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  • Conheça o porco que fala e está no Guinness Book

    Conheça o porco que fala e está no Guinness Book

    Merlin não é um influenciador digital comum. Na verdade, ele nem é um humano. O animal de estimação da americana Mina Alali, de Sacramento, na Califórnia (Estados Unidos), entrou para o Guinness Book ao conquistar o título de porco com o maior número de seguidores no Instagram.

    Quando o recorde foi oficializado, em 23 de fevereiro de 2026, Merlin já reunia 1,1 milhão de seguidores na plataforma. Apenas três meses depois, esse número ultrapassou a marca de 1,2 milhão, consolidando ainda mais sua fama nas redes sociais.

    O que mais chama a atenção é a forma como o animal se comunica. Espalhados pela casa, mais de 30 botões coloridos reproduzem palavras e comandos diferentes, permitindo que Merlin expresse seus desejos.

    https://www.instagram.com/reel/DOwQBh7ARbA/?igsh=Z3Z3OGx3aGMwdnM1

    Livro dos Recordes

    Segundo o Guinness Book, o treinamento começou quando o porco tinha apenas três meses de idade. Utilizando técnicas de reforço positivo e muita repetição, Mina Alali ensinou o animal, que hoje pesa 82 quilos, a utilizar os botões para se comunicar. A habilidade rapidamente chamou a atenção do público e impulsionou sua popularidade nas redes sociais.

    “Ele tem uma comunidade fiel e carinhosa de seguidores que aguardam ansiosamente por seus conteúdos. O que ele faz também gerou conversas online sobre o quão inteligentes, emotivos e parecidos com os humanos os porcos podem ser quando recebem tempo e paciência.”

    Os botões utilizados por Merlin vão muito além de respostas simples como “sim” e “não”. Nos vídeos publicados pela tutora, é possível vê-lo “pedindo” comida, “chamando” a mãe e o pai e demonstrando diferentes preferências por meio das palavras gravadas nos dispositivos.

    Para a tutora, o desempenho do animal reforça o potencial de aprendizagem da espécie.

    “De um modo geral, acredito que, com paciência, tempo e reforço positivo, tudo é possível com porcos. Eles têm a capacidade intelectual de uma criança de três a cinco anos”, afirma Mina Alali.

    Porcos estão entre os animais mais inteligentes do mundo

    Os porcos possuem uma capacidade cognitiva surpreendente. Estudos científicos demonstram que esses animais têm excelente memória de longo prazo, conseguem resolver quebra-cabeças complexos, compreendem o funcionamento de espelhos e aprendem comandos rapidamente.

    Além do raciocínio lógico, os porcos exibem uma vida social e emocional extremamente rica e complexa. Eles são seres empáticos, capazes de sentir e refletir as emoções dos companheiros, e se comunicam por meio de uma linguagem de mais de 20 grunhidos distintos.

    Eles também formam laços sociais fortes, escolhem seus melhores amigos dentro do grupo e conseguem reconhecer rostos humanos e de outros animais mesmo após anos de separação.

  • Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Trabalhador rural viraliza dançando hits da web no campo

    Enquanto muitos produtores usam as redes sociais para mostrar a rotina da lavoura ou compartilhar técnicas de cultivo, um operador de máquinas de Minas Gerais encontrou um caminho diferente para chamar a atenção dos internautas.

    Nos momentos de descanso entre uma atividade e outra na Fazenda Palmira, em Pompéu (MG), Jorge Luiz Aparecido de Almeida, de 32 anos, deixa o trator estacionado por alguns minutos e transforma o galpão em uma pista de dança improvisada.

    As coreografias, gravadas de forma espontânea, renderam milhões de visualizações, milhares de seguidores e o apelido de Jorgim Agroboy, tornando o trabalhador rural um dos personagens mais conhecidos do agro nas redes sociais.

    Dança começou como uma brincadeira

    A ideia surgiu há cerca de cinco anos, quando Jorge passou a acompanhar vídeos de criadores de conteúdo que faziam coreografias na internet.

    Curioso, decidiu produzir seus próprios vídeos durante os intervalos de trabalho, mas quase ninguém assistia às publicações.

    Mesmo sem grandes resultados, ele continuou gravando e acabou explodindo na web.

    Vídeo foi compartilhado por Virgínia

    A grande virada aconteceu no fim de 2025, quando a influenciadora Virgínia Fonseca repostou uma coreografia do rapaz ao som de Alô, Virgínia.

    https://www.instagram.com/reel/DSHrVM9jRWL/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==

    O vídeo ultrapassou 14,5 milhões de visualizações, impulsionando o perfil de Jorge e atraindo milhares de novos seguidores.

    Objetivo é ajudar a família

    Apesar da repercussão nas redes sociais, Jorge continua trabalhando como operador de máquinas.

    Ele afirma que deseja transformar a visibilidade conquistada na internet em uma fonte de renda capaz de oferecer mais estabilidade para a família.

    Ao mesmo tempo, pretende ampliar a produção de conteúdo e realizar sonhos antigos, como participar de programas de grande audiência, como o Big Brother Brasil e o Rancho do Maia.

    “Quero conquistar o mundo com o que eu faço e, quem sabe, poder ajudar as pessoas que precisam”, afirma.

  • Snake yoga: aula relaxante com cobras é febre nos EUA

    Snake yoga: aula relaxante com cobras é febre nos EUA

    A verdade é que os animais estão a cada dia mais imerso na rotina dos humanos. Os “pais de pet” já dominam as cidades e demonstram uma conexão emocionante. E, é claro, a yoga também entra nisso. Provavelmente você já viu alguém fazendo a postura do cachorro olhando para baixo ao lado de um cachorro de verdade, por exemplo. No Alasca, chegaram a fazer ioga com renas. Parecia que o limite havia sido atingidom, mas Portland, nos Estados Unidos, discorda.

    Por lá, uma loja especializada em répteis passou a oferecer aulas de yoga com cobras.

    Aula exótica

    A aula dura uma hora e conta com a participação de várias pítons e de uma jiboia filhote chamada Mango. Os animais variam bastante em tamanho: de tímidos trinta centímetros a impressionantes dois metros de comprimento.

    Snake yoga é a nova tendência que mistura meditação com cobras vivas subindo pelo corpo — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Os tratadores de répteis da loja colocam as cobras sobre os ombros ou barrigas dos participantes, mas não demora muito para os animais tomarem a iniciativa. Aparentemente, o instinto que leva algumas cobras a escalar árvores também se aplica perfeitamente a escalar humanos.

    Quem aparece nas aulas?

    Segundo um jornal local, cerca de 80% dos participantes são fãs assumidos de cobras e aparecem por escolha própria. Os outros 20% chegam como terapia de exposição ou, em muitos casos, arrastados por algum familiar entusiasmado que achou que seria uma boa ideia para um domingo de manhã.

    Seja por curiosidade, superação de fobias ou puro amor por répteis, as aulas têm viralizado nas redes sociais e atraído cada vez mais aventureiros dispostos a testar os próprios limites.

     

  • Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Borboleta ferida ganha prótese de asa feita com pétalas de orquídea

    Tinha tudo para ser só mais um inseto morto à beira do caminho. Mas quando Morhaf Ghazi, de 30 anos, encontrou uma borboleta ferida durante uma trilha em Amã, na Jordânia, ele não passou por ela como se nada fosse. Levou o inseto para casa, cuidou por dias e, no fim, fez algo que parece saído de um conto: criou uma prótese de asa para borboleta usando pétalas de orquídea que estavam preservadas dentro de um livro há quase nove anos.

    Sim, nove anos guardadas em um livro. E foram exatamente essas pétalas que deram uma segunda chance de vida à borboleta.

    A trilha que virou resgate

    Morhaf percebeu que havia algo errado logo de cara. A borboleta estava no chão e não conseguia voar. Ao examinar com atenção, ele viu o problema: a asa direita estava muito amassada, comprometida a ponto de impedir qualquer movimento no ar.

    Ele levou o inseto para casa com cuidado e começou um processo de recuperação improvisado, mas cheio de atenção. “Durante alguns dias, eu a alimentei com água com açúcar. Ela ficou em um buquê de flores onde coloquei gotinhas para ela beber”, contou Morhaf ao New York Post. Por dias, a borboleta virou hóspede da casa, sendo alimentada e observada de perto enquanto ele pensava no próximo passo.

    Pétalas de orquídea e uma hora de cirurgia artesanal

    Foi aí que a ideia surgiu. Morhaf tinha pétalas de orquídea rosa preservadas dentro de um livro desde 2017, quase uma década guardadas sem uso aparente. Ele traçou cuidadosamente o formato da asa saudável da borboleta e usou as pétalas como material para construir uma substituta à mão.

    Antes de colocar a prótese, ele pesquisou como manusear borboletas com segurança. O que descobriu deu coragem para avançar: borboletas não sentem dor nas asas, apenas pressão. Com esse dado em mente, ele removeu a asa danificada e fixou a nova. “Todo o processo levou cerca de uma hora, sem contar os dias que passei cuidando dela antes”, explicou.

    No mundo da lepidopterologia, a asa das borboletas é formada por escamas de quitina extremamente finas, o que torna qualquer intervenção delicada e arriscada. Morhaf não tinha formação em biologia, mas agiu com paciência e precisão acima da média.

    Ela voltou a voar

    Depois da intervenção, a borboleta começou a se movimentar melhor. Gradualmente, voltou a usar as asas, e o que parecia impossível se tornou real: ela voou de novo. Morhaf registrou o momento em vídeo, que rapidamente viralizou nas redes sociais e chamou atenção de pessoas ao redor do mundo.

    No entanto, a história levanta uma reflexão além do encantamento: o quanto estamos dispostos a pausar, observar e agir quando um ser vivo ao nosso redor precisa de ajuda? Morhaf não era veterinário, não tinha equipamento especializado e não tinha nenhuma obrigação. Tinha só atenção.

  • Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Conexão além da vida? Égua relincha ao lado de caixão e comove família em SC

    Lágrimas e silêncio costumam ditar o ritmo de um velório, mas em Santa Catarina, um som diferente rompeu a atmosfera de luto e deixou todos os presentes arrepiados. Levada para se despedir de seu tutor, a égua de estimação de um idoso catarinense protagonizou uma cena que reforça os laços invisíveis entre humanos e animais. Ao se aproximar do caixão, o animal não apenas parou, mas relinchou alto, como se estivesse chamando por aquele que cuidou dela durante anos.

    Um pedido especial da família

    Realizar essa homenagem não foi um improviso de última hora. A ideia partiu da filha do falecido, que conhecia a relação profunda entre o pai e o animal. Segundo familiares, a égua era a grande companheira do idoso nas rotinas no campo. Assim, a decisão de levá-la até o local da cerimônia buscou honrar essa amizade que, para muitos ali, parecia transcender a compreensão humana básica sobre o comportamento animal.

    A ciência por trás do luto animal

    Cenas como essa levantam discussões sobre a capacidade cognitiva e emocional dos cavalos. Especialistas em comportamento animal explicam que equinos são extremamente sensíveis a odores e sinais auditivos, sendo capazes de reconhecer seus tutores mesmo em condições adversas. No entanto, o impacto visual de um animal expressando o que parece ser tristeza profunda gera um impacto imediato na audiência digital. “Ela sabia que ele estava ali, foi uma despedida de alma”, afirmou uma das presentes no vídeo que já soma milhares de visualizações.

    https://www.instagram.com/reel/DXwfKubyMq0/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Reação viral e comoção nas redes

    Imagens registradas por celulares mostram o momento exato em que a égua encosta o focinho no caixão. A partir daí, o vídeo se espalhou por grupos de mensagens e redes sociais, gerando milhares de comentários de internautas emocionados com a lealdade do bicho. Além disso, o episódio reacende o debate sobre a permissão de animais de estimação em cerimônias fúnebres, algo que vem se tornando mais comum como parte do processo de fechamento de ciclo para as famílias.

    O legado de uma amizade rural

    Finalizada a cerimônia, o sentimento que ficou entre os parentes foi de dever cumprido. O relincho, que para desconhecidos poderia ser apenas um som natural, para aquela família foi um recado claro de gratidão. Em contraste com a frieza de algumas despedidas modernas, a presença da égua trouxe uma humanidade visceral ao momento, provando que o luto, definitivamente, não é um sentimento exclusivo dos seres humanos.

  • Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Jararaca em piscina de bolinhas: cobra foi encontrada em restaurante de SP enquanto crianças brincavam

    Imagine estar encerrando o expediente, dar uma última olhada no espaço de brincar das crianças e perceber que uma bolinha está se movendo por conta própria. Foi exatamente isso que aconteceu com um funcionário de um restaurante em Suzano, no interior de São Paulo, na noite do último domingo, dia 26 de abril. Escondida entre as bolinhas coloridas da piscina infantil do estabelecimento, estava uma jararaca, uma das cobras mais perigosas do Brasil.

    O funcionário percebeu o detalhe que salvou todo mundo

    O funcionário notou que algo estava errado ao reparar em uma bolinha se movendo de forma estranha. Sem hesitar, acionou imediatamente a equipe do Reserva RP, santuário para animais silvestres localizado na região.

    Quem foi ao local foi o médico veterinário Celso Gatti, especialista em animais silvestres e um dos responsáveis pelo resgate. Ele chegou equipado com um gancho herpetológico, instrumento específico para manejo de serpentes, e uma caixa de transporte adequada para a espécie. “Um dos funcionários notou que a jararaca estava na piscina ao reparar uma bolinha se movendo. Logo, já me chamou”, contou.

    Depois do resgate, a jararaca foi levada para uma área de mata em um bairro próximo, longe de residências, e solta em segurança. O restaurante estava fechado no momento da descoberta, o que evitou que clientes, especialmente crianças, entrassem em contato com o animal.

    Como uma cobra venenosa foi parar em uma piscina de bolinhas?

    Embora ninguém saiba exatamente como a jararaca chegou ao local, o veterinário Celso Gatti acredita que ela saiu da mata densa nos fundos do restaurante. O animal provavelmente buscou a piscina em uma tentativa de encontrar abrigo ou alimento.

    De fato, o caso não surpreende os especialistas, visto que a jararaca domina grande parte do sudeste brasileiro. Como essa espécie habita áreas da Bahia ao Rio Grande do Sul, a proximidade entre a Mata Atlântica e os centros urbanos facilita tais encontros. Por esse motivo, moradores e donos de estabelecimentos próximos à vegetação devem encarar esses incidentes como um risco real e constante.

    Celso Gatti compartilhou as imagens do resgate no Instagram e a postagem rapidamente viralizou. Como resultado, o registro já somava mais de 1,6 milhão de visualizações até a tarde de quarta-feira. O veterinário utilizou a legenda para reforçar um alerta importante: o objetivo do vídeo não é causar pânico, mas sim garantir que a população redobre o cuidado em áreas onde o animal costuma circular.

    https://www.instagram.com/reel/DXwbaADyg_e/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Por que a jararaca é tão perigosa?

    Não é à toa que o caso assustou tanta gente. Segundo o Ministério da Saúde, o grupo das jararacas é o maior causador de acidentes com cobras no país, representando 69,3% das picadas registradas no Brasil em 2022, e sendo responsável por mais de 72% dos casos no estado de São Paulo.

    O veneno da jararaca é hemotóxico, ou seja, age diretamente no sangue e nos tecidos. Os principais sintomas da picada de uma jararaca adulta em humanos são dor e inchaço local, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento no ferimento. Também podem ocorrer sangramentos em mucosas, como nas gengivas e no nariz. Em casos mais graves, há risco de necrose e insuficiência renal aguda.

    O veneno da jararaca pode provocar lesões locais como hemorragia e necrose que, em situações mais sérias, chegam a exigir amputação dos membros afetados. O soro antiofídico, produzido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, é o único tratamento eficaz e precisa ser aplicado por profissionais de saúde em ambiente hospitalar.

    O que fazer se encontrar uma cobra?

    Antes de tudo: não tente capturar o animal. Celso Gatti deixou orientações claras para quem se deparar com uma jararaca. Mantenha distância, afaste crianças e animais domésticos do local e acione imediatamente o serviço público de resgate de animais silvestres da sua cidade.

    Em caso de picada, a recomendação do Ministério da Saúde é que a vítima permaneça em repouso, se hidrate e seja levada ao hospital de referência para tratamento de acidentes ofídicos o mais rápido possível. Dois erros comuns que devem ser evitados: fazer torniquete no local da picada e tentar chupar o veneno. O torniquete não impede a circulação do veneno e apenas aumenta o risco de necrose e amputação do membro.

  • “Eu estava tentando salvá‑la”: o caso da lagosta que virou lição amarga sobre ativismo

    “Eu estava tentando salvá‑la”: o caso da lagosta que virou lição amarga sobre ativismo

    Uma ativista britânica invadiu um restaurante em Weymouth, na Inglaterra, pegou uma lagosta viva e a jogou no mar, convencida de que estava “salvando” o animal do cardápio. O gesto virou caso de polícia, virou meme e agora serve de exemplo de como uma ação pensada para ajudar os animais pode terminar em punição e em risco para o próprio animal que deveria ser protegido.

    https://www.instagram.com/reel/DXcVd0RCVij/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

    Impulso que vira furto e dano criminal

    Emma Smart, de 47 anos, entrou no restaurante Catch at the Old Fish Market, caminhou até o tanque com a lagosta, ignorou as tentativas de funcionários de impedi‑la e levou o animal para o porto, onde o arremessou na água. A Justiça britânica classificou o ato como impulso motivado por preocupação com o bem‑estar animal, mas considerou que houve furto e dano criminal à criatura.

    A ativista entrou no restaurante Catch at the Old Fish Market para pegar o crustáceo

    O tribunal entendeu que não havia intenção de causar sofrimento deliberadamente, mas que a ação foi profundamente equivocada. A ativista recebeu oito meses de liberdade condicional e uma proibição de se aproximar do restaurante pelos próximos três anos, uma forma de afastá‑la do local sem enviar‑a para a prisão.

    O que a ativista não sabia

    Smart acreditava que a lagosta estaria ali para ser servida ao cliente de um restaurante selecionado por reconhecimento gastronômico, mas a realidade era outra. A lagosta, na verdade, vivia como mascote e peça educativa do proprietário, usada para mostrar às crianças como crustáceos como lagostas e siris crescem e mudam de casca ao longo do tempo.

    O gesto que parecia heróico terminou com lagosta morta e ativista condenada

    De acordo com o dono do estabelecimento, há registros mostrando o animal mudando de pele no meio da noite, um momento usado para ensinar o público. Ao invés de “salvar” um comboio de frutos do mar, a ativista acabou interferindo em um animal que já estava em ambiente controlado e com função diferente do que ela imaginava.

    Morreu ao ser jogado no mar

    O dono diz que existe grande chance de o animal ter morrido quase na hora em que foi jogado no mar. A diferença de temperatura entre a água do tanque e a do porto, somada ao modo como o crustáceo foi arremessado, provavelmente o matou rapidamente, na avaliação dele. Em outras palavras, a tentativa de “libertar” a lagosta pode ter sido, na prática, o que antecipou sua morte.

    Na decisão, o juiz destacou que a ação foi profundamente equivocada e que poderia ter prejudicado ainda mais o animal do que permanecer onde estava. A própria ativista admitiu que agiu por impulso, sem refletir sobre o que realmente aconteceria depois de soltar o crustáceo na água.

    O que esse caso ensina sobre ativismo?

    O episódio mistura boas intenções, má informação e falta de diálogo. Em vez de fortalecer a causa dos direitos dos animais, o gesto virou um exemplo de como ações unilaterais, sem conhecimento do contexto, podem gerar efeito contrário, perda de credibilidade e até sofrimento maior para os próprios animais envolvidos.

    Também fica a lição de que protestar pelo bem‑estar animal não pode servir de desculpa para ignorar regras, propriedade e bem‑estar prático. Quando o foco é o impacto visual de uma cena, a mensagem original pode se perder, e o público acaba se lembrando mais do erro do que da causa.