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  • Público decide nomes de trio de lobo-guará; saiba como participar

    Público decide nomes de trio de lobo-guará; saiba como participar

    Os três filhotes de lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) nascidos no Zoológico de São Paulo ganharão nomes escolhidos pelo público. A partir desta semana os seguidores do perfil @zoosaopaulo no Instagram poderão votar na combinação que batizará o trio, formado por duas fêmeas e um macho.

    https://www.instagram.com/p/DbeFPltvvym/

    A votação apresenta quatro alternativas, cada uma com um nome para cada um dos três animais: Araçá, Açaí e Buriti; Açaí, Guaraná e Cupuaçu; Castanha, Baru e Amendoim; ou Cajá, Pequi e Murici. O Zoológico anunciará a opção mais votada em suas redes sociais após o encerramento da consulta.

    Os filhotes completam dois meses de idade. Nas primeiras semanas de vida, eles permaneceram sob os cuidados da mãe e o acompanhamento permanente das equipes de biologia e medicina veterinária. Recentemente, a administração do parque os transferiu para o espaço de visitação, onde os visitantes já podem observá-los.

    Pitanga e Caju: a história de superação dos pais

    Pitanga e Caju, pais do trio, viveram um processo de resgate e reabilitação antes de chegar ao Zoológico de São Paulo. Esta é a segunda ninhada do casal, que hoje integra o programa de conservação da espécie desenvolvido pela instituição em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Canídeos (PAN Canídeos), e com a Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB).

    O ICMBio classifica o lobo-guará como Vulnerável (VU) à extinção. A espécie enfrenta ameaças como a perda de habitat, os atropelamentos, os incêndios florestais e os conflitos com atividades humanas.

    Filhotes de lobo guará terão nome escolhido pelo público
    Foto: Leandro Ferreira Amaral/Zoo SP

    Uma equipe transferiu Pitanga ao Zoo em 2024, vinda do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) de Juiz de Fora (MG). Resgatada ainda jovem, a fêmea apresentava um ferimento na orelha direita e, apesar do processo de reabilitação, não recuperou as condições necessárias para retornar ao seu habitat natural.

    Já Caju chegou filhote, sozinho e sem condições de sobreviver de forma independente. Em 2023, o Zoológico Municipal de Volta Redonda (RJ) o encaminhou ao Zoo São Paulo, após recomendação do studbook keeper da espécie, responsável pelo gerenciamento genético da população sob cuidados humanos. A transferência buscou ampliar a diversidade genética do programa de conservação.

    Como participar da votação

    Para votar, o público deve acessar o perfil @zoosaopaulo no Instagram, localizar a publicação oficial da enquete e escolher uma das quatro combinações de nomes indicadas na legenda. A opção mais votada vencerá.

    Filhotes de lobo guará terão nome escolhido pelo público
    Foto: Leandro Ferreira Amaral/Zoo SP

    Serviço

    Campanha Todo Mundo Paga Meia (mês de férias):

    • Zoológico de São Paulo: ingresso avulso antecipado por R$ 69,90
    • Jardim Botânico: ingresso avulso antecipado por R$ 19,90
    • Simba Safari: ingresso avulso antecipado por R$ 69,90
    • Combo com cinco atrações (Zoo SP, Jardim Botânico, Simba Safari, Mundo Dino e Acqua Zoo): de R$ 379,50 por R$ 149,90 na compra antecipada

    Outros valores disponíveis no site oficial

    Funcionamento dos parques:

    • Zoo São Paulo: todos os dias, das 8h30 às 17h (visitação até às 18h)
    • Jardim Botânico: todos os dias, das 9h às 17h (visitação até às 18h)
    • Simba Safari: segunda a sexta-feira, das 9h às 17h (visitação até às 18h); sábados, domingos e feriados, das 8h30 às 17h (visitação até às 18h)

    Endereços:

    • Zoológico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 4241 – Água Funda
    • Jardim Botânico de São Paulo: Av. Miguel Estéfano, 3031 – Água Funda
  • Votação termina hoje: três onças-pintadas do Pantanal precisam de nomes

    Votação termina hoje: três onças-pintadas do Pantanal precisam de nomes

    Uma mãe onça-pintada e suas duas filhotes aguardam nomes escolhidos pelo público brasileiro. A votação acontece nos perfis do Instagram @sesc_pantanal e @sescbrasil e termina nesta segunda-feira, 29 de setembro.

    Os três animais vivem na Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil (RPPN) Sesc Pantanal, em Barão de Melgaço (MT). A reserva abriga 39 onças-pintadas identificadas e representa a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, localizada no norte do Pantanal.

    Armadilhas fotográficas capturam a rotina dos felinos. A reserva conta com 165 câmeras espalhadas em sua área, que registram momentos de amamentação e brincadeiras entre mãe e filhotes. As imagens mostram a interação dos animais em área protegida pela vegetação.

    Conheça as opções de nomes

    A mãe pode receber o nome Boe ou Aurora. Boe faz referência ao povo Boe Bororo. Já Aurora representa o período da manhã em que os pesquisadores avistaram o grupo pela primeira vez.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    Uma das filhotes disputará os nomes Celeste e Rosa. Celeste transmite beleza e serenidade. Rosa homenageia Poconé, município conhecido como “Cidade Rosa”, e os ipês-rosas que colorem a região.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    A outra pequena onça receberá Flor de Piúva ou Tchuva. Flor de Piúva é o nome popular do ipê-roxo, árvore que alimenta aves locais. Tchuva representa a palavra “chuva” no linguajar poconeano, moldado pelas línguas indígenas.

    Foto: Divulgação Sesc Pantanal

    Rosetas funcionam como impressão digital

    Pesquisadores identificam cada onça pelas rosetas. Essas manchas na pele formam padrões únicos, como impressões digitais. Manchas menores no centro das rosetas variam em formato e permitem reconhecer cada indivíduo.

    O sistema ajuda a acompanhar movimentação e comportamento dos animais ao longo do tempo.

    Conexão com a conservação

    Cristina Cuiabália, bióloga e gerente-geral do Sesc Pantanal, destaca a importância da iniciativa. “Convidamos brasileiros de todo o país a participarem do nosso trabalho de conservação. Queremos gerar conexão com esta espécie tão importante e emblemática do bioma”, afirma.

    A bióloga reforça o papel da reserva. “Cuidar de uma pequena amostra de um bioma tão fundamental como o Pantanal garante benefícios que ultrapassam o tempo e o espaço. São condições vitais para nossa sobrevivência.”

    Cristina também destaca o papel da ciência. “Conhecer toda essa riqueza é o primeiro passo para alcançar resultados efetivos. Pesquisas científicas e educação ambiental são frentes prioritárias do Polo Socioambiental Sesc Pantanal há quase 30 anos.”

    Monitoramento contínuo

    A pesquisa de grandes felinos monitora os animais de forma contínua. O Polo Socioambiental Sesc Pantanal desenvolve o trabalho em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS) e Museu Nacional.

    Guarda-parques e auxiliares de parque participam da pesquisa. Os pantaneiros nasceram na região e conhecem profundamente os ciclos de seca e cheia, trilhas naturais e sinais da fauna local.

    Preservação de espécie vulnerável

    O projeto identifica como onças-pintadas usam o espaço e contribui para conservar a espécie, vulnerável à extinção. A onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar. Sua presença indica o nível de qualidade ambiental da reserva.

    Em quase três décadas, o Sesc Pantanal produziu mais de 300 publicações científicas. As pesquisas acontecem na área de 108 mil hectares da reserva.

    O local também promove ecoturismo, educação ambiental, restauração florestal, desenvolvimento comunitário e Manejo Integrado do Fogo (MIF).