Tag: Agricultura

  • Mandioca, aipim ou macaxeira? Produção é lucrativa não importa o nome

    Mandioca, aipim ou macaxeira? Produção é lucrativa não importa o nome

    O Brasil é o maior produtor mundial de mandioca, com uma produção anual de aproximadamente 21 milhões de toneladas, de acordo com o IBGE. A cultura da mandioca é uma fonte significativa de renda para muitos agricultores, especialmente os pequenos produtores. A rentabilidade varia conforme a região e a tecnologia aplicada, mas em média, a lucratividade pode chegar a R$ 3.000 por hectare.

    A mandioca, também conhecida como aipim, é uma das culturas mais importantes do Brasil, destacando-se pela sua versatilidade e valor econômico. Segundo dados da Embrapa, a produção de mandioca no Brasil é robusta, com diversas variedades adaptadas a diferentes regiões. No Nordeste, a Embrapa destaca as variedades “BRS Kiriris” e “BRS Poti Branca” por sua alta produtividade e resistência a pragas. No Centro-Sul, recomenda as variedades “IAC 576-70” e “IAC 14-18” devido à sua qualidade e rendimento.

    Melhoria Genética e Sustentabilidade

    A Embrapa melhora continuamente a genética da mandioca para aumentar a produtividade e a resistência a doenças. Sendo assim, emprega técnicas como a seleção de clones e a biotecnologia para desenvolver variedades que atendam às necessidades específicas de cada região. Essas iniciativas, portanto, contribuem para a sustentabilidade e a eficiência da produção.

    Mandioca, aipim ou macaxeira? Como é conhecido em sua região?

    A indústria utiliza amplamente a mandioca tanto no setor alimentício quanto no não alimentício. No setor alimentício, por exemplo, a mandioca é transformada em produtos como farinha, polvilho, tapioca e amidos modificados, os quais são essenciais para a produção de pães, biscoitos e outros alimentos. Por outro lado, no setor não alimentício, a mandioca é utilizada na fabricação de papel, adesivos e bioenergia.

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    O mercado de mandioca no Brasil está em constante crescimento, impulsionado tanto pela demanda interna quanto pela externa. Além disso, a diversificação dos produtos derivados e o investimento em tecnologias de produção sustentável são tendências que devem, assim, continuar a alavancar o setor nos próximos anos. Consequentemente, isso garantirá benefícios econômicos e sociais para os produtores brasileiros.

  • Milho cai em Julho

    Milho cai em Julho

    Os preços do milho registraram queda na primeira semana de julho, devido ao aumento da oferta no mercado spot e às desvalorizações externas, conforme relatado por pesquisadores do CEPEA.

    A colheita da segunda safra avança bem, e muitos consumidores brasileiros preferem aguardar novas quedas de preços antes de adquirir grandes volumes. Apesar disso, alguns vendedores ainda esperam por uma recuperação dos preços, fundamentando-se na menor produção nesta temporada e nas condições climáticas desfavoráveis, como as enchentes no Rio Grande do Sul e a seca no Sudeste e em partes do Centro-Oeste.

    Últimos 12 Meses

    Nos últimos 12 meses, o preço do milho no Brasil passou por variações significativas, influenciadas por fatores internos e externos. No início deste período, os preços estavam em alta devido à forte demanda e à oferta restrita, resultado de problemas climáticos como a seca no Sudeste e enchentes no Sul.

    Primeiro Semestre de 2023:

    • Alta dos Preços: A oferta limitada e a forte demanda do setor de rações e exportações mantiveram os preços elevados.
    • Impacto Climático: Condições climáticas adversas afetaram a safra de verão, restringindo a oferta no mercado interno.

    Segundo Semestre de 2023:

    • Estabilização e Queda: Com a entrada da safra de inverno (segunda safra), a oferta aumentou, levando a uma estabilização e queda dos preços.
    • Aumento da Oferta: A boa colheita da segunda safra, especialmente no Centro-Oeste, ampliou a disponibilidade de milho no mercado.

    Primeiro Semestre de 2024

    • Pressão de Queda: O aumento da oferta no mercado spot, com o bom andamento da colheita de segunda safra, intensificou a queda nos preços.
    • Demanda Cautelosa: Consumidores brasileiros evitaram adquirir grandes volumes, priorizando lotes negociados antecipadamente e esperando novas quedas nos preços.

    Fatores Influenciadores:

    • Condições Climáticas: Secas e enchentes influenciaram negativamente a produtividade em várias regiões.
    • Oferta e Demanda: Aumento na oferta da segunda safra e demanda interna estável influenciaram os preços.
    • Mercado Internacional: Desvalorizações externas e variações cambiais afetaram a competitividade do milho brasileiro.

    Os analistas esperam que os preços do milho se estabilizem, mas fatores climáticos e a demanda internacional continuarão a influenciar o mercado. A gestão eficiente dos estoques e a adaptação às condições climáticas serão cruciais para manter a rentabilidade dos produtores

  • Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Impacto dos fatores climáticos na safra de laranja em SP e MG

    Os estados de São Paulo e Minas Gerais, maiores produtores de laranja do Brasil, enfrentam uma safra desafiadora devido às condições climáticas adversas. Chuvas irregulares, secas prolongadas e altas temperaturas têm afetado a produção e a qualidade das frutas. Isso tem potencial de impacto significativo no mercado global, já que o Brasil é o maior produtor de laranja do mundo.

    A irregularidade das chuvas comprometeu o desenvolvimento das laranjeiras. Em São Paulo, chuvas abaixo da média no início do ano causaram uma floração irregular, resultando em frutos de tamanhos variados e menor qualidade. Em Minas Gerais, as chuvas intensas em períodos críticos provocaram doenças fúngicas, como a pinta preta, afetando a produção e o rendimento das colheitas.

    A seca prolongada e as altas temperaturas, especialmente durante o verão, aumentaram o estresse hídrico nas plantas. As laranjeiras, submetidas a essas condições, reduziram a produção de frutos e apresentaram queda prematura das laranjas, comprometendo a safra. Segundo a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), a previsão é de uma redução significativa na colheita deste ano.

    Repercussão no Mercado

    Com a redução na oferta de laranjas, o preço dos produtos derivados, como suco de laranja, pode aumentar. “A diminuição da produção impacta diretamente o mercado interno e externo. Enquanto eleva os preços, e diminui a competitividade do Brasil no cenário internacional”, afirma João Sampaio, ex-secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, em entrevista recente.

    Para mitigar os efeitos climáticos adversos, produtores têm adotado práticas de manejo mais sustentáveis, como a irrigação eficiente e o uso de técnicas de controle biológico de pragas. No entanto, essas medidas requerem investimentos significativos, nem sempre acessíveis a todos os produtores.

    Safra afeta a qualidade da laranja disponível.

    Especialistas apontam que a adaptação às mudanças climáticas é crucial para a sustentabilidade da produção de laranja no Brasil. “Precisamos investir em pesquisa e desenvolvimento de cultivares mais resistentes às condições climáticas extremas e em tecnologias de manejo que garantam a produtividade mesmo em anos difíceis”, ressalta Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP, em declaração ao jornal Estadão.

    A combinação de fatores climáticos adversos e a necessidade de adaptação tecnológica coloca os produtores  de SP e MG diante de grandes desafios, com impactos na safra de laranja que se estendem do campo até o mercado global.

    https://agroemcampo-homol.ig.com.br/2024/precos-das-laranjas/

  • Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    Saiba como estão os preços dos alimentos pelo mundo

    O Índice de Preços de Alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) ficou estável em junho, registrando uma média de 120,6 pontos, praticamente o mesmo nível revisado do mês anterior.

    Apesar da consolidação após três meses de alta, o índice permaneceu 2,10% abaixo do valor correspondente de 2023 e 24,80% menor que o pico de 160,3 pontos registrado em março de 2022.
    Cereais

    O índice de preços dos Cereais registrou uma média de 115,2 pontos em junho. Isso representa uma queda de 3% em relação a maio e 9% em relação a junho de 2023. A baixa nos preços do trigo foi atribuída às colheitas em andamento no Hemisfério Norte, à perspectiva de melhora na produção de exportadores como Cazaquistão e Ucrânia e também à implementação de uma proibição de importação pela Turquia.

    Os preços do milho caíram com o progresso nas colheitas na Argentina e no Brasil, além da expectativa de maior produção e da área plantada maior que o esperado nos EUA.

    Óleos Vegetais

    O índice de preços dos Óleos Vegetais teve média de 131,8 pontos em junho. Comparativamente, uma alta de 3,10% em relação a maio, registrando o nível mais alto desde março de 2023. A demanda global reativada devido ao aumento da competitividade impulsionou a recuperação nos preços do óleo de palma.

    Os preços dos óleos de soja e de girassol subiram com a demanda firme do setor de biocombustíveis nas Américas e pela redução da oferta na região do Mar Negro, respectivamente.

    Carne

    O índice de preços da Carne da FAO registrou uma média de 116,9 pontos em junho, praticamente estável em relação a maio, ficando 1,80% abaixo do valor de 2023. A queda nos preços da carne de aves ocorreu devido à oferta abundante, enquanto os preços da carne ovina subiram com a alta demanda.

    A carne suína registrou ligeira alta com um ritmo constante de importações e vendas internas sazonalmente ativas, especialmente na América do Norte. Os preços da carne bovina permaneceram estáveis, com condições globais de oferta e demanda bem equilibradas.

    Lácteos

    O índice de preços dos Lácteos registrou uma média de 127,8 pontos em junho, alta de 1,20% em relação a maio e 6,60% maior que o valor de um ano atrás. As cotações da manteiga registraram a maior alta em 24 meses, com o aumento da demanda global por entregas de curto prazo e baixos estoques na Oceania.

    Os preços do leite em pó desnatado aumentaram, com importações estáveis do Leste Asiático e vendas internas mais altas na Europa Ocidental. O leite em pó integral subiu ligeiramente no mês, enquanto os preços do queijo diminuíram com a desaceleração na demanda global.

    Açúcar

    O índice de preços do Açúcar registrou uma média de 119,4 pontos em junho. Isso representa uma alta de 1,90% em relação a maio, após três quedas consecutivas, mas ainda 21,60% abaixo de junho de 2023. O aumento foi atribuído à colheita abaixo da esperada no Brasil em maio, às chuvas erráticas de monções na Índia e à revisão para baixo nas previsões de rendimento das safras na União Europeia.

    O que é o Índice de Preços de Alimentos da FAO

    O Índice de Preços de Alimentos da FAO é uma medida da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de produtos alimentares. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) calcula o índice com base nos preços de um conjunto de commodities alimentares.

    O índice acompanha as mudanças nos preços internacionais de cinco grupos principais de produtos alimentares:

    • Cereais: inclui trigo, milho, cevada, sorgo e arroz
    • Óleos Vegetais: inclui óleos de soja, palma, colza, girassol e algodão
    • Laticínios: inclui manteiga, leite em pó, queijo e caseína
    • Carne: inclui carnes de frango, bovina, suína e ovina
    • Açúcar: refere-se ao preço do açúcar bruto

    Cada grupo tem um peso diferente no cálculo do índice geral. A FAO calcula o índice mensalmente e mede os preços em dólares americanos.

    Aliás, o Índice de Preços de Alimentos da FAO é amplamente utilizado como indicador da tendência dos preços globais de alimentos. Isso porque ele permite acompanhar as flutuações nos preços internacionais de commodities alimentares e identificar possíveis riscos de insegurança alimentar em regiões vulneráveis.

  • R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    R$ 76 bilhões em crédito – Plano Safra “familiar” é o maior da história

    O Governo Federal anunciou o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 em um evento realizado nesta quarta-feira (3) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é oferecer ainda mais incentivos aos agricultores familiares que desempenham um papel fundamental na produção de alimentos essenciais para a população brasileira.

    Destaque para a redução das taxas de juros destinadas a quem produz arroz, com uma diminuição para 3% no caso do cultivo convencional e 2% para o orgânico. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) também apresentou redução em cerca de 10 linhas de financiamento, com um valor total de R$ 76 bilhões destinados ao Pronaf, representando um aumento de 43,3% em relação à safra anterior e 6,2% superior à safra passada. No total, serão investidos R$ 85,7 bilhões em ações governamentais para a agricultura familiar, um crescimento de 10%.

    O último Plano Safra da Agricultura Familiar registrou a celebração de 1,7 milhão de contratos, marcando um aumento de 18% no número de operações e 12% no volume contratado em comparação com a safra anterior. Com um volume ainda maior de recursos equalizados, chegando a R$ 45,4 bilhões, o objetivo é ampliar o suporte aos agricultores familiares e incentivar a produção sustentável de alimentos saudáveis.

    O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 destaca-se pela ênfase em práticas agroecológicas, com uma taxa de juros de 2% para custeio e 3% para investimento na produção orgânica, agroecológica e de produtos da sociobiodiversidade. Além disso, o programa Ecoforte será lançado com um investimento recorde, visando apoiar projetos de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica.

    Um Acordo de Cooperação Técnica no valor de R$ 100 milhões foi firmado entre a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o BNDES e a Fundação Banco do Brasil para o programa Ecoforte, beneficiando 40 redes e 30 mil agricultores familiares.

    Para intensificar essas ações, o Governo Federal lança a iniciativa do Campo à Mesa, um edital de R$ 35 milhões voltado para promover iniciativas que incentivem a transição agroecológica no setor agrícola.

    Redução de taxas

    Com taxas que variam de 0,5% a 6%, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2024/2025 vem com juros ainda menores. Dez linhas de financiamento tiveram redução, duas de custeio e oito de investimento:

    • Pronaf Custeio – produtos da sociobiodiversidade (como babaçu, jambu, castanha do Brasil e licuri): de 3% para 2%.
    • Pronaf Custeio – produção de alimentos como feijão, arroz, mandioca, leite frutas e verduras: de 4% para 3%.
    • Pronaf Floresta (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Semiárido (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Mulher (Investimento) – para as agricultoras com renda familiar bruta anual de até R$ 100 mil: de 4% para 3%.
    • Pronaf Jovem (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Agroecologia (Investimento): de 4% para 3%.
    • Pronaf Bioeconomia (Investimento) de 4% para 3%.
    • Pronaf Produtivo Orientado (Investimento): de 4% para 3%.

    E no âmbito do Pronaf Mais Alimentos (Investimento): Redução de 5% para 2,5% para compra de máquinas de pequeno porte, que ganhou uma sublinha dentro do Pronaf Mais Alimentos. Além das seguintes atividades:

    • Aquisição e instalação de estruturas de cultivo protegido, inclusive os equipamentos de automação para esses cultivos,
    • Construção de silos,
    • Ampliação e construção de armazéns e câmaras frias destinados à guarda de grãos, frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças e fibras,
    • Aquisição de tanques de resfriamento de leite e ordenhadeiras, aquicultura e pesca, que tiveram redução de 4% para 3%.

    Arroz – O Plano Safra da Agricultura Familiar vem com uma nova estratégia nacional para ampliação da produção de arroz da agricultura familiar. A estratégia prevê sete eixos principais: crédito, acompanhamento técnico, sementes, beneficiamento, comercialização e contratos de opção (estabelecimento de um preço mínimo do produto pelo Governo Federal para garantir ao produtor a comercialização a um valor justo, de acordo com o mercado). A taxa de custeio para produção será de 3% para o arroz convencional e 2% para o arroz orgânico.

    Máquinas- Outra grande novidade é a criação de uma linha destinada à aquisição de máquinas e implementos agrícolas de pequeno porte, como microtrator, motocultivador e roçadeira, no âmbito do Programa Mais Alimentos. Para essa nova linha, os juros serão de apenas 2,5% a.a, metade da taxa de juros praticada no programa. A linha será destinada às famílias com renda anual de até R$100 mil reais e financiará máquinas de até R$50 mil reais. O objetivo é aumentar a tecnificação da agricultura familiar, tornando o trabalho no campo menos penoso e aumentando a produtividade das famílias. Ao todo, o Mais Alimentos deve destinar R$ 12 bilhões entre recursos equalizados e dos fundos constitucionais para compra de máquinas para a agricultura familiar nesta safra. Na última safra, o programa já financiou 10 bilhões, 29% a mais que na safra anterior, entre tratores, colheitadeiras e outros implementos agrícolas. Para as máquinas de maior porte, incluindo tratores de até 70 cv, o limite será de R$ 250 mil com 5% de juros e 7 anos para pagar. Resultado de um amplo trabalho interministerial liderado pelo MDA e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), de ações que visam o incentivo à produção nacional de máquinas, gerando emprego na cidade e qualidade de vida no meio rural.

    Microcrédito – As famílias agricultoras com renda até R$ 50 mil por ano poderão acessar até R$ 35 mil pelo Pronaf B (ou Agroamigo, ou, ainda, microcrédito rural), a linha com taxa de juros de apenas 0,5% e desconto de até 40% para quem paga em dia. A ampliação de limite de crédito para as famílias passou de R$ 10 mil para R$ 12 mil e, para as mulheres, de R$ 12 mil para R$ 15 mil. Um destaque importante foi a criação de um limite independente para jovens rurais no Pronaf B, no valor de R$ 8 mil. Dessa forma, a juventude poderá desenvolver projetos produtivos específicos, incentivando a autonomia e a permanência do jovem no campo.

    Mais ferramentas de crédito

    O Governo Federal também anuncia a inclusão da agricultura familiar em três importantes fundos garantidores da União:

    1.  Apresentação de projeto de lei que permite a inclusão dos agricultores familiares e suas cooperativas no Fundo de Garantia de Operações (FGO) para a cobertura das operações contratadas no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). O Fundo Garantidor é um instrumento financeiro essencial para reduzir riscos e facilitar o acesso ao crédito, especialmente para pequenos produtores que enfrentam dificuldades em oferecer garantias reais.
    2.  Fundo de Amparo às Micros e Pequenas Empresas do Sebrae (para cooperativas).
    3.  Fundo Garantidor para Investimentos – FGI/BNDES (para cooperativas).

    Cooperativismo

    Além da nova cobertura pelos fundos garantidores, as cooperativas da agricultura familiar também passarão a contar com um programa de fortalecimento. O Coopera Mais Brasil apoia a integração das cooperativas aos mercados, facilitando a comercialização dos produtos da agricultura familiar. Para 2024, estão previstos o investimento de R$ 55 milhões para o apoio à gestão de 700 cooperativas. O objetivo principal é fomentar a organização coletiva dos agricultores familiares por meio do fortalecimento das cooperativas, associações e empreendimentos solidários.

    O Programa irá estruturar e modernizar a gestão dos grupos organizados da produção familiar, estimular a agroindustrialização e impulsionar as práticas de comércio justo e solidário e as redes e arranjos produtivos locais. Entre suas principais ações estão o crédito facilitado, o acesso aos fundos garantidores e a assistência técnica para melhoria da gestão das cooperativas e acesso aos mercados.

    Regularização fundiária

    Financiamento de todas as etapas do processo de regularização fundiária de imóveis rurais, incluindo despesas com serviços de georreferenciamento, tributos, emolumentos e custas cartoriais.

    » Limite de financiamento: R$ 10 mil
    » Taxa de juros: 6% ao ano
    » Prazo de pagamento: 10 anos
    » Incluídos 3 anos de carência

    O que é- O Plano Safra da Agricultura Familiar 2024-2025 é um conjunto de medidas do Governo Federal que visa fortalecer a agricultura familiar para promover a produção sustentável de alimentos saudáveis para o Brasil. O plano oferecerá linhas de crédito diferenciadas, assistência técnica e extensão rural, seguros e capacitação, além de promover a pesquisa e inovação em tecnologias e contribuir para a transição agroecológica.

    Anúncios e entregas da cerimônia:

    Fundo Garantidor – Projeto de Lei que objetiva a inclusão dos agricultores familiares do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) e suas cooperativas no rol de beneficiários do Fundo Garantidor de Operações (FGO), bem como o aumento da participação do Poder Executivo Federal no respectivo Fundo. O FGO fornece garantias complementares às operações de crédito, mitigando os riscos para as instituições financeiras. O Projeto de Lei propõe alteração na Lei nº 13.999/2020, estabelecendo a autorização de aumento de aporte no Fundo por parte da União, bem como explicita os detalhes de como o aporte adicional será implementado nos próximos anos.

    Decreto Florestas Produtivas – Institui o Programa Nacional de Florestas Produtivas com a finalidade de recuperação de áreas que foram alteradas ou degradadas para fins produtivos, com vistas à adequação e à regularização ambiental da agricultura familiar e à ampliação da capacidade de produção de alimentos saudáveis e de produtos da sociobiodiversidade.

    Decreto de Cooperativismo – Institui o Programa Nacional de Fortalecimento do Cooperativismo, Associativismo e Empreendimentos Solidários da Agricultura Familiar (Programa Coopera Mais Brasil), que tem entre seus principais objetivos fomentar as cooperativas, associações e empreendimentos solidários, incentivando a organização coletiva dos agricultores familiares. Como forma de fortalecer a agricultura familiar e promover o bem-estar e crescimento socioeconômico local, o Programa se propõe a qualificar os envolvidos na produção familiar, estimular a agroindustrialização e promover a organização de produtores.

    Decreto PAA – A principal medida do Decreto é a alteração dos limites de aquisição de agricultores familiares e suas organizações no PAA Compra Direta em situações de calamidade, inicialmente para atender o Rio Grande do Sul, e ampliado para outros casos de calamidade. A medida facilita ampliar a aquisição para atender as medidas emergenciais como as Cozinhas Solidárias, entre outras. A proposta de alteração do regulamento centra-se em quatro pontos:

    » Adequação de redação do art. 5º, o qual trata da modalidade do PAA-Leite, esclarecendo que o referido artigo trata da execução via Termo de Adesão e Adequação do art. 17 com a mesma indicação de execução via Termo de Adesão.

    » Alteração dos limites das modalidades de Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso I do art. 6º) de R$15.000,00 (quinze mil reais) para R$30.000,00 (trinta mil reais) por unidade familiar, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais, devidamente reconhecidas

    » Alteração dos limites da modalidade Compra com Doação e Simultânea e Compra Direta (itens 1 e 2 da alínea “a” do inciso II do art. 6º) de R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) para R$ 6.000.000,00 (seis milhões de reais) por organização fornecedora, por ano, desde que por tempo determinado e para atendimento de situações especiais ou emergenciais devidamente reconhecidas

    » Indicação de suspensão excepcional, até 31 de dezembro de 2024, na aplicação dos limites para a modalidade Compra Direta, nas aquisições de alimentos destinadas ao atendimento das famílias afetadas pela calamidade pública no estado do Rio Grande do Sul.

    Portaria CAF– Ajustes de normatização das condições e procedimentos gerais para inscrição no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar. Popularmente conhecida como “rebate”, a alteração propõe aumentar a dedução aplicada sobre a renda fora do estabelecimento. O objetivo do novo valor é garantir que famílias de baixa renda, que precisam diversificar a renda familiar com a entrada de alguns membros no mercado de trabalho, possam acessar o CAF e as políticas públicas da Agricultura Familiar.

    Selo Integração Sustentável – O Selo Integração Sustentável da Agricultura Familiar (SEISAF) tem o objetivo de reconhecer os integradores que promovem a inclusão da agricultura familiar em seus sistemas de integração sustentáveis em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável preconizados pela Organização das Nações Unidas no Brasil.

    Edital Ecoforte – O edital Ecoforte é viabilizado por uma parceria entre a Fundação BB e o BNDES (via Fundo Social e Fundo Amazônia) voltado ao apoio a projetos territoriais de redes de agroecologia, extrativismo e produção orgânica, visando intensificação de práticas de manejo sustentável de produtos da sociobiodoversidade e de sistemas produtivos orgânicos e de base agroecológica. O público a ser beneficiado é composto por agricultores familiares e demais beneficiários nos termos da Lei 11.326/06, assentados da reforma agrária, produtores orgânicos, juventude rural e mulheres beneficiários do plano nacional de agroecologia e produção orgânica. O investimento será de até R$ 100 milhões em projetos com valores entre R$ 1 milhão e R$ 3 milhões.

    Acordos de Cooperação Técnica

    MDA E Fundação Banco do Brasil – O objeto é a promoção da agregação de valor e da comercialização da produção da agricultura familiar, bem como em outras etapas do processo produtivo, a ser executada nacionalmente.

    MDA E Sebrae – Parceria entre o MDA e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE NACIONAL) para desenvolvimento de estratégias voltadas à inovação das políticas públicas nacionais de promoção do empreendedorismo e estruturação produtiva da agricultura familiar, de forma a estimular a organização econômica e o desenvolvimento de cadeias produtivas, considerando a abordagem territorial como estratégia de implementação das ações a serem executadas em território nacional.

    Editais

    Quintais Produtivos – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Estruturação de quintais e da organização produtiva das mulheres rurais”, no valor de R$ 30 milhões.

    Mulheres rurais – Objetiva selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução do Projeto “Fortalecimento das organizações produtivas e econômica das mulheres rurais”, no valor de R$ 30,2 milhões.

    Do Campo à Mesa – Selecionar organizações da sociedade civil interessadas em celebrar termo de fomento que tenha por objeto a execução de projetos voltados ao fortalecimento e ampliação de sistemas de produção agroecológica da Agricultura Familiar e suas organizações, no valor de R$ 25 milhões.

  • Babosa pode ser boa opção para produtores rurais

    Babosa pode ser boa opção para produtores rurais

    A babosa, também conhecida como Aloe vera, é uma planta suculenta que tem ganhado destaque no mercado global devido às suas diversas aplicações nas indústrias cosmética e farmacêutica.

    Originária do norte da África, a babosa se adaptou bem a climas tropicais e subtropicais, tornando-se uma cultura viável em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil. O cultivo de babosa no país é realizado principalmente nos estados do Nordeste, onde as condições climáticas são ideais para o seu desenvolvimento.

    A produção de babosa (Aloe vera) no Brasil tem se mostrado uma atividade promissora em termos de produtividade e lucratividade para os agricultores.

    Plantar babosa pode ser opção lucrativa.

    A babosa é conhecida por suas propriedades medicinais e cosméticas. Seu gel interno é rico em vitaminas, minerais e compostos bioativos que possuem efeitos anti-inflamatórios, cicatrizantes e hidratantes. Além disso, a babosa é utilizada na fabricação de suplementos alimentares, produtos de higiene pessoal e até mesmo na indústria farmacêutica.

    Produtividade da Babosa

    Com um ano a plantação já esta pronta para a colheita. Além disso, uma planta adulta produz de 15 a 30 folhas por ano e um hectare rende até 100 quilos de folhas frescas. A produtividade média é de aproximadamente 20 toneladas de folhas frescas por hectare por ano. Considerando que o preço médio pago ao produtor é de R$ 1,50 por quilo de folhas frescas, um hectare de plantação pode gerar uma receita bruta de R$ 30.000 por ano.

    A planta pode ser colhida várias vezes ao longo do ano, o que garante uma produção contínua por até 10 anos.

    Além disso, a babosa é uma cultura de baixa manutenção, necessita de pouca água e o principal cuidado é a capina. Essas características  tornam a babosa uma planta ideal para agricultura familiar. Ou para quem busca diversificar suas culturas e aumentar a renda com um investimento relativamente baixo em insumos.

    Planta se adapta bem a várias condições

    No entanto, é importante ressaltar que os custos de produção também devem ser considerados. Esses custos incluem preparo do solo, aquisição de mudas, adubação, irrigação, mão de obra e processamento pós-colheita. Mesmo assim, a babosa ainda se destaca como uma cultura altamente lucrativa para os pequenos e médios produtores rurais.

    Propriedades Medicinais

    A babosa é rica em vitaminas, minerais, enzimas e aminoácidos que proporcionam diversos benefícios para a saúde. Entre suas propriedades destacam-se:

    • Cuidados com a pele e hidratação profunda: o gel de babosa é altamente hidratante e ajuda a manter a pele suave e macia. Ele é especialmente eficaz no tratamento de pele seca e ressecada.
    • Combate à acne: suas propriedades anti-inflamatórias e antibacterianas ajudam a reduzir a acne e prevenir novas erupções. A babosa também auxilia na diminuição de cicatrizes e manchas deixadas pela acne.
    • Previne o envelhecimento precoce: rica em vitaminas C e E, a babosa ajuda a combater os radicais livres, retardando o aparecimento de rugas e linhas finas. Seu uso regular pode promover uma pele mais jovem e saudável.

    Benefícios para o Cabelo

    Além dos benefícios para a saúde e a pele, a babosa também é uma excelente aliada nos cuidados com o cabelo. Suas propriedades incluem:

    • Fortalecimento Capilar: O uso do gel de babosa no couro cabeludo pode fortalecer os fios, prevenindo a queda e promovendo o crescimento saudável do cabelo.
    • Combate à Caspa: Suas propriedades antifúngicas ajudam a eliminar a caspa e a prevenir seu retorno, mantendo o couro cabeludo limpo e saudável.
    • Brilho e Maciez: A babosa hidrata profundamente os fios, deixando-os mais brilhantes e macios. É uma excelente opção para cabelos danificados e quebradiços.

    Portanto, a babosa é uma planta versátil que pode ser incorporada na rotina de cuidados com a saúde e a beleza. Seja para tratar feridas, hidratar a pele ou fortalecer o cabelo, a babosa se destaca como um recurso natural e eficaz.

    Perspectivas Futuras

    Com a crescente demanda por produtos naturais e sustentáveis, a tendência é que a produção de aloe vera continue em expansão no Brasil. Além disso, o desenvolvimento de novas tecnologias e técnicas de cultivo pode aumentar ainda mais a produtividade e a eficiência da cadeia produtiva.

    Assim sendo, a produção de babosa no Brasil apresenta um grande potencial de crescimento, tanto em termos de produtividade quanto de lucratividade. Sua versatilidade de uso e os benefícios para a saúde e o bem-estar tornam essa cultura uma alternativa atraente para os agricultores que buscam diversificar suas atividades e aumentar seus rendimentos.

  • Safra de inverno promete recorde de produtividade

    Safra de inverno promete recorde de produtividade

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina deve ter resultados superiores à safra anterior, de acordo com as estimativas iniciais divulgadas pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). Embora a área plantada de alho, cebola, trigo, e cevada tenha diminuído em relação à safra passada, a perspectiva é de um aumento significativo na produtividade de todos os produtos.

    O crescimento da produtividade é esperado devido à perspectiva de uma safra com menos intercorrência, de acordo com, João Alves, analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa. O excesso de chuva, que afetou negativamente a safra anterior não deve se repetir esse ano. Além disso, Alves destaca que essas estimativas são baseadas no histórico das safras catarinenses e no levantamento das intenções dos produtores.

    O presidente da Epagri, Dirceu Leite, enaltece o trabalho da Epagri/Cepa no monitoramento das safras. “Temos o compromisso de divulgar dados corretos e confiáveis. São informações importantes para que o agricultor possa tomar decisões com maior assertividade”, diz ele.

    Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, esses números são fundamentais para fornecer subsídios ao Governo de Santa Catarina na formulação de políticas públicas. “Nós contamos, atualmente, com vários programas para melhorar a produção no campo, como é o caso do incentivo ao cultivo de cereais de inverno. Basta que as pessoas busquem na Epagri informações para receber esses benefícios”, esclarece Collato.

    Trigo

    O trigo deve manter sua posição como o principal cereal de inverno cultivado em Santa Catarina. Entretanto, a área plantada é prevista para chegar a 125,3 mil hectares, uma redução de 9% em relação à safra anterior.

    Foto: Divulgação/Epagri – Nilson Teixeira

    No entanto, a produtividade total deve aumentar, com uma estimativa de 3,45 mil quilos por hectare, 54% maior do que a produtividade registrada na safra anterior. Isso resultaria em uma produção total de 432,6 mil toneladas, um crescimento de 41% na comparação com a safra anterior.

    Aveia

    A áera plantada de aveia deve crescer 3% e deve chegar a 30,5 mil hectares. As estimativas iniciais apontam para um crescimento significativo tanto da produtividade como da produção total. Devem ser colhidas, no Estado, 45,46 mil toneladas de aveia, uma produtividade de quase 1,5 mil quilos por hectare, o que representa, respectivamente, um aumento de 33% e 29% na comparação com a safra anterior.

    Cevada

    A cevada deve ter uma redução de 37% na área plantada. A expectativa é que sejam plantados 964 hectares de cevada em Santa Catarina, quantidade 37% menor do que na safra anterior.

    A produtividade deve ter um crescimento de 34% e chegar a 3,5 mil quilos por hectare. A produção total será de 3,4 mil toneladas, 15% menor do que na safra de inverno anterior, caso a estimativa se confirme.

    Alho e Cebola

    A safra de alho e cebola teve uma quebra significativa na safra anterior devido a problemas climáticos. Agora, a perspectiva é de um resultado melhor. Embora a área plantada com alho tenha uma redução significativa, a produtividade deve chegar a 10,5 mil quilos por hectare, crescimento de 44%.

    Foto: Divulgação/Epagri

    No entanto, a produção total deve ter redução de 15% na comparação com a safra anterior. A produção de cebola, por sua vez, deve aumentar e chegar a 521 mil toneladas na safra atual, o que é 29% a mais do que o registrado na safra 2023/2024.

    O principal motivo é a estimativa de um aumento da produtividade na ordem de 37%, ou seja, quase 30 mil quilos por hectare. A perspectiva é que a área plantada fique um pouco abaixo dos 17,4 mil hectares, redução de 6% na comparação com a safra anterior.

    A safra de inverno 2024/2025 em Santa Catarina apresenta uma perspectiva positiva, com um crescimento significativo na produtividade de todos os produtos, apesar da redução na área plantada.

  • Safra de Grãos 2023/2024: Conab inicia coleta dados

    Safra de Grãos 2023/2024: Conab inicia coleta dados

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) iniciou nesta segunda-feira (17) o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024. Até 27 de junho, equipes técnicas coletarão dados em diversos estados, incluindo Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

    O levantamento inclui tanto coletas em campo quanto consultas remotas a produtores, cooperativas e outras entidades do setor. O georreferenciamento das lavouras será utilizado para análises de produtividade.

    O foco principal desta edição são as culturas de 2ª safra, especialmente milho e algodão. Além de sorgo, gergelim, girassol, amendoim e cultivos de inverno, com destaque para o trigo. No Rio Grande do Sul, os técnicos conduzem a pesquisa remotamente devido ao estágio das culturas locais.

    No caso do Rio Grande do Sul, o levantamento ainda será remoto, por telefone, videoconferência e por e-mail. A colheita da safra de verão no estado quase terminou, enquanto o plantio da safra de inverno está no início, deixando poucas culturas em campo para avaliação.

    A Conab divulgará os resultados atualizados para a safra de grãos em 11 de julho.

    A expectativa para o 10º Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024 é de um cenário positivo, com potenciais recordes de produção e um fortalecimento do setor agrícola brasileiro. No entanto, é crucial monitorar os fatores climáticos e logísticos que podem influenciar os resultados finais.

  • Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    Rio Grande do Sul encerra a colheita de arroz

    A produção de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 7.162.674,9 toneladas na safra 2023/2024, de acordo com o Relatório Final divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) nesta sexta-feira (14). Portanto, nesta safra, os produtores semearam 900.203 hectares de arroz irrigado e colheram 851.664,22 hectares, o que representa 94,61% da área semeada. A produtividade média foi de 8.410,21 quilos por hectare.

    Impacto das enchentes

    Ainda estão em processo de colheita 1.548 hectares (0,17%). No entanto, as enchentes no Estado resultaram na perda de 46.990,59 hectares, o que corresponde a 5,22% da área semeada. Essas perdas foram mais significativas na região central do Rio Grande do Sul.As equipes dos Núcleos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Nates) do Irga, em conjunto com os produtores locais, coletaram os dados semanalmente.

    Comparação com a safra anterior

    Na safra 2022/2023, foram semeados 839.972 hectares, com uma produção total de 7.239.000 toneladas. Apesar das dificuldades enfrentadas, a produção deste ano mostrou-se resiliente, mantendo números similares aos da safra anterior.

    Importância da produção gaúcha no contexto nacional

    Rodrigo Machado, presidente do Irga, ressaltou a importância do Rio Grande do Sul na produção nacional de arroz, responsável por 70% do total brasileiro. “Os dados dessa safra comprovam o que Irga já vem manifestando desde o início de maio. A safra gaúcha de arroz, dentro da sua fatia de produção no mercado brasileiro, garante o abastecimento do país e não há, tecnicamente, justificativa para a importação de arroz no Brasil”, afirmou Machado.

    Avaliação da Secretaria da Agricultura

    Márcio Madalena, secretário interino da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), destacou que os dados superaram as estimativas iniciais, mesmo após as enchentes. ” Nunca houve justificativa técnica que comprovasse a tendência de desabastecimento de arroz no Brasil, em função da calamidade pública do Estado”, avaliou Madalena. O Agro em Campo continua atento ao andamento do mercado de arroz.

     

     

     

     

  • Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    Brasil lidera reunião do G20: futuro da pesca e aquicultura

    O Grupo de Trabalho (GT) de Agricultura do G20, composto pelas 19 maiores economias mundiais e dois blocos regionais, realizou sua terceira reunião sob a presidência brasileira. O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) coordenou o encontro na sede do G20 Brasil, em Brasília, com a participação do ministro André de Paula. Representantes de aproximadamente 30 países, incluindo membros do G20 e convidados, além de organizações internacionais discutiram soluções para um futuro sustentável e próspero na agricultura e nos sistemas alimentares.

    Produção pesqueira e aquícola

    O principal foco da reunião foi a pesca e aquicultura, com ênfase na promoção da integração sustentável dessas atividades nas cadeias produtivas locais e globais. Os países membros do G20 representam 80% do PIB global, 75% das exportações mundiais e quase 60% da população do planeta. Em 2020, a produção pesqueira e aquícola global atingiu um recorde de 214 milhões de toneladas, concentrada em poucas regiões. O Brasil, portanto, busca uma distribuição mais justa de cotas de captura e oportunidades para o desenvolvimento pesqueiro.

    Os participantes contribuíram com sugestões e debates para a declaração ministerial que será discutida numa  reunião entre os dias 10 e 13 de setembro, no Mato Grosso. A declaração final será apresentada na Cúpula de Líderes Mundiais, em novembro, no Rio de Janeiro.

    Pontos relevantes

    O documento destaca a importância da agricultura sustentável e resiliente para enfrentar desafios globais, como a pobreza, a fome e as mudanças climáticas. Os países reafirmaram a necessidade de políticas baseadas em evidências científicas para promover sistemas alimentares sustentáveis e inclusivos. A declaração enfatiza o papel crucial do comércio internacional na segurança alimentar e nutrição, a relevância das práticas agrícolas sustentáveis, o combate à pesca ilegal e a integração sustentável da aquicultura nas cadeias de valor. Além disso, sublinha a importância dos agricultores familiares, das comunidades indígenas e rurais, e do papel da inovação e do conhecimento tradicional na sustentabilidade agrícola.

    O GT de Agricultura inclui representantes do Mapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), MPA, Ministério das Relações Exteriores (MRE) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O grupo foca em temas como segurança alimentar, agricultura sustentável, comércio, inovação tecnológica, adaptação às mudanças climáticas e ações contra a fome e a pobreza.

    G20

    Desde que assumiu a presidência temporária do G20 em 1º de dezembro, o Brasil planeja mais de 100 reuniões de grupos de trabalho. Além disso, acontecerão cerca de 20 reuniões ministeriais. Por fim, essas atividades culminarão na Cúpula de Chefes de Governo e Estado, em novembro de 2024, no Rio de Janeiro.