes, o planejamento do plantio e a adoção de tecnologias agrícolas devem ganhar ainda mais relevância nos próximos ciclos produtivos.

  • Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Imagine estar encerrando o expediente, dar uma última olhada no espaço de brincar das crianças e perceber que uma bolinha está se movendo por conta própria. Foi exatamente isso que aconteceu com um funcionário de um restaurante em Suzano, no interior de São Paulo, na noite do último domingo, dia 26 de abril. Escondida entre as bolinhas coloridas da piscina infantil do estabelecimento, estava uma jararaca, uma das cobras mais perigosas do Brasil.

    O funcionário percebeu o detalhe que salvou todo mundo

    O funcionário notou que algo estava errado ao reparar em uma bolinha se movendo de forma estranha. Sem hesitar, acionou imediatamente a equipe do Reserva RP, santuário para animais silvestres localizado na região.

    Quem foi ao local foi o médico veterinário Celso Gatti, especialista em animais silvestres e um dos responsáveis pelo resgate. Ele chegou equipado com um gancho herpetológico, instrumento específico para manejo de serpentes, e uma caixa de transporte adequada para a espécie. “Um dos funcionários notou que a jararaca estava na piscina ao reparar uma bolinha se movendo. Logo, já me chamou”, contou.

    Depois do resgate, a jararaca foi levada para uma área de mata em um bairro próximo, longe de residências, e solta em segurança. O restaurante estava fechado no momento da descoberta, o que evitou que clientes, especialmente crianças, entrassem em contato com o animal.

    Como uma cobra venenosa foi parar em uma piscina de bolinhas?

    Embora ninguém saiba exatamente como a jararaca chegou ao local, o veterinário Celso Gatti acredita que ela saiu da mata densa nos fundos do restaurante. O animal provavelmente buscou a piscina em uma tentativa de encontrar abrigo ou alimento.

    De fato, o caso não surpreende os especialistas, visto que a jararaca domina grande parte do sudeste brasileiro. Como essa espécie habita áreas da Bahia ao Rio Grande do Sul, a proximidade entre a Mata Atlântica e os centros urbanos facilita tais encontros. Por esse motivo, moradores e donos de estabelecimentos próximos à vegetação devem encarar esses incidentes como um risco real e constante.

    Celso Gatti compartilhou as imagens do resgate no Instagram e a postagem rapidamente viralizou. Como resultado, o registro já somava mais de 1,6 milhão de visualizações até a tarde de quarta-feira. O veterinário utilizou a legenda para reforçar um alerta importante: o objetivo do vídeo não é causar pânico, mas sim garantir que a população redobre o cuidado em áreas onde o animal costuma circular.

    https://www.instagram.com/reel/DXwbaADyg_e/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Por que a jararaca é tão perigosa?

    Não é à toa que o caso assustou tanta gente. Segundo o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de acidentes com cobras no país, representando 69,3% das picadas registradas no Brasil em 2022, e sendo responsável por mais de 72% dos casos no estado de São Paulo.

    O veneno da jararaca é hemotóxico, ou seja, age diretamente no sangue e nos tecidos. Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e no nariz. Em casos mais graves, há risco de necrose e insuficiência renal aguda.

    O veneno da jararaca pode provocar lesões locais como hemorragia e necrose que, em situações mais sérias, chegam a exigir amputação dos membros afetados. O soro antiofídico, produzido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é o único tratamento eficaz e precisa ser aplicado por profissionais de saúde em ambiente hospitalar.

    O que fazer se encontrar uma cobra?

    Antes de tudo: não tente capturar o animal. Celso Gatti deixou orientações claras para quem se deparar com uma jararaca. Mantenha distância, afaste crianças e animais domésticos do local e acione imediatamente o serviço público de resgate de animais silvestres da sua cidade.

    Em caso de picada, a recomendação do Ministério da Saúde é que a vítima permaneça em repouso, se hidrate e seja levada ao hospital de referência para tratamento de acidentes ofídicos o mais rápido possível. Dois erros comuns que devem ser evitados: fazer torniquete no local da picada e tentar chupar o veneno. O torniquete não impede a circulação do veneno e apenas aumenta o risco de necrose e amputação do membro.

  • Alerta: Anvisa manda recolher sardinha congelada contaminada com Salmonella

    Alerta: Anvisa manda recolher sardinha congelada contaminada com Salmonella

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (29/4), o recolhimento imediato de um lote de Peixe Congelado Sardinha Laje (espalmada e eviscerada) após a detecção da bactéria Salmonella spp. no produto. O lote afetado é o de número 1309902244, fabricado pela empresa JMS Indústria e Comércio de Pescados. Não consuma o produto em nenhuma circunstância.

    A medida foi adotada após laudo de análise laboratorial apontar resultado microbiológico insatisfatório e condição de impropriedade para consumo humano. A própria empresa comunicou o recolhimento voluntário do produto ao órgão regulador. Diante do risco confirmado, a Anvisa determinou a suspensão imediata da comercialização, distribuição e uso do lote em todo o país.

    A Salmonella spp. é um gênero de bactéria patogênica que provoca infecção intestinal com sintomas como vômito, dores abdominais, febre e diarreia. Em casos raros, a doença pode evoluir para quadros graves e levar à morte, especialmente em crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

    O que é recolhimento voluntário e quando ele é obrigatório?

    O recolhimento voluntário é uma medida preventiva por meio da qual a própria empresa, ou outras integrantes da cadeia produtiva, promove a retirada de lotes com potencial risco do mercado consumidor, sem aguardar determinação dos órgãos reguladores.

    No entanto, quando o alimento representa risco concreto à saúde do consumidor, o recolhimento deixa de ser opcional e passa a ser obrigatório, conforme a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 655/2022. Nesses casos, a empresa tem prazo de 48 horas a partir do momento em que toma ciência do problema para comunicar o fato à Anvisa. O objetivo, portanto, é garantir que o órgão possa adotar as medidas sanitárias necessárias e acompanhar o processo de recolhimento.

    Consumidores que tiverem adquirido o produto devem evitar o consumo. E podem entrar em contato com a empresa fabricante ou com os canais de atendimento da Anvisa para mais informações.

  • Capim-capeta avança e acende alerta no Brasil

    Capim-capeta avança e acende alerta no Brasil

    O avanço do capim-capeta (Sporobolus spp.) preocupa produtores e especialistas em todo o Brasil. A planta daninha, considerada uma das mais agressivas das pastagens, pode reduzir a capacidade de lotação em até 40%, comprometendo a produção de carne e leite e desvalorizando propriedades rurais. Em alguns casos, áreas fortemente infestadas tornam-se inviáveis para a pecuária.

    Foto: Divulgação

    O impacto econômico é expressivo. Em uma fazenda com capacidade inicial de 2,0 unidades animais por hectare (UA/ha), a presença do capim-capeta pode gerar perda de 0,8 UA/ha. Com o preço médio da arroba a R$ 250,00 e produção de 16 arrobas por unidade animal ao ano, a perda chega a 12,8 arrobas por hectare, equivalente a cerca de R$ 3,2 mil por hectare por ano.

    Disseminação rápida aumenta o risco

    O potencial de propagação do capim-capeta é o principal motivo de alerta. Uma única touceira produz até 200 mil sementes por ano, com capacidade de permanecer viáveis no solo por até dez anos. As sementes se espalham facilmente por pneus, equipamentos agrícolas, fezes de animais e até pela água da chuva, o que acelera a colonização de novas áreas.

    “Em três ou quatro anos, o capim-capeta pode dominar grandes extensões, especialmente onde há falhas de cobertura ou degradação das pastagens. Embora não cause a degradação inicial, ele agrava o problema e dificulta a recuperação da área”, explica Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo.

    A preocupação aumenta diante da relevância da pecuária nacional. Segundo a Embrapa, o Brasil possui 213,7 milhões de bovinos, e quase 90% da carne é produzida em sistemas a pasto. São cerca de 160 milhões de hectares de pastagens que sustentam mais de 200 milhões de animais.

    Controle do capim-capeta requer tecnologia

    Especialistas alertam que o enfrentamento do capim-capeta exige mudança de estratégia. O uso de herbicidas modernos e práticas de manejo integradas torna-se indispensável para conter o avanço da planta. “O momento pede modernização das técnicas e uso de soluções tecnológicas eficazes no controle dessa invasora”, afirma Iuri Cosin, engenheiro agrônomo e gerente de Produtos Herbicidas da IHARA.

    Em um setor que depende da qualidade das pastagens, investir em manejo eficiente significa mais do que combater uma planta daninha. É garantir produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. “Cuidar do pasto é fortalecer toda a base produtiva, assegurando rebanhos mais saudáveis e maior retorno econômico”, conclui Gustavo Corsini.

  • Alerta: suplementos de cúrcuma estão associados a hepatite e lesões hepáticas

    Alerta: suplementos de cúrcuma estão associados a hepatite e lesões hepáticas

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta de farmacovigilância sobre os riscos de danos hepáticos associados ao uso de medicamentos e suplementos alimentares que contêm cúrcuma, também conhecida como açafrão-da-terra, em formulações concentradas, como cápsulas e extratos.

    Embora raros, os casos identificados internacionalmente envolvem inflamação e lesões graves no fígado. O problema está ligado, principalmente, a formulações que aumentam significativamente a absorção da curcumina,o princípio ativo da cúrcuma, em níveis muito superiores ao consumo alimentar convencional.

    O que motivou o alerta?

    A decisão da Anvisa acompanha uma tendência regulatória global. Agências da Itália, Austrália, Canadá e França já emitiram alertas similares, com alguns países chegando a proibir determinados produtos e exigir avisos obrigatórios nos rótulos.

    Na França, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSES) registrou dezenas de relatos de efeitos adversos relacionados ao consumo de suplementos à base de cúrcuma ou curcumina, incluindo casos de hepatite, por meio do sistema de nutrivigilância do país.

    Cúrcuma na cozinha? Sem problemas

    Um ponto essencial destacado pela Anvisa: o alerta não se aplica ao uso culinário da cúrcuma. O pó utilizado no preparo de alimentos é seguro e não apresenta evidências de risco à saúde. A diferença está na concentração e na biodisponibilidade: suplementos e medicamentos possuem doses muito mais altas e tecnologias que potencializam a absorção da substância pelo organismo.

    Sintomas que exigem atenção médica

    Quem faz uso de suplementos ou medicamentos com cúrcuma deve ficar atento a sinais que podem indicar lesão hepática:

    • Pele ou olhos amarelados (icterícia)
    • Urina muito escura
    • Cansaço excessivo e sem causa aparente
    • Náuseas e dores abdominais

    Ao notar qualquer um desses sintomas, a Anvisa orienta que o uso do produto seja interrompido imediatamente e que o paciente busque avaliação médica. Suspeitas de reações adversas devem ser notificadas pelo sistema VigiMed (para medicamentos) ou e-Notivisa (para suplementos alimentares).

    Medidas já determinadas pela Anvisa

    Como parte das ações preventivas, a agência determinou a atualização das bulas dos medicamentos Motore® e Cumiah®, com a inclusão de avisos de segurança. A autoridade reguladora abrirá um processo de reavaliação técnica do uso das substâncias nos suplementos alimentares e exigirá advertências obrigatórias sobre possíveis efeitos adversos nos rótulos dos produtos.

  • Raiva herbívora: cidades são colocadas em estado de atenção sanitária

    Raiva herbívora: cidades são colocadas em estado de atenção sanitária

    A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) emitiu, nesta quinta-feira (26), um alerta sanitário oficial para a raiva dos herbívoros nos municípios de Piratini, Herval, Pedro Osório, Cerrito, Pinheiro Machado e Canguçu, na região Sul do estado.

    O alerta foi acionado após a confirmação de focos da doença em Piratini e a identificação de um elevado número de agressões a animais na região. A situação se agrava pelo fato de que os refúgios dos morcegos hematófagos,  os chamados morcegos-vampiros, principais transmissores da raiva herbívora, ainda não foram localizados pelas equipes de vigilância.

    Vacinação e monitoramento: as duas frentes de combate

    Segundo o coordenador do Programa de Controle da Raiva Herbívora da Seapi, Wilson Hoffmeister, o combate à doença depende de duas ações simultâneas: o controle dos morcegos transmissores e a vacinação dos rebanhos.

    “Reiteramos a necessidade da vacinação e revacinação dos animais suscetíveis, além da identificação dos refúgios onde ficam os morcegos. Pedimos aos produtores que fiquem atentos a esses dois aspectos”, destacou o coordenador.

    A Seapi orienta que, ao identificar possíveis refúgios de morcegos-vampiros, os produtores não tentem capturá-los por conta própria. A recomendação é comunicar imediatamente a localização à Inspetoria ou ao Escritório de Defesa Agropecuária do município.

    Entre os esconderijos mais comuns da espécie Desmodus rotundus, responsável pela transmissão da raiva, estão:

    • Troncos ocos de árvores
    • Cavernas e fendas de rochas
    • Furnas e túneis
    • Casas e construções abandonadas

    Os Núcleos de Controle da Raiva do Estado realizam exclusivamente a captura dos animais, com equipes treinadas e vacinadas. A mobilização ocorre sempre que há laudo positivo para raiva em herbívoro. Ou quando se registram altos índices de mordedura em bovinos, equinos, ovinos e suínos em uma determinada área.

    Produtores rurais e moradores das cidades em alerta podem acessar informações completas sobre o Programa de Controle da Raiva Herbívora no site oficial da Secretaria da Agricultura do RS: agricultura.rs.gov.br.

  • Atenção produtor:  ciclone traz chuvas intensas ao Sudeste a partir de sexta

    Atenção produtor: ciclone traz chuvas intensas ao Sudeste a partir de sexta

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta para a formação de um ciclone no Sudeste a partir de sexta-feira (30). O sistema deve se formar no litoral e provocar grandes volumes de chuva em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Segundo o Inmet, os acumulados podem superar 100 milímetros na Serra da Mantiqueira. Além disso, o litoral paulista pode registrar volumes acima de 60 milímetros.

    O ciclone também deve intensificar tempestades na cidade de São Paulo durante a sexta-feira. Com isso, há risco de granizo em grande parte do estado paulista. Além disso, municípios vizinhos de Minas Gerais podem registrar granizo, especialmente na região do Triângulo Mineiro.

    No sábado (31), as áreas de chuva devem se concentrar entre o Triângulo Mineiro e o Rio de Janeiro. Nesse período, os acumulados podem superar 100 milímetros em 24 horas. Ao mesmo tempo, há previsão de tempestades localizadas no norte de Santa Catarina, no leste do Paraná e no sul de São Paulo.

    Até o momento, o Inmet indica que o ciclone deve atuar até o início da próxima semana. Assim, o sistema pode favorecer a formação de um canal de umidade entre Espírito Santo e Mato Grosso.

    Frente fria aumenta risco no Sul

    Antes disso, a partir desta quinta-feira (29), a passagem de uma frente fria deve provocar chuvas intensas no Sul.
    O sistema pode causar tempestades isoladas no Paraná e em Santa Catarina. As áreas com maior risco incluem a região metropolitana de Curitiba, o norte catarinense e o Vale do Itajaí. Além disso, a região serrana de Santa Catarina pode registrar raios, granizo e acumulados de até 100 milímetros em 24 horas.

  • Alerta de tempestades que podem estragar plantações no Brasil

    Alerta de tempestades que podem estragar plantações no Brasil

    Após dias de calor intenso, a semana começa com alerta de tempestades em grande parte do país. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a Zona de Convergência do Atlântico Sul influencia o Sudeste. Além disso, a umidade elevada reforça a instabilidade e amplia o risco de chuvas intensas na região.

    O Inmet informa que a Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas no Amapá. Ao mesmo tempo, um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis reduz a formação de chuva no leste do Nordeste.

    Em Santa Catarina e no sudoeste do Paraná, há alerta de chuvas de até 50 milímetros por dia. Entre o norte do Paraná e o sul de São Paulo, o risco inclui queda de granizo. Por isso, o Inmet alerta para danos em lavouras, queda de galhos e possíveis alagamentos.

    No Rio de Janeiro, a máxima pode chegar a 41 °C. Em Teresina, os termômetros podem marcar até 38 °C.

    No Rio Grande do Sul, a segunda-feira começou com sol e poucas nuvens. No entanto, ao longo do dia, a nebulosidade aumenta com pancadas fracas e isoladas. As chuvas atingem principalmente o norte e nordeste do Estado. No Oeste gaúcho, a temperatura máxima pode chegar a 30 °C.

    Em Mato Grosso, Tocantins, Pará, Amazonas e Rondônia, o Inmet prevê chuvas intensas. Nessas áreas, os volumes podem alcançar 50 milímetros diários, com ventos de até 60 quilômetros por hora. Enquanto isso, o restante do país segue com tempo firme e calor intenso.

  • Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    Alerta: Ministério da Agricultura emite nota sobre peste suína africana

    A Espanha confirmou o retorno da peste suína africana após três décadas livre da enfermidade, segundo notificação enviada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Os casos foram registrados em 26 de novembro na província de Barcelona, na Catalunha, com nove javalis infectados identificados até 2 de dezembro. Não há registros em suínos domésticos até o momento.

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a situação de perto. Embora a doença não ofereça riscos à saúde humana, por não ser uma zoonose, as autoridades exigem sua notificação devido ao alto poder de contágio e às graves consequências econômicas para a cadeia produtiva de carne suína.

    Doença devastadora sem vacina ou cura

    A peste suína africana resulta da ação de um vírus de DNA fita dupla da família Asfarviridae, que afeta exclusivamente suídeos domésticos, asselvajados e javalis. Não existe vacina nem tratamento eficaz contra a enfermidade, que pode causar morte súbita, febre alta, hemorragias na pele e órgãos internos.

    O período de incubação varia de 4 a 19 dias. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto entre animais ou pela ingestão de carne contaminada não cozida adequadamente. Carrapatos do gênero Ornithodoros também atuam como vetores, o que torna o controle em ambientes silvestres ainda mais complexo.

    Vírus resistente e múltiplas vias de contágio

    Um dos maiores desafios no combate à doença é a extraordinária resistência do vírus. O agente infeccioso é inativado apenas a 56°C por 70 minutos ou a 60°C por 30 minutos. Ele pode permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, equipamentos e produtos de origem suína sem tratamento térmico adequado.

    Estudos apontam que moscas hematófagas da espécie Stomoxys calcitrans podem transmitir o vírus após se alimentarem do sangue de suídeos contaminados, representando uma rota de infecção mesmo em fazendas com alto nível de biossegurança.

    Brasil livre há 40 anos reforça vigilância

    O Brasil registrou seu primeiro e único surto nos anos 1970, no Rio de Janeiro, quando criadores alimentaram os suínos com restos contaminados vindos da Europa. Porém, erradicou a doença em 1984 por meio de abate sanitário rigoroso.

    Desde então, o país mantém status oficial de área livre, condição estratégica para o setor exportador brasileiro. O Mapa ressalta que a preservação desse reconhecimento internacional depende do cumprimento rigoroso das normas sanitárias e da vigilância contínua sobre a movimentação de pessoas, produtos e materiais procedentes de regiões afetadas.

    A reintrodução da peste suína africana no território nacional teria impactos devastadores para toda a cadeia produtiva. Por isso, o governo mantém protocolos de prevenção atualizados e intensifica as ações de monitoramento, especialmente nas fronteiras e portos de entrada.

    Expansão global preocupa

    A doença permaneceu endêmica na Espanha e Portugal desde 1960 até meados dos anos 1990, quando ambos os países conseguiram a erradicação. Porém, o retorno da enfermidade à região catalã reacende preocupações sobre a circulação do vírus na Europa, onde diversos países enfrentam surtos desde 2007.

    Portanto, a vigilância permanente e a biossegurança nas propriedades rurais seguem como as principais ferramentas de prevenção enquanto não existem vacinas disponíveis no mercado.

    Leia a nota do MAPA

    Brasil permanece livre da doença desde 1984 e não há registro no território nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) foi notificada sobre a ocorrência de peste suína africana (PSA) em javalis na província de Barcelona, região da Catalunha, na Espanha, registrada em 26 de novembro. Este é o primeiro episódio da doença no país desde 1994. Até 2 de dezembro, nove casos foram confirmados, todos restritos a javalis, sem detecção em suínos domésticos.

    A PSA é uma doença viral que afeta suínos domésticos, asselvajados e javalis. Embora não represente risco à saúde humana, por não se tratar de zoonose, é de notificação obrigatória devido ao seu alto poder de disseminação e ao impacto potencial para os sistemas de produção. A presença de carrapatos do gênero Ornithodoros, que podem atuar como vetores, aumenta a complexidade do controle da enfermidade em ambientes silvestres.

    O vírus apresenta elevada resistência no ambiente, podendo permanecer ativo por longos períodos em roupas, calçados, veículos, materiais, equipamentos e em diversos produtos suínos que não passam por tratamento térmico adequado. As principais vias de introdução em áreas livres incluem o contato de animais suscetíveis com objetos contaminados ou a ingestão de produtos suínos contaminados.

    O Brasil permanece oficialmente livre de PSA desde 1984, condição que segue preservada. O Mapa reforça que a manutenção desse status depende do cumprimento das normas sanitárias vigentes e da atenção contínua à movimentação de pessoas, produtos e materiais provenientes de regiões afetadas. A introdução da doença no país traria impactos significativos para a cadeia suinícola, motivo pelo qual o país mantém vigilância reforçada e protocolos de prevenção atualizados.