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  • Espumante brilha em concurso e coloca Brasil no mapa dos vinhos finos

    Espumante brilha em concurso e coloca Brasil no mapa dos vinhos finos

    Um espumante rosé produzido em São Paulo acaba de colocar a Vinícola Góes no topo de um dos concursos mais prestigiados do Brasil. O Saint Tropez Moscatel Rosé levou medalha de ouro no Brasil Selection by Concours Mondial de Bruxelles, competição que aconteceu em outubro no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul.

    Foto: Divulgação

    A conquista não veio por acaso. O concurso reuniu 486 amostras de vinhos e destilados de 18 estados brasileiros, avaliadas por um júri internacional com especialistas do Canadá, Estados Unidos, Peru e Bélgica. Sommeliers, enólogos e críticos de vinho testaram cada rótulo seguindo critérios rigorosos do Concours Mondial de Bruxelles, uma das instituições mais respeitadas do setor.

    Como nasceu o espumante premiado

    O espumante combina uvas Moscato Hamburgo e Moscato Branco em uma receita que prioriza frescor e leveza. A vinícola utiliza o método Asti, processo italiano tradicional que fermenta o vinho em tanques de aço inoxidável herméticos. Essa técnica preserva os aromas naturais das uvas e cria aquelas bolhinhas finas que todo mundo adora em um bom espumante.

    O resultado? Uma bebida com coloração rosé puxando pra cereja, cheia de notas florais e frutadas no nariz, e um paladar equilibrado entre doce e refrescante. Funciona super bem com sobremesas como fondue de chocolate, tiramisu e torta de maçã – aquele tipo de harmonização que transforma qualquer jantar em ocasião especial.

    “Esse prêmio reconhece nosso trabalho em oferecer espumantes de alta qualidade, que unem tradição, tecnologia, inovação e dedicação plena à safra”, explica Fábio Góes, enólogo responsável pela produção. “O Saint Tropez Moscatel Rosé traduz perfeitamente a leveza e a elegância que buscamos em cada rótulo.”

    O que significa essa medalha para o vinho brasileiro

    O Brasil Selection by CMB não é qualquer competição. Organizado pelo Concours Mondial de Bruxelles desde 2020, o evento valida a qualidade dos vinhos nacionais perante o mercado internacional. Segundo Zoraida Lobato, organizadora brasileira do concurso, a medalha funciona como “um aval de qualidade reconhecido internacionalmente, que chancela a seriedade e o rigor técnico da produção brasileira”.

    Para consumidores, isso significa mais confiança na hora de escolher vinhos e espumantes nacionais. Para produtores como a Vinícola Góes, representa credibilidade que abre portas no mercado externo e fortalece a imagem do vinho brasileiro lá fora.

    Vinícola Góes: tradição que vira resultado

    A premiação reforça o protagonismo da Vinícola Góes na vitivinicultura paulista. A empresa combina técnicas tradicionais com tecnologia moderna pra criar produtos que competem de igual pra igual com rótulos internacionais. A medalha de ouro do Saint Tropez Moscatel Rosé prova que vinhos brasileiros têm espaço garantido entre os melhores do mundo.

    Quem quiser experimentar o espumante premiado pode encontrar o Saint Tropez Moscatel Rosé em distribuidoras especializadas e no e-commerce da vinícola. Uma taça gelada com sobremesa pode ser a melhor forma de celebrar essa conquista do vinho nacional.

  • Novo vinho nacional – Pesquisadores desenvolvem bebida fermentada a partir do umbu

    Novo vinho nacional – Pesquisadores desenvolvem bebida fermentada a partir do umbu

    Pesquisadores da Embrapa, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), desenvolveram uma nova bebida fermentada a partir do umbu, um fruto nativo da Caatinga. Esse estudo revelou o grande potencial do umbu como matéria-prima para a produção de uma bebida alcoólica fermentada, similar a um vinho espumante e naturalmente gaseificada. Os testes realizados com consumidores indicaram uma aceitação positiva, reforçando a viabilidade de sua introdução no mercado de bebidas alcoólicas inovadoras.

    De acordo com Aline Biasoto, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, o teste de consumidores mostrou que o fermentado gaseificado de umbu foi bem aceito pelo público. Com destaque para o seu potencial no mercado nacional. No entanto, a pesquisadora aponta a necessidade de pequenos ajustes, como o aumento do teor de açúcar antes do fechamento da garrafa com rolha de cortiça. Esse ajuste visa intensificar o aroma característico do umbu e aumentar a percepção do gosto doce, elementos importantes para melhorar a aceitação do produto pelos consumidores.

    Estratégia eficaz para agregar valor

    O uso do umbu para a produção dessa bebida fermentada é uma estratégia eficaz para agregar valor a um fruto que, por ser altamente perecível, sofre grandes perdas após a colheita. Além de promover o uso sustentável do umbu, essa inovação contribui para a diversificação econômica em uma das regiões mais afetadas pela escassez de água no Brasil, o Semiárido. O desenvolvimento de produtos como o fermentado de umbu pode beneficiar diretamente os agricultores familiares e extrativistas da Caatinga. Fortalecendo, desta forma, a economia local e promovendo a economia circular.

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    O processo de fabricação do fermentado segue o método tradicional, também utilizado na produção de vinhos espumantes, como o Champagne. Esse método envolve duas etapas de fermentação alcoólica. Na primeira fase, a polpa de umbu, diluída em água, é fermentada após a adição de açúcar e levedura (S. cerevisiae), resultando em um fermentado de base.

    Vinho espumante

    A segunda etapa de fermentação ocorre nas garrafas, quando se adiciona uma mistura de açúcar e leveduras, conhecida como licor de tiragem. A garrafa, então, é fechada, permitindo que o dióxido de carbono (CO₂) produzido na fermentação fique preso, formando as bolhas que caracterizam o vinho espumante.

    Além da avaliação sensorial com consumidores, o fermentado de umbu foi submetido a análises físico-químicas e instrumentais. Eles comprovaram a presença de compostos voláteis importantes para o aroma e o sabor da bebida. Entre esses compostos, os ésteres e os terpenos são responsáveis pelas notas frutadas e florais da bebida. Juliane Elisa Welke, professora da UFRGS, ressaltou que os ésteres etílicos, com seus aromas frutados, e os terpenos, com notas florais, foram os compostos voláteis de maior impacto no perfil aromático da bebida.

    Sustentabilidade

    O projeto de pesquisa também reforça a importância do umbu para a sustentabilidade da Caatinga. O umbuzeiro é uma planta nativa extremamente resistente ao clima semiárido. Também é uma fonte tradicional de renda para as famílias do Nordeste brasileiro que praticam o extrativismo.

    A Embrapa tem incentivado o cultivo organizado do umbuzeiro, com a introdução de novas cultivares que aumentam a produtividade e melhoram a qualidade dos frutos, tanto para o consumo in natura quanto para a produção de produtos alimentícios processados.

    Fermentado de umbu gaseificado (similar ao vinho espumante) pode agregar valor ao fruto e fortalecer sua cadeia produtiva no Semiárido brasileiro. Foto – Luís Henrique Pereira de Sá Torres. Divulgação: Embrapa

    A produção de fermentados de frutas gaseificadas, como o umbu, segue uma tendência de diversificação no mercado internacional de bebidas. Mercado esse que busca por inovações e sabores exóticos.

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    Ao apostar em matérias-primas como o umbu, o Brasil pode se posicionar de forma competitiva nesse mercado. Criando, portanto, uma cadeia produtiva sólida e oferecendo produtos de alto valor agregado.

    Os pesquisadores acreditam que essa inovação tem o potencial de contribuir não apenas para a valorização do umbu e da agricultura familiar na Caatinga. Mas também para a sustentabilidade econômica e ambiental da região. Criando, assim, oportunidades para novos negócios em torno de produtos diferenciados e de grande apelo entre os consumidores.