Tag: agronegócio paulista

  • De Cafelândia a Palmital: conheça 10 cidades paulistas que nasceram do agro

    De Cafelândia a Palmital: conheça 10 cidades paulistas que nasceram do agro

    São Paulo abriga municípios cujos nomes remetem diretamente ao universo do campo: frutas, plantações e elementos ligados à agricultura fazem parte da identidade de diversas cidades do estado. Isso porque a formação de muitas delas passou diretamente pela atividade agropecuária, que impulsionou tanto a ocupação do território quanto o desenvolvimento econômico regional ao longo da história.

    Em alguns casos, o nome reflete os cultivos predominantes no momento da fundação da cidade. Em outros, a associação se tornou apenas uma curiosidade histórica. De qualquer forma, essa relação ajuda a retratar a força e a diversidade do agro paulista, considerado o mais diversificado em produção e exportação do país. Em 2025, o Valor da Produção Agropecuária (VPA) do estado superou R$ 174,6 bilhões, sustentado por cadeias que vão da cana-de-açúcar e da laranja até café, amendoim, carnes e hortaliças.

    A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, aponta que a mudança no perfil produtivo dessas cidades ao longo do tempo demonstra a capacidade de adaptação do setor, que incorporou novas culturas, tecnologias e mercados sem perder sua ligação histórica com o campo.

    “O fato de um município chamado ‘Cafelândia’ hoje produzir cana ou olericultura não é apenas uma curiosidade histórica, mas o resultado de décadas de assistência técnica e do trabalho de extensão rural, que ajudaram o produtor a diversificar seus cultivos e buscar maior rentabilidade. O nome da cidade preserva a memória, mas a atuação da extensão rural no campo garante que o agricultor continue sendo produtivo, independentemente da cultura que ele cultiva hoje”, afirma Ricardo Pereira, diretor da CATI.

    Bananal

    Parece óbvio associar Bananal à banana ou a um bananal, termo que designa uma plantação de bananeiras. Contudo, o nome da cidade tem origem na palavra indígena “Banani”, que significa rio sinuoso em tupi-guarani. No município, não existe plantio comercial da fruta, pois as áreas de cultivo são muito pequenas. O que predomina, na verdade, é a produção de leite. Ainda assim, Bananal está localizado no Vale do Paraíba, segunda maior região produtora de banana do estado de São Paulo.

    Batatais

    Existem algumas versões históricas para a origem do nome Batatais. A mais aceita remete ao período colonial e associa o nome aos índios caiapós, habitantes naturais da região. Segundo os relatos, os primeiros bandeirantes encontraram extensas plantações de batata-doce durante a busca por ouro, e esse encontro teria dado origem ao nome da cidade. Hoje, porém, não há mais produção relevante da cultura. Atualmente, a cana-de-açúcar domina o município, ocupando cerca de 50 mil hectares de um território total de 83 mil hectares.

    Cafelândia

    O nome de Cafelândia surgiu da intensa produção cafeeira da região durante sua fundação, no início do século XX, e significa literalmente “Terra do Café”. O município iniciou sua trajetória agrícola com o café arábica e ainda mantém áreas dedicadas à cultura, embora em menor escala: cerca de 220 hectares cultivados. Atualmente, a cana-de-açúcar ocupa a maior parte da atividade agrícola local, seguida pela pecuária de corte, pelo café e pela olericultura.

    Canas

    O município de Canas recebeu esse nome em referência à antiga Fazenda das Canas, área destinada ao assentamento de imigrantes italianos e ao cultivo de cana-de-açúcar no Vale do Paraíba. Embora a cultura tenha marcado a origem econômica e histórica da cidade, ela não deixou produção relevante nos dias atuais. Hoje, o município concentra suas principais atividades na produção de arroz e leite.

    Jaboticabal

    O nome de Jaboticabal tem origem na grande quantidade de jabuticabeiras que existiam na região durante sua ocupação, no início do século XIX. O termo designa um local com muitas árvores dessa fruta, assim como “canavial” remete às áreas de cana-de-açúcar. Atualmente, as jabuticabeiras aparecem sobretudo em praças e quintais, enquanto a cana-de-açúcar e o amendoim lideram a produção agrícola do município.

    Laranjal Paulista

    A origem do nome de Laranjal Paulista remonta às rotas de tropeiros do início do século XVII. Durante as viagens rumo a Sorocaba, eles costumavam descansar às margens de um ribeirão cercado por laranjeiras, que ficou conhecido como ribeirão dos laranjais. Embora nunca tenha havido produção comercial expressiva da fruta no município, Laranjal Paulista integra a região sorocabana, atualmente líder na produção paulista de laranja — com 76,8 milhões de caixas de 40,8 quilos destinadas tanto ao consumo in natura quanto à indústria.

    Limeira

    Uma das versões históricas associa o nome de Limeira à presença marcante de árvores cítricas, as limeiras, que produzem limas, frutas semelhantes ao limão. Essas árvores serviam de ponto de parada para tropeiros e bandeirantes no século XVIII. Além dessa origem curiosa, o município carrega importância estratégica para a citricultura brasileira: até a década de 1960, Limeira ostentava o título de “Capital da Laranja” e, hoje, é reconhecida como o “Berço da Citricultura Nacional”.

    Palmital

    Palmital deve seu nome à abundância de palmeiras da espécie Euterpe edulis encontradas na região durante sua colonização, por volta de 1886. A área era marcada pela presença do palmito-juçara, espécie típica da Mata Atlântica. Atualmente, porém, o município não ocupa posição de destaque na produção de palmito.

    Pitangueiras

    O município de Pitangueiras recebeu esse nome pela grande quantidade de pitangueiras encontradas na região durante sua fundação, entre 1858 e 1881. Hoje, não existem mais plantios relevantes da fruta na cidade, e a cana-de-açúcar passou a dominar a atividade agrícola local.

    Vinhedo

    O nome de Vinhedo tem origem na forte presença de parreirais na região durante o processo de colonização e desenvolvimento agrícola da cidade, a partir do século XVII. O termo designa justamente uma área cultivada com videiras para a produção de uvas. Atualmente, a produção da fruta no município é quase inexistente. Ainda assim, Vinhedo integra a região de Campinas, segunda maior produtora de uva de mesa do estado, com 40,1 milhões de quilos.

  • Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    Agronegócio paulista supera US$ 6,45 bilhões de superávit

    O agronegócio paulista fechou os quatro primeiros meses de 2026 com superávit de US$ 6,45 bilhões no comércio exterior. O setor exportou US$ 8,47 bilhões e importou US$ 2,02 bilhões entre janeiro e abril, consolidando São Paulo como o segundo maior exportador do agro nacional, com 15,5% de participação. Atrás apenas de Mato Grosso (20,7%).

    O agronegócio também respondeu por 39% do total das exportações do estado no período, enquanto as importações do setor representaram 7,1% do total estadual.

    “O agro paulista segue mostrando sua força mesmo em um cenário internacional desafiador. O crescimento das exportações de carnes, soja e produtos florestais mostra a competitividade do nosso produtor, a qualidade da nossa produção e a capacidade de São Paulo de seguir abrindo mercados e gerando superávit para a economia brasileira”, afirmou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho.

    Abril cresce 10,4% na comparação anual

    Só em abril de 2026, o agro paulista exportou US$ 2,40 bilhões, resultado 10,4% superior ao do mesmo mês de 2025. O diretor da APTA, Carlos Nabil, destacou a recuperação do setor: “Apesar das oscilações do mercado internacional, abril mostrou recuperação nas exportações do agro paulista, com destaque para carnes, produtos florestais e soja.”

    O complexo sucroalcooleiro liderou as exportações, com US$ 1,85 bilhão (21,8% do total). O açúcar dominou o segmento, com 94,1% das receitas, e o etanol respondeu pelos demais 5,9%.

    Fonte: elaborado pelo IEA-APTA a partir dos dados do COMEXSTAT do MDIC.

    Na sequência, o setor de carnes movimentou US$ 1,42 bilhão (16,7%), com a carne bovina correspondendo a 82,9% desse valor. Os produtos florestais geraram US$ 1,14 bilhão (13,5%), impulsionados pela celulose (66,3%) e pelo papel (27,9%).

    O complexo soja somou US$ 1,08 bilhão (12,8%), com a soja em grão representando 85,3% e o farelo de soja, 9,1%. Os sucos alcançaram US$ 671,82 milhões (7,9%), com o suco de laranja respondendo por 96,5% do total.

    Juntos, esses cinco grupos concentraram 72,9% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,6% de participação e US$ 556,52 milhões em receitas. Sendo 68,4% de café verde e 27,5% de café solúvel.

    O que cresceu e o que recuou?

    Na comparação com o mesmo período de 2025, os produtos florestais avançaram 18,7%, as carnes cresceram 16,8% e o complexo soja subiu 9,2%. No lado negativo, os sucos recuaram 39,7%, o café caiu 14,9% e o setor sucroalcooleiro recuou 14,8%. As oscilações refletem tanto variações de preço quanto mudanças nos volumes exportados.

    A China segue como principal destino, absorvendo 27% das exportações do agro paulista, especialmente soja, carnes, produtos florestais e fibras têxteis. A União Europeia ocupa o segundo lugar, com 15,3% de participação, seguida pelos Estados Unidos, com 10,3%.

  • Volta da crise hídrica? Reservatórios da grande SP despencam para 55,3%

    Volta da crise hídrica? Reservatórios da grande SP despencam para 55,3%

    Os reservatórios que abastecem a Grande São Paulo registram queda alarmante nos níveis. O volume útil dos sistemas chegou a 55,3% do ideal nesta semana de abril de 2026. Assim, a seca persistente, agravada pelo calor intenso e aumento no consumo de água, gera pressão extra sobre produtores rurais, indústrias e a população da região metropolitana.

    Níveis críticos nos mananciais

    O Sistema Cantareira, essencial para cerca de 9 milhões de habitantes, continua como o mais preocupante, com apenas 43,1% de sua capacidade. Portanto, chuvas irregulares de março não conseguiram reverter a tendência de queda, mesmo com alguma melhora em fevereiro. Além disso, a Sabesp mantém restrições noturnas na pressão da água desde agosto do ano passado, o que já economizou 103 bilhões de litros até o momento.

    Represa Jaguari-Jacareí, que compõe o sistema Cantareira, com apenas 45,8% de sua capacidade máxima.
    (Foto: Reprodução/Danilo Verpa)

    Por outro lado, o Sistema Integrado Metropolitano como um todo soma esses 55,3%, operando na faixa 2 de contingência. Assim, níveis abaixo de 57,23% ativam protocolos de alerta automático. No Alto Tietê, por exemplo, os reservatórios giram em torno de 53%, enquanto Guarapiranga e Rio Grande apresentam melhora relativa, embora ainda insuficiente.
    A situação exige monitoramento diário para evitar agravamento, especialmente com o consumo disparando até 60% em picos de calor.

    Impacto direto no agronegócio paulista

    Produtores de hortaliças, frutas e cultivos irrigados na Grande SP já sentem os efeitos da estiagem prolongada. Afinal, essa seca figura entre as piores dos últimos dez anos e compromete plantações periurbanas com frequência crescente. Indústrias agroindustriais, por sua vez, enfrentam racionamento indireto que eleva custos operacionais de forma significativa.

    O governo estadual alerta para o consumo consciente da população a fim de evitar perdas maiores na rede e no abastecimento geral. Sem adesão ampla, perdas por vazamentos e mau uso podem acelerar o colapso dos mananciais, como ocorreu em crises passadas. Para o setor agropecuário, portanto, os riscos se multiplicam: safras reduzidas demandam mais bombeamento de água, encarecendo a produção em um momento delicado para o mercado paulista.

    Plano de contingência ganha reforço

    Medidas como a diminuição de pressão por 8 horas noturnas seguem ativas em diversos municípios da região. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Regional monitora transposições entre bacias para decisões técnicas rápidas e eficazes. Historicamente, os reservatórios já caíram abaixo de 20% no início do ano, com recuperação parcial graças a chuvas esporádicas em março.

    No entanto, as chuvas de outono agora se tornam cruciais para qualquer alívio real e sustentável. A Arsesp, por exemplo, só avalia afrouxar restrições após 14 dias de estabilidade nos níveis. Assim, a Sabesp intensifica campanhas de uso racional, recomendando banhos rápidos e evitando desperdícios em piscinas ou lavagens. Para o público do agroemcampo, fica o questionamento: esses volumes baixos, pressionados por calor e estiagem, prenunciam o retorno da crise hídrica de 2014-15?

  • Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    Faesp/Senar aposta em inovação e capacitação na Agrishow

    O Sistema Faesp/Senar participa da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto, com um estande institucional de 300 metros quadrados voltado ao acolhimento de produtores rurais e à articulação do setor. A estrutura funciona como ponto estratégico para encontros, troca de experiências e difusão de conhecimento, com o objetivo de fortalecer o agronegócio paulista por meio da inovação e da capacitação.

    No local, produtores, lideranças e especialistas se reúnem para discutir demandas do campo. Além disso, o espaço estimula parcerias e amplia o acesso a informações técnicas. Dessa forma, o Sistema reforça sua atuação no desenvolvimento produtivo e gerencial no campo.

    Durante a feira, o Senar/SP mobiliza mais de 180 caravanas em parceria com sindicatos rurais e o Sebrae. Ao todo, cerca de 8 mil pequenos e médios produtores participam da iniciativa. Esses visitantes têm acesso direto a tecnologias, soluções e oportunidades do setor. Assim, o conhecimento apresentado na feira chega a diferentes regiões do estado.

    Outro ponto relevante é a presença de 600 alunos de 40 turmas do programa Jovem Empreendedor do Agro (JEA). Os estudantes participam das atividades acompanhados pelos sindicatos. Com isso, o programa fortalece a formação de novas lideranças e incentiva o empreendedorismo rural.

    Além das atividades técnicas, o estande recebe apresentações culturais diárias. Duplas de violeiros formadas pelo Senar-SP se apresentam ao longo do evento. A iniciativa valoriza a cultura do campo e evidencia talentos desenvolvidos nos cursos da instituição.

    Centros de excelência impulsionam inovação no campo

    A Agrishow também serve como vitrine para os Centros de Excelência da Faesp. Essas estruturas atuam na formação técnica, na inovação e na pesquisa aplicada. Entre os destaques está o Centro de Excelência em Cana-de-Açúcar e Bioenergia, em Ribeirão Preto.

    A unidade deve iniciar as atividades no segundo semestre. O espaço terá foco educacional e tecnológico. Serão oferecidos cursos do e-Tec em Agricultura e Agronegócio. Além disso, está previsto um curso técnico de especialização em cana-de-açúcar. O conteúdo aborda desde a escolha da área até a colheita. O foco está no aumento da produtividade e na redução de custos.

    Ao mesmo tempo, o projeto inclui debates sobre bioenergia e combustíveis alternativos. Entre os temas estão biodiesel e combustível sustentável de aviação (SAF). Esse debate ocorre em meio à pressão internacional sobre custos de produção, especialmente fertilizantes, defensivos e diesel.

    Foto: Faesp/ Divulgação

    O Sistema também apresenta a rede de centros distribuídos pelo estado. As unidades atuam em áreas estratégicas. Entre elas estão Internet das Coisas, Big Data, bioinsumos e turismo rural, em São Roque. Há ainda agricultura familiar, em Mirante do Paranapanema, e culturas como cacau, banana e pupunha, em Miracatu. Outras frentes incluem agroindústria e irrigação, em Avaré, além de genética da bovinocultura de leite e de corte, em São José do Rio Preto e Barretos. Na capital, o foco está na agricultura urbana.

    Mulheres ampliam protagonismo no agro

    A Comissão Semeadoras do Agro participa de toda a programação com um espaço exclusivo no estande. O local promove acolhimento, networking e troca de experiências. Dessa maneira, o grupo fortalece a presença feminina no setor.

    A presidente Juliana Farah acompanha as atividades ao longo da feira. Na Arena Agrishow Para Elas, o espaço “Semear é Cuidar” oferece serviços de saúde e bem-estar. Entre eles estão testes de glicemia, aferição de pressão arterial e bioimpedância.

    Além disso, oito expositoras participam em sistema de revezamento. A ação amplia a visibilidade do empreendedorismo feminino rural. Outro destaque é o Encontro Mulheres do Agro em Ação, marcado para 29 de abril. A expectativa é reunir cerca de 650 participantes.

    O evento ocorre em Ribeirão Preto e reúne diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio.

  • Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025

    Produção paulista de tilápia cresce 4% e alcança 54 mil toneladas em 2025

    A produção de tilápia em São Paulo cresceu 4% em volume durante 2025, segundo dados preliminares do Valor da Produção da Aquicultura Paulista. O estado alcançou 54,17 mil toneladas do pescado e registrou faturamento de R$ 494,11 milhões no período. As informações vêm do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

    São Paulo mantém a segunda posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás apenas do Paraná. A piscicultura paulista consolida-se como um dos pilares dinâmicos do agronegócio estadual, com perspectivas otimistas para os próximos meses.

    Tanques-rede em reservatórios concentram 75% da produção estadual

    A tecnologia de criação em tanques-rede impulsionou o crescimento da produção e da produtividade da tilápia no estado. Atualmente, esse sistema de cultivo concentra-se principalmente nos grandes reservatórios hidrelétricos do oeste paulista e já responde por mais de 75% do volume total produzido.

    O levantamento da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e do IEA contabilizou mais de 12 mil unidades de tanques-rede em operação durante 2024. Os viveiros escavados, por sua vez, mantêm relevância no planalto e na região da Mantiqueira, onde atendem tanto a produção comercial quanto o mercado de pesque-pague.

    “Espera-se que as condições climáticas favoráveis de temperatura e luminosidade impulsionem a produção no segundo semestre, podendo reverter a queda no valor total da produção deste cálculo preliminar”, destaca artigo científico publicado no site do IEA.

    Frigoríficos paulistas ampliam capacidade de processamento e aproveitamento

    A estrutura de processamento paulista mostra-se robusta: 21 frigoríficos concentram 86% do abate estadual. Parte da produção ainda segue para abatedouros em estados vizinhos, como Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

    Celso Vegro, diretor da Divisão de Estatística, Economia e Políticas Públicas em Agricultura do IEA, aponta o potencial de expansão do setor. “Colabora imensamente a esse crescimento da produção a instalação de grandes frigoríficos especializados no abate e processamento da tilápia (filetagem) com aproveitamento do couro para outros usos, inclusive, para o tratamento de queimaduras de primeiro grau”, explica.

    Pesquisa científica impulsiona produtividade e qualidade dos peixes

    O pesquisador do IEA, Eder Pinnati, destaca que a pesquisa científica tem contribuído para a melhoria da produtividade e da qualidade dos peixes criados no estado. “São diversos desafios que vão desde a qualidade da água até a gestão da cadeia que estão sendo estudados concomitantemente, e o IEA inicia o acompanhamento e divulgação de dados e informações da cadeia produtiva da tilápia”, afirma.

    Diante da relevância e intensificação da atividade na agropecuária paulista, a tilápia entrou no Valor da Produção Agropecuária (VPA) em 2025. O indicador, elaborado desde 1948, gera um ranking de relevância econômica para os produtos do setor e serve de base para análises, planejamento e formulação de políticas públicas.

    O setor segue atraindo novos investimentos, com aumento contínuo no número de criatórios cadastrados pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA). Como a maior parte do abastecimento paulista ainda vem de outros estados, há potencial de expansão bastante favorável para o incremento e intensificação das criações de tilápias, segundo Vegro.

    Paulistas consomem tilápia abaixo do recomendado pela OMS

    A tilápia lidera a preferência dos paulistas entre os pescados, seguida por salmão, pescada e atum. O alto custo da proteína, porém, limita o consumo. Os dados fazem parte de pesquisa recente do Instituto de Oceanografia (IO) da USP, em parceria com o Instituto de Pesca do Estado de São Paulo (IP-APTA).

    O estudo mostra que o consumo de peixes, crustáceos e moluscos no estado está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em média, os paulistas consomem esses alimentos apenas de uma a três vezes por mês. Enquanto a OMS sugere o consumo pelo menos duas vezes por semana.

    Celso Vegro destaca o potencial de crescimento do consumo. “Em razão dessa maior demanda objetiva, a estrutura produtiva paulista está reagindo positivamente em exemplo do clássico econômico em que a demanda faz a oferta”, explica o pesquisador.

  • Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    Saiba como o agro paulista alcançou superávit bilionário em 2025

    O agronegócio paulista consolidou-se como o motor das exportações estaduais e um pilar fundamental para a economia brasileira em 2025. Em um ano marcado por instabilidade internacional e a imposição do “tarifaço” norte-americano, o setor fechou o exercício com um superávit comercial robusto de US$ 23,09 bilhões. Os dados, compilados pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, revelam a resiliência e a força do campo paulista.

    As exportações do agro somaram US$ 28,82 bilhões no ano, respondendo por 40,5% de tudo o que São Paulo vendeu ao exterior. Já as importações do setor foram de US$ 5,73 bilhões, equivalentes a apenas 6,6% do total estadual. “As exportações de 2025 registraram o segundo maior resultado de toda a série histórica.

    São números bastante expressivos, que geram desenvolvimento, empregos e fortalecem a economia do estado”, destacou Carlos Nabil Ghobril, diretor da APTA.

    No ranking nacional do agronegócio, São Paulo reafirmou sua importância ao ser responsável por 17% das exportações do setor no Brasil, ocupando a segunda colocação entre todos os estados, atrás apenas de Mato Grosso (17,3%).

    Açúcar, carne e laranja no topo da Pauta

    A pauta de exportações foi liderada pelo complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), com 31% do total e US$ 8,95 bilhões, seguido pelo setor de carnes (15,4% / US$ 4,43 bi) e pelos sucos (10,4% / US$ 2,98 bi), com predomínio esmagador do suco de laranja. Produtos florestais (celulose e papel) e o complexo soja completam o top 5, que, juntos, concentraram 75,1% das vendas externas do agro paulista.

    O café foi o grande destaque em crescimento, com aumento de 42,1% nas exportações na comparação com 2024. As carnes também tiveram desempenho forte (+24,2%). Por outro lado, grupos como o sucroalcooleiro (-28,4%) e produtos florestais (-5,2%) registraram retração, reflexo das oscilações nos mercados internacional e de preços.

    China consolida liderança; EUA sofrem com tarifas

    A China se manteve como o principal destino das exportações, absorvendo 23,9% do total. A União Europeia (14,4%) aparece em segundo lugar. Já os Estados Unidos (12,1%) sentiram diretamente o impacto das tarifas impostas a partir de agosto, com quedas mensais acentuadas nas exportações a partir daquele mês – chegando a uma retração de 54,9% em novembro.

    A estratégia de diversificação de mercados mitigou parte do prejuízo, com aumento de vendas para países como México, Canadá e Argentina. A perspectiva para 2026 é de recuperação, especialmente após o anúncio da retirada das tarifas para itens como café, sucos, frutas tropicais e carne bovina em novembro. “Nos últimos três anos, as exportações para os Estados Unidos apresentaram crescimento consistente. O que reforça a perspectiva de retomada do fluxo comercial”, avalia José Alberto Ângelo, pesquisador do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA).

  • Agronegócio paulista registra superávit de US$ 21 bilhões em 2025

    Agronegócio paulista registra superávit de US$ 21 bilhões em 2025

    O agronegócio paulista fechou os primeiros onze meses de 2025 com um superávit comercial de US$ 21,07 bilhões, consolidando São Paulo como um dos principais polos de exportação agrícola do Brasil. Os dados revelam que as exportações do setor somaram US$ 26,35 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 5,28 bilhões no período.

    As vendas externas do agronegócio representaram 40,6% do total exportado pelo estado paulista entre janeiro e novembro, demonstrando a relevância do setor para a economia regional. Já as importações agrícolas corresponderam a 6,6% do volume total importado por São Paulo no mesmo período.

    Políticas públicas impulsionam resultados

    Segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, o desempenho positivo é resultado de investimentos estratégicos em ciência, infraestrutura e desburocratização.

    “O desempenho do agro paulista mostra que São Paulo está na direção certa. Investir em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. Assim, São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir”, afirmou Piai.

    O secretário também destacou expectativas positivas para o fechamento de 2025 e para o desempenho do setor em 2026.

    Complexo sucroalcooleiro lidera exportações

    O complexo sucroalcooleiro manteve-se como principal produto da pauta exportadora paulista, respondendo por 31,3% das vendas externas do agronegócio estadual, com receita de US$ 8,2 bilhões. Dentro deste segmento, o açúcar representou 93% do total, enquanto o álcool etílico (etanol) correspondeu aos 7% restantes.

    O setor de carnes ocupou a segunda posição no ranking, com 15,2% de participação e US$ 4 bilhões em exportações. A carne bovina foi responsável por 85,1% desse montante.

    Os produtos florestais ficaram em terceiro lugar, com 10,5% de participação e US$ 2,7 bilhões exportados. A celulose representou 56,2% desse total, seguida pelo papel, com 35,1%.

    O segmento de sucos alcançou 9,9% das exportações, totalizando US$ 2,6 bilhões, dos quais 97,8% referem-se ao suco de laranja. Já o complexo soja registrou 8,6% de participação, com US$ 2,2 bilhões exportados – sendo 78,3% em soja em grão e 16,1% em farelo de soja.

    Juntos, esses cinco grupos representaram 75,5% das exportações do agronegócio paulista no período.

    Café ganha destaque com crescimento de 39%

    O café apareceu na sexta posição da pauta exportadora, com 6,2% de participação e receita de US$ 1,6 bilhão. O café verde respondeu por 76,7% desse valor, enquanto o café solúvel representou 19,5%.

    Na comparação com o mesmo período de 2024, o setor cafeeiro registrou o maior crescimento entre os principais produtos, com alta de 39,2% nas vendas. O setor de carnes também apresentou desempenho positivo, com aumento de 24,1%, assim como o complexo soja, que cresceu 1,3%.

    Por outro lado, o complexo sucroalcooleiro teve queda de 29,6%, produtos florestais recuaram 4,8% e o segmento de sucos registrou redução de 4,9% nas receitas de exportação.

    China lidera destinos das exportações paulistas

    A China consolidou-se como principal destino das exportações do agronegócio paulista, com 24,4% de participação. O país asiático importa principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais de São Paulo.

    A União Europeia ocupou a segunda posição, com 14,3% de participação nas vendas externas, seguida pelos Estados Unidos, com 11,8%.

    Tarifas americanas impactam exportações

    As exportações para os Estados Unidos sofreram impacto significativo após a implementação de tarifas adicionais pelo país em agosto de 2025. Os dados mostram quedas progressivas nos embarques: 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro.

    “Até julho vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas a partir de setembro houve uma desaceleração que se acentuou em novembro”, explicou Carlos Nabil, diretor da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta).

    Nabil destacou que a queda foi parcialmente compensada pela diversificação de mercados, com aumento de vendas para China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.

    Em 20 de novembro, o presidente Donald Trump anunciou a retirada de tarifas sobre produtos brasileiros como café, chá, frutas tropicais, sucos de frutas, cacau, especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. A expectativa é de melhora no fluxo de embarques nos próximos meses.

    São Paulo é segundo maior exportador do agro nacional

    No cenário nacional, São Paulo manteve posição de destaque como segundo maior exportador do agronegócio brasileiro, respondendo por 17% das vendas externas do setor no país entre janeiro e outubro de 2025. O estado aparece logo atrás de Mato Grosso, que registrou 17,3% de participação.

    Sobre as perspectivas para 2026, Carlos Nabil ressaltou que as projeções dependem do comportamento das principais cadeias produtivas. “É algo que precisa ser analisado setor a setor, com base nas previsões específicas de cada safra”, afirmou.

  • Agronegócio paulista tem superávit de US$ 14,76 bi em oito meses

    Agronegócio paulista tem superávit de US$ 14,76 bi em oito meses

    O agronegócio paulista alcançou um superávit de US$ 14,76 bilhões nos oito primeiros meses de 2025. O resultado devido às exportações de US$ 18,62 bilhões e das importações de US$ 3,86 bilhões. O desempenho se destaca como o primeiro levantamento após a imposição de tarifas pelos Estados Unidos às importações brasileiras, em agosto. Isso demonstra resiliência do setor, responsável por 40,4% das exportações e 6,7% das importações do estado, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

    Crescimento impulsionado por café, carne e suco

    “O crescimento foi alavancado pelo café e a carne, demonstrando que a produção de São Paulo é diversificada e está preparada para possíveis períodos de instabilidade. O resultado do superávit comprova a seriedade da gestão do estado”, afirma Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    Entre janeiro e agosto de 2025, o complexo sucroalcooleiro liderou as exportações com US$ 5,45 bilhões (29,3%), seguido por carnes com US$ 2,69 bilhões (14,5%), produtos florestais com US$ 1,98 bilhão (10,7%), soja com US$ 1,95 bilhão (10,5%) e sucos com US$ 1,91 bilhão (10,3%). Houve aumento nas vendas de café (+44,5%), carnes (+27,8%) e sucos (+7,8%), enquanto complexo sucroalcooleiro (-34,6%), produtos florestais (-3,2%) e soja (-2,1%) registraram queda.

    Principais destinos e relevância nacional

    A China segue como maior importadora, com 24,3% das compras, seguida pela União Europeia (14,3%) e Estados Unidos (13,4%). O agronegócio paulista responde por 16,7% das exportações do setor no Brasil, ficando atrás apenas de Mato Grosso (17,7%) e à frente de Minas Gerais (11,5%).

    Medidas de suporte às cadeias produtivas

    Para fortalecer o setor, o Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) intensificou a compra pública de café, com 8 toneladas adquiridas em 2025, abastecendo escolas, hospitais e outros prédios públicos. Além disso, o governo oferece crédito especial via Desenvolve SP, liberação de ICMS e busca abrir novos mercados para os produtos paulistas.

    Segundo Piai, a diversificação da produção e a busca por novos mercados tornam o estado mais preparado para enfrentar instabilidades internacionais e fortalecer o agronegócio como pilar da economia paulista.

  • Sebrae lança nova edição do Speed Agro para Agtechs paulistas

    Sebrae lança nova edição do Speed Agro para Agtechs paulistas

    O Sebrae for Startups inicia, de outubro de 2025 a maio de 2026, a nova edição do Speed Agro, programa de aceleração gratuito voltado a Agtechs paulistas. A iniciativa apoia startups na estruturação de produtos, modelos de negócio e estratégias de vendas, além de ampliar a presença dessas empresas em mercados estratégicos.

    Seleção e requisitos

    Serão selecionadas até 30 startups com CNPJ em São Paulo, modelo de negócio validado, faturamento médio de R$ 5 mil nos últimos seis meses e pelo menos um sócio atuando em tempo integral.

    Benefícios do programa

    As empresas terão acesso a:

    • Mentorias especializadas, workshops e visitas técnicas;
    • Rodadas de negócios e feiras do setor, com exposição gratuita em eventos como Agrishow, Expocitrus, GAFF, Hortitec e Expopinda;
    • Testes em campo por meio do Farmlab da Agnest, em Campinas;
    • Meetups em cinco cidades estratégicas do corredor do agronegócio;
    • Conexão com mais de 60 parceiros e acesso a rede de mentores e 150 Agentes Locais de Inovação (ALI Rural);
    • Preparação para captação de investimentos.

    Resultados da edição anterior

    Dados da edição passada mostram resultados expressivos: 20% de aumento no faturamento, 17% de crescimento na base de clientes, 9% de evolução em maturidade de negócios e mais de R$ 10 milhões em negócios gerados durante as feiras.

    Como se inscrever

    As inscrições para o Speed Agro 2025/2026 estão abertas até 14 de setembro de 2025. A oportunidade é ideal para Agtechs que desejam conectar-se ao ecossistema do agronegócio paulista e alavancar seus negócios.

    Serviço:

    Período: outubro de 2025 a maio de 2026
    Inscrições até: 14/09/2025
    Mais informações: SPEED AGRO | SEBRAE FOR STARTUPS

  • Conheça a maior fazenda produtora de leite do Brasil

    Conheça a maior fazenda produtora de leite do Brasil

    No coração do interior paulista, na cidade de Araras, está localizada a maior fazenda produtora de leite do Brasil. A Fazenda Colorado conquistou o primeiro lugar no Ranking TOP 100 2025 da MilkPoint, produzindo impressionantes 36,2 milhões de litros de leite por ano, com uma média diária de 98 mil litros.

    A propriedade, que conta com mais de 2 mil vacas holandesas, representa um marco na pecuária leiteira nacional. Segundo dados do levantamento, a produção atual é 61% superior ao volume registrado quando a fazenda alcançou a liderança pela primeira vez, demonstrando o crescimento exponencial do setor.

    Três estados dominam o top 10

    O estado de São Paulo abriga a maior fazenda leiteira do país, mas Minas tem mais cidades entre as 10, que é completada com três fazendas do Paraná.

    1º lugar: Fazenda Colorado – Araras, São Paulo (SP)

    Produção média diária: 98.921 litros

    2º lugar: Melkstad Agropecuária – Carambeí, Paraná (PR)

    Produção média diária: 94.782 litros

    3º lugar: Orostrato Olavo Silva Barbosa/Espólio – Itirapina, São Paulo (SP)

    Produção média diária: 92.722 litros

    4º lugar: Sekita Agronegócio – São Gotardo, Minas Gerais (MG)

    Produção média diária: 80.935 litros

    5º lugar: Júlio André Oliveira – Tiros, Minas Gerais (MG)

    Produção média diária: 71.148 litros

    6º lugar: Agrindus – Descalvado, São Paulo (SP)

    Produção média diária: 63.383 litros

    7º lugar: Albertus Frederick Wolters – Castro, Paraná (PR)

    Produção média diária: 62.649 litros

    Foto: Divulgação – Portal Gov.br

    8º lugar: José Henrique Pereira – Três Corações, Minas Gerais (MG)

    Produção média diária: 62.649 litros

     

    9º lugar: Fazenda Reunidas ACP, Filhos e Netos – Carmo do Rio Claro, Minas Gerais (MG)

    Produção média diária: 58.127 litros

    10º lugar: Marcos EPP – Agropecuária Régia – Palmeira, Paraná (PR)

    Produção média diária: 57.647 litros

    Crescimento e perspectivas do setor

    José de Carvalho, gerente de pecuária da Fazenda Colorado, destaca a importância dos últimos anos para o crescimento do setor. “Vejo como fundamental a construção de políticas e programas que incentivem a organização da cadeia produtiva como um todo, sempre em parceria com a Secretaria da Agricultura, órgãos públicos e entidades do setor”, afirma.

    A produção de leite no Brasil alcançou cerca de 25,38 bilhões de litros em 2024, representando um crescimento de 3,1% em relação ao ano anterior, de acordo com dados oficiais do IBGE e da MilkPoint. Esse volume faz de 2024 o segundo maior ano da série histórica da produção nacional formal de leite.

    Minas Gerais permanece como o maior estado produtor, seguido por Paraná e Santa Catarina, com a região Sul respondendo por 40,6% da captação do leite formal no país, enquanto o Sudeste responde por 36,2%. A atividade leiteira está presente em 98% dos municípios brasileiros, mostrando a importância econômica e social dessa cadeia produtiva.

    O Brasil se consolida como o terceiro maior produtor mundial de leite, com um mercado interno forte e crescente, sustentado por mais de 1 milhão de propriedades produtoras de leite que empregam aproximadamente 4 milhões de pessoas. A crescente adoção de tecnologia e melhorias na gestão são apontadas como fatores essenciais para a continuidade do crescimento sustentável do setor até 2030.

    Esses dados ressaltam a relevância do setor leiteiro para a economia brasileira e o papel crucial na geração de renda, empregos e na oferta de alimentos essenciais para a população.