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  • Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    Dia dos Pais aquece vendas de carnes e reacende o ritual do churrasco em família

    O Dia dos Pais volta a impulsionar as vendas de carne no Brasil. Neste ano, a data movimenta desde o varejo até restaurantes e churrascarias, em um cenário reforçado pelo desempenho recorde das exportações brasileiras de carne bovina e por um consumidor que segue priorizando o churrasco como programa central da comemoração.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    A VPJ Alimentos, um dos principais fornecedores de carnes nobres do país, projeta aumento de 10% nas vendas de cortes superpremium para o Dia dos Pais. Pedidos antecipados de supermercados, empórios, açougues, restaurantes e operadores de food service sustentam essa expectativa.

    Setor de bares e restaurantes também espera crescimento

    O movimento positivo se estende ao food service. Uma pesquisa da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 76% dos estabelecimentos que abrem no Dia dos Pais esperam vender mais do que em 2025. A maior parte dos empresários, 65%, projeta crescimento de até 20%, enquanto 11% apostam em alta ainda maior. Na comparação com um domingo comum, o otimismo se mantém. 77% dos entrevistados esperam faturamento acima da média, e muitos restaurantes relatam que famílias inteiras escolhem o mesmo estabelecimento há gerações, transformando o almoço em tradição afetiva.

    No varejo alimentar, dados da Scanntech já haviam registrado crescimento de 8,2% no faturamento do Dia dos Pais de 2025 em relação a 2024. Puxado principalmente por carnes e itens voltados a refeições em família. Levantamentos recentes do setor supermercadista para 2026 também apontam alta expressiva em categorias associadas ao churrasco, como frango e suíno in natura, além de acompanhamentos tradicionais como pão de alho e maionese. Portanto, reforçando que o consumidor pensa a data como uma refeição completa, e não como itens isolados no carrinho.

    Exportações recordes sustentam a produção nacional

    O crescimento sazonal do consumo coincide com um momento histórico para a pecuária brasileira. No primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou o melhor resultado da série histórica nas exportações de carne bovina. Foram 1,705 milhão de toneladas embarcadas e US$ 9,85 bilhões em receita, avanço de 15,5% em volume e 36,2% em faturamento frente ao mesmo período de 2025.

    O resultado consolida o país como um dos principais fornecedores mundiais de proteína bovina e evidencia a necessidade de uma cadeia produtiva cada vez mais eficiente e previsível.

    A preparação começa meses antes da data

    O consumidor percebe o aumento da demanda apenas no momento da compra, mas a produção de carne exige planejamento de longo prazo. A cadeia envolve manejo, nutrição, genética, biosseguridade e programas consistentes de prevenção de doenças. Fatores que garantem que os animais expressem seu potencial produtivo e cheguem ao frigorífico saudáveis.

    Carne na tábua
    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Nesse processo, a saúde animal cumpre papel estratégico. Investimentos em prevenção reduzem a ocorrência de enfermidades, diminuem perdas produtivas, favorecem o ganho de peso e aumentam a previsibilidade da produção. O que permite a pecuaristas e frigoríficos atender a picos sazonais de demanda com regularidade e qualidade.

    Para Daniel Miranda, gerente técnico da linha de Terminação da Zoetis Brasil, datas como o Dia dos Pais escancaram a importância do planejamento de toda a cadeia. Segundo ele, investimentos em vacinação, biosseguridade e manejo adequado dão mais previsibilidade ao produtor e ajudam a garantir que a proteína chegue ao consumidor com qualidade e segurança.

    Cadeia integrada garante proteína de qualidade na mesa

    Programas sanitários bem estruturados também contribuem para o uso mais racional dos recursos nas propriedades. Eles reduzem impactos econômicos decorrentes de doenças e fortalecem a sustentabilidade da atividade pecuária. Para um país que acumula recordes de produção e exportação, manter padrões sanitários elevados se torna diferencial competitivo diante das exigências dos mercados interno e externo.

    A integração entre pecuaristas, frigoríficos e empresas de saúde animal permite que toda a cadeia responda de forma coordenada aos períodos de maior consumo. Portanto, garantindo disponibilidade de proteína de qualidade e segurança alimentar. O churrasco do Dia dos Pais, afinal, começa muito antes da churrasqueira. Ele nasce no planejamento das fazendas e no compromisso de toda a cadeia com a saúde animal.

  • Dia Mundial do Ovo: Brasil deve atingir consumo de 288 unidades por habitante em 2025

    Dia Mundial do Ovo: Brasil deve atingir consumo de 288 unidades por habitante em 2025

    Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial do Ovo destaca a importância nutricional de um dos alimentos mais completos da natureza. O Brasil caminha para um novo recorde no consumo de ovos.

    A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que cada brasileiro consuma 288 unidades em 2025, crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior. Para 2026, a estimativa salta para 306 ovos por pessoa, consolidando o país como 7º maior consumidor mundial do alimento.

    A produção nacional acompanha essa tendência. O setor deve alcançar 62 bilhões de unidades neste ano, avanço de 7,5% sobre 2024. As exportações também impressionam: entre janeiro e abril, o Brasil vendeu 13 mil toneladas ao exterior, alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    O crescimento reflete o maior reconhecimento do valor nutricional do ovo e o esforço contínuo do setor em garantir qualidade, segurança e acessibilidade à população brasileira.

    Origem da celebração e sua importância

    O International Egg Commission criou o Dia Mundial do Ovo em 1996. A celebração acontece na segunda sexta-feira de outubro e integra o Mês do Ovo, período dedicado a conscientizar consumidores sobre os benefícios do alimento para a saúde.

    No Brasil, o Instituto Ovos Brasil (IOB) promove há quase duas décadas campanhas de informação e desmistificação sobre o consumo de ovos, reforçando a qualidade e segurança da produção nacional.

    “O crescimento da produção e das exportações mostra a força do Brasil quando falamos em ovos. Mas tão importante quanto esse potencial é garantir que informações confiáveis cheguem até a população”, afirma Bárbara Guzzon, Coordenadora Nacional para o segmento de poedeiras comerciais na Zoetis.

    A nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil, reforça que o Dia do Ovo representa uma oportunidade de valorizar toda a cadeia produtiva e incentivar o consumo consciente do alimento.

    Como escolher ovos de qualidade no supermercado

    A seleção correta dos ovos começa na prateleira do mercado. Lúcia explica que a casca funciona como embalagem natural e prolonga a vida útil do produto. “É importante termos alguns cuidados na seleção e no armazenamento para garantir que o produto siga fresquinho até o consumo”, destaca.

    Checklist na embalagem:

    • Verifique a data de produção e validade
    • Certifique-se de que a embalagem está seca e sem rachaduras
    • Procure pelo selo de inspeção oficial (federal, estadual ou municipal)
    • Observe se a área de exposição não recebe luz solar direta
    • Prefira estabelecimentos confiáveis

    O que observar nos ovos:

    • Escolha ovos íntegros, sem fissuras ou rachaduras
    • Certifique-se de que estão limpos, sem sujeira na casca
    • Procure embalagens com informações claras sobre categoria, coloração, enriquecimentos e peso

    Segundo Cristiane, uma casca limpa e uniforme indica boas práticas de produção. “Nem todas as produtoras lavam os ovos, mas esse detalhe é um importante indicativo de qualidade”, explica a especialista.

    Sinais de alerta

    • Uma casca mais rugosa ou fina não significa que o ovo está estragado. Porém, ao colocar o ovo contra a luz, se o interior parecer escurecido, descarte o produto imediatamente, pois esse sinal indica contaminação.
    • Trincas e vazamento de clara ou gema também demonstram que o ovo não está apto ao consumo e deve ser descartado.
    • Armazenamento correto
    • Evite lavar os ovos, pois a umidade favorece a proliferação de microrganismos
    • Armazene em local seco e fresco, fora da geladeira, até a data de validade
    • Se preferir maior durabilidade, mantenha em recipientes limpos na geladeira

    Tecnologia e ciência na produção

    “Os ovos da Mantiqueira seguem rígidos padrões de qualidade, desde a alimentação das aves até a entrega final. Todo o processo é auditado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inclui etapas como lavagem, desinfecção e classificação automática por peso e integridade da casca”, explica Cristiane Mortari , gerente executiva de Qualidade da Mantiqueira Brasil..

    A avicultura brasileira adota medidas rigorosas de biosseguridade. Controles sanitários e protocolos de prevenção de doenças garantem que o ovo chegue seguro e nutritivo ao consumidor.

    Cinco curiosidades sobre os ovos

    1. A cor da casca não muda a qualidade nutricional

    Ovos brancos e marrons possuem praticamente os mesmos nutrientes. A coloração depende apenas da raça da galinha e não interfere no valor nutritivo do produto.

    1. Ovo é considerado um superalimento

    O alimento concentra proteínas de alta qualidade, vitaminas (A, D, E, B12) e minerais essenciais como ferro e selênio, tornando-se um dos mais completos da natureza.

    1. Galinhas de postura comercial produzem mais de 300 ovos por ano

    Os ovos disponíveis no mercado vêm de galinhas criadas especialmente para produção em grande quantidade e regularidade, podendo ultrapassar 300 unidades anuais.

    1. O bem-estar da galinha influencia diretamente a qualidade

    Quando recebem manejo correto e condições adequadas, as galinhas produzem ovos mais saudáveis e com maior regularidade.

    1. Brasil segue padrões internacionais de segurança

    A produção nacional adota protocolos rigorosos de biosseguridade, com medidas sanitárias que garantem a segurança do alimento desde a granja até a mesa do consumidor.

    Ciência combate mitos e aproxima consumidor da realidade

    Apesar do reconhecimento como um dos alimentos mais completos e acessíveis, o ovo ainda enfrenta equívocos e crenças populares. Informações sem base científica confundem a população e dificultam escolhas alimentares mais conscientes.

    “Na Zoetis, acreditamos que valorizar o ovo é também valorizar o trabalho das pessoas no campo e a ciência que sustenta a avicultura moderna, aproximando o consumidor da realidade de um alimento seguro e nutritivo”, complementa Bárbara Guzzon.

    A especialista destaca que as vacinas desenvolvidas com tecnologia de ponta oferecem proteção eficaz contra as principais doenças que afetam a avicultura. Aplicações precisas reduzem o estresse das aves e promovem mais bem-estar, contribuindo para uma produção mais eficiente e sustentável.

    Além de nutritivos e acessíveis, os ovos protagonizam preparações do dia a dia, desde omeletes e bolos até pratos mais elaborados. Durante o Mês do Ovo, priorize produtos frescos e de qualidade nas compras semanais, garantindo sabor, praticidade e segurança nas refeições.

  • Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    Além da gripe aviária: outras doenças virais ameaçam a avicultura

    A avicultura mundial enfrenta desafios constantes com diversas doenças virais, e o surto de gripe aviária (Influenza A – subtipo H5N1) nos Estados Unidos serve de alerta. Em janeiro de 2025, produtores americanos perderam mais de 8,3 milhões de aves devido à doença, reforçando a necessidade de um manejo rigoroso para proteger a avicultura, setor em que o Brasil é líder mundial na exportação de carne de frango.

    O vírus da gripe aviária, transportado por aves migratórias, pode contaminar plantéis e aves domésticas através de fezes e secreções respiratórias. “A doença é antiga conhecida. Mas as grandes variações climáticas que têm acontecido ao redor do mundo alteram o comportamento e a rota de voo de pássaros selvagens. Eles são os principais portadores do vírus. Como resultado, acontecem os picos e surtos mais exacerbados da gripe. Como o que estamos vendo nos Estados Unidos, por exemplo”, comenta Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves na Zoetis Brasil.

    No Brasil, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) monitora de perto os casos suspeitos. “Apesar das semelhanças entre os sintomas das doenças respiratórias, a gripe aviária de alta patogenicidade pode levar à morte súbita do animal. Por isso, é fundamental que, ao notar qualquer sinal, o MAPA seja alertado para investigar o caso. E descartar quaisquer possibilidades da gripe aviária no plantel”, alerta Muniz.

    Outras ameaças virais

    Além da gripe aviária, outras doenças virais representam um risco constante para a avicultura, como bronquite infecciosa, metapneumovirose aviária e doença de Newcastle. “O grande problema é que não há tratamento efetivo para essas doenças virais. Além disso, uma vez que a galinha ou o frango são infectados, a transmissão para as demais aves do plantel ocorre rapidamente. E logo, toda a granja é comprometida”, explica Muniz. “Essas infecções causam prejuízos no desempenho das aves e, consequentemente, geram prejuízos econômicos significativos”.

    A prevenção é a chave para proteger os plantéis avícolas. A adesão rigorosa aos cronogramas de vacinação é essencial, juntamente com o reforço dos protocolos de biossegurança. “O monitoramento rigoroso da sanidade das aves, o controle do acesso de pessoas às granjas e a ventilação adequada nos ambientes habitados pelos animais são algumas medidas que contribuem com a diminuição do risco de contaminação”, finaliza o especialista.

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