Tag: vinícolas

  • Vinhos de inverno avançam no Brasil e safra 2026 deve crescer 15%

    Vinhos de inverno avançam no Brasil e safra 2026 deve crescer 15%

    A colheita de uvas de inverno 2026 já começou em regiões fora do eixo tradicional da vitivinicultura brasileira e reforça a expansão do setor no país. Vinícolas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste iniciaram os trabalhos com expectativa de crescimento de 15% na safra, impulsionado pela ampliação das áreas de plantio.

    Atualmente, 60 vinícolas associadas à Anprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno) cultivam cerca de 500 hectares de vinhedos. O avanço resulta da consolidação da técnica da Dupla Poda, adotada ao longo das últimas duas décadas e responsável por viabilizar a produção de vinhos finos em novas regiões brasileiras.

    A colheita já ocorre na Chapada Diamantina (BA), com destaque para variedades como Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. No Centro-Oeste, produtores de Goiás e do Distrito Federal intensificam a colheita entre julho e agosto, com ampla diversidade de castas, incluindo Syrah, Chardonnay, Malbec, Tempranillo e Sangiovese. No Sudeste, estados como Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo concentraram a colheita entre junho e julho, com uvas que já originaram rótulos premiados com mais de 90 pontos em guias internacionais.

    Dupla Poda

    A técnica da Dupla Poda, desenvolvida a partir de pesquisas iniciadas em 2000 pelo pesquisador Murilo Regina, inverte o ciclo da videira com duas podas anuais. Esse manejo direciona a colheita para o inverno, período marcado por clima seco, maior insolação e menor incidência de doenças, fatores que favorecem a maturação fenólica e elevam a qualidade das uvas.

    O setor apresenta forte presença de propriedades familiares, que representam cerca de 90% das vinícolas associadas. Esse perfil estimula a diversificação produtiva em áreas tradicionalmente ocupadas por café, grãos e pecuária leiteira. Além de fortalecer a sucessão familiar e a sustentabilidade no campo.

    A qualidade da produção também se apoia em investimentos em tecnologia e controle. O Centro de Análises e Pesquisa da Anprovin/ABDI, em Brasília, recebeu aporte de R$ 3,4 milhões e atua na certificação dos vinhos. O selo da entidade garante rastreabilidade, altitude, lote e origem das uvas.

    Em 2025, os associados produziram cerca de 1,5 milhão de garrafas. Além disso, há aproximadamente 100 novos projetos em desenvolvimento nessas regiões, elevando a área potencial para mais de 1.000 hectares. A expectativa do setor é dobrar a capacidade produtiva até 2030, acompanhando o crescimento do consumo de vinho no Brasil.

    Novos investimentos

    Segundo o presidente da Anprovin, Claudio Góes, o aumento da demanda interna tem incentivado novos investimentos e fortalecido toda a cadeia produtiva. O avanço da safra 2026 também acompanha o reconhecimento internacional dos vinhos de inverno brasileiros, que ganham espaço pela qualidade e pelo diferencial tecnológico.

    Para produtores rurais com condições favoráveis, como altitude, solo bem drenado e inverno seco, a vitivinicultura de inverno se consolida como alternativa rentável e estratégica. Além da produção, o setor impulsiona o enoturismo e contribui para o desenvolvimento econômico de pequenas cidades brasileiras.

  • Vinhos de inverno ganham escala e qualidade na safra 2026

    Vinhos de inverno ganham escala e qualidade na safra 2026

    A safra de inverno 2026 confirma a expansão da vitivinicultura brasileira e consolida a produção de vinhos finos de alta gama fora das regiões tradicionais. Atualmente, 56 vinícolas associadas à Anprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno) utilizam a técnica da dupla poda em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, estabelecendo um novo calendário agrícola e fortalecendo um modelo de negócio competitivo no agronegócio.

    Essas vinícolas somam 1,49 milhão de pés de uva e produziram cerca de 1,1 milhão de garrafas. A colheita ocorre entre junho e agosto, período marcado por clima seco e maior incidência solar, fatores que favorecem a qualidade da matéria-prima.

    O setor mantém forte presença de propriedades familiares, responsáveis por 90% das vinícolas. Esse perfil estimula a diversificação produtiva em áreas antes ocupadas por café, grãos e pecuária leiteira, além de abrir espaço para a vitivinicultura de precisão como alternativa de renda e sucessão no campo.

    Desenvolvida a partir de pesquisas iniciadas em 2000 pelo pesquisador Murilo Regina, a técnica da dupla poda inverte o ciclo da videira com duas podas anuais. Com isso, a maturação ocorre no inverno seco, o que garante uvas com maior sanidade e maturação fenólica completa, fatores decisivos para a produção de vinhos de alta qualidade.

    Suporte estrutural e controle rigoroso

    A qualidade dos vinhos também conta com suporte estrutural e controle rigoroso. O Centro de Análises e Pesquisa da Anprovin/ABDI, instalado em Brasília com investimento de R$ 3,4 milhões, atua na padronização e certificação. Além disso, o selo da Anprovin assegura informações como altitude, lote e origem, ampliando a rastreabilidade do produto.

    A adaptabilidade da dupla poda se destaca em diferentes regiões produtoras. No Centro-Oeste, estados como Goiás e o Distrito Federal realizam colheitas entre julho e agosto, com variedades como Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc e Chardonnay. No Nordeste, a Chapada Diamantina (BA) inicia a colheita em junho, com destaque para Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon. Já no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, a colheita ocorre entre junho e julho, com vinhos que já ultrapassam 90 pontos em guias especializados.

    O crescimento do setor também aparece nos números. Em 2025, a produção alcançou 1,49 milhão de garrafas, com destaque para a Syrah, que representou 42% do total. Na sequência, aparecem Sauvignon Blanc (17%), Cabernet Franc (12%) e Cabernet Sauvignon (10%). Outras variedades relevantes incluem Malbec, Marselan, Pinot Noir, Chardonnay e Merlot.

    Para 2026, a expectativa é de crescimento de 15% na produção. A Anprovin projeta triplicar a capacidade até 2029, impulsionada pelo reconhecimento internacional dos vinhos de inverno brasileiros e pelo avanço tecnológico no campo.

    Para o produtor rural, a vitivinicultura de inverno já se apresenta como uma alternativa consolidada. Em regiões com altitude adequada, solos bem drenados e inverno seco, a dupla poda oferece um sistema produtivo com suporte técnico, certificação e alta rentabilidade, ampliando as possibilidades de diversificação no agronegócio brasileiro.

  • Câmara aprova criação do Dia Nacional do Vinho

    Câmara aprova criação do Dia Nacional do Vinho

    A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3801/04, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que cria o Dia Nacional do Vinho, a ser celebrado no primeiro domingo de junho.

    O texto recebeu alterações no Senado para retirar o trecho que previa a inclusão da data no calendário oficial de diferentes ministérios. Agora, a proposta segue para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), responsável pela redação final, antes de ser encaminhada para sanção presidencial.

    Segundo Paulo Pimenta, a produção de vinhos no Brasil teve início com a chegada dos imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul, em 1875.

    “O Brasil, portanto, é um país jovem na elaboração de vinhos, comparado a outras tradicionais nações produtoras. Contudo, é evidente o interesse cada vez maior dos brasileiros pelo produto”, afirmou o parlamentar.

    Setor aposta em crescimento do consumo

    De acordo com o deputado, a criação da data busca fortalecer o setor vitivinícola brasileiro e incentivar o turismo nas regiões produtoras.

    Atualmente, cerca de 10% dos gaúchos consomem vinho, percentual acima da média nacional, estimada em 1,8% da população brasileira.

    “Acreditamos que a criação da data oficial possa estimular a população brasileira a adotar este hábito, que, como é comprovado pela ciência, é benéfico à saúde – desde que o consumo seja moderado, regular, junto das refeições”, declarou Pimenta.

    Cadeia do vinho gera milhares de empregos

    O setor vitivinícola brasileiro reúne mais de 16 mil famílias de produtores rurais, principalmente em pequenas propriedades familiares.

    Além disso, o país possui mais de 600 vinícolas, responsáveis por gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva.

    As vitivinícolas controlam todas as etapas da produção, desde o cultivo das uvas até o engarrafamento do vinho.

  • Vai de Vinho; evento gratuito reúne 19 vinícolas em Porto Alegre

    Vai de Vinho; evento gratuito reúne 19 vinícolas em Porto Alegre

    Porto Alegre recebe neste sábado (11) a segunda edição do Vai de Vinho Brasileiro Festival. O evento gratuito acontece no Parque Farroupilha, a Redenção, das 16h às 21h, e reúne 19 vinícolas gaúchas de diferentes regiões produtoras do Estado.

    A organização transforma o parque em um ponto de encontro entre vinho, gastronomia e entretenimento. O público poderá comprar vinhos, espumantes e suco de uva diretamente com os produtores. A programação inclui ainda atrações musicais, ativações interativas e conteúdos gastronômicos. A abertura oficial ocorre às 17h.

    O DJ Fabio Soares comanda a música ao vivo durante o evento. Os personagens Isa e Bordô, da campanha do Suco de Uva Brasileiro, circularão pelo local distribuindo materiais promocionais como livros de colorir, adesivos e balões.

    A primeira edição do festival, realizada em 2025 em Florianópolis, atraiu mais de 2 mil pessoas. Em Porto Alegre, o evento reforça a conexão entre o vinho brasileiro e o estilo de vida urbano, aproximando novos públicos da cultura da bebida.

    O Conservis-RS (Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul) realiza o festival em parceria com a Seapi (Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação).

    Serviço

    O quê: Vai de Vinho Brasileiro Festival

    Quando: 11 de abril (sábado), das 16h às 21h

    Onde: Parque Farroupilha (Redenção), em Porto Alegre

    Entrada: gratuita

  • Conheça o novo destino dos vinhos argentinos

    Conheça o novo destino dos vinhos argentinos

    Nos dias 11 e 12 de abril de 2025, Cafayate, no coração dos Vales Calchaquíes, em Salta, será palco da primeira edição do CatArte, um festival que une vinho, arte e gastronomia. Em geral, o evento, idealizado por Belén Carril Loyte e Julia Rebottaro Pettinari, pretende se consolidar como referência no calendário enoturístico argentino.

    As duas empreendedoras, naturais de Buenos Aires, encontraram em Cafayate o cenário ideal para transformar sua paixão por vinho, cultura e experiências sensoriais em um projeto inovador. Julia, com experiência no cinema, percebeu o potencial do enoturismo local, enquanto Belén, especialista em gestão de eventos, trouxe estrutura e investimento ao projeto.

    Música, arte e gastronomia

    O CatArte ocorrerá na propriedade El Retiro, da Bodega El Porvenir, um espaço que representa a essência dos Vales Calchaquíes. Em resumo, o evento contará com degustações de vinhos premium, apresentações musicais ao vivo, DJs, exposições de arte contemporânea, oficinas de artesanato e experiências gastronômicas exclusivas.

    Além disso, entre as vinícolas confirmadas estão nomes de destaque, como Agustín Lanús, El Porvenir, Tacuil, Colomé e Domingo Molina. O investimento na primeira edição do festival é estimado em US$ 100 mil (R$ 600 mil), sem cobrança de taxa de participação para as vinícolas, incentivando pequenos produtores.

    Experiência sensorial completa

    Os ingressos custarão 55 mil pesos (R$ 328) para um dia ou 80 mil pesos (R$ 478) para os dois dias. A expectativa é receber cerca de 1,2 mil visitantes. Além das degustações, o público poderá adquirir vinhos e peças de arte na boutique do festival.

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    Planejando novos horizontes

    As organizadoras planejam tornar o CatArte um evento itinerante, alternando entre vinícolas da região e expandindo sua influência para outras províncias argentinas. Mais do que um festival, o CatArte surge como uma plataforma para impulsionar a economia local. Ou seja, o objetivo é promover o enoturismo e apresentar Cafayate como um destino sofisticado e culturalmente vibrante.

    Com uma proposta inovadora e foco na experiência do visitante, o CatArte promete colocar Cafayate no mapa mundial do turismo enológico.