Tag: vitamina C

  • Conheça a fruta inusitada com sabor de maracujá, abacaxi e morango

    Conheça a fruta inusitada com sabor de maracujá, abacaxi e morango

    O araçá-boi ainda soa como novidade para grande parte dos brasileiros, mas quem já provou dificilmente esquece o sabor. Cientificamente batizada de Eugenia stipitata, a fruta pertence à família das mirtáceas. É o mesmo grupo botânico que reúne a goiaba, a jabuticaba e a pitanga.

    araçá boi
    Foto: Carlos/Flickr

    Ela nasce em um arbusto de pequeno porte, que raramente ultrapassa os 4 ou 5 metros de altura, e se desenvolve principalmente na Amazônia Ocidental, com forte presença nos estados do Amazonas e do Pará. Peru, Equador, Bolívia e Colômbia também cultivam a espécie, onde ela recebe o nome de “araza”.

    A colheita costuma se concentrar entre janeiro e maio, variando conforme a região e o clima. Populações indígenas selecionaram e melhoraram a planta ao longo de gerações, o que ajuda a explicar a qualidade do sabor e do rendimento de suco que a fruta apresenta hoje.

    Sabor ácido, aroma marcante e uma comparação difícil de fazer

    Descrever o gosto do araçá-boi exige comparações. Vendedores e produtores costumam associá-lo a uma mistura de abacaxi, maracujá e morango, com notas florais e cítricas de fundo. Outros relatos aproximam o sabor da pitanga, da goiaba e do pêssego, ou apontam uma semelhança direta com o maracujá,ainda que mais intensa. O consenso gira em torno de dois pontos: a acidez pronunciada e o aroma adocicado que se destaca já na casca fina e aveludada.

    O grau de maturação também interfere no resultado. Frutos completamente maduros tendem a ficar mais doces e menos ácidos, enquanto exemplares colhidos ainda verdes concentram mais acidez. A polpa amarelo-dourada, macia e suculenta, guarda entre 6 e 12 sementes escuras e representa cerca de 61% do peso total da fruta. O restante se divide entre casca, sementes e fibras.

    Rica em vitamina C, a fruta atrai olhares da nutrição

    O araçá-boi carrega um diferencial nutricional que vem ganhando espaço em pesquisas e reportagens: a concentração de vitamina C, apontada por especialistas como até cinco vezes maior do que a encontrada em outras frutas cítricas tradicionais. A fruta também fornece vitaminas A e do complexo B, além de potássio, cálcio e fibras alimentares.

    araçá boi
    Foto: Paulo Lemos de Oliveira/Flickr

    Estudos sobre a composição da fruta destacam ainda a presença de terpenos voláteis, compostos responsáveis pelo aroma característico, e de antioxidantes, associados à prevenção de doenças e à saúde do sistema digestivo. Preparações à base de araçá-boi aparecem, inclusive, em produtos como iogurtes, valorizados pela ação antioxidante e probiótica da fruta.

    Da polpa ao prato: usos culinários e limitações comerciais

    A fragilidade da casca e a alta perecibilidade tornam o araçá-boi uma fruta delicada para o transporte a longas distâncias. Motivo pelo qual ela ainda circula pouco fora da região amazônica. Para driblar esse obstáculo, produtores costumam transformar a polpa em produto congelado, o que preserva boa parte das características nutricionais e amplia as possibilidades de comercialização.

    araçá boi
    Foto: Ito477/Flickr

    Na cozinha, a fruta rende sucos, sorvetes, cremes, geleias, doces e mousses. Vale um alerta para quem for preparar geleias: o calor tende a dissipar o aroma original da fruta, então o resultado final costuma perder parte da complexidade sensorial típica do araçá-boi in natura. Receitas regionais também combinam a polpa com macaxeira, aipim ou banana cozida, criando pratos salgados que aproveitam a acidez da fruta como contraponto.

    Apesar dos atributos, o araçá-boi segue como um product de nicho no mercado brasileiro. A combinação entre perecibilidade, dificuldade de transporte e baixa disponibilidade de mudas comerciais limita a expansão do cultivo para fora da Amazônia. Ainda assim, o interesse por plantas alimentícias não convencionais, as chamadas PANCs, tem colocado a fruta em evidência, tanto entre consumidores curiosos quanto entre produtores que enxergam no araçá-boi uma alternativa de renda para pequenas propriedades rurais.

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  • Conheça o poder do caju e saiba como cultivá-lo facilmente

    Conheça o poder do caju e saiba como cultivá-lo facilmente

    O caju, símbolo do sabor brasileiro, combina nutrientes poderosos e facilidade de cultivo. Rico em vitamina C e antioxidantes, o fruto reforça o sistema imunológico e ainda pode ser plantado em quintais e pequenas propriedades, especialmente em regiões de clima quente e ensolarado.

    O caju se destaca pela alta concentração de vitamina C, compostos fenólicos e carotenoides, substâncias que combatem os radicais livres e ajudam a proteger as células contra o envelhecimento precoce. Esses antioxidantes equilibram o organismo diante de fatores como poluição, estresse e exposição solar.

    A castanha de caju também oferece gorduras boas, vitamina E e minerais como zinco e selênio, aliados importantes para fortalecer as defesas naturais do corpo. O consumo regular do fruto e de seus derivados pode contribuir para uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes.

    Popularidade crescente e versatilidade econômica

    A busca por alimentação saudável impulsiona o consumo de frutas antioxidantes, e o caju ganha destaque por unir sabor e praticidade. Além do suco e da polpa congelada, o fruto origina doces, geleias, bebidas fermentadas e a castanha, que tem alto valor comercial e amplia a renda de produtores locais.

    Foto: Embrapa

    Pesquisas agrícolas investem no aprimoramento de variedades com mais antioxidantes e maior produtividade, estimulando tanto a produção nacional quanto a exportação da castanha.

    Como plantar caju em casa

    Cultivar caju em casa é mais simples do que parece. O cajueiro prefere temperaturas elevadas, boa luminosidade e períodos secos curtos. Condições típicas do Nordeste e de regiões interiores de outros estados. Em quintais pequenos, o cajueiro-anão precoce é a melhor opção, pois tem porte reduzido e frutifica cedo.

    Passo a passo básico para o cultivo:

    • Escolha um local ensolarado com solo bem drenado e acesso à água.
    • Utilize mudas enxertadas e saudáveis, adaptadas ao clima regional.
    • Abra covas de cerca de 40 cm e misture matéria orgânica na terra.
    • Plante a muda centralizada e compacte levemente o solo.
    • Mantenha a irrigação nas primeiras semanas, sem encharcar.
    • Faça podas leves e adubações periódicas para estimular a produção.

    Com esses cuidados, o cajueiro cresce vigoroso e oferece frutos por muitos anos, somando sabor, saúde e bem-estar ao dia a dia.

    O conjunto de nutrientes e o valor ecológico do cultivo explicam por que o caju ganha espaço em quintais urbanos e na agricultura familiar. Cultivar essa árvore é mais do que plantar uma fruta. É garantir uma fonte natural de vitaminas e um exemplo de sustentabilidade no próprio lar.

  • Safra de acerola em São Paulo encolhe com seca e pressão do nordeste

    Safra de acerola em São Paulo encolhe com seca e pressão do nordeste

    A tradicional safra paulista de acerola enfrenta uma conjuntura difícil nesta temporada 2025/2026. No município de Junqueirópolis, conhecido como a capital da fruta no estado, produtores veem a produção encolher devido a uma combinação de fatores climáticos e de mercado.

    O atraso significativo das chuvas de primavera atrasou o início da colheita, que normalmente ganha volume em outubro, para o início de dezembro. Este revés climático deve causar a perda de pelo menos uma das floradas anuais da frutinha, que pode produzir de cinco a seis ciclos entre outubro e maio.

    Além do clima, os agricultores da região sentem a queda no consumo e o aumento direto da concorrência com os estados do Nordeste. A produção nordestina, que responde por mais de 70% da acerola nacional, avança no mercado, pressionando os preços. O excedente da fruta madura daquela região chega a São Paulo a valores muito baixos, desafiando a competitividade local.

    A Cooperativa Agrícola de Junqueirópolis, que costuma comercializar cerca de 1,2 mil toneladas por ano, projeta uma safra que pode não ultrapassar 900 toneladas nesta temporada. Há uma década, o município chegava a movimentar 7 mil toneladas.

    Os preços ao produtor iniciaram a safra em R$ 2,70 o quilo, mas já apresentam tendência de queda, estabilizando-se em torno de R$ 2,50. Apesar do cenário adverso, a cooperativa mantém sua saúde financeira, pagando os produtores à vista.

    Desafios estruturais e mão de obra

    Para além das variáveis de mercado, a cadeia produtiva da acerola na região enfrenta problemas estruturais. A colheita manual, necessária devido à sensibilidade da fruta madura, enfrenta escassez de mão de obra, uma atividade considerada sazonal.

    Um desafio ainda maior é o perfil etário dos produtores. A maioria dos cooperados tem idade avançada, muitos acima dos 70 anos, com pouquíssimos agricultores abaixo dos 50 anos. Esta ausência de sucessão familiar limita os investimentos em novas tecnologias e a expansão dos pomares, mantendo a produção em uma escala mais modesta.

    Apesar das incertezas, produtores tradicionais seguem na atividade. Eles esperam que a demanda do mercado se normalize para que as próximas floradas da temporada possam ser colhidas integralmente, evitando que a fruta, sem comprador, precise ficar nos pés.

  • Murici: conheça fruta brasileira que se destaca por nutrientes

    Murici: conheça fruta brasileira que se destaca por nutrientes

    A Embrapa Amazônia Oriental identificou clones de murucizeiro (Byrsonima crassifolia) com genética superior que podem transformar esta fruta nativa em produto comercial de alto valor. A pesquisa analisou a composição química de diferentes variedades e encontrou teores excepcionais de macronutrientes, vitamina C e carotenoides.

    Os cientistas selecionaram genótipos que apresentam características nutricionais impressionantes. O murici concentra lipídeos em níveis semelhantes ao buriti, proteínas que superam a graviola e fibras tão abundantes quanto o açaí. A descoberta representa um marco para domesticar a espécie e ampliar sua produção além do extrativismo tradicional.

    Composição nutricional atrai mercado e especialistas

    Os clones Maracanã-1 e Maracanã-2 se destacaram na pesquisa e abrem caminho para programas de melhoramento genético. A Embrapa busca agora otimizar a produção em escala comercial, transformando o murici em alternativa viável para agricultores e indústria alimentícia.

    A fruta fornece quantidades significativas de vitamina C e carotenoides como luteína e zeaxantina. Esses compostos combatem radicais livres e protegem a saúde ocular e da pele. Os antioxidantes também fortalecem o sistema imunológico e contribuem para o funcionamento cerebral.

    Gastronomia descobre sabor único da fruta amazônica

    Comunidades da Amazônia e do Nordeste consomem o murici há gerações, aproveitando seu sabor que equilibra acidez e doçura. A população local prepara sucos, sorvetes, doces e consome a fruta in natura.

    Foto: Reprodução Embrapa

    Chefs de cozinha contemporâneos começam a incorporar o murici em seus cardápios, atraídos pela autenticidade do ingrediente. A valorização da gastronomia regional impulsiona a demanda por frutas nativas com características sensoriais diferenciadas.

    Medicina tradicional utiliza murici há séculos

    A medicina popular emprega o murici e outras partes da planta no tratamento de diversas condições. Comunidades tradicionais usam a fruta para combater anemia, problemas intestinais e processos inflamatórios.

    Os conhecimentos ancestrais despertam interesse científico para validar as propriedades terapêuticas da espécie. A presença de compostos bioativos justifica muitos dos usos tradicionais atribuídos ao murucizeiro.

    O murici (Byrsonima crassifolia) pertence à família Malpighiaceae e ocorre naturalmente em regiões tropicais da América do Sul. A árvore alcança entre 3 e 8 metros de altura e produz frutos pequenos, arredondados e amarelos quando maduros.

    A frutificação acontece principalmente entre dezembro e abril, período em que as comunidades realizam a coleta. Cada fruto mede aproximadamente 1 a 2 centímetros de diâmetro e apresenta polpa suculenta envolvendo um caroço.

    A espécie se adapta a diversos tipos de solo e resiste bem a períodos de seca, características que facilitam o cultivo em diferentes regiões. O murucizeiro também desempenha papel ecológico importante, servindo de alimento para fauna silvestre e contribuindo para a conservação da biodiversidade.

    A produção atual depende quase exclusivamente do extrativismo, sem plantios comerciais estabelecidos. A pesquisa da Embrapa visa mudar este cenário e consolidar o murici como cultura agrícola economicamente viável, gerando renda para agricultores familiares e preservando o patrimônio genético brasileiro.

  • Fruta brasileira supera banana em proteínas

    Fruta brasileira supera banana em proteínas

    O murici desponta como uma das frutas mais nutritivas do Brasil. Esta pequena fruta amarela, também conhecida como nance ou nanche, distribui-se naturalmente entre o Brasil e o México. No território brasileiro, o Nordeste e a região do Cerrado concentram as maiores ocorrências naturais da espécie.

    Pesquisadores identificam no murici um perfil nutricional excepcional. A fruta contém aproximadamente 4% de proteínas em sua composição. Este índice supera em mais de três vezes o teor proteico da banana, que apresenta apenas 1,1 grama de proteína a cada 100 gramas.

    Vitamina C em doses extraordinárias

    A concentração de vitamina C no murici impressiona especialistas em nutrição. Cada 100 gramas da polpa podem conter até 404 mg do nutriente. Esta quantidade representa quatro vezes mais que a recomendação mínima diária para um adulto saudável.

    Foto: Reprodução Embrapa

    A vitamina C desempenha funções múltiplas no organismo humano. O nutriente fortalece o sistema imunológico e facilita a absorção de ferro pelo intestino. Além disso, combate os radicais livres e protege as células responsáveis pela produção de colágeno. Esta proteína contribui diretamente para a firmeza e elasticidade da pele.

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    O murici apresenta características sensoriais distintivas. Seu sabor adocicado remete ao queijo, criando uma experiência gustativa única entre as frutas tropicais. Esta particularidade sensorial torna o fruto especialmente atrativo para aplicações culinárias diferenciadas.

    Potencial econômico ainda subexplorado

    Apesar de sua riqueza nutricional, o murici ainda carece de exploração comercial em larga escala no Brasil. O processamento da polpa e a produção de derivados geram empregos e valor agregado, representando oportunidades econômicas significativas para produtores rurais.

    Economicamente, a produção de frutos pode gerar uma fonte de renda significativa para os agricultores, especialmente em mercados locais. A crescente demanda por frutos nativos e produtos naturais impulsiona o mercado do murici.

    Perspectivas de desenvolvimento sustentável

    Pesquisadores da Embrapa Amazônia Oriental identificaram clones de muricizeiro com genética boa para produção de polpa de fruta de valor nutricional superior. Este avanço científico pode impulsionar a produtividade e qualidade dos cultivos comerciais.

    Áreas com ocorrência de muricizais podem atrair ecoturistas interessados na flora e na gastronomia local. O turismo ecológico representa uma fonte adicional de renda para comunidades rurais.

    Ambientalmente, o murici contribui para a conservação da biodiversidade, servindo de abrigo e alimento para diversas espécies de fauna. Esta característica posiciona a fruta como alternativa sustentável para diversificação agrícola.

    Aplicações industriais em expansão

    O estudo da composição química e das propriedades biológicas do murici pode levar ao desenvolvimento de novos produtos nas áreas alimentícia, cosmética e farmacêutica. A indústria de alimentos funcionais demonstra crescente interesse em frutas com alto valor nutricional.

    O murici representa uma oportunidade única de valorização da biodiversidade brasileira. Sua excepcional concentração de nutrientes, aliada ao potencial econômico ainda inexplorado, posiciona esta pequena fruta como um grande tesouro nacional.

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  • Camu-camu: a bebida que tem 37x mais vitamina C que a laranja

    Camu-camu: a bebida que tem 37x mais vitamina C que a laranja

    Se você acha que a laranja é imbatível quando o assunto é vitamina C… pode se surpreender! Uma frutinha amazônica, de nome curioso — camu-camu —, vem ganhando espaço nas prateleiras, nas redes sociais e nas conversas de quem busca uma vida mais saudável. E olha, não é exagero, viu?

    Direto da Amazônia: uma joia escondida no meio da floresta

    O camu-camu é nativo da região amazônica, especialmente encontrado nas margens dos rios do Brasil, Peru, Colômbia e Venezuela. Diferente de muitas frutas, ele cresce em áreas alagadas, com os pés — literalmente — dentro d’água. Essa peculiaridade faz dele um fruto típico de comunidades ribeirinhas, que há gerações conhecem e aproveitam seus benefícios.

    De aparência simples, ele lembra uma cerejinha, de cor avermelhada por fora e polpa bem clarinha por dentro. Apesar do sabor extremamente azedo (mas MUITO azedo mesmo!), o camu-camu se destaca por ser uma das maiores fontes naturais de vitamina C do planeta.

    É muita vitamina C, sim!

    Pra ter uma ideia, em 100 gramas da fruta amazônica tem cerca de 1790 mg de vitamina C. Isso mesmo, você não leu errado! É mais de 37 vezes o que a laranja oferece na mesma quantidade — segundo dados da Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Dá pra entender agora por que essa frutinha ganhou status de superalimento.

    Mas calma que não para por aí. Além disso, o camu-camu é uma fruta com 94% de água, ou seja, super hidratante, refrescante e praticamente sem calorias. Perfeita pra quem quer cuidar da saúde sem abrir mão do sabor.

    Uma bomba de colágeno natural

    Além de ser um verdadeiro fenômeno quando o assunto é vitamina C, o camu-camu tem outro superpoder: estimula a produção de colágeno no nosso corpo. Isso porque a vitamina C é essencial nesse processo. O resultado? Pele mais firme, cabelos e unhas mais fortes, além de músculos e articulações protegidos.

    E claro, não dá pra esquecer que o colágeno também atua na saúde dos ossos e na regeneração dos tecidos. Portanto, incluir um smoothie de fruta na rotina é como investir na beleza e na saúde, tudo de uma vez.

    Benefícios que vão muito além da estética

    Mas não pense que para por aí. Além do show de colágeno e vitamina C, o camu-camu é riquíssimo em minerais como potássio, cálcio e fósforo, que ajudam na manutenção da pressão arterial, na saúde dos ossos e no equilíbrio do organismo.

    Também entrega uma dose poderosa de antioxidantes, especialmente os polifenóis, que ajudam a combater o famoso estresse oxidativo — aquele responsável por acelerar o envelhecimento e aumentar o risco de doenças inflamatórias e cardíacas.

    Pra completar, ele ainda fornece aminoácidos importantes, como serina, valina e leucina, que são fundamentais pro metabolismo, pro funcionamento do sistema nervoso e pra recuperação muscular. E claro, vem acompanhado de vitaminas do complexo B e β-caroteno, que fazem bem pros olhos, pro cérebro e pra disposição.

    Resumindo? Só vantagem!

    ✔️ 37x mais vitamina C que a laranja
    ✔️ Estimula — e MUITO — a produção de colágeno (pele, cabelo, unhas e ossos agradecem!)
    ✔️ É super hidratante, com 94% de água
    ✔️ Combate inflamações e o envelhecimento precoce
    ✔️ Fortalece a imunidade e protege o coração
    ✔️ Tem baixo teor calórico, então cabe na rotina sem culpa
    ✔️ E ainda ajuda a gerar renda sustentável para comunidades ribeirinhas da Amazônia

    Se você tava procurando uma bebida saudável, diferente e cheia de benefícios, tá aí uma aposta certeira! O smoothie de camu-camu não só dá aquele up na imunidade e na disposição, como também cuida da pele, dos ossos e do coração. Tudo isso enquanto você se refresca com um sabor único — direto da nossa Amazônia pro seu copo.

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  • Saiba de onde vem páprica, que conquista espaço na cozinha

    Saiba de onde vem páprica, que conquista espaço na cozinha

    A páprica, muito mais do que um simples condimento, é uma especiaria obtida a partir do pimentão seco e moído. E tem conquistado espaço nas cozinhas brasileiras e internacionais graças ao seu sabor marcante e aos benefícios para a saúde. Rica em vitaminas A, E, B6, C, fibras, antioxidantes e minerais como ferro, magnésio, potássio e cálcio, a páprica atua como aliada no combate aos radicais livres, na prevenção de doenças crônicas e na proteção da pele e da visão.

    • Ação antioxidante e anti-inflamatória: os carotenoides, vitaminas A, C e E presentes na páprica ajudam a combater o estresse oxidativo e a inflamação. E reduzir o risco de doenças cardiovasculares e inflamatórias.
    • Saúde da pele e dos cabelos: a vitamina A e o betacaroteno contribuem para a renovação celular, vitalidade da pele e fortalecimento dos fios de cabelo.
    • Auxílio à digestão: a páprica estimula a produção de saliva e sucos gástricos, melhorando o processo digestivo e prevenindo a constipação.
    • Controle do peso e do açúcar no sangue: a capsaicina, presente na páprica, acelera o metabolismo, regula o apetite e melhora a sensibilidade à insulina, ajudando no controle glicêmico e na perda de peso.
    • Saúde ocular e óssea: os carotenoides, como luteína e zeaxantina, protegem a visão, enquanto a vitamina C e o magnésio contribuem para ossos saudáveis.

    Da origem ao prato: o pimentão como matéria-prima

    A base da páprica é o pimentão, hortaliça colorida e versátil, consumida crua, cozida, assada ou recheada em diversas receitas. O pimentão é fonte de vitamina C, vitamina A, fibras e potássio, nutrientes essenciais para a saúde cardiovascular, imunidade e sensação de saciedade. Ao ser desidratado e moído, especialmente o pimentão vermelho, parte da vitamina C se perde. Mas os antioxidantes e a vitamina A permanecem, tornando a páprica um tempero nutritivo e de longa durabilidade.

    Apesar dos benefícios, vale lembrar que algumas pessoas podem apresentar alergia ao pimentão, com sintomas que variam de leves a graves. Em caso de suspeita, é fundamental buscar orientação médica. Para quem não tem restrições, tanto o pimentão quanto a páprica são indicados para todas as idades, inclusive na introdução alimentar a partir dos seis meses, enriquecendo receitas e promovendo uma alimentação equilibrada.

    Dayanne Maynnard, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica que o pimentão, além de versátil, é um aliado na prevenção de doenças crônicas. E deve estar presente na alimentação de adultos e crianças. “É importante alternar com outros vegetais para garantir uma boa diversidade de nutrientes”, explica a professora.

    Incluir páprica e pimentão no dia a dia é uma forma saborosa e eficiente de potencializar o valor nutricional das refeições. Além de proteger a saúde e diversificar o cardápio.

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  • Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    Acerola: pequena no tamanho mas gigante em benefícios

    A acerola é uma fruta famosa por ser excepcionalmente rica em vitaminas C. Apesar de seu pequeno tamanho possui um índice dessa vitamina 100 vezes maior do que, por exemplo, a laranja. Ainda pouco cultivada comercialmente no mundo, o Brasil vem se destacando como maior produtor, exportador e consumidor global.

    Adaptada a diferentes condições climáticas, a acerola é cultivada em quase todas as regiões do Brasil, com o Nordeste respondendo por 64% da produção nacional. Segundo dados do IBGE de 2017, a área colhida de acerola foi de 5.753 hectares com a produção de 61 mil toneladas. Pernambuco lidera a produção nacional com 19.246 toneladas, seguido pelo Piauí com 8.685 ; Ceará com 8.316 toneladas e Sergipe com 4.188 (IBGE, 2017).

    Variedades e produtividade

    A produtividade da aceroleira por hectare aumenta com o tempo, podendo alcançar 40 toneladas ou mais do quinto ao décimo ano de cultivo. Classificam-se as variedades de acerola em doces e ácidas. As ácidas, ricas em vitamina C, são indicadas para a industrialização, enquanto as doces são mais adequadas para consumo in natura.

    Entre as variedades doces temos:

    • Manoa Sweet:  Recomenda-se esta variedade para plantios caseiros.
    • Hawaiian Queen: É uma das seleções recomendadas para a produção de frutas frescas.

    Entre as variedades do grupo acido temos:

    • Red Jumbo :  sua frutificação é alta e os frutos são grandes e vistosos.
    • Maunawili :  Crescimento rápido e fácil manejo.

    Colheita e comercialização

    Durante a colheita, é importante evitar danos aos frutos, que devem ser colhidos a cada dois ou três dias. Mantenha os frutos em ambiente refrigerado para comercialização rápida. As acerolas começam a frutificar a partir de oito meses, com três ou mais safras anuais concentradas na primavera e verão. Plantas adultas podem produzir de 40 a 50 quilos de acerolas por ano, resultando em produtividade média de 20 a 25 toneladas por hectare.

    Fruta oferece muitos benefícios

    O preço de atacado da acerola fresca é de aproximadamente R$ 20,00/kg (CEAGESP, Julho 2024), garantindo um faturamento anual de R$ 500mil/hectare para produtores com produtividade média. No entanto, para vendas à indústria, o preço é menor, exigindo maior volume de produção.

    Expansão do Mercado Internacional

    A demanda global por alimentos saudáveis e funcionais tem impulsionado o interesse pela acerola. Países da Europa, América do Norte e Ásia têm se tornado grandes consumidores dessa fruta, reconhecendo seus benefícios para a saúde. A indústria de alimentos e suplementos valoriza especialmente a vitamina C natural da acerola, procurando alternativas naturais aos aditivos sintéticos.

    Além da fruta in natura, a exportação de acerola inclui produtos derivados, como polpas, sucos concentrados e pós. O processamento industrial da acerola permite a conservação de suas propriedades nutricionais, facilitando o transporte e aumentando a vida útil do produto.

    Benefícios para saúde

    Fortalece o sistema imunológico: A vitamina C, presente em grandes quantidades na acerola, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que fortalecem o sistema imunológico.

    Previne o envelhecimento precoce: A vitamina C aumenta a produção de colágeno, uma proteína que promove a maciez e sustentação da pele, evitando a flacidez e a aparência das rugas e linhas de expressão.

    Auxilia no emagrecimento: Por conter fibras, a acerola ajuda a prolongar o tempo de digestão diminuindo a fome. Além disso, a acerola tem baixo teor de carboidratos e calorias, sendo uma ótima opção de fruta para incluir em dietas de emagrecimento.

    Melhora o humor: A vitamina C participa da produção de dopamina, um neurotransmissor que promove a sensação de prazer e bem estar.

    Melhora a função cerebral: A vitamina C auxilia nas sinapses  cerebrais – transmissão de impulsos nervosos de um neurônio a outro ou de um neurônio para uma célula muscular.

    Contribui para a absorção do ferro: A vitamina C aumenta a absorção do ferro, favorecendo a formação da hemoglobina, que é o componente das hemácias responsável pelo transporte de oxigênio no sangue.

     

  • Clima seco eleva preço da mandioca

    Clima seco eleva preço da mandioca

    A seca preocupa produtores de mandioca. Mesmo assim, muitos continuaram o plantio na última semana, enquanto outros diminuíram a colheita, especialmente em áreas com menor umidade. Com menor oferta e maior disputa pela matéria-prima, os preços da raiz seguiram em alta. As fecularias relataram dificuldade de esmagamento, mesmo com a demanda enfraquecida pelas farinheiras. Segundo pesquisa da Cepea, a falta de chuva faz o preço subir para o consumidor.

    Mandioca na agricultura brasileira

    A mandioca é um tubérculo essencial para a agricultura brasileira, especialmente para os agricultores familiares e comunidades tradicionais.

    O Brasil é o segundo maior produtor mundial da raiz ficando atrás apenas da Nigéria. A produção anual é de cerca de 19 milhões de toneladas cultivadas em uma área de 1,36 milhão de hectares.

    Foto: Divulgação – Embrapa/Felipe Santos Rosa

    A mandioca se destaca por sua versatilidade e valor nutricional.  A raiz é um alimento básico na culinária de diversas regiões brasileiras. Portanto, pode ser utilizada na produção de embutidos de carnes, fármacos e até mesmo em embalagens biodegradáveis.

    Benefícios da raiz

    A mandioca é rica em carboidratos, potássio, vitamina C e polifenóis, sendo uma importante fonte de energia e nutrientes.

    De acordo com as pesquisas, um dos principais benefícios da mandioca é sua fácil adaptação a diferentes climas e solos, o que permite seu cultivo em diversas regiões do país. Sendo assim, garante a segurança alimentar de muitas comunidades, especialmente no Norte e Nordeste, onde a planta é cultivada principalmente por agricultores familiares.

    Apesar dos desafios, como a preparação adequada do solo e as condições climáticas, o cultivo da mandioca vem ganhando espaço em outras regiões, como no litoral do Paraná. Ou seja, demonstra a importância da raiz para a agricultura brasileira e a busca por sua “redescoberta” pelos pesquisadores e consumidores.

    Foto: Divulgação – Embrapa/Léa Cunha

    Antes de mais nada, a mandioca é um patrimônio alimentar do Brasil. Associada a cultura gastronômica brasileira, desempenha um papel fundamental na segurança alimentar e no sustento de milhares de famílias agricultoras. Dessa forma, valorizar e incentivar o cultivo da mandioca é fundamental como uma alternativa sustentável e nutritiva na agricultura brasileira.