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  • Missão à China impulsiona cooperativas brasileiras e fortalece agro no mercado asiático

    Missão à China impulsiona cooperativas brasileiras e fortalece agro no mercado asiático

    O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou neste domingo (17), em Xangai, de um encontro com lideranças de cooperativas do agronegócio brasileiro e reforçou a importância estratégica da China para o setor.

    Foto: Beatriz Batalha/Mapa

    A reunião integrou a missão técnica “Asia Expert”, iniciativa que conecta o cooperativismo agrícola brasileiro aos mercados asiáticos. A programação inclui visitas à China, Coreia do Sul e Japão, com foco na ampliação de negócios e parcerias internacionais.

    Expansão

    Durante o encontro, André de Paula destacou a necessidade de manter e expandir as agendas estratégicas do agronegócio brasileiro no exterior. Segundo o ministro, a China segue como principal parceiro comercial do Brasil e peça-chave para o crescimento do setor.

    “Assumi o Ministério da Agricultura e Pecuária há cerca de 45 dias com o compromisso de dar continuidade a um trabalho consistente. Não por acaso, uma das primeiras agendas internacionais ocorre na China, nosso maior parceiro comercial. Precisamos fortalecer essa relação e ampliar oportunidades para consolidar o agro brasileiro como pilar da segurança alimentar global”, afirmou.

    O CEO da Ourofino Agrociência, Marcelo Abdo, apresentou o programa Asia Expert e destacou o protagonismo crescente da Ásia no cenário global. Segundo ele, o continente deixou de ser um mercado complementar e passou a ocupar posição central nas estratégias do agronegócio brasileiro.

    “O Asia Expert prepara lideranças para compreender as transformações em curso na Ásia e construir relações sólidas e duradouras com parceiros da região”, disse.

    Participaram do encontro representantes de importantes cooperativas agroindustriais brasileiras, como C.Vale, Lar Cooperativa Agroindustrial, Comigo, Copacol, Coopercitrus, Integrada, Cotrijal, Copasul e Coplacana.

    A missão reforça o movimento de internacionalização do cooperativismo brasileiro e amplia o acesso a mercados estratégicos, especialmente diante da crescente demanda asiática por alimentos e insumos agrícolas.

  • Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    Brasil terá recorde de empresas na maior feira de alimentos da Ásia

    O Brasil terá participação recorde na Sial China 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo. Ao todo, 82 empresas brasileiras exportadoras estarão presentes no evento, que começa nesta segunda-feira (18), em Xangai. A expectativa do setor é movimentar cerca de US$ 3,3 bilhões em negócios.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, também participará da feira em sua primeira missão internacional desde que assumiu o cargo. Após a agenda em Xangai, ele seguirá para Pequim, onde se reunirá com representantes do governo chinês para discutir novas aberturas de mercado e melhorias nas relações comerciais entre os países, incluindo a flexibilização da cota de importação de carne bovina brasileira.

    A Sial China é vista como estratégica para ampliar a presença dos produtos brasileiros não apenas entre importadores chineses, mas também junto a compradores de diferentes países asiáticos. O maior espaço será dedicado à carne bovina, sob coordenação da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, com a participação de 25 frigoríficos.

    O projeto Brazilian Beef, criado pela entidade para promover a carne bovina brasileira no exterior, contará com um estande de mais de 1,2 mil metros quadrados. Na edição passada da feira, os negócios fechados durante o evento somaram US$ 265,2 milhões, enquanto a projeção para os 12 meses seguintes alcançou US$ 2,24 bilhões.

    Estratégia para o agronegócio brasileiro

    O evento também contará com um espaço exclusivo para o Programa Cooperar para Exportar, iniciativa voltada à internacionalização de cooperativas da agricultura familiar. Nesta edição, 10 cooperativas brasileiras apresentarão produtos como cafés especiais, açaí, castanhas, mel, vinhos, polpas de frutas e alimentos ligados à biodiversidade brasileira.

    Para o presidente da ApexBrasil, Laudemir Muller, a missão reforça a importância estratégica da China para o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades para produtos de maior valor agregado.

    “A China é um parceiro estratégico para o Brasil e esta missão representa mais um passo importante na diversificação e agregação de valor das exportações brasileiras. Estamos ampliando a presença de empresas brasileiras no mercado chinês, fortalecendo setores tradicionais e abrindo espaço para cooperativas, agricultura familiar e produtos de maior valor agregado. O número recorde de empresas na Sial demonstra a confiança do setor produtivo brasileiro no potencial desse mercado”, afirmou.

    Atualmente, a China lidera como principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, o país asiático importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% de todas as exportações do setor. Entre 2019 e 2025, o mercado chinês abriu 25 novas oportunidades para produtos brasileiros, incluindo itens do complexo soja, proteínas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, além de DDG de milho utilizado na alimentação animal.