Tag: vinhos

  • Tarifaço americano muda mercado de vinhos brasileiros

    Tarifaço americano muda mercado de vinhos brasileiros

    O mercado internacional do vinho brasileiro passou por uma mudança importante em 2026. O Haiti ultrapassou os Estados Unidos e assumiu a segunda posição entre os principais compradores de vinhos finos e espumantes produzidos no Brasil.

    A mudança acontece em meio aos efeitos do chamado tarifaço norte-americano, que aumentou as barreiras para produtos brasileiros e provocou uma queda significativa nas exportações da bebida para os Estados Unidos. Os dados são do Comex Stat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    Haiti compra mais que os americanos

    Entre janeiro e o primeiro semestre de 2026, o Haiti importou US$ 984,5 mil em vinhos finos e espumantes brasileiros. No mesmo período, os Estados Unidos compraram US$ 453,9 mil.

    Com isso, o país caribenho passou a ocupar o segundo lugar no ranking de destinos da bebida brasileira. O Paraguai permanece na liderança, com US$ 3,44 milhões em compras.

    A diferença chama atenção principalmente porque os Estados Unidos eram um mercado relevante para as vinícolas brasileiras. Porém, as exportações para o país recuaram 39,6% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período deste ano.

    Em valores, os embarques passaram de US$ 750,9 mil para US$ 453,9 mil, uma redução de aproximadamente US$ 297 mil.

    Tarifaço acelera busca por novos mercados

    A queda nas vendas aos Estados Unidos ocorre depois da adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Em julho, o governo norte-americano anunciou medidas que incluíram sobretaxas adicionais sobre parte das importações brasileiras.

    Diante desse cenário, as vinícolas passaram a buscar alternativas para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

    O movimento já aparece nos números. Além do Haiti, outros países aumentaram significativamente as compras de vinhos brasileiros. A Argentina, por exemplo, registrou alta de 435%, enquanto o Uruguai avançou 124,7%.

    Reino Unido, Suécia e China também apresentaram crescimento nas importações durante o período analisado.

    Vinho brasileiro chega a mais países

    Apesar da queda nas vendas para os Estados Unidos, o desempenho geral das exportações do setor foi positivo.

    No primeiro semestre de 2026, o Brasil exportou US$ 6,79 milhões em vinhos e espumantes, alta de 23,73% em relação aos US$ 5,49 milhões registrados no mesmo período de 2025.

    Os vinhos responderam pela maior parte desse valor, com US$ 5,61 milhões, crescimento de 24,66%. Já os espumantes movimentaram US$ 1,18 milhão, avanço de 19,50%.

    Outro dado mostra a dimensão da estratégia de diversificação: os rótulos brasileiros chegaram a 79 países no primeiro semestre, número 20,4% maior que o registrado um ano antes.

    Assim, mesmo com a perda de espaço nos Estados Unidos, as vinícolas conseguiram ampliar a presença internacional e encontrar novos compradores.

    Estados Unidos continuam importantes para o setor

    A mudança no ranking não significa que o mercado norte-americano deixou de ser relevante para o vinho brasileiro.

    Os Estados Unidos continuam sendo considerados um mercado estratégico para as vinícolas, especialmente pelo alto valor agregado dos consumidores e pelo tamanho do mercado de vinhos no país.

    O cenário, portanto, mostra um movimento de adaptação do setor. Enquanto as novas tarifas dificultam as vendas para os norte-americanos, outros destinos ganham espaço e ajudam a sustentar o crescimento das exportações brasileiras.

    Para o produtor e para as vinícolas, a diversificação reduz a dependência de um único mercado e pode abrir novas oportunidades para os produtos brasileiros no exterior.

  • Vinhos de inverno ganham escala e qualidade na safra 2026

    Vinhos de inverno ganham escala e qualidade na safra 2026

    A safra de inverno 2026 confirma a expansão da vitivinicultura brasileira e consolida a produção de vinhos finos de alta gama fora das regiões tradicionais. Atualmente, 56 vinícolas associadas à Anprovin (Associação Nacional de Produtores de Vinho de Inverno) utilizam a técnica da dupla poda em áreas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, estabelecendo um novo calendário agrícola e fortalecendo um modelo de negócio competitivo no agronegócio.

    Essas vinícolas somam 1,49 milhão de pés de uva e produziram cerca de 1,1 milhão de garrafas. A colheita ocorre entre junho e agosto, período marcado por clima seco e maior incidência solar, fatores que favorecem a qualidade da matéria-prima.

    O setor mantém forte presença de propriedades familiares, responsáveis por 90% das vinícolas. Esse perfil estimula a diversificação produtiva em áreas antes ocupadas por café, grãos e pecuária leiteira, além de abrir espaço para a vitivinicultura de precisão como alternativa de renda e sucessão no campo.

    Desenvolvida a partir de pesquisas iniciadas em 2000 pelo pesquisador Murilo Regina, a técnica da dupla poda inverte o ciclo da videira com duas podas anuais. Com isso, a maturação ocorre no inverno seco, o que garante uvas com maior sanidade e maturação fenólica completa, fatores decisivos para a produção de vinhos de alta qualidade.

    Suporte estrutural e controle rigoroso

    A qualidade dos vinhos também conta com suporte estrutural e controle rigoroso. O Centro de Análises e Pesquisa da Anprovin/ABDI, instalado em Brasília com investimento de R$ 3,4 milhões, atua na padronização e certificação. Além disso, o selo da Anprovin assegura informações como altitude, lote e origem, ampliando a rastreabilidade do produto.

    A adaptabilidade da dupla poda se destaca em diferentes regiões produtoras. No Centro-Oeste, estados como Goiás e o Distrito Federal realizam colheitas entre julho e agosto, com variedades como Syrah, Sauvignon Blanc, Cabernet Franc e Chardonnay. No Nordeste, a Chapada Diamantina (BA) inicia a colheita em junho, com destaque para Sauvignon Blanc, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon. Já no Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, a colheita ocorre entre junho e julho, com vinhos que já ultrapassam 90 pontos em guias especializados.

    O crescimento do setor também aparece nos números. Em 2025, a produção alcançou 1,49 milhão de garrafas, com destaque para a Syrah, que representou 42% do total. Na sequência, aparecem Sauvignon Blanc (17%), Cabernet Franc (12%) e Cabernet Sauvignon (10%). Outras variedades relevantes incluem Malbec, Marselan, Pinot Noir, Chardonnay e Merlot.

    Para 2026, a expectativa é de crescimento de 15% na produção. A Anprovin projeta triplicar a capacidade até 2029, impulsionada pelo reconhecimento internacional dos vinhos de inverno brasileiros e pelo avanço tecnológico no campo.

    Para o produtor rural, a vitivinicultura de inverno já se apresenta como uma alternativa consolidada. Em regiões com altitude adequada, solos bem drenados e inverno seco, a dupla poda oferece um sistema produtivo com suporte técnico, certificação e alta rentabilidade, ampliando as possibilidades de diversificação no agronegócio brasileiro.

  • Receita Federal apreende R$ 1,5 milhão em vinhos e azeites argentinos contrabandeados

    Receita Federal apreende R$ 1,5 milhão em vinhos e azeites argentinos contrabandeados

    Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil desarticularam, na última sexta-feira (5), um esquema de contrabando de vinhos e azeite argentino no município de Barracão, no Sudoeste do Paraná. A operação resultou na apreensão de uma carga avaliada em mais de R$ 1,5 milhão e na prisão em flagrante de um suspeito.

    Foto: Sindireceita

    A ação integrou a Operação Brasil, iniciativa federal de combate ao crime organizado, e contou com a participação do Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFRON), da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e da Polícia Federal. Equipes monitoravam um imóvel na região com suspeita de servir como depósito de mercadorias ilícitas antes de a operação ser deflagrada.

    O que os agentes encontraram

    Durante a abordagem ao imóvel, os fiscais e policiais localizaram:

    • 216 galões de azeite de oliva (equivalente a 1.080 litros)
    • 1.321 caixas de vinho (totalizando 6.605 garrafas)

    Nenhum dos produtos tinha documentação legal para ingresso no território brasileiro, requisito obrigatório para importação regular, que inclui registro na Receita Federal, pagamento de impostos como II (Imposto de Importação) e IPI, além de autorização sanitária do Ministério da Agricultura. A ausência desses documentos configura crime de descaminho ou contrabando, sujeito a penas de um a quatro anos de reclusão, conforme o Código Penal brasileiro.

    Os agentes também identificaram três veículos utilizados na logística do esquema: um Fiat Siena, uma Volkswagen Amarok e uma Fiat Toro.

    Fronteira do Paraná com a Argentina, ponto estratégico para o contrabando

    Barracão faz fronteira seca com Bernardo de Irigoyen, na província argentina de Misiones, uma das rotas historicamente mais exploradas pelo contrabando no Sul do Brasil. A proximidade com a Argentina, aliada ao alto diferencial de preços de produtos como vinho e azeite entre os dois países, torna a região um alvo frequente de operações da Receita Federal e das forças de segurança.

    Vinhos e azeites argentinos chegam a custar até 60% menos do que os similares comercializados legalmente no Brasil. Portanto, isso torna o contrabando financeiramente atrativo para organizações criminosas.

    O suspeito preso em flagrante foi levado à Delegacia da Polícia Federal. Já os três veículos apreendidos e toda a mercadoria seguiram para a unidade da Receita Federal em Dionísio Cerqueira, onde passam por procedimentos fiscais e administrativos. O prejuízo estimado ao esquema criminoso supera R$ 1,5 milhão.

  • Copa do Mundo 2026: Conheça os jogadores que investem no agronegócio

    Copa do Mundo 2026: Conheça os jogadores que investem no agronegócio

    Com a Copa do Mundo de 2026 chegando, as atenções começam a se voltar para os atletas que estarão em campo. No entanto, alguns nomes confirmados para o torneio se destacam não apenas pelo desempenho no futebol, mas também pela forte ligação com o agronegócio.

    Seja por meio de investimentos ou por histórico familiar, esses jogadores mantêm uma relação próxima com universo rural e levarão essa conexão para além dos gramados durante o Mundial.

    Neymar Jr

    Um dos casos mais conhecidos é o histórico Neymar Jr. Recentemente, o craque ampliou seus investimentos ao ingressar no mercado de vinhos com a marca ‘Le Prince’, lançada durante a Apas Show 2026. O nome faz referência a um dos apelidos que o jogador recebeu ao longo da carreira.

    Os vinhos são produzidos no Chile e na Espanha e têm chegada prevista aos supermercados brasileiros em junho, com preço inicial de R$ 49,90 por unidade.

    ‘Le Prince’, marca de vinhos premium lançada pelo jogador — Foto: Divulgação

    James Rodríguez

    Outro nome confirmado para o Mundial é James Rodríguez, da seleção colombiana. O meia transformou uma das maiores tradições agrícolas de seu país em empreendimento ao criar a marca 10 Coffee.

    James Rodríguez, confirmado na Copa com a Seleção da Colômbia — Foto: Divulgação

    Além da comercialização dos produtos, a empresa produz conteúdos voltados ao universo do café, abordando métodos de preparo, identificação de notas sensoriais e diferentes formas de consumo da bebida.

    A iniciativa também busca valorizar as regiões montanhosas responsáveis pela produção dos grãos e fortalecer o trabalho das famílias produtoras colombianas.

    Arrascaeta

    A ligação com o meio rural também marca a trajetória de Giorgian De Arrascaeta. O meia uruguaio, destaque do Flamengo, herdou da família a paixão pelos cavalos e pelo hipismo.

    Seu pai atuou como jóquei e escolheu o nome do filho em homenagem a um cavalo que teve papel importante em sua carreira nas pistas. Atualmente, Arrascaeta mantém animais em um haras e frequentemente compartilha sua relação com os cavalos.

    Arrascaeta e Kemei, o cavalo que ele define como “uma verdadeira Ferrari” — Foto: Divulgação

    Gustavo Gómez

    O zagueiro Gustavo Gómez, da seleção paraguaia e do Palmeiras, também mantém forte conexão com o campo. O atleta é proprietário de uma fazenda em San Juan Bautista, município localizado a cerca de 200 quilômetros de Assunção.

    “O meu melhor amigo é veterinário, meu cunhado é veterinário, meu primo é veterinário. Todo mundo virou veterinário. E depois, a cada dia, eu fui conhecendo mais, fui aprendendo um pouco mais. É uma coisa agradável e um negócio financeiramente legal também”, explica o jogador.

    Além disso, Gustavo revelou que se envolve ativamente nas atividades agrícolas quando está em seu país natal. No entanto, ainda tem uma missão: aprender a cavalgar.

    “Sou um fazendeiro que não sabe andar em cima do cavalo. Só de caminhonete (risos). Mas isto é detalhe. É algo totalmente diferente, e eu estou apaixonado hoje por isso”, concluiu.

    Gustavo Gómez em sua fazenda, no interior do Paraguai — Foto: Instagram

    Aiden O’Neill

    O australiano Aiden O’Neill, atualmente no New York City, também mantém uma relação próxima com a agropecuária. O meio-campista possui uma propriedade rural de aproximadamente 70 hectares em New South Wales, onde cria gado bovino.

    Antes de consolidar sua carreira no futebol profissional, O’Neill trabalhou em fazendas da região. Em entrevista ao site da Fifa, ele destacou que a atividade representa tanto um hobby quanto uma forma de investimento.

    “É um pouco diferente. Não são muitos os jogadores de futebol que têm uma fazenda ou interesse em gado”, comentou. “Temos algumas cabeças de gado lá e é algo que gosto de fazer fora do futebol.”

    O australiano Aiden O’Neill, do New York City FC, trabalhou em fazendas e hoje cria gado — Foto: New York City FC

    A Copa do Mundo começa no dia 11 de junho e vai até o dia 19 de julho de 2026.

    A partida inaugural e a cerimônia de abertura serão realizadas no tradicional Estádio Azteca, na Cidade do México, marcando o início da maior edição da história do torneio.

  • Neymar lança marca de vinhos premium com rótulos da França, Espanha e Chile

    Neymar lança marca de vinhos premium com rótulos da França, Espanha e Chile

    Além de seguir em destaque nos gramados, o atacante Neymar decidiu ampliar sua atuação no mundo dos negócios. Desta vez, o jogador entrou oficialmente no setor vinícola ao lançar a marca de vinhos “Le Prince”, apresentada durante a APAS Show 2026, uma das maiores feiras supermercadistas da América Latina, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo.

    A nova coleção chega ao mercado com seis rótulos premium, distribuídos em três linhas diferentes. Além disso, os vinhos foram produzidos em países que marcaram a trajetória internacional do atleta: Chile, Espanha e França.

    Para desenvolver os rótulos, Neymar trabalhou ao lado de Dirceu Vianna Junior, único brasileiro a conquistar o título de Master of Wine, uma das certificações mais prestigiadas do setor vitivinícola mundial.

    Todas as garrafas trazem a assinatura do craque estampada no gargalo, reforçando a identidade da marca e a conexão com os fãs.

    Vinhos de Neymar terão assinatura de especialista premiado — (Foto: KDS Food and Wine)

    Sofisticado e acessível

    Em entrevista ao site Paladar, Dirceu explicou como nasceu o projeto. “Eles me procuraram no final do ano passado com a ideia de criar uma linha de vinhos para o Neymar. Conversamos por um ou dois meses e fechamos o contrato”, revelou.

    O especialista também destacou que o jogador participou ativamente do desenvolvimento dos produtos.

    “Ele é super interessado. Entendi rapidamente o estilo de vinho que ele gosta. Em geral, são vinhos redondos, com taninos macios e mais potência”, afirmou.

    Além disso, Dirceu explicou que a seleção dos países produtores teve relação direta com a carreira europeia do atleta.

    “Também procurei respeitar a trajetória dele, por isso foquei, neste primeiro momento, em rótulos da Espanha e da França, países onde ele atuou como jogador. Já os vinhos chilenos foram escolhidos pensando em uma linha de entrada que entregasse muito mais pelo preço”, acrescentou.

    A linha “Le Prince” foi dividida em três categorias. A primeira delas, chamada “Signature”, reúne vinhos tintos e brancos do Chile, incluindo variedades como Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot, produzidas no Valle Central.

    Enquanto isso, a linha “Heritage” aposta em rótulos espanhóis, como um Albariño das Rías Baixas e um Rioja Crianza 2022. Já a coleção “Legacy” reúne opções mais sofisticadas, entre elas um Châteauneuf-du-Pape, da região francesa do Rhône, além de um vinho espanhol de Castilla y León.

    A proposta da marca é oferecer vinhos com perfil premium, mas com preços mais acessíveis ao consumidor brasileiro. As garrafas começam a chegar aos supermercados do país a partir de junho, com valores entre R$ 59 e R$ 99.

    Por fim, Dirceu Vianna Junior revelou que, inicialmente, a comercialização acontecerá apenas no Brasil. No entanto, a marca não descarta uma futura expansão internacional. Outro detalhe anunciado é que parte da renda arrecadada com as vendas será destinada a instituições de caridade.

  • Wine South America: feira de vinhos movimentou R$ 120 milhões

    Wine South America: feira de vinhos movimentou R$ 120 milhões

    A Wine South America 2026 encerrou sua sexta edição com resultados históricos. Entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), a feira movimentou R$ 120 milhões em negócios. Um crescimento 20% acima da edição anterior e além das projeções da organização. Mais de 7 mil visitantes profissionais e compradores de mais de 20 países circularam pelo evento, que reuniu mais de 400 marcas nacionais e internacionais.

    Os números consolidam a Wine South America como uma das principais plataformas de negócios do setor vitivinícola na América Latina, conectando produtores, importadores, distribuidores, varejistas e especialistas em três dias de networking, degustações e negociações. A próxima edição já tem data confirmada: maio de 2027.

    O evento é organizado pela Milanez & Milaneze, empresa do Grupo Veronafiere. Para o diretor Marcos Milanez Milaneze, os resultados provam a maturidade do mercado brasileiro. “A cada edição, a WSA confirma que o Brasil é um dos mercados mais promissores quando o assunto é vinho e espumante. Ver essa movimentação em apenas três dias comprova a confiança do setor na feira como plataforma de crescimento”, afirmou.

    Rodadas de negócios conectam produtores e compradores de todo o Brasil

    O Projeto Comprador, iniciativa do Sebrae em parceria com a organização da feira, protagonizou um dos destaques da edição. A iniciativa promoveu mais de 2 mil reuniões de negócios entre 100 compradores de 19 estados brasileiros e 150 vinícolas expositoras. Com duração média de 15 minutos e agendamento prévio, as reuniões aproximaram pequenos e médios produtores de grandes redes comerciais, ampliando oportunidades de distribuição em todo o país.

    Herasmo Victo, gestor de operações e sommelier do Grupo Pobre Juan, destacou a dimensão do evento. “Estou impressionado com o tamanho do evento e a qualidade dos produtores. É uma verdadeira imersão no universo do vinho”, disse.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    A Vinícola Guatambu Estância do Vinho, da Campanha Gaúcha, avaliou esta edição como a mais qualificada. “Percebemos visitantes muito focados em negócios e compras. As variedades Pinot e Tannat despertaram bastante interesse, especialmente de compradores de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná”, contou a enóloga Amélia Leite. A percepção ecoou na Vinícola Casa Geraldo, de Minas Gerais, que participou pela segunda vez. “É um evento altamente profissional e focado em negociações. As rodadas de negócios são fundamentais para gerar conexões e oportunidades futuras”, avaliou o gerente comercial Fábio Silva.

    Itália lidera participação internacional recorde na Wine South America

    A internacionalização da feira alcançou seu ponto mais alto em 2026. Com apoio da ApexBrasil e da Wines of Brazil, a WSA recebeu importadores de China, Japão, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, Rússia e Cingapura para rodadas de negócios e visitas técnicas às vinícolas da Serra Gaúcha.

    A Itália registrou a maior participação internacional da história da feira: 32 empresas de 14 regiões italianas apresentaram cerca de 300 rótulos em um corredor exclusivo coordenado pela ICE — Agência para a Promoção no Exterior e a Internacionalização das Empresas Italianas no Brasil. “O balanço da WSA é extremamente positivo. Encontramos um mercado ativo, interessado em ampliar portfólio e construir relacionamentos comerciais de longo prazo”, avaliou Milena Del Grosso, diretora da ICE no Brasil.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    A programação italiana incluiu ainda uma ação especial com compradores de vinhos latino-americanos do México, Panamá, Bolívia, Colômbia, Equador, Chile e Argentina, convidados para uma imersão nos vinhos italianos e brasileiros.

    A América do Sul também ampliou sua presença. A argentina ProMendoza trouxe nove vinícolas de Mendoza, apostando no Brasil como destino prioritário para expansão. “O consumidor brasileiro continua valorizando os vinhos argentinos. Estar na Wine South America é uma oportunidade concreta de abertura de novos mercados”, disse Dania Bonadeo, representante da entidade.

    Programação triplicada traz tendências, varejo e mercado de vinhos até 2027

    A geração de conteúdo ganhou escala nesta edição: a programação triplicou em relação ao ano anterior, com painéis, workshops, masterclasses, WineTalks e podcasts sobre as principais tendências do setor. No Wine Summit, especialistas debateram Reforma Tributária, inteligência de mercado, e-commerce e perspectivas do setor até 2027. O painel “Raio-X do Mercado” reuniu representantes da Ideal BI, Casa Valduga, Del Maipo e Supermercados Zona Sul para discutir os rumos do vinho no Brasil.

    Workshops voltados ao varejo e ao canal on-trade, promovidos pelo Grupo Venda Mais Vinho em parceria com a Abrasel e o Segh, apontaram caminhos para profissionalizar a categoria em bares e restaurantes. “Existe muito espaço para crescimento e profissionalização do vinho nesses canais. O objetivo foi mostrar como a categoria pode se tornar ainda mais rentável para os estabelecimentos”, explicou o especialista Diego Bertolini.

    Nas salas de degustação, a ABS-RS conduziu masterclasses sobre terroirs brasileiros, enquanto delegações internacionais apresentaram seus principais rótulos ao público profissional. “Percebemos um público extremamente interessado em aprofundar conhecimento técnico e conhecer novidades do setor. Isso reforça o papel educativo da feira”, avaliou Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

    Cozinha Show estreia e une gastronomia e vinho em experiência inédita

    A edição 2026 inaugurou o Cozinha Show, projeto que levou experiências gastronômicas para dentro da feira. O chef Carlos Bertolazzi, conhecido por sua atuação em programas de gastronomia no SBT, comandou aulas-show harmonizadas com rótulos da Vinícola Salton. “A gastronomia e o vinho caminham juntos de forma muito natural. É muito interessante ver essa aproximação acontecendo na feira e proporcionando experiências diferenciadas ao público”, destacou Bertolazzi.

    O enólogo André Peres conduziu as harmonizações, com destaque para espumantes e vinhos da vinícola gaúcha. O projeto contou com patrocínio da Salton e apoio da Porto Brasil e da Rumo Certo.

  • Exportação de vinhos italianos ao Brasil cresce 13,9%

    Exportação de vinhos italianos ao Brasil cresce 13,9%

    As exportações de vinhos italianos para o Brasil avançaram 13,9% em 2025, consolidando o país como um dos principais destinos fora da Europa. Os embarques saltaram de US$ 43,2 milhões para US$ 49,2 milhões, segundo dados recentes do setor.

    Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro manteve ritmo de crescimento. As importações totais de vinho aumentaram 6,8% no período, fortalecendo a posição do Brasil como o maior mercado da América Latina e um dos mais relevantes para produtores internacionais.

    A Itália retomou a liderança global na produção de vinho em 2025, com 47,4 milhões de hectolitros, uma alta de 7,5% frente a 2024. O país superou a França (35,9 milhões) e a Espanha (29,4 milhões), conforme dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

    No comércio exterior, os italianos também lideram. O país responde por 21,8% das exportações globais de vinho, à frente de Espanha (20,1%), França (12,8%), Chile (7,8%) e Portugal (3,5%).

    Mercado

    Os Estados Unidos seguem como principal destino dos vinhos italianos, com 19,5% do volume exportado. Alemanha (16%), Reino Unido (13,8%), Canadá (4%) e França (3,9%) completam a lista dos maiores mercados em volume. Em valor, os EUA também lideram, com 23,5% das receitas.

    Entre os mercados emergentes, o Brasil se destaca pelo crescimento acelerado e pelo potencial de expansão. O avanço nas exportações ocorre em meio à expectativa positiva em torno do acordo entre União Europeia e Mercosul, que deve reduzir barreiras comerciais e ampliar a competitividade dos vinhos europeus no país.

    Para fortalecer essa presença, a ICE (Agência para a Promoção no Exterior e Internacionalização das Empresas Italianas), em parceria com a Veronafiere, participa da Wine South America 2026, realizada entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS). A iniciativa reúne 32 empresas italianas e cerca de 300 rótulos de diversas regiões produtoras.

    O evento, em sua sexta edição, se consolida como um dos principais encontros do setor vitivinícola na América Latina, reunindo produtores, importadores e especialistas.

    O embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, destaca que a forte presença italiana na feira reforça a importância estratégica do país no plano de expansão das exportações italianas. Já Milena Del Grosso, diretora da ICE no Brasil, afirma que as ações promocionais já ampliam a participação italiana no mercado brasileiro, embora ainda exista espaço para crescimento.

  • Vinícola resgata legado da Copa do Mundo

    Vinícola resgata legado da Copa do Mundo

    A Lidio Carraro Vinícola Boutique completa 25 anos de história em 2026 e celebra a data com movimentos estratégicos que unem tradição e modernidade. Durante a Wine South America (WSA) 2026, a vinícola apresenta duas grandes novidades: o lançamento do rótulo Agnus Cabernet Franc e o reposicionamento visual da linha Faces do Brasil, famosa por ser o vinho oficial da Copa do Mundo FIFA 2014.

    O novo Agnus Cabernet Franc reforça a ligação histórica da família Carraro com esta variedade. Cultivado em três parcelas distintas de solos em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, o vinho aproveita a maturação lenta garantida pela amplitude térmica da região. O resultado é um varietal de grande profundidade aromática, com notas de frutas vermelhas e negras, toques florais e especiados, apresentando uma textura aveludada e longa persistência no paladar.

    Este lançamento possui um forte valor afetivo, pois a Cabernet Franc sempre figurou entre as uvas preferidas do fundador, Lidio Carraro. Ele foi um dos precursores do cultivo desta casta no Vale dos Vinhedos, utilizando-a como base para o icônico blend Grande Vindima Quorum. Agora, a uva passa a integrar também a linha Agnus, uma das campeãs de vendas da vinícola.

    Renovação da linha Faces do Brasil

    A Lidio Carraro também aproveita a feira para apresentar o novo design da linha Faces do Brasil. Reconhecida internacionalmente após o sucesso na Copa do Mundo de 2014, a marca retorna com uma identidade visual mais sofisticada. A nova proposta foca na autenticidade e em momentos de conexão, convidando o consumidor a desacelerar a rotina. A linha inclui os rótulos Chardonnay, Pinot Noir Rosé, Merlot e uma seleção de espumantes.

    Imagem gerada por IA/LM Notebook

    A trajetória da vinícola consolidou a chamada Filosofia Purista, um conceito de vanguarda que prioriza a mínima intervenção e o respeito total ao terroir. A Lidio Carraro evita o uso de madeira na maturação de seus vinhos, buscando a expressão mais pura da fruta e do solo. “Vinho bom gera um bom sangue”, afirmam os produtores, inspirados pela tradição italiana de valorizar a energia e o vigor da bebida.

    Inovação em ânforas e clubes exclusivos

    Além dos lançamentos comerciais, a vinícola expande o projeto Raro Vinhedos Privados, o primeiro clube de produtores de vinhos premium do Brasil. O programa permite que os sócios participem de todas as etapas da vinificação, desde a poda até a criação de um vinho exclusivo, o RARO, eleito recentemente o melhor tinto de mínima intervenção do país.

    Foto: Divulgação

    A busca pela essência também levou a vinícola a produzir o Vinum Amphorae nas versões Pinot Noir e Chardonnay. Pela primeira vez no Brasil, uma vinícola utiliza ânforas produzidas com a própria argila da propriedade para fermentar uvas com leveduras autóctones, unindo técnicas milenares à pureza da Filosofia Purista.

    Aos visitantes da Wine South America, a Lidio Carraro apresenta seu amplo portfólio de vinhos puristas no estande D 61.

  • Feira deve ampliar mercado para vinhos brasileiros em 2026

    Feira deve ampliar mercado para vinhos brasileiros em 2026

    A Wine South America 2026 deve movimentar o setor vitivinícola ao reunir produtores, compradores e investidores entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS). O evento aposta em rodadas de negócios e projetos estratégicos para ampliar a comercialização de vinhos brasileiros e fortalecer a presença no mercado nacional e internacional.

    Foto: Cesar Silvestro/Divulgação

    Antes mesmo de chegar às prateleiras, o vinho já passa por ambientes decisivos de negociação. Na feira, compradores e vinícolas participam de encontros direcionados que geram acordos comerciais, abrem novos mercados e antecipam tendências de consumo.

    Rodadas nacionais conectam vinícolas e compradores

    O Projeto Comprador Nacional reúne cerca de 100 compradores brasileiros e aproximadamente 150 vinícolas. O Sebrae-RS e o Consevitis-RS organizam os encontros, que têm duração média de 15 minutos e ocorrem com agendamento prévio.

    Nesse formato, produtores apresentam rótulos, condições comerciais e logística diretamente a decisores de compra. A dinâmica aumenta a eficiência das negociações e fortalece a conexão entre oferta e demanda.

    Segundo Angélica Brandalise, do Sebrae-RS, o projeto também revela tendências do setor. “Os encontros mostram mudanças no perfil de consumo, nos estilos mais procurados e nas exigências comerciais”, afirma.

    Entre as vinícolas participantes, cerca de 50 são gaúchas e integram o estande coletivo “Vinhos Gaúchos”. O espaço reúne pequenos produtores e valoriza Indicações Geográficas como Vale dos Vinhedos, Campanha Gaúcha e Altos de Pinto Bandeira.

    Para a Vinícola Don Laurindo, a iniciativa abre portas estratégicas. O diretor Moisés Brandelli destaca que o contato direto com compradores fortalece relações comerciais e aumenta as chances de negócios futuros.

    Exportações ganham força com compradores internacionais

    A internacionalização do vinho brasileiro avança com o projeto Exporta Mais Vinhos, realizado pelo Wines of Brazil em parceria com a ApexBrasil. A iniciativa conecta vinícolas a compradores de mercados como Estados Unidos, China, Reino Unido, Japão, Canadá e Rússia.

    Além das rodadas de negócios, o programa inclui visitas técnicas e experiências imersivas. Em 2025, as vinícolas participantes projetaram US$ 640 mil em negócios internacionais nos 12 meses seguintes ao evento.

    Segundo Rafael Romagna, do Wines of Brazil, a estratégia prepara pequenas e médias vinícolas para exportar. “O projeto transforma planejamento em oportunidades reais no mercado externo”, afirma.

    Neste ano, sete compradores internacionais e 22 vinícolas participam da ação.

    Projeto internacional amplia oferta de rótulos no Brasil

    O B2B Connection, também conhecido como Projeto Comprador Internacional, promove encontros entre cerca de 35 compradores brasileiros e 80 vinícolas estrangeiras. A iniciativa amplia o acesso a rótulos internacionais e fortalece o intercâmbio comercial. Em 2025, o Brasil importou mais de 165 milhões de litros de vinho, alta de 3,5% na comparação com 2024, com gastos que chegaram a US$ 558,7 milhões.

    As reuniões seguem o mesmo modelo das rodadas nacionais, com suporte multilíngue para facilitar as negociações. A feira reúne mais de 20 países, com destaque para estreias como Nova Zelândia e Alemanha, além da forte presença de Itália, Portugal e Argentina.

    A argentina Finca Flichman vê o projeto como estratégico para acessar novos clientes no Brasil. Já a portuguesa Adega de Azueira retorna ao evento após fechar negócios em edições anteriores, reforçando o potencial comercial da feira.

    Entre os principais fornecedores, a Itália ganhou espaço e se consolidou como o quinto maior exportador em valor para o Brasil, atrás de Chile, Argentina, Portugal e França. No ano passado, as vendas italianas somaram US$ 49,2 milhões, avanço de 13,9% sobre 2024, enquanto o volume exportado ficou estável em cerca de 9,8 milhões de litros.

    Valor agregado

    Mais do que o crescimento em volume, o setor vive um movimento de premiumização. O consumidor brasileiro passou a buscar rótulos de maior valor agregado, o que amplia a demanda por vinhos de origem, espumantes, brancos, rosés e produtos de regiões menos conhecidas no país.

    Para Milena Del Grosso, diretora da ICE no Brasil, a Itália representa de forma clara essa mudança de comportamento. Ela destaca que o volume exportado para o Brasil se manteve estável, mas o faturamento avançou, impulsionado pela valorização dos rótulos italianos no mercado nacional.

    Millena Del Grosso, diretora da Agência ICE no Brasil. Foto: Divulgação

    Nesse contexto, a Agência ICE organiza o Pavilhão Italiano na Wine South America 2026, que será realizada entre 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS). O espaço reunirá mais de 30 empresas e cerca de 300 rótulos de diferentes regiões vitivinícolas da Itália, com foco em novos terroirs, denominações de origem, espumantes, vinhos vulcânicos, brancos de altitude e produtores que buscam importadores e canais de distribuição qualificados.

  • Evento destaca acordo Mercosul-UE e tendências do vinho

    Evento destaca acordo Mercosul-UE e tendências do vinho

    A Wine South America 2026 vai reunir profissionais e especialistas do setor vitivinícola entre os dias 12 e 14 de maio, em Bento Gonçalves (RS), com foco em negócios, qualificação e tendências do mercado de vinhos. A feira reforça seu papel como um dos principais pontos de conexão do setor ao integrar conteúdo técnico e oportunidades comerciais.

    A programação contará novamente com a curadoria da Associação Brasileira de Sommeliers do Rio Grande do Sul (ABS-RS), responsável pelas masterclasses. Ao longo dos três dias, o evento oferecerá 12 aulas exclusivas, com quatro sessões diárias voltadas à análise de regiões produtoras, estilos de vinhos e novas tendências do mercado.

    Os professores da ABS-RS conduzirão as atividades, com participação de convidados especiais. Segundo o sommelier Maurício Roloff, a curadoria busca equilibrar temas como produto, mercado, serviço, tendências e história, alinhando o conteúdo ao perfil do público e dos expositores.

    A programação atende desde iniciantes até profissionais experientes. Entre os destaques estão os vinhos do Norte da Itália, o protagonismo da uva Chardonnay no Vale dos Vinhedos e as diferentes expressões do vinho brasileiro. O evento também inclui conteúdos sobre análise sensorial e formação profissional, ampliando o foco para além do produto.

    Jornada do Sommelier

    Outra novidade será a realização da Jornada do Sommelier dentro da feira. A iniciativa da ABS-RS passa a integrar oficialmente a programação e amplia o debate entre profissionais do setor. O encontro também celebra o Dia do Sommelier e o Dia do Vinho Brasileiro, promovendo troca de experiências e valorização da cultura do vinho.

    A presidente da ABS-RS, Caroline Dani, afirma que a integração da Jornada ao evento fortalece o diálogo e amplia o alcance das discussões. Nesta edição, o principal tema será o impacto do acordo entre Mercosul e União Europeia no mercado de vinhos.

    O debate reunirá produtores, importadores e especialistas para analisar possíveis cenários e estratégias diante das mudanças no comércio internacional. A proposta é compreender como o setor pode se preparar para os efeitos do acordo, considerando o vinho como produto cultural, agrícola e econômico.

    Além disso, especialistas vão discutir tendências globais que devem influenciar o futuro da vitivinicultura, reforçando a importância de adaptação e planejamento estratégico no setor.