Tag: zona rural

  • Perigo: porco de 40kg é atacado em fazenda

    Perigo: porco de 40kg é atacado em fazenda

    Um ataque durante a madrugada terminou com um porco de aproximadamente 40 quilos morto e parcialmente devorado dentro de uma propriedade rural em Alto Santo Antônio, em Santa Teresa, na Região Centro Serrana do Espírito Santo. O responsável pelo ataque não foi identificado, mas o fazendeiro Gilmar Nandorf suspeita da presença de uma onça.

    O caso ocorreu na noite da última segunda-feira (24). Durante a madrugada, Gilmar ouviu os cães latindo e percebeu uma movimentação diferente na propriedade. A agitação teria continuado até por volta de 1h, mas somente na manhã seguinte o que havia acontecido começou a ser descoberto.

    Na terça-feira (25), o caseiro encontrou a carcaça do porco a cerca de 30 metros do chiqueiro, próxima a uma área de vegetação. Segundo o proprietário, o animal teria sido arrastado até o local e parcialmente devorado.

    Outro detalhe chamou a atenção: a cabeça do porco foi encontrada posteriormente em outro ponto da propriedade.

    Suspeita de onça surge após relatos na região

    Gilmar afirmou que nunca havia registrado um ataque semelhante contra os animais de sua propriedade. A possibilidade de uma onça estar por trás do episódio ganhou força, segundo ele, por causa de relatos de moradores e vizinhos.

    Pessoas da região já teriam avistado uma onça circulando pelas proximidades, inclusive acompanhada de dois filhotes. A fazenda também fica próxima a uma área de mata conectada a outras regiões de reserva, o que permite a circulação de animais silvestres.

    Imagens do ataque chegaram às redes sociais

    Após encontrar o porco, o fazendeiro publicou imagens da carcaça restante nas redes sociais. O material começou a circular na internet e chegou ao conhecimento da Polícia Militar Ambiental.

    A corporação, no entanto, informou que não recebeu ocorrência ou pedido de atendimento relacionado ao caso. O proprietário também não havia acionado outros órgãos ambientais para avaliar a situação.

     

  • Cobra no quintal? Biólogo derruba os maiores mitos sobre como manter serpentes longe de casa

    Cobra no quintal? Biólogo derruba os maiores mitos sobre como manter serpentes longe de casa

    Quem já encontrou uma cobra no jardim sabe bem o tamanho do susto. Mas o que a maioria das pessoas faz depois desse encontro é exatamente o que não deveria. Compra plantas com cheiro forte, espalha naftalina, cerca o quintal com ervas aromáticas e acha que está protegida.

    Segundo o biólogo Fabiano Soares, referência em fauna silvestre e com grande atuação nas redes sociais pelo perfil @biologo.zero, nenhum odor vegetal tem poder comprovado de repelir serpentes. E pior: algumas dessas soluções caseiras podem até atrair o problema que tentam resolver.

    O que realmente chama uma cobra para o seu quintal?

    Antes de pensar em como afastar, é preciso entender o que atrai. Para Fabiano Soares, a resposta é direta: comida. “O que mais define, de fato, é a presença de alimentos. Se houver roedores, pequenos mamíferos, anfíbios como sapos e pererecas, ou até filhotes de aves e ovos, a cobra terá um motivo para aparecer”, explica o especialista.

    Cobras são predadoras oportunistas e altamente eficientes. Elas não vagam pelo ambiente por acaso. Seguem rastros de presas, detectam calor corporal e percebem movimentação. Quando um quintal oferece roedores em abundância, por exemplo, torna-se automaticamente um território de caça. Portanto, o controle de pragas, especialmente ratos e ratazanas, é a medida preventiva número um para quem quer manter serpentes à distância.

    Além da alimentação, o abrigo também pesa na escolha do animal. Entulho acumulado, pilhas de lenha, pedras empilhadas, restos de construção e até vegetação densa junto ao muro funcionam como convite. São locais frescos, protegidos e próximos de potenciais presas, tudo o que uma cobra busca.

    Plantas repelentes, naftalina e cheiros fortes não funcionam contra cobras — (Foto: Byronsdad/Getty Imagens)

    É mito!

    Erva-de-santa-maria, cravo-de-defunto, capim-limão. Essas e outras plantas circulam pela internet como soluções infalíveis contra cobras. Mas a ciência não confirma esse efeito, e o biólogo Fabiano Soares é categórico ao abordar o assunto. “Não existe nenhuma planta que possa ser utilizada para afastar. A própria planta pode servir como abrigo para elas”, alerta o especialista.

    Ao contrário de insetos, que de fato podem ser perturbados por determinados odores, as cobras utilizam outros mecanismos sensoriais para se orientar. Elas detectam vibrações no solo, percebem variações de temperatura por meio de fossetas labiais (em espécies como a jararaca) e captam odores pelo órgão de Jacobson, localizado no céu da boca. Nenhum desses sistemas é sensível ao cheiro de uma planta aromática da forma que o senso comum imagina.

    Na prática, investir em um jardim aromático denso pode ter o efeito contrário ao desejado. Uma vegetação alta e não aparada oferece sombra, umidade e esconderijo, condições ideais para que uma serpente se instale sem ser percebida por dias.

    Desmatamento e obras: o fator externo

    Nem sempre a culpa está no quintal do morador. Mudanças no entorno imediato de uma residência, como obras de construção civil, terraplanagem de lotes vizinhos e desmatamento de áreas verdes próximas, são causas frequentes de aparecimento repentino de cobras em locais onde antes não eram vistas. Quando o habitat natural é destruído, os animais perdem abrigo, rota de caça e território. A consequência direta é o deslocamento forçado em direção às áreas urbanizadas.

    Esse tipo de situação é especialmente comum em bairros que fazem divisa com cerrado, Mata Atlântica ou áreas de várzea. Em períodos de seca intensa, o movimento também aumenta, já que as serpentes buscam água e microclimas mais úmidos, que muitas vezes estão nos jardins irrigados das casas.

    Dicas infalíveis

    A boa notícia é que medidas simples e de baixo custo reduzem muito o risco de encontros indesejados. Fabiano Soares resume a lógica com clareza: “As cobras são guiadas pela temperatura e pelo recurso alimentar”. Ao eliminar esses dois elementos, o quintal deixa de ser interessante para o animal.

    Na prática, isso significa manter a grama sempre aparada, retirar entulhos e objetos acumulados, vedar frestas em portas, janelas e muros, e controlar ativamente a presença de roedores no ambiente. Essas ações atacam diretamente a cadeia que atrai serpentes, sem misticismo e sem gastos desnecessários.

    Caso uma cobra seja avistada, a orientação dos especialistas é clara: não tente capturar nem matar o animal. Ligue para o Corpo de Bombeiros ou para serviços de manejo de fauna silvestre do município. Em muitas regiões do Brasil, as serpentes são protegidas por lei e exercem papel fundamental no equilíbrio ecológico, controlando justamente as populações de roedores que tanto atraem as próprias cobras.

  • Jacaré de quase 3 metros é capturado em zona rural no RN

    Jacaré de quase 3 metros é capturado em zona rural no RN

    Um jacaré de quase três metros mobilizou equipes e assustou moradores na zona rural de Janduís, interior do estado do Rio Grande do Norte.

    (Imagem/Reprodução:Redes Sociais)

    O animal apareceu em uma propriedade e, por isso, foi necessário acionar equipes especializadas para garantir a captura com segurança.

    Animal chamou atenção pelo tamanho

    O jacaré impressionou pelo porte e pela proximidade com áreas habitadas. Assim que perceberam a presença do animal, moradores evitaram se aproximar e buscaram ajuda. Dessa forma, a captura aconteceu sem registro de feridos.

    Captura foi feita com segurança

    Equipes responsáveis realizaram a contenção do animal e, na sequência, fizeram o transporte para um local adequado.

    (Imagem/Reprodução: Redes Sociais)

    Além disso, todo o processo seguiu protocolos para preservar tanto a segurança das pessoas quanto o bem-estar do animal.

    Presença de animais silvestres cresce

    Casos como esse têm se tornado mais frequentes em áreas rurais. Isso acontece porque mudanças no ambiente e a redução de habitat natural fazem com que espécies como o jacaré se aproximem de regiões ocupadas.

    Além disso, períodos de chuva e disponibilidade de água também favorecem esse deslocamento.

  • Onça-pintada arrasta bezerra de 150 kg e deixa rastros impressionantes

    Onça-pintada arrasta bezerra de 150 kg e deixa rastros impressionantes

    Um vídeo gravado por moradores da zona rural de Buriti Alegre, no interior de Goiás, registrou o rastro devastador de uma onça de grande porte que invadiu uma propriedade rural e arrastou uma bezerra de aproximadamente 150 kg para o interior da mata. As imagens circulam nas redes sociais e reacendem o debate sobre a convivência entre a pecuária e a fauna selvagem no Cerrado.

    https://www.instagram.com/p/DVPsWqxkqOj/

    As gravações mostram o caminho percorrido pelo felino pela vegetação. Galhos deslocados, marcas em troncos caídos e um rastro contínuo levam até a área de mata mais fechada onde o animal escondeu a presa. A cena mais impactante revela a bezerra já movida pelo predador, evidenciando a força extraordinária do animal.

    Um predador de elite

    A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e o terceiro maior do mundo, podendo atingir mais de 100 kg. Diferente de outros grandes felinos, ela não sufoca a presa, mas mata com uma mordida direta no crânio ou na coluna cervical. Sua força muscular permite arrastar presas muito maiores do que seu próprio peso por centenas de metros, inclusive morro acima.

    Ataques atingem bovinos adultos e bezerros com frequência em regiões de fronteira entre áreas de Cerrado preservado e propriedades rurais. No Mato Grosso do Sul, Pará e Goiás, o conflito entre onças e pecuaristas representa um dos principais obstáculos à conservação da espécie. Segundo o Instituto Onça-Pintada, o Brasil abriga a maior população do felino no mundo, estimada entre 10 mil e 15 mil indivíduos. Mas a pressão sobre habitats fragmentados empurra os animais cada vez mais para áreas habitadas.

    Ataques semelhantes no Brasil

    Casos como o de Buriti Alegre não são isolados. Em 2023, fazendeiros do município de Cocalinho (MT) relataram ataques sucessivos a bezerros e novilhas em pastagens próximas ao Pantanal. Em 2024, produtores do sul do Pará registraram perdas de animais de até 200 kg atribuídas a onças que avançaram sobre áreas desmatadas em busca de território.

    Especialistas apontam que o avanço do desmatamento reduz a área de caça natural do felino, tornando o gado uma alternativa alimentar mais acessível. Quando a onça aprende que o gado é presa fácil, o conflito se torna crônico.

    O que fazer diante do risco

    Criadores que atuam em regiões de ocorrência do felino podem adotar medidas preventivas como recolher o gado jovem ao anoitecer, utilizar cães de guarda de raças específicas, como o Kangal e o Pastor de Anatólia. E instalar câmeras de monitoramento nos corredores de vegetação próximos às pastagens.

    O episódio em Buriti Alegre serve de alerta para produtores da região. Mais do que um registro curioso da fauna local, o vídeo documenta a presença ativa de um predador de topo de cadeia e a necessidade urgente de estratégias que protejam tanto o rebanho quanto o animal.