Tag: agricultores familiares

  • Grupo Daabon assume operação da Agropalma no Pará

    Grupo Daabon assume operação da Agropalma no Pará

    O Grupo Daabon concluiu a aquisição de 100% das operações da Agropalma no Pará e iniciou oficialmente sua atuação no mercado brasileiro de óleo de palma. A empresa colombiana passa a controlar ativos estratégicos, incluindo áreas de plantio, reservas florestais, seis indústrias de extração em Tailândia (PA) e uma refinaria em Belém.

    A operação marca a entrada direta da Daabon no Brasil e inaugura uma nova fase para a Agropalma, referência nacional em produção sustentável de óleo de palma. As unidades no Pará mantêm a marca Agropalma, enquanto a refinaria de Limeira (SP), que não integrou o acordo, passa a operar sob o nome Indústrias Xhara, sob gestão da APAR Holdings.

    Com presença em quatro continentes, a Daabon amplia sua atuação na América Latina e reforça sua estratégia de expansão em cadeias agrícolas sustentáveis. Fundada em 1914, a companhia acumula mais de um século de experiência e atua de forma integrada da produção ao mercado.

    Segundo Giancarlo Dávila, CEO da Agropalma, a integração fortalece o desenvolvimento do setor no país. “Vamos contribuir com nossa expertise em agricultura, industrialização e sustentabilidade para apoiar o crescimento do óleo de palma no Brasil, ao lado dos profissionais do Pará”, afirma.

    Sustentabilidade

    A Daabon opera com certificações como Regenerative Organic Certified (ROC), Fair Trade e RSPO, além de adotar políticas de desmatamento zero e rastreabilidade total da produção. A empresa também mantém programas voltados ao desenvolvimento comunitário, alinhados às práticas já consolidadas pela Agropalma.

    Para André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e P&D da Agropalma, a transação garante a continuidade de um modelo consolidado. “Construímos uma operação integrada, com foco em qualidade e responsabilidade socioambiental. A chegada da Daabon assegura a manutenção desse legado”, diz.

    A empresa colombiana planeja ampliar investimentos no Pará, com foco em aumento de produtividade, fortalecimento da cadeia do óleo de palma e expansão de programas com agricultores familiares. A iniciativa também deve impulsionar a geração de empregos e parcerias locais.

    Agropalma mantém liderança em óleo de palma sustentável

    Fundada em 1982, em Tailândia (PA), a Agropalma consolidou-se como referência global na produção sustentável de óleo de palma. A empresa atua em toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao refino e desenvolvimento de produtos de alto valor agregado.

    Atualmente, a companhia opera seis indústrias de extração, uma refinaria em Belém e um terminal de exportação, além de empregar cerca de 5 mil colaboradores. O programa de agricultura familiar, implementado há mais de duas décadas, beneficia mais de 300 produtores parceiros.

    Daabon reforça estratégia global com foco em sustentabilidade

    Com sede em Santa Marta, na Colômbia, o Grupo Daabon atua nos segmentos de agricultura, indústria, logística e energia. Seu portfólio inclui óleo de palma, banana, café e bioenergia.

    A empresa emprega mais de 5 mil pessoas e sustenta sua estratégia em três pilares: sustentabilidade, rastreabilidade e inovação. A aquisição da Agropalma fortalece sua presença global e amplia a participação no mercado de óleo de palma sustentável.

  • Cultivo de pimenta-do-reino avança e atrai agricultores familiares

    Cultivo de pimenta-do-reino avança e atrai agricultores familiares

    O cultivo de pimenta-do-reino  ganha espaço como alternativa de renda para agricultores familiares em Minas. E já se consolida em municípios como Ataléia, Novo Oriente de Minas, Teófilo Otoni e Águas Formosas.

    plantio de pimenta do reino
    Foto: Divulgação Emater-MG

    O avanço da pimenta-do-reino em Minas acompanha a adaptação da cultura ao clima quente dessas regiões. Produtores locais adotam o plantio em pequenas áreas, principalmente como complemento à renda obtida com pecuária e outras lavouras. Segundo o coordenador regional de Culturas da Emater-MG, Sandro Rodrigues da Silva, o modelo tem mostrado bons resultados e estimula a expansão gradual da atividade.

    Apesar do Espírito Santo liderar a produção nacional, com cerca de 60% do volume, Minas Gerais amplia sua participação com base na agricultura familiar.

    Capacitação técnica impulsiona produção

    A transferência de conhecimento técnico tem papel central no crescimento da cultura em Minas. Em Teófilo Otoni, a Emater-MG promoveu recentemente um simpósio e um Dia de Campo voltados à pimenta-do-reino. Os eventos reuniram produtores e especialistas para discutir práticas de plantio, manejo e estratégias de comercialização.

    As atividades contaram com apoio da Emater-Pará e da empresa Tropoc, referência na cadeia da especiaria. A iniciativa buscou fortalecer a troca de experiências e ampliar o nível técnico dos produtores mineiros, fator considerado decisivo para a expansão sustentável da cultura.

    O mercado da pimenta-do-reino apresenta ciclos de preços, mas mantém bom potencial de rentabilidade. Atualmente, o quilo do produto gira em torno de R$ 26, embora já tenha alcançado picos de R$ 40 e recuado para cerca de R$ 7 em períodos de baixa. Essa volatilidade exige planejamento, mas não reduz o interesse dos produtores.

    Produção cresce e atrai investimentos

    A produtora Dionísia Jardim, de Ataléia, representa o avanço da cultura na região. Ela iniciou o cultivo há três anos e hoje mantém cerca de sete mil pés em produção, em uma área de aproximadamente um hectare. Diante dos resultados positivos, já planeja ampliar o plantio.

    Segundo a agricultora, a pimenta-do-reino apresenta adaptação superior a outras culturas tradicionais, como o café. Ela também destaca a importância da capacitação técnica para o crescimento da atividade na região.

    O potencial produtivo tem atraído investimentos. Empresas do setor avaliam a instalação de estruturas de beneficiamento em Teófilo Otoni, com o objetivo de transformar o município em um polo regional da pimenta-do-reino. Produtores também discutem a criação de uma cooperativa para fortalecer a comercialização e viabilizar exportações diretas.

    Exportação domina destino da produção

    Atualmente, a produção dos Vales do Mucuri e do Jequitinhonha segue para o Espírito Santo, principal hub exportador do país. De lá, o produto abastece mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia.

    O Brasil ocupa posição de destaque no cenário global, como segundo maior produtor mundial de pimenta-do-reino, atrás apenas do Vietnã. Cerca de 90% da produção nacional segue para o mercado externo, reforçando o potencial da cultura como geradora de divisas.

  • Câmara libera R$ 500 milhões do Fundo Garantidor para agricultura familiar

    Câmara libera R$ 500 milhões do Fundo Garantidor para agricultura familiar

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (16) o Projeto de Lei 2213/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para cobrir ações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Com a aprovação, o texto segue agora para sanção presidencial.

    De autoria do senador Jaques Wagner (PT-BA), a proposta permite utilizar até R$ 500 milhões do FGO para garantir as operações de crédito do Pronaf. Para viabilizar a medida, o texto aprovado altera a Lei 13.999/20, a mesma que institui o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).

    Recurso do FGO reduz risco dos bancos e facilita acesso ao Pronaf

    O Fundo Garantidor de Operações, administrado pelo Banco do Brasil, diminui os riscos para as instituições financeiras, o que facilita o acesso ao crédito por empresas e setores específicos. Com a mudança, o fundo passa a cobrir operações do Pronaf, programa que oferece linhas de crédito com condições especiais para agricultores familiares.

  • Câmara aprova regras para facilitar crédito rural a pequenos produtores

    Câmara aprova regras para facilitar crédito rural a pequenos produtores

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, um projeto de lei que estabelece regras permanentes para a concessão de crédito rural a pequenos produtores e agricultores familiares. A medida pode beneficiar produtores com receita bruta anual de até R$ 500 mil, além de cooperativas e associações que atendam majoritariamente esse público.

    O texto garante condições diferenciadas de financiamento, como juros menores, prazos de pagamento mais longos e repactuação automática em casos de perdas climáticas. Hoje, essas condições dependem de normas anuais do Plano Safra ou de cada banco individualmente. O que torna o acesso instável e desigual.

    Sistema digital unificado

    Uma das principais novidades do projeto é a autorização para o Executivo criar um sistema eletrônico nacional integrado. A plataforma permitirá que produtores registrem pedidos de financiamento diretamente, enquanto instituições financeiras analisam e respondem as solicitações de forma centralizada.

    “A inexistência de um sistema eletrônico unificado obriga o pequeno produtor a buscar individualmente instituições financeiras, o que limita a concorrência e reduz as chances de acesso a condições mais vantajosas”, justificou a relatora, deputada Cristiane Lopes (União-RO).

    Deputada Cristiane Lopes (União-RO). Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    O sistema também permitirá o monitoramento em tempo real da análise, concessão e liberação do crédito. O acesso ficará restrito a produtores que aderirem ao compartilhamento de dados no Open Finance.

    Mudanças em relação ao texto original

    O substitutivo da deputada Cristiane Lopes, aprovado pelo deputado Adriano do Baldy (PP-GO), amplia o alcance da proposta original. O limite de renda anual elegível subiu de R$ 200 mil para R$ 500 mil, o que aumenta significativamente o número de produtores que podem se beneficiar das novas regras.

    O projeto também define limites claros para a exigência de garantias nos financiamentos — uma das principais barreiras enfrentadas por pequenos agricultores na hora de buscar crédito.

    O PL 4552/24 tramita de forma conclusiva e ainda precisa passar pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, o texto segue para votação no Senado antes de virar lei.

  • Com montanhas de cebola jogadas nas estradas, governo orienta renegociação de dívidas

    Com montanhas de cebola jogadas nas estradas, governo orienta renegociação de dívidas

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou orientação às instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) sobre a possibilidade de renegociar e prorrogar parcelas de financiamentos de agricultores familiares dedicados à cultura da cebola.

    A medida chega em meio a uma das piores crises do setor nos últimos dez anos. Santa Catarina enfrenta um colapso na comercialização. O preço de produção está acima do valor pago aos produtores, e sete cidades catarinenses já decretaram situação de emergência, entre elas Ituporanga, a capital nacional da cebola. Produtores descartam toneladas do produto porque o quilo está em torno de R$ 0,80, valor que não cobre os custos de colheita, armazenamento e transporte. Para muitos, sai mais caro tirar da lavoura do que deixar no chão.

    O custo médio de produção da cebola chega a R$ 1,33 por quilo, enquanto o preço médio pago ao produtor ficou em torno de R$ 0,67, praticamente metade. Em Aurora (SC), produtores descartaram pelo menos 11 grandes montes de cebola à beira de rodovias, escancarando um cenário de prejuízo generalizado.

    Como funciona a renegociação

    A orientação do MDA ampara-se nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR) e permite três caminhos: prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.

    A renegociação não é automática. O agricultor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. De preferência antes do vencimento das parcelas, para evitar a inadimplência. Para análise da operação, é necessário comprovar a dificuldade temporária de pagamento, apresentar documentação ou laudo técnico que evidencie a redução de renda. E também demonstrar a viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.

    Quando a crise atingir um volume maior de produtores em determinado município ou região, as instituições financeiras podem aceitar laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual de cada operação.

    O que diz o governo

    Para o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia, Vanderley Ziger, a medida reforça o papel do Estado diante de crises de mercado. “Quando ocorrem oscilações que afetam temporariamente a renda dos produtores, é papel do Estado atuar de forma responsável e técnica para preservar a capacidade produtiva das famílias. Essa orientação garante segurança jurídica, previsibilidade e continuidade da produção”, afirmou.

    Foto: Rodarte/Agro Em Campo

    Ziger destacou ainda que o Pronaf é um dos principais instrumentos de fortalecimento da agricultura familiar no país. “Estamos falando de famílias que produzem alimento, geram renda e mantêm viva a dinâmica econômica dos municípios.”

    Desconto automático pelo PGPAF

    Além da renegociação, os produtores de cebola contam com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), que garante bônus de desconto nas parcelas do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto cai abaixo do preço de garantia definido pelo governo federal.

    O desconto vai direto no pagamento da parcela, sem necessidade de solicitação, desde que o agricultor esteja adimplente. Para fevereiro, os percentuais de desconto na cebola chegam a 44,29% no Paraná, 58,57% no Rio Grande do Sul e 46,43% em Santa Catarina, com limite de R$ 5 mil por beneficiário. Produtores que optarem por pagar as parcelas em vez de solicitar a prorrogação recebem o desconto automaticamente.

    Santa Catarina responde por aproximadamente 40% da cebola consumida no Brasil. E a atual crise de rentabilidade ameaça a continuidade das atividades em propriedades de base familiar. A estimativa de arrecadação global do setor caiu de R$ 250 milhões para cerca de R$ 100 milhões na safra atual. E o setor ainda monitora com preocupação a entrada da produção argentina no mercado brasileiro a partir de março.

  • Governo orienta renegociação de créditos do Pronaf e amplia suporte aos produtores de leite

    Governo orienta renegociação de créditos do Pronaf e amplia suporte aos produtores de leite

    O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) divulgou, nesta quarta-feira (28), novas orientações para apoiar agricultores familiares da cadeia do leite. O objetivo é facilitar o uso dos instrumentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). E assim, garantir a continuidade da produção, a renda e a capacidade de pagamento das famílias produtoras.

    As diretrizes foram publicadas por meio do Ofício Circular nº 185/2026. E explicam como as instituições financeiras e técnicas podem aplicar as regras do Manual de Crédito Rural (MCR) para renegociar dívidas e prorrogar prazos de custeio ou investimento. As medidas permitem ajustar contratos e ampliar prazos de reembolso em casos de dificuldade temporária de pagamento, sustentando as atividades produtivas sem comprometer a viabilidade dos empreendimentos.

    Negociação

    De acordo com o MCR, os bancos podem renegociar parcelas do Pronaf mediante solicitação do agricultor e avaliação técnica da operação. Comprovada a recuperação da capacidade financeira, o crédito de custeio pode ser prorrogado por até 36 meses. Enquanto os investimentos podem ganhar prazo adicional de até um ano após o vencimento do contrato. As regras também autorizam redistribuir os valores das parcelas futuras.

    O MDA orientou ainda que, em situações que atingem muitos produtores de uma mesma região, as instituições podem usar laudos técnicos coletivos, mantendo a análise individual de cada caso. A medida busca dar agilidade ao atendimento e adequar as decisões à realidade local.

    O ministério também destacou a importância de manter canais de comunicação abertos com os agricultores familiares para evitar inadimplência. As instituições financeiras devem prestar informações claras sobre prazos e procedimentos, preferencialmente antes do vencimento das parcelas.

    Segundo o MDA, as orientações reforçam o compromisso do governo com o fortalecimento da cadeia do leite e o uso responsável de instrumentos de crédito voltados à agricultura familiar, em alinhamento com o Conselho Monetário Nacional e o Manual de Crédito Rural.

    Apoio contínuo ao setor leiteiro

    Mesmo diante de desafios econômicos, o Pronaf movimentou R$ 7 bilhões em crédito para a produção leiteira da agricultura familiar nos seis primeiros meses do Plano Safra 2025/2026. Um aumento de 15% em relação à safra anterior. O número de contratos também cresceu 1,3%, totalizando 122.845 operações.

    Em 2025, o MDA criou o Grupo de Trabalho do Leite (GT Leite), que reúne órgãos públicos, entidades representativas e instituições de pesquisa. O objetivo é desenvolver estratégias para fortalecer a cadeia produtiva e enfrentar as dificuldades do setor.

    De acordo com o secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Ziger, as novas orientações consolidam o Pronaf como um instrumento essencial de sustentação da produção. “Essas medidas garantem que agricultores possam reorganizar seus compromissos financeiros e manter a renda. Enquanto o ministério continua a construir soluções para o fortalecimento do setor leiteiro”, destacou.

  • Crédito Fundiário dobra número de famílias beneficiadas

    Crédito Fundiário dobra número de famílias beneficiadas

    O Programa Nacional de Crédito Fundiário dobrou o número de famílias atendidas entre 2023 e 2025 em relação ao governo anterior. A política pública, focada na democratização do acesso à terra, passou por forte retomada sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com aumento expressivo de contratações, recursos aplicados e área adquirida.

    Entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, o programa realizou 268 contratações, liberando R$ 38 milhões e viabilizando a compra de 2.656 hectares. No período de 2023 a 2025, já sob a nova gestão, o número de famílias contratadas chegou a 511. Quase o dobro do total anterior. O volume de recursos aplicados atingiu R$ 90,39 milhões, permitindo a aquisição de 4.503 hectares por agricultores familiares e trabalhadores rurais.

    Voltado a agricultores familiares, jovens do campo e trabalhadores rurais, o Crédito Fundiário oferece financiamento de longo prazo para aquisição de propriedades, com suporte técnico e acompanhamento institucional. O programa também integra a política territorial do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), que identifica prioridades regionais e apoia projetos de assentamento e inclusão produtiva.

    “Esses números mostram que estamos retomando de forma consistente o Crédito Fundiário no Rio Grande do Sul . Ampliando o acesso à terra, fortalecendo a agricultura familiar e promovendo desenvolvimento sustentável nas regiões rurais”, destacou Milton Bernardes, superintendente do MDA no estado.

    Segundo a Superintendência do MDA/RS, o aumento dos investimentos reforça o papel do programa como ferramenta de geração de renda, inclusão produtiva e fortalecimento da agricultura familiar. A expectativa é de que a expansão continue nos próximos anos, especialmente em áreas afetadas por eventos climáticos extremos. Portanto, contribuindo para a permanência das famílias no campo e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais.

  • Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    O verão impulsiona o consumo de frutas frescas no Rio Grande do Sul. Agricultores familiares assistidos pela Emater/RS-Ascar cultivam melancia, morango, abacaxi, uva, pêssego e outras variedades que abastecem feiras e mercados em todo o Estado. Os consumidores buscam essas frutas in natura, em sucos, sobremesas e smoothies durante a temporada de calor, que se estende até 20 de março.

    “O Rio Grande do Sul produz uma diversidade de frutas que colorem as mesas e o dia a dia de quem produz, mas também dos consumidores”, destaca Luis Bohn, gerente técnico estadual e diretor técnico em exercício da Emater/RS-Ascar. Ele observa aumento na procura durante o verão, especialmente nas feiras realizadas em quase todos os municípios gaúchos, com destaque para o Litoral.

    Clima desafia produtores e beneficia culturas específicas

    As temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar prejudicaram algumas culturas, como melancia e melão, mas beneficiaram as videiras, o abacaxi e o morango, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Bohn ressalta que a irrigação se tornou fundamental para os produtores enfrentarem períodos de seca.

    “A irrigação nesse momento, em especial para a viticultura ou mesmo as melancias e melões, é fundamental, pela necessidade fisiológica dessas frutíferas, pois permite que as frutas se desenvolvam a um tamanho de boa aparência”, avalia o diretor técnico.

    Abacaxi de Terra de Areia conquista pelo sabor único

    Terra de Areia, município tradicional na produção de abacaxi no Litoral gaúcho, cultiva a fruta em 360 hectares com 120 famílias. A variedade Pérola se diferencia pelo sabor sempre doce, resultado de uma característica especial: os produtores colhem o abacaxi bem maduro.

    “O abacaxi é uma fruta não climatéria, ou seja, colhemos ele bem maduro. Depois de desconectado da planta-mãe, ele pode mudar de cor, mas não acrescenta mais açúcares”, explica o extensionista Wolnei Marcio Fenner. Essa particularidade impede o transporte de longa distância, diferentemente do abacaxi de outros estados, colhido verde e com sabor inferior.

    A safra 2025/2026 prevê colheita de 7,5 milhões de frutos. “O clima neste ano tem sido muito favorável. Quem comprar não vai se arrepender”, garante Fenner.

    Morango gaúcho atinge pico de qualidade

    O Rio Grande do Sul cultiva morango em 588 hectares com 2.631 famílias de agricultores. O Levantamento Frutícola de 2025 da Emater/RS-Ascar identifica a Serra, o Vale do Caí e Pelotas como principais regiões produtoras.

    No Vale do Caí e em Pelotas, os produtores comercializam morango entre outubro e dezembro. Na Serra, o auge ocorre do final de dezembro até fevereiro. As cultivares de dias neutros, como San Andrés e Álbio, ocupam maior área, enquanto as variedades de dias curtos — Fênix, Fronteiras e Caminho Real — se destacam pela precocidade.

    “As frutas deste ano estão com ótima qualidade, demonstrando uma excelente safra, com colaboração do clima”, destaca o extensionista Thompsson Benhur Didoné. Ele menciona pequeno atraso no início da safra devido a fortes geadas, mas a produção se recuperou completamente.

    Em Pelotas, a cultura mantém plena produção com frutos de excelente qualidade, calibre, coloração e sabor. Bom Princípio, conhecido como Terra do Moranguinho, celebra anualmente a Festa Nacional do Moranguinho em setembro e mantém colheita com boa qualidade e demanda satisfatória.

    Melancia amplia área cultivada no Estado

    A colheita de melancia atinge o auge no Rio Grande do Sul. Os bons preços na safra anterior motivaram produtores da região de Pelotas a aumentar a área plantada. Na região de Soledade, municípios como Rio Pardo, General Câmara e Encruzilhada do Sul intensificam a colheita em área estimada de 1.800 hectares.

    Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

    São Jerônimo concentra 60 produtores que cultivam 800 hectares de melancia, com expectativa de produtividade de 35 toneladas por hectare. “Porém a falta de chuvas afeta algumas lavouras que não têm sistema de irrigação”, ressalta o extensionista Marcelo da Silva Fortes. Ele também atende 35 produtores em Arroio dos Ratos, onde cultivam 350 hectares.

    As variedades Manchester, Braba, Karistan, Top Gun e Talismã dominam a produção nos dois municípios, basicamente através do sistema convencional com aração e gradagem.

    Irrigação multiplica produtividade por cinco

    Fortes identifica tendência de aumento da área cultivada com melancia em plantio consorciado com florestas de acácia-negra e eucalipto, fomentadas por empresas florestais. Alguns produtores de soja migraram para a melancia devido à descapitalização, atraídos pela rentabilidade em área menor.

    O uso de tecnologias como irrigação por aspersão e fertirrigação por gotejamento aumenta significativamente a produtividade. Atualmente, os produtores irrigam 60% das áreas de melancia em São Jerônimo e Arroio dos Ratos. “Temos exemplos bem claros das vantagens de irrigar, com um produtor produzindo 15 toneladas por hectare e outro, do outro lado da estrada, produzindo 75 toneladas por hectare”, compara Fortes.

    Os produtores também adotam outras técnicas, como protetor solar à base de caulim, que evita queimaduras e escaldaduras nas frutas. “Hoje o pessoal é adepto e já inclui o protetor solar no seu orçamento”, afirma. Ele desmistifica a mancha branca na casca: “Não é veneno. É efeito do protetor solar, à base de caulim, uma rocha, sendo, portanto, um produto natural”.

    “O Rio Grande do Sul tem a fruticultura como uma de suas vocações produtivas, uma das suas grandes tradições, com característica a produção dentro de uma diversidade, diante do clima que temos nas regiões. A safra de verão de 2026 está ofertando frutas com sensacional aparência, qualidade e sabor”, conclui Bohn.

  • Programa Irriga Minas facilita acesso à irrigação por gotejamento

    Programa Irriga Minas facilita acesso à irrigação por gotejamento

    O Governo de Minas encerrou 2025 com a entrega de 8.413 kits de irrigação a agricultores familiares de 227 municípios, fortalecendo a produção rural e a renda no estado. Os equipamentos, distribuídos gratuitamente pela Emater-MG, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), são destinados ao cultivo de hortaliças e frutíferas, contribuindo para a segurança alimentar das famílias mesmo em períodos de chuvas abaixo do esperado.

    A ação faz parte do Programa Irriga Minas, alinhado à Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. Além de atender à região do semiárido, onde houve a divulgação de 1.268 kits para 37 municípios em maio, os kits operam com irrigação por gotejamento em áreas de 500 m² a 1.000 m², com boa parte dos componentes em conjunto: caixa d’água de 1.000 litros com tampa, tubos gotejadores, filtros, registros e conectores. Essa tecnologia permite a aplicação de água diretamente na base das plantas, reduzindo desperdícios e elevando a produtividade.

    A regulamentação da irrigação também ganhou impulso neste ano com o Decreto nº 49.072. Ele define as diretrizes para a declaração de utilidade pública de infraestruturas e atividades de irrigação. As mudanças facilitam a aprovação de projetos, a captação de água e a perenização de reservatório. Operando como instrumento de apoio aos produtores familiares e à intensificação de cultivos.

    Para o secretário da Agricultura, Thales Fernandes, “os kits irrigação potencializam a Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável em Minas. E, com o apoio da Emater, os pequenos agricultores agora podem participar dessa política pública, aumentando a produção, gerando mais renda e emprego.”

    Impacto social

    Em Divino, na Zona da Mata, a distribuição também teve impacto social ao ampliar o protagonismo feminino no campo. Dos 49 kits destinados à região, 27 vão para trabalhadoras rurais. A extensionista Emanuela Costa Torres, da Emater de Divino, observa que a presença das mulheres no manejo das hortas aumenta as perspectivas econômicas locais.

    Produtores atendidos em Divino destacaram que o kit facilita a ampliação de áreas plantadas e a diversificação de culturas, com previsões de inserir novas culturas como pimentões, tomate e cenoura no ciclo de produção, inclusive para atender programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da merenda escolar a partir de 2026.

  • Agricultores familiares recebem novo impulso com aporte do Governo Federal

    Agricultores familiares recebem novo impulso com aporte do Governo Federal

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou um investimento de R$ 14,6 milhões para comprar arroz, uva e pescados de agricultores familiares por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra Institucional. Cooperativas e associações podem enviar as propostas até 25 de dezembro.

    O programa busca garantir renda aos pequenos produtores e fortalecer o abastecimento de equipamentos públicos de alimentação. Segundo a Conab, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) repassará os recursos e coordena as ações de combate à insegurança alimentar.

    No Paraná, o órgão destinará cerca de R$ 4 milhões para a compra de 705 toneladas de arroz polido de agricultores familiares, conforme o Comunicado Compra Institucional nº 11/2025. As entregas ocorrerão nas unidades armazenadoras da Conab e nas estruturas do PAA no estado, seguindo cronograma acordado entre as partes.

    O Rio Grande do Sul será outro estado beneficiado. De acordo com o Comunicado nº 12/2025, o investimento previsto de R$ 2 milhões financiará a aquisição de 606 mil unidades de suco de uva integral (200 ml cada). Os produtos serão entregues nas unidades da Conab gaúchas e direcionados a programas de segurança alimentar.

    Pescadores artesanais

    Já os pescadores artesanais de São Paulo e do Rio de Janeiro contarão com R$ 8 milhões para fornecer mais de 200 toneladas de pescado, segundo o Comunicado nº 13/2025. As entregas serão feitas ao longo de 12 meses às cozinhas solidárias cadastradas pelo MDS. Os preços de referência estão disponíveis nas superintendências regionais da Conab em ambos os estados.

    Cada família participante do programa pode comercializar até R$ 30 mil por ano. Mesmo que também forneça produtos ao PNAE ou a outras modalidades do PAA. Já as cooperativas e associações podem participar com até R$ 6 milhões por ano, e mulheres devem apresentar pelo menos 50% das propostas.

    O site da Conab reúne os comunicados oficiais e permite consultar os critérios de pontuação, os prazos e os valores de referência. A estatal deve divulgar o resultado da classificação das organizações inscritas em 26 de dezembro.

    A Compra Institucional permite que o governo adquira alimentos diretamente da agricultura familiar, garantindo preços justos e apoio à produção local.