Tag: Xylella fastidiosa

  • Morre Ademerval Garcia, ex-presidente do Fundecitrus

    Morre Ademerval Garcia, ex-presidente do Fundecitrus

    Faleceu nesta terça-feira (7), o pesquisador e ex-presidente do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), Ademerval Garcia. A entidade confirmou a informação e destacou a importância do pesquisador para o fortalecimento da citricultura brasileira.

    Em nota, o Fundecitrus prestou solidariedade aos familiares e amigos de Garcia. Além disso, ressaltou sua trajetória marcada pela liderança, pelo incentivo à pesquisa e pelas contribuições que ajudaram a transformar a instituição em uma referência internacional.

    “O Fundecitrus manifesta solidariedade aos familiares e amigos de Ademerval Garcia e presta homenagem à sua visão, liderança e contribuição para a história da instituição e da citricultura brasileira. Seu legado permanece vivo na ciência produzida, no conhecimento compartilhado e nos avanços que continuam fortalecendo o setor.”

    Ademerval Garcia impulsionou a pesquisa na citricultura

    Ademerval Garcia presidiu o Fundecitrus entre 1994 e 2004. Durante sua gestão, criou o Departamento Científico da instituição, iniciativa que ampliou os investimentos em pesquisa e fortaleceu a produção de conhecimento voltada ao setor citrícola.

    Nesse período, Garcia também trabalhou em parceria com o pesquisador francês Joseph Marie Bové. Juntos, contribuíram para importantes estudos voltados à citricultura.

    Segundo o Fundecitrus, essas ações fortaleceram a cooperação com centros de pesquisa brasileiros e internacionais. Como resultado, a instituição conquistou reconhecimento científico em âmbito mundial.

    Sequenciamento da Xylella marcou a história da instituição

    O principal marco dessa trajetória ocorreu em 2000. Naquele ano, pesquisadores do Fundecitrus concluíram o sequenciamento genético da Xylella fastidiosa.

    O feito representou a primeira decodificação do genoma de um fitopatógeno registrada até então. Além disso, colocou a ciência brasileira em destaque internacional e consolidou o Fundecitrus como uma das principais referências mundiais em pesquisa sobre sanidade vegetal.

  • Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Bactéria silenciosa pode derrubar a produção de azeite no Brasil

    Uma bactéria capaz de secar ramos, matar plantas e colapsar toda a cadeia produtiva de azeite no Brasil está no centro de uma corrida científica em Minas Gerais. A Xylella fastidiosa, responsável por devastar olivais em diversas regiões do mundo, passou a ser monitorada com tecnologia de ponta pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), que combina imagens captadas por drones com dados coletados em campo para detectar a doença o mais cedo possível.

    Foto: Erasmo Pereira/Epamig

    O trabalho é conduzido em parceria entre pesquisadores do Programa Estadual de Pesquisa em Olivicultura da Epamig, com base em Maria da Fé, e a equipe do Instituto Tecnológico de Agropecuária de Pitangui (Epamig ITAP). Já no segundo ano de avaliações, o projeto utiliza drones equipados com câmeras multiespectrais capazes de captar informações invisíveis a olho nu. Um diferencial que pode antecipar diagnósticos e salvar plantações inteiras.

    Como funciona o monitoramento

    “Fazemos o monitoramento das oliveiras tentando entender o comportamento da Xylella a partir do imageamento aéreo. As câmeras especiais dos drones nos possibilitam enxergar informações além das visíveis a olho nu”, explica o pesquisador Charles Santana, da Epamig ITAP.

    Drones coletam as imagens, e a equipe de campo processa esse material e cruza os dados com informações fisiológicas e agronômicas levantadas no local. A próxima etapa prevê o desenvolvimento de modelos preditivos capazes de antecipar quais plantas apresentam maior risco de infecção pela Xylella fastidiosa. Isso antes mesmo do surgimento dos sintomas visíveis.

    Além do controle da doença, o sistema abre caminho para outras aplicações. “Esse monitoramento vai permitir a coleta de dados referentes a avaliações de produtividade, fisiologia da planta e incidência de outras doenças”, destaca Gabriel Koch, pesquisador em fitopatologia na Olivicultura da Epamig.

    O risco para a produção de azeite nacional

    A preocupação tem fundamento econômico. O Brasil vem expandindo sua olivicultura, especialmente na região da Serra da Mantiqueira, e a ameaça da Xylella fastidiosa representa um risco real para um setor em crescimento. “Trata-se de um agente causal muito importante na cultura da oliveira, com grande potencial destrutivo”, alerta Koch.

    O projeto conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), sob o código PPE-00057-24. E tem como foco central a epidemiologia, a resistência vegetal e o uso de agentes biológicos no manejo da seca da oliveira. O objetivo final é evitar o que os próprios pesquisadores descrevem como um possível “colapso na cadeia produtiva de azeite na Serra da Mantiqueira”.

  • Alerta: Xylella fastidiosa é identificada em Santa Catarina

    Alerta: Xylella fastidiosa é identificada em Santa Catarina

    Pesquisadores da Epagri, em parceria com instituições nacionais e internacionais, identificaram pela primeira vez a presença da bactéria Xylella fastidiosa subsp. pauca (Xfp) em oliveiras no estado de Santa Catarina. O estudo, publicado na revista Journal of Plant Pathology, é um alerta importante para a produção agrícola na região.

    A Xfp é uma bactéria patogênica que afeta culturas economicamente relevantes como citros, oliveiras, ameixeiras e cafeeiros. Ela coloniza os vasos xilémicos das plantas, bloqueando o transporte de água e sais minerais, o que pode causar doenças graves. A disseminação da bactéria ocorre principalmente por meio de insetos vetores, como cigarrinhas, que se alimentam da seiva do xilema.

    Observações no pomar experimental

    No pomar experimental em Chapecó, quatro oliveiras apresentaram sintomas como escurecimento, queima de folhas e morte prematura de galhos e ramos. Três delas eram do cultivar Koroneiki e uma do cultivar Arbequina. Essas observações são cruciais para entender a presença da Xfp na região.

    A Xylella fastidiosa é conhecida por causar doenças como a clorose variegada dos citros e a queima das folhas do café no Brasil. Além disso, está associada à Síndrome de Declínio Rápido da Oliveira, que já afeta a Itália e o Brasil há mais de uma década. A detecção desse isolado no Brasil reforça a necessidade de monitoramento e medidas preventivas para evitar sua disseminação.

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