Tag: Agricultura de Precisão

  • Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    O Brasil alcançou o 3º lugar mundial em produtividade de amendoim e atingiu média de 3,8 toneladas por hectare. A informação consta no livro Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro, lançado pela ABEX-BR em Ribeirão Preto.

    Crescimento expressivo

    O levantamento mostra que a cadeia do amendoim movimentou R$ 18,6 bilhões e ampliou a produção em 300% na última década. A expansão ocorreu porque os produtores adotaram tecnologia de precisão e elevaram a eficiência no campo.

    Inovação no campo

    Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR, afirma que o uso de inovação consolidou o avanço. Ele destaca que 64% dos produtores utilizam agricultura de precisão, o que melhora o uso do solo e aumenta a rentabilidade. O estudo aponta que o amendoim fortalece a rotação de culturas porque fixa nitrogênio no solo. Essa capacidade reduz custos com fertilizantes e melhora as condições para os cultivos seguintes.

    A publicação também detalha o modelo de “desperdício zero” da cadeia. O rigor na qualidade e na rastreabilidade colocou o Brasil como 2º maior exportador mundial de óleo de amendoim e 4º em amendoim em grão. O setor reaproveita subprodutos como farelo e torta na nutrição animal. A casca, que representa até 25% do peso colhido, vira pellet para biomassa e geração de energia.

    Expansão de área plantada

    A ABEX-BR identificou ainda uma expansão de mais de 200% da área plantada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A entidade avalia que a cultura se consolida como segunda safra rentável nas novas fronteiras agrícolas.

    Fantin afirma que o avanço amplia a segurança produtiva. Ele reforça que os dados do mapeamento ajudam a planejar infraestrutura e financiamento para essa nova geografia agrícola.

    O livro foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa da ABEX-BR e já está disponível para consulta no site da entidade.

  • Drones transformam rotinas e ampliam a rentabilidade no campo

    Drones transformam rotinas e ampliam a rentabilidade no campo

    O avanço dos drones agrícolas tem remodelado práticas no campo e ampliado a produtividade das lavouras brasileiras. Desde a regulamentação em 2021, o número de aeronaves agrícolas em operação saltou de cerca de 3 mil para 35 mil, segundo estimativa da Associação Brasileira de Empresas de Drones (ABDrone) e da Schroder Consultoria Agro. O ritmo de crescimento indica uma profissionalização contínua, impulsionada pela busca por eficiência, redução de custos e maior precisão nas operações.

    Com o objetivo de orientar produtores e operadores sobre como garantir o melhor desempenho das aeronaves, o Portal Agro em Campo, conversou com Matias Lazarotto, fundador da AgroAcademy — uma das maiores escolas de pilotos agrícolas do Brasil.

    Lazarotto reuniu sete recomendações essenciais para quem está começando ou deseja qualificar a operação. As respostas destacam a importância de técnica, planejamento e adaptação às novas funcionalidades dos drones.

    7 pilares para uma operação agrícola de sucesso com drones

    Qual é o primeiro passo para melhorar a eficiência dos drones na lavoura?

    É fundamental conhecer profundamente o equipamento e suas configurações. Não basta comprar um drone e começar a pulverizar. É como usar um celular moderno: é preciso explorar funções, personalizar, ajustar e adaptar para cada cenário. Os acessórios fazem muita diferença, como kits de bicos que permitem variar o tamanho da gota ou agitadores de cauda que facilitam a mistura dos produtos.

    Como adaptar a operação ao tipo de cultura e ao terreno?

    Cada cultura exige um tipo específico de aplicação, com janelas e características próprias. Uma lavoura de soja é totalmente diferente de uma lavoura de café, por exemplo. Terrenos acidentados também exigem planos de voo distintos, e softwares de mapeamento ajudam muito. O ideal é entender profundamente a cultura e ajustar o drone à realidade do local.

    Qual é o peso das condições climáticas no desempenho da operação?

    O clima é decisivo. Ventos fortes, chuva e altas temperaturas podem prejudicar a pulverização e até danificar a aeronave. Ainda há quem trabalhe “no olho”, mas isso traz risco. Hoje existem softwares capazes de monitorar o clima em tempo real e emitir alertas. Em dias quentes demais, quando a pulverização perde eficiência, o drone pode ser usado para outras funções, como aplicação de fertilizantes.

    Por que o planejamento operacional deve anteceder cada aplicação?

    Planejar melhora a velocidade, a segurança e a rentabilidade. O operador precisa definir o melhor ponto de posicionamento para reduzir deslocamentos do drone. Também é essencial preparar uma estrutura eficiente de pouso, recarga e reabastecimento. Quanto mais organizado for esse processo — quase como um pit stop de Fórmula 1 — maior será o rendimento por hectare.

    Como a manutenção interfere no desempenho do equipamento?

    Manutenção e higienização adequadas são indispensáveis. O drone precisa de cuidado no manejo, no transporte e, principalmente, na limpeza. Por lidar com químicos, o tanque e os acessórios exigem uma tríplice lavagem para evitar resíduos. O mesmo vale para bateria e bicos. Muitos operadores não fazem isso corretamente, e isso reduz a vida útil do equipamento.

    Quais regras precisam ser seguidas para operar dentro da legislação?

    Drones não são brinquedos. Eles exigem responsabilidade, atenção e cumprimento das normas. Operador e aeronave precisam ser registrados na Anac e no Ministério da Agricultura. Também é obrigatório fazer o Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota (CAAR) em instituição homologada.

    Além disso, cada voo exige autorização e relatórios de operação. A segurança vem sempre em primeiro lugar.

    Por que investir em especialização e atualização constante?

    A tecnologia evolui rápido e exige operadores preparados. Depois do CAAR, há caminhos de especialização, como cursos de mapeamento de terrenos, que permitem aplicações mais precisas e localizadas.

    O mercado está aquecido, a mão de obra ainda é escassa e quem se especializa aumenta muito as chances de empregabilidade.

    Reprodução/ Divulgação

    Carreira em alta e formação profissional aquecida

    A demanda por pilotos cresce em ritmo acelerado. Com milhares de drones registrados no país e expansão da pulverização aérea remota, produtores relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados — especialmente em regiões como o Mato Grosso.

    O salário médio atual gira entre R$ 5 mil e R$ 6 mil, com possibilidade de comissões por hectare aplicado.

    A formação profissional acompanha esse crescimento. Cursos como o CAAR + Piloto de Drone reúnem certificações exigidas pela legislação e ampliam as perspectivas de atuação.

    São módulos teóricos e práticos, com acesso permanente ao material didático e possibilidade de certificação em até 24 horas após a prova. Mais de 4 mil pilotos já foram formados nos últimos anos.

    Além do CAAR, existem formações complementares, como o curso de Operador Enterprise, voltado ao uso de drones menores para acompanhamento de culturas, e o curso de manutenção de drones, lançado recentemente.

    A oferta de novos cursos específicos por cultura também está em desenvolvimento para atender a um público cada vez mais especializado.

    A expansão segue acelerada: novos polos estão sendo implementados em diferentes regiões para facilitar o acesso de operadores e produtores rurais que buscam qualificação.

  • Agritechnica 2025 traz inovações que miram o agronegócio brasileiro

    Agritechnica 2025 traz inovações que miram o agronegócio brasileiro

    O Brasil, com clima tropical e solos diversos, amplia o interesse por inovações que elevam a eficiência e a sustentabilidade agrícola. Essas tendências estarão em destaque na Agritechnica 2025, maior feira de máquinas e tecnologias agrícolas do mundo.

    O evento acontece de 9 a 15 de novembro, em Hannover, Alemanha, e deve reunir 2.700 expositores de 52 países. A organização espera 430 mil visitantes profissionais em 23 pavilhões totalmente ocupados. Segundo Timo Zipf, gerente de projetos da feira, “o futuro da mecanização agrícola passa pela automação inteligente, pela aplicação precisa de insumos e pelo uso de dados em tempo real”. A seguir, quatro inovações que prometem transformar o agronegócio brasileiro.

    Adubação precisa e sustentável

    A aplicação de fertilizantes avança com máquinas mais leves, sistemas automatizados e distribuidores inteligentes. A taxa variável garante a entrega exata de nutrientes, reduzindo desperdícios e impactos ambientais.
    No Brasil, os fertilizantes representam um dos maiores custos de produção. Para Brena Baumle, representante da DLG no Brasil, “a automação na aplicação é essencial para aproveitar melhor os nutrientes e reduzir despesas”.

    Semeadura com inteligência artificial

    Novas máquinas unem várias etapas em uma única passada. Elas semeiam, capinam e ajustam profundidade, espaçamento e densidade das sementes em tempo real.
    A tecnologia combina sensores de solo e inteligência artificial, oferecendo decisões instantâneas durante o plantio. “O agricultor brasileiro já domina a agricultura de precisão. O próximo passo é integrar dados e IA, ampliando eficiência e sustentabilidade”, explica Baumle.

    Irrigação automatizada e de precisão

    A irrigação inteligente ganha espaço com sensores de umidade e modelos climáticos que definem o momento e o volume ideais para irrigar.
    O sistema reduz o consumo de água, energia e tempo, além de tornar a produção mais resiliente à seca. A irrigação por gotejamento inteligente segue tendência mundial.
    “Com o déficit hídrico em várias regiões, irrigar de forma eficiente é questão de sobrevivência econômica. As novas tecnologias colocam o processo sob controle do produtor”, reforça Baumle.

    Robôs e sistemas autônomos

    Os robôs de capina autônomos, a pulverização seletiva e o controle a laser ganham força e reduzem o uso de herbicidas.
    As tecnologias de bicos inteligentes e aplicação pontual (spot spraying) diminuem custos e atendem às exigências ambientais dos mercados internacionais.
    “A falta de mão de obra e o alto custo dos defensivos tornam a automação uma aliada estratégica”, afirma Baumle.

    Tecnologia, ciência e campo no mesmo espaço

    Para Timo Zipf, a Agritechnica é “mais que uma feira. É um ponto de encontro entre tecnologia, ciência e campo, onde se define o futuro da agricultura mundial”.
    A Agritechnica Hanover 2025 acontece de 9 a 15 de novembro, no pavilhão de exposições Messegelände, em Hannover, Alemanha.

     

  • Robô brasileiro detecta doenças antes dos sintomas aparecerem

    Robô brasileiro detecta doenças antes dos sintomas aparecerem

    Um sistema robótico autônomo desenvolvido pela Embrapa Instrumentação promete transformar o combate a uma das principais ameaças às lavouras brasileiras de algodão e soja. Batizado de LumiBot, o equipamento é capaz de diagnosticar a presença de nematoides nas plantas antes mesmo do aparecimento dos sintomas visíveis, utilizando uma tecnologia baseada em luz ultravioleta.

    O protótipo, desenvolvido em parceria com a Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro) de Mato Grosso, registra taxas de acerto superiores a 80% no diagnóstico de infecções por esses parasitas microscópicos, que causam prejuízos bilionários ao agronegócio nacional.

    Prejuízos bilionários motivam inovação

    Os nematoides, vermes microscópicos que variam entre 0,3 e 3 milímetros de comprimento, representam uma ameaça significativa para o agronegócio brasileiro. Na cultura da soja, os prejuízos chegam a R$ 27,7 bilhões anuais, segundo estudo da Sociedade Brasileira de Nematologia (SBN), Syngenta e consultoria Agroconsult. No algodão, as perdas superam R$ 4 bilhões por ano.

    “Existem vários exemplos de áreas de produção que se tornaram inviáveis pela infestação desses parasitas”, alerta Rafael Galbieri, pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). Ele destaca que há relatos de perdas entre 50% e 60% em casos extremos, com média de 10% a 12% em determinadas regiões.

    A ameaça torna-se ainda mais relevante diante das perspectivas de safra recorde para 2025/26. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê produção de 4,09 milhões de toneladas de pluma de algodão e 177,67 milhões de toneladas de grãos de soja.

    Como funciona o diagnóstico por luz

    O LumiBot opera durante a noite, deslocando-se por trilhos instalados entre as fileiras de plantas. O equipamento emite luz ultravioleta-visível sobre as folhas e captura imagens da fluorescência emitida por meio de câmeras científicas. Todo o processo de captura leva apenas sete segundos por amostra.

    “A imagem obtida resulta da excitação das folhas com luz ultravioleta-visível, que induz compostos moleculares, como a clorofila e alguns metabólitos secundários, a emitirem luz por meio do processo de fluorescência”, explica Débora Milori, coordenadora do estudo e do Laboratório Nacional de Agrofotônica (Lanaf).

    O robô ilumina e fotografa ao mesmo tempo as folhas das plantas de algodão e soja em 7 segundos. Foto: Wilson Aiello/Embrapa

    A tecnologia embarcada no robô é chamada de Imagem de Fluorescência Induzida por LED (LIFI). Trata-se de um método não destrutivo que permite uma aquisição rápida de dados sobre processos fisiológicos das plantas. Algoritmos de aprendizado de máquina processam as imagens captadas e identificam padrões relacionados a doenças específicas.

    Um dos principais diferenciais da tecnologia é sua capacidade de diferenciar estresses bióticos, provocados por fungos, bactérias e vírus, de estresses abióticos, como deficiências nutricionais e falta de água. “Conseguimos gerar dados e modelos com taxas de acerto acima de 80%, além de diferenciar as doenças do estresse hídrico”, ressalta Milori.

    Redução no uso de defensivos químicos

    O método convencional de controle de nematoides baseia-se na aplicação de nematicidas no solo ou nas sementes antes do plantio. Esses produtos têm custo elevado, podem causar impacto ambiental e apresentam eficácia variável dependendo das condições do solo.

    O diagnóstico precoce e o mapeamento da infestação permitem a aplicação de defensivos químicos somente nas regiões infestadas, gerando economia e mais sustentabilidade. Foto: Wilson Aiello/Embrapa

    O diagnóstico precoce proporcionado pelo LumiBot permite uma abordagem diferente. Com a identificação precisa das áreas infestadas, os agricultores podem aplicar estratégias de controle apenas nas regiões efetivamente afetadas, evitando o uso excessivo de defensivos químicos.

    “O diagnóstico precoce de doenças é fundamental para que os agricultores possam agir rapidamente e de forma localizada. Com isso, evita-se o uso excessivo de defensivos químicos e a redução do impacto ambiental, um avanço importante para a agricultura de precisão no Brasil”, afirma Sérgio Dutra, consultor da Comdeagro.

    Resultados promissores em ambiente controlado

    O protótipo do LumiBot já passou por três anos de testes em casa de vegetação, com a coleta de aproximadamente sete mil imagens. Os experimentos foram conduzidos com 400 plantas em vasos, divididas em quatro grupos: controle, estresse hídrico, plantas inoculadas com o nematoide Aphelenchoides besseyi e plantas inoculadas com o Rotylenchulus reniformis.

    Essas duas espécies estão entre as mais comuns encontradas nas lavouras brasileiras. O Rotylenchulus reniformis é frequente em regiões tropicais e subtropicais, enquanto o Aphelenchoides besseyi, responsável por sintomas como haste verde e retenção foliar, prolifera em ambientes quentes e úmidos.

    “Os nematoides são um problema muito sério dentro do cultivo do algodão e resultam em muitas perdas para os agricultores. Principalmente para o Estado do Mato Grosso”, destaca Dutra.

    Próximos passos rumo ao campo

    Apesar dos resultados promissores, o LumiBot ainda é um protótipo de laboratório. A próxima etapa do projeto prevê o desenvolvimento de um equipamento adaptado para operação em campo, como a integração do aparato óptico em veículos agrícolas do tipo pulverizador gafanhoto ou veículos rover.

    O projeto conta com o suporte da Embrapii Itech-Agro (Integração de Tecnologias Habilitadoras no Agronegócio) da Embrapa Instrumentação, que busca minimizar custos e alavancar as cadeias produtivas da soja e do algodão. O projeto físico e de automação foi desenvolvido em parceria com a empresa Equitron Automação, de São Carlos (SP).

    A equipe apresentou o LumiBot publicamente durante o Simpósio Nacional de Instrumentação Agropecuária (Siagro). Ele foi realizado de 14 a 16 de outubro no Laboratório de Referência Nacional em Agricultura de Precisão (Lanapre), no Campo Experimental em Automação Agropecuária da Embrapa Instrumentação, em São Carlos.

    Equipe multidisciplinar

    O desenvolvimento do LumiBot reúne profissionais de diferentes áreas do conhecimento. Tiago Santiago, pós-doutorando, é responsável pela análise de dados e pelo treinamento dos modelos de aprendizado de máquina. Bianca Barreto, engenheira agrônoma, iniciou as pesquisas durante seu pós-doutorado supervisionado por Débora Milori.

    Foto: Wilson Aiello/Embrapa

    A equipe conta ainda com Vinícius Rufino, graduando em engenharia física que atua na instrumentação e análise de dados. Também com Julieth Onofre, doutora em Física responsável pela instrumentação óptica. Gabriel Lupetti é graduando em biotecnologia, e que acompanha o desenvolvimento dos nematoides e a inoculação. E Kaique Pereira, biólogo responsável pela manutenção das plantas e contagem de nematoides.

    Problema subestimado no agronegócio

    A presidente da Sociedade Brasileira de Nematologia, Andressa Cristina Zamboni Machado, alerta que o problema dos nematoides pode ser ainda maior do que os números oficiais indicam. “O Brasil abriga diversas espécies de nematoides altamente agressivas, disseminadas amplamente por todas as regiões agrícolas e responsáveis por extensas perdas econômicas no agronegócio. Entretanto, esses organismos nem sempre são corretamente diagnosticados ou manejados, o que agrava ainda mais seus efeitos sobre a produção”, afirma.

    Segundo ela, embora as perdas mais expressivas ocorram em culturas como soja e algodão, os patógenos já comprometem a produtividade de praticamente todas as lavouras do País, muitas vezes de forma ainda mais acentuada do que nas grandes culturas.

    Com o potencial de melhorar a qualidade da fibra, garantir maior rentabilidade para os produtores e promover uma agricultura mais sustentável, o LumiBot representa um avanço significativo na luta contra um dos maiores desafios fitossanitários do agronegócio brasileiro.

  • Virtueyes e Huawei instalam 100 torres 4G e 5G para conectar o agro e as cidades

    Virtueyes e Huawei instalam 100 torres 4G e 5G para conectar o agro e as cidades

    A Virtueyes, especializada em redes privativas e soluções de Internet das Coisas (IoT), firmou uma parceria estratégica com a gigante global Huawei. O objetivo é ampliar a conectividade em regiões críticas do Brasil. O acordo prevê a instalação de mais de 100 torres com tecnologia 4G e 5G até o fim de 2025. A pretensão é cobrir mais de 2 milhões de hectares em áreas rurais e urbanas, com foco no agronegócio, segurança pública e cidades inteligentes.

    A meta é reduzir os chamados “desertos digitais” e viabilizar o uso de tecnologias avançadas em locais que ainda enfrentam falhas graves de cobertura. “Ainda temos regiões inteiras desconectadas, especialmente no campo. Isso impacta diretamente a operação, a gestão de recursos e a tomada de decisões em tempo real”, afirma Shandrus Carvalho, vice-presidente da Virtueyes.

    Parceria entrega infraestrutura robusta e soluções sob medida

    Com experiência em conectividade crítica, a Huawei fornece a tecnologia embarcada nas torres, enquanto a Virtueyes é responsável pela operação e customização das redes para diferentes perfis de uso. O projeto engloba desde propriedades agrícolas, até centros urbanos que demandam alta disponibilidade, como áreas industriais e de segurança.

    “A parceria com a Virtueyes nos permite entregar conectividade robusta, com baixa latência, alta disponibilidade e total segurança da informação — seja no campo ou nas cidades”, explica Carlos Roseiro, executivo da Huawei no Brasil.

    Do solo ao sistema: inteligência e dados para transformar o Brasil

    No agronegócio permitirá a adoção de estações meteorológicas conectadas, máquinas autônomas, armadilhas inteligentes para pragas, sensores de solo, irrigação inteligente e telemetria de drones — tudo integrado em uma plataforma de gestão unificada. A ideia é garantir mais eficiência, sustentabilidade e acesso a crédito.

    Nas cidades, a conectividade será base para iluminação pública inteligente, controle de tráfego, sistemas de emergência e redes dedicadas à Defesa Civil e à segurança pública. As torres também atenderão projetos de videomonitoramento em tempo real e cercamento eletrônico, com foco em prevenção e análise preditiva.

    “A gestão de dados no agro e nas cidades só entrega valor real quando está integrada, conectada e analisada em tempo real. Não falamos apenas de produtividade, mas de gestão de riscos, conformidade regulatória e atração de investimentos sustentáveis”, reforça Carvalho.

    A Virtueyes e a Huawei defendem que a conectividade é um dos pilares centrais da transformação digital brasileira — e que essa mudança deve ser segura, escalável e voltada a resultados concretos.

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  • Bosch investe R$ 200 milhões e aposta no agro digital

    Bosch investe R$ 200 milhões e aposta no agro digital

    Durante coletiva de imprensa na Agrishow 2025, conduzida por Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Bosch América Latina, a empresa apresentou um panorama estratégico que reforça sua atuação no setor agro com o conceito “Tecnologia para a vida”. Com investimentos próprios de aproximadamente R$ 200 milhões previstos para os próximos três anos, a Bosch reforça sua aposta em soluções digitais, sustentáveis e integradas para o campo.

    “Queremos que nossos produtos e soluções despertem entusiasmo, melhorem a qualidade de vida das pessoas e ajudem a preservar os recursos naturais”, afirmou o executivo. A unidade Bosch Smart Agriculture já conta com mais de 100 colaboradores dedicados ao agro em países como Brasil, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.

    Agricultura conectada e dados em tempo real

    A plataforma Bosch Digital Agro foi um dos grandes destaques da apresentação. Por meio de tecnologias de sensoreamento e conectividade, a solução oferece monitoramento em tempo real da operação, preparação remota da frente de trabalho e intervenções automatizadas. A funcionalidade máquina a máquina permite plantio simultâneo sem sobreposição, aumentando a eficiência nas lavouras.

    A solução IPS (Intelligent Planting Solution), voltada para o plantio, promove o controle de distribuição de sementes linha a linha, maximizando o rendimento com robustez e qualidade Bosch. Segundo estudo da Embrapa, a tecnologia pode elevar a produtividade em até 8%.

    Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Bosch América Latina, durante apresentação
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O sistema também permite o controle sessão a sessão na aplicação de fertilizantes, otimizando o uso de insumos. “É a única plataforma do mercado que reúne dados agronômicos e de maquinário em um mesmo ambiente digital”, destacou Perez.

    Pulverização inteligente e economia de insumos

    Outro avanço apresentado foi o One Smart Spray, desenvolvido em parceria com a BASF. A tecnologia identifica plantas daninhas em tempo real e realiza a aplicação seletiva de herbicidas, apenas onde necessário. A inteligência artificial embarcada garante precisão elevada e redução significativa no uso de químicos. Aplicações reais em campo apontam economia de até 62% de herbicidas.

    As soluções Bosch se estendem por toda a cadeia produtiva:

    • Spreader atua na preparação do solo

    • Fertilizer no manejo

    • IPS no plantio

    • One Smart Spray na pulverização

    Esse ecossistema conectado favorece decisões mais rápidas, menor desperdício e aumento na produtividade agrícola.

    Do Brasil para o mundo: hidráulica, eletrificação e serviços

    No segmento de agricultura inteligente, a Bosch também apresentou o projeto SMAG, com desenvolvimento nacional voltado ao mercado global. A fusão com HydraForce e Rexroth, há dois anos, consolidou a marca como líder em hidráulica compacta na América Latina.

    A plataforma BODAS (Bosch Rexroth Digital Application Solutions) integra hardware, software e conectividade para atender diferentes demandas de sistemas de acionamento. Já a linha eLion oferece componentes para eletrificação de máquinas agrícolas, com menor emissão de poluentes, menos ruído e maior eficiência operacional.

    O compromisso com o pós-venda também foi reforçado. A Bosch oferece soluções para o segmento off-highway, com peças de reposição, nova tecnologia em limpadores de para-brisa, bombas e injetores diesel, além de alternadores e motores de partida. A rede Bosch Diesel Center & Bosch Diesel Service conta com mais de 300 oficinas e se mantém como referência mundial em sistemas de injeção diesel.

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  • Xmobots lança divisão Agro e apresenta inovações para agricultura de precisão

    Xmobots lança divisão Agro e apresenta inovações para agricultura de precisão

    A Xmobots, sexta maior empresa de drones civis do mundo e distribuidora oficial da DJI no Brasil, oficializou na Agrishow 2025 a criação da Xmobots Agriculture, uma divisão focada exclusivamente em agricultura de precisão. Além disso, a companhia apresentou quatro novidades tecnológicas: DAASFY, SPAD 200B, XGEN e o drone de logística DJI FlyCart 30.

    Com um estande ampliado para 700 m², a Xmobots retorna à feira após bater recorde de vendas em 2024 e projeta resultados ainda mais expressivos neste ano. A expectativa é impulsionada pela expansão da nova divisão agro, que já atende milhares de produtores e prestadores de serviço em todo o Brasil, com o suporte de mais de 200 revendas parceiras em regiões estratégicas do agronegócio.

    Xmobots Agriculture: foco exclusivo no agro

    Segundo Thatiana Miloso, Diretora Comercial da Xmobots, a segmentação marca uma nova fase estratégica para a empresa: “A Xmobots Agriculture representa um movimento estratégico. Reunimos tecnologias, equipes e processos voltados exclusivamente ao agronegócio, com o objetivo de tornar as operações mais simples, eficientes e conectadas à realidade do campo.”

    Foto: divulgação Xmobots
    Principais lançamentos na Agrishow 2025
    1. DAASFY: Plataforma de gestão de pulverização

    A DAASFY permite o controle total da pulverização via celular. O produtor pode:

    • Criar solicitações de serviço;
    • Definir áreas de aplicação;
    • Estabelecer limites de vento, temperatura, umidade e taxa de aplicação.

    Após a execução, o sistema gera um relatório técnico, garantindo transparência e qualidade na operação.

    1. SPAD 200B: Eficiência em operações intensivas

    Projetado para fazendas de médio porte, o SPAD 200B suporta dois drones DJI AGRAS (T40 ou T50), misturadores duplos, geradores XGEN e um reservatório de até 1.000 litros de água. A solução permite operações contínuas de até 4 horas com apenas um piloto e um auxiliar, aumentando a produtividade e reduzindo custos.

    1. XGEN: Gerador multifuncional para drones

    O XGEN é o primeiro gerador brasileiro desenvolvido exclusivamente para drones, com dois modelos:

    • XGEN 10 (8,5 kVA)
    • XGEN 20 (20,0 kVA)

    Com tomadas industriais, injeção eletrônica e compatibilidade com acessórios como o XMixer (misturador de calda) e iluminação noturna, o XGEN garante autonomia e performance em campo.

    1. DJI FlyCart 30: Drone de logística para o agro

    O FlyCart 30 chega para revolucionar a logística no campo, com:

    • Alcance de 16 km
    • Caixa de transporte de 70L
    • Redundância de segurança
    • Com dois modos (Caixa e Gancho), o drone agiliza o transporte de:
    • Sacos de adubo e sementes
    • Peças de maquinário agrícola
    • Ferramentas, placas solares e lonas

    Portfólio robusto e expansão contínua

    Os novos lançamentos se somam a um ecossistema agro já consolidado, que inclui:

    • Sistemas SPAD 75 e SPAD 150
    • Misturador XMixer 150B
    • Base XRTK
    • Drones DJI AGRAS T25 e T50
    Foto: divulgação Xmobots

    A utilização de drones no agronegócio é uma realidade que só deve aumentar, devido as vantagens custo benefício. E o Brasil pode se beneficiar muito estando entre os principais fabricantes do setor.

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  • Estudante de engenharia cria sistema de monitoramento climático

    Estudante de engenharia cria sistema de monitoramento climático

    Raphael Vilela, estudante de Engenharia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), desenvolveu um sistema de monitoramento climático de baixo custo que pode prever condições ambientais e a saúde das lavouras, além de detectar gases nocivos e incêndios. O dispositivo é adaptável a diferentes cenários, desde a agricultura até o monitoramento urbano e florestal.

    O sistema utiliza dois dispositivos principais, denominados “Home” e “Externo”, equipados com sensores avançados como BME280, DS18B20 e AHT10. Esses sensores medem temperatura, umidade, pressão e condições do solo. As informações coletadas no campo pelo dispositivo “Externo” são armazenadas no dispositivo “Home”, que salva os dados em um cartão microSD, permitindo análise detalhada posterior.

    O professor Francisco Javier, orientador da pesquisa, afirma que o sistema permite adaptação tanto para pequenas áreas agrícolas quanto para grandes propriedades. Ele auxilia no acionamento de sistemas de irrigação, monitoramento de temperatura, umidade e fertilidade do solo, permitindo que os produtores intervenham apenas onde é necessário, reduzindo custos.

    Sustentabilidade

    Após implementar o sistema na lavoura de sua família em Minas Gerais, Raphael Vilela destacou a flexibilidade e mobilidade proporcionadas pela rede sem fio, eliminando a necessidade de cabeamento. O dispositivo é capaz de identificar o pH e os níveis de nitrogênio, fósforo e potássio no solo, otimizando a produção agrícola.

    O projeto evidencia a redução de custos e a sustentabilidade proporcionada pela tecnologia. Com a análise em tempo real, é possível economizar em soluções mais caras, como monitoramento por satélite ou drones. Os dados coletados podem alimentar sistemas de inteligência artificial (IA), promovendo maior sustentabilidade na produção e preservação ambiental.

    Como próximo passo, Raphael Vilela planeja integrar os dados a um aplicativo ou plataforma online, permitindo o acompanhamento contínuo das variáveis monitoradas. Sua pesquisa representa um marco na integração de inovação, sustentabilidade e eficiência no setor agrícola.

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  • AGCO investe R$ 19 milhões em Jundiaí (SP)

    AGCO investe R$ 19 milhões em Jundiaí (SP)

    A AGCO Corporation (NYSE: AGCO), líder global em máquinas agrícolas e tecnologia de agricultura de precisão, anunciou a expansão de suas operações em Jundiaí (SP) com a inauguração de duas novas instalações: o Centro de Excelência de Transmissões Reman e a nova sede da AGCO Academy. O investimento de R$ 19 milhões reforça o compromisso da empresa com a sustentabilidade e o desenvolvimento profissional no agronegócio.

    Com um investimento de US$ 3,2 milhões, o Centro de Excelência de Transmissões Reman é o primeiro do tipo na América do Sul. A estrutura de 1.750 metros quadrados será dedicada à remanufatura de transmissões continuamente variáveis (CVT) e transmissões mecânicas. O objetivo é de reduzir custos para os agricultores em cerca de 30% e aumentar o tempo de atividade das máquinas. A meta é produzir 120 transmissões CVT e 120 mecânicas no primeiro ano.

    Da esquerda para a direita. Rodrigo Junqueira, gerente-geral da AGCO AS; Marcela Moro, Secretária de Agronegócio de Jundiaí; Eric Hansotia, presidente do conselho, presidente e CEO da AGCO. Edicarlos Vieira, presidente da Câmara Municipal de Jundiaí; e Damon Audia, VP Sênior e Diretor Financeiro da AGCO – Foto: Tiago Lima

    As transmissões remanufaturadas seguirão as especificações de fábrica, possuindo as mesmas garantias e rigorosos controles de qualidade dos componentes novos. A produção de transmissões mecânicas remanufaturadas começará em abril de 2025, com a produção de remanufatura CVT começando no final de 2025.

    AGCO Academy: capacitação técnica para o futuro do agro

    A nova sede da AGCO Academy, também em Jundiaí, oferecerá treinamento aos profissionais que atuam no apoio e manutenção de máquinas agrícolas. A estrutura de 2.300 metros quadrados foi projetada para oferecer um ambiente amplo e moderno, dedicado exclusivamente à concessão de qualificações agrícolas para as principais marcas da AGCO: Fendt, Massey Ferguson e Valtra.

    Com capacidade para treinar cerca de 600 técnicos por ano, a AGCO Academy oferece treinamentos comerciais, de peças e de gestão, além de treinamentos técnicos. Um dos principais diferenciais da nova instalação é a integração do treinamento com uma visão mais ampla das operações internas da empresa.

    Compromisso com o agronegócio brasileiro

    “Nossa visão é ser o parceiro confiável para soluções agrícolas inteligentes e líderes do setor. E esses investimentos estão nos ajudando a cumprir esse compromisso no Brasil e em toda a América do Sul”, disse Eric Hansotia, presidente do conselho, presidente e CEO da AGCO.

    Rodrigo Junqueira é vice-presidente da Massey Ferguson para a América do Sul e gerente geral AGCO para a América do Sul. Ele ressaltou a importância da capacitação técnica para o agronegócio brasileiro. “A abertura da nova sede da AGCO Academy em Jundiaí ilustra o compromisso da AGCO com o treinamento contínuo como um dos principais impulsionadores do agronegócio brasileiro. Em meio à transformação digital e aos novos avanços tecnológicos que estão remodelando o setor agrícola, o conhecimento técnico é crucial para o progresso contínuo do setor”, afirmou.

    Além do Centro de Excelência Reman e da AGCO Academy, o grupo já havia expandido seu centro de distribuição de peças em Jundiaí em 2022, passando de 42 mil m² para 57 mil m². A empresa também prevê investir cerca de R$ 300 milhões no Brasil em 2025, em expansão de fábricas e melhoria de equipamentos.

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  • Inteligência Artificial revoluciona o agronegócio

    Inteligência Artificial revoluciona o agronegócio

    O uso da inteligência artificial (IA) está transformando o agronegócio, oferecendo soluções inovadoras para aumentar a produtividade e a eficiência no campo.

    A IA permite monitorar e analisar dados em tempo real, otimizando o uso de recursos como água e fertilizantes. Sensores e drones equipados com a tecnologia coletam dados sobre o solo e as culturas, ajudando os agricultores a tomar decisões de forma mais assertiva.

    Os algoritmos controlados por inteligência artificial conseguem analisar condições climáticas, saúde do solo e crescimento das plantas, prevendo o rendimento das colheitas. Isso ajuda os agricultores a planejar melhor a colheita, utilização dos recursos e ter uma melhor lucratividade na comercialização dos produtos.

    Por exemplo, sistemas de IA conseguem identificar precocemente sinais de pragas e doenças nas plantas, permitindo intervenções rápidas e eficazes. Isso reduz a necessidade de pesticidas e melhora a qualidade das colheitas.

    Mas é no setor de tratores e colheitadeiras autônomas, guiados por IA, a revolução mais fácil de ser acompanhada. Além de tornar o trabalho no campo mais eficiente e seguro, ssas máquinas podem operar 24 horas por dia, realizando tarefas repetitivas com precisão.

    Melhoramento genético e tendências de mercado

    A IA acelera o processo de melhoramento genético, identificando rapidamente as características desejáveis em plantas e animais. Isso resulta em cultivares e raças mais resistentes e produtivas, ou seja, mais qualidade e lucro futuro.

    Ferramentas de IA também analisam tendências de mercado e preços, ajudando os agricultores a tomar decisões estratégicas sobre quando e como vender seus produtos.

    Futuro Promissor

    A adoção da inteligência artificial no agronegócio promete transformar o setor, tornando-o mais sustentável e lucrativo. Com o contínuo desenvolvimento de tecnologias avançadas, a IA ajudará a enfrentar desafios como mudanças climáticas e a crescente demanda por alimentos, garantindo um futuro próspero para a agricultura.

    Tecnologia e Inteligência artificial no campo melhoram produtividade
    Produtividade aumenta com uso da IA

    Para não ficarmos para trás, o agronegócio precisa de investimentos em tecnologia de forma rápida, pois isso pode ser uma maneira de compensar as perdas e prejuízos causados pelas mudanças climáticas que estamos passando.

    O setor fica no aguardo das promessas do vice presidente, Geraldo Alckim, e do do Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, de que o Governo Federal irá abrir linhas de crédito para a modernização da estrutura no agro.