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  • Horta de Zeca Pagodinho forma 21 agricultores no RJ

    Horta de Zeca Pagodinho forma 21 agricultores no RJ

    Há pouco mais de um ano, um terreno de 8 mil metros quadrados que servia apenas de pasto em Xerém, distrito de Duque de Caxias, ganhou uma nova função. Foi ali que o cantor Zeca Pagodinho cedeu espaço para a criação da Horta Urbana Xerém I, a primeira horta urbana comunitária do distrito. Desde então, o projeto não parou de crescer.

    Como tudo começou

    A iniciativa partiu do filho do sambista, Louiz Carlos da Silva, que enxergou no terreno uma oportunidade concreta de gerar renda e alimento para a comunidade local. Além disso, encontrou no pai um aliado para o projeto, já que Zeca sempre teve o hábito de compartilhar o que produzia em seu próprio quintal.

    “A vida tem que ser assim, ninguém pode viver sozinho. Tem que ser tudo dividido. É a vida, dividir o que eu ganhei.”

    Zeca Pagodinho na Horta Xerém I, de onde hortaliças, frutas e legumes serão colhidos para alimentar comunidade
    (Foto: Reprodução/Ana Branco)

    Onze mil mudas

    Atualmente, o espaço reúne mais de 11 mil mudas de hortaliças, entre abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, rúcula, quiabo e salsa. Além dessas culturas de ciclo curto, também foram plantadas mais de 50 espécies de árvores frutíferas, como acerola, jabuticaba, carambola, manga e laranja Bahia.

    Essa diversidade, aliás, não é aleatória: o cultivo variado garante colheita ao longo de praticamente todo o ano.

    Enquanto a produção plena ainda não é alcançada, a estimativa é que a horta chegue a gerar até 40 toneladas de alimentos por ano quando estiver totalmente estruturada. Desse total, uma parte será distribuída gratuitamente para famílias cadastradas, creches e escolas públicas da região. Já outra parcela entra no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, o que, consequentemente, garante renda para quem trabalha diretamente na terra.

    A base técnica por trás do samba

    Para que o projeto funcionasse com consistência, no entanto, foi necessário apoio técnico especializado. Por isso, o Instituto Zeca Pagodinho firmou parceria com a Embrapa Agrobiologia e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), instituições responsáveis por capacitação e suporte agronômico contínuo.

    A unidade, batizada de “Quintal Produtivo”, integra ainda a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). 

    Louiz da Silva, diretor-geral do Instituto Zeca Pagodinho posa com a gestora ambiental Cynthia Souza e os agricultores Inês Élio, Jéssica Araújo e Matheus Fortunato (Foto: Reprodução/Ana Branco)

    Uma nova turma, um novo capítulo

    Recentemente, a UFRRJ concluiu o curso Agricultura Urbana e Economia Solidária na Baixada (AUP-Baixada), com cerimônia de formatura realizada na própria sede do Instituto Zeca Pagodinho.

    Ao todo, 21 novos agricultores urbanos e periurbanos foram formados — e, entre eles, as mulheres representaram 70% do grupo de concluintes. Além disso, por demanda da própria comunidade, o curso teve como foco a produção de plantas medicinais e fitoterápicos, voltados à saúde física e emocional dos participantes.

    Já almoçou?

    Segundo dados do IBGE, em 2023 cerca de 1,2 milhão de pessoas no Rio de Janeiro viviam em situação de insegurança alimentar. No Brasil como um todo, 9% dos domicílios ainda enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, mesmo depois de o país sair oficialmente do Mapa da Fome da ONU.

    “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias, e muita gente passando necessidade. Para todo mundo que entra no sítio, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”, contou o artista.

    Em julho de 2024, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, visitou o Instituto Zeca Pagodinho para firmar o acordo que viabilizou a iniciativa. Na ocasião, ele resumiu bem o que estava em jogo:

    “Alimentar é um verbo que o Brasil está precisando utilizar, e a gente conjuga a partir daqui, com o Instituto Zeca Pagodinho.”

    Há mais de 20 anos, o cantor já emprestava a voz para o tema em ‘Caviar’, composição do Trio Calafrio que ele gravou e tornou popular, na qual descrevia o contraste entre o luxo da “comida de rico” e a fome que bastava um olhar ao lado para encontrar. Hoje, décadas depois, o sambista trocou o verso pela prática.

  • Cantor vive em casa luxuosa, recebe “mesada” e investe em horta comunitária de 8 mil metros quadrados

    Cantor vive em casa luxuosa, recebe “mesada” e investe em horta comunitária de 8 mil metros quadrados

    Aos 67 anos, o cantor e sambista Zeca Pagodinho continua como um dos maiores nomes da música brasileira. Além da carreira consolidada no samba, ele também chama atenção pelo estilo de vida familiar, pela mansão luxuosa onde vive no Rio de Janeiro e pelos projetos sociais que mantém na Baixada Fluminense.

    Recentemente, o artista abriu as portas de sua residência durante participação no programa Em Família com Eliana, exibido pela Globo no último domingo (17).

    Na área externa, a mansão possui piscina, espaço gourmet e locais planejados especialmente para receber amigos, filhos e netos. Além disso, o espaço transmite o clima descontraído que sempre marcou a personalidade de Zeca. Já na parte interna, o sambista expõe discos de ouro e platina, prêmios conquistados ao longo da carreira e diversas obras de arte feitas em sua homenagem.

    Zeca Pagodinho abre as portas de sua casa para Eliana — (Foto: Reprodução/Globo)

    Outro detalhe que chamou atenção foi o altar dedicado a São Jorge, santo pelo qual o cantor demonstra grande devoção. Ao mesmo tempo, um simples colchonete no chão da sala ganhou destaque durante a entrevista. Segundo Zeca, aquele é o lugar preferido para brincar com os netos e aproveitar os momentos em família.

    Altar religioso de Zeca Pagodinho — (Foto: Reprodução/Globo)

    Além da vida confortável, o cantor também divertiu o público ao revelar que ainda recebe mesada da esposa, Monica, com quem é casado há cerca de 40 anos. Atualmente, ela administra o patrimônio da família e entrega ao marido um valor mensal para gastos pessoais.

    Durante a conversa, o casal tratou o assunto com bom humor. “Deixa esse assunto para lá, que é um assunto delicado, já estou devendo”, brincou Monica. Em seguida, Zeca completou: “Eu já pedi quatro vezes mês passado”.

    Projeto social transforma comunidade

    Por outro lado, Zeca Pagodinho também utiliza sua fama e seus recursos para investir em ações sociais. O artista mantém um instituto voltado para pessoas de baixa renda, oferecendo aulas de música e iniciativas comunitárias em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

    Entre os principais projetos está a Horta Urbana Xerém I, primeira horta urbana comunitária da região. Em 2025, o cantor decidiu ceder um terreno de 8 mil metros quadrados, que antes servia como pasto, para transformar o espaço em uma área produtiva voltada à comunidade.

    Como resultado, o projeto rapidamente começou a beneficiar moradores da região. Em apenas três meses de funcionamento, a horta distribuiu mais de uma tonelada de alimentos para famílias locais.

    Atualmente, o espaço reúne mais de 11 mil mudas de hortaliças, incluindo alface, acelga, rúcula, beterraba, brócolis, quiabo e salsa. Além disso, a área também abriga mais de 50 espécies de árvores frutíferas, como acerola, jabuticaba, manga, carambola e laranja Bahia.

    Quando atingir a produção máxima, a expectativa é que a horta gere até 40 toneladas de alimentos por ano. Dessa forma, parte dos produtos seguirá gratuitamente para famílias cadastradas, creches e escolas públicas. Enquanto isso, outra parte integrará o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, garantindo renda para trabalhadores envolvidos no cultivo da terra.

    Zeca Pagodinho na Horta Xerém I, de onde hortaliças, frutas e legumes serão colhidos para alimentar comunidade
    (Foto: Reprodução/Ana Branco)
  • Sertanejo com samba: Bruno & Marrone lançam hit com Zeca Pagodinho

    Sertanejo com samba: Bruno & Marrone lançam hit com Zeca Pagodinho

    Zeca Pagodinho já é figurinha carimbada aqui no portal, especialmente depois que mostramos o cuidado dele com sua horta comunitária, um hábito que qualquer produtor rural respeita. Mas agora, o “homem do quintal” decidiu levar sua simplicidade para um terreno bem conhecido por quem vive o agro: o palco das grandes arenas. Em uma parceria que parecia improvável, mas que soa como música para os ouvidos de quem não dispensa um bom churrasco de domingo, Zeca se uniu a Bruno & Marrone para lançar um hit que mistura a sofrência sertaneja com a malandragem do samba.

    A união de dois mundos que falam a mesma língua

    Engana-se quem pensa que o samba e o sertanejo moram em planetas distantes. No fundo, ambos tratam da vida real, do amor perdido e, claro, daquela cerveja gelada que acompanha o fim de semana na fazenda. A partir daí, a colaboração entre Bruno & Marrone e Zeca Pagodinho surge como um movimento natural de quem entende o que o povo gosta de ouvir. Enquanto a dupla sertaneja traz a potência vocal que ecoa nas feiras agropecuárias, Zeca entra com o gingado de quem sabe que a vida é curta para não celebrar.

    Os artistas se encontraram no Rio de Janeiro para as gravações do clipe — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Querido em todos os cantos

    Não é segredo para ninguém que Zeca Pagodinho transita com facilidade por todos os públicos, mas sua conexão com o estilo de vida simples é o que realmente brilha. Recentemente, críticos musicais destacaram como ele se tornou o artista mais versátil do país, gravando desde clássicos com Ivan Lins até sucessos de boteco com os ícones de Goiás.

    E é claro, o impacto desse lançamento vai muito além das plataformas de streaming. Estamos falando de uma música desenhada para ser o tema oficial das confraternizações em volta do fogo de chão. A fluidez narrativa da faixa combina o violão sertanejo com o cavaquinho de forma tão orgânica que parece que eles sempre tocaram juntos. Além disso, essa união estratégica reforça uma tendência: o entretenimento no campo está cada vez mais diverso, absorvendo o que há de melhor na cultura brasileira sem perder a raiz.

    Em um trecho que já nasceu com cara de clássico, os artistas entoam: “Podem dizer que sou louco / De tanto eu amar você / Eu ando ligando pouco / Pro que os outros vão dizer / O que você quiser de mim / Eu só digo sim, me peça, me diz / É desse jeito que eu te amo / E é assim que sou feliz”.

  • Horta de Zeca Pagodinho pode produzir 40 toneladas e mudar cenário carioca

    Horta de Zeca Pagodinho pode produzir 40 toneladas e mudar cenário carioca

    Em 2025, uma área de 8 mil metros quadrados que servia de pasto em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou um destino completamente diferente. O cantor Zeca Pagodinho cedeu o terreno para a criação da Horta Urbana Xerém I, primeira horta urbana comunitária do distrito, e o resultado chegou rápido: em apenas três meses de operação, o projeto já havia distribuído mais de uma tonelada de alimentos para a comunidade local.

    https://www.instagram.com/p/DXRjVFeFT0f/?img_index=1

    A iniciativa partiu do filho do sambista, Louiz Carlos da Silva, e encontrou terreno fértil, tanto literalmente quanto na vontade do cantor de transformar o seu entorno. “A vida tem que ser assim, ninguém pode viver sozinho. Tem que ser tudo dividido. É a vida, dividir o que eu ganhei”, afirma o cantor.

    O que está plantado ali e o que pode crescer

    O espaço já reúne mais de 11 mil mudas de hortaliças, entre abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, rúcula, quiabo e salsa, além de mais de 50 espécies de árvores frutíferas como acerola, jabuticaba, carambola, manga e laranja Bahia. A variedade não é por acaso: o cultivo diversificado garante produção constante ao longo do ano e uma dieta mais equilibrada para as famílias atendidas.

    Quando estiver em plena produção, a estimativa é que a horta gere até 40 toneladas de alimentos por ano. Parte será distribuída gratuitamente para famílias cadastradas, creches e escolas públicas. Outra parte entra no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, o que garante renda para quem trabalha na terra.

    Zeca Pagodinho na Horta Xerém I, de onde hortaliças, frutas e legumes serão colhidos para alimentar comunidade
    (Foto: Reprodução/Ana Branco)

    Embrapa e UFRRJ no meio do samba

    O projeto não funciona sozinho. O Instituto Zeca Pagodinho atua em parceria com a Embrapa Agrobiologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, que fornecem suporte técnico e capacitação. O nome dado à unidade é “Quintal Produtivo”, e ele integra a Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

    “Em três meses de projeto, já distribuímos mais de uma tonelada de alimentos, atendendo às cozinhas solidárias da Baixada”, explicou Louiz Carlos. Além da produção, o Instituto organiza cursos de agricultura agroecológica para que moradores da região aprendam a transformar seus próprios quintais em espaços produtivos. O conhecimento circula entre os vizinhos e o alcance da iniciativa cresce junto.

    Um problema real com resposta concreta

    O contexto que cerca esse projeto não é pequeno. Dados do IBGE indicam que, em 2023, cerca de 1,2 milhão de pessoas no Rio de Janeiro viviam em situação de insegurança alimentar. No Brasil, 9% dos domicílios ainda enfrentam insegurança alimentar moderada ou grave, mesmo após o país sair do Mapa da Fome da ONU.

    “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias, e muita gente passando necessidade. Para todo mundo que entra no sítio, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”, contou Zeca ao jornal O Globo. A horta, nesse sentido, não é só um projeto agrícola. É a formalização de uma prática que o sambista já carregava como modo de vida.

    O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que visitou o Instituto em julho de 2024 para firmar o acordo que viabilizou a iniciativa, resumiu bem o que está em jogo: “Alimentar é um verbo que o Brasil está precisando utilizar, e a gente conjuga a partir daqui, com o Instituto Zeca Pagodinho.”

  • Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    Zeca Pagodinho doa terreno para horta urbana em Xerém

    O cantor Zeca Pagodinho doou um terreno de 8 mil metros quadrados em Xerém, distrito de Duque de Caxias (RJ), para a criação da Horta Urbana Xerém I, projeto focado no combate à insegurança alimentar e geração de renda. A iniciativa, conduzida pelo Instituto Zeca Pagodinho (IZP), em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio e a Embrapa, prevê a produção de até 40 toneladas de alimentos frescos por ano.

    O cultivo já conta com mais de 11 mil mudas de hortaliças, como abóbora, acelga, alface, beterraba, brócolis, escarola, quiabo, rúcula e salsa. Também foram plantadas cerca de 50 árvores frutíferas, incluindo acerola, jabuticaba, carambola, laranja, manga e tangerina. A horta localiza-se próxima à Reserva Biológica do Tinguá, o que reforça a conexão com práticas ambientais sustentáveis.

    A iniciativa atende inicialmente dez núcleos familiares em situação de vulnerabilidade social. Parte da colheita destina-se a cozinhas solidárias, creches, escolas públicas e alunos do IZP. Também ocorre a comercialização por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Prefeitura de Duque de Caxias, garantindo a sustentabilidade econômica do projeto.

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    Além de fornecer alimentos, o projeto forma agricultores locais para o plantio e manutenção da horta, garantindo emprego e remuneração a esses trabalhadores, que recebem salário e uma parte da produção. O projeto integra o programa Guardiões da Mata, que inclui ações de reflorestamento e a criação de um banco de sementes nativas, preservando a biodiversidade regional.

    O projeto conta com financiamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário e recursos oriundos de emenda parlamentar da deputada federal Benedita da Silva.

    Zeca Pagodinho destaca a importância da horta para a comunidade: “Quando chegamos a Xerém, era tudo barro, poucas famílias e muita necessidade. Para todo mundo que entra aqui, eu pergunto: ‘Já almoçou?’ Pobre, rico, polícia, otário, malandro… todo mundo come”. Ele reforça que a horta representa a realização de um sonho antigo de combater a fome e promover solidariedade local.

    Segundo dados do IBGE, em 2023 o estado do Rio de Janeiro registrava 1,2 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar. O cadastramento das famílias beneficiadas pela horta está previsto para começar em 2025, com planos de ampliação do atendimento para mais moradores vulneráveis, incluindo creches e escolas públicas.

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