Tag: Agricultura

  • Glifosato: guerra judicial pode tirar um dos principais herbicidas do mercado

    Glifosato: guerra judicial pode tirar um dos principais herbicidas do mercado

    A possível retirada do herbicida Roundup do mercado norte americano está gerando preocupação entre agricultores, especialistas e a empresa Bayer. Ela enfrenta uma avalanche de processos judiciais relacionados ao produto. O herbicida, amplamente utilizado na agricultura mundial, tem como ingrediente ativo o glifosato, substância acusada de causar câncer em humanos. Segundo matéria do Wall Street Journal, a Bayer planeja descontinuar o produto depois de tantos processos.

    Desde que adquiriu a Monsanto em 2018, a Bayer tem enfrentado milhares de ações judiciais. Elas alegam que o glifosato é carcinogênico e que a empresa falhou em alertar os consumidores sobre os riscos à saúde. Em 2020, a Bayer concordou em pagar cerca de US$ 11 bilhões para resolver grande parte das reivindicações, mas ainda há muitos casos pendentes. Recentemente, um tribunal nos Estados Unidos ordenou que a empresa pagasse US$ 2,1 bilhões em um único caso envolvendo um consumidor diagnosticado com linfoma não-Hodgkin após anos de uso do Roundup.

    Esses processos têm causado impactos financeiros significativos à Bayer, que agora considera encerrar a produção do herbicida devido aos custos crescentes com indenizações e à pressão regulatória. A empresa pode decidir o assunto nos próximos meses e deve ter implicações profundas para a agricultura global.

    Dependência agrícola e impactos econômicos

    Agricultores consideram o Roundup uma ferramenta essencial devido à eficácia no controle de ervas daninhas. Nos Estados Unidos, por exemplo, o glifosato é usado em cerca de 87% das áreas cultivadas com milho, soja e algodão. Um estudo recente aponta que sua retirada do mercado resultaria em aumento significativo dos custos de produção de até 2,5 vezes por acre. E poderia gerar impactos ambientais negativos, como aumento nas emissões de gases de efeito estufa devido ao retorno de práticas agrícolas mais intensivas, como o preparo do solo.

    Pequenos agricultores seriam os mais afetados por esses custos adicionais, enquanto consumidores enfrentariam preços mais altos nos alimentos devido à inflação nos insumos agrícolas. Além disso, alternativas ao Roundup ainda são limitadas e podem levar anos para serem desenvolvidas e regulamentadas.

    O que é o glifosato?

    Trata-se de um princípio ativo, isto é, uma molécula desenvolvida na fabricação de produtos químicos. Inicialmente, o glifosato surgiu na indústria farmacêutica e também chegou a ser usado para limpar metais. Porém, se popularizou nos herbicidas da Monsanto, que hoje pertence à Bayer.

    O herbicida à base de glifosato é aplicado nas folhas de plantas daninhas, aquelas que nascem espontaneamente no meio das lavouras e prejudicam a produção agrícola. Ele bloqueia a capacidade da planta de absorver alguns nutrientes.

    Alternativas ao glifosato

    Embora existam opções naturais e orgânicas para substituir o Roundup, como herbicidas à base de vinagre, sal ou ferro, essas alternativas têm limitações em termos de custo e eficácia. Métodos manuais, como cobertura do solo (mulching) ou remoção manual das ervas daninhas, também são sugeridos. Mas são menos práticos para grandes áreas agrícolas.

    A controvérsia sobre o glifosato persiste. Enquanto estudos apontam uma ligação entre o químico e o câncer — levando a sua classificação como “provável carcinógeno” pela Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer — Bayer continua defendendo sua segurança com base em evidências científicas e pareceres regulatórios globais. Nos Estados Unidos, a EPA (Agência de Proteção Ambiental) deve concluir sua revisão sobre o registro do glifosato até 2026.

    A possível descontinuação do Roundup marca um ponto crítico na história da agricultura moderna. Para os agricultores que dependem dessa tecnologia há décadas, o desafio será adaptar-se a um futuro sem o “herbicida do século”.

    Posição no Brasil

    Entramos em contato com a assessoria da Bayer no Brasil, para saber se essa mudança afetaria o Brasil. Publicamos a resposta na integra abaixo.

    “Apesar do histórico científico claro, a indústria de litígios dos EUA continua a usar informações enganosas para questionar a segurança do glifosato em busca de retornos financeiros. A luta contra a indústria de litígios já custou mais de US$ 10 bilhões até o momento, sem uma resolução clara. Uma coisa é certa: não podemos continuar a vender um produto já aprovado e perder bilhões de dólares fazendo-o. Infelizmente, estamos nos aproximando de um ponto em que os esforços da indústria de litígios vão nos forçar a parar de vender este produto.

    E por mais que glifosato seja o assunto hoje, não há dúvidas de que todos os produtos de proteção de cultivos podem ser alvo da indústria de litígios. É por isso que, nos EUA, estamos ativamente engajados em esforços legislativos, nas esferas federal e estaduais, para apoiar políticas que protejam o acesso de agricultores a um produto essencial de proteção de cultivos. A agência regulatória americana (EPA) tem afirmado repetidamente que o glifosato é seguro para uso conforme instruções de bula. E a legislação que apoiamos reforça o a autoridade da EPA em suas decisões rigorosas e embasadas em ciência. Essa consistência garante que o rótulo segue a lei, ajudando a eliminar as premissas infundadas dos ataques legais que têm solicitado uniformidade nos rótulos nos EUA.

    Nenhuma decisão foi tomada até aqui e nós não trabalhamos com um cronograma específico. Conforme mencionamos na nossa mais recente divulgação de resultados, estamos focados em uma série de itens prioritários neste ano para contermos o litígio relacionado a glifosato. Esperamos que possamos encontrar uma solução para que não sejamos obrigados a interromper as vendas desse produto.”

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  • Morte do Papa: a herança católica na agricultura brasileira

    Morte do Papa: a herança católica na agricultura brasileira

    O papa Francisco morreu nesta segunda-feira (21), aos 88 anos, em Roma. O falecimento foi confirmado pelo Vaticano às 2h35 no horário de Brasília (7h35 local). Jorge Mario Bergoglio liderou a Igreja Católica por quase 12 anos.

    Em nota oficial, o Vaticano afirmou: “O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja […] Recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino”.

    O Papa ainda defendeu o desenvolvimento rural como chave para combater a fome, afirmando que as comunidades devem ser protagonistas do próprio progresso, evitando a dependência de ajuda externa. Ele valorizou o conhecimento dos povos indígenas na gestão dos recursos naturais e destacou o papel das mulheres e jovens como pilares da inovação e mudança positiva nas zonas rurais

    Influência da Igreja na agricultura

    A presença da Igreja Católica no Brasil desde a colonização teve um impacto significativo em diversos aspectos da sociedade, incluindo a agricultura. A herança católica não se limita apenas à religião, mas também se reflete nas práticas agrícolas, nas plantas cultivadas e nas tradições que perduram até hoje.

    Nesta matéria, vamos mostrar algumas curiosidades sobre como a fé católica moldou a agricultura brasileira, destacando plantas como o feijão fradinho, a espada de São Jorge e o capim santo.

    Feijão fradinho: um alimento tradicional

    O feijão fradinho, também conhecido como feijão-de-corda, é um alimento típico do Nordeste brasileiro e tem raízes profundas na cultura católica da região.

    Durante as festividades religiosas, especialmente as festas juninas, o feijão fradinho é amplamente consumido em pratos tradicionais como a farofa e o caldo. A Igreja Católica, ao promover a agricultura local e incentivar o cultivo de alimentos que sustentam a população, contribuiu para a valorização desse ingrediente nas mesas brasileiras.

    Espada de São Jorge: proteção e simbolismo

    A espada de São Jorge (Sansevieria trifasciata) é uma planta que se tornou um símbolo de proteção nas casas brasileiras. Sua associação com o santo é forte, pois muitos acreditam que ela afasta energias negativas e traz boa sorte.

    Além de carregar um forte valor simbólico, a espada de São Jorge se destaca por sua resistência e adaptação a diferentes condições climáticas, o que a torna uma escolha frequente entre agricultores interessados em diversificar suas plantações.

    Capim santo: aromas e tradições

    O capim santo (Cymbopogon citratus), também conhecido como capim-limão, é uma erva amplamente utilizada na culinária brasileira e possui propriedades medicinais reconhecidas. Sua utilização remonta ao período colonial, quando os padres jesuítas introduziram práticas agrícolas que incluíam o cultivo de ervas aromáticas.

    Capim Santo

    O capim santo costuma integrar chás e remédios caseiros, refletindo a intersecção entre a fé católica e as tradições populares de cura.

    Influência das festas religiosas na agricultura

    As festas religiosas católicas têm um papel fundamental na agricultura brasileira. As celebrações de santos padroeiros muitas vezes coincidem com períodos de colheita, criando uma conexão entre a fé e o trabalho agrícola. Durante essas festividades, é comum que os agricultores realizem bênçãos das plantações e ofereçam agradecimentos pela colheita abundante.

    Além disso, as tradições relacionadas ao calendário religioso influenciam diretamente os ciclos agrícolas. Por exemplo, o plantio do milho muitas vezes está alinhado com as festas de São João, refletindo uma prática cultural que une fé e agricultura.

    A herança católica na agricultura brasileira é rica e multifacetada, abrangendo desde práticas de cultivo até simbolismos associados às plantas. O feijão fradinho, a espada de São Jorge e o capim santo são apenas algumas das manifestações dessa influência que perdura ao longo dos anos. A intersecção entre fé e agricultura não apenas enriquece a cultura brasileira, mas também fortalece os laços comunitários em torno das tradições alimentares que sustentam a população. Ao reconhecer essas conexões, podemos valorizar ainda mais a diversidade cultural que compõe o Brasil rural contemporâneo.

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  • Embrapa: mudanças climáticas devem intensificar doenças em lavouras

    Embrapa: mudanças climáticas devem intensificar doenças em lavouras

    As mudanças climáticas representam um risco crescente para a produção agrícola no Brasil. Segundo um estudo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cerca de 46% das doenças que afetam lavouras no país devem se tornar mais severas até o final deste século. O levantamento projeta impactos significativos sobre culturas estratégicas como arroz, milho, soja, café, cana-de-açúcar, hortaliças e frutas — pilares da economia agrícola nacional.

    De acordo com os pesquisadores, o aumento das temperaturas médias e as alterações no regime de chuvas devem criar condições favoráveis à proliferação de fungos, vírus e vetores, exigindo uma reestruturação nos sistemas nacionais de monitoramento e controle fitossanitário.

    Estudo abrange mais de 300 patossistemas agrícolas

    O estudo conduzido pela Embrapa analisou 304 patossistemas — conjunto formado por uma planta hospedeira e o respectivo patógeno — relacionados a 32 das principais culturas agrícolas brasileiras. Os dados indicam que os fungos são os patógenos mais prevalentes, presentes em aproximadamente 80% dos casos avaliados.

    Com a elevação da temperatura média podendo ultrapassar 4,5°C em determinadas regiões do país até 2100, doenças como a antracnose e o oídio tendem a se intensificar. Alterações no volume e distribuição das chuvas também devem influenciar diretamente a dinâmica dessas doenças.

    “A previsão de doenças em um cenário de mudança climática é um desafio complexo que exige continuidade nas pesquisas e implementação de novas estratégias de adaptação”, afirma Francislene Angelotti, pesquisadora da Embrapa Semiárido. Ela ressalta a necessidade de investimentos para fortalecer a infraestrutura fitossanitária nacional.

    Vetores e pragas também devem se multiplicar

    As doenças transmitidas por vetores como pulgões, cochonilhas, tripes, moscas-brancas e ácaros também estão entre as maiores preocupações dos pesquisadores. O ciclo de vida desses insetos tende a se encurtar com o aumento do calor, o que resulta em populações maiores e mais ativas ao longo do ano.

    Mudanças climáticas favorecem fungos patogênicos e vetores de doenças como pulgões e moscas-branca. Divulgação Embrapa

    De acordo com Wagner Bettiol, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, o impacto será direto sobre culturas já vulneráveis a essas pragas, como batata, banana, tomate, citros e milho. “O aquecimento acelera o desenvolvimento dos insetos e prolonga sua longevidade, o que pode aumentar significativamente as infestações”, explica.

    Eficiência dos defensivos pode cair

    Além do aumento das doenças, as mudanças climáticas também podem comprometer a eficácia dos defensivos agrícolas. A absorção, o transporte e a degradação dos fungicidas nas plantas podem sofrer alterações sob novas condições climáticas. E isso exigirá adaptações nas estratégias de manejo.

    Com a eficácia reduzida, pode haver a necessidade de aplicações mais frequentes, elevando os custos de produção e o risco ambiental. Esse cenário já impulsiona a busca por alternativas sustentáveis, como os agentes biológicos de controle — os biopesticidas.

    Brasil lidera o mercado de biocontrole, mas precisa avançar

    O Brasil é atualmente o maior produtor e consumidor de biopesticidas do mundo e possui a maior área agrícola sob controle biológico. Segundo a consultoria Research and Markets, o mercado global desses produtos deve atingir US$ 19,49 bilhões até 2030.

    No entanto, especialistas apontam que ainda há um longo caminho a percorrer para adaptar esses bioinsumos às novas condições climáticas. “Precisamos desenvolver, com urgência, produtos biológicos capazes de aumentar a eficiência do uso de nitrogênio e reduzir o estresse das plantas”, defende Bettiol. Ele também destaca a necessidade de soluções para doenças estratégicas, como a ferrugem asiática da soja e a ferrugem do cafeeiro.

    Adaptação exige monitoramento, cooperação e políticas públicas

    Diante das projeções, pesquisadores recomendam uma resposta coordenada, que envolva ações como análise de risco, adaptação de sistemas agrícolas, fortalecimento da vigilância fitossanitária e ampliação de investimentos em ciência e inovação. O uso de sistemas de cultivo diversificados, a integração de tecnologias de manejo, o emprego de biopesticidas e a adoção de modelos preditivos de epidemias são medidas defendidas para o curto prazo.

    “O enfrentamento desses desafios exige políticas públicas eficazes e a articulação entre agricultores, cientistas e governos para garantir segurança alimentar e sustentabilidade”, reforça Angelotti.

    Diversidade agrícola amplia o desafio fitossanitário

    A diversidade climática e agrícola do Brasil, que abrange desde culturas tropicais até temperadas, exige análises regionais detalhadas sobre os riscos fitossanitários em cenários futuros. Emília Hamada, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, afirma que é essencial realizar estudos com base na distribuição espacial e temporal dos patógenos, incluindo experimentações de campo.

    Ela destaca que os modelos climáticos indicam aumento da severidade de doenças fúngicas como antracnose e oídio. O que reforça a urgência na adoção de medidas preventivas e de adaptação em todas as regiões produtoras.

    O estudo da Embrapa conclui que os efeitos das mudanças climáticas já estão sendo sentidos no campo. Com planejamento estratégico, incentivo à inovação e articulação entre ciência, governo e setor produtivo, o Brasil pode não apenas mitigar os impactos negativos. M-as também transformar os desafios em oportunidades para modernizar seu sistema de defesa vegetal e garantir a sustentabilidade da produção agrícola no futuro.

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  • Hidroponia floating: técnica revoluciona no cultivo de hortaliças

    Hidroponia floating: técnica revoluciona no cultivo de hortaliças

    A hidroponia floating, conhecida como Deep Water Culture (DWC), está transformando a agricultura brasileira ao combinar produtividade 12,5 vezes maior que o cultivo em solo, economia de 96% de água e redução de 38% no desperdício de alimentos. A técnica, já consolidada na Europa, ganha destaque no Brasil através da Verdureira, empresa pioneira em saladas prontas para consumo, que alcançou R$ 16 milhões em faturamento em 2024 – o dobro de 2022 – e projeta atingir R$ 24 milhões em 2025.

    Como funciona o sistema DWC

    As hortaliças são cultivadas em piscinas com placas flutuantes. Nelas, as raízes ficam submersas em uma solução nutritiva oxigenada. A Verdureira opera 16 piscinas que produzem 45,7 toneladas mensais de folhosas, superando a meta inicial de 39 toneladas. O restante da produção (30,3 toneladas) é gerado por hidroponia NFT (Nutrient Film Technique). Isso permite à empresa escolher a técnica mais adequada para cada tipo de alface.

    “Além de produzir 40% mais do que a hidroponia tradicional, o floating oferece resultados impressionantes. Produtividade 12,5 vezes maior que o solo, economia de água de 96% e redução de desperdício”, destaca Ari Rocha, CEO da Verdureira. A empresa também reduziu em 20% o uso de fertilizantes comparado ao NFT e utiliza 33% menos mão de obra.

    Inovação e expansão

    A trajetória com o floating começou em 2021, com testes e adaptações tecnológicas. Após uma viagem à Holanda para benchmarking, a Verdureira desenvolveu soluções próprias, evitando custos de importação. O resultado inclui piscinas que rendem até 6 toneladas mensais e planos para construir 12 novas unidades, capazes de produzir 32 toneladas adicionais.

    Localizada em São Roque (SP), a empresa entrega hortaliças em até 24 horas após a colheita para mais de 400 estabelecimentos em São Paulo, Sorocaba e Campinas. A técnica DWC permite colheitas contínuas, sem a necessidade de preparar o solo entre safras, garantindo qualidade e frescor.

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  • SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    SENAR oferece curso gratuito de Boas Práticas Agrícolas

    No Dia Mundial da Agricultura, celebrado em 20 de março, o SENAR, em parceria com a Syngenta, lançou um curso online gratuito sobre “Boas Práticas Agrícolas”. Com carga horária de 30 horas, o treinamento busca capacitar agricultores e profissionais do campo na implementação de técnicas agrícolas sustentáveis. E que preservem a biodiversidade, conservem o solo e promovam o manejo eficiente da água. O curso está disponível na plataforma Aplica Certo, da Syngenta.

    Dividido em cinco módulos, o curso aborda temas como plantio direto, rotação de culturas, manejo integrado de pragas (MIP) e sistemas agroflorestais. Além disso, os participantes terão acesso a conteúdos sobre políticas públicas e incentivos econômicos relacionados à conservação da biodiversidade. Como por exemplo, o Código Florestal, Cadastro Ambiental Rural (CAR) e a Regulação Europeia de Desmatamento (EUDR).

    “Acreditamos que a preservação da biodiversidade é fundamental para o futuro da agricultura. Com este curso, queremos fornecer aos produtores rurais as ferramentas e o conhecimento necessários para implementar boas práticas agronômicas que aliem sustentabilidade e produtividade”, afirma Natália Vasconcelos, Gerente de Sustentabilidade da Syngenta.

    Benefícios para os participantes

    Ao final do curso, espera-se que os participantes compreendam a importância da biodiversidade para a resiliência agrícola. E adotem práticas regenerativas para restaurar a saúde do solo. Entre os tópicos abordados estão estratégias para proteger polinizadores, criar habitats adequados e implementar corredores ecológicos. Os participantes também receberão a Certificação LIFE de Negócios e Biodiversidade, um reconhecimento que agrega valor às empresas comprometidas com a conservação ambiental.

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  • Microplásticos reduzem a fotossíntese das plantas e ameaçam agricultura

    Microplásticos reduzem a fotossíntese das plantas e ameaçam agricultura

    Os microplásticos, partículas plásticas menores que cinco milímetros, estão presentes em todos os ecossistemas, desde os oceanos até o solo agrícola. Recentemente, um estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences revelou que essas partículas reduzem a capacidade das plantas de realizar fotossíntese, processo vital para a produção de energia e crescimento vegetal. A redução na fotossíntese pode chegar a 12% em plantas terrestres e 7% em algas marinhas, o que pode levar a perdas significativas na produção de alimentos básicos como trigo, arroz e milho.

    Como os microplásticos ameaçam a agricultura

    Os microplásticos podem ser absorvidos pelas raízes das plantas ou bloquear a luz solar para algas marinhas, interferindo na fotossíntese. Isso pode resultar em uma queda na produtividade global de culturas essenciais, variando entre 4% e 14%. Além disso, os microplásticos danificam o solo, alterando sua estrutura e química, o que prejudica o crescimento das plantas ao bloquear canais de nutrientes e água.

    A redução na fotossíntese não se limita à terra firme. As algas marinhas, base da cadeia alimentar aquática, também são afetadas. O que pode levar a uma redução de 7% na disponibilidade de peixes e frutos do mar. Isso acende um alerta para o risco de uma crise alimentar global, especialmente em um cenário onde a população mundial está crescendo rapidamente.

    Ceticismo e esperança

    Embora alguns cientistas questionem a relação direta entre a redução da fotossíntese e as perdas de colheitas, outros defendem que o estudo reforça a necessidade de um tratado global contra a poluição plástica.

    Apesar do alerta, alguns cientistas pedem cautela. Florian Busch, fisiologista de plantas da Universidade de Birmingham (Reino Unido), questiona se a redução da fotossíntese realmente se traduz em perdas de colheitas. “Mesmo que uma planta cresça mais devagar, ela ainda pode produzir a mesma quantidade de alimentos”, argumenta.

    Richard Lampitt, do Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido, também critica a “especulação excessiva” do estudo. E destaca falhas na qualidade dos dados usados no modelo de inteligência artificial.

    Por outro lado, pesquisadores como Richard Thompson, biólogo marinho da Universidade de Plymouth (Reino Unido), defendem que o estudo reforça a necessidade de um tratado global contra a poluição plástica. Negociações na ONU, porém, estão paralisadas desde dezembro.

    A redução dos níveis atuais de microplásticos no ambiente em 13% poderia reverter até 30% da perda de fotossíntese. Destacando a importância de medidas como a restrição de plásticos descartáveis e o investimento em políticas de reciclagem.

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  • Perigo: fertilizantes de liberação controlada espalham microplásticos

    Perigo: fertilizantes de liberação controlada espalham microplásticos

    Um estudo da Universidade do Missouri revelou que fertilizantes amplamente utilizados na agricultura dos Estados Unidos estão liberando microplásticos em níveis alarmantes no solo e na água. A descoberta acende um alerta global sobre os riscos invisíveis para a segurança alimentar e a saúde humana.

    Pesquisadores descobriram que fertilizantes de liberação controlada — usados para aumentar a produtividade das lavouras — são encapsulados com plástico. Essas cápsulas, menores que 5 milímetros, se fragmentam no solo e se transformam em partículas ainda menores, classificadas como microplásticos.

    Dados alarmantes:

    • 16 mil químicos plásticos estão presentes nesses fertilizantes, incluindo substâncias tóxicas como BPA, ftalatos e PFAS.
    • Culturas como trigo, milho e arroz podem absorver os microplásticos, segundo estudos anteriores.
    • Impacto no solo: Partículas plásticas reduzem a qualidade da terra, prejudicando a agricultura a longo prazo.

    “Precisamos Alertar os Agricultores”, diz autora do estudo

    Maryam Salehi, pesquisadora líder da Universidade do Missouri, destacou em entrevista:

    “A indústria ainda trata esses fertilizantes como seguros, mas eles escondem riscos invisíveis. Os microplásticos não ficam apenas no solo. Eles são carregados pela chuva para rios e lagos, contaminando ecossistemas inteiros.”

    Riscos à saúde humana:

    • Microplásticos já foram encontrados no sangue, pulmões e placenta humana.
    • Associados a câncer, doenças cardíacas e neurológicas (como Parkinson).
    • Ainda não se sabe quais químicos específicos estão nos fertilizantes analisados.

    Solução simples, mas ignorada pela indústria

    O estudo aponta que alternativas biodegradáveis já existem no mercado. No entanto, a eficácia e o custo dos fertilizantes plásticos ainda mantêm a indústria presa a modelos tradicionais.

    O caminho para mudança:

    • Regulamentação urgente: Exigir rótulos que alertem sobre microplásticos.
    • Incentivos fiscais para fertilizantes sustentáveis.
    • Conscientização dos agricultores sobre os riscos a longo prazo.

    Microplásticos na mesa do brasileiro: um problema global

    Testes já detectaram microplásticos em frutas, legumes e grãos vendidos em supermercados. Como os EUA são um dos maiores exportadores de commodities agrícolas, a contaminação pode afetar cadeias alimentares em todo o mundo, incluindo o Brasil.

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  • Eventos climáticos em SC: agricultores buscam recuperação de lavouras

    Eventos climáticos em SC: agricultores buscam recuperação de lavouras

    Os produtores rurais de Santa Catarina enfrentam um desafio duplo em 2025: recuperar lavouras arrasadas por chuvas intensas, ventos fortes e granizos — que atingiram especialmente o norte do estado — e se preparar para eventos climáticos cada vez mais frequentes. De acordo com a Secretaria da Agricultura e Pecuária de SC, culturas como milho, feijão, banana e hortaliças foram as mais afetadas, com perdas que ameaçam a segurança alimentar e econômica de pequenos e médios agricultores.

    “Após eventos climáticos severos, o primeiro passo é avaliar os estragos e identificar quais áreas ainda possuem potencial de recuperação. O manejo correto pode evitar perdas adicionais e garantir que a lavoura volte a expressar seu máximo potencial produtivo“, explica Julia Savieto, agrônoma e coordenadora técnica de mercado da Nitro, empresa especializada na produção de insumos agrícolas biológicos e de nutrição. Segundo ela, a utilização de bioestimulantes e fertilizantes de alta eficiência é fundamental nesse processo. “A aplicação de produtos ricos em aminoácidos e extratos vegetais, por exemplo, fortalece as plantas e melhora a absorção de nutrientes, ajudando na retomada do desenvolvimento“, acrescenta.

    Medidas recomendadas por especialistas

    • Aplicação de bioestimulantes: Produtos com aminoácidos e extratos vegetais fortalecem plantas e melhoram absorção de nutrientes.
    • Monitoramento de doenças: Períodos de alta umidade aumentam riscos de fungos e bactérias. Fungicidas e biodefensivos são essenciais.
    • Nutrição equilibrada: Reposição de nutrientes e uso de antioxidantes reduzem estresse oxidativo causado por secas ou calor extremo.
    • Práticas conservacionistas: Investir em irrigação eficiente e estruturação do solo aumenta resiliência a futuros eventos.

    Dados oficiais e riscos climáticos

    Segundo Savieto, estresses hídricos e térmicos — comuns em culturas como soja e milho — geram radicais livres que degradam células vegetais. “A degradação acelera perdas, mas antioxidantes podem frear esse processo”, destaca. A especialista também alerta para a necessidade de revisão do planejamento agrícola, incluindo ferramentas de enraizamento e sistemas de alerta meteorológico.

    Com a intensificação de eventos extremos, a adaptação tornou-se prioridade. “A agricultura exige resiliência. Com manejo correto e suporte técnico, é possível recuperar áreas e garantir ciclos sustentáveis”, reforça Savieto. A estruturação do solo e a diversificação de cultivos são apontadas como estratégias-chave para mitigar riscos.

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  • O que o Plano Safra tem a ver com o seu bolso?

    O que o Plano Safra tem a ver com o seu bolso?

    O Plano Safra, política agrícola anual do governo federal, é um pilar fundamental para garantir o abastecimento de comida na mesa dos brasileiros e fortalecer o agronegócio, setor que responde por 27% do PIB nacional.

    Com investimentos significativos e políticas direcionadas, o plano visa fortalecer a produção agrícola e apoiar os agricultores, especialmente aqueles da agricultura familiar, que são responsáveis por uma parte significativa da alimentação do país.

    Na edição 2024/2024, o programa atingiu um recorde histórico de R$ 400 bilhões em recursos, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Um aumento de 10% em relação ao ano anterior. Mas como esses investimentos impactam diretamente a alimentação da população?

    Investimentos recordes

    Deste valor, R$ 76 bilhões são destinados em créditos e financiamentos voltados para a agricultura familiar, representando um aumento de 34% em relação ao ano anterior. Este montante é destinado a diversas linhas de crédito que visam não apenas aumentar a produção, mas também promover práticas sustentáveis e a inclusão social no campo.

    R$ 246 bilhões são destinados a custeio e comercialização, essenciais para que produtores rurais comprem insumos, sementes e mantenham a produção em escala. Os resultados são palpáveis: a safra de grãos 2023/2024 deve chegar a 315 milhões de toneladas, segundo a Conab, volume suficiente para abastecer o mercado interno e manter o Brasil como um dos maiores exportadores globais de alimentos.

    Apesar dos avanços, especialistas destacam a necessidade de ampliar investimentos em logística e irrigação para reduzir perdas (que chegam a 10% das safras, segundo a Embrapa). Além disso, o Plano Safra tem sido crucial para consolidar o Brasil como potência agroambiental: 66% dos recursos do programa exigem compromissos com práticas sustentáveis, como recuperação de pastagens e redução de emissões,além da erradicação do desmatamento ilegal. Essas iniciativas visam garantir que a produção agrícola não comprometa os recursos naturais e contribua para um futuro mais sustentável.

    Além disso, o plano inclui medidas específicas para apoiar mulheres, jovens e comunidades tradicionais no acesso ao crédito rural, promovendo assim uma maior inclusão social no setor agropecuário.

    Combate à inflação dos alimentos

    O impacto do Plano Safra é evidente na produção agrícola brasileira. Dados do IBGE indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas em 2024 devido a eventos climáticos extremos, as expectativas para a safra deste ano são otimistas. O ministro Haddad mencionou que o Brasil pode colher uma grande safra, talvez uma das maiores já registradas. Isso não apenas ajudará a estabilizar os preços dos alimentos, mas também garantirá o abastecimento interno e as exportações.

    Ele também enfatizou que “a primeira providência para tratar da inflação de alimentos é fazer planos safras cada vez mais robustos”. O governo está comprometido em expandir o Plano Safra para garantir que o Brasil continue a ser um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

    Além disso, o fortalecimento da agricultura familiar é essencial para combater a fome e promover a soberania alimentar. O Plano Safra busca aumentar a capacidade produtiva desses agricultores por meio de acesso facilitado a crédito e tecnologias adequadas.

    Retorno econômico

    Para cada R$ 1,00 investido no Plano Safra, o agronegocio brasileiro gera R$ 10 em riquezas. Isso de acordo com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária). Esse dinamismo reflete no prato do consumidor. Em 2023, o Brasil registrou a maior produção de carne bovina (8,2 milhões de toneladas) e frango (14,8 milhões de toneladas) da história. Portando, ajudando a estabilizar os preços mesmo em cenários globais inflacionários.

    Dados do IBGE revelam que 70% dos itens da cesta básica brasileira – como arroz, feijão, leite e carnes – dependem diretamente de cadeias produtivas apoiadas pelo Plano Safra. Além disso, o programa financia tecnologias que aumentam a produtividade. Nos últimos 10 anos, a produção de grãos saltou 62%, enquanto a área plantada cresceu apenas 29%. Isso graças a inovações como agricultura de precisão e sementes adaptadas ao clima.

    O Plano Safra é fundamental para assegurar que o Brasil continue a produzir alimentos em quantidade e qualidade suficientes para atender sua população crescente. Com investimentos robustos e uma abordagem focada na sustentabilidade e inclusão, o plano não apenas combate a fome, mas também fortalece a economia rural brasileira. A continuidade dessas políticas será crucial para enfrentar os desafios futuros relacionados à segurança alimentar e às mudanças climáticas.

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  • Exposição “Tesouros da Terra” é aberta hoje

    Exposição “Tesouros da Terra” é aberta hoje

    A exposição “Tesouros da Terra – Sementes da Inovação” será inaugurada hoje, 20 de fevereiro na Biblioteca de São Paulo, trazendo uma abordagem inédita sobre a evolução do agronegócio no Brasil e os avanços da biotecnologia. A iniciativa visa surpreender os visitantes ao mostrar como o setor agrícola se tornou responsável por 26% das ocupações no país, conforme dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

    Com uma trajetória que remonta a séculos, a agricultura brasileira evoluiu de práticas manuais para processos modernos, focando em inovação e sustentabilidade. A exposição busca educar o público sobre a importância desse segmento, que representa 23,8% do PIB nacional e 46% do valor das exportações brasileiras. Em um contexto global desafiador, onde a ONU projeta que será necessário aumentar a produção de alimentos em 60% até 2050 para alimentar uma população de 9,7 bilhões de habitantes, conscientizar a sociedade sobre esses desafios é fundamental.

    Da enxada à biotecnologia

    O evento é voltado para educadores, estudantes, pesquisadores, jornalistas, ativistas e o público em geral, oferecendo uma perspectiva única sobre o mundo agro. Com dinâmicas interativas e experiências táteis, os visitantes poderão explorar temas como a realidade atual do campo e as histórias de agricultores dedicados ao cultivo de produtos como soja, milho e trigo.

    A exposição começará com a chegada dos imigrantes ao Brasil, apresentando informações de forma sensível e inovadora. Além disso, haverá uma seção dedicada aos avanços da biotecnologia, onde os visitantes poderão acompanhar todo o processo que envolve pesquisa e desenvolvimento em laboratório até a análise no campo.

    “Tesouros da Terra” é uma iniciativa cultural idealizada pela YABÁ Consultoria, especializada em ESG (Environmental, Social and Governance), com patrocínio da GDM Genética, empresa focada em melhoramento genético de plantas. Andrea Moreira, CEO da YABÁ, explica que o projeto integra estratégias corporativas à cultura para engajar diferentes públicos. “Queremos abordar o tema do melhoramento genético de plantas de forma lúdica e acessível”, afirma.

    Viabilização e impacto social

    O projeto é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura e gera trabalho e renda para aproximadamente 150 profissionais envolvidos na produção técnica. A exposição ficará em São Paulo por dois meses antes de seguir para Brasília.

    “Um dos principais desafios do agronegócio é conectar a realidade do campo moderno às grandes cidades. Acreditamos que experiências culturais podem fortalecer essa conexão”, conclui Andrea.

    Serviço

    • Exposição: Tesouros da Terra – Sementes da Inovação
    • Data: De 20 de fevereiro a 20 de abril
    • Horário: Das 9h30 às 18h30
    • Local: Biblioteca de São Paulo (Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana); dentro do Parque da Juventude
    • Obs: A Biblioteca não abre às segundas-feiras.

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