Tag: Vigifronteiras

  • Operação flagra fraude em fábrica de ração para aves ornamentais

    Operação flagra fraude em fábrica de ração para aves ornamentais

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou nesta quarta-feira (26/08) de uma operação de fiscalização em uma fábrica de alimentos para pássaros ornamentais em Sumaré (SP). A ação foi coordenada pela Polícia Civil e integrou o Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras). As equipes cumpriram mandados de busca e apreensão em quatro endereços ligados à investigação.

    As equipes constataram que a empresa fraudava a linha de produção. Segundo a investigação, funcionários inseriam clandestinamente fipronil, um inseticida, na composição dos alimentos para aves. Depois, envasavam e comercializavam os produtos de forma ilegal. Os produtos ainda recebiam falsa finalidade terapêutica e antiparasitária.

    A investigação também identificou dois imóveis residenciais vinculados ao esquema. Nesses locais, os suspeitos fracionavam e manipulavam insumos farmacêuticos ativos. Os agentes também encontraram frascos irregulares dentro de um veículo pertencente a um funcionário da fábrica.

    Duas pessoas foram presas em flagrante

    Durante as diligências, a polícia prendeu duas pessoas em flagrante pelas irregularidades constatadas no local. Na sequência, os agentes apreenderam todo o material irregular e coletaram amostras para análise laboratorial, conforme prevê a legislação.

    A ação integra a Operação Ronda Agro, que combate de forma contínua o comércio de produtos e insumos agropecuários ilícitos. Participaram também o Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e o Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em São Paulo (LFDA-SP).

    Fiscalização também mirou o comércio eletrônico

    Paralelamente à ação presencial, as equipes realizaram a Operação Ronda Agro Ciber IV, dentro do módulo e-Monitora do Programa de Monitoramento do Trânsito e Comércio Irregular de Produtos Agropecuários (Monitora). Elas identificaram anúncios ligados aos produtos investigados e solicitaram sua remoção em plataformas de comércio eletrônico. Ao todo, as plataformas removeram mais de 500 links relacionados à investigação.

    Fipronil pode causar intoxicação e morte das aves

    A adulteração de alimentos para animais com substâncias não prescritas representa um grave risco sanitário. Esse tipo de fraude pode causar intoxicação grave, resistência a tratamentos e até a morte das aves. Por isso, a legislação classifica o comércio de insumos agropecuários falsificados como infração sanitária grave e crime.

    As operações especiais de fiscalização buscam proteger os ativos agropecuários do país e resguardar a saúde pública e animal. Além disso, visam coibir a concorrência desleal no comércio de insumos.

  • Operação apreende 217 toneladas de fertilizantes adulterados em MT

    Operação apreende 217 toneladas de fertilizantes adulterados em MT

    Uma operação realizada em Mato Grosso apreendeu aproximadamente 217 toneladas de fertilizantes adulterados, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

    A Operação Safra Paralela foi deflagrada na terça-feira (18) e os produtos apreendidos foram avaliados em cerca de R$ 645 mil.

    A ação faz parte da Operação Ronda Agro CXLVI, realizada no âmbito do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), do MAPA.

    Fiscalização encontrou irregularidades nos fertilizantes

    Durante a fiscalização, as equipes constataram que o estabelecimento envolvido não tinha registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Também foram identificadas irregularidades relacionadas à rotulagem e à rastreabilidade dos fertilizantes.

    De acordo com o Mapa, havia ainda indícios de manipulação dos produtos com componentes não autorizados, além da utilização de sacarias pertencentes a terceiros.

    Amostras dos materiais foram coletadas e serão encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA) para análise.

    Investigação apura possíveis crimes

    Além das irregularidades encontradas nos produtos, a investigação apura a possível ocorrência de crimes relacionados às atividades investigadas, como organização criminosa, furto qualificado e estelionato.

    Segundo o Mapa, o nome Safra Paralela faz referência à suspeita da existência de um mercado clandestino relacionado à adulteração de fertilizantes e à subtração de grãos.

    Operação reuniu forças de segurança em Mato Grosso

    A operação foi conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso (FICCO/MT).

    A ação contou ainda com apoio do Comando Regional da Polícia Militar de Mato Grosso, em Primavera do Leste, e da Polícia Rodoviária Federal, em Rondonópolis.

    A fiscalização integra as ações de defesa agropecuária voltadas à regularidade da cadeia produtiva e ao controle dos insumos comercializados no setor rural.

  • Operação combate falsificação de agrotóxicos

    Operação combate falsificação de agrotóxicos

    Uma operação deflagrada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nos dias 9 e 10 de março resultou na apreensão de aproximadamente 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades em um galpão na cidade de Patos de Minas, no Alto Paranaíba.

    Batizada de “Operação Dólos”, correspondente à Ronda Agro CXXIV, a ação do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras) localizou um depósito usado para armazenamento clandestino, sem qualquer registro nos órgãos competentes. No local, parte dos produtos estava em galões sem rotulagem, o que indica possível falsificação.

    Além dos defensivos, os fiscais encontraram 10,5 toneladas de sementes e 20,5 toneladas de fertilizantes também com indícios de irregularidades. Totalizando mais de 50 toneladas de insumos apreendidos.

    A força-tarefa reuniu o Mapa, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A Polícia Civil de Patos de Minas, a Seção de Inovação Tecnológica da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SIT/SII/SSP-GO) e o Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA), do Ministério da Justiça, também participaram da operação.

    Saúde pública

    Para Marcela Ferreira Rocha, coordenadora de Fiscalização de Agrotóxicos do IMA, a apreensão demonstra a importância da fiscalização para proteger a saúde pública, o meio ambiente e a produção agrícola. “O uso de produtos falsificados pode causar danos irreversíveis às lavouras, além de contaminar o solo e os recursos hídricos”, alertou.

    No local, as equipes interditaram e autuaram o estabelecimento, além de iniciarem os procedimentos para apuração criminal. O prejuízo estimado aos infratores ultrapassa R$ 3,2 milhões, considerando o valor dos produtos apreendidos.

    A diretora do Departamento de Serviços Técnicos da Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, Graciane Castro, destacou a importância da atuação conjunta. “Os resultados reforçam a importância da cooperação entre os órgãos de fiscalização e forças policiais. Fortalecendo o combate ao comércio ilegal e ampliando a capacidade do Estado de coibir práticas criminosas”, afirmou.

    As operações do Vigifronteiras atuam estrategicamente para retirar de circulação insumos agrícolas irregulares que não oferecem garantia de qualidade. Portanto, representando riscos diretos aos produtores rurais, à sanidade vegetal e à saúde pública.

  • Mapa intercepta 17 toneladas de insumos agrícolas ilegais em ação nacional

    Mapa intercepta 17 toneladas de insumos agrícolas ilegais em ação nacional

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu mais de 17 toneladas de agrotóxicos e fertilizantes irregulares durante a Operação Defense (Ronda Agro CXXVII), realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro de 2026, em Boa Esperança (MG). A ação faz parte do Programa Vigifronteiras, voltado ao combate de ilícitos agropecuários em regiões de fronteira e polos de distribuição.

    Foto: Mapa

    A operação contou com o apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), da Polícia Civil de Minas Gerais, da Superintendência de Inteligência Integrada da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, do Centro Integrado de Inteligência, Segurança Pública e Proteção Ambiental (CIISPA) e do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP).

    Produtos irregulares e risco à saúde pública

    Durante a fiscalização, os agentes encontraram produtos armazenados de forma precária e sem registro oficial, além de rótulos adulterados e embalagens em línguas estrangeiras que não coincidiam com as traduções apresentadas. As análises preliminares com espectrômetro de infravermelho portátil apontaram a presença de ingredientes ativos como fipronil, diuron, piraclostrobina, tiametoxam e benzoato de emamectina, substâncias cujo uso o país controla ou restringe com rigor.

    Conforme o Mapa, os responsáveis manipulavam e fracionavam os insumos clandestinamente em um galpão sem condições adequadas. E vendiam os produtos sem receituário agronômico ou bula técnica. O que representa grave risco à saúde pública e ao meio ambiente.

    Prejuízo milionário e responsabilização

    O valor estimado dos produtos apreendidos ultrapassa R$ 3 milhões, segundo cálculos do Mapa. Os responsáveis foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Boa Esperança (MG). E responderão por infrações administrativas e crimes contra a saúde pública, o meio ambiente e de contrabando.

    “Operações como essa mostram a importância de observar corretamente a origem dos produtos adquiridos e checar o seu número de registro, disponível nos rótulos. É fundamental que produtores rurais, no momento da compra, avaliem se aquela cooperativa ou distribuidora está devidamente credenciais aos órgãos estaduais ou federais, tanto para resguardo próprio, quanto para evitar o mercado ilegal. Produtos agrícolas, sobretudo químicos, não podem ser adquiridos pela internet”, ressaltou o gerente de Combate a Produtos Ilegais da CropLife Brasil, Nilto Mendes.

    De acordo com o Ministério, ações como a Operação Ronda Agro têm como objetivo principal proteger o setor produtivo nacional. Além de garantir a segurança dos alimentos e impedir a concorrência desleal no comércio de insumos agrícolas.

  • Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    Operação apreende mais de 50 toneladas de soja no Rio Grande do Sul

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma grande operação de combate à entrada irregular de produtos agropecuários no Noroeste do Rio Grande do Sul. A Operação Ronda Agro LXXXIX foi coordenada pelo Programa Vigifronteiras. E apreendeu 51 toneladas de soja, 12 toneladas de cebola e 1.946 litros de produtos similares a agrotóxicos sem registro durante fiscalização em Santa Rosa e Três Passos. Os municípios são estratégicos na fronteira do estado.

    Foto: Divulgação/Mapa

    A ação, que teve como foco o combate ao trânsito internacional irregular de produtos agropecuários, contou com a participação integrada da Brigada Militar, Exército Brasileiro, Polícia Federal, Receita Federal e do programa Sentinela, vinculado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). O Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA), sediado em Foz do Iguaçu (PR), também apoiou as atividades.

    Veículos apreendidos

    Durante as fiscalizações em estabelecimentos rurais e terminais de recebimento de grãos, a Polícia Federal apreendeu veículos utilizados no transporte dos produtos ilegais. Incluindo um caminhão truck, um trator, um carretão e uma esteira elétrica. Todo o material foi encaminhado à Receita Federal para perdimento, e o prejuízo estimado aos infratores ultrapassa meio milhão de reais.

    Além do impacto econômico, a operação visa proteger a sanidade agropecuária e a saúde pública. E reforça o compromisso do Mapa com a segurança dos alimentos, saúde animal e vegetal. Além da defesa dos interesses nacionais no comércio internacional. O diretor substituto de Serviços Técnicos do Mapa, Fabrício Pedrotti, destacou que a atuação integrada nas fronteiras é fundamental para evitar riscos sanitários e econômicos ao setor agropecuário.

    O major Anderson Machado, do 4º Batalhão de Polícia de Área de Fronteira da Brigada Militar, ressaltou a importância da cooperação entre os órgãos. “A presença e a atuação cooperada dos órgãos é fundamental não apenas para a proteção da defesa agropecuária. Mas também para a manutenção da segurança pública nas fronteiras. As ações integradas tornam-se indispensáveis para o enfrentamento de ilícitos e o fortalecimento da legalidade”.

    Para o major Salóes, do Comando Militar do Sul. “A participação da 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada evidenciou a eficácia da ação integrada do Estado na proteção de interesses estratégicos e na desarticulação de redes ilícitas transnacionais”

    As ações do Vigifronteiras integram o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). Elas estão alinhadas à Política Nacional de Fronteiras, respaldadas por decretos que atribuem à Secretaria de Defesa Agropecuária a competência para prevenir e combater fraudes contra a saúde pública e as relações de consumo.

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