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  • Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    Genética se torna aliada estratégica na produção de tomate

    A combinação entre genética avançada, cultivo protegido e manejo tecnológico tem transformado a produção de tomate no Brasil. Durante visita técnica promovida pela BASF Nunhems na Mikami Agrobusiness, em Louveira (SP), produtores e especialistas apresentaram como a inovação vem contribuindo para aumentar a produtividade, garantir maior qualidade dos frutos e reduzir os impactos das variações climáticas sobre a cultura.

    A Mikami Agrobusiness é um grupo agrícola familiar liderado pelos irmãos Ricardo e Eduardo Mikami, representantes da terceira geração de descendentes de imigrantes japoneses. Com operações em Louveira e Vinhedo, a empresa cultiva cerca de 70 produtos diferentes para abastecer a rede Quitanda QMaria e o QMaria Restaurante & Sushi, ambos pertencentes à própria família. Entre as culturas, o tomate saladete ocupa posição estratégica na operação.

    Da avaliação ao cultivo em larga escala

    Atualmente, toda a produção de tomate italiano da empresa utiliza o híbrido Strongton, desenvolvido pela BASF Nunhems. Segundo Ricardo Mikami, a adoção da variedade ocorreu após testes em pequena escala que demonstraram resultados superiores aos materiais anteriormente utilizados.

    “Nossa busca não é só por algo que seja bom para produzir, é o que o cliente quer. Buscamos variedades resistentes, que nos ajudem a usar o mínimo possível de produto, buscando eficiência e atendendo a demanda que encontramos no Strongton”, afirmou.

    De acordo com o produtor, um dos principais desafios da cultura era a perda de uniformidade dos frutos na parte superior das plantas.

    “Nossa dificuldade sempre foi do meio para cima. Ou ficava pequeno ou ficava oco, não enchia e não dava peso. Quando tivemos a oportunidade de testar o Strongton, já vimos diferença. Começamos com seis vasos e hoje 100% da nossa produção de tomate italiano é dessa variedade”, relatou.

    Além disso, a empresa trabalha atualmente com 17 lotes produtivos e pretende incorporar mais três áreas ao longo deste ano. Cada lote produz entre 10 e 12 toneladas, totalizando aproximadamente 180 toneladas anuais de tomate italiano.

    Genética como diferencial competitivo

    Segundo Leonardo Terron Ferreira, representante técnico de vendas da BASF Nunhems, a proposta da nova genética é garantir uniformidade de produção durante todo o ciclo da planta.

    “A genética traz para o produtor melhor sanidade, vigor de planta, pegamento desde as primeiras pencas e qualidade até o ponteiro. O objetivo é oferecer o mesmo calibre de fruto em toda a planta, com uniformidade e padrão comercial”, explicou.

    De acordo com o especialista, o desempenho está diretamente ligado ao sistema radicular desenvolvido pelo híbrido.

    “Para obter uniformidade, o segredo está na genética. Com um sistema radicular robusto, toda a adubação realizada consegue ser aproveitada pela planta, garantindo a formação das pencas e a qualidade dos frutos.”

    Além da uniformidade, o material apresenta resistência a importantes desafios fitossanitários da cultura, como nematoides, fusarium, verticillium, vírus rugoso, vira-cabeça e geminivírus. Dessa forma, o produtor ganha mais estabilidade produtiva e maior segurança no manejo da lavoura.

    Tecnologia reduz riscos e amplia previsibilidade

    Além da genética, a tecnologia aplicada ao sistema de produção tem papel decisivo nos resultados obtidos pela propriedade. A Mikami Agrobusiness conta com cerca de 40 mil metros quadrados de estufas em Louveira, além de estruturas semelhantes em outras regiões do País.

    Segundo Ricardo Mikami, a migração do cultivo tradicional para a plasticultura permitiu reduzir significativamente os impactos das condições climáticas.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    “Diminuímos as variáveis climáticas como excesso de chuva, luminosidade e temperatura. Conseguimos entregar mais produtividade, qualidade, previsibilidade e reduzir aplicações de produtos. A plasticultura diminui as rupturas de produção.”

    Além disso, o sistema adotado utiliza cultivo em vasos preenchidos com turfa, um substrato que permite maior controle do ambiente radicular. Toda a irrigação e nutrição das plantas ocorre por meio de fertirrigação automatizada.

    “Trabalhamos em campo protegido. O plantio é feito em vasos com substrato e toda a fertirrigação é realizada por uma injetora que fornece água e nutrientes preparados pelos nossos agrônomos de acordo com a necessidade da planta durante o ciclo”, explicou Juliano Godoi, gerente de produção da Mikami Agrobusiness.

    Para os produtores, a incorporação de novas tecnologias tornou-se fundamental diante dos desafios climáticos e das exigências de mercado.

    “Se continuássemos produzindo da maneira que era feita no passado, seria muito difícil aumentar a produção. A tecnologia veio para agregar. Hoje utilizamos recursos que vão desde sementes híbridas e irrigação até estufas mais modernas e implementos agrícolas”, destacou Godoi.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Desafios e perspectivas para o futuro

    Apesar dos avanços, a produção de tomate continua enfrentando desafios importantes, principalmente durante o verão, quando as altas temperaturas podem comprometer produtividade e qualidade.

    Ainda assim, a demanda do mercado exige regularidade no abastecimento ao longo de todo o ano.

    “O consumidor quer tomate independentemente de estar frio, chovendo ou fazendo calor. Precisamos garantir esse fornecimento constante”, observou Ricardo Mikami.

    Para ele, o futuro da tomaticultura passa pela combinação entre sustentabilidade, genética e adaptação climática.

    “As temperaturas estão cada vez mais altas e as mudanças climáticas são uma realidade. A genética precisará acompanhar esse cenário, entregando materiais mais resistentes e que facilitem o manejo. A automação também deve avançar, mas sem perder a sensibilidade humana, que continua sendo determinante para o resultado final.”

  • Turismo rural: conheça a capital da uva em São Paulo

    Turismo rural: conheça a capital da uva em São Paulo

    Vinhedo, localizada a apenas 75 km da capital paulista, é reconhecida como a “Capital da Uva” do Brasil. Para quem gosta de turismo rural, a cidade se destaca por suas paisagens deslumbrantes, com fazendas, represas e cachoeiras, além de uma rica tradição na produção de uvas e vinhos.

    A uva é o principal atrativo agrícola de Vinhedo, com uma longa história de cultivo que remonta à imigração europeia no início do século XX. Os agricultores locais cultivam diversas variedades de uva. E que são utilizadas para produzir vinhos finos e sucos naturais. A região é famosa por seus vinhos artesanais, que têm ganhado reconhecimento no mercado nacional e internacional.

    Vinhedo faz parte do Circuito das Frutas, um roteiro turístico que valoriza a produção agrícola da região. A cidade é especialmente conhecida por sua Festa da Uva e do Vinho, um evento anual que atrai turistas e celebra a colheita das uvas. Durante a festa, os visitantes podem degustar vinhos locais, além de participar de atividades culturais e gastronômicas.

    Mercado de uva na região

    O mercado de uva em Vinhedo é fortalecido pela demanda crescente por produtos locais. Com a valorização dos vinhos artesanais e o aumento do consumo consciente, os produtores têm encontrado novas oportunidades para expandir suas operações. A cidade também abriga diversas adegas que oferecem visitas guiadas e degustações, atraindo tanto turistas quanto apreciadores de vinho.

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    Além disso, a proximidade com grandes centros urbanos proporciona acesso facilitado aos mercados consumidores, o que favorece a comercialização das uvas e vinhos produzidos na região.

    Atrações turísticas

    Vinhedo não é apenas um destino para amantes do turismo rural; a cidade também oferece uma variedade de atrações turísticas. Entre elas está o parque Hopi Hari, um dos principais destinos de lazer e entretenimento do Brasil, oferecendo experiências inesquecíveis para toda a família.

    Com uma área de mais de 760 mil metros quadrados, o parque conta com cinco regiões temáticas: Kaminda Mundi, Aribabiba, Mistieri, Wild West e Infantasia, cada uma com atrações únicas.

    Speedi 64 garante diversão para toda família. Foto – divulgação

    Entre os destaques estão a montanha-russa Montezum, uma das maiores de madeira da América Latina, o looping do Evolution, e a clássica roda-gigante Giranda Mundi. Para os pequenos, a área Infantasia traz o universo mágico dos Looney Tunes. Já os fãs de adrenalina podem se aventurar no Vurang, a montanha-russa no escuro, ou no Hadikali, com sua queda livre emocionante.

    Além das atrações, o Hopi Hari promove eventos sazonais, como o Hopi Night e a Hora do Horror, que conquistam visitantes de todas as idades. Com opções de gastronomia e entretenimento, o parque é uma opção imperdível para quem busca diversão e momentos inesquecíveis.

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    Com sua rica tradição na produção de uvas e vinhos, Vinhedo se consolida como um importante destino de turismo rural no interior de São Paulo. A combinação de belas paisagens, eventos culturais e uma economia agrícola vibrante torna a cidade um lugar atraente tanto para visitantes quanto para investidores. Vinhedo continua a ser um exemplo de como a agricultura pode impulsionar o desenvolvimento econômico e cultural em uma região.

  • Crise do Vinho: 30 mil hectares de vinhedos destruídos na França

    Crise do Vinho: 30 mil hectares de vinhedos destruídos na França

    A França enfrenta uma crise sem precedentes em seu setor vinícola, levando o governo a decidir pela destruição de 30 mil hectares de vinhedos, o que representa cerca de 4% da área total dedicada à produção de vinho no país.

    O plano levou vários meses para aprovação, porque “na PAC (política agrícola comum) não há medida de arranque”, explica Jérôme Despey, presidente do conselho dedicado ao vinho da associação FranceAgriMer.

    Para enfrentar essa crise, o Ministério da Agricultura da França anunciou “um incentivo financeiro de 4 mil euros por hectare destruído para os produtores que aceitarem participar do programa, com orçamento total de 120 milhões de euros”.

    O objetivo é reduzir a oferta no mercado e evitar uma queda drástica nos preços dos vinhos. Essa ação foca principalmente nos vinhedos de grande produção.

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    Em comunicado, o governo francês anunciou que “a ajuda seria concedida aos agricultores que abandonem, à superfície assim desenraizadas, a produção de autorizações de replantação, e que também renunciam a mobilizar ou solicitar, durante as seis campanhas vitivinícolas de 2024 a 2029 inclusive, autorizações para novas plantações”.

    Impacto no Setor

    Com aproximadamente 789 mil hectares dedicados à viticultura em 2023, a destruição planejada representa uma medida drástica que pode ter consequências significativas para a economia regional e nacional.

    Apesar da diminuição na área plantada, os preços dos vinhos ícones, como os grandes Bordeaux e Bourgogne, continuam a subir anualmente.

    A decisão do governo reflete a urgência em reequilibrar o setor vinícola francês diante das mudanças nos hábitos de consumo e da crescente concorrência internacional.

    Essa situação destaca não apenas os desafios enfrentados pelos produtores locais, mas também a importância cultural e econômica do vinho na sociedade francesa.

    Crise do Vinho

    A diminuição do consumo de vinho na França é atribuída a diversos fatores. Primeiramente, apenas um terço das pessoas com menos de 40 anos consome vinho atualmente.

    Os jovens têm mudado seus hábitos alimentares e preferido bebidas como cerveja, especialmente em refeições rápidas. Além disso, quando optam por vinho, tendem a escolher variedades mais leves, como brancos e rosés.

    Outro aspecto relevante é a queda nas exportações. Em 2023, as vendas de vinhos franceses para o exterior caíram 10% em relação ao ano anterior.

    A China, um dos principais importadores, reduziu suas compras e aumentou sua própria produção. Por outro lado, produtos de países como Itália e Espanha ganham espaço no mercado francês.

  • Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    Perigo – fungo atinge nivel alarmante em São Paulo

    A podridão da uva madura, causada pelo fungo Glomerella cingulata, atingiu níveis alarmantes na última safra em São Paulo, com perdas de até 100%. Em resposta, Embrapa Territorial, prefeituras e o setor produtivo se uniram para elaborar um plano emergencial.

    A podridão da uva madura tem devastado os vinhedos do Circuito das Frutas Paulista, que abrange dez municípios de São Paulo. Esse fungo encontra condições ideais para se desenvolver, como temperaturas entre 25 °C e 30 °C e alta umidade. Os danos chegaram a um nível crítico na última safra, com perdas variando entre 30% e 100%.

    A primeira fase do plano envolve a coleta de amostras do patógeno para análise no Laboratório de Fitopatologia da Embrapa Uva e Vinho, em Bento Gonçalves (RS). Especialistas instalarão ensaios em propriedades selecionadas e acompanharão os resultados, focando em práticas de manejo integrado e controle biológico e químico.

    O analista da Embrapa, Rafael Mingoti, destaca a importância da união das instituições para ajustar práticas de controle da doença, desde tratamentos de inverno até a aplicação de indutores de resistência. A primeira fase do plano consiste na seleção de produtores receptivos à instalação de ensaios de controle da podridão da uva madura. No início de julho, especialistas visitaram propriedades em municípios como Jundiaí, Louveira e Itatiba para conversar com os proprietários e coletar amostras.

    Impacto Econômico

    A podridão da uva madura não afeta apenas a produção, mas também a economia local. Em Jundiaí, conhecida como a Terra da Uva, a doença comprometeu a produção de uvas Niagara Rosada, essenciais para a Festa da Uva e o turismo rural. Produtores relatam perdas significativas, com muitos sendo forçados a buscar outros meios de subsistência.

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    Alguns produtores, como Anderson Tomazetto, têm conseguido controlar a doença com práticas de manejo integradas e tratamento adequado. Ele relata ter visto os primeiros sintomas há quatro anos, mas só recentemente a podridão causou grandes prejuízos. Orientado pela Embrapa, ele adotou práticas de manejo e obteve bons resultados, mostrando que o combate ao fungo é possível com as medidas certas.

    O conjunto de ações propostas visa reduzir a pressão do patógeno nos vinhedos e diminuir a taxa de infecção ao longo das safras. A Embrapa e os especialistas esperam que essas medidas devolvam a confiança dos produtores nas práticas de manejo e garantam a continuidade da produção de uvas no Circuito das Frutas Paulista.

    O plano emergencial é crucial para conter a podridão da uva madura e proteger a economia e o turismo das regiões produtoras de uva em São Paulo. A colaboração entre Embrapa, prefeituras e produtores é fundamental para enfrentar esse desafio e garantir a sustentabilidade da viticultura na região.