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  • JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    JBS investe US$ 70 milhões no Paraguai para impulsionar produção de frango

    A gigante global de alimentos JBS anunciou um investimento de US$ 70 milhões para expandir sua produção de frangos no Paraguai. O anúncio oficial ocorreu nesta quinta-feira (02/10) durante a visita do presidente paraguaio, Santiago Peña, à unidade da Seara, subsidiária do grupo, em Dourados, Mato Grosso do Sul.

    Este movimento marca a volta da JBS ao Paraguai após a empresa ter vendido seus abatedouros de bovinos no país para a concorrente Minerva, em 2017.

    Aquisição e expansão

    O primeiro passo deste novo ciclo de investimentos foi a aquisição da marca paraguaia Pollos Amanecer, que inclui uma fábrica de processamento localizada no distrito de Doctor Juan Eulogio Estigarribia, também conhecido como Campo 9, no departamento de Caaguazú. A unidade está situada em uma das principais regiões agrícolas do país, com fácil acesso a grãos e a menos de 200 km das três maiores cidades paraguaias: Assunção, Ciudad del Este e Luque.

    A JBS planeja realizar obras de ampliação e modernização na planta. Após a conclusão, a fábrica terá capacidade para processar 100 mil aves por dia. A empresa mantém o fornecimento ao mercado interno paraguaio e tem como novo objetivo iniciar as exportações para o mercado internacional.

    Geração de empregos e crescimento

    O investimento deve gerar cerca de 1.100 empregos diretos quando a fábrica estiver operando em sua capacidade total. O complexo produtivo será ampliado para incluir 28 granjas de material genético, incubatórios e uma fábrica de ração.

    Foto: divulgação JBS

    O plano de expansão é ambicioso. Atualmente a operação funciona com aves criadas em 19 galpões, e a meta é chegar a 139 galpões após a conclusão das obras.

    Estratégia global

    Em nota, o CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou que o Paraguai oferece condições favoráveis para o desenvolvimento da avicultura. Ele afirmou que o investimento reforça a estratégia da companhia para aumentar sua competitividade e diversificação.

    “Estamos confiantes de que essa operação será um motor de crescimento para o país. Gerando emprego, renda e produtos de alta qualidade para o mercado global, acelerando a presença do Paraguai no mercado mundial de frangos”, disse Tomazoni.

    Durante o evento, o acionista da J&F, Wesley Batista, reforçou a confiança no governo paraguaio e a visão de construir um complexo industrial integrado e relevante no país.

  • JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    JBS e Governo Federal firmam convênio para gerar empregos a beneficiários do Bolsa Família

    Em uma iniciativa inédita de inclusão social, a JBS assinou nesta quinta-feira (31) um convênio de cooperação técnica com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O acordo tem como foco a oferta de vagas de emprego para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), principal porta de entrada para o Bolsa Família.

    Com duração prevista de dois anos, o convênio busca promover a inclusão socioeconômica das famílias de baixa renda. Portanto, ampliando o acesso a oportunidades formais de trabalho. A cerimônia de assinatura ocorreu na sede da JBS, em São Paulo. E contou com a presença do ministro do Desenvolvimento, Wellington Dias, do conselheiro da JBS, Wesley Batista, e do CEO global da empresa, Gilberto Tomazoni.

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    “A geração de emprego é uma das formas mais efetivas de inclusão social. Ao unirmos esforços com o MDS, reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das comunidades onde atuamos”, destacou Wesley Batista. Ele ressaltou ainda a importância de oferecer oportunidades não só para os trabalhadores. Mas também para suas famílias, afirmando que “valorizar gente é o que move a JBS”.

    A JBS é uma das maiores empregadoras do Brasil, com unidades de produção em mais de 100 municípios e cerca de 158 mil colaboradores. Para o CEO Gilberto Tomazoni, investir no potencial das pessoas é essencial para promover o desenvolvimento social. “Nosso objetivo é ser referência naquilo que fazemos, impulsionando o crescimento das comunidades por meio da geração de empregos e formação profissional”, afirmou.

    Atuação em conjunto

    O Ministério do Desenvolvimento atuará em conjunto com a rede de assistência social para facilitar o acesso dos inscritos no CadÚnico aos processos seletivos da JBS. O fornecimento de dados ocorrerá mediante consentimento prévio dos candidatos. Sempre respeitando integralmente a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Política de Privacidade da empresa.

    Durante o evento, o ministro Wellington Dias reforçou a necessidade de uma integração estratégica entre as áreas social, econômica e ambiental para combater a fome e a pobreza no país. “O social deve estar integrado ao econômico para que a transformação aconteça de forma sustentável”, declarou.

    Criado em 2001, o CadÚnico reúne informações sobre as famílias em situação de vulnerabilidade social no Brasil. E é fundamental para a inclusão em programas de assistência e redistribuição de renda. O convênio entre a JBS e o governo abre novas portas para a inclusão produtiva desses beneficiários. Fomentando o desenvolvimento social e econômico de forma conjunta e sustentável.

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  • ‘Brasil merece discutir crescimento a 5%’, afirma Wesley Batista

    ‘Brasil merece discutir crescimento a 5%’, afirma Wesley Batista

    O empresário Wesley Batista, conselheiro da JBS e acionista do grupo J&F, afirmou nesta terça-feira, durante o fórum VEJA Brazil Insights em Nova York, que o Brasil “merece discutir crescimento a 5% ao ano”. Batista destacou o otimismo com o país apesar do cenário internacional desafiador e ressaltou avanços recentes, como a redução do desemprego e as reformas econômicas. “Quando você olha os números, por exemplo, o de desemprego, nós não estamos mal. Balança, nós não estamos mal. Reformas, eu acho que o Brasil tem avançado”, afirmou.

    Durante o painel “Presença Global das Companhias Brasileiras”, o empresário apontou que o maior desafio para o Brasil é a elevada taxa de juros real, que gera um déficit nominal significativo. “Nós temos, sem dúvida nenhuma e nós fazemos parte disso, uma taxa de juro real gigantesca no Brasil, gerando um déficit nominal gigantesco. Eu acho que esse é um desafio que o país enfrenta”, alertou. Apesar disso, ele avaliou positivamente o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB), que deve crescer entre 2,5% e 3%, mas defendeu que o país tem potencial para crescer entre 4% e 5%.

    Brasil x Estados Unidos

    Wesley Batista traçou um paralelo entre o Brasil e os Estados Unidos, destacando a vocação empreendedora e trabalhadora dos brasileiros. “É um país de gente trabalhadora, é um país de gente empreendedora, é um país que faz as coisas acontecerem”, disse, ressaltando a resiliência e a capacidade dos brasileiros de prosperar mesmo em ambientes de negócios complexos.

    O conselheiro da JBS também ressaltou o potencial do agronegócio e a transformação econômica que ocorre no interior do país. “É impressionante a transformação que o Brasil está fazendo no interior do país afora. A riqueza que está sendo gerada no interior do país e a interiorização do Brasil, eu acho que está muito mais pungente do que o pessoal de São Paulo, do Rio, de Brasília está conseguindo enxergar”, destacou.

    Ao concluir sua participação, Batista fez um apelo para que o Brasil valorize sua imagem e simplifique o ambiente de negócios, apontando que isso é fundamental para gerar riqueza, produtividade e empregos. “Nós temos que falar bem do Brasil. Porque é um negócio inacreditável como nós mesmos nos depreciamos. É um autoflagelamento em praça pública”, criticou. Segundo ele, “O Brasil tem que simplificar a forma de empreender. Porque aí você gera riqueza, você gera produtividade, você tem ganho de produtividade, você gera emprego e assim vai”.

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